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AULA 5 ANÁLISE ESTRATÉGICA DO CICLO DE VIDA DO PRODUTO Prof. Demétrio de Mendonça Júnior 2 INTRODUÇÃO Todo produto, em seu ciclo de vida, tem sua fase de introdução, crescimento, maturidade e declínio. Na aula anterior, verificamos as premissas que levam a um melhor aproveitamento do estágio de maturidade do produto. De modo a recapitular essas premissas, notamos que o crescimento de vendas do produto, na fase descrita, começa a se tornar estável, o que potencializa a capacidade de obtenção de lucros pela organização, já que o produto se torna conhecido pelo mercado, seus consumidores já estão em grande parte fidelizados. Esse processo, claro, nunca deixa de ser marcado pela acirrada competição do mercado. As empresas, nesse estágio de maturidade do produto, estão buscando a redução de custos de produção e investindo na sua diferenciação, ação que é realizada pela inovação incremental e mediante investimentos em pesquisa de desenvolvimento do produto. Tal diferenciação é primordial para a empresa competir com mais possibilidade de êxito, no mercado, pois será o fator decisivo para que um consumidor efetue uma troca de marcas. Aliados a esses fatores, vimos também que incentivos como propaganda e oferta de descontos promocionais são bem-vindos, bem como o estabelecimento de processos e parcerias eficientes em termos de logística. Essas ações no estado de maturidade do produto podem aumentar o seu ciclo de vida, estendendo assim sua vida útil. Caso contrário, o produto chega mais rapidamente ao seu estágio de declínio, estágio cujas premissas discutiremos, nas próximas sessões. Vamos lá? A fase de declínio sucede a fase de maturidade de um produto e, nela, a estabilidade obtida na maturidade é acompanhada por uma queda nas vendas do produto. Dentre as condições para que isso ocorra, encontra-se a falha ao se tentar atribuir tecnologia e novos incrementos ao produto, o que pode ocasionar a dissolução de recursos financeiros. Dessa maneira, as empresas podem optar por reduzir a oferta dos produtos oferecidos e/ou cortar seus recursos de promoção (Kotler, 2000). Nessa fase, o mercado encontra-se em saturação de determinado produto e a obtenção de lucros com sua venda é um desafio enorme. Os seus preços de venda estão em declínio, pois essa saturação puxa os preços de produtos competidores para baixo. Esse é um momento crucial para algumas empresas, pois é quando alguns produtos simplesmente saem do mercado. Ressalta-se que 3 existe um porém: tal declínio de produtos não chega para todas as empresas, e para que isso aconteça existem estratégias e decisões a serem tomadas. Quando se olha para a matriz do Boston Consulting Group (BCG), verifica- se que a etapa associada ao estágio de declínio é a chamada quadrante do abacaxi, que se refere aos produtos que já possuem participação baixa no mercado e que, nesse momento, já não oferecem mais lucros à empresa mas, sim, prejuízos, embora ainda façam parte de seu portfólio de vendas (Zin; Bombana; Barcellos, 2018). Nesse sentido, é possível que esse produto venha a ser descartado pela empresa, caso apresente custos elevados para que se recupere no mercado. Dessa forma, um produto que se encontra na fase do abacaxi não está fadado à morte, apenas ao envelhecimento no mercado, isso porque o ciclo de vida de um produto abrange diversas condições e tem seu próprio dinamismo, podendo aquela ser uma fase desfavorável porém passageira (Mauad; Martinelli, 2005). Figura 1 – Ciclo de vida do produto Outro fator que pode ocasionar o declínio de um produto está ligado ao gosto do consumidor, às mudanças de tendências e/ou ao aparecimento de produtos substitutos (Berganton; Salvini, 2015), bem como o advento de inovações e mudanças tecnológicas (Boente; Melo; Braga, 2010), sobre as quais podemos citar o exemplo das máquinas de escrever, que, com o surgimento da tecnologia associada aos computadores, foram praticamente retiradas do mercado, tornando-se obsoletas. 