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Contabilidade
Balanço Patrimonial
Desenvolvimento do material
Tancredo Lasagno
1ª Edição
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mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia 
autorização, por escrito, da Afya.
Sumário
Balanço Patrimonial
Para início de conversa… ................................................................................ 3
Objetivo ................................................................................................... 3
1. Balanço Patrimonial .................................................................................... 4
2. Grupos Patrimoniais .................................................................................... 5
3. Analisando o Balanço Patrimonial ......................................................... 9
4. Verificando a Destinação dos Resultados Obtidos ............................ 11
Referências .................................................................................................... 13
Para início de conversa…
Vamos tratar agora da mais importante demonstração contábil: o 
Balanço Patrimonial. Por intermédio dele, podemos avaliar a riqueza de 
uma entidade em determinado período; trata-se de uma ferramenta de 
fundamental importância para toda e qualquer entidade. Por meio dela, 
será possível demonstrar, de forma simplificada e de fácil entendimento 
para qualquer dos usuários, a estrutura econômico/financeira de uma 
empresa. Veremos também que devem ser analisadas as informações 
geradas pelo Balanço Patrimonial e sua aplicabilidade nas tomadas de 
decisão, bem como a destinação dos resultados apurados.
O Balanço Patrimonial não existe somente por uma exigência de Lei 
(artigo 176, item 1 da Lei Societária); trata-se de peça fundamental para 
acompanhar e planejar, se os planos internos, sejam eles a curto ou 
longo prazo, serão atingidos, e se outras demonstrações contábeis serão 
geradas.
Objetivo 
Analisar o Balanço Patrimonial.
Tópicos Especiais em Contabilidade 3
1. Balanço Patrimonial
O Balanço Patrimonial tem por alvo facilitar a visualização da situação 
patrimonial e financeira de uma empresa referente a um determinado 
período. É comum utilizar o ano fiscal, que não necessariamente refere-
se ao período de janeiro a dezembro, o que é solicitado pelo nosso 
Governo. Em outros países, utilizam-se períodos diferentes, como no 
Japão e Índia, que fazem de março a março.
AA P+PLP+PL
Consta na Lei nº 6.404/76, no artigo 176, que ao término de cada 
exercício social, os gestores responsáveis pela empresa deverão 
desenvolver, de acordo com a escrituração contábil da entidade, dentre 
outras demonstrações contábeis, o balanço patrimonial, que deverá ser, 
juntamente com as outras demonstrações, publicado com informações, 
também, do balanço patrimonial anterior. No mesmo artigo, é citado no 
parágrafo 4º, que o balanço patrimonial e demais demonstrações deverão 
ser integralizados por NEs (Notas Explicativas), que devem efetuar o 
complemento necessário de esclarecimentos sobre os resultados obtidos 
e a situação patrimonial evidenciada. Já o parágrafo 5º deste mesmo 
artigo diz o que deve ser destacado nas notas explicativas. Vejamos:
a. Apresentar os critérios de avaliação das contas patrimoniais, 
principalmente, as referentes a estoques; cálculos de depreciação, 
amortização e exaustão; provisão para eventuais perdas no ativo etc.
b. Os investimentos efetuados em outras sociedades, se for relevante.
c. O aumento de valor em contas do ativo gerado por novas avaliações.
d. Obrigações reais sobre elementos do ativo, garantias prestadas a 
terceiros e outras responsabilidades.
e. As datas de vencimento, taxas de juros e as garantias a LP (longo prazo).
f. O número, classe e espécie das ações de capital social.
g. As opções de compras de ações outorgadas e exercidas no exercício.
h. Ajustes de exercícios anteriores.
i. Os fatos que venham a ocorrer após a data do término do exercício 
e que tenham ou venham a ter impacto relevante sobre a situação 
financeira e os resultados futuros da empresa.
Tudo isso nos leva a entender que o balanço patrimonial vem a ser 
uma demonstração contábil exigida por lei, que deve ser efetuada ao 
término do exercício social. Geralmente, ele segue o ano civil (janeiro 
Tópicos Especiais em Contabilidade 4
a dezembro) e possibilita aos usuários verem como realmente está o 
patrimônio de uma entidade, reproduzindo sua posição financeira.
