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1 
 
Jornalismo Digital 
Aqui você tem acesso a 19 módulos para o aprendizado da matéria, 
perfazendo 60 horas de estudo. Conheça um pouco mais do que você vai 
estudar: 
 Jornalismo 
 O texto Jornalístico 
 O surgimento da Internet 
 Cibercultura 
 A Televisão no Brasil 
 TV Digital 
 Webjornalismo 
 Jornalismo no Brasil 
 Jornalismo Digital 
 Pirâmide Invertida – Como escrever para web 
 Perfil do Jornalismo de web 
 Redes Sociais 
 Facebook, Linkedin, Skype, Youtube 
 Blog 
 Microblogging 
 Twitter 
 Jornalismo no twitter 
 Jornalismo VideoGame 
 Aplicativos de geolocalização 
 Uso do Foursquare no Jornalismo 
 Comunicação e mobilidades 
 Aplicativos para jornalistas 
 
Descrição 
O Jornalismo é uma atividade profissional e informativa, realizada 
periodicamente e difundida através dos meios de comunicação de massa como 
imprensa, rádio, jornal, televisão e imprensa online. Também pode ser definido 
como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre diversas 
atividades. 
Com o surgimento da internet, o jornalismo também passou a ser transmitido 
pelos meios digitais, que incluem a TV digital, notícias online em sites, blogs, 
mídias sociais de comunicação como Facebook e Twitter. 
Neste curso gratuito de Jornalismo Digital, o aluno vai estudar sobre a relação 
do jornalismo e meios digitais de comunicação e como a notícia é transmitida 
através das novas mídias sociais e aplicativos. 
2 
 
Módulo 1: 
Introdução 
A internet se tornou um espaço de busca com uma infinidade de utilizações, 
que vão desde uma pesquisa para a faculdade até uma receita de bolo. O 
tempo em que as pessoas ficam conectadas aumenta a cada dia mais. Com a 
criação das mídias sociais desenvolve-se um comportamento humano voltado 
a uma atualização das atividades diárias envolvendo lazer e trabalho. Hoje, 
muitas atividades são resolvidas pela internet, assim como a própria troca de 
informações e relacionamentos. A rotina exige cada vez mais a concentração e 
cria o afastamento do indivíduo nas relações pessoais da sociedade. Todo 
mundo quer estar informado através de um clique! 
De acordo com informações da Revista Exame Info. Ed. 305, julho de 2011, o 
instituto de pesquisas E.life informou que 42,5% dos internautas ficam mais de 
41 horas por semana conectados. São quase seis horas diárias de navegação. 
Entre as principais atividades online, destaques para o facebook, o Twitter e os 
programas de bate-papo como o MSN, e atualmente o APP Whatsapp. 
O Twitter, microblogging criado em 2006, está revolucionando a comunicação 
por meio das mídias sociais. Envolve pessoas do mundo todo e compartilha 
informações de forma exponencial. Criado há apenas três anos o Twitter 
deixou de ser apenas um canal de microbloggins pessoais, concebido para que 
alguém conte o que faz em telegráficos 140 toques, e virou fonte e ao mesmo 
tempo disseminador de informações. (...) o Twitter ajuda o jornalista a se 
aproximar e até ouvir melhor o leitor. (pág 28 e 29) Fonte: Revista Plug 
Especial Digital. Editora Abril, 2009. São Paulo. 
O facebook é uma das mídias sociais de maior destaque na atualidade. De 
acordo com dados do site G1, fechou 2013 com 67,96% da audiência no Brasil 
entre as redes sociais em dezembro, segundo dados da Hitwise. A mídia é líder 
no levantamento da ferramenta de inteligência em marketing digital 
da Serasa Experian desde janeiro de 2012. Segundo informações da Rede de 
Jornalistas Internacionais (https://ijnet.org/pt-br/stories/seis-dicas-de-como-
usar-facebook-no-jornalismo), o Facebook recentemente anunciou planos de 
se dirigir aos jornalistas, fornecendo-lhes treinamento sobre a melhor forma de 
interagir com seu público via Facebook. A página Facebook+ 
Journalists funciona como uma comunidade no Facebook para jornalistas e 
oferece recursos úteis. 
As mídias sociais modificaram a maneira de envolver as pessoas com os 
noticiários. Antes as pessoas comentavam em pequenas rodas de amigos, na 
rua ou no trabalho e hoje passaram a crescer em uma proporção muito maior, 
na internet e em tempo real. 
O webjornalismo foi sendo implementado a partir da segunda metade dos anos 
de 1990, porém apenas no final da década é que se estabeleceu de forma 
3 
 
abrangente, detectando um verdadeiro boom (...) Era chamada de Nova 
Economia, ou seja economia gerada pela internet. O webjornalismo e seus 
portais eram considerados um novo negócio. (pág. 31). 
De acordo com Prado (2011, p.198) Os fluxos de transmissão de informação, 
outrora unidirecionais, passaram para bidirecionais (no telefone) e hoje são 
multidirecionais, ou seja, de muitos, para muitos, com uma forte capacidade de 
articulação. Algo que a cibercultura facilita, colocando todos em uma mesma 
nuvem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Módulo 2: 
Jornalismo 
O Jornalismo é uma atividade profissional e informativa, realizada 
periodicamente e difundida através dos meios de comunicação de massa como 
imprensa, rádio, jornal, televisão e imprensa online. Também pode ser definido 
como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre diversas 
atividades. A história de nossa imprensa começa em 1808, com a publicação 
da Gazeta do Rio de Janeiro e do Correio Braziliense. 
Segundo SCHMITZ, Aldo Antonio (2011, p.9): 
“Mas o jornalismo como se conhece hoje é um fenômeno do século XIX e uma 
invenção anglo-americana, por ser informativa e não publicista, ou seja, a 
notícia centrada no fato, a busca da verdade, a independência, a objetividade e 
a prestação de serviço público. A figura do repórter, por exemplo, surge por 
volta de 1870, por se caracterizar no tipo de jornalista que busca a notícia 
(newsgathering), tomava nota sobre os eventos e considerava os fatos. Até 
então os jornalistas não perguntavam às fontes, apenas relatam o ocorrido e 
emitiam suas opiniões pessoais”. 
Até o ano de 1860, nos Estados Unidos da América (EUA), o jornalismo não 
formava ainda uma classe profissional nem uma indústria. Isso viria a ocorrer 
no final do século XIX, dando origem ao ideal da objetividade. O campo do 
jornalismo passa articular com os campos políticos, econômicos e sociais, 
sujeito às relações comerciais, às pressões do público, às ações dos 
jornalistas, aos interesses sociais, públicos e culturais. Então, as fontes entram 
nesse campo pra fazer o seu jogo. Segundo SCHMITZ, Aldo Antonio (2011, 
p.10). 
Produção 
As perguntas fundamentais para escrever um texto jornalísticos são: O que? 
Quem? Quando? Onde? Como? E Por quê? 
O trabalho do jornalismo é dividido em quatro etapas básicas: 
Pauta: é a seleção de assuntos que serão abordados. As pautas podem ser 
definidas de acordo com o critério de noticiabilidade (o valor-notícia). Elas 
podem ser sugeridas diretamente pelo jornalismo ou mesmo pelo público 
receptor. 
Apuração: é o processo de verificação da informação após a definição da 
pauta. É feita com documentos, imagens e pessoas que fornecem informações 
chamadas de fontes. O jornalista busca manter um bom relacionamento com 
as fontes envolvendo principalmente a confidencialidade. 
5 
 
Redação: é a produto final da organização das informações em forma de texto 
verbal. Pode ser utilizada no impresso (jornal ou revista), de forma online na 
internet ou em voz alta como na rádio, TV e cinema. 
Edição: É o material final que segue para os veículos. Ele é analisado e 
alterado se necessário seguindo os critérios do jornalismo. No jornal impresso, 
a edição é realizada no corte ajuste dos textos de acordo com o espaço 
definido. A diagramação é a disposição gráfica do conteúdo. Também faz parte 
da edição, pois é ela que adequa o texto ao espaço. No radiojornalismo a 
edição é feita através do corte e adequação de som e textos de locução. E no 
telejornalismo, ela funciona com a edição de imagens em movimento. 
De acordo com DUARTE, Jorge (2011, p.3): 
E porque noticiardo Twitter para 
37 
 
o iphone ou smarthphone gratuitamente, se quiser, assim como em outros 
aparelhos de dispositivos móveis. 
De acordo com Zago (2009, p. 42): 
Algumas ferramentas de microblogs facilitam a integração com a mobilidade, 
ao fornecerem números para o envio de atualizações por mensagens SMS, 
como é o caso do Twitter e do Jaiku, ou ao oferecerem uma versão móvel de 
seus websites, com funcionalidades reduzidas e especialmente adaptadas para 
o acesso a partir de computadores portáteis e celulares, como é o caso do 
Twitter e do Pownce. E essas ferramentas têm ainda o potencial de serem 
apropriadas para a prática do jornalismo móvel. 
Para o jornalista a utilização do microblogging no dispositivo móvel facilita 
ainda mais o trabalho, que pode ser atualizado de qualquer lugar, a qualquer 
momento. Ele pode produzir vídeos, utilizando o youtube para a hospedagem, 
que é uma mídia social, e enviar através de um link, 
pelo microblogging juntamente com a notícia. 
TWITTER 
Uma mensagem escrita em 140 caracteres que pode se transformar em um 
livro-reportagem. Informações que se tornam “furo” antes mesmo de chegar às 
mãos de um repórter. Uma forma de manifestação e liberdade de expressão. 
Assim podem ser definidas as mensagens enviadas pela ferramenta Twitter, 
que hoje possui mais 50 de milhões de pessoas cadastradas. 
De acordo com Prado (2011, p.197) o Twitter é uma das redes que mais cresce 
desde 2006 – para se ter uma ideia em março de 2010, quando o serviço 
de microblogging completou quatro anos, atingiu a marca de 50 milhões de 
tweets, ou seja, algo em torno de 600 “twítadas” por segundo (...) é um espaço 
polêmico entre jornalistas e estudioso de comunicação. 
Segundo informações da revista Plug Especial Digital (2009) Twitter significa 
gorjear, em inglês. Para seus criadores, escrever em até 140 toques no 
microblog seria como o gorjear de um pássaro. Os fundadores pensavam em 
batizá-lo como Twttr, sem vogais mesmo. 
De acordo com Recuero (2009, p.174): 
A ideia do Twitter nasceu com Jack Dorsey, Biz Stone e Evan Williams ainda 
em 2006, como um projeto da empresa Odeo. Uma das características mais 
importantes do sistema é que permite que sua API seja utilizada para a 
construção de ferramentas que utilizem o Twitter. Isso fez da ferramenta 
extremamente popular, sendo utilizada em inúmeras iniciativas, como a 
Summize, ferramenta de busca no sistema que posteriormente foi adquirida 
pelo Twitter e tornou-se sua busca “oficial”. 
O twitter é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura 
assimétrica de contatos, no compartilhamento de links, e na possibilidade de 
38 
 
busca em tempo real. Seu funcionamento consiste a partir do envio de 
mensagens curtas, que são chamadas de tweets, que são visualizadas por 
seus followers, que são os seguidores. As mensagens podem significar o que a 
pessoa está fazendo no momento, ou através de replies, que são as respostas, 
para pessoas que enviaram um tweet. 
O título de cada usuário é seguido pelo signo “@”, que permite saber quando o 
Twitter do usuário é citado e quantas vezes. Ex: @karinabeatrice. 
Se a pessoa quer tratar de um assunto e quer ter facilidade na busca na 
ferramenta, usa-se o caractere # (hashtag). Para Telles (2011, p. 62) Se você 
escrever #midiassociais, estará permitindo que alguém pesquise e encontre 
todos os tweets sobre o assunto, inclusive o seu. Note que a partir de 2010, as 
hashtags no twitter passaram a aceitar acentos e cedilhas, e que abriu um 
leque para vários idiomas neolatinos como português, francês e italiano (...). 
O uso da hashtag # tem grande importância no Twitter para que as pessoas 
possam encontrar as informações de um determinado assunto, e também 
possam seguir pessoas que antes não faziam parte de sua rede. Muitas 
empresas utilizam a hashtag # para divulgar campanhas, produtos e ações, 
pois chama atenção das pessoas e faz com que elas identifiquem um 
determinado assunto. 
A ferramenta possibilita que as pessoas saibam quais os assuntos mais 
comentados no Twitter a nível mundial. O chamado trending topics são como 
um termômetro para os “twitteiros”, que podem acompanhar os TT por país ou 
Worldwide. 
Para criar um Twitter, basta entrar no site www.twitter.com, preencher umas 
informações pessoas, criar um nome ao qual você será identificado pelos 
“twitteiros”. “Ao criar sua conta, você tem 160 caracteres em uma seção 
chamada “Bio” para explicar quem você é. Isso leva muito pouco tempo para 
escrever, e pesquisas mostram que as contas com Bios, em média, tem muito 
mais seguidores do que as contas sem bios”. (Telles, 2011, p.64). 
O Twitter possibilita ao usuário fazer o upload de uma imagem personalizada 
para ficar exposta ao fundo da sua página. Alguns usuários utilizam imagens 
que o identifiquem ou sua logo, no caso das empresas. 
Para Java (at al 2007 apud ZAGO 2008, p.39) Em meados de 2007, 
propuseram uma taxonomia dos tipos de atualizações no Twitter baseada na 
intenção dos usuários com suas mensagens. Os autores identificaram quatro 
utilizações principais para o Twitter (que podem, em maior ou menor escala, 
ser encontradas em outras ferramentas de microblogging): 
a) trivialidades cotidianas (“Daily Chatter”), ou o uso tradicional de se dizer o 
que se está fazendo no momento, com base na função de “Diário Virtual” dos 
blogs. (identificado como o uso predominante do Twitter); 
39 
 