4 A Figura 2 sumariza os acontecimentos até o momento de declínio no ciclo de venda do produto (CVP), em relação a vendas, lucro, preço, tipos de consumidores e concorrentes. Figura 2 – Fases do ciclo de vida do produto CICLO DE VIDA DO PRODUTO Introdução Crescimento Maturidade Declínio Vendas Baixas Altas Altas e estáveis Declinando Lucro Baixo/negativo Crescente Decrescente Inexistente (prejuízo) Preço Alto Decrescente Baixo Produto em liquidação Consumidores Inovadores Adotantes pioneiros Massa do mercado Atrasados Concorrentes Poucos/nenhum Número crescente Número estável Número declinando Fonte: elaborado com base em Mauad; Martinelli, 2005. O próximo tópico irá abordar as premissas básicas da fase de declínio do CVP e, na sequência, as estratégias de cada mix do marketing (produto, preço, praça e promoção). Vale ressaltar que esse momento é quando os profissionais, gestores e empreendedores têm mais dificuldades para estabelecer a melhor estratégia. Saiba mais Veja alguns exemplos de produtos que foram descontinuados em sua fase de declínio no estudo Cadê a empresa que estava aqui?: processo de falência e reestruturação da Kodak à luz da teoria do ciclo de vida da firma, que conta um pouco do famoso caso de declínio da Kodak, quando houve a substituição das máquinas fotográficas analógicas pelas digitais, no mercado, e a marca não acompanhou bem esse movimento. O artigo encontra-se disponível para leitura em: (Garcia; Viana Junior; Lucena, 2020). TEMA 1 – PREMISSAS DA FASE DE DECLÍNIO DO PRODUTO O principal objetivo do marketing, na fase de declínio do produto, está pautado na tentativa de reduzir ao máximo custos desnecessários e garantir o 5 melhor aproveitamento possível da marca (Kotler, 2000). Considera-se, então, que a premissa central desse declínio é a redução de custos. Kotler (2000) ainda comenta que existem cinco estratégias principais voltadas às ações tomadas pelos gestores quanto ao estágio de declínio de um produto: 1. aumentar investimentos com o intuito de retirar a concorrência do mercado. 2. manter o nível de investimentos até que as incertezas do mercado sejam dissolvidas; 3. diminuir o nível de investimentos de maneira controlada, reduzindo investimentos em operações desnecessárias; 4. tentar recuperar o caixa contendo os investimentos da organização; 5. desfazer-se do negócio de modo a recuperar os ativos antes que as perdas sejam maiores. Isso posto, uma outra premissa da fase de declínio do produto está em se pensar no desenvolvimento de outros produtos, que possam ocupar o lugar de um produto mais antigo, com possibilidade de ficar obsoleto (Chiavenato, 2015). TEMA 2 – ESTRATÉGIAS DE PRODUTO Quanto às estratégias voltadas aos produtos, primeiramente é realizada a identificação de produtos fracos. Inicialmente, as organizações com produtos em declínio devem constatar quais sejam esses produtos, analisar os números de suas vendas, o seu retorno do investimento e a quantidade de anos em que esses produtos apresentam decrescimento de vendas. Geralmente, a identificação dos produtos fracos é feita por comissões que avaliarão tais informações para que se possa tomar uma decisão a respeito (Kotler; Keller, 2012). Dessa forma, a organização consegue modificar suas ações com base nas estratégias de marketing. Outra estratégia relacionada ao produto em declínio é a decisão de não dar continuidade a ele. Ressalta-se que, se o produto possui determinado nível de aceitação pelo consumidor, a organização pode optar por vendê-lo como marca (Pereira; Marques, 2006), garantindo assim o seu retorno financeiro, de maneira mais rápida. A descontinuidade do produto, então, sedará por meio da sua oferta para aquisição da marca no mercado, por alguma outra empresa interessada. 6 Já a decisão de abandonar ou recolher produto implica diretamente a diminuição de custos do produto, limitando o foco de mercado em alguns nichos (mercados menores), mas tentando manter as suas vendas (Kotler; Keller, 2012). Por fim, a organização pode optar por manter o produto, se utilizando de estratégias do estágio de maturidade, agregando-lhe novas atribuições ou modificações (Ishizaka; Lizarelli, 2016) que possibilitem o rejuvenescimento do produto, prolongando assim a sua vida útil. TEMA 3 – ESTRATÉGIA DE PREÇO Os preços dos produtos sofrem frequentes modificações conforme as condições do mercado, isto é, as empresas podem ser forçadas a realizar alterações nos preços para conseguir manter estratégias rentáveis, alinhadas a objetivos de marketing (Milan et al., 2016). Ainda assim, esses preços passam por um alinhamento estratégico para colocação dos produtos no mercado e devem levar em consideração os objetivos estratégicos e rentáveis estabelecidos pela organização que os produz (Hinterhuber, 2004). Em adição, já que as estratégias de preço devem seguir a lógica do mercado, é importante verificar que a redução de custos é a principal alternativa para que a empresa consiga reduzir os custos do produto no seu estágio de declínio. Diferentemente das possibilidades de liderança em preço e paridade de preço estipuladas na fase de maturidade