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Tópicos Especiais em Contabilidade Balanço Patrimonial Desenvolvimento do material Tancredo Lasagno 1ª Edição Copyright © 2022, Afya. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Afya. Sumário Balanço Patrimonial Para início de conversa… ................................................................................ 3 Objetivo ................................................................................................... 3 1. Balanço Patrimonial .................................................................................... 4 2. Grupos Patrimoniais .................................................................................... 5 3. Analisando o Balanço Patrimonial ......................................................... 9 4. Verificando a Destinação dos Resultados Obtidos ............................ 11 Referências .................................................................................................... 13 Para início de conversa… Vamos tratar agora da mais importante demonstração contábil: o Balanço Patrimonial. Por intermédio dele, podemos avaliar a riqueza de uma entidade em determinado período; trata-se de uma ferramenta de fundamental importância para toda e qualquer entidade. Por meio dela, será possível demonstrar, de forma simplificada e de fácil entendimento para qualquer dos usuários, a estrutura econômico/financeira de uma empresa. Veremos também que devem ser analisadas as informações geradas pelo Balanço Patrimonial e sua aplicabilidade nas tomadas de decisão, bem como a destinação dos resultados apurados. O Balanço Patrimonial não existe somente por uma exigência de Lei (artigo 176, item 1 da Lei Societária); trata-se de peça fundamental para acompanhar e planejar, se os planos internos, sejam eles a curto ou longo prazo, serão atingidos, e se outras demonstrações contábeis serão geradas. Objetivo Analisar o Balanço Patrimonial. Tópicos Especiais em Contabilidade 3 1. Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial tem por alvo facilitar a visualização da situação patrimonial e financeira de uma empresa referente a um determinado período. É comum utilizar o ano fiscal, que não necessariamente refere- se ao período de janeiro a dezembro, o que é solicitado pelo nosso Governo. Em outros países, utilizam-se períodos diferentes, como no Japão e Índia, que fazem de março a março. AA P+PLP+PL Consta na Lei nº 6.404/76, no artigo 176, que ao término de cada exercício social, os gestores responsáveis pela empresa deverão desenvolver, de acordo com a escrituração contábil da entidade, dentre outras demonstrações contábeis, o balanço patrimonial, que deverá ser, juntamente com as outras demonstrações, publicado com informações, também, do balanço patrimonial anterior. No mesmo artigo, é citado no parágrafo 4º, que o balanço patrimonial e demais demonstrações deverão ser integralizados por NEs (Notas Explicativas), que devem efetuar o complemento necessário de esclarecimentos sobre os resultados obtidos e a situação patrimonial evidenciada. Já o parágrafo 5º deste mesmo artigo diz o que deve ser destacado nas notas explicativas. Vejamos: a. Apresentar os critérios de avaliação das contas patrimoniais, principalmente, as referentes a estoques; cálculos de depreciação, amortização e exaustão; provisão para eventuais perdas no ativo etc. b. Os investimentos efetuados em outras sociedades, se for relevante. c. O aumento de valor em contas do ativo gerado por novas avaliações. d. Obrigações reais sobre elementos do ativo, garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades. e. As datas de vencimento, taxas de juros e as garantias a LP (longo prazo). f. O número, classe e espécie das ações de capital social. g. As opções de compras de ações outorgadas e exercidas no exercício. h. Ajustes