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Farmácia clínica – 1 ° prova O QUE SÃO PROBLEMAS RELACIONADOS A MEDICAMENTOS (PRMs)? • Definição de PRM: São problemas de saúde ou resultados clínicos negativos decorrentes da farmacoterapia, que impedem o alcance dos objetivos terapêuticos ou que causem efeitos indesejados. • Os PRMs podem acontecer por erros de prescrição, administração inadequada, interações medicamentosas, baixa adesão ao tratamento... • E qual é o papel da farmácia clínica? No contexto da farmácia clínica, a prática baseada em evidências auxilia na identificação, prevenção e solução de problemas. • Podem ser classificados em: o PRM real: Já interfere no tratamento. o PRM potencial: Pode interferir futuramente nos resultados terapêuticos. PRMs E RESULTADOS NEGATIVOS ASSOCIADOS A MEDICAMENTOS (RNMs) • Os RNMs ocorrem quando um medicamento não atinge o objetivo terapêutico ou causa efeitos adversos. • São classificados em três categorias: 1. RNM de necessidade: - O paciente precisa do medicamento, mas não o recebe corretamente. (1) -Uso de um medicamento desnecessário. (2) 2. RNM de efetividade: -Inefetividade não quantitativa= Escolha errada do medicamento. (3) -Inefetividade quantitativa = Dose inadequada ou resistência ao fármaco. (4) 3. RNM de segurança: -Insegurança não quantitativa = Efeitos adversos inesperados. (5) -Insegurança quantitativa = Toxicidade devido à dose excessiva. (6) REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS (RAMs) • A OMS definiu como uma resposta nociva e não intencional a medicamentos em doses terapêuticas. • São classificadas em: o Tipo A → Previsíveis: ▪ São comuns e relacionados ao efeito farmacológico do fármaco. ▪ Dose-dependentes=Quanto maior a dose, maior o risco. • Ex.: Sonolência com anti-histamìnicos. o Tipo B → Imprevisíveis: ▪ São raros e não relacionadas ao efeito principal do fármaco. ▪ Independem da dosagem. • Ex.: Alergia grava à penicilina. o Tipo C → Ocorre por uso prolongado (dependência) o Tipo D → Efeitos tardios (carcinogênese) o Tipo E → Reações de abstinência. • As Rams causam hospitalização, pode causar sequelas e óbitos e isso resulta em um aumento de custo. • Não são evitáveis e vai causar dano ao paciente. EFEITO COLATERAL: É um efeito diferente daquele efeito principal responsável pelo efeito e uso terapêutico do fármaco: assim, um efeito colateral pode ser benéfico ou indiferente e não necessariamente adverso, indesejável Farmácia clínica – 1 ° prova EVENTOS ADVERSOS: Qualquer tipo de ocorrência médica desfavorável que podem acontecer durante o tratamento com um medicamento, mas que não tem relação necessariamente com o tratamento. Eles podem ocorrer por erros de medicação, desvio de qualidade do fármaco, RAM, inefetividade terapêutica. ERROS DE MEDICAÇÃO: São falhas EVITÁVEIS que ocorrem no processo de prescrição, dispensação, administração ou adesão ao medicamento e que podem ou não causar dano. • Tipos de erro: o Dosagem = Dose incorreta ou frequência inadequada. o Terapêuticos = Indicação errada ou não considerar interação medicamentosa. o Administrativos= Confusão entre paciente ou via de administração errada, legibilidade. DESVIO DE QUALIDADE: Afastamento dos parâmetros de qualidade estabelecidos para um produto ou processo. Possui alterações na cor, odor, físico-química ou falta de informação na rotulagem. Isso pode gerar uma inefetividade terapêutica pois o produto fica comprometido, um exemplo é a insulina que foi exposta ao calor. NOTIFICAÇÃO DE PRMs: Notificar é um ato essencial para garantir a segurança do paciente e melhorar a qualidade dos medicamentos. • Podem ser notificados: RAMs, erros de medicação, desvios de qualidade, produtos falsificados... • Quem pode notificar: Profissionais de saúde, vigilância sanitária, pacientes, familiares. INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA: São ações planejadas para resolver ou prevenir PRMs, documentadas no acompanhamento farmacoterapêutico. • Pode ser: o Sem alteração da farmacoterapia: educação do paciente, medidas não farmacológicas. o Com alteração da farmacoterapia: iniciar, suspender ou substituir um medicamento. o Não intervir: quando nenhuma ação é necessária. ANÁLISE DA FARMACOTERAPIA: deve considerar a indicação, dose, via de administração, estabilidade, interações e outros fatores...