do produto, os preços baixos da fase de declínio são resultados da baixa participação e do início dos movimentos para retirar ou adaptar o produto no mercado. Nesse momento, a redução de custos é, pois, a premissa. Portanto, a estratégia de menor preço é adequada a produtos com baixa participação de mercado e produtos com baixa diferenciação na oferta (Milan et al., 2016). Como a margem de contribuição de cada produto é baixa ou até negativa, por causa do seu menor volume de vendas, o principal objetivo da empresa deve ser o de reduzir os estoques do produto em declínio a fim de gerar um caixa suficiente para os produtos em fases de introdução e crescimento, que com esses investimentos poderão alcançar sua maturidade (Pinto; Moura, 2011). Em complemento, o Quadro 1 lista algumas abordagens para a determinação dos preços, independentemente do estágio no CVP. 7 Quadro 1 – Abordagens de preço Abordagens Precificação Baseada em Custos Precificação Baseada na Concorrência Precificação Baseada em Valor Percebido Definição Determinação dos preços, principalmente com dados da contabilidade de custos Utiliza como fonte primária os preços dos concorrentes, para fixação dos próprios preços Usa o valor percebido de uma oferta em um segmento de clientes, predefinido, como principal fator para fixação dos preços Fonte: Elaborado com base em Milan et al., 2016. Ainda assim, a precificação de um produto deve levar em consideração cinco fatores (Oxenfeldt, 1973; Nascimento; Picolli; Diehl, 2019): 1. sobrevivência da organização; 2. lucro seja a curto ou longo prazo; 3. a geração de vendas; 4. estabelecimento de uma estabilidade a empresa; 5. favorecer a marca aos olhos do consumidor. No entanto, na fase de declínio do produto, a busca do lucro já não é o foco central da organização, que se concentra então na redução dos custos do produto. Ainda assim, os preços baixos do produto na sua fase de declínio contribuem para a marca não cair no esquecimento, já que ela ainda pode ser uma alternativa para aqueles consumidores que optem por preços baixos. É importante destacar que também há a possibilidade de se continuar praticando preços altos com produtos em fase de declínio. Se um dado produto for a única alternativa para um determinado nicho de mercado, o preço praticado em sua venda pode majorar mesmo com o produto em declínio, para fazer com que as perdas com esse produto sejam menores para a organização. Saiba mais As estratégias de precificação de produtos devem seguir a fase do CVP na qual o produto está. Bruni e Famá (2003, p. 311) mencionam que “o sucesso empresarial poderia até não ser consequência direta da decisão acerca dos preços. Todavia, um preço equivocado de um produto ou serviço certamente causará a sua ruína.” Tendo essas condições em vista, um estudo publicado no VIII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia propôs analisar como se dá a formação dos preços de venda no setor de vestuário. Para saber mais, acesse 8 o link a seguir: (Pinto; Moura, 2011). TEMA 4 – ESTRATÉGIA DE PRAÇA Como visto nas aulas anteriores, até o momento da maturidade de um produto, os canais de distribuição fazem uma grande diferença na entrega de um produto ao seu consumidor final. Entretanto, escolher e gerenciar os tipos de canais de distribuição leva em consideração características tanto do produto quanto da própria estrutura de competição que o cerca (concorrência e posicionamento da empresa) (Barbosa, 2010). Essa pode ser uma tarefa complexa, porém necessária. Saiba mais Veja o vídeo elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre como escolher o canal de distribuição de um produto, disponível no link: (Como, 2018). Uma vez que o estágio de declínio tem como premissa principal a redução de custos do produto, estabelecer um critério para manter os distribuidores pode ser uma alternativa, escolhendo-se assim o melhor canal de distribuição possível, que contribua com a redução de custos do produto almejada e que ainda forneça condições razoáveis para o cliente. Diferentemente das estratégias dos estágios anteriores, que buscavam a ampliação dos canais de distribuição do produto, tanto quanto a expansão do número de locais de vendas, com estabelecimento de parcerias para realizar essas tarefas, o estágio de declínio deve acompanhar o desempenho logístico dos canais de distribuição do produto. Com isso, qualquer decisão de alocar recursos em logística deve ser repensada, bem como se deve cogitar a retirada de parte ou da totalidade dos canais de distribuição, estratégia necessária pois há