de exercícios anteriores. i. Os fatos que venham a ocorrer após a data do término do exercício e que tenham ou venham a ter impacto relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da empresa. Tudo isso nos leva a entender que o balanço patrimonial vem a ser uma demonstração contábil exigida por lei, que deve ser efetuada ao término do exercício social. Geralmente, ele segue o ano civil (janeiro Tópicos Especiais em Contabilidade 4 a dezembro) e possibilita aos usuários verem como realmente está o patrimônio de uma entidade, reproduzindo sua posição financeira. A apresentação do balanço patrimonial pode ocorrer em duas colunas: 1. Sobrepostas ATIVO Bens + direitos PASSIVO Exigível Não Exigível Quadro 1: Colunas sobrepostas. Fonte: Elaborado pelo autor. 2. Justapostas ATIVO PASSIVO Bens + Direitos Exigível Não Exigível Quadro 2: Colunas justapostas. Fonte: Elaborado pelo autor. A fim de dar melhor visibilidade e auxiliar na análise da situação financeira, o ativo e o passivo foram assim alocados, segundo artigo 178 da Lei 6.404/76. ATIVO – Em Circulante e Não Circulante, e sua colocação no Balanço Patrimonial de acordo com o grau de solvência, ou seja , em ordem decrescente de liquidez. PASSIVO – Em Circulante e Não Circulante, também chamado de passivo exigível, pois sua colocação no Balanço Patrimonial é de acordo com seu grau de exigibilidade, acrescido do Patrimônio Líquido, que também é chamado de passivo não exigível. 2. Grupos Patrimoniais Veja os grupos patrimoniais e observe os tipos. Grupo de Ativo Ativo Circulante (AC): São os fatos contábeis pertinentes a bens e direitos realizáveis até o fim do exercício seguinte, denominados de lançamentos a curto prazo (CP). De acordo com art. 179 da Lei 6.404/76, o AC é formado por três partes: Tópicos Especiais em Contabilidade 5 ▪ Disponíveis: Parte do AC que possui as contas que representam o dinheiro (numerário) à disposição da entidade. Exemplo: Caixa, Bancos, Numerário em Trânsito, Aplicações em Liquidez Imediata etc. ▪ Direitos: Representam a parte do AC formada pelos direitos pessoais a CP, ou seja, créditos contra terceiros realizáveis no exercício seguinte. Os direitos são classificados em Direitos Reais (bens) e Direitos Pessoais (créditos a receber). Podemos assim exemplificar: Direitos Reais Direitos Pessoais Mercadorias Duplicatas a receber Matérias-Primas NPs a receber Produtos em Elaboração Contas a Receber Produtos Prontos Adiantamento a fornecedores Material de expediente Impostos a recuperar Quadro 3: Classificação de direitos. Fonte: Elaborado pelo autor. ▪ Despesas do Exercício Seguinte: Tratam-se de fatos contábeis, relativos a despesas que só virão a acontecer no exercício seguinte. Tal fato ocorre por terem as empresas que atender ao disposto na Lei 6.404/76, art.187, §1º, alíneas a e b, que obriga as SAs a adotarem o regime de competência. Ativo Não Circulante (ANC): São os fatos contábeis pertinentes a bens e direitos realizáveis após o fim do exercício seguinte, denominados de lançamentos a longo prazo (LP). O ANC divide-se em 4 subgrupos: ▪ Ativo Realizável a Longo Prazo (LP): A Lei 6.404/76, em seu inciso II, do art.179, estabelece que o Ativo Realizável a Longo prazo divide-se em duas partes: 1ª parte: Formada por direitos que só ocorrerão após o término do exercício seguinte, como: Duplicatas a Receber a LP; NPs a Receber a LP; Estoques a LP e Despesas Antecipadas a LP. 2ª parte: Formada por direitos oriundos de Vendas; Adiantamentos e Empréstimos que ocorrerão a favor de Sociedades Ligadas; Sociedades Coligadas; Diretores; Acionistas e Participantes no lucro da Cia. ▪ Ativo Investimentos: A Lei 6.404/76, em seu inciso III, do art.179, estabelece que o Ativo Investimentos divide-se, também, em duas partes: 1ª parte: Bens não destinados à manutenção das atividades da empresa, tais como: obras de arte; imóveis para aluguel; terrenos (ociosos) etc. Tópicos Especiais em Contabilidade6 2ª parte: Participações permanentes no capital de outras sociedades, ou seja, Ações de Coligadas; Ações de Controladas etc. ▪ Ativo Imobilizado: Referem-se a direitos que tenham por meta bens materiais ou tangíveis (corpóreos) e tenham como fim a continuidade das atividades da entidade, inclusive aqueles que transfiram para a companhia os benefícios, riscos e controles desses bens (leasing). Como exemplo, temos as seguintes contas: 1. Imóveis. 