b) conversações (conversation) - o Twitter pode ser utilizado para estabelecer 
conversações; para isso, basta colocar uma arroba seguida do nome do 
usuário para quem se quer dirigir uma determinada atualização, e esse usuário 
então será notificado da mensagem a ele direcionada; 
c) compartilhamento de informações e URLs (“Sharing information/URLs) - os 
autores identificaram que 13% das atualizações do Twitter citavam outras 
páginas da Internet, a partir da aposição de URLs, essa utilização tem relação 
com o uso original dos blogs, de se comentar links; 
d) difusão de notícias (reporting news) - o Twitter pode ser utilizado para a 
publicação de notícias. Embora não prevista inicialmente, a utilização de 
microblogs como o Twitter como ferramenta jornalística tem aos poucos se 
consolidado, em decorrência da versatilidade do sistema de publicação em um 
microblog. E, à medida que esse uso cresce, novas formas de utilização vão 
sendo criadas e aperfeiçoadas. 
O Twitter possibilita que as pessoas possam enviar as mensagens de outras 
pessoas para a rede, por meio do RT (retweet). Se a pessoa acha interessante 
um tweet e quer inclusive complementar com alguma informação, ela pode dar 
um RT. Para Telles (2011, p.65) (...) Entre às 11h e às 18h é o horário mais 
utilizado para retweetar. A maioria dos retweets contém um link, e falar de si 
raramente renderá um RT. 
Outra opção do Twitter para o envio de mensagem é a Direct Messages 
(DMs). São mensagens privadas que a pessoa envia a outras pessoas sem 
que ninguém possa ver. Porém apenas as pessoas que seguem podem enviar 
DMs. 
Como as mensagens do Twitter permitem que apenas 140 caracteres sejam 
escritos, para poder escrever a mensagem e colocar um link, são utilizados os 
encurtadores de links. O link é colocado no site do encurtador, e o serviço 
retorna em uma versão mais curta, que leva o visitante ao endereço original. 
Assim é possível postar matérias e imagens em um curto espaço. 
Algumas ações podem facilitar o relacionamento com as demais pessoas 
presentes na ferramenta e auxiliar para que a pessoa ou a marca seja 
reconhecida. Usar motores de busca no Twitter para encontrar palavras-chave 
é importante para saber se a pessoa ou a marca está sendo mencionada. 
Seguir pessoas interessantes e da área de atuação, atrai os demais para 
seguir o seu Twitter. É interessante também questionar ou sugerir novas ideias 
para a área desejada por meio do Twitter, assim como pesquisas, propagandas 
e promoções. 
O twitter é a mídia socialque mais possui ferramentas. Elas auxiliam na 
pesquisa, divulgação de informações e coleta de dados. A SocialOomph.com é 
uma ferramenta que faz envio de mensagens aos seus seguidores. De acordo 
com Telles (2011, p.68) Além da DM automática, ele ainda tem várias outras 
opções para o Twitter como: agendar tweets, ver keywords, ver quando alguém 
te menciona ou dá RT em seu tweet. 
40 
 
Twitpic.com é a ferramenta que possibilita a colocação de fotos no Twitter e a 
diminuição de URLs. A Tinyurl.com é a ferramenta que possibilita usar 
caracteres especiais como flechas e smiles. O Migre.me é o site encurtador de 
link, e o hootsuite e tweetdeck permitem que várias contas do Twitter sejam 
gerenciadas ao mesmo tempo. A ferramenta Sorteie.me usa a base de dados 
do migre.me ou @twitter para fazer sorteios de até 10 usuários, e utiliza o 
radom.org para gerar resultados aleatórios. 
O Twhirl é um aplicativo da Adobe que oferece um corretor ortográfico. O 
Tweepz é utilizado para encontrar usuários por cidade, palavra-chave na bio ou 
pelo nome. O Favotter é utilizado para descobrir quem favoritou seus tweets e 
quais foram eles. A ferramenta Twitter Counter é utilizada para gerar um gráfico 
com quantos seguidores a pessoa tem, ganhou por dia, mês, ano, e quando 
começou a tweetar. O Twibbon é uma ferramenta usada para criar uma 
campanha no Twitter e a ferramenta Twitbacks é utilizada para 
criar backgrounds rapidamente. 
A ferramenta Twitter possibilita várias ações na rede para aproximar pessoas, 
fazer propagandas e promoções, fazer com que marcas e pessoas fiquem 
conhecidas e reconhecidas, e auxilia em pesquisas e busca de dados. Para 
Telles (2011, p.79) O conceito de Marketing Social pode ser aplicado no 
Twitter. Empresas que adotam iniciativas no terceiro setor podem integrar seus 
projetos às mídias sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
Módulo 14: 
Jornalismo no Twitter 
No jornalismo tradicional a notícia começa a partir do momento que o repórter 
chega ao local do fato e inicia a investigação. Com a inserção das mídias 
sociais no mercado, a notícia chega a qualquer momento, por qualquer pessoa. 
Importantes fatos da história foram divulgados por pessoas no seu dia-a-dia, e 
depois transformados em matérias pelos jornalistas. 
Segundo Telles (2011, p. 63) 
O microblogging já se tornou uma ferramenta constante entre os jornalistas 
brasileiros que passaram adotá-lo como peça fundamental para seus trabalhos. 
Dentre as principais possibilidades de uso está a fonte de informação, 
inspiração para reportagem, entrevistas, agilidade na notícia, fontes rápidas, 
medir interesse em assuntos, bastidores de eventos, humor e coberturas. 
As ferramentas para chegar ao grande público estão ao alcance de todos. 
Qualquer um que possui conta no Twitter pode, por exemplo, Twittar um 
assalto, sobre a queda de um avião, um acidente, ou qualquer outro fato que 
está a sua frente. O Twitter nos dispositivos móveis facilita ainda mais esta 
possibilidade. Mas apesar da facilidade e dos benefícios a esta ferramenta, os 
jornalistas precisam se posicionar e saber como agir na questão da 
credibilidade e da verificação da fonte. 
Para Paul Carr, autor do artigo NSFW: After Fort Hood, another example of 
how 'citizen journalists' can't handle the truth publicado em TechCrunch 
(http://blogdogipo.blogspot.com/2009/11/twitter-jornalismo-e-
confiabilidade.html) 
Realmente, o uso do Twitter - um uso dado pelos próprios usuários - mudou. 
Não é mais o simples "estou em casa", "estou na escola" ou mesmo "fui ao 
cinema ver o filme do...", é um espaço de informação individual e, quanto maior 
a exposição do autor, maior será a credibilidade atribuída ao que se está 
veiculando em 140 caracteres. Mas também, não podemos nos dar ao luxo de 
obrigar a todos a repensarem um espaço - o Twitter - que surgiu sem regras, a 
assumirem o "seu espaço", como espaço coletivo. 
Os jornalistas precisam saber identificar a veracidade da informação e a fonte, 
para não cair em armadilhas, como a ocorrida no caso do tiroteio que 
aconteceu em Fort Hood, Texas, quando um soldado americano, o Major Nidal 
Malik, abriu fogo contra outros soldados, e criou vários tweets como se fosse 
uma informação real. Este e outros casos estão sendo discutidos pela mídia 
para que os jornalistas estudem meios mais rápidos de verificar a informação e 
não apenas transformá-la em uma verdade absoluta. 
 
42 
 
No site 
(http://blogdogipo.blogspot.com/2009/11/twitter-jornalismo-e-confiabilidade.html) 
É aqui que o argumento de Jarvis é bem interessante: "os jornalistas precisam 
se perguntar, é como adicionar o jornalismo a estas informações já existentes". 
Antes de publicar ou mesmo citar - e isso é uma regra simples que 
aprendemos na formação universitária - confirmem-se as fontes! Foi um 
equívoco da mídia publicar e dar crédito, sem verificar e investigar. E aqui, 
volta-se a um antigo problema: vou perder o furo? 
Algumas ações podem facilitar a pesquisa a respeito da pessoa que está 
“twittando” a informação. A pessoa pode digitar várias palavras-chave e 
procurar os primeiros tweets. Conferir a biografia da pessoa que “tweetou” a 
informação, e se é um jornalista. Verificar quantas vezes a pessoa já tweetou e 
o que ela tweeta. Ver os últimos tweets. Pesquisar o nome da pessoa no 
Google, verificar as pessoas que o seguem. Ou tentar falar diretamente com 
ele, começando a segui-lo e fazendo perguntas com @fulano. 
O benefício do uso do twitter na comunicação atribui várias características que 
podem ser citadas como, a promoção do trabalho, onde o comunicador que 
twitta uma informação relevante, vai ganhando credibilidade. O exercício da 
concisão, já que a informação se limita a 140 caracteres. A própria ajuda a 
comunidade, criando debates sobre os assuntos e chamando atenção das 
autoridades para os problemas do local, ou mesmo a nível mundial. E o serviço 
público, onde as informações que são “tweetadas” por uma prefeitura, por 
exemplo, auxiliam a comunidade sobre as principais informações de sua 
cidade. 
Para o colunista de economia da RBS TV, Moacir Pereira (informação verbal), 
o jornalista tem um papel fundamental na sociedade com as mídias sociais. “Os 
compromissos do jornalista não mudaram. Ele continua com o objetivo de 
transmitir a informação verdadeira, ter a honestidade, ética, execução, 
imparcialidade, vínculo com a cidadania, independência, liberdade, 
consciência, crítica e responsabilidade. O desafio está na seleção do material 
que é colocado na internet. É preciso analisar de onde vem a informação e 
saber trabalhá-la. As informações até podem surgir de 140 caracteres no 
twitter, porém as grandes reportagens surgem dos jornalistas que sabem 
executá-las”, afirmou. 
De acordo com o Liebelson (http://ijnet.org/pt-br/stories/editora-de-
m%C3%ADdia-social-do-new-york-times-fala-sobre-
distribui%C3%A7%C3%A3o-de-not%C3%ADcia-urgente-pelo-tw), Nos Estados 
Unidos, o Jornal The New York Times criou um feed de Twitter específico para 
quem quisesse acompanhar os acontecimentos em tempo real do Furacão 
Irene, que passou pelo Leste do país. Desde sua estreia no final de agosto, a 
nova conta já atingiu 25 mil seguidores. A conta fica ativa apenas em 
coberturas especiais, por isso não sobrecarrega de informações a principal 
conta do twitter do jornal. O Twitter feed, chamado @NYTLive, foi projetado 
para fornecer um espaço separado para os editores tuitarem notícias ao vivo. 
http://blogdogipo.blogspot.com/2009/11/twitter-jornalismo-e-confiabilidade.html
43 
 
Para Pelepka (2011 http://umolharinterno.blogspot.com/2009/06/como-utilizar-
o-twitter-na-comunicacao.html) 
Uma característica do Twitter é a instantaneidade das mensagens, diferente de 
um blog ou email, que a pessoa tem que abrir a mensagem. Além disso, ajuda 
a livrar o uso do email corporativo para assuntos gerais. Com mensagens 
curtas e objetivas, esse meio de comunicaçãopode ser usado também para 
divulgação de alguma nova campanha, uma atualização no site da empresa ou 
intranet, e até mesmo para criar curiosidade em torno de algum assunto 
corporativo ou motivar a participação em alguma campanha. 
O uso do twitter na comunicação tem chamado atenção de muitas empresas de 
comunicação. Algumas ainda resistem em utilizá-lo na busca de pautas e 
fontes. Mas a sua facilidade e adesão ao público mundial, criou uma aceitação 
rápida por parte dos veículos. 
De acordo com Prado (2011, p. 201) A ideia é que os jornalistas utilizem a 
ferramenta para publicar e apurar informações. “O que você tem a fazer é 
compreender o cenário em que está operando. Assim como qualquer tipo de 
jornalismo, você tem que estar certo de que está usando as melhores 
ferramentas disponíveis para fazer o melhor trabalho possível. 
Uma pesquisa realizada no ano de 2009 com 317 jornalistas de Nova York pela 
Agência Middleberg (SNCR) constatou que: 47% usam Twitter ou outros 
serviços de microblogging e 57% percebem que o Twitter ajudou a aumentar 
sua credibilidade perante os leitores. Prado (2011, p. 203). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
Módulo 15: 
Jornalismo VideoGame 
Talvez você nunca tenha ouvido falar ou não tenha aprendido na faculdade, 
mas o jornalismo de games é um ramificação do jornalismo que cresce cada 
dia mais e este ano está completando 20 anos. Fazer jornalismo de game pode 
ser uma diversão para quem se interessa pelo assunto e está sempre ligado 
nas novidades do mercado. O jornalista precisa conhecer o mercado brasileiro 
e internacional, de onde surgem inúmeras novidades. 
O jornalista de game precisa ser formado na área, ter um texto de qualidade, 
conhecimento sobre o assunto, usar a criatividade para buscar algo diferente 
do que já existe e vontade para conhecer o público e o mercado. Os trabalhos 
se baseiam na cobertura de eventos, entrevistas, testes de jogos, matérias de 
serviço e matérias especiais, além de testes de plataformas. 
Uma dica para quem gostaria de iniciar nesta área é a criação de um blog ou 
canal específico para falar sobre o assunto. Ser reconhecido ajuda a criar 
credibilidade pelos amantes dos games. Atualmente os jogos estão se 
inserindo em outras áreas como educação e não somente no entretenimento. É 
preciso inovar sempre a forma de falar sobre games para atrair fãs e destacar-
se no mercado. 
De acordo com BRAMBILLA, Ana (2011, p.44 e 45): 
O 
 resultado 
é
 que 
muito 
do 
que
 se 
imaginava
 sobre 
jogos 
mudou. Todo 
mundo 
achava 
que
 os 
gamers 
eram 
apenas 
meninos
 adolescentes
 e
 solitários.
Agora,
a 