a diminuição no volume de vendas do produto e, consequentemente, no lucro, e reduzir custos do produto é a melhor situação para os gestores. Novaes (2001) afirma que cada canal de distribuição de produtos possui um determinado objetivo, que deve ser combinado com as necessidades e a 9 estrutura da empresa, isto é: essa distribuição está associada à estrutura de competição em geral. A Figura 3 representa os canais de distribuição que podem ser escolhidos em todas as fases do CVP. Figura 3 – Canais de distribuição de acordo com o CVP Fonte: elaborado com base em Lamb; Hair; McDaniel, 2004. Ressalta-se que a escolha dos canais de distribuição no momento de declínio de um produto está completamente associada à redução de múltiplos canais, bem como deve se dar em prol do canal que fornece o melhor custo- benefício para a organização. Kotler e Keller (2006) o corroboram afirmando que cada canal pode gerar um nível diferenciado de vendas, bem como de custos. Portanto, apostar em utilização de menos canais de distribuição no estágio de declínio do produto pode ser a melhor alternativa para que a empresa consiga diminuir os custos relativos à sua distribuição e também preparar sua possível retirada do mercado. 10 TEMA 5 – ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO No estágio de declínio do produto, as estratégias de promoção não seguem a lógica dos outros estágios, uma vez que a promoção de vendas deve ser reduzida e restar suficiente apenas para manter os clientes fiéis do produto. Vale lembrar que as estratégias de venda são elaboradasconsiderando as seguintes ferramentas, aplicáveis em todo o CVP (Ikeda, 1997): a. propaganda; b. promoção; c. marketing direto; d. publicidade; e. venda direta. No entanto, como a lucratividade e as vendas do produto estão em declínio, as atividades promocionais do composto de marketing podem gerar um custo desnecessário à empresa, visto que um mesmo produto não consegue alcançar novamente a maturidade depois de chegar ao declínio. Entretanto, algumas empresas podem apostar em estratégias de campanha que promovam a geração de um novo ciclo para o produto. Como exemplo, a Figura 4 remete à agressividade de uma campanha gerada para o primeiro ciclo do produto e repetida quando ele entra em queda de vendas, garantindo uma sobrevida ao produto e possibilitando à empresa o aproveitamento da receita obtida ainda com o produto em declínio para mudar as suas estratégias. Figura 4 – Novo ciclo do produto Fonte: elaborado com base em Kotler; Keller, 2012. 11 Entretanto, o estágio de declínio de um produto pode levar algumas empresas até a saírem do mercado. Portanto, o corte em orçamentos como o de marketing e a redução de preços do produto em declínio parecem ser, ainda, a decisões mais seguras a serem tomadas nesse momento (Kotler; Keller, 2012). Saiba mais Não só produtos entram em declínio durante seu ciclo de vida. Indústrias completas também podem passar por estágios de recessão, fazendo com que mudanças estratégicas sejam necessárias na forma de promover o negócio e seus produtos e serviços. É o caso da indústria fonográfica, especificamente o caso da Som Livre. Com o advento da internet, as buscas por materiais físicos da indústria fonográfica caíram radicalmente. Em busca de reverter o estágio de declínio em que entrou, a empresa teve que se adaptar às mudanças do cenário fonográfico, trabalhando com um posicionamento competitivo diferente. Para saber mais a respeito, acesse: (Silva; Dib; Carvalho, 2016). Vimos, até este momento, todos os estágios do CVP, desde a introdução do produto ao seu declínio. Vale ressaltar que compreender o processo do CVP permite ao gestor entender como suas ações devem ser planejadas. O embasamento da tomada de decisão é pautado no entendimento do mercado e de sua dinamicidade, bem como na preocupação com a organização se manter em inovação. Além disso, compreender o CVP permite a otimização de investimentos, bem como a manutenção da empresa de forma ativa na competição do mercado. De outra perspectiva, é importante salientar que alguns produtos não seguem a lógica linear do CVP. Alguns deles podem ficar muito tempo no estágio de maturidade, devido à sua constante evolução incremental (Kotler; Armstrong, 2015), o que se acha representado na Figura 5. A inovação do produto pode lhe gerar um novo ciclo de vida, e isso ocorre antes da sua fase de declínio chegar ao ápice, o que costuma conferir ao produto uma vida longa. 