2. Veículos. 3. Móveis e Utensílios. 4. Máquinas e Equipamentos. 5. Terrenos (em uso). 6. Instalações. ▪ Ativo Intangível: A Lei 6.404/76, em seu inciso VI, do art.179, estabelece que o Ativo Intangível é formado pelos direitos que tenham por fim bens incorpóreos e que existam com a finalidade de propiciar a manutenção da entidade ou exercidos com tal finalidade, até mesmo o fundo de comércio comprado. Como exemplo, citamos Patentes; Ponto Comercial (Fundo de Comércio); Concessões Obtidas etc. Grupo de Passivo Passivo Circulante (PC): De acordo com art. 180 da Lei 6.404/76, são os fatos contábeis pertinentes as obrigações exigíveis até o fim do exercício seguinte, denominados de lançamentos a curto prazo (CP). Exemplos: Obrigações com Fornecedores; Obrigações Financeiras; Obrigações Trabalhistas; Obrigações Fiscais; Provisões; Obrigações com Sócios e Participantes do Lucro etc. Passivo Não Circulante (PNC): São os fatos contábeis pertinentes às obrigações realizáveis após o fim do exercício seguinte, denominados de lançamentos a longo prazo (LP). Temos como exemplo: Duplicatas a Pagar a LP; NPs a Pagar a LP; Empréstimos a pagar a LP; Duplicatas Descontadas a LP e Debêntures a LP. Patrimônio Líquido – PL: Também chamado de Passivo Não Exigível, representa o Capital Próprio da entidade, após o abatimento de suas obrigações. Por meio do PL, é possível visualizar o quanto de investimento foi efetuado pelos sócios/acionistas da empresa. De acordo com a Lei 6.404/76, art 182, o Patrimônio Líquido é formado por contas credoras: Capital Social; Reservas de Capital; Opções Outorgadas Reconhecidas; Reservas de Lucro; Ajustes de Avaliação Patrimonial (positivos); Ajustes Acumulados de Conversão (positivos) e Devedoras, chamadas de contas Retificadoras do PL: Capital a Realizar Tópicos Especiais em Contabilidade 7 ou Integralizar; Gastos na Emissão de Ações; Prejuízos Acumulados; Ações em Tesouraria; Ajustes de Avaliação Patrimonial (negativos); Ajustes Acumulados de Conversão (negativos). Capital Social ou Capital Subscrito ou Capital: Trata-se do valor investido pelos sócios para abertura da empresa; é formado por duas partes: 1ª) Pelo Capital a Integralizar ou Realizar ou Não Realizado; é a parte faltante dos sócios e/ou acionistas para completar o valor estipulado em contrato ou estatuto. 2ª) Pelo Capital Realizado ou Integralizado; é a parte efetivamente disponibilizada para a empresa pelos sócios e/ou acionistas, de acordo com o valor estipulado em contrato ou estatuto. Reservas: Tratam-se de valores apropriados no PL para posterior utilização. De acordo com a sua utilização e de como elas foram efetuadas, há dois tipos de reservas: a de Capital e a de Lucros. Na reserva de capital, os valores nela registrados não passam pelo resultado, pois nada tem a ver com a atividade-fim da entidade. Tratam- se de contribuições efetuadas por acionistas, a fim de incrementar o capital social. Os valores aqui registrados só podem ser utilizados para auxílio em contingências e na compensação de perdas de capital; não podem ser distribuídos como dividendos, devendo ser constantemente reaplicados. Já na reserva de lucros, tratam-se de valores oriundos de lucros obtidos pela empresa e que não foram distribuído, a fim de atender um plano específico com intuito de