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11 PMSC1101/005-TécSegTrabalho
47.	De acordo com as condições sanitárias e de conforto nos locais 
de trabalho, preconizadas na NR 24, é correto que
(A) nas empresas com mais de 50 colaboradores, é obrigatória 
a existência de restaurante instalado em local apropriado.
(B) o restaurante deverá se comunicar diretamente com os lo-
cais de trabalho e ficar adjacente às instalações sanitárias, 
de forma a garantir o conforto e higiene dos comensais.
(C) as instalações sanitárias deverão ser separadas por sexo, 
mas os lavatórios poderão ser de uso comum, devendo 
haver disposição de uma pia para cada grupo de 10 (dez) 
colaboradores.
(D) nas empresas que empregarem servidores públicos, não 
regidos pela CLT, deverão garantir aos seus servidores 
refeições adequadas, sem qualquer ônus.
(E) nas atividades comerciais, de escritórios e afins, nas quais 
não haja troca de roupa, não será exigido o vestiário nem 
tampouco armários duplos.
48.	 Com relação à segurança e à saúde no trabalho, em serviços 
de saúde constituídos na NR 32, é correto que
(A) consideram-se agentes biológicos as culturas de células; 
os parasitas; as toxinas; os príons e os micro-organismos 
geneticamente modificados ou não.
(B) as medidas de proteção à segurança e à saúde dos traba-
lhadores em contato com agentes biológicos somente são 
aplicadas na exposição em que a intenção é deliberada.
(C) nos locais onde possa haver possibilidade de exposição 
ao agente biológico, o uso de luvas substitui o processo 
de lavagem das mãos.
(D) o consumo e a guarda de alimentos e bebidas nos postos 
de trabalho só são permitidos nos casos das embalagens 
serem descartáveis, em que não há o contato direto com 
o produto.
(E) aplica-se a todos os geradores de resíduos de serviços de 
saúde, abrangendo os serviços de prestação de assistência 
à saúde da população e animais.
49.	A respeito da segurança e saúde nos trabalhos em espaços 
confinados, dispõe a NR 33 que
(A) os procedimentos e Permissões de Entrada e Trabalho 
devem ser mantidos em arquivo pelo período de até um 
ano, sendo posteriormente avaliados e revisados, se for 
o caso.
(B) cabe aos trabalhadores comunicar ao vigia e ao supervisor 
de entrada as situações de risco para a sua segurança e 
saúde.
(C) o vigia deve permanecer dentro do espaço confinado, em 
contato permanente junto aos trabalhadores autorizados.
(D) a Permissão de Entrada e Trabalho é válida até que todas 
as operações e atividades planejadas estejam concluídas, 
independente da interrupção dos trabalhos.
(E) nas situações em que a concentração de oxigênio estiver 
abaixo de 18%, é permitido ventilar o ambiente com 
oxigênio puro para manter as condições atmosféricas 
aceitáveis.
50.	A estatística de acidentes mostra a sua importância na análise 
das causas e consequências dos acidentes, sem, entretanto, 
indicar medidas corretivas específicas, ou fazer referência 
a falhas ou a meios de correção, adotando-se conceitos e 
definições de modo a orientar a prevenção, sendo que
(A) o índice de frequência de acidentes com lesão é compu-
tado dividindo por cem mil o número de acidentes.
(B) são contabilizados os dias perdidos, em virtude de lesão 
corporal, os dias corridos de afastamento do trabalho, 
inclusive o dia do acidente e o dia de retorno ao trabalho.
(C) as horas-homem de exposição ao risco são calculadas 
pelo somatório do número de horas e o número de ho-
mens, em um determinado período.
(D) a taxa de gravidade exprime, em relação a um milhão de 
horas-homem de exposição ao risco, os dias perdidos por 
todos os acidentados mais os dias debitados.
(E) a avaliação da frequência de acidentes, com ou sem 
afastamento, é feita em função do número de acidentes, 
do número de acidentados e do cadastro de acidentes.
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3 707 
 
 Língua Portuguesa 
 
 
INSTRUÇÃO As questões de 1 a 16 relacionam-se com o texto abaixo. Leia 
atentamente todo o texto antes de responder a elas. 
 
 
O QUE ELES PENSAM 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
25 
 
 
 
 
30 
 
 
Um golfinho sabe que é um golfinho. Um elefante sabe que é um elefante. 
Um cachorro sabe que é ... gente. O incrível é que, até há pouco tempo, a 
ciência não aceitava isso. Dividia tolamente a vida entre “humanos” e 
“animais” — como se uma baleia tivesse mais a ver com uma ameba do que 
com você. A noção geral dos cientistas hoje é mais complexa: a diferença 
entre as nossas faculdades mentais e as dos gatos, chimpanzés e periquitos 
seria de grau, não de tipo. É como comparar um Porsche com um Fusca: há 
uma clara diferença de nível entre eles, mas ambos são carros. E saíram da 
prancheta do mesmo projetista. 
O próprio Charles Darwin é um precursor da noção moderna de como a 
ciência vê os animais. Para o homem que descobriu a identidade do projetista 
de homens e animais (a seleção natural), a mente parecia seguir uma certa 
continuidade ao longo da evolução das espécies. Os bichos mais abaixo na 
escala evolutiva também teriam inteligência e sentimentos, só que em níveis 
distintos. E Darwin estava certo. “As evidências de hoje indicam que muitos 
animais sentem alegria, tristeza, pena [...]”, diz o biólogo Marc Bekoff, da 
Universidade do Colorado. 
Claro que as pesquisas têm limitações: não existe uma máquina capaz de 
entrar na cabeça de um gorila, de um cachorro ou de uma galinha e mostrar o 
que é ver o mundo com os olhos de um gorila, de um cachorro ou de uma 
galinha. Mas dá para chegar mais perto do que você imagina. Um camaleão 
não sabe que está mudando de cor quando se camufla. Cobras não têm 
consciência de que enganam predadores quando se fingem de mortas. E 
pelicanos voam numa formação em V sem compreender que assim poupam 
energia e facilitam a comunicação entre o bando e o líder. Tudo isso é obra 
da seleção natural. Tem tanto a ver com inteligência quanto não conseguir 
tirar os olhos de uma outra pessoa porque ela é bonita. É instinto cego, obra 
da natureza. 
Por outro lado, um corvo que entorta um arame com o bico para utilizá-lo 
como vara de pesca não está agindo de forma programada. Corvos fazem 
isso para fisgar peixes. E tiveram de ser criativos para isso, tanto quanto nós, 
humanos, quando inventamos nossas varas e anzóis num dia qualquer há 80 
mil anos. Os corvos agregaram uma nova ferramenta ao seu kit de instintos. 
Mas chamar isso de inteligência pode? Pode. Não só pode como deve. 
SUPERINTERESSANTE. Março 2011. Edição 289. (Texto Eduardo Szklarze e Alexandre Versignassi). 
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