12 Figura 5 – CVP prolongado Fonte: Blume; Ledermann, 2009. Outra possibilidade é que alguns produtos saiam da fase de introdução diretamente para a fase de declínio para, logo a seguir, terem descontinuidade de produção e participação no mercado. Kotler e Keller (2006) ressaltam que isso pode acontecer por erro organizacional de estratégia ou de posicionamento. Outrossim, Pieritz Netto (2013, p. 89) pondera que: [...] muitas vezes, vemos uma categoria de produto indo bem no mercado com suas vendas em crescimento, porém uma marca, às vezes, pode estar em declínio, pois a organização não está fazendo ações corretas de marketing ou até mesmo o produto não atinge as características necessárias exigidas pelos consumidores. Por isso, pode entrar em uma fase de queda de vendas. Sendo assim, finalizamos o estudo do CVP abordando estratégias em todas as fases do desenvolvimento de um produto com o resumo disponível no Quadro 2, que compila o conteúdo das aulas realizadas até este momento. Quadro 2 – Resumo Dimensão da estratégia Introdução Crescimento Maturidade Declínio Objetivos básicos Estabelecer um mercado para o novo produto Persuadir o mercado-alvo de que o produto é atrativo Aumentar as vendas e a participação de mercado do produto Desenvolver a preferência do mercado pela marca Defender a participação de mercado da marca Procurar crescimento atraindo clientes dos concorrentes Limitar os custos ou procurar maneiras de reavivar as vendas e os lucros Foco estratégico Expandir mercado Ter boa penetração do produto no mercado Proteger a participação e a inovação da marca Trabalhar a produtividade 13 Objetivo de marca Conhecer o produto e testá-lo Gerar preferência pela marca Gerar lealdade à marca Explorar a marca Produto Proporcionar alta qualidade. Selecionar uma boa marca e posicioná-la Obter proteção da marca por patente ou registro de marca e competências Proporcionar alta qualidade e adicionar serviços e/ou atributos ao produto, para criar valor Melhorar a qualidade do produto Acrescentar recursos para diferenciar a marca dos concorrentes Continuar oferecendo alta qualidade para manter a reputação da marca. Procurar formas e alternativas para tornar o produto novo, novamente Preço Geralmente alto, para recuperar os custos de desenvolvimento do produto e dos investimentos em marketing, mas às vezes baixo para introduzir o produto de forma atrativa no mercado Preço baixo para criar barreiras aos novos entrantes no mercado Um pouco mais alto do que na fase de introdução do produto, pois sua demanda já é maior Baixo, já que a concorrência é relativamente alta Baixo, para vender o que resta em estoque. Pode ser alto, pois atende um nicho específico de mercado Praça Número limitado de canais ou gestão integrada de vários canais (omnichannel) Número maior de canais para atender ao aumento da demanda Número maior de canais, já que a distribuição do produto é intensiva. Mais incentivos para os revendedores Número limitado de canais Promoção Estratégias de comunicação voltadas para adotantes iniciais Mensagens devem instruir e informar mercado-alvo sobre atributos e valor do novo produto Oferta de amostras, cupons promocionais e descontos para induzir o público à experimentação do produto Estratégias voltadas para um público mais amplo (marca precisa se comunicar com todo o mercado). Mensagens concentram-se nos benefícios da marca Para produtos de consumo, ênfase na propaganda Comunicação centra-se na diferenciação da marca em relação às concorrentes Uso intensivo de incentivos para atrair consumidores potenciais e manter clientes atuais. Promoção mínima, para manter os custos baixos 14 REFERÊNCIAS BARBOSA, M. A. C. Analisando o composto de marketing dos participantes do APL de móveis do agreste de Alagoas. Revista Eletrônica Extensão em Debate, v. 1, n. 1, 2010. BERGANTON, L.; SALVINI, J. Desenvolvimento de produtos e marcas. Rio de Janeiro: Seses, 2015. 144 p. BLUME, M.; LEDERMANN, M. Gestão de produtos e marcas. Ijuí: Ed. Unijuí, 2009. 154 p. BOENTE, D. R.; MELO, C. L. L. D.; BRAGA, P. D. T. Ciclo de vida do Gol VW: uma análise das unidades vendidas no mercado brasileiro entre os anos 1987 e 2010. Revista Ambiente Contábil, v. 2, n. 1, p. 27-36, 2010. BRUNI, A. L.; FAMÁ, R. Gestão de custos e formação de preços: com aplicação na calculadora HP 12C. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2003. CHIAVENATO, I. Gestão da produção: uma abordagem introdutória. 3. ed. Barueri: Manole, 2015. COMO escolher o canal de distribuição. Sebrae, 18 dez. 2018. Disponível em: . Acesso em: 21 jul. 2021. GARCIA, I. A. S.; VIANA JUNIOR, D. B. 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