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1.INTRODUÇÃO No presente resumo serão abortadas temáticas relacionadas com as metodologias de ensino da música para crianças. Onde serão citados os pedagogos e suas ideias com relação as metodologias do ensino da música para crianças assim como a importância que se deve atribuir à formação artística global e musical no contexto da educação de crianças, jovens e da formação de professores. 2.OBJECTIVOS 2.1.Geral: · Apresentar o resumo do livro metodologias do ensino da música para crianças. 2.2.Específicos: · Identificar os pedagogos e suas metologias de ensino da música; e · Explicar os modelos do ensino da música para crianças. 3.METODOLOGIA Revisão bibliográfica e o estudo documental com base em fontes secundárias. 4.METODOLOGIAS DO ENSINO DA MÚSICA PARA CRIANÇAS 4.1.A Fundação Calouste Gulbenkian E Madalena Perdigão A Fundação Calouste Gulbenkian foi e continua a ser uma instituição vocacionada para a cooperação nos domínios das suas actividades. Dando especial atenção à duração artística esta instituição ten realizado acções de grande envergadura na promoção e na colaboração em todos os géneros de iniciativas, particularmente nas que visem a dignificação do ensino e da cultura em Portugal e no mundo. Considerando a grande importância das artes da música, no âmbito dos diferentes níveis de ensino não será possível abordar a temática em estudo SRM salientar obpaoel fundamental e impulsionar manifestado por esta fundação, através da pessoa de Madalena Perdigão (1981), quanto a implementação do ensino artístico em Portugal. a)Madalena Perdigão no contexto das metologias e da interculturalidade Distinguindo-se por ter sido a pessoa que mais dinamizou o meio cultural português, naa ultimas décadas foi directora do serviço de música desta instituição. Fundadora d directora do serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (ACARTE) pautou toda a sua acção nos círculos musical e artístico (Sousa, 1999). No âmbito das temáticas que envolvem o livro Sistema De Ensino Em Portugal (1981), Madalena Perdigão escreveu um capítulo sobre o fenómeno da Educação Artística, no contexto do sistema de ensino português afirmando: as artes não têm lugar nas universidades portuguesas a não ser em termos de passado como história, o que sendo importante obviamente não basta(p.288). No mesmo capitulo e em relação ao 1º Ciclo do Ensino Básico, no que se refere a formação e a sensibilização do a professores nos domínios das artes, considera que esta formação se encontra ainda num estado incipiente dizendo que se dava especial importância as restantes matérias, considerando-se a música como disciplina secundária. Procurando dar resposta a está lacuna, dedicou grande parte da sua vida a promover e a estimular a educação artística no país e no estrangeiro. Assim promoveu e aprovou diversos cursos de formação nomeadamente, co curso de professores de educação pela arte, acerca do qual afirmou: a frequência por parte de professores da escola de formação de professores de Educação pela arte do conservatório nacional e dos cursos de reciclagem em música organizados pela fundação Gulbenkian, assim como as acções de apoio pedagógico da Direcção Geral do Ensino Básico, constituem igualmente factores a ter em conta na melhoria que pode verificar-se quanto a capacidade de alguns docentes sensibilizam os seus alunos para as artes (Perdigão, 1981, p.290). b)Madalena Perdigão E As Metodologias Do Ensino Da Música Em Portugal No âmbito da divulgação das metodologias do ensino e aprendizagem da música para crianças foi determinante o papel desempenhado por Madalena perdigão, passando a descrição da forma como se desenvolveu essa tensa actividade (Sousa, 2015, p.40). Cristina Bruto da Cruz refere-se a sua iniciação no mundo musical da seguinte forma: comecei a estudar música na Gulbenkian com 4 anos porque os mwua país entendiam que a música era fundamental na educação. No porto organizam-se igualmente cursos de iniciação musical para crianças e cursos de iniciação para professores no âmbito da Metodologia Willems. Estes cursos subsidiados pela Fundação Calouste Gulbenkian tinham como orientadores as professoraals Maria do Céu Diogo Costa, que trouxe pela primeira vez a Portugal o professor Edgar Willema (Sousa, 2015, p.41 5.METODOLOGIA EMILE JACQUES DALCROZE(1865-1950) a)Princípios E Orientações Metodologicas Criador de um sistema musical através do movimento e do ritmo, apercebeu-se durante AA suas aulas como professor de solfejo, no conservatório de Genève, de certas dificuldades de audição e de execução musical do seus alunos. A partir desse momento deu início às suas investigações através das quais descobriu a importante função do movimento corporal na consciência e na clarificação do movimento musical, (Sousa, 2015, p.56). A rítmica de Emile Jacques Dalcroze tem como base fundamental a formação da pessoa humana através do movimento e do Ritmo-Eurítmica, isto é, o movimento perfeitamente coordenado entre a parte intelectual e os seus músculos. É uma metodologia de formação musical activa, na qual a aprendizagem da música ae faz com a participação de todo corpo, sendo a linguagem musical compreendida através do movimento corporal, desenvolvendo-s2 as psicomotricidade e a criatividade (Sousa, 2015, p.56). 