última
 contagem
 dos 
 público 
 de 
 Farmville 
mostrou
 que
 os
 jogadores
mais 

frequentes 
 são 
mulheres 
 de
 43 
 anos.
 Além
 disso, o
 objetivo 
 da 
maioria
 dos 

videogames
 é reforçar 
 os 
contatos 
 sociais.
Você 
pode 
não 
 ter
 assunto 
com
um
 
velho 
 amigo 
 da escola,
 mas 
 pode 
 continuar 
 a
 interagir
 com 
 ele 
 em 
 disputas
 
eletrônicas.
 Não 
 há 
mais 
tanto preconceito
 contra 
 os
 jogos. 
Cada
 vez 
mais
 se
 
aceita que
 eles
 são importantes 
 para
 o 
aprendizado,
a 
felicidade 
 e 
 a 
vida 
 em
 
sociedade.
 Até
 mesmo
 animais 
precisam 
de 
brincadeiras. 
Em debate no evento Campus Party discutindo jornalismo de games nos 
tempos de internet em 2014, o colunista de games do TechTudo Pedro 
Zambarda, afirmou que se sente otimista em relação ao jornalismo de games, 
pois com a diversidade de fontes criada pela internet, o jornalista consegue 
contato com desenvolvedores menores e manter uma coluna focada na 
produção brasileira de games. O objetivo dos jornalistas é fazer com os games 
sejam valorizados e reconhecidos não só como entretenimento. 
45 
 
Módulo 16: 
Geolocalização 
É um recurso que descobre a localização geográfica de uma pessoa ou um 
local através da internet, por meio de computador, celular, tablet. Celulares 
e smartphones utilizam o GPS integrado para envio de informações de 
localização física geográfica. Boa parte dos equipamentos pedem a 
autorização prévia do usuário. Além do computador e das mídias sociais, um 
fotografia também pode emitir um sinal de identificação. 
Cada vez mais as empresas e os usuários da rede estão cadastrando seus 
endereços na net para que as pessoas possam localizar com mais facilidade. É 
uma forma de dar mais visibilidade ao seu espaço. 
Aplicativos de geolocalização 
Os aplicativos de geolocalização permitem que você encontre pessoas, 
lugares, identifique o trânsito e conheça novos locais. Se a pessoa não atender 
o celular mas for seu amigo de foursquare e ela der um check-in, você sabe 
como encontrá-la. Entre os aplicativos mais populares estão Waze, DC Rider, 
Here Maps, The Transit, Google Maps, Map Quest, Navigon, Bing, Hop Stop, 
NyCWay (para quem vai visitar Nova York). Muitas propagandas que você 
recebe são direcionadas pois esses aplicativos permitem que as empresas 
saibam onde você está. Isso pode ajudar na hora de você buscar informações 
locais como os filmes que estão em cartaz ou restaurantes da cidade. 
Um dos aplicativos mais conhecidos é o foursquare. É um aplicativo gratuito 
para ajudar você e seus amigos a aproveitarem o máximo dos lugares onde 
estão. Segundo dados do site Foursquare, atualizados em janeiro de 2014, 
atualmente mais de 45 milhões de pessoas no mundo estão conectadas. Mais 
de 5 bilhões de check-ins, com mais milhões a cada dia. Mais de 1,6 milhão de 
empresas estão usando a Plataforma do Comerciante (mais informações 
em foursquare.com/business). 
Uso do Foursquare no Jornalismo 
No Jornalismo o aplicativo pode ser utilizado da seguinte forma: deve ser 
instalado no smartphone ou tablet do jornalista. 
O jornalista pode rastrear as últimas notícias sobre eventos; 
Pode ajudar a encontrar fontes; 
Encontrar fotos de algum evento, pessoa ou notícia. 
Segundo informações do texto “Como os jornalistas estão usando o 
Fousquare”, o aplicativo usa a localização do seu celular -- estimada pela 
combinação de GPS, Wi-Fi e triangulação por torre de celular - e associa com 
os lugares e os usuários que estão perto de você, assim como da empresa ou 
local. 
www.foursquare.com 
http://www.foursquare.com/
46 
 
Módulo 17: 
Comunicação e mobilidades 
Segundo dados da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios do mês 
de fevereiro de 2014, hoje o Brasil possui 70 milhões de smarthphones, sendo 
o quarto país que mais possui aparelhos no mundo. As conexões de banda 
larga móvel chegaram a 100,8 milhões mensais em outubro de 2013. As 
cidades já vivem na correria onde o comportamento é mobile. As pessoas se 
conectam nas empresas, praças, cafés, na escola e no supermercado. As 
empresas estão mais próximas dos clientes identificando tudo que eles 
querem, sonham ou necessitam. Quem não se atualizar certamente será 
passado para trás nesta busca frenética pela informação. 
De acordo com CHAMUSCA, Marcello e CARVALHAL, Márcia (2011, p.1): 
A conjugação da popularização dos dispositivos móveis digitais, tais como os 
celulares, smartphones, palmtops, tablets, etc., com a popularização das 
multirredes de acesso sem fio, como as redes Wi-Fi, Bluetooth, 3G, etc. 
proporciona o que aqui chamaremos de comunicação móvel pervasiva – 
pervasive mobile comunication. Noção possibilitada pela conexão ubíqua, 
generalizada, em que se considera o espaço da cidade como um ambiente de 
conexão latente, em que qualquer porção do espaço está potencialmente apta 
a ser um ponto de acesso ao ciberespaço (LEMOS, 2007) e, portanto, um local 
em que se estabelecem as relações sociais e se desenvolve a comunicação 
urbana. 
O repórter não precisa mais esperar chegar a redação para enviar as 
informações ou conversar com o editor. Tudo pode ser feito pelas mídias 
sociais ou mesmo por e-mail. Textos, fotos e vídeos podem ser feitos no 
mesmo momento com apenas o uso do smartphone. 
Para CHAMUSCA, Marcello e CARVALHAL,Márcia (2011, p.2): 
Graças às tecnologias móveis digitais, segundo Ito (2004, p.44), “a cidade não 
é mais um espaço urbano anônimo”, uma vez que essas tecnologias 
possibilitam a difusão das experiências vivenciais individuais que o cidadão tem 
nessa cidade e a transforma em um espaço de experiências muito mais 
coletivas. Nesse sentido, o ambiente da ação das organizações é favorecido, 
do ponto de vista dos relacionamentos, uma vez que essa característica 
potencializa o seu estabelecimento com os diversos públicos, que se 
encontram ocupando e vivenciando o espaço da cidade. 
A velocidade da informação requer agilidade do jornalista para dar o furo e 
garantir a veracidade e a qualidade da matéria. O próprio gravador já caiu em 
desuso, sendo substituído pelo gravadores dos smartphones ou vídeos. 
47 
 
O canal com a comunidade ficou facilitado. As pessoas aproveitam as mídias 
sociais para expressar o que sentem, falar do buraco na rua, do descaso da 
saúde ou mesmo do lixo do vizinho que está na sua casa. As pautas estão por 
toda parte, cabe ao jornalista saber identificar o que pode virar notícia. 
Sugestão de leitura: 
Comunicação e Mobilidade 
Autores: André Lemos e Fábio Josgrilberg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
Módulo 18: 
Aplicativos para jornalistas 
A era do papel, caneta, gravador e máquina digital está chegando ao fim. Tudo 
pode ser feito com celulares e tablete com rapidez e qualidade. A jornalista 
Andrea Lopes mostra alguns aplicativos que são indispensáveis para a vida 
dos jornalistas. 
1 – Dropbox – Ferramenta para armazenar remoto de arquivos. É bom para 
manter os documentos salvos na nuvem e compartilhar pastas. É possível subir 
o material e o editor acessar diretamente. 
2 – Dicionário Priberam – O aplicativo integra 16 dicionários com sinônimos, 
antônimos e locuções. Em caso de dúvida, basta pesquisar a palavra. 
3 – Evernote – Bloco de notas onde é possível anexar imagens e organizar 
tarefas. 
4 – Snapssed – Editor de imagem. 
5 – Hootsuite – Aplicativo gratuito e gerenciador de mídias sociais. Você pode 
acompanhar várias mídias sociais em um só espaço e ainda filtrar informações. 
6 – Camcard – Gerenciador de cartões de visita. Basta tirar uma foto do cartão 
que ele armazena as informações automaticamente. 
7 – WhatsApp – que permite mandar SMS de graça. Ele usa a internet 3G ou 
Wifi para trocar mensagens entre celulares que tenham o programa instalado. 
8 – 1 Password – Ele não é um aplicativo gratuito. É usado para guardar e 
organizar as senhas e identidade no iphone. É possível armazenar dados 
bancários e notas. 
9 – Optimize Me - é um aplicativo que busca melhorar o bem-estar do usuário, 
analisando as suas atividades diárias. Ele proporciona gráficos e tabelas que 
relacionam as suas atividades com o seu bem-estar. Elas são divididas em 
quatro categorias: saúde, criatividade, rotina e prazer. Além disso, é preciso 
cadastrar algumas informações importantes ao fim de cada dia. São elas: 
quantos copos de água tomou, como está sua saúde, qual o nível de estresse, 
o seu peso e quantos passos deu no dia (uma aproximação). 
10 – CrowdMobi - É um aplicativo que informa qual operadora disponibiliza o 
melhor sinal no local onde o usuário está. Ele localiza o dispositivo e utiliza 
informações de outros usuários próximos para comparar as operadoras. Assim 
você já vai saber se vai conseguir falar com a fonte. 
49 
 
11- Waze – É um dos maiores aplicativos de trânsito e navegação do mundo, 
baseado em uma comunidade. Com ele você pode saber qual a melhor rota 
pegar, evitar trânsito, e saber quais os postos de gasolina estão mais próximos. 
Através de informações dos motoristas é possível conhecer a condição do 
trânsito. 
12 - Instagram 
É um aplicativo gratuito que permite que as pessoas tirem fotos, apliquem 
filtros e compartilhem em seu perfil. As fotos possuem a opção de curtir e 
comentar. Foi criada em outubro de 2010 pela dupla Kevin Systrom e Yosyp 
Shvab. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
Módulo 19: 
Dicas de livros para um (a) comunicador (a) 
1 – O Pêndulo de Foucault 
Autor: Umberto Eco 
Editora: Record 
2 – A Sangue Frio 
Autor: Truman Capote 
Editora: Cia das Letras 
3 – Rota 66 
Autor: Caco Barcellos 
Editora: Record 
4 – Meninas da noite 
Autor: Gilberto Dimenstein 
Editora Ática 
5 – Minha razão de viver 
Autor: Samuel Wainer 
Editora Planeta 
6 – O relógio de Pascal 
Autor: Caio Túlio Costa 
Editora: Geração Editorial 
7 – Memórias do Cárcere 
Autor: Graciliano Ramos 
Editora Record 
8 – O cortiço 
Autor: Aluísio de Azevedo 
Editora Moderna 
9 – Memórias Póstumas de Brás 
Cubas 
Autor: Machado de Assis 
Editora Record 
10 – Dom Casmurro 
Autor: Machado de Assis 
Editora L&PM 
11 – Os Sertões 
Autor: Euclides da Cunha 
Editora: Ediouro 
12 – Crime e Castigo 
Autor: Dostoievski 
Editora Martin Claret 
13 – A aventura da Reportagem 
Autores: Ricardo Kotsho e Gilberto 
Dimenstein 
Editora Summus 
14 – A importância do ato de ler 
Autor: Paulo Freire 
Cortês Editora 
15 – Como escrever textos 
Autora: Maria Tereza Serafini 
Editora Globo 
51 
 
