Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
GESTÃO HOSPITALAR 
 
 
DICIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO ACADÊMICA (E80200050) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluna: Rafaella Bockmann Aleixo 
Matrícula: 12402074 
Tutor:HÉLIO PEREIRA BARRETO 
Data: 22/11/2023 
Unidade POLO RIO DE JANEIRO - JACAREPAGUÁ - TAQUARA – RJ VIRTUAL 
 
 
https://uva.instructure.com/courses/45155
https://uva.instructure.com/courses/45155/users/92560000000058139
 
QUEBRANDO BARREIRAS E A LUTA CONTRA O ABUSO ÀS MULHERES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluna: Rafaella Bockmann Aleixo 
 
 
 
 
Ao se saber que abordar um tema delicado como esse, temos que pensar de forma 
crítica. O problema da violência contra a mulher é constante e sufocante, 
compromete a liberdade, afeta a autoconfiança e reduz a qualidade de vida, 
trazendo consequências à estruturação pessoal, familiar e social. As violências são 
intimidadoras e, frequentemente, estão relacionadas a questões sociais alarmantes, 
como desemprego, exclusão, desigualdade social, consumo de álcool e 
substâncias, gerando efeitos negativos na taxa de mortalidade dessa comunidade. 
A violência pode ser definida como qualquer comportamento agressivo ou 
negligente direcionado a uma pessoa, grupo ou comunidade, capaz de ocasionar 
danos psicológicos, sofrimento físico ou sexual, incluindo ameaças, pressões ou 
restrição indevida da liberdade, tanto em ambientes públicos quanto privados. 
Durante anos, se vê uma complexidade muito grande para desvendar o conceito de 
gêneros, entende-se que, como base a uma construção histórica e social, se tendo 
uma estreita relação com o início da sociedade patriarcal. Observando-se e 
garantindo que seus direitos sejam iguais em relação aos dos homens, como prevê 
o artigo 5° de nossa Constituição Federal de 1988, algo que se for observado de 
perto durante alguns períodos anteriores até mesmo em casos recentes podem-se 
observar falhas. A honra masculina durante anos era um tanto protegida, durante o 
período colonial Brasileiro, se vi permitido o marido matar a esposa que o traísse. 
Em meio ao início do período colonial, em 1500, mais 15 séculos depois, chegamos 
ao ano 2023, quando o Supremo Tribunal Federal, aceitou o pedido do Partido 
Democrático Trabalhista, para que fosse afastada a viabilidade jurídica de sustentar 
a tese legítima defesa da honra, ou seja, depois de 15 séculos passou a não ser 
permitido que honra seja justificativa de feminicídio. 
Pesquisa realizada no Brasil pela Fundação Perseu Abramo, sobre a violência 
contra as mulheres e relações de gênero nos espaços públicos e privados, calculou 
que 2.365 mulheres de 25 Estados, 34% estavam sujeitas a violência doméstica. 
Esta pesquisa nos traz dados sobre diversos os motivos pelo qual isso pode ou vem 
acontecendo, por mais que não se tenha uma explicação clara e objetiva do porquê 
alguém agrediria outra pessoa. 
Ao se a bordar o motivo de alguém cometer uma agressão física podemos ler um 
pouco os pensamentos a seguir. 
Para Piva et al. (2007), há uma tendência universal e histórica de se considerar a violência 
como inerente à natureza humana. Entretanto, limitar o debate acerca de violência a esse 
ponto reflete uma posição simplificadora e defensiva para lidar com a questão. Os autores 
enfatizam a necessidade de reflexões conceituais mais profundas no sentido de 
compreender o quanto a violência é marcada na intersubjetividade e no encontro com a 
alteridade. 
Entendemos a violência como um fenômeno complexo e múltiplo. Pode ser compreendido a 
partir de fatores sociais, históricos, culturais e subjetivos, mas não deve ser limitado a 
nenhum deles. Barus-Michel (2011) destaca como uma característica da violência seu 
caráter multívoco, por ser este um conceito entendido e designado de formas diversas e 
representado com diferentes palavras e significados. Refere-se a ela como a "experiência de 
um caos interno ou a ações ultrajantes cometidas sobre um ambiente, sobre coisas ou 
pessoas, segundo o ponto de vista de quem a comete ou de quem a sofre" (Barus-Michel, 
2011, p. 20). 
Publicada pelo site SciElo, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: PROBLEMATIZANDO 
DEFINIÇÕES TEÓRICAS, FILOSÓFICAS E JURÍDICAS em 27 de agosto de 2015 
Com isso vejamos que de fato não se tem motivo explicável ou específico para 
questão abordada. 
Quando se situa, onde maior parte se começa as agressões, vejamos que por grande 
parte, dentro de casa com seus parceiros íntimos. 
Uma análise de 2018 de dados de prevalência de 2000–2018 em 161 países e áreas, 
conduzida pela OMS em nome do grupo de trabalho interinstitucional da ONU sobre violência 
contra as mulheres, descobriu que, em todo o mundo, quase 1 em cada 3, ou 30%, das 
mulheres foram submetidas à violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo ou violência 
sexual de não parceiro ou ambos. 
Do site, World heath organization, Violência contra as mulheres, 25 de março de 2024. 
Podendo se falar ou se propriamente perguntar, por que alguém se sujeitar a tal 
citação? Dentro de contexto, em que a desigualdade tanto financeira, como a de 
ensino escolar básico, se perpetua em diversos lugares, mulheres em situação de 
fragilidade muitas vezes se mantem em lugares hostis por ´´segurança´´, diria entre 
aspas, pois essa realidade agressiva, é apenas a possibilidade que as vem dentro 
dos problemas sociais e limitações citados. 
Em período de exclusão social, e a necessidade de afastamento, de um todo, que foi 
a pandemia da covid 2019, um aumenta a exposição aos seus parceiros abusivos, 
pois dentro de uma questão grande de desemprego e de dependências, traz essas 
informações através de uma pesquisa feita. 
A perda do sustento e da capacidade de sobreviver, inclusive para as mulheres (muitas das 
quais são profissionais informais), restringe o acesso às necessidades e serviços básicos, 
aumentando o estresse sobre as famílias e podendo exacerbar os conflitos e a violência. Como 
os recursos se tornam escassos, as mulheres podem se encontrar sob maior risco de abuso 
econômico 
Pelo site paho, COVID-19 e a violência contra a mulher O que o setor/sistema de saúde pode 
fazer, em 7 de abril de 2020. 
Perante isso, sabe-se que a dependência financeira pode cegar a mulher em uma 
relação que não está no caminho certo. 
Emergindo em medida de saúde pública, pode-se citar inúmeras consequências para 
violência contra a mulher, mas se pensando por um lado psicológico, que se gera 
danos muitas vezes irreparáveis, atrapalhando em relações sociais com familiares e 
amigos e com si próprio. 
As consequências da violência que comprometem a conservação da integridade estrutural 
ficaram evidenciadas na segunda Ideia Central, resultando no seguinte discurso: 
As agressões me deixam nervosa e como muito medo, estou fora do meu peso, não consigo 
parar de engordar. Fiquei com hematomas nos braços. Quando ele [o companheiro] tentou me 
enforcar fiquei com marcas no pescoço. Ele me chutou e tive marcas roxas nas costas. Ele me 
deixou toda ensanguentada e fiquei um tempo internada. Voltei a fumar, era uma coisa que eu 
não queria. (DSC 2) 
Publicada pelo site SciElo, Violência contra a mulher e suas consequências, em 27 de 
setembro de 2014 
 Em 7 agosto de 2024 completa-se 18 anos de vigor da leia maria da penha, que é 
considerada um marco muito importante dentro dos direitos femininos, o que nos 
trouxe as medidas protetivas que protegem e zelam pela vida da vítima. 
 