5.1.METODOLOGIA JUSTINA BAYARD WARD (1879-1975) a)Princípios e Orientações Metodológicas Baseada na obra de Thomas Schields, grande inovador e autor de obras didácticas para crianças e seu convite iniciou a criação de uma metodologia de educação para crianças (Dias e Giráldez, 2007), esta metodologia a que chamamos Metodologia WARD tem muito de ai, da sua experiência pedagógica, da sua pesquisa e da sua certeza, e sobretudo da importância da música na educação. Teve contactos com Emile Jacques Dalcroze inspirando-se nos seus princípios rítmicos. Esta metodologia está organizada para quatro níveis, ou anos, em cada um dos quais se trabalham as seguintes matérias: · Vocalização; · Entoação; · Ritmo; · Notação; · Actividades criativas e reportório (Diaz e Giráldez, 2007, p.38). Em Portugal esta metodologia teve a sua implementação através do instituto Júlia d’Almendra, tal como nos referiu em entrevista pessoas Idalete Giga professora e grande impulsionadora e divulgadora desta nova visão do ensino e aprendizagem da música para crianças. A metodologia Ward foi introduzida em Portugal pela professora Júlia d’Almendra na década de cinquenta. (Idalete, 1999). 5.1.2.METODOLOGIA ZÖLTAN KODÁLY(1982-1967) a)Princípios E Orientações Metodológicas Partindo da recolha da música tradicional da Hungria nos meios rurais, depois de analisada nos aspectos musical e literário, Zöltan Kodäly criou um novo estilo de música erudita húngara que rapidamente passou a ser transmitida às escolas do estado e as salas de concertos (Sousa, 2015, p.70). Esta metodologia tem como princípios a formação musical da criança que no seu ponto de vista deve iniciar-se no ventre da avó- como referida em entrevista pessoal a professora Cristina Brito da Cruz (Sousa, 1999). Dando uma importância primordial à formação musical através do canto uma das formas de desenvolvimento da capacidade intelectual da criança nos aspectos social e cognitivo, tem como principais objectivos: · Educar o corpo através da afinação vocal do desenvolvimento do sentido rítmico e da coordenação de movimentos; · Educar a mente através da concentração da memória auditiva e visual; · Estimular um melhor desenvolvimento da vida efectiva da criança através da educação e do gosto musical; e · Contribuir para a formação da consciência social através do canto colectivo (Sousa, 1999). 6.A METODOLOGIA ZôLTAN KODáLY (1982-1967) Esta metodologia teve sua implementação em Portugal através da professora Cristina Brito da Cruz. Zöltan Kodály transmitiu os princípios da sua filosofia de uma educação musical para um povo cujo objectivo consistia também em consolidar uma identidade nacional. Esta metodologia continua a ter uma importante divulgação e aceitação em Portugal. 6.1.METODOLOGIAEDGAR WILLEMS (1890-1978), a)Princípios e Orientações Metodologias Os princípios fundamentais desta metologia não partem da matéria nem dos instrumentos, mas sim dos princípios da vida que unem a música e o ser humano merecendo especial importância o movimento e a voz (Willems, 1970). A concepção da Metodologia Willems a música é uma linguagem e tal como a língua materna necessita de uma interiorização anterior à sua prática, baseada na audição-desenvolvimento sensorial que implica uma retenção e diversos propósitos re reprodução dessa linguagem. (Sousa, 2015, p.80). 6.1.2.A Metodologia de Edgar Willems em Portugal Esta metodologia teve a sua implementação em Portugal através do contributo da Fundação Calouste Gulbenkian, que trouxe a Portugal o próprio professor Edgar Willems. Maria Teresa Ferreira de Macedo afirmou: pessoalmente senti-me de tal forma sensibilizada que na primeira oportunidade fui para a suíça estudar com o próprio professor Willems. Homem de vasta cultura e de pensamento (não propriamente um filósofo), defendia teorias e um ideal artístico e de vida que procurava firmemente transmitir. 