16 – Jornalismo Digital 
Autora: Pollyana Ferrari 
Editora: 
17 – Estratégias 2.0 para mídia digital 
Autor: Beth Saad 
Editora Senac São Paulo 
18 – Guia de Estilo Web 
Autora: Luciana Mherdaui 
Editora Senac São Paulo 
19 – Jornalistas da Web – Os 
primeiros 10 anos 
Autor: Mário Lima Cavalcante 
Encontra-se em e-book 
20 – Jornalismo 2.0 – Como 
sobreviver e Prosperar 
Autor: Mark Briggs 
21 – Ebook – Para entender as 
Mídias Sociais - Organização: Ana 
Brambilla 
22 – Webjornalismo – Política e 
Jornalismo em Tempo Real 
Autor: Juliano Borges 
23 – Ebook coletivo – Mídias Sociais 
– Perspectiva, Tendência e Reflexões 
Organização: Paper Cliq e Danila 
Dourado 
24 – Redes Sociais na Internet 
Autora: Raquel Recuero 
Editora: Meridional 
25 - 1984 
Autor: George Orwell 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
Referências Bibliográficas 
CARDOSO, Gustavo. A mídia na Sociedade em redes: filtro, vitrines e notícias. Ed.3°. 
Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 
MOHERDAUI, Luciana. Guia de Estilo Web: Produção e edição de notícias online. Ed. 
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FRANCO, Guilhermo. Como escrever para a web: Elementos para a discussão e 
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Jornalismo das Américas da Universidade do Texas em Austin. 2008. 
FERNANDES, Mário Luiz. A força do Jornal do Interior. Ed. 1°.Itajaí: Univali Editora, 
2003. 
BONNER, Willian. Jornal Nacional – Modo de Fazer. 1º Edição. Rio de Janeiro: Editora 
Globo,2009. 
Alexandre Carvalho [et AL.], Fabio Diamante, Thiago Bruniera e Sérgio Utsch 
Reportagem na TV – Como fazer, como produzir, como editar. 1º Edição. São Paulo: 
Editora contexto, 2010. 
CABRAL, Eula Dantas Taveira. A regionalização da mídia brasileira. Revista Científica 
– Unirevista. Rio de Janeiro. N° 3. Julho de 2006. Vol1. Unisinos 2006. 
SCHMITZ, Aldo Antonio. Fontes de Notícias: Ações estratégicas das fontes no 
jornalismo. Florianópolis: Combook, 2011. 
DUARTE, Jorge (organizador). Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a 
Mídia. 4ª edição. São Paulo: Atlas, 2011. 
SQUARISI, Dad e SALVADOR, Arlete. A arte de escrever bem: um guia para 
jornalistas e profissionais do texto. 3ª edição. São Paulo: Contexto, 2005. 
LÉVY, Pierre. Cibercultura. 1ªedição. São Paulo: Editora 34, 1999. 
LEMOS, André e JOSGRILBERG, Fabio. Comunicação e mobilidade: aspectos 
socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil. 1ª edição. Salvador: 
Editora Edufba, 2009. 
SILVA, Tarcízio. Para entender o monitoramento de mídias sociais. 1ª edição. 2012. 
BRAMBILLA, Ana (organização). Para entender as mídias sociais. 2011. 
PRADO, Magaly. Webjornalismo. 1ª edi. Rio de Janeiro. Editora LTCGenio – 
Informação online. 2011. 
PINHO, J.B. Jornalismo na Internet: Planejamento e Produção de Informação On-line. 
São Paulo: Summus 2003. (coleção novas buscas em Comunicação; v.71). 
LEMOS, André LÉVY, Pierre. O futuro da Internet – Em direção a uma 
ciberdemocracia planetária. São Paulo 2010, Editora Paulus. (Coleção Comunicação). 
DUARTE, Jorge e BARROS, Antônio. Métodos e Técnicas de pesquisa em 
comunicação. São Paulo: Atlas, 2005. 
TELLES, André. A revolução das Mídias Sociais. Cases, conceitos, dicas e 
ferramentas. São Paulo 2011. M. Books do Brasil Editora Ltda. 
DE SOUSA, Larissa Mahall Marinho e AZEVEDO, Luiza Elayne. O Uso de Mídias 
Sociais nas Empresas: Adequação para Cultura, Identidade e Públicos. 
ZAGO, Gabriela da Silva. Jornalismo em Microblogs: Um estudo das apropriações 
jornalísticas do twitter.2008. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Bacharel 
em Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo, Centro de Educação e 
Comunicação da Universidade Católica de Pelotas, Pelotas, 2008. 
GALEGARI, Jean Franco Mendes; EBERTZ, Rosali. Estatísticas Aplicadas à 
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Artigo Webjornalismo: Da pirâmide invertida a pirâmide deitada. João Canavilhas. 
REVISTA PLUG – ESPECIAL DIGITAL. Curso Abril de Jornalismo 2009. São Paulo. 
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Redes Sociais. Disponível em http://www.enemdicas.com.br/estudantes-utilizam-
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Revista Capricho. Disponível em http://capricho.abril.com.br/home . Acesso em 4 de 
julho às 20h. 
Site Webartigos. Disponível em http://www.webartigos.com/articles/22183/1/Jovens-e-
Internet/pagina1.html. Acesso em 4 de maio, às 21h. 
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Site Coletiva.net. Disponível em 
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Manual do twitter 
Artigo Editora de mídia social do New York Times fala sobre distribuição de notícia 
urgente pelo Twitterhttp://ijnet.org/pt-br/stories/editora-de-m%C3%ADdia-social-do-
new-york-times-fala-sobre-distribui%C3%A7%C3%A3o-de-not%C3%ADcia-urgente-
pelo-tw 
Revista Plug Especial Digital. Editora Abl, 2009. São Paulo. Pág 30. 
Site Twitter Central. http://twittercentral.com.br/limites-no-twitter/ 
Site Observatório da Imprensa. Artigo Jornalismo de 
Facebook.http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed768_jornalismo_d
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Site Techtudo. Skype. http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/skype.html 
Site Foursquare. Sobre. https://pt.foursquare.com/about 
Site Rede de Jornalistas Internacionais. Artigo Como jornalistas estão usando o 
foursquare. http://ijnet.org/pt-br/blog/como-jornalistas-est%C3%A3o-usando-o-
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Site Tecmundo. Artigo O que é geolocalização? http://www.tecmundo.com.br/o-que-
e/3659-o-que-e-geolocalizacao-.htm 
Simpósio em tecnologias digitais e sociabilidade. Artigo Mobilidade e Sociabilidade na 
cidade contemporâneahttp://gitsufba.net/simposio/wp-
content/uploads/2011/09/Mobilidade-e-Sociabilidade-na-Cidade-Contemporanea-
CHAMUSCA-Marcello-CARVALHAL-Marcia.pdf 
Site Techtudo. Artigo Entenda a Diferença entre Smart TV e TV 
Digitalhttp://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/06/entenda-diferenca-entre-
smart-tv-e-tv-digital.html 
	Jornalismo Digital
	Descrição
	Módulo 1:
	Introdução
	Módulo 2:
	Jornalismo
	Módulo 3:
	O surgimento da Internet
	Módulo 4:
	Cibercultura
	Módulo 5:
	A Televisão no Brasil
	Módulo 6: TV Digital
	Módulo 7:
	Webjornalismo
	Módulo 8:
	Jornalismo Digital
	Módulo 9:
	Pirâmide Invertida – Como escrever para Web
	Módulo 10:
	Perfil do Jornalismo de Web
	Módulo 11: Redes Sociais
	Módulo 12:
	Blog
	Módulo 13:
	Microblogging
	Módulo 14:
	Jornalismo no Twitter
	Módulo 15:
	Jornalismo VideoGame
	Módulo 16:
	Geolocalização
	Módulo 17:
	Comunicação e mobilidades
	Módulo 18:
	Aplicativos para jornalistas
	Módulo 19:
	Dicas de livros para um (a) comunicador (a)
	Referências Bibliográficasse tornou a mais eficaz forma de agir no mundo e com ele 
interagir, as relações com a imprensa passaram a constituir preocupação 
prioritária na estratégia das instituições, tanto as empresariais quando as 
governamentais, para as interações com a sociedade – à qual se ligam, hoje, 
mais por teias comunicativas do que por atividades ou ações de materialidade 
objetiva. 
O jornalista deve buscar sempre todas as informações de uma fato, mantendo 
a imparcialidade. É preciso apurar os dados com responsabilidade e ética. 
O texto Jornalístico 
O texto jornalístico busca principalmente a compreensão do público que irá 
recebê-lo. Escrever com qualidade nem sempre é tão simples, e no jornalismo 
ele ganha um destaque especial. A linguagem deve ser clara, informações 
precisas e estilo atraente. 
• Utilize frases curtas 
• Prefira palavras curtas e simples 
• Ponha as sentenças na forma positiva 
• Opte pela voz ativa 
• Escolha termos específicos – Consulte dicionários, textos especializados e 
profissionais da área. 
• Utilize as palavras concretas – algumas palavras podem deixar dúvidas no ar. 
Seja objetivo e concreto. 
• Evite a utilização de adjetivos 
• Busque sempre a frase enxuta 
• Seja conciso 
6 
 
• O “achismo” não combina com o jornalismo. Opine, não ache. 
O Jornalista 
O jornalista é o profissional da notícia, e tem o objetivo de investigar, divulgar 
fatos e informações de interesse público. Ele apura as informações, define as 
pautas, redige e edita as reportagens, faz entrevistas e artigos adaptando ao 
tamanho, veículo e ao público destinado. 
O profissional precisa ter senso crítico, domínio do português e técnica de 
redação, capacidade de expressão, curiosidade, e precisa dominar as 
ferramentas na área que atua. O mercado de trabalho valoriza e busca 
profissionais com diploma de jornalismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
Módulo 3: 
O surgimento da Internet 
Um poder de conexão em que todas as pessoas pudessem trocar informações, 
ver, ouvir e vivenciar as mais diferenciadas experiências sem sair da frente da 
tela de um computador. Na década de 1960 isso parecia impossível, e não 
passava da ideia de um maluco sonhador. Hoje, faz parte de nossa realidade, e 
não só na tela do computador, pois já está presente nos dispositivos móveis. A 
internet virou uma realidade e com avanço da tecnologia traz cada vez mais 
praticidade e acessibilidade. 
De acordo com Moherdaui (2000, p.15) Entramos, definitivamente, na era 
digital. Recebemos informação por meio de bits em vez de átomos. Não é 
preciso ir exclusivamente à banca para comprar jornal. Navegamos no 
ciberespaço jornalístico com uma linha telefônica, um modem e um 
computador. O jornal agora está disponível em forma de bits e átomos. 
A internet surgiu no ano de 1969, nos Estados Unidos, com fins estratégicos 
para o exército americano chamado de Arpanet. No ano de 1983, ela se dividiu 
na Milnet, para fins militares e na nova Arpanet, uma rede com objetivo de 
pesquisa, que mais tarde foi chamada de internet. 
O termo internet surgiu da expressão inglesa “INTERaction or 
INTERconnection between computer NETworks”. A internet é um conjunto das 
centenas redes de computadores conectados em diversos países. 
De acordo com Prado (2011, p.13) Em 1974, a agência Reuters passa a 
trabalhar com videotexto. Em 1975 surge o Altair, a Microsoft, o Tele texto 
(origem do Minitel), Compuserve e as TVs a cabo transmitindo noticiário 
produzido pela Reuters via videotexto. 
A comunicação inicia os primeiros processos de transformação. Entre os anos 
de 1972 e 1973 é criado o e-mail, e bancos de dados são usados no 
jornalismo, como o Philadelphia Inquirer. As agências de notícias UPI (United 
Press International) e AP (Associated Press) adotam a produção digital. Em 
1976, a Apple desenvolve o microprocessador, e em 1977, surge o Apple I, já 
com gráficos e disquetes. 
De acordo com Pinho (2003, p.30) no Brasil, foram formados, em 1988, alguns 
embriões independentes de rede, interligando grandes universidades, e centros 
de pesquisa do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Porto Alegre aos Estados 
Unidos. 
Em 1990, o ano em que o Brasil iniciou a conexão com diversos países, a 
Arpanet foi formalmente encerrada. Nascia a internet, com 1.500 sub-redes e 
250 mil hosts, pronta para fazer parte da vida das pessoas. Neste mesmo ano 
foi criada a World (http:// www.world.std.com), primeiro provedor de acesse 
8 
 
comercial do mundo, permitindo que os usuários comuns, alcancem a grande 
rede via telefone. Em 1991 surgiu a invenção da world wide web, gestada pelo 
engenheiro Tim Berners-Lee no Laboratório Europeu de Física de Partículas. 
Segundo Pinho (2003, p.33): 
A web é provavelmente a parte mais importante da internet, e para muitas 
pessoas, a única parte que elas usam, um sinônimo mesmo de internet. Mas a 
world wide web é fundamentalmente um modo de organização da informação e 
dos arquivos na rede. O método extremamente simples e eficiente do sistema 
de hipertexto distribuído, baseado no modelo cliente – servidor tem como 
principais padrões o protocolo de comunicação HTTP, a linguagem de 
descrição de página HTML e o método de identificação de recursos URL. 
Em 1995, teve início abertura da internet comercial no Brasil. A RNP passou 
então por uma redefinição de seu papel, deixando de ser um backbone restrito 
ao meio acadêmico para estender seus serviços de acesso a todos os setores 
da sociedade. Com a criação do Centro de Informações Internet/BR, a RNP 
ofereceu um importante apoio à consolidação da internet comercial do país. 
A internet passou a ser reconhecida perante a sociedade e na esfera federal. 
Segundo Pinho (2003, p.33): 
No dia 31 de maio de 1995, o Ministério das Comunicações e Ministério da 
Ciência e tecnologia promulgaram a portaria Interministerial 147, constituindo o 
Comitê Gestor da Internet no Brasil (http://www.cg.org.br), com os objetivos de 
assegurar a qualidade e a eficiência dos serviços ofertados, a justa e livre 
competição entre provedores e a manutenção de padrões de conduta de 
usuários e provedores. 
Com o surgimento da internet, e aplicação da tecnologia, a comunicação 
passou por muitos processos de transformação. O que antes era feito por 
telefone ou somente pessoalmente, agora podia ser feito através da rede. 
Oferecendo portais de notícias, transmissões ao vivo, chats, blogs e redes 
sociais, a comunicação ficou mais rápida e com mais qualidade, atendendo ao 
público mais distante. 
Para Pinho (2003, p.49), a internet é uma ferramenta de comunicação com 
muitas diferenças das tradicionais: 
(...) Cada um dos aspectos críticos que diferenciam a rede mundial dessas 
mídias – não linearidade, fisiologia, instantaneidade, dirigibilidade, qualificação, 
custos de produção e de veiculação, interatividade, pessoalidade, 
acessibilidade e receptor ativo – deve ser mais bem conhecido e corretamente 
considerado para o uso adequado da internet como instrumento de informação. 
Desde o início do século XXI, as transformações tecnológicas estão 
modificando com mais rapidez a utilidade das coisas. Aparelhos de celular 
estão diminuindo e perdendo a utilidade apenas como telefone, ganhando mais 
espaço para gravar materiais, mais facilidade no uso e mais beleza no design. 
9 
 
Aparelhos de televisão, computadores, pequenos eletrodomésticos e os 
próprios serviços como ir ao banco no caixa eletrônico já estão modificando a 
forma de funcionamento. 
O avanço tecnológico trouxe à sociedade uma série de mudanças de 
paradigmas do final do século XX ao início do século XXI, de acordo com 
Siqueira (2009, apud PRADO, 2011, p.35): 
De analógico a digital, de físico a virtual, de átomos a bits, dos serviços físicos 
a móveis, de coletivos a pessoais, de banda estreita a banda larga, de 
equipamentos dedicados e multifuncionais, de baixa a alta velocidade de 
transmissão, de comunicação por fio a sem fio, de monopólio estatal a privado,de protocolo fechado a aberto, de unidirecionais e interativos, de comunicação 
de círculos a comunicação de pacotes. 
A internet está em todos os lugares e tornou-se uma necessidade para as 
atividades do dia-a-dia. Estamos partindo para uma era onde os tables estão à 
frente. O simples toque “touch” realiza ações e economiza tempo. Palavras 
como acessibilidade, design, praticidade farão parte da nossa vida e estarão 
presentes em tudo que fizermos. 
 