Durante um bom período do século XXI, a quantidade de mulheres que não sabiam 
sobre a existência de leis que as protegiam era bem grande, trazendo um pouco sobre 
essas leis temos hoje não só sobre violência, mas como a Lei de Igualdade Salarial 
(Lei nº 9.799/1999), Lei da Proteção à Mulher em Situação de Vulnerabilidade (Lei nº 
13.257/2016), Lei nº 14.164/2021 - Estabelece mecanismos de combate ao assédio 
sexual e à discriminação de gêneroem ambientes de trabalho, entre outras que 
podem ser citadas. Observamos que sim tivemos avanços quanto ao 
desenvolvimento de estrutura de uma comunidade, mas ainda se é possível ver 
diversos problemas nessas infraestruturas de proteção a mulher. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referencias: 
 
1- 
https://iris.paho.org/handle/10665.2/52126 
2- 
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/violence-against-women 
3- 
https://fpabramo.org.br/pesquisas/wp-
content/uploads/sites/16/2017/05/pesquisaintegra_0.pdf 
4- 
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a
6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-
7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE 
5- 
https://www.scielo.br/j/psoc/a/Dr7bvbkMvcYSTwdHDpdYhfn 
6 
https://www.scielo.br/j/ape/a/yhwcb73nQ8hHvgJGXHhzw8P/?lang=pt 
7- 
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a
6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-
7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE 
 
https://iris.paho.org/handle/10665.2/52126
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/violence-against-women
https://fpabramo.org.br/pesquisas/wp-content/uploads/sites/16/2017/05/pesquisaintegra_0.pdf
https://fpabramo.org.br/pesquisas/wp-content/uploads/sites/16/2017/05/pesquisaintegra_0.pdf
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE
https://www.scielo.br/j/psoc/a/Dr7bvbkMvcYSTwdHDpdYhfn
https://www.scielo.br/j/ape/a/yhwcb73nQ8hHvgJGXHhzw8P/?lang=pt
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE
https://casafluminense.org.br/tribunafeminicidio/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAl4a6BhBqEiwAqvrquplKghF6zSB6VFmJffHwpeizV3w_XUy5Cz6HKtsZo-7_hRz3klDhIxoCh0IQAvD_BwE
	UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
	Matrícula: 12402074
	Tutor:HÉLIO PEREIRA BARRETO
	Data: 22/11/2023
	Unidade POLO RIO DE JANEIRO - JACAREPAGUÁ - TAQUARA – RJ VIRTUAL

Mais conteúdos dessa disciplina