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Sistemas Operacionais de 
Obrigações Acessórias
Introdução ao Cumprimento das 
Obrigações Acessórias
Desenvolvimento do material
Nara Pires
1ª Edição
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mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia 
autorização, por escrito, da Afya.
Sumário
Introdução ao Cumprimento das Obrigações Acessórias
Para início de conversa... ................................................................................ 3
Objetivos .................................................................................................... 3
1. Conceitos e Finalidades ............................................................................. 4
2. Espécies de Tributos .................................................................................... 4
3. Elementos Fundamentais de um Tributo ............................................. 7
4. Modelos de Documentos de Arrecadação ........................................... 8
Referências .................................................................................................... 10
Para início de conversa...
Esta unidade de aprendizagem objetiva apresentar o sistema tributário 
nacional e identificar os principais tributos cobrados pela União, Estados 
e Municípios. Falaremos sobre o conceito de tributos e as espécies 
existentes no Código Tributário Nacional (impostos, taxas e contribuições 
de melhoria), além das contribuições e empréstimos compulsórios, 
ambos equiparados a tributos pela Constituição Federal de 1988.
Identificaremos os tributos e as respectivas competências para 
cobrança. Assim, será fácil saber quais são cobrados pela União, pelos 
Estados, Municípios e pelo Distrito Federal. Por fim, falaremos sobre os 
documentos utilizados para a arrecadação dos tributos.
Objetivos
 ▪ Interpretar o ambiente eletrônico no cumprimento de obrigações 
acessórias.
 ▪ Identificar as atividades contábeis, compreendendo a visão sistêmica 
e interdisciplinar.
 ▪ Reconhecer as terminologias, identificando a linguagem das Ciências 
Contábeis. 
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1. Conceitos e Finalidades
A última reforma tributária realizada no Brasil ocorreu entre os anos 
de 1965 e 1967 e foi sacramentada na Constituição Federal de 1967. 
O sistema tributário brasileiro foi considerado inovador na época. A 
premissa básica da reforma foi a simplificação do sistema tributário 
como um todo e, por incrível que pareça, é justamente o que nos falta 
nos dias de hoje: uma reforma que contribua, de forma efetiva, para o 
desenvolvimento econômico e social do país.
A atual Constituição Federal, promulgada em outubro de 1988, trouxe 
modificações importantes para o sistema tributário nacional. Foi por 
meio dela que foram introduzidas as Contribuições e o Empréstimo 
Compulsório. Outras modificações introduzidas pela carta magna 
de 1988 dizem respeito à redistribuição dos recursos entre os entes 
federativos e a preocupação com a ampliação de direitos trabalhistas 
e previdenciários.
Tributos
Vamos à definição do art. 03 do Código Tributário Nacional:
“Tributo é toda prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou 
cujo nela se possa exprimir, que não constitua sanção por ato ilícito, 
instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada.” (BRASIL, 1966)
Veja, na Figura 1, alguns esclarecimentos sobre o conceito de tributos:
Prestação Pecuniária
Significa que o tributo deve ser pago em 
unidades de moeda corrente.
Sanção por ato ilícito
As penalidades pecuniárias ou multas não se incluem no conceito 
de tributo, logo, pagar tributo não decorre de uma infração pelo 
descumprimento de uma determinada lei.
Compulsória
Corresponde a uma obrigação e independe 
da vontade do contribuinte.
Instituída em lei
Somente se paga tributo por este estar associado a uma determinada 
legislação, ou seja, é necessário que exista uma norma jurídica para 
a cobrança.
Em moeda ou cujo nela se 
possa exprimir
Os tributos são expressos em moeda 
corrente nacional.
Cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada
A autoridade não tem liberdade para escolher a melhor oportunidade 
e cobrança do tributo. A lei é quem estabelece todos os passos a 
serem seguidos.
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Figura 1: Conceito de tributos. Fonte: Do autor.
2. Espécies de Tributos
O Código Tributário Nacional está estruturado de forma a permitir 
a cobrança de: 
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Impostos – Decorrem de uma situação geradora e independente de 
qualquer contraprestação por parte do estado. Ex.: Imposto de Renda, 
IPVA.
Os impostos representam a maior fatia da arrecadação tributária. São 
classificados como: Diretos – quando são diretamente pagos pelo 
contribuinte, não sendo possível, portanto, a transferência do ônus 
tributário, como o Imposto de Renda – e Indiretos – quando o ônus 
tributário é transferido para o consumidor final, já que este é quem arca 
com o ônus tributário, como o ICMS e IPI.
Taxas – Estão vinculadas à utilização por parte do contribuinte de 
um serviço público específico e divisível. Exemplo: Taxa para abertura 
de empresas comerciais na junta de um determinado estado, custas 
judiciais.
Contribuição de melhoria – Cobrada quando do benefício trazido aos 
contribuintes por obras públicas. Exemplo: Benfeitorias no entorno de 
um imóvel residencial.