IMAGEM: A humanidade vive a Era dos Tablets. FONTE: Marlon Souza 
Para Rudiger (2003, p.92): 
A abordagem da tecnologia precisa levar em conta seus aspectos positivos 
tanto quanto os negativos, os ganhos e perdas que temos com seu 
desenvolvimento. A tecnocultura é um campo de disputa de várias forças, e a 
questão não é, portanto, ser contra ou a seu favor, mas pensar a maneira de 
como ela pode ser direcionada de modo a criar uma sociedade mais avançada 
e a ajudar um maior número de pessoas a desenvolver livre e criativamente 
sua individualidade. 
10 
 
Módulo 4: 
Cibercultura 
A Cibercultura é uma forma sociocultural que se origina da relação de troca 
entre sociedade, cultura e as novas tecnologias. As comunidades estão 
ampliando e democratizando a utilização da internet e outras tecnologias de 
comunicação, aproximando as pessoas. Pessoas do outro lado do mundo 
conseguem acompanhar as ações em tempo real, basta apenas a conexão 
com a internet. 
De acordo com LEVÝ, Pierre (1999, p.11): 
“... Em primeiro lugar, que o crescimento do ciberespaço resulta de um 
movimento internacional de jovens ávidos para experimentar, coletivamente, 
formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos 
propõem. Em segundo lugar, estamos vivendo abertura de um novo espaço de 
comunicação, e cabe apenas a nós explorar as potencialidades mais positivas 
deste espaço nos planos econômico, político, cultural e humano”. 
Na cibercultura as pessoas se mantêm conectadas de diversas formas 
diferentes em simples ações do cotidiano. Quanto mais ela se desenvolve, 
mais as atividades se conectam. As crianças passam a ter contato com o 
mundo digital cada vez mais cedo, enquanto os adultos utilizam as ferramentas 
disponíveis para facilitar as atividades do dia. Até os idosos buscam aprender a 
interagir nas mudanças da atualidade. Não é possível fingir que não está 
acontecendo. A cibercultura está em todos os cantos do mundo. 
Para LEVÝ, Pierre (1999, p.111): 
Quanto mais o ciberespaço se amplia, mais ele se torna “universal”, e menos o 
mundo informacional se torna totalizável. O universo da cibercultura não possui 
nem centro nem linha diretriz. É vazio, sem conteúdo particular. Ou antes, ele 
os aceita todos, pois se contenta em colocar em contato um ponto qualquer, 
com qualquer outro, seja qual for a carga semântica das entidades 
relacionadas. (...) Este acontecimento transforma, efetivamente, as condições 
de vida em sociedade. Contudo, trata-se de um universo indeterminado e que 
tende a manter sua indeterminação, pois cada novo nó da rede de redes em 
expansão constante pode tornar-se produtor ou emissor de novas informações, 
imprevisíveis, e reorganizar uma parte da conectividade global por sua própria 
conta. 
 
 
 
11 
 
Módulo 5: 
A Televisão no Brasil 
Uma mistura de som e imagem. Uma realidade que até então era apenas 
imaginada pelas pessoas no som do rádio. Trazer o dia-a-dia das pessoas para 
dentro da sua casa. A televisão recebeu a primeira transmissão no Brasil no dia 
18 de setembro de 1950, no programa inaugural que foi ar pela emissora PRF3 
– TV Tupi do pioneiro Assis Chateaubriand. 
Seu desenvolvimento foi se destacando e ultrapassou o rádio que era um dos 
meios mais acompanhados. Com o passar do tempo a TV adquiriu uma 
linguagem própria e diferenciada daquela do rádio. As imagens podiam 
“descrever” uma situação e não precisavam mais de muitas explicações. A 
televisão conquistou os brasileiros e se tornou um poderoso e importante 
veículo. 
Atualmente a televisão possui maior credibilidade e impacto, sendo mais 
consumido entre as mídias. Ela oferece entretenimento, informação e 
prestação de serviços. Emissoras como Bandeirante, Globo, SBT, CNT, Rede 
TV! E Record são as maiores emissoras comerciais. 
É por meio da programação da televisão que programas como O Jornal 
Nacional, Globo Repórter e Vídeo Show, ganharam destaque, audiência e 
credibilidade. 
De acordo com BONNER (2009, P.7): 
Nesses 40 anos, quanta coisa mudou! [...] Mas o que sentimos, todos nós que 
fizemos parte da atual equipe do Jornal Nacional, quando às 20h15min, a 
vinheta do Jornal entra no ar e no estúdio – logo abaixo das câmeras se 
acende o letreiro “On air”, é o mesmo de 40 anos atrás: decolamos, estamos 
voando. Quem trabalha no JN sabe que participa de um produto que faz parte 
da vida de milhões de brasileiros. E a convivência de tantos anos entre o 
público e o telejornal gera muita intimidade. As pessoas querem saber 
detalhes, tirar suas dúvidas. 
As emissoras de TV estão em todos os locais. A Rede Globo, por exemplo, 
está em 99,84%, o equivalente a 5.043 municípios. Já o SBT, em 98% e a 
Bandeirantes em 94%. No caso dos grupos regionais, a RBS atinge 99,7% dos 
domicílios com TV dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina; as 
OJC, com a TV Anhanguera, atingem mais de 180 municípios goianos, ou seja, 
73,17% do Estado de Goiás; a RART atua em cinco dos sete Estados da 
Região Norte, equivalendo a 120 municípios, ou seja, 71,86% do Amazonas, 
Roraima, Rondônia, Amapá e Acre; o Grupo Zahran está em quase todos os 
200 municípios dos Estados Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; e o Grupo 
Verdes Mares, em 92% do Estado Ceará. 
12 
 
Para CABRAL (2006, p.5): 
Apesar dos problemas observados por Bazi (1999) e Caparelli (1982), observa-
se que o quadro atual vem mudando e o desafio passa a ser a programação de 
qualidade, voltada para a comunidade, identificando os telespectadores com 
sua cultura. No campo da publicidade, a regionalização está tendo resultados 
positivos, agora é preciso investir no conteúdo das informações locais e 
regionais. Pois, a Constituição de 1988 propõe no artigo 221 princípios para 
produção e programação das emissoras, evidenciando a “regionalização da 
produção cultural, artística e jornalística” (inciso III). Além disso, já está em 
pauta no Congresso Nacional o projeto de Lei da deputada Jandira Feghali 
(PCdoB-RJ), criado em 1991 e que tem como foco a regionalização da mídia 
brasileira. 
A TV ONLINE 
Após a consolidação da televisão na sociedade como suporte midiático, a 
internet surge com intensidade com diferentes formas de apresentar o 
conteúdo. Interatividade, criatividade e tecnologia são implantadas para atrair 
cada vez mais o público para frente do computador. 
Um espaço no qual as pessoas podem acompanhar a programação a qualquer 
hora do dia. Os programas que são apresentados via internet ficam disponíveis 
em suportes, como o site youtube (www.youtube.com.br) onde podem ser 
vistos a qualquer momento e baixados para o computador. 
De acordo com CARDOSO (2007, p.241): 
O que mudou na televisão com a chegada da internet? A tentativa de resposta 
baseia- se na ideia de que a mudança depende do modelo televisivo 
tradicionalmente praticado, isto é, da identidade televisiva construída em torno 
de uma relação de entretenimento e informação. Mas, visto que o ponto de 
partida para a presença na internet das televisões tem quase sempre sido a 
oferta de uma página de notícias, a mudança está também dependente, até 
certo ponto, do modelo noticioso praticado na redação, do telejornal de cada 
emissora. 
A busca pela informação na internet atinge principalmente os jovens que 
passam mais tempo na frente do computador. Sites voltados ao público criam 
formas diferenciadas de atrair o jovem dentro de suas características e gostos. 
De acordo com a Revista Plug – Especial Digital, o site da Capricho da Editora 
Abril temalcançado o segundo lugar entre os mais visitados com 29,6 milhões 
de acessos, segundo uma pesquisa realizada em março de 2009 da consultoria 
americana ComScore. 
13 
 
 
Figura 7: Interatividade e vários suportes midiáticos no site da Revista Capricho 
da Editora Abril - Fonte: http://capricho.abril.com.br/home 
De acordo com CARDOSO (2007, p.249): 
Sendo os usuários de internet em menor número que os leitores de jornais em 
papel ou ouvinte de rádio, e constituindo uma população mais jovem e com 
níveis de educação mais elevados, essa diferenciação apresenta-se na escolha 
de rádios destinadas a público mais jovem online e ao maior número de jornais 
de referência também online. 
O site possui a TV Capricho onde são apresentadas histórias da vida de alguns 
jovens e famosos chamadas de web séries. Conteúdos como dicas de moda, 
música e entretenimento, concursos também estão presentes, e são 
explorados pela revista. 
De acordo com MOHERDAUI (2000, p.17): 
A presença online da televisão, tal como dos jornais e do rádio, é produto da 
interação entre dois universos de referência em termos de comunicação: a 
informação publicada off-line (que é o seu ponto de origem), e o ambiente da 
rede internet, ou melhor, a sua cultura, a qual constitui seu ponto de chegada 
(Castells, 2004.a; Sciffo, 1998). 
Os conteúdos são mencionados nas redes sociais que realizam a propagação 
em massa. Mensagens no facebook e twitter são disparadas a todo momento 
informando a programação e as promoções. 
 
 
14 
 
De acordo com CARDOSO (2007, p.241): 
A mudança introduzida pela internet na televisão acontece em duas fases: a 
primeira corresponde a passagem da televisão para o espaço online. A 
segunda dependendo da capacidade tecnológica, de estratégia e de modelo 
identitário original, apresenta a possibilidade de evoluir ou não para novos 
modelos televisivos que atentem para as lógicas de redes em diferentes 
mídias. A presença na internet pode, na sua tendência maximizada, contribuir 
para o surgimento de uma televisão em rede, interagindo com diversos outros 
veículos de comunicação, pessoais ou de massa, e conteúdos diversificados 
ou, numa dimensão de menor mudança, estabelecer apenas pontos frágeis, 
entre duas mídias, sem real interação entre si: a televisão para ser apenas 
vista, e a internet para ser navegada. 
Os programas de TV encontram nas mídias sociais um espaço para a 
divulgação e a discussão. De acordo com pesquisa publicada em 2010 pelo 
IBOPE Nielsen Online Hoje, a internet brasileira já soma 73,9 milhões em todo 
o país. Desses, 76% dos adultos afirmam que navegam na internet enquanto 
assistem TV e, entre eles, 54% publicam comentários na internet, 30% trocam 
torpedos e 67% trocam mensagens instantâneas. Os maiores programas da TV 
geram grandes picos de discussão nas redes sociais, acessadas por 87% dos 
internautas brasileiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Módulo 6: TV Digital 
No dia 2 de dezembro de 2007, a TV passou por mais uma importante 
transformação. Nesta data começaram as transmissões oficiais dos sinais do 
"Sistema Brasileiro de Televisão Digital", o SBTVD, na cidade de São Paulo. 
Com imagem em alta definição, recepção perfeita, som de CD e interatividade, 
a TV Digital marca o início de uma novo momento nos lares das pessoas. 
Segundo informações do site http://www.dtv.org.br/sobre-a-tv-digital/historia-da-
tv-digital-no-brasil/, o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) foi 
desenvolvido com base no sistema japonês Integrated Services Digital 
Broadcasting Terrestrial (ISDB-T) e tecnicamente conhecido como ISDB-TB, 
oferece uma série de diferenciais em relação aos sistemas de TV digital 
atualmente em funcionamento no mundo. Esses diferenciais estão justamente 
no “casamento” entre a base técnica de transmissão do sistema japonês com 
os padrões de compressão digital de áudio e vídeo introduzidos pelo Brasil, 
que são mais modernos e eficientes do que os adotados por outros padrões. 
Assim, o sistema adotado no Brasil é o ISDB-TB, também denominado SBTVD. 
Na versão brasileira foram acrescentadas tecnologias desenvolvidas pela 
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela 
Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 
Essa especificidade do sistema brasileiro possibilita a transmissão de conteúdo 
de altíssima qualidade, tanto em termos de imagem como de som, permitindo 
ao mesmo tempo a recepção móvel e portátil dos sinais de TV digital. Outros 
importantes diferenciais do SBTVD são a mobilidade e a interatividade. No 
caso da mobilidade é possível percebê-la na prática, uma vez que já estão à 
disposição do consumidor brasileiro diversos dispositivos móveis por meio dos 
quais se pode assistir à TV digital, como celulares, minitelevisores e receptores 
USB para micros. 
Smart TV 
A Smart TV é conhecida como “TV conectada” pois possui integração com a 
internet e a características da web 2.0. Ela tem uma página inicial que permite 
o acesso a diferentes funções e também o link para a loja exclusiva de 
aplicativos. A Smart TV possui a qualidade de uma TV Digital com a 
possibilidade de interagir diretamente no conteúdo. A pessoa pode ver os 
programas favoritas e ao mesmo tempo interagir nas redes sociais com o 
auxílio do controle remoto. Os aplicativos possuem várias categorias que 
seguem a linha de jogos, programas educativos, informativos, vídeos, redes 
sociais entre outros. Uma das novidades do mercado são o comando de voz e 
o reconhecimento de gestos, características de novos modelos. 
 