6.2.CARL ORFF E OS SEUS PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS (1895-1982) a)Princípios E Orientações Metodológicas A fundamentação doa seus princípios pedagógico-didácticos resumem-se no agir, reagir, integrar e colaborar, onde convergem um conjunto de elementos que presidem à orientação de todos os seus princípios pedagógicos: · Ritmo; · Melodia; · Criatividade; · Jogo; · Improvisação e instrumental. Foi a partir da observação directa das experiências das crianças nos jardins-de-infância que Carl Orff elaborou os seus princípios pedagógicos (Sousa, 1999). A criação destes métodos não se refere a um método mas sim a um sistema amplo e aberto para a educação. b)Os princípios Pedagógicos de Carl Orff em Portugal Maria de Lurdes Martins foi a grande impulsionadora destes princípios metodológicos em Portugal, tal como já foi referido. Professora e compositora apresenta-nos diversos trabalhos e variadas obras distinguindo-se entre elas a publicação da Orff_-Schulwerk-Carl-Orff-Gunild- Keetman-Música para Crianças- versão portuguesa (1960). Acerca das suas experiências práticas com estes princípios metodológicos, e em entrevista pessoal, Maria de Lurdes Marins afirmou o seguinte: Eu penso que Orff se situa muito mais ao nível de princípios de Orff do que propriamente de um método. 7.JOS DE WUYTACK E OS PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS CARL ORFF (1935) a)Princípios e orientações metodológicas Partindo das ideias da Orff-Schulwerk (obra escolar de Carl Orff), a pedagogia de Nos Wuytack baseia-se em princípios de actividade, criatividade, comunidade e totalidade. Desenvolvendo uma música elementar que forma uma unidade com a palavra e o movimento, propõe a integração das expressões verbal, musical e corporal. Pretende-se que a criança partícipe numa música de conjunto em que se combina a voz como meio de expressão do ser humano, os instrumentos Orff na criação e interpretação musicais e o corpo através do movimento, da mímica e da dança (Sousa, 1999). Nas suas canções o rítmo, o espírito da melodia, a improvisação, a linguagem gestual, a alegria de cantar e de fazer movimento são elementos básicos. 7.1.PIERRE VAN HAUWE E OS PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS CARL ORFF (1920-2009) a)Princípios e orientações metodológicas Esta metodologia tem sido aplicada de forma abrangente em vários países do mundo, descobrindo-se que através dela se encontram caminhos inovadores e motivadoras para a didáctica da música. Considera-se que uma forma excelente de preparar os alunos para as aulas de instrumentos, além do factor lúdico e alegre que faz emergir dentro e for a dos muros das salas de aula. No seu meio local todos os jardins de infância e escolas do 1º ciclo utilizaram esta metodologia até a década de noventa. 7.1.2.METODOLOGIA EDWIN GORDON (1927) a)Princípios e orientações metodológicas Os contributos mais importantes de Erwin Gordon tanto teóricos como metodológicos consistem nos seus estudos aprofundados sobre o desenvolvimento musical e o aperfeiçoamento de capacidades musicais em crianças, de preferência desde o seu nascimento. Desta forma, desenvolve diferentes níveis da Teoria da aprendizagem musical (Music Learning Theory) (Marti, 2007). Assim Gordon (2000), numa visão e numa perspectiva psicopedagógica indica os seguintes princípios: · Todos os alunos têm capacidades para aprender música; · Ensinar é uma arte, aprender é um processo; · Deveremos centrar-nos no potencial da criança que pretendemos ajudar; · Prestar atenção às diferenças e necessidades individuais, aplicando-as à formação do eluno; etc. 7.2.METODOLOGIA SHINICHI SUZUKI (1989-1998) a)Princípios e orientações metodológicas A metodologia de Suzuki é uma metodologia original especialmente concebida para o ensino e para a aprendizagem de instrumentos de cordas, particularmente do violino. Criada para o estudo do violino esta metodologia é Hône também adaptada e transferida para o ensino e aprendizagem do piano. Tem como princípios fundamentais a aprendizagem da música através da audição, da repetição e da imitação, isto é, da visualização e da repetição de experiências. 8.METODOLOGIA DE KURTAG a)Princípios e orientações metodológicas A metodologia de Kurtag revolucionou o ensino tradicional do piano que na sua perspectiva se encontrava desajustado e prejudicial no sentido da postura e dos movimentos. Este ensino tradicional desmotivava mesmo os alunos mais vocacionados para aprendizagem do piano, através desta metodologia a criança é introduzida no seu mundo imaginário, riquíssimo, privilegiando o movimento e a diversificação de actividades lúdicas. Trata-se de uma metodologia global no que se refere ao ensino e à aprendizagem do piano, em si, quer na sua globalidade de forma e textura inteira, quer no aspecto de sonoplastia. É uma metodologia acessível à criança no sentido de a respeitar como pessoa que se movimenta continuamente e entende as coisas mais facilmente através do caminho sensorial. Integra os alunos desde a sua primeira lição, na linguagem pianística de glissandos, clusters e demais elementos dos vocábulos de vanguarda (Sousa, 1999). 