proteger o capital social. Geralmente, estas reservas são criadas, para dar suporte à situação financeira e econômica da empresa. Os tipos de reservas de lucros são: Reservas de Lucros Legal; Reservas de Lucro Estatutária; Reservas de Lucros para Contingência; Reserva de Retenção de Lucros; Reservas de Lucros a Realizar (RLAE) e Reserva Especial (Reserva para Dividendos Obrigatórios). Lucros ou Prejuízos Acumulados: De acordo com o ARE (Apuração do Resultado do Exercício), a empresa pode obter ao término do exercício lucro ou prejuízo. No caso de lucro, este será lançado na conta Lucros Acumulados, e posteriormente distribuído entre as reservas de lucros, acionistas, podendo também ser utilizado para incremento do capital social. No caso de prejuízo, este será lançado na conta de Prejuízos Acumulados. Ações em Tesouraria: De acordo com Gelbcke (2018), tratam-se de ações da empresa compradas por seus sócios. A compra de ações de emissão própria e sua transferência são operações com seus sócios e não devem interferir no resultado. Ajustes de Avaliação Patrimonial: Gelbcke (2018, p.384) define e exemplifica o termo: Tópicos Especiais em Contabilidade 8 A conta Ajustes de Avaliação Patrimonial foi introduzida na contabilidade brasileira pela Lei no 11.638/07 para receber as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência. São registradas nessa conta, por exemplo, as variações de preço de mercado dos instrumentos financeiros, quando mensurados pelo valor justo por meio de outros resultados abrangentes nos termos do Pronunciamento CPC 48 item 4.1.2A, e as diferenças no valor de ativos e passivos avaliados a preço de mercado nas reorganizações societárias, podendo o seu saldo ser credor ou devedor. Tabela 1: Balanço patrimonial. Fonte: Blog Keruak. 3. Analisando o Balanço Patrimonial O gestor de uma entidade encontra na contabilidade uma ferramenta que o auxiliará em demasia na condução de seus negócios, principalmente na tomada de decisões, em virtude da grande carga de informações fidedignas e de qualidade, que são por ela produzidas. Depois de um detalhado processo de escrituração e mensuração dos fatos econômicos que mudaram o patrimônio de uma entidade, é por meio da Análise de Balanço, que se faz a adequada avaliação de sua condição econômico-financeira. Por meio da apuração do Balanço patrimonial, podemos chegar a índices e indicadores que ajudarão em muito no rumo a ser traçado pelas entidades. Entre os índices, destacamos aqueles que são de vital importância para as entidades, e que são extraídos das informações contidas no balanço patrimonial. Índices de Liquidez ou Solvência: Demonstram se a entidade possui condições para honrar seus compromissos a curto prazo. Trata-se de uma posição estática, uma vez que são informações emanadas do BP, ou seja, quando ocorrer alterações, o índice também sofrerá alteração. Seus índices mais importantes são: Tópicos Especiais em Contabilidade 9 I. Liquidez Corrente – Demonstra o quanto a entidade possui de ativo circulante para cada unidade de dívidas/obrigações a curto prazo. II. III. Liquidez Imediata – Reflete o total de dívidas/obrigações a CP que podem ser liquidadas de imediato pela entidade, por meio de seu disponível (caixa, bancos etc.), de forma que, quanto maior o índice, mais recursos disponíveis a entidade possui. IV. V. VI. Liquidez Seca – Informa o percentual de dívidas/obrigações do passivo circulante (Curto Prazo) que pode ser liquidado por meio dos ativos circulantes (Curto Prazo) de maior liquidez. Do AC, são abatidos os valores pertinentes aos estoques, por não serem líquidos, e as despesas antecipadas, por se tratar de pagamentos antecipados de serviços a serem executados. VII. Liquidez Geral – Tem como meta verificar a situação financeira a longo prazo (LP) da entidade e, assim sendo, são inclusas as contas que