FONTE: www.samsung.com 
 
16 
 
Módulo 7: 
Webjornalismo 
O ruído das máquinas de escrever, dos telefones para girar e os filmes das 
câmeras fotográficas analógicas, hoje fazem parte apenas de histórias em 
filmes e livros antigos. Foram substituídos por celulares cada vez menores e 
com menos botões, além de computadores e tablets, que tiram fotos, editam, 
fazem vídeos e enviam para qualquer lugar do mundo em segundos. A 
comunicação migrou para a rapidez, a qualidade, e a mobilidade. A internet 
está em vários lugares. Nos bancos, nas ruas, no ônibus, nas avenidas, no 
mercado, nas lojas, ao seu redor. 
De acordo com MOHERDAUI (2000, p.21) 
A internet é um conjunto de recursos tecnológicos que coloca à disposição a 
qualquer cidadão que tem computador um modem e uma linha telefônica uma 
enorme quantidade de informação e possibilidades de acesso a serviços 
diversificados. A chegada desses equipamentos foi um marco importante para 
o desenvolvimento e incremento da informação – por meio da divulgação 
instantânea de imagens e sons – e também para a troca de informação entre 
computadores e acesso aos bancos de dados. 
É chegada a chamada Era Digital, e na comunicação se deu nos Estados 
Unidos no final dos anos 80. As mudanças foram marcadas por rapidez na 
informação e o trabalho estava resumido em serviços de notícias para um 
determinado grupo, que era oferecido por provedores como América Online. O 
mundo começava a sentir a mudança na forma da transmissão da 
comunicação. 
Em 1970, o Jornal The New York Times (www.nytimes.com) foi o precursor na 
criação de uma página da internet para o jornal. Foi chamada de New York 
Times Information Bank. De acordo com informações de MOHERDAUI (2000, 
p.23 e 24), o jornal disponibilizou recursos e textos para seus clientes, que 
possuíam pequenos computadores. Com os resultados apresentados, outros 
veículos de comunicação passaram a utilizar o mesmo serviço, como San Jose 
Mercury News (HTTP://mercurycenter.com) que em 1994 expandiu o serviço e 
os editores passaram a cobrar acesso ao conteúdo. 
Atualmente o site San Jose Mercury News http://mercurycenter.com possui um 
layout clean, contendo pouca publicidade, links para outras matérias 
relacionadas e redes sociais, seguindo as pesquisas e orientações de 
qualidade e acessibilidade dos profissionais da produção de web. 
17 
 
 
Figura 1: Site atualdo Jornal San Jose Mercury News - Fonte: 
http://mercurycenter.com 
Os jornais The Wall Street Journal e Washington Post em 1995 seguiram o 
mesmo caminho e apresentaram seus materiais na rede. 
Jornalismo no Brasil 
No Brasil, as empresas jornalísticas entraram na rede a partir de 1980. O 
trabalho teve início com ações isoladas como com o Estado de São Paulo. 
Seguindo os moldes americanos, o jornalismo digital se desenvolveu e 
começou a proliferar em 1995. 
De acordo com MOHERDAUI (2000, p.26), no dia 28 de maio de 1995, o Jornal 
do Brasil (www.jb.com.br) realizou a primeira cobertura completa no espaço 
virtual. Pouco tempo depois, a ideia foi bem aceita por outros veículos que 
passaram a ter seus conteúdos na web como Estado de São Paulo 
(www.estado.com.br), a Folha de São Paulo (www.folha.com.br), o Globo 
(www.oglobo.com.br), O estado de Minas (www.estaminas.com.br), a Zero 
Hora (www.zerohora.com.br), Diário de Pernambuco (www.dpnet.com.br), e o 
Diário do Nordeste www.uol.com.br/diariodonordeste. 
Em 1996 o Universo On-line (www.uol.com.br) lançou o Brasil On-line, primeiro 
jornal em tempo real em língua portuguesa da América latina com informações 
de agenciais de notícias. Já em 1997, a Revista Veja investiu no jornalismo 
online e disponibilizou na web um site (www.veja.com.br) com materiais 
produzidos e arquivos das edições semanais. No ano 2000, surge o primeiro 
jornal on-line concebido e produzido para a internet brasileira, lançado pelo 
Provedor de Acesso Internet Grátis (www.ig.com.br) chamado de Último 
Segundo(www.ultimosegundo.com.br). 
18 
 
 
Figura 2: Site atual de Último Segundo - Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br 
Ainda segundo informações de MOHERDAUI (2000, p.29), Em 2001, as 
Organizações Globo iniciaram um grande investimento no Jornalismo Online e 
criaram o Portal Globo News.com (www.globonews.com), colocando à 
disposição dos internautas materiais de jornais, revistas, emissoras de rádio e 
grupos de TV. Em 2006, investiram em tecnologia e criaram o Portal de 
Notícias G1 que reúne o conteúdo geral das organizações, e aposta na 
convergência das mídias jornal, TV, rádio e web. 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
Módulo 8: 
Jornalismo Digital 
O jornalismo digital toma conta dos veículos e transforma a comunicação. 
Inúmeras informações são agora publicadas via online, através de textos, links, 
hiperlinks, imagens e vídeos. As pautas surgem através de mensagens 
enviadas pelos internautas nas redes sociais e nos suportes midiáticos. 
De acordo com MOHERDAUI (2000, p.119), o Jornalismo Digital é o termo 
utilizado para designar o jornalismo produzido na web ou outro suportes de 
publicação de conteúdo como, por exemplo, celular ou Ipod. Também é 
denominado jornalismo multimídia, pois implica a possibilidade da manipulação 
conjunta de dados digitalizados de diferentes naturezas: texto, som e imagem. 
Com o aumento no número de pessoas conectadas na internet, os veículos de 
comunicação investem em tecnologia e pesquisas para melhorar e oferecer 
diferentes serviços ao internauta. Portais de notícias aderem à utilização de 
infográficos, slide shows e reportagens especiais para atrair atenção e levar 
informação com mais qualidade e rapidez as pessoas. Com formatos 
adequados a dispositivos móveis e facilidade de conexão, o jornalismo digital 
rompe barreiras e se adéqua aos avanços tecnológicos. O tempo gasto na 
internet coloca o Brasil em primeiro lugar em horas navegadas em domicílio 
que é em média de 21 horas e 38 minutos mensais, de acordo com 
MOHERDAUI (2000, p.11). 
De acordo com dados do IBGE, verificou-se nos últimos anos um crescimento 
contínuo do número de domicílios com acesso à Internet, de 8,6% em 2001 
para 23,8% em 2008. Naquele ano, ao todo, havia 13,7 milhões de domicílios 
particulares permanentes com acesso à rede por meio de computador. Os 
números refletem, porém, a desigualdade regional: enquanto o Sudeste tinha 
31,5% de domicílios conectados, a região Norte contava com 10,6%. 
Pesquisas recentes realizadas pelo IBOPE Nielsen Online do site 
http://www.ipnews.com.br mostram que o ano de 2010 representou mais um 
período de forte crescimento da internet no Brasil. O total de brasileiros com 
acesso em qualquer ambiente, considerando trabalho, residências, escolas, lan 
houses e outros pontos públicos, chegou a 73,9 milhões no quarto trimestre de 
2010, crescimento de 10% sobre os 67,5 milhões do ano anterior. A maior 
parte desse aumento deve ser atribuída à expansão da presença de 
computador em residências, uma tendência que se repete em outros mercados 
da América Latina e que aproxima o Brasil de países da Europa e os Estados 
Unidos, em que o domicílio é de longe o principal local de acesso. 
Os números para 2011 mostram até agora, um crescimento de 24% a mais que 
o ano anterior. Outros suportes midiáticos como a TV e o rádio também 
ganharam espaço na web e se adéquam as exigências dos consumidores e 
dos suportes. 
20 
 
De acordo com MOHERDAUI (2000, p.58): 
Portanto o jornalismo digital diferencia-se no jornalismo praticado nos meios de 
comunicação tradicionais pela forma de tratamento dos dados e pelas relações, 
que são articuladas com os usuários. Por sua vez, sendo a internet uma mídia 
bastante distinta, dos meios de comunicação tradicionais – televisão, cinema, 
rádio, jornal e revista, o jornalismo digital deve considerar e explorar a seu 
favor, cada uma das características que diferenciam a rede mundial desses 
veículos. 
 
Fonte: 
http://marcellatait.files.wordpress.com/2011/08/guia_internet_para_jornalistas1.jpg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://marcellatait.files.wordpress.com/2011/08/guia_internet_para_jornalistas1.jpg
21 
 
 
Módulo 9: 
Pirâmide Invertida – Como escrever para Web 
Texto: da pirâmide invertida e pirâmide deitada 
No jornalismo, o texto possui uma forma especial para a escrita, que se chama 
pirâmide invertida. É uma técnica onde a redação de uma notícia começa pelos 
dados mais importantes – a respostas às perguntas: o quê? Quem? Onde?, 
Como? Quando? e Por quê?, seguido de informações complementares 
organizadas em blocos decrescentes de interesse. 
Ela surgiu no ano de 1861 e foi usada no Jornal New York Times para deixar 
mais objetiva a forma de apresentar uma notícia. O telégrafo possibilitava aos 
jornalistas envio diário de suas informações de guerra. Mas a tecnologia da 
época apresentava dificuldades, não tinha grande fiabilidade técnica. E para 
piorar, os postes que possuíam os fios costumavam ser alvos de ataques. Para 
que os jornalistas pudessem assegurar suas informações, estabeleceram uma 
regra de funcionamento que não prejudicasse o trabalho dos profissionais. 
Cada jornalista ficou responsável para enviar o primeiro parágrafo do seu texto, 
e após uma ronda, enviar o segundo. Assim os jornalistas passaram a enviar 
textos com os fatos mais importantes no início. A pirâmide invertida foi batizada 
por Edwin L. Schuman no seu livro Practical Journalism (Salaveria, Ramón, 
205, 109). Ela tornou-se uma das regras mais conhecidas. Na prática, a história 
é contada do fim para o começo, por isso é chamada de pirâmide invertida. 
Nos últimos 20 anos, a técnica vem sendo discutida entres os veículos, devido 
a rapidez das informações dos noticiários audiovisuais e pela internet. Para 
alguns autores, usar a técnica da pirâmide invertida na web é cercear o 
webjornalismo de um de seus potenciais, que é adoção de uma arquitetura 
noticiosa aberta e de livre navegação. 
De acordo com o (Canavilhas, João, 2001, p.7): 
“Nas edições online o espaço é tendencialmente infinito. Podem fazer-se cortes 
por razões estilísticas, mas não por questões espaciais. Em lugar de uma 
notícia fechada nas quatro margens de uma página, o jornalista pode oferecer 
novos horizontes imediatos de leitura através de ligações entre pequenos 
textos e outros elementos multimídia organizados em camadas de 
informações”.A contestação do uso da pirâmide invertida também apareceu nos anos 60, 
com os jornalistas Tom Wolfe, Truman Capote, Gay Talese e Norman Mailler, 
que abandonaram a estrutura clássica, acrescentando elementos literários. 
Apesar de séculos e muitas discussões, a pirâmide invertida ainda é a mais 
utilizada nas redações. 
22 
 
O autor João Canavilhas explica em seu livro Webjornalismo: Da Pirâmide 
invertida à pirâmide deitada, sobre estudos feitos do uso da pirâmide invertida 
na web. Ele se vale de um estudo do Media Effects Research Laboratory, de 
1992, que indicou que os internautas preferem navegar por textos separados 
por blocos a ler um compacto. Surge uma nova proposta de uso, a pirâmide 
deitada, que é composta pela unidade base, o lead; nível de explicação; nível 
de contextualização e o nível de exploração, é uma técnica libertadora para 
exploradores e jornalistas. Assim eles tem a possibilidade de navegar dentro da 
notícia, fazendo uma leitura pessoal. Possui a seu dispor um conjunto de 
recursos estilísticos, que em conjunto com novos conteúdos multimídia permite 
reinventar o web jornalismo em cada notícia. 
Robert Darnton (1999) afirma que publicar na web implica uma nova arquitetura 
e propõe uma estrutura piramidal por camadas. 
A arquitetura sugerida pelo autor evolui em seis camadas de informação: 
- primeira com o resumo do assunto; 
- segunda com versões alargadas de alguns dos elementos dominantes, mas 
organizadas como elementos autônomos; 
- terceiro nível de informação com mais documentação de vários tipos sobre o 
assunto em análise; 
- quarto nível com referências a outras investigações; 
- quinto nível pedagógico, com propostas para discussão do tema nas aulas, 
sociedade e etc.; 
- sexta camada com as reações dos leitores e suas discussões com o autor. 
O trabalho de redação implica jogar com duas variáveis: “dimensão” 
(quantidade de dados) e “estrutura” (arquitetura da notícia). 
 
Modelo de pirâmide invertida 
 
 Modelo de pirâmide deitada 
23 
 
Módulo 10: 
Perfil do Jornalismo de Web 
A mudança no jornalismo causada pela inserção dos materiais na web criou 
também um novo perfil de profissional. O jornalista que antes corria atrás da 
informação com ligações pelo telefone fixo e levava o bloco de notas para 
anotar os dados, hoje precisa de mais conhecimento para dar o “furo”. A 
velocidade e as ferramentas para a recepção da informação são inúmeras e 
necessitam de agilidade e domínio. 
De acordo com MOHERDAUI (2000, p.188): 
Além de trabalhar em parceria com um técnico e um designer, como defende o 
jornalista Luciano Martins, o jornalista da web também deve ter habilidades 
para trabalhar com edição de home Page e canais, experiência em produzir 
reportagens multiformes e notícias hipertextuais e capacidade de criar pacotes 
multimídia. Também deve ter conhecimento em Photoshop (para tratamento de 
imagem) e editores de áudio, vídeo e Flash, entre outros. Além dos requisitos 
necessários como texto final, acurácia gramatical, boa formação cultural, ser 
bem informado, ter o domínio de um ou mais idiomas, facilidade de escrever 
sobre temas variados, o profissional que trabalha com jornalismo digital tem 
que conhecer em profundidade o conceito de jornalismo assistido por 
computador (CAR, sigla em inglês) , que abrange quatro modalidades: 1) 
Reportagem, 2) Pesquisa, 3) referência, 4) encontro, segundo classificação da 
Pesquisadora Nora Paul. 
Com o surgimento das mídias sociais, o jornalista precisa ficar atento as 
informações que nelas são publicadas, acompanhar as novas plataformas e as 
mudanças. Notícias que fizeram história foram publicadas através do twitter. A 
morte do terrorista Osama Bin Laden foi um exemplo. Em 140 caracteres em 
questão de segundos, decisões são anunciadas. 
Os jornalistas terão que levar suas histórias até o público através das mídias 
sociais. Eles terão que se envolver com leitores e espectadores e linkar suas 
informações. O sucesso do jornalista dependerá de seu conhecimento e 
capacidade de escrever coisas com credibilidade. Eles terão que estar prontos 
para compartilhar informações e fazer o papel de jornalista colaborativo. 
Para Prado (2011, p.6) o jornalista de web deve ter outra visão sobre o seu 
trabalho: 
Formar o jornalista deste tempo é mais complexo do que simplesmente deixá-
lo a par de como lidar com esse metameio e com as ferramentas não habituais; 
é incitá-lo a refletir e desenvolver senso crítico a respeito do próprio 
desenvolvimento do jornalismo na web. É bastante conveniente bater nesta 
tecla, a da crítica, para que o ciberambiente melhore e cresça. Enquanto isso 
alguns professores, mesmo que ainda relutem em ignorar o jornalismo on-line, 
24 
 