A apresentação do balanço patrimonial pode ocorrer em duas colunas: 
1. Sobrepostas
ATIVO
Bens + direitos
PASSIVO
 Exigível
Não Exigível
Quadro 1: Colunas sobrepostas. Fonte: Elaborado pelo autor.
2. Justapostas
ATIVO PASSIVO
Bens
+
Direitos
Exigível
Não Exigível
Quadro 2: Colunas justapostas. Fonte: Elaborado pelo autor.
A fim de dar melhor visibilidade e auxiliar na análise da situação 
financeira, o ativo e o passivo foram assim alocados, segundo artigo 178 
da Lei 6.404/76.
ATIVO – Em Circulante e Não Circulante, e sua colocação no Balanço 
Patrimonial de acordo com o grau de solvência, ou seja , em ordem 
decrescente de liquidez.
PASSIVO – Em Circulante e Não Circulante, também chamado de passivo 
exigível, pois sua colocação no Balanço Patrimonial é de acordo com seu 
grau de exigibilidade, acrescido do Patrimônio Líquido, que também é 
chamado de passivo não exigível.
2. Grupos Patrimoniais
Veja os grupos patrimoniais e observe os tipos.
Grupo de Ativo
Ativo Circulante (AC): São os fatos contábeis pertinentes a bens e 
direitos realizáveis até o fim do exercício seguinte, denominados de 
lançamentos a curto prazo (CP). De acordo com art. 179 da Lei 6.404/76, 
o AC é formado por três partes:
Tópicos Especiais em Contabilidade 5
 ▪ Disponíveis: Parte do AC que possui as contas que representam 
o dinheiro (numerário) à disposição da entidade. Exemplo: Caixa, 
Bancos, Numerário em Trânsito, Aplicações em Liquidez Imediata etc.
 ▪ Direitos: Representam a parte do AC formada pelos direitos pessoais a 
CP, ou seja, créditos contra terceiros realizáveis no exercício seguinte. 
Os direitos são classificados em Direitos Reais (bens) e Direitos 
Pessoais (créditos a receber). Podemos assim exemplificar:
Direitos Reais Direitos Pessoais
Mercadorias Duplicatas a receber
Matérias-Primas NPs a receber
Produtos em Elaboração Contas a Receber
Produtos Prontos Adiantamento a fornecedores
Material de expediente Impostos a recuperar
Quadro 3: Classificação de direitos. Fonte: Elaborado pelo autor.
 ▪ Despesas do Exercício Seguinte: Tratam-se de fatos contábeis, 
relativos a despesas que só virão a acontecer no exercício seguinte. 
Tal fato ocorre por terem as empresas que atender ao disposto na Lei 
6.404/76, art.187, §1º, alíneas a e b, que obriga as SAs a adotarem o 
regime de competência.
Ativo Não Circulante (ANC): São os fatos contábeis pertinentes a bens 
e direitos realizáveis após o fim do exercício seguinte, denominados de 
lançamentos a longo prazo (LP). O ANC divide-se em 4 subgrupos:
 ▪ Ativo Realizável a Longo Prazo (LP): A Lei 6.404/76, em seu inciso II, 
do art.179, estabelece que o Ativo Realizável a Longo prazo divide-se 
em duas partes:
1ª parte: Formada por direitos que só ocorrerão após o término do 
exercício seguinte, como: Duplicatas a Receber a LP; NPs a Receber a 
LP; Estoques a LP e Despesas Antecipadas a LP.
2ª parte: Formada por direitos oriundos de Vendas; Adiantamentos 
e Empréstimos que ocorrerão a favor de Sociedades Ligadas; 
Sociedades Coligadas; Diretores; Acionistas e Participantes no lucro 
da Cia.
 ▪ Ativo Investimentos: A Lei 6.404/76, em seu inciso III, do art.179, 
estabelece que o Ativo Investimentos divide-se, também, em duas 
partes:
1ª parte: Bens não destinados à manutenção das atividades da 
empresa, tais como: obras de arte; imóveis para aluguel; terrenos 
(ociosos) etc.
Tópicos Especiais em Contabilidade6
2ª parte: Participações permanentes no capital de outras sociedades, 
ou seja, Ações de Coligadas; Ações de Controladas etc.
