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Conceito e Surgimento A idealização de saúde como bem público surgiu na Europa, entre os séculos XVII e XVII, e se deu por conta do aumento das cidades e da necessidade de organizar os espaços para que a população tivesse mais qualidade de vida, a preocupação com epidemias e questões como taxas de natalidade e mortalidade também foram bastante importantes para que a saúde começasse a ter uma visibilidade como um direito de todos; no Brasil, contudo, a saúde como bem coletivo teve notoriedade somente na República Velha, surgiu atrelado a ideia de se sanear os espaços e as cidades com maior concentração de pessoas que dominavam a economia cafeeira. Foi também quando se iniciaram as campanhas de vacinação obrigatória contra a varíola e quando se pensava em erradicar a febre amarela. Ainda assim, Sistema Único de Saúde o SUS, existe há menos de 40 anos, já que até antes deste período as famílias mais carentes precisavam recorrer a serviços de saúde bastante precários, o que consequentemente os diagnósticos eram falhos, tratamentos inadequados e morte. Portanto concluiu-se que a criação de um modelo de Seguridade Social e de Previdência Privada para o trabalhador seria ideal para um novo modo de organizar a saúde publica, pois então, em 1988 a Constituição Brasileira tornou a saúde sendo um direito de todos e quaisquer classe sociais. Resumo: “A gestão em saúde pública tem como função administrar projetos e ações da área da saúde e no setor público; os gestores dessa área têm como algumas de suas funções o gerenciamento de gastos, a organização de processos e a supervisão de todos os núcleos de colaboradores”. Gestão de Saúde Publica A gestão em saúde pública possui uma relevância estratégica, pois dela dependem milhões de pessoas, carentes ou não. Por isso, para uma boa gestão, é necessário planejamento extremo, cuidado pelo dinheiro público, organização de tempo e produtividade, além de uma correta capacitação das equipes que fazem parte do sistema; estes citados a cima são alguns dos pré-requisitos necessários para uma boa gestão, que poderá assim, por exemplo, coordenar um grande programa nacional, estadual ou municipal de vacinação pública e gratuita, um bom sistema de agendamento de consultas, ou buscar novas tecnologias para melhorar o desempenho, seja através de softwares, aplicativos, ou de banco de dados que visem aperfeiçoar o sistema. A gestão na área da saúde pública visa também buscar novas formas de financiamento, conseguir modernizar as estruturas de saúde pública, defasadas no geral, otimizando a dinâmica de trabalho, a divisão de funções, a organização dos empreendimentos e capacitando cada vez mais as equipes envolvidas. Um bom programa de saúde pública traz como resultado uma população saudável, com acesso ao sistema, e com um atendimento digno e eficiente. O gestor de saúde pública carrega este princípio com ele desde o início dos estudos que realiza para se adequar às necessidades da área. A Gestão na Saúde A gestão em saúde desempenha um papel crucial, para a boa administração dos recursos das diversas instituições de saúde, englobando unidades básicas, ambulatórios, clínicas, hospitais e outras instituições. Para uma gestão com comprometimento eficácia, nós alunas listamos três itens indispensáveis: 1. A personalização do atendimento: com o intuito de demonstrar respeito e atenção, aumentando a confiança da relação que se estabelece entre médico e paciente; 2. A otimização do tempo: envolvendo planejamentos, a elaboração de escalas, o uso de sistemas de compartilhamento de dados, a automatização de processos etc.; 3. A ordenação das informações: atividade na qual a tecnologia se mostra uma incrível aliada, pois traz a automação para os diversos processos e centraliza os dados, gerando, inclusive, relatórios para eventuais análises. Claro que todo gestor de sucesso enfrenta desafios e uma das medidas mais urgentes atualmente para o Sistema de Saúde Pública é a definição de estratégias que possam diminuir os problemas provocados pela elevação dos custos, elevar a eficiência e a qualidade dos atendimentos e, especialmente, suprir a carência dos serviços do setor. No entanto, para além desses, há outros obstáculos a serem contornados, a saber: · A renegociação dos papéis privados e públicos com o fim de possibilitar a implementação de ações em prol de um atendimento universal diante da demanda altamente crescente pelos serviços públicos de saúde; · O expressivo volume de processos judiciais em razão do notório distanciamento entre o direito à saúde e o que efetivamente é oferecido; · A implementação de mecanismos de regulação eficazes; · A importância de assegurar a qualidade da atenção e da segurança ao paciente, viabilizando o acesso a amplos cuidados; · A adequação do modelo de atenção para o atendimento das mudanças demográficas e epidemiológicas do Brasil; · A ausência de mecanismos que promovam a otimização dos recursos financeiros; · A necessidade de reforma da estrutura de financiamento de todo o sistema, com o objetivo de assegurar igualdade, universalidade e sustentabilidade. A realidade é que a necessidade de políticas públicas exige uma profunda reformulação na organização e na gestão de instituições de saúde públicas, visando o benefício da população. Nesse sentido, para possibilitar a implantação de ações com esse fim, é necessária a disseminação de uma perspectiva nova que reconheça que os entraves do Sistema Único de Saúde não serão contornados por meio ações pontuais, nesse contexto, o intuito é assegurar a qualidade das prestações à sociedade e a universalização do atendimento. Tecnologia A tecnologia tem sido uma incrível junção para abrir espaço à renovação de métodos; atualmente, há vários softwares de gestão que podem melhorar consideravelmente a rotina da atividade, disponibilizando ferramentas que viabilizam a integração de plataformas de agendamento de consultas, de personalização do atendimento e de organização de recursos, como: · Prontuário eletrônico, trazendo mais segurança e controle em relação aos dados dos pacientes; · Telemedicina, que viabiliza que a população (especialmente de regiões mais remotas) seja atendida por profissionais de maneira rápida, sem a necessidade de grandes deslocamentos; · Testes laboratoriais remotos (TLRs), que, embora ainda estejam em progresso no país, permitirão que testes e exames sejam realizados fora dos laboratórios. Mapa Mental Gestor de Saúde Publica image3.jpeg image4.png image1.jpeg image2.jpeg