estão repensando o modelo tradicional e dosando o ensino dos dois modos de 
fazer jornalismo, o analógico e o digital, pois não se trata de colocar um contra 
o outro, mas sim de mostrar a diferença e a complementação do digital que 
incide sobre o analógico (...). 
O jornalista de web precisa estar mais atento ao que acontece ao seu redor 
dentro e fora do mundo virtual. Precisa estar vasculhando as mídias sociais e 
buscando ferramentas diferenciadas que facilitem esta busca. Segundo Prado 
(2011, p.59) (...) deu no Jornal The Guardian, em 5 de março de 2009, que o 
canal de notícias britânico Sky News criou um cargo de correspondente no 
Twitter. Sim, o cargo é real. O trabalho será vasculhar o popular sítio 
de microblogging em busca de notícias (...). 
Hoje muitos jornalistas já repassam suas informações através do twitter, 
interligando outras mídias sociais como no caso do facebook, Twitter, youtube, 
e Flickr. O jornalista grava uma matéria em uma câmera pequena, ou muitas 
vezes usa o próprio Iphone para gravar com melhor qualidade. Edita o material 
em um programa na internet comomoviemaker, Fine Cute, ou ainda 
Premiere, e coloca no youtube. Escreve uma cabeça, envia o link e a principal 
informação e posta no Twitter, que ao mesmo tempo, já é postado no facebook. 
Faz fotos da notícia e coloca no Flickr e faz um link para o facebook e Twitter. 
Em poucos minutos, informações, vídeos e fotos estão ao alcance de todos na 
internet. 
Jornais de referência mundial como o The New York Times treinaram seus 
jornalistas para que eles pudessem saber usar uma câmera de vídeo e gravar 
suas reportagens. A necessidade de jornalistas multimídias já faz diferença no 
mercado de trabalho, e fará cada vez mais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
Módulo 11: Redes Sociais 
 
26 
 
Redes sociais são plataformas online que reúnem pessoas com algum objetivo 
em comum. Atualmente, as ferramentas mais utilizadas para a inserção nas 
mídias sociais é o Twitter e o Facebook. As pessoas criam seus perfis para 
conhecer outras pessoas, acompanhar o dia-a-dia e expor suas atividades, 
seja pessoal ou profissional. De acordo com Telles (2011, p.19), as mídias 
sociais são sites na internet construídos para permitir a criação colaborativa de 
conteúdo, a interação social e o compartilhamento de informações em diversos 
formatos. 
De acordo com informações do site http://www.pukis.com.br, a E.Life, empresa 
especializada em monitoramento de mídias na internet, divulgou no dia 25 de 
março de 2011, que os usuários brasileiros são os que mais dedicam seu 
tempo nas redes sociais. Entre novembro de 2010 e janeiro de 2011, foram 
entrevistados 950 usuários do Facebook e Twitter. De acordo com esse estudo, 
42,5% dos usuários passam 41 horas por semana conectados às redes sociais, 
o que significa um total de 6 horas por dia. A pesquisa afirma que o Facebook e 
o Twitter vêm crescendo em ritmo acelerado no Brasil. Em 2009, quando esse 
mesmo estudo foi feito para medir a frequência dos brasileiros nas redes 
sociais os números mostravam que 49% faziam parte do Facebook e 76% do 
Twitter. Já no final de 2010, esses números subiram, respectivamente,para 
91% e 89%. 
Uma ferramenta que proporciona uma conversa entre várias pessoas ao 
mesmo tempo pela internet. Os chats de conversa e o programa ICQ foram os 
pioneiros nesta forma de comunicação. Conquistando milhões de usuários, o 
ICQ surgiu em 1997, e significa a expressão em inglês: “I Seek You” (ou “Eu 
Procuro Você”, em português). O Programa permitia que o usuário enviasse 
mensagens instantâneas a várias pessoas tanto em janelas separadas, quando 
a pessoa podia conversar a sós com outra, como em grupos, mais ou menos 
como na timeline do facebook. O ICQ perdeu espaço para outras ferramentas e 
recentemente ganhou uma reestruturação, uma nova versão, com várias 
funções, desde uma rede social totalmente integrada a outras (como Facebook 
e Twitter) até novos jogos e ferramentas. 
A utilização das mídias sociais já acontece diariamente para uma grande 
parcela da população, que já pode acessar suas contas pelo celular, pelo 
computador ou por um tablet. A necessidade de compartilhar informações do 
dia-a-dia é estudada como um fenômeno de mudança do comportamento da 
sociedade. 
Para Recuero (2009 p.16): 
Esses fenômenos representam aquilo que está mudando profundamente as 
formas de organização, identificação, conversação e mobilização social: o 
advento da Comunicação Mediada pelo Computador. Essa comunicação, mas 
do que permitir os indivíduos a comunicar-se, amplificou a capacidade de 
conexão, permitindo que redes fossem criadas e expressas nesses espaços: 
as redes sociais mediadas pelo computador. (...) essas redes conectam não 
apenas computadores, mas pessoas. 
27 
 
Milhões de pessoas conectadas informando o que estão comprando, onde 
estão indo, o que estão comendo e o que estão fazendo no trabalho. As mídias 
sociais se tornaram uma janela para o mundo, onde as empresas encontram a 
oportunidade para oferecer seus produtos e serviços. 
De acordo com Telles (2011, p.7): 
A ideia de Rede Social começou a ser usada a cerca de um século, para 
designar um conjunto complexo de relações entre membro de um sistema 
social a diferentes dimensões. A partir do século XXI, surgiram as redes sociais 
na internet, e, do ponto de vista sociológico, permanecem os mesmos 
conceitos. (...) Os empresários já veem a importância de se contratar 
profissionais especializados ou consultores para treinar suas equipes internas 
com o objetivo de gerenciar suas contas nos ambientes sociais (...). 
De acordo com Telles (2011, p.19), o Brasil é o 2º em usuários no youtube, 
gmail e Twitter; 90 milhões é o número de Tweets no Twitter por dia, sendo que 
25% deles contém links (fonte: Techcrunch, setembro de 2010); o Twitter 
registrou mais de 100 milhões de novas contas só em 2010 (dezembro, G1); no 
Brasil, mais de 85% dos internautas participam de alguma mídia social (...). 
Atualmente existem inúmeros sites de redes sociais que compreendem 
mensagens, compartilhamento de fotos, vídeos e áudios. São eles: Orkut, 
MySpace, Sonico, Facebook, Ning, Badoo, Linkedin, Foursquare, Twitter e 
muitos outros que possuem suas regras e características. 
De acordo com Telles (2011, p.82): 
(...) a maioria das redes sociais contém o conceito de um grupo- um conjunto 
de pessoas unidas com um interesse em comum. Os membros do grupo 
podem compartilhar notícias, discussões, e os administradores do grupo 
podem enviar mensagens privadas para qualquer um. Assim como a maioria 
das redes sociais, permite que você crie um evento e convide seus amigos 
para participar. 
A ideia da utilização das redes sociais no jornalismo tem conquistado grande 
parte dos veículos, que produzem seu material e o inserem em forma de 
pequenas postagens no twitter, facebook e youtube. De acordo com Prado 
(2011, p.197) (...) enquanto alguns torcem o nariz ao afirmar que não dá para 
escrever algo substancial em 140 caracteres, outros o acham perfeito para uma 
informação breve e concisa (...). 
O uso das redes sociais modificou a forma de como a notícia chega ao 
internauta. Em tempo real, as pessoas recebem as informações com links que 
levam as matérias publicadas em sites dos veículos, que podem conter 
imagens e vídeos. 
Para Souza e Azevedo (2010, p.1): 
Pessoas e empresas fazem uso desta tecnologia on-line para compartilhar 
conteúdo, o que inclui opiniões, experiências, perspectivas utilizando textos, 
28 
 
imagens, vídeos. Isto dá possibilidade para interação instantânea entre os 
usuários. Manter este vínculo com clientes tem sido trabalhado e investido 
pelas organizações com maior intensidade, pois nele encontraram uma nova 
forma de promover seu produto ou serviço e acompanhar como está sua 
imagem institucional; são as mídias sociais utilizadas como filtro de opinião. 
Essas ferramentas no ambiente corporativo representam uma nova forma de 
difundir informações dos produtos e serviços com redução de custo. 
 
 
Fonte: http://canaldoempreendedor.com.br/banner-principal/segundo-estudo-
brasileiros-sao-os-que-mais-interagem-com-marcas-nas-redes-sociais/ 
 
29 
 
FACEBOOK 
O facebook é uma rede social que foi lançada em 4 de fevereiro de 2004, por 
Mark Zuckerberg e seus colegas de quarto da faculdade: Eduardo 
Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes. Em pouco tempo ele tornou-se um 
fenômeno mundial com bilhões de usuários. A cada minuto os usuários do 
facebook compartilham cerca de 3,2 milhões de posts, fotos, vídeos, curtidas e 
atualizações de status. 
De acordo com Teixeira (2013, 
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed768_jornalismo_de_f
acebook) 
“Estas redes facilitaram a vida dos jornalistas? Sim. É possível dar uma 
resposta positiva para a questão acima. Afinal, quando 140 caracteres no 
Twitter não se transformaram em uma boa matéria ou quando um perfil no 
Facebook não contribuiu na localização da foto de alguém que sofreu um 
acidente e acabou falecendo? Acha assombroso quando dito isso? Mas é o 
que ocorre. Apesar de positivo, as redes sociais também condicionaram o 
jornalismo à mesmice. Imagine uma cidade pequena ou de médio porte, onde 
há poucos jornais e onde a relação de amigos/contatos é basicamente a 
mesma? Imagine ainda estes profissionais da comunicação “caçando” no 
Facebook ou em qualquer outra rede assuntos que podem ser repercutidos nos 
jornais onde atuam”. 
Confira mais informações www.facebook.com 
LINKEDIN 
É uma rede social para utilização profissional fundada em dezembro de 2002 e 
lançada em maio de 2003. Em 2013, chegou ao número de mais de 238 
milhões de usuários. Em vários países, o Linkedin é utilizado como currículo 
profissional originando as contratações nas empresas. Você passa a receber 
informações da sua área e faz contato com diversos profissionais. A rede social 
pode ajudar o jornalista a encontrar, furos, fontes e vagas de emprego. 
www.linkedin.com 
SKYPE 
É um programa utilizado para fazer chamadas de voz e/ou vídeo grátis pela 
internet. Você pode fazer ligações para pessoas em todo o mundo de uma 
forma simples e objetiva. Para as pessoas que tem o Skype instalado em seus 
dispositivos e computadores as conversas são gratuitas, somente em ligações 
para telefones convencionais há cobrança de tarifas. Segundo informações do 
site http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/skype.html, é Desenvolvido 
pela Microsoft, o programa substituiu recentemente o MSN e também pode ser 
utilizado como um mensageiro instantâneo, pois permite enviar mensagens de 
texto e arquivos para a lista de contatos. Além disso, com boa qualidade de 
áudio e vídeo, ele possui integração com o Facebook e com o Windows Live ID 
30 
 