 ▪ Ativo Imobilizado: Referem-se a direitos que tenham por meta bens 
materiais ou tangíveis (corpóreos) e tenham como fim a continuidade 
das atividades da entidade, inclusive aqueles que transfiram para 
a companhia os benefícios, riscos e controles desses bens (leasing). 
Como exemplo, temos as seguintes contas:
1. Imóveis.
2. Veículos.
3. Móveis e Utensílios.
4. Máquinas e Equipamentos.
5. Terrenos (em uso).
6. Instalações.
 ▪ Ativo Intangível: A Lei 6.404/76, em seu inciso VI, do art.179, 
estabelece que o Ativo Intangível é formado pelos direitos que 
tenham por fim bens incorpóreos e que existam com a finalidade de 
propiciar a manutenção da entidade ou exercidos com tal finalidade, 
até mesmo o fundo de comércio comprado. Como exemplo, citamos 
Patentes; Ponto Comercial (Fundo de Comércio); Concessões Obtidas 
etc.
Grupo de Passivo
Passivo Circulante (PC): De acordo com art. 180 da Lei 6.404/76, são os 
fatos contábeis pertinentes as obrigações exigíveis até o fim do exercício 
seguinte, denominados de lançamentos a curto prazo (CP). Exemplos: 
Obrigações com Fornecedores; Obrigações Financeiras; Obrigações 
Trabalhistas; Obrigações Fiscais; Provisões; Obrigações com Sócios e 
Participantes do Lucro etc.
Passivo Não Circulante (PNC): São os fatos contábeis pertinentes às 
obrigações realizáveis após o fim do exercício seguinte, denominados 
de lançamentos a longo prazo (LP). Temos como exemplo: Duplicatas 
a Pagar a LP; NPs a Pagar a LP; Empréstimos a pagar a LP; Duplicatas 
Descontadas a LP e Debêntures a LP.
Patrimônio Líquido – PL: Também chamado de Passivo Não Exigível, 
representa o Capital Próprio da entidade, após o abatimento de 
suas obrigações. Por meio do PL, é possível visualizar o quanto de 
investimento foi efetuado pelos sócios/acionistas da empresa. 
De acordo com a Lei 6.404/76, art 182, o Patrimônio Líquido é formado 
por contas credoras: Capital Social; Reservas de Capital; Opções 
Outorgadas Reconhecidas; Reservas de Lucro; Ajustes de Avaliação 
Patrimonial (positivos); Ajustes Acumulados de Conversão (positivos) e 
Devedoras, chamadas de contas Retificadoras do PL: Capital a Realizar 
Tópicos Especiais em Contabilidade 7
ou Integralizar; Gastos na Emissão de Ações; Prejuízos Acumulados; 
Ações em Tesouraria; Ajustes de Avaliação Patrimonial (negativos); 
Ajustes Acumulados de Conversão (negativos).
Capital Social ou Capital Subscrito ou Capital: Trata-se do valor investido 
pelos sócios para abertura da empresa; é formado por duas partes:
1ª) Pelo Capital a Integralizar ou Realizar ou Não Realizado; é a parte 
faltante dos sócios e/ou acionistas para completar o valor estipulado em 
contrato ou estatuto.
2ª) Pelo Capital Realizado ou Integralizado; é a parte efetivamente 
disponibilizada para a empresa pelos sócios e/ou acionistas, de acordo 
com o valor estipulado em contrato ou estatuto.
Reservas: Tratam-se de valores apropriados no PL para posterior 
utilização. De acordo com a sua utilização e de como elas foram 
efetuadas, há dois tipos de reservas: a de Capital e a de Lucros.
Na reserva de capital, os valores nela registrados não passam pelo 
resultado, pois nada tem a ver com a atividade-fim da entidade. Tratam-
se de contribuições efetuadas por acionistas, a fim de incrementar o 
capital social. Os valores aqui registrados só podem ser utilizados para 
auxílio em contingências e na compensação de perdas de capital; não 
podem ser distribuídos como dividendos, devendo ser constantemente 
reaplicados.