8.1.METODOLOGIA MAURICE MARTENOT (1898-1980) a)Princípios e orientações metodológicas Martenot criou uma metodologia de ensino de educação musical para crianças a partir das suas experiências com o som, tento inventado em 1928 um instrumento musical com o nome de Ondes Musicales também conhecido por Ondes Martenot (Sousa, 1999). Os princípios básicos desta metodologia assentam nos seguintes parâmetros: · O respeito pela vida através do desenvolvimento e aprendizagem de todas as áreas de expressão artística; · O desenvolvimento do sentido rítmico, de forma acessível a todas as crianças; · A pulsação como factor imprescindível na formação musical do aluno; · O valor do desenvolvimento da afinação auditiva, etc. 8.1.2.METODOLOGIA MURRAY SCHAFER a)Princípios e orientações metodológicas Mateiro e Ilari (2013) afirmam que para poderem compreender as ideias de Murray Schafer, se destacam três eixos fundamentais que são indicadores dos horizontes do seu pensamento: · Relação som/ambiente, Murray Schafer situa o foco central do seu interesse na palavra sundscape, que traduzida nos países da língua latina significa paisagem sonora; · Confluência das artes, este eixo constitui-se num ideal cultivado por Schafer e num novo género por ele criado: Teatro de Confluência que significa encontro com todas as artes. Segundo Mateiro e Ilari (2013) no teatro as artes são subordinadas à palavra, enquanto na ópera essa hierárquia é mais ouenos invertida mas não menos desproporcional; · Relação de arte com o sagrado, Schafer fala da relação do homem com o sentido do sagrado e da transcendência (Mateiro e Ilari, 2013). 8.2.METODOLOGIAS DO ENSINO DA MUSICA PARA CRIANÇAS a)Teorização de Análise Científica De acordo com Clara Pereira Coutinho (2013), a investigação é uma actividade de natureza cognitiva que consiste num processo sistemático, flexívele o objectivo de indagação e que contribui para explicar e compreender os fenómenos sociais. Segundo Holloway(1999) descreve que os estudos qualitativos consideram que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, ou seja, um vínculo indissociável entre o modo objectivo e s subjectividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. b)A entrevista semi-estruturada Na sua obra Metodologia de Investigação-Guia para Auto-Aprendizagem (1998), Carmo e Ferreira afirmam que a interacção é uma questão-chave de entrevista (p. 125), e segundo Quivy e Campenhoudt (2003) a entrevista semi-estruturada é o modelo mais utilizado em investigação social. c)Análise categorial Esta fase da investigação surge quando o investigador na posse de todos os seus elementos de recolha de dados pretende proceder à sua reorganização recorrendo então aos processos de categorização. Para Laurence Bardin, na sua obra Análise de Conteúdo (1997), a partir do momento em que a análise de conteúdo decide codificar o seu material deve produzir um sistema de categorias. A categorização tem como primeiro objectivo favorecer por condensação uma representação simplificada dos dados brutos (Jardim, 1977, p. 119). · Categorização 1: metodologias do ensino da música para crianças e o seu impacto transformador; · Subcategoria 1: síntese dos princípios orientadores de cada uma das metologias; · Categoria 2: elementos específicos de cada uma das metologias; · Categoria 3: competências privilegiadas das metologia na sua globalidade; · Categoria 4: pontos de convergência entre as metologias; 9.CONCLUSÃO O ensino da música tem sido objecto de sucessivas alterações desde os anos 20 do século passado até praticamente os dias de hoje, nem sempre essas medidas terão sido acertadas. O principio fundamental em que deve assentar programa de ensino é que a música não é um luxo, a música faz parte da educação. Evidentemente é preciso um grande investimento no ensino da música pois não podemos continuar a dizer que, dado que trata da formação de crianças no jardim de infância ou no 1º ciclo do ensino básico, podemos disponibilizar professores com pouca formação e poucas habilitações. O importante é a formação de quadros muito bem organizados em qualidade em quantidade. Temos que deixar de pensar que compete apenas aos professores o papel de serem sempre eles a darem todas disciplinas. As aulas de músicas de e ser dadas por especialistas capazes de dar respostas as enumeras necessidades que tenham haver com música. 10.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SOUSA, R, M, (2015), Metodologias do Ensino da Música para Crianças, Pedagogos, Teorias,odeloa e Experiências, Investigação Científica Aplicada a Didáctica da Musica, Portugal, II ed.