vencem a LP (RLP – Realizável a LP e ELP – Exigível a LP). Índice de Liquidez Corrente = Ativo Circulante Passivo CirculanteÍndice de Liquidez Imediata = Disponível Passivo Circulante Índice de Liquidez Seca = Ativo Circulante - Estoque - Despesas Anteceipadas Passivo Circulante Índice de Liquidez Geral = Ativo Circulante + RLP Passivo Circulante + ELP Índices de Atividade: Os índices de atividade têm por finalidade demonstrar a performance operacional de uma entidade. Desta forma, eles abrangem todas as fases operacionais representativas da entidade, e têm como meta estimar as diversas durações de um ciclo operacional. Seus principais índices são: I. Prazo Médio de Estocagem (PME) – Informa qual o período de tempo médio em dias, necessário para a entidade ter seus estoques renovados. Quanto maior for o índice apurado, maior é a quantidade de dias que os produtos ficam estocados. * Este pode ser obtido somando o estoque inicial do exercício com o estoque final do exercício, dividindo por dois. II. Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF) – Informa, em dias, o tempo que a entidade leva para pagar suas contas a prazo. III. Prazo Médio de Cobrança (PMC) – Informa, em dias, o tempo que a entidade leva para receber suas vendas a prazo. Prazo de Estocagem = Estoque Médio * Custo Produto Vendido X 360 PMC = Valores a Receber Médio * Vendas Anuais X 360 Tópicos Especiais em Contabilidade 10 IV. Ciclo Operacional – Diz respeito ao tempo que a entidade leva para vender e receber um estoque. É calculado pela soma do prazo de estocagem com o prazo de cobrança, sendo informado em dias. V. Ciclo de Caixa – Informa, em dias, o tempo que a entidade necessita para financiar seu giro. É calculado pela diminuição do Ciclo Operacional do Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF). Índices de Endividamento: Os índices de endividamento auxiliam na análise da estrutura de capital da entidade, informando quais são as fontes de financiamento e seus respectivos custos. Seus principais índices são: I. Relação capital de terceiros/Capital Próprio – Informa quanto a entidade tem de capital de terceiros por unidade monetária de capital próprio. Quanto maior for o índice apurado, maior é o endividamento da empresa com terceiros. II. Relação Capital de Terceiros/Passivo Total – Informa o percentual de quanto a empresa está utilizando de capital de terceiros em seus investimentos. Quanto maior o valor encontrado, maior o endividamento (obrigações) com terceiros. Capital de Terceirros / Capital Próprio = Passivo Circulante + ELP Patrimônio Líquido III. Composição do Endividamento – Demonstra qual a parcela do montante de capital de terceiros é a participação de capital de terceiros a CP. Quanto maior o valor encontrado, maior será a utilização de capital de CP. IV. Índice do Endividamento Geral – Apresenta a proporcionalidade do ativo total que se encontra comprometida para bancar o endividamento da entidade com terceiros (passivos exigíveis). Seu índice é utilizado como indicador para análise da saúde financeira de uma companhia. 4. Verificando a Destinação dos Resultados Obtidos A verdadeira eficiência de um empreendimento vir a obter resultados positivos está na sua lucratividade, pois de nada vale ter uma alta receita se as despesas e custos a absorverem totalmente. = Capital de Terceiros Passivo Total Passivo Circulante + ELP Passivo Total Composição do Endividamento = Passivo Circulante Passivo Circulante + ELP Tópicos Especiais em Contabilidade 11 O Balanço Patrimonial disponibiliza, no patrimônio líquido, a informação do lucro apurado no exercício, e dá a possibilidade ao gestor da entidade de analisá-lo e de conhecer de que forma ele foi gerado. E na apresentação do balanço patrimonial, este deve constar, no mínimo, o balanço do exercício anterior; pode-se calcular a taxa de evolução