Já na reserva de lucros, tratam-se de valores oriundos de lucros obtidos 
pela empresa e que não foram distribuído, a fim de atender um plano 
específico com intuito de proteger o capital social. Geralmente, estas 
reservas são criadas, para dar suporte à situação financeira e econômica 
da empresa. Os tipos de reservas de lucros são: Reservas de Lucros Legal; 
Reservas de Lucro Estatutária; Reservas de Lucros para Contingência; 
Reserva de Retenção de Lucros; Reservas de Lucros a Realizar (RLAE) e 
Reserva Especial (Reserva para Dividendos Obrigatórios).
Lucros ou Prejuízos Acumulados: De acordo com o ARE (Apuração do 
Resultado do Exercício), a empresa pode obter ao término do exercício 
lucro ou prejuízo. No caso de lucro, este será lançado na conta Lucros 
Acumulados, e posteriormente distribuído entre as reservas de lucros, 
acionistas, podendo também ser utilizado para incremento do capital 
social. No caso de prejuízo, este será lançado na conta de Prejuízos 
Acumulados.
Ações em Tesouraria: De acordo com Gelbcke (2018), tratam-se de ações 
da empresa compradas por seus sócios. A compra de ações de emissão 
própria e sua transferência são operações com seus sócios e não devem 
interferir no resultado.
Ajustes de Avaliação Patrimonial: Gelbcke (2018, p.384) define e 
exemplifica o termo:
Tópicos Especiais em Contabilidade 8
A conta Ajustes de Avaliação Patrimonial foi introduzida na contabilidade brasileira 
pela Lei no 11.638/07 para receber as contrapartidas de aumentos ou diminuições de 
valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação 
a valor justo, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao 
regime de competência.
São registradas nessa conta, por exemplo, as variações de preço de mercado dos 
instrumentos financeiros, quando mensurados pelo valor justo por meio de outros 
resultados abrangentes nos termos do Pronunciamento CPC 48 item 4.1.2A, 
e as diferenças no valor de ativos e passivos avaliados a preço de mercado nas 
reorganizações societárias, podendo o seu saldo ser credor ou devedor.
Tabela 1: Balanço patrimonial. Fonte: Blog Keruak.
3. Analisando o Balanço Patrimonial
O gestor de uma entidade encontra na contabilidade uma ferramenta que 
o auxiliará em demasia na condução de seus negócios, principalmente 
na tomada de decisões, em virtude da grande carga de informações 
fidedignas e de qualidade, que são por ela produzidas.
Depois de um detalhado processo de escrituração e mensuração dos 
fatos econômicos que mudaram o patrimônio de uma entidade, é por 
meio da Análise de Balanço, que se faz a adequada avaliação de sua 
condição econômico-financeira.
Por meio da apuração do Balanço patrimonial, podemos chegar a índices 
e indicadores que ajudarão em muito no rumo a ser traçado pelas 
entidades.
Entre os índices, destacamos aqueles que são de vital importância para 
as entidades, e que são extraídos das informações contidas no balanço 
patrimonial.
Índices de Liquidez ou Solvência: Demonstram se a entidade possui 
condições para honrar seus compromissos a curto prazo. Trata-se de 
uma posição estática, uma vez que são informações emanadas do BP, ou 
seja, quando ocorrer alterações, o índice também sofrerá alteração. Seus 
índices mais importantes são:
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I. Liquidez Corrente – Demonstra o quanto a entidade possui de ativo 
circulante para cada unidade de dívidas/obrigações a curto prazo. 
II. 
III. Liquidez Imediata – Reflete o total de dívidas/obrigações a CP 
que podem ser liquidadas de imediato pela entidade, por meio 
de seu disponível (caixa, bancos etc.), de forma que, quanto 
maior o índice, mais recursos disponíveis a entidade possui. 
IV. 
V. 
VI. Liquidez Seca – Informa o percentual de dívidas/obrigações do 
passivo circulante (Curto Prazo) que pode ser liquidado por meio 
dos ativos circulantes (Curto Prazo) de maior liquidez. Do AC, são 
abatidos os valores pertinentes aos estoques, por não serem 
líquidos, e as despesas antecipadas, por se tratar de pagamentos 
antecipados de serviços a serem executados.
 
VII. Liquidez Geral – Tem como meta verificar a situação financeira a 
longo prazo (LP) da entidade e, assim sendo, são inclusas as contas 
que vencem a LP (RLP – Realizável a LP e ELP – Exigível a LP). 