e oferece ao usuário um número de telefone para receber chamadas. É de 
grande importância para o jornalista, que pode usar o Skype para enviar 
mensagens e fazer ligações para as fontes. É sempre muito bom anotar as 
mídias sociais da fonte, para economizar tempo e dinheiro e facilitar o contato, 
visto que muitas pessoas ficam online grande parte do tempo. 
www.skype.com 
YOUTUBEO youtube é um site que permite aos usuários carregar e compartilhar vídeos 
de forma digital. O site foi fundado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e 
Jawed Karim. A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios trouxe na 
edição de fevereiro deste ano, a informação de que a cada minuto 100 horas 
de vídeo são publicadas no youtube. Cada vez mais as pessoas postam suas 
ideias, atividades e sentimentos em forma de vídeo para que outras possam 
assistir e compartilhar. Não existe limite para os temas. Dos mais simples ao 
mais complexos. Os canais são criados pelos usuários, que podem 
compartilhar vídeos sobre vários assuntos. O usuário também pode adicionar 
um comentário sobre o vídeo. Quanto mais visualizações, mais valorizado o 
vídeo que começa a chamar atenção de outras mídias. Para o jornalista é uma 
ótima oportunidade para buscar informações e conhecer mais sobre o assunto. 
www.youtube.com 
E as mídias sociais não param de crescer... 
O mundo das mídias sociais ganha mais adeptos a cada dia. Para atender os 
desejos e as necessidades dos internautas, as empresas criam mídias 
específicas para cada grupo, onde você pode postar, compartilhar, ler, ouvir e 
ver assuntos que você gosta e se identifica. Para os jornalistas, são milhares 
de informações que podem gerar pautas, mas que precisam de técnica e 
profissionalismo na área de apurá-las. Nem tudo que está na web é verdade e 
muitas vezes “a cereja do bolo” mas está bem guardada, longe da vida online. 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
Módulo 12: 
Blog 
Um espaço para expressar pensamentos e ideias na internet. Uma página 
onde as pessoas podem escrever sobre determinados assuntos, adicionar 
outras páginas, colocar links e postar vídeos e áudios. Um diário virtual. Estas 
podem ser algumas definições do blog, que teve início em 1994 e até os dias 
atuais vem ganhando mais adeptos pelo mundo. 
De acordo com Foschini e Taddei (2006, apud PRADO 2011, p.168): 
Blog é um fenômeno do século XXI. Apareceu pela primeira vez em 1994, 
quando o estudante norte- americano Justin Hall criou um dos primeiros sites 
com formato de blog de que se tem notícia, e popularizou-se a partir de 1999, 
com o surgimento de ferramentas de publicação que não envolve gastos ou 
conhecimento técnico. Mas foi em 2001 que despontou como fenômeno. 
Os blogs começaram a ser utilizados após o ano de 1998, trazendo facilidade e 
tecnologia para quem gostava de escrever. Os sites eram difíceis de serem 
criados e complexos demais para quem não compreendia a linguagem HTML. 
Com a chegada do blog, mesmo as pessoas que não tinham muita facilidade 
conseguiam postar seus materiais, montar e editar. “Oferecia a evolução da 
interface, quase intuitiva, já com hospedagem, criação automática de um 
endereço e até layout previamente montado e editado. Foi um marco na 
produção da escrita livre”. (Prado, 2011, p.168). 
A tecnologia possibilitou a melhora na qualidade dos blogs, com mais 
ferramentas e facilidades. Quando uma pessoa vai criar seu blog, ela pode 
fazê-lo com seus gostos e características para que ele tenha o formato 
desejado. Em um blog de moda, por exemplo, o layout pode conter imagens e 
cores relacionadas ao tema, assim como fotos, vídeos e outros links 
direcionados ao que será trabalhado. 
Com a explosão da utilização do blog na internet, as páginas foram se tornando 
cada vez mais segmentadas em diversos assuntos. Alguns blogs foram ligados 
as empresas e fazem parte do material de comunicação, são totalmente 
independentes e substituem os sites. 
No jornalismo, os blogs ganharam um espaço importante e já fazem parte do 
material de web. O jornal impresso em sua versão online, hoje, em muitos 
casos possui a coluna do jornalismo em formato de blog, em uma forma 
descontraída, e uma linguagem específica para a web. A atualização do blog 
pode ser feita a qualquer momento, já que trabalha com o tempo real. O Jornal 
de Santa Catarina é um exemplo de veículo que utiliza o blog como espaço 
para a exposição da opinião do jornalista, e disponibiliza o espaço para a 
opinião do internauta. Os blogs estão hospedados no site jornal. 
32 
 
Para Prado (2011, p.169): 
(...) o blog apresenta como novidade formal, um modelo de disposição do 
conteúdo que foge da hierarquização da informação segundo a sua 
importância. Muito justamente pela questão do formato, como os próprios blogs 
de colunistas abrigados dentro de um portal de um conglomerado, como 
acontece no G1, na Folha.com, e no Estadão.com.br. (...) A diagramação 
também é outra. Como nos blogs o que vem primeiro, em destaque, é o post 
mais atual, ocorre à quebra de que a notícia do dia merece destaque no alto da 
página (...). 
Atualmente os endereços www.blogger.com, e www.wordpress.com, 
http://blog.uol.com.br são alguns dos sites que permitem a criação de blogs na 
internet. De fácil utilização e compreensão, os sites exigem o preenchimento de 
um formulário e um e-mail de identificação. O blog é gratuito e não possui 
tempo de utilização. 
O termo “blogueiro” atribuído a pessoa que alimenta um blog hoje se tornou 
uma profissão. Com o desenvolvimento da tecnologia e a mudança no 
comportamento da sociedade em busca de informações pela internet em tempo 
real, as empresas e veículos têm investido cada vez mais na contratação de 
profissionais para postar nos blogs. 
Para Prado (2011, p.171): 
É notório que a prática do jornalismo profissional exige cumprimento de certas 
regras a que o blogueiro (não jornalista) não se atém, nem se trata de não 
querer segui-las, simplesmente não as seguem, normalmente por não serem 
jornalistas, não estarem atrelados a veículos. Daí a generalização das pessoas 
de que todo blogueiro é igual. É preciso distingui-los. Saber quais perseguem a 
ética jornalística e se preocupam com a veracidade das informações, enfim, os 
fatos do cotidiano, e consequentemente com credibilidade, e quais nem 
pensam nisso. Claro que é óbvio dizer que jornalista não inventa notícias, ou 
ao menos não deveria fazer isso, porém quando um blogueiro não identificado 
como jornalista escreve algo subjetivo, a crítica é feroz, esquecendo que ele 
mistura ficção e realidade porque, em geral é despretensioso, simplesmente, e 
não porque queira ferir as regras do bom e correto jornalismo (...). 
No espaço de liberdade e facilidade de publicação na internet, é preciso que o 
jornalista saiba se posicionar diante de sua função como profissional. As 
informações estão por todas as partes, mas não são mais dadas somente por 
jornalistas, mas por quem está ligado no mundo virtual. O jornalista precisa 
estar atento a veracidade da informação e a checagem das fontes. 
Para Prado (2011, p.173): 
A simplicidade e a agilidade para a publicação de conteúdos novos, 
características tecnicamente inerentes ao blog, conferem a esta ferramenta um 
par perfeito de atributos para que se alcance um antigo fetiche jornalístico: 
vencer o tempo. Os jornalistas, auxiliados pelas tecnologias surgidas em cada 
33 
 
contexto técnico-cultural, vêm imprimindo cada vez mais velocidade à produção 
das notícias, a fim de diminuir o intervalo entre a ocorrência de um fato e a sua 
divulgação. Nos nossos dias, o blog se apresenta como uma ótima arma nessa 
eterna corrida contra o tempo. 
Escrever para um blog requer práticas diferenciadas da escrita para um 
material impresso. O espaço, a estrutura, e o material são diferentes. A escrita 
na web requer técnicas e habilidades para motivar o leitor e conquistá-lo a 
acompanhar as informações até o fim. De acordo com Pinho (2003, p.183), o 
texto para a nova mídia digital – e, em especial, a informação em conteúdo 
jornalístico – deve ser bem estudado e pensado, pois escrever para o mundo 
on-line é diferente de escrever para a página impressa. 
Os textos utilizados nos veículos impressos podem ser colocados na web, 
porém precisam de adequação. Textos escritos para blog contém um caráter 
mais pessoal, muitas vezes com atransmissão de emoções. Abertura a 
participação do público é a oportunidade para uma resposta rápida à 
informação. A produção de textos seguindo as características da web, facilitam 
na hora da busca na internet. 
De acordo com Pinho (2003, p.184): 
A preparação de um texto claro, conciso e objetivo exige do redator que cada 
palavra tenha uma coisa a dizer. Ward (2002:16) faz seis recomendações para 
a redação de um texto enxuto: Não use mais palavras do que você precisa; 
Evite palavras longas se existem outras mais curtas; Evite palavras de 
significado complexo se houver outras alternativas; Sempre que possível, use 
palavras com um significado concreto e não abstrato; Seja específico em vez 
de usar generalidades, e dê as palavras o seu significado correto. 
A utilização dos blogs ganhou destaque e visibilidade principalmente após a 
utilização destes durantes as tragédias. Em Santa Catarina em 2008, o mundo 
inteiro acompanhou imagens e relatos da situação dos moradores através das 
mídias sociais. As pessoas publicavam fotos legendas de locais onde a 
imprensa não conseguia chegar. Para Prado (2011, p.170) depois da tragédia, 
a audiência dos blogs disparou como espaço informativo, competindo com sites 
jornalísticos. 
As campanhas políticas já aderiram às redes sociais em seus trabalhos para 
facilitar o contato com seus eleitores. Candidatos criaram perfis e promoveram 
ações através das ferramentas. 
De acordo com Lemos e Lévy (2010, p.107): 
Na campanha eleitoral de 2008 pela Casa Branca, candidatos utilizaram blogs 
e microblogs (especialmente Obama) para que o leitor pudesse saber 
exatamente o que eles estavam fazendo e onde. Vemos então a expansão 
planetária, e em outra roupagem, dos antigos newsgroups, grupos de 
discussão por temas, que começaram a se desenvolver de maneira autônoma 
nas redes informáticas interuniversitárias americanas e europeias nos anos de 
34 
 
1990. Hoje é difícil encontrar um internauta que não participe destas 
agregações sociais on-line. 
Criar um blog 
Todos os dias surgem milhares de blogs na internet cada vez mais 
segmentados. Porém muitas vezes as pessoas desistem de atualizá-los e 
acabam abandonando o projeto. Entre as justificativas estão a falta de tempo 
ou a falta de conteúdo para desenvolver os textos. 
Para que um blog seja conhecido e tenha visibilidade na internet uma das 
primeiras ações a serem feitas é a definição do que se quer escrever. É 
importante que a pessoa escreva algo que gosta, que se identifica para assim 
não perder o foco e ter vontade de escrever. Depois é preciso criar uma 
periodicidade para as postagens. Com o intenso fluxo de informações da web, 
é preciso ter sempre novidades para atrair o internauta. Se a pessoa visitar o 
blog por duas vezes e este não estiver atualizado, certamente ele não retornará 
novamente. Por isso é sempre bom informar ao leitor quando você realizará as 
postagens e mantê-las em dia. 
• Utilize as ferramentas disponíveis na web como imagens, fotos, vídeos e 
áudios. O conteúdo interativo é mais atrativo. 
• Criar uma enquete ou fazer uma pesquisa com seus leitores para saber o que 
eles gostariam de ler no seu blog também é interessante. 
• Fazer uma lista de livros, músicas e filmes pode ser uma maneira de chamar 
atenção dos leitores. 
• Para ter uma inspiração sobre o que escrever, faça pesquisas no google, em 
vídeos no youtube ou no facebook sobre assuntos que estão em alta na web. 
Visitar outros blogs, principalmente com muitos acessos também é interessante 
para verificar a maneira como são atualizados. 
• Produza textos e desperte o interesse de participação do internauta. Faça 
perguntas e inicie uma discussão. Nem sempre todos vão interagir, mas o que 
fizerem certamente voltarão ao blog. 
• Fazer texto com entrevistas ou com a participação de profissionais sobre 
determinado assunto pode gerar bons resultados. 
• Procure criar os conteúdos e não simplesmente copiar e colar. A criação do 
conteúdo sempre é mais valorizada pelo próprio google. 
• Escreva um tutorial. 
• Escreva as vantagens e desvantagens desta área. 
• Busque citações e informações para seus textos nos mais importantes e 
destacados profissionais da área. 
35 
 
• Escreva sobre alguma situação ou um produto que utilizou na sua área. 
• Fazer um plano de ação para definir qual objetivo quer alcançar com a criação 
do blog é válido para quem quer muito mais que um espaço para expressar sua 
opinião. Você pode transformá-lo em um espaço comercial para vender 
produtos, serviços ou mesmo fazer publicidade. 
• Na hora da escrita é importante que o português esteja correto e que a 
linguagem seja simples para que todos possam compreender. Cuidado com o 
uso de siglas ou termos técnicos, pois não são da compreensão de todos. 
• Para atrair atenção do público o blog precisa ser de fácil usabilidade e ter um 
layout atrativo. Aproveite o espaço para inserir suas mídias sociais. 
• Mantenha seu blog simples. 
• O título é muito importante na hora da decisão do leitor visitar a sua página e 
ler o seu conteúdo. 
• Utilizar links nos textos ajuda a enriquecer o conteúdo. Você pode criar 
oportunidades para que o leitor conheça mais sobre o assunto. 
• Se as pessoas fazem comentários no seu blog o mais correto é responder, 
interagindo com a plataforma. 
• Faça pesquisas e busque inúmeras maneiras de fazer seus leitores amarem o 
seu blog. Dedique-se a ele! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
Módulo 13: 
Microblogging 
Após o surgimento e o desenvolvimento do blog, a necessidade e a rapidez de 
ferramentas de comunicação mais simplificadas, fez surgiu há poucos anos, 
uma ferramenta mais objetiva, voltada para postagens com limitações de 
caracteres, com uma certa relação de mobilidade: o microblogging. Ele segue 
algumas características do blog, porém de uma forma mais simples. 
Para Telles (2011, p.60): 
Comparado a um blog comum, o microblogging satisfaz a necessidade de um 
modo de comunicação ainda mais rápido. Encorajando posts menores, ele 
diminui o gasto de tempo e o pensamento investido para a geração de 
conteúdo. Além de gerar conteúdo, o usuário pode compartilhar links de vídeos 
ou de páginas da web que tenham um conteúdo interessante que o usuário 
acredite ser relevante para seus seguidores. 
Existem diversos microbloggings espalhados pela rede que podem postar até 
vídeos com outros caracteres. Empresas estão utilizando 
os microbloggings para ter uma comunicação direta com os clientes, podendo 
tirar dúvidas e solucionar problemas. De acordo com Telles (2011, p.60) essa 
resposta que a empresa oferece ao consumidor é muito importante para que 
este possa desenvolver uma confiabilidade maior, e assim ser um dos 
responsáveis por beneficiar a imagem da empresa dentro da rede. 
A ideia principal do microbloggings é fazer um post curto que possa transmitir a 
informação necessária. Os microbloggings possuem ferramentas que 
possibilitam a colocação de links, que levam a outros sites. 
Para ZAGO (2009, p.28): 
Assim como os blogs, os microblogs poderiam então ser definidos como um 
formato especial de publicação na Internet, normalmente utilizado a partir de 
ferramentas específicas, e que apresenta determinadas características típicas. 
Para melhor compreender as características do formato, faz-se necessário 
conhecer um pouco das particularidades das ferramentas de microblogging. 
O tempo está se tornando cada vez mais curto para a população que passa o 
dia na correria e busca facilidades na hora de buscar informações. 
Os microbloggings facilitam a visibilidade e a postagem das informações que 
podem ser feitas por dispositivos móveis. A internet móvel já é uma realidade, e 
diversos aparelhos de baixo custo oferecem esse serviço. Através do 
desenvolvimento da tecnologia e a busca pela mobilidade e facilidade, as 
empresas passaram a investir para desenvolver os sites voltados aos 
dispositivos. Você pode baixar a versão

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