A Constituição de 1988, por sua vez, equiparou aos tributos:
Contribuições – Instituídas para promover o financiamento de atividades 
públicas. São considerados tributos finalísticos, ou seja, a sua existência 
se justifica de acordo com o destino dado. 
As contribuições dividem-se em:
 ▪ Contribuições Sociais: As contribuições sociais são de dois tipos: as 
destinadas especificamente para atender à seguridade social, INSS, 
PIS/COFINS, e as outras contribuições sociais, que são destinadas à 
manutenção do sistema “S” (SESC, SENAC, SEBRAE etc.).
 ▪ Contribuições Econômicas e Especiais: As contribuições econômicas 
estão representadas, basicamente, pela CIDE, além daquelas 
autorizadas em lei para representação de sindicatos e profissões 
regulamentadas.
Empréstimo compulsório – Instituídos para viabilizar o financiamento de 
despesas ditas extraordinárias ou urgentes, desde que seja de interesse 
nacional. O empréstimo compulsório somente poderá ser instituído em 
caso de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, ou no 
caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse 
nacional.
Os tributos representam uma larga fatia da arrecadação tributária e 
são cobrados pela União, Estado e Municípios. Dizemos que o Imposto 
de Renda é de competência da União, pois a ela compete realizar esse 
recolhimento. 
Considerando esse exemplo, vejamos a lista dos demais impostos e as 
competências para a respectiva arrecadação:
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União 
 ▪ II – Imposto sobre importação de produtos estrangeiros.
 ▪ IR – Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza.
 ▪ IPI – Imposto sobre produtos industrializados.
 ▪ IOF – Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros ou 
relativo a títulos imobiliários.
 ▪ ITR – Imposto sobre a propriedade territorial rural.
 ▪ IGF – Imposto sobre grandes fortunas.
Estados e Distrito Federal
 ▪ ITD – Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens 
e direitos.
 ▪ ICMS – Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a 
prestação de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e 
telecomunicações, ainda que as operações se iniciem no exterior.
 ▪ IPVA – Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
Municípios
 ▪ IPTU – Propriedade predial e territorial urbana.
 ▪ ITBI – Transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de 
direitos reais sobre imóveis, ressalvadas as exceções legais.
 ▪ ISS – Imposto sobreserviços de qualquer natureza.
Apesar de responsáveis pela arrecadação, a arrecadação é compartilhada 
de forma a redistribuir os recursos de acordo com a finalidade. 
Veja o Quadro 1, apresentado no livro Manual de contabilidade tributária, 
do professor Paulo Henrique Pêgas.
TRIBUTO DESTINAÇÃO AUTOMÁTICA DOS RECURSOS ARRECADADOS
IPI 
UNIÃO
» 21,5% para o FPE (Fundo de Participação dos Estados).
» 3% para os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
» 24,5% para o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
» 10% para o FPEx (Fundo de Participação de Exportação, pertencente aos 
Estados). 
Os estados deverão repassar 25% desse fundo aos municípios.
IR 
UNIÃO
» 21,5% para o FPE (Fundo de Participação dos Estados).
» 3% para os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Esses recursos serão 
direcionados para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo 
das três regiões, por meio de suas instituições financeiras de caráter regional, 
de acordo com os planos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao 
semiárido do Nordeste a metade dos recursos destinados à região, na forma que a 
lei estabelecer.
» 24,5% para o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
» Os valores retidos de IR dos funcionários e servidores públicos estaduais e 
municipais não entram no cômputo, ficando em sua totalidade para estados e 
municípios nos quais os funcionários e servidores estão lotados. O imposto será 
descontado do valor distribuído conforme os três itens acima (FPM, FPE e Fundo 
para Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Por exemplo, um servidor residente 
em SP desconta R$ 25 de IR e o dinheiro será retido pelo Estado, mas não 
repassado à União. Admitindo que a arrecadação do IR no ano fosse R$ 10.000, o 
FPE total seria R$ 2.100. Considerando que o estado de SP tenha direito a R$ 380, 
a União irá repassar o valor de R$ 355 (380 – 25), descontando o IRRF que não foi 
desembolsado pelo estado.
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CIDE 
UNIÃO
Dos valores arrecadados com a CIDE-Combustíveis, 29% são destinados 
aos estados, que repassarão 25% dos 29% (7,25%) aos municípios.
ICMS 
ESTADOS
25% aos municípios, sendo 75% (18,75%) para o município onde a 
operação foi realizada e 25% (6,25%) conforme lei estadual específica.
IPVA 
ESTADOS 50% para os municípios onde o veículo automotor foi licenciado.
Quadro 1: Mapa de Transferência de Recursos (Principais Tributos). Fonte: Adaptado de Pêgas 
(2017).
Existem gastos que, apesar de terem o mesmo sentido para o cidadão, não são 
considerados tributos. 
Por exemplo: laudêmio; serviços prestados como o estacionamento ao 
longo de vias e pedágio.