Índice de Liquidez Corrente = 
Ativo Circulante
Passivo CirculanteÍndice de Liquidez Imediata = 
Disponível
Passivo Circulante
Índice de Liquidez Seca = 
Ativo Circulante - Estoque - Despesas Anteceipadas
Passivo Circulante
Índice de Liquidez Geral = 
Ativo Circulante + RLP
Passivo Circulante + ELP
 
Índices de Atividade: Os índices de atividade têm por finalidade 
demonstrar a performance operacional de uma entidade. Desta forma, 
eles abrangem todas as fases operacionais representativas da entidade, 
e têm como meta estimar as diversas durações de um ciclo operacional. 
Seus principais índices são:
I. Prazo Médio de Estocagem (PME) – Informa qual o período 
de tempo médio em dias, necessário para a entidade ter seus 
estoques renovados. Quanto maior for o índice apurado, maior 
é a quantidade de dias que os produtos ficam estocados. 
 
* Este pode ser obtido somando o estoque inicial do exercício com o 
estoque final do exercício, dividindo por dois. 
II. Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF) – Informa, em 
dias, o tempo que a entidade leva para pagar suas contas a prazo. 
III. Prazo Médio de Cobrança (PMC) – Informa, em dias, o tempo 
que a entidade leva para receber suas vendas a prazo. 
 
Prazo de Estocagem = 
Estoque Médio *
Custo Produto Vendido
X 360
PMC = 
Valores a Receber Médio *
Vendas Anuais
X 360
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IV. Ciclo Operacional – Diz respeito ao tempo que a entidade leva para 
vender e receber um estoque. É calculado pela soma do prazo de 
estocagem com o prazo de cobrança, sendo informado em dias.
V. Ciclo de Caixa – Informa, em dias, o tempo que a entidade necessita 
para financiar seu giro. É calculado pela diminuição do Ciclo 
Operacional do Prazo Médio de Pagamento a Fornecedores (PMPF). 
Índices de Endividamento: Os índices de endividamento auxiliam 
na análise da estrutura de capital da entidade, informando quais são 
as fontes de financiamento e seus respectivos custos. Seus principais 
índices são:
I. Relação capital de terceiros/Capital Próprio – Informa 
quanto a entidade tem de capital de terceiros por unidade 
monetária de capital próprio. Quanto maior for o índice 
apurado, maior é o endividamento da empresa com terceiros. 
 
II. Relação Capital de Terceiros/Passivo Total 
– Informa o percentual de quanto a empresa 
está utilizando de capital de terceiros em seus 
investimentos. Quanto maior o valor encontrado, 
maior o endividamento (obrigações) com terceiros. 
 
Capital de Terceirros / Capital Próprio = 
Passivo Circulante + ELP
Patrimônio Líquido
 
III. Composição do Endividamento – Demonstra qual a parcela 
do montante de capital de terceiros é a participação 
de capital de terceiros a CP. Quanto maior o valor 
encontrado, maior será a utilização de capital de CP. 
 
IV. Índice do Endividamento Geral – Apresenta a 
proporcionalidade do ativo total que se encontra 
comprometida para bancar o endividamento da entidade 
com terceiros (passivos exigíveis). Seu índice é utilizado 
como indicador para análise da saúde financeira de uma 
companhia.
4. Verificando a Destinação dos Resultados 
Obtidos
A verdadeira eficiência de um empreendimento vir a obter resultados 
positivos está na sua lucratividade, pois de nada vale ter uma alta receita 
se as despesas e custos a absorverem totalmente. 
 = 
Capital de Terceiros
Passivo Total
Passivo Circulante + ELP
Passivo Total
Composição do Endividamento =
Passivo Circulante 
Passivo Circulante + ELP
Tópicos Especiais em Contabilidade 11
O Balanço Patrimonial disponibiliza, no patrimônio líquido, a informação 
do lucro apurado no exercício, e dá a possibilidade ao gestor da 
entidade de analisá-lo e de conhecer de que forma ele foi gerado. E 
na apresentação do balanço patrimonial, este deve constar, no mínimo, 
o balanço do exercício anterior; pode-se calcular a taxa de evolução 
ou involução por meio de saldos reais e pode-se, também, apurar o 
equilíbrio de crescimento entre despesas e receitas.