ou involução por meio de saldos reais e pode-se, também, apurar o equilíbrio de crescimento entre despesas e receitas. Na gestão empresarial, a tomada de decisões é uma constante quando apresentados os resultados. E o balanço patrimonial é uma demonstração que auxilia em muito o gestor, pois lhe apresenta os números de disponibilidades. Podemos dar como exemplo o seguinte fato: uma vez detectado que o saldo apresentado no ativo circulante é superior ao necessário para liquidar suas obrigações, seu excesso pode ser direcionado para aplicação em produtos financeiros. Desta forma, este excesso não se desvaloriza nas contas Caixa ou Bancos, gerando ainda ganhos. Além disso, também pode ocorrer a seguinte situação: em vez dos bens e direitos a curto prazo se apresentarem maiores que as obrigações a curto prazo, estas sim apresentam um saldo superior, ou seja, ao analisar o balanço patrimonial, o gestor fica ciente de que não terá como honrar seus compromissos com terceiros. Desta forma, ele deverá tomar providências, a fim de evitar a inadimplência ou que fique com os saldos de suas contas disponíveis comprometidos. Neste capítulo, tratamos de um assunto de vital importância: o Balanço Patrimonial. Vimos que sua estrutura e conteúdo referentes a contas patrimoniais demonstram o equilíbrio financeiro de determinada entidade em período a ser determinado pelo fisco ou pelo gestor da empresa de acordo com sua necessidade. Além disso, ficou clara a importância desta demonstração por meio dos indicadores econômico-financeiros que expressam índices (Liquidez ou Solvência; Atividade e Endividamento), que auxiliam o gestor em suas tomadas de decisão, e que envolvem a disponibilidade de ativos para pagamentos das obrigações, da dinâmica operacional que auxilia na informação do giro de estoque e os índices de endividamento que possibilitam saber o comprometimento da empresa com o capital de terceiros e próprio. Podemos concluir que, em síntese, o balanço patrimonial tem como objetivo principal munir os usuários destas demonstrações financeiras, por meio de informações claras, precisas, devidamente alocadas e fidedignas, para que o gestor da entidade possa tomar suas decisões sem receios. Tópicos Especiais em Contabilidade 12 Referências BLOG KERUAK. O guia completo de balanço patrimonial: tudo que você precisa saber. 2018. Disponível em: https://blog.keruak.com.br/balanco- patrimonial/. Acesso em: 06 set. 2019. BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as sociedades por ações. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 06 set. 2019. CONTÁBEIS EM SEGREDO. Ano Fiscal - O que é? Para que serve? 2016. Disponivel em: http://contabeissemsegredos.com/ano-fiscal-o-que-e/ Acesso em: 06 set. 2019. FERRARI, E. L. Contabilidade geral: teoria e 1.000 questões. 26 ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2010. GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades, de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2018. NYAMA, J. K.; SILVA, C. A. T. Contabilidade para concursos e exame de suficiência. São Paulo: Atlas, 2013. SUNO RESEARCH. Reserva de lucros: saiba o que é e como funciona essa operação contábil. 2019. Disponivel em: https://www.sunoresearch.com. br/artigos/reserva-de-lucros/. Acesso em: 06 set. 2019. Tópicos Especiais em Contabilidade 13 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm%20%20Lei%206.404/76 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm%20%20Lei%206.404/76 http://contabeissemsegredos.com/ano-fiscal-o-que-e/ https://www.sunoresearch.com.br/artigos/reserva-de-lucros/ https://www.sunoresearch.com.br/artigos/reserva-de-lucros/ Balanço Patrimonial Para início de conversa… Objetivo 1. Balanço Patrimonial 2. Grupos Patrimoniais 3. Analisando o Balanço Patrimonial 4. Verificando a Destinação dos Resultados Obtidos Referências