3. Elementos Fundamentais de um Tributo
Os elementos considerados fundamentais de qualquer que seja o tributo 
são: o contribuinte, também definido por alguns autores como o objeto; o 
fato gerador; a base de cálculo; e a alíquota. Vejamos cada um deles:
Contribuinte - É o sujeito passivo da obrigação tributária, que possui 
relação direta com o fato gerador. Existem dois tipos de contribuintes: o 
de fato e o responsável. Para esclarecimentos, analise o Quadro 2:
TRIBUTO CONTRIBUINTE 
DE FATO
CONTRIBUINTE 
RESPONSÁVEL
INSS de empregado, descontado em 
folha de pagamento Empregado Empresa
IPI cobrado do comprador na nota 
fiscal Comprador Vendedor
IOF sobre um empréstimo bancário Pessoa Física Instituição Financeira
Quadro 2: Tipos de contribuinte. Fonte: Pêgas (2017).
Fato gerador - É a ação pela qual nasce a obrigação tributária. O Código 
Tributário Nacional define fato gerador nos artigos 114 e 115, da 
seguinte forma:
Art. 114: Fato Gerador da obrigação principal é a situação definida em Lei como 
necessária e suficiente à sua ocorrência.
Art. 115: Fato Gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da 
legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure 
obrigação principal. (BRASIL, 1966)
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Veja, na Figura 2, alguns exemplos de Fatos Geradores e respectivos 
impostos.
ISS Prestação de serviço de qualquer natureza
Imposto 
de Renda
Auferir renda (salários, prestação de 
serviços, aluguéis)
ITBI Transferência onerosa de imóveis
IPVA Propriedade de veículos automotores
Imposto Fato Gerador
Figura 2: Fatos Geradores e seus respectivos impostos. Fonte: Do autor.
O fato gerador é responsável pelo nascimento da obrigação tributária 
principal. Tal obrigação sempre será de natureza pecuniária, ou seja, 
sempre será o efetivo pagamento do tributo.
Base de cálculo – Via de regra, a base de cálculo corresponde ao valor 
sobre o qual será aplicada a alíquota para fins de cálculo do tributo a 
ser pago, desde que exista uma lei complementar instituindo. Existe a 
possibilidade, também, da base de cálculo corresponder a uma unidade 
de medida, a exemplo do Cide – Combustíveis, em que a base de cálculo 
é obtida com base na quantidade de litros de gasolina vendida, e não no 
valor da venda.
Alíquota – Normalmente, consiste no percentual previsto em lei, para ser 
aplicado sobre a base de cálculo, a fim de obter o valor do tributo a ser 
pago. Uma das exceções a essa regra corresponde ao PIS Cofins cobrado 
sobre a venda de refrigerantes, que, em alguns casos, é cobrado como 
base na quantidade de litros vendidos.
A alíquota poderá exercer outro papel, que é o da progressividade, como é o 
caso do Imposto de Renda na Pessoa Jurídica, em que todas as empresas são 
tributadas a 15%, enquanto as que faturam mais pagam 10% de adicional.
4. Modelos de Documentos de Arrecadação
Os documentos de arrecadação são utilizados para o efetivo recolhimento 
dos tributos. O que irá diferenciar uma arrecadação da outra, ou seja, o 
recolhimento de um tributo de outro é o código de arrecadação informado no 
documento. A seguir, veja alguns exemplos de documentos de arrecadação:
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DARF – Documento de Arrecadação da Receita Federal: Utilizado para o 
recolhimento dos tributos Federais.
DAE – Documento de Arrecadação Estadual: Utilizado para o 
recolhimento de tributos estaduais. Nem todos os estados utilizam esse 
documento; o Rio de Janeiro, por exemplo, utiliza o DARJ.
Após os modelos de documentos de arrecadação apresentados, 
encerramos a nossa unidade de aprendizagem. Mas não esgote aqui os 
seus estudos! Convidamos você a visitar todos os nossos recursos de 
aprendizagem e bibliografias indicadas.
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Nesta unidade de aprendizagem, apresentamos o sistema tributário 
nacional e identificamos os principais tributos cobrados pela União, 
Estados e Municípios.
Falamos, também, sobre o conceito de tributos e as espécies existentes: 
impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições e empréstimos 
compulsórios.
Além disso, identificamos os tributos e as respectivas competências 
para cobrança. Vimos, ainda, que existem gastos de natureza parecida 
à dos tributos, aos olhos de um leigo, mas que não são classificados 
como tributos, como o laudêmio e o pedágio. Por fim, falamos sobre os 
documentos utilizados para a arrecadação dos tributos.
Referências
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do 
Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
______. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema 
Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário 
aplicáveis à União, Estados e Municípios. Disponível em: . Acesso em: 13 fev. 2019.
PÊGAS, P. H. Manual de contabilidade tributária. 9 ed. São Paulo: Atlas, 
2017.
POLITIZE. A carga tributária no brasil é alta comparada a outros países? 
Disponível em: . Acesso em: 13 fev. 2019.
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	Introdução ao Cumprimento das Obrigações Acessórias
	Para início de conversa...
	Objetivos
	1. Conceitos e Finalidades2. Espécies de Tributos
	3. Elementos Fundamentais de um Tributo
	4. Modelos de Documentos de Arrecadação
	Referências

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