Na gestão empresarial, a tomada de decisões é uma constante quando 
apresentados os resultados. E o balanço patrimonial é uma demonstração 
que auxilia em muito o gestor, pois lhe apresenta os números de 
disponibilidades.
Podemos dar como exemplo o seguinte fato: uma vez detectado 
que o saldo apresentado no ativo circulante é superior ao necessário 
para liquidar suas obrigações, seu excesso pode ser direcionado para 
aplicação em produtos financeiros. Desta forma, este excesso não se 
desvaloriza nas contas Caixa ou Bancos, gerando ainda ganhos. Além 
disso, também pode ocorrer a seguinte situação: em vez dos bens e 
direitos a curto prazo se apresentarem maiores que as obrigações 
a curto prazo, estas sim apresentam um saldo superior, ou seja, ao 
analisar o balanço patrimonial, o gestor fica ciente de que não terá como 
honrar seus compromissos com terceiros. Desta forma, ele deverá tomar 
providências, a fim de evitar a inadimplência ou que fique com os saldos 
de suas contas disponíveis comprometidos. 
Neste capítulo, tratamos de um assunto de vital importância: o Balanço 
Patrimonial. Vimos que sua estrutura e conteúdo referentes a contas 
patrimoniais demonstram o equilíbrio financeiro de determinada 
entidade em período a ser determinado pelo fisco ou pelo gestor da 
empresa de acordo com sua necessidade. 
Além disso, ficou clara a importância desta demonstração por meio dos 
indicadores econômico-financeiros que expressam índices (Liquidez 
ou Solvência; Atividade e Endividamento), que auxiliam o gestor em 
suas tomadas de decisão, e que envolvem a disponibilidade de ativos 
para pagamentos das obrigações, da dinâmica operacional que auxilia 
na informação do giro de estoque e os índices de endividamento que 
possibilitam saber o comprometimento da empresa com o capital de 
terceiros e próprio.
Podemos concluir que, em síntese, o balanço patrimonial tem como 
objetivo principal munir os usuários destas demonstrações financeiras, 
por meio de informações claras, precisas, devidamente alocadas e 
fidedignas, para que o gestor da entidade possa tomar suas decisões 
sem receios. 
 
 
 
Tópicos Especiais em Contabilidade 12
Referências
BLOG KERUAK. O guia completo de balanço patrimonial: tudo que você 
precisa saber. 2018. Disponível em: https://blog.keruak.com.br/balanco-
patrimonial/. Acesso em: 06 set. 2019.
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as 
sociedades por ações. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 06 set. 2019.
CONTÁBEIS EM SEGREDO. Ano Fiscal - O que é? Para que serve? 2016. 
Disponivel em: http://contabeissemsegredos.com/ano-fiscal-o-que-e/ 
Acesso em: 06 set. 2019.
FERRARI, E. L. Contabilidade geral: teoria e 1.000 questões. 26 ed. Rio de 
Janeiro: Impetus, 2010. 
GELBCKE, E. R. et al. Manual de contabilidade societária: aplicável a 
todas as sociedades, de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3 
ed. São Paulo: Atlas, 2018.
NYAMA, J. K.; SILVA, C. A. T. Contabilidade para concursos e exame de 
suficiência. São Paulo: Atlas, 2013. 
SUNO RESEARCH. Reserva de lucros: saiba o que é e como funciona essa 
operação contábil. 2019. Disponivel em: https://www.sunoresearch.com.
br/artigos/reserva-de-lucros/. Acesso em: 06 set. 2019.
Tópicos Especiais em Contabilidade 13
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm%20%20Lei%206.404/76
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm%20%20Lei%206.404/76
http://contabeissemsegredos.com/ano-fiscal-o-que-e/
https://www.sunoresearch.com.br/artigos/reserva-de-lucros/
https://www.sunoresearch.com.br/artigos/reserva-de-lucros/
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	Objetivo 
	1. Balanço Patrimonial
	2. Grupos Patrimoniais
	3. Analisando o Balanço Patrimonial
	4. Verificando a Destinação dos Resultados Obtidos
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