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Olá, estudantes e futuros advogados!
Vocês terão que enfrentar o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, a prova tão temida, e ingressarão nos
quadros da OAB. Para que isso ocorra, vocês deverão de fato ser aprovados nas duas fases do exame.
Pensando nisso, nós preparamos um material de apoio para que você possa treinar e gabaritar no dia da sua
prova. Caso você tenha alguma di�culdade com essas questões, não �que desesperado. Iremos superar juntos!
Para otimizar os estudos, deixaremos alguns artigos para leitura e eles serão sua base de apoio, pois o exame de
ordem é lei seca e muito treino com as questões das provas passadas.
Mapeamos todas as provas da OAB/FGV e listamos os artigos com maiores incidências.
Vamos juntos?
VOCÊ PRECISA LER:
DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITOS CONSTITUCIONAL E DIREITOSDIREITOS CONSTITUCIONAL E DIREITOS
HUMANOSHUMANOS
DIREITOS HUMANOS
Vamos Praticar
(Atividade não pontuada)
Carlos pleiteia determinado direito, que fora regulado de
forma mais genérica no corpo principal da CRFB/88 e de forma mais especí�ca no Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias – o ADCT. O problema é que o corpo principal da
Constituição da República e o ADCT estabelecem soluções jurídicas diversas, sendo que ambas
as normas poderiam incidir na situação concreta.
Carlos, diante do problema, consulta um(a) advogado(a) para saber se a solução do seu caso
deve ser regida pela norma genérica oferecida pelo corpo principal da Constituição da
República ou pela norma especí�ca oferecida pelo ADCT.
Com base na CRFB/88, assinale a opção que apresenta a proposta correta dada pelo(a)
advogado(a).
Como o corpo principal da CRFB/88 possui hierarquia superior a todas as demais normas do
sistema jurídico, deve ser aplicável, afastada a aplicação das normas do ADCT.
Como o ADCT possui o mesmo status jurídico das demais normas do corpo principal da CRFB/88, a
norma especí�ca do ADCT deve ser aplicada no caso concreto.
Como o ADCT possui hierarquia legal, não pode afastar a solução normativa presente na CRFB/88.
Como o ADCT possui caráter temporário, não é possível que venha a reger qualquer caso concreto,
posto que sua e�cácia está exaurida.
O diretor da unidade prisional de segurança máxima ABC
expede uma portaria vedando, no âmbito da referida entidade de internação coletiva,
quaisquer práticas de cunho religioso direcionadas aos presos, apresentando, como motivo
para tal ato, a necessidade de a Administração Pública ser laica.
A partir da situação hipotética narrada, assinale a a�rmativa correta.
A motivação do ato administrativo encontra-se equivocada, uma vez que o preâmbulo da
Constituição da República de 1988 faz expressa menção à “proteção de Deus”, também assegurando
aos entes federados ampla liberdade para estabelecer e subvencionar os cultos religiosos e igrejas.
O ato expedido pelo diretor encontra plena correspondência com a ordem constitucional brasileira,
a qual veda, aos entes federados, estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los ou �rmar
qualquer espécie de colaboração de interesse público.
A Constituição da República de 1988 dispõe que, nos termos da lei, é assegurada assistência
religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva, de modo que a portaria expedida pelo
diretor viola um direito fundamental dos internos.
Inexiste incompatibilidade entre a portaria e a Constituição da República de 1988, uma vez que a
liberdade religiosa apenas se apresenta no ensino confessional, ministrado, em caráter facultativo,
nos estabelecimentos públicos e privados de ensino, não sendo tal direito extensível aos presos.
Giuseppe, italiano, veio ainda criança para o Brasil,
juntamente com seus pais. Desde então, nunca sofreu qualquer tipo de condenação penal,
constituiu família, sendo pai de um casal de �lhos nascidos no país, possui título de eleitor e
nunca deixou de participar dos pleitos eleitorais. Embora tenha se naturalizado brasileiro na
década de 1990, não se sente brasileiro. Nesse sentido, Giuseppe a�rma que é muito grato ao
Brasil, mas que, apesar do longo tempo aqui vivido, não partilha dos mesmos valores
espirituais e culturais dos brasileiros.
Giuseppe mora em Vitória/ES e descobriu o envolvimento do Ministro de Estado Alfa em fraude
em uma licitação cujo resultado bene�ciou, indevidamente, a empresa de propriedade de seus
irmãos. Indignado com tal atitude, Giuseppe resolveu, em nome da intangibilidade do
patrimônio público e do princípio da moralidade administrativa, propor ação popular contra o
Ministro de Estado Alfa, ingressando no juízo de primeira instância da justiça comum, e não no
Supremo Tribunal Federal.
Sobre o caso, com base no Direito Constitucional e na jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal, assinale a a�rmativa correta.
A ação não deve prosperar, uma vez que a competência para processá-la e julgá-la é do Supremo
Tribunal Federal, e falta legitimidade ativa para o autor da ação, porque não possui a nacionalidade
brasileira, não sendo, portanto, classi�cado como cidadão brasileiro.
A ação deve prosperar, porque a competência para julgar a ação popular em tela é do juiz de
primeira instância da justiça comum, e o autor da ação tem legitimidade ativa porque é cidadão no
pleno gozo de seus direitos políticos, muito embora não faça parte da nação brasileira.
A ação não deve prosperar, uma vez que a competência para julgar a mencionada ação popular é
do Supremo Tribunal Federal, muito embora não falte legitimidade ad causam para o autor da ação,
que é cidadão brasileiro, detentor da nacionalidade brasileira e no pleno gozo dos seus direitos
políticos.
A ação deve prosperar, porque a competência para julgar a ação popular em tela tanto pode ser do
juiz de primeira instância da justiça comum quanto do Supremo Tribunal Federal, e não falta
legitimidade ad causam para o autor da ação, já que integra o povo brasileiro.
Afonso, nascido em Portugal e �lho de pais portugueses,
mudou-se para o Brasil ao completar 25 anos, com a intenção de advogar no estado da Bahia,
local onde moram seus avós paternos. Após cumprir todos os requisitos exigidos e ser
regularmente inscrito nos quadros da OAB local, Afonso permanece, por 13 (treze) anos
ininterruptos, laborando e residindo em Salvador. Com base na hipótese narrada, sobre os
direitos políticos e de nacionalidade de Afonso, assinale a a�rmativa correta.
Afonso somente poderá se tornar cidadão brasileiro quando completar 15 (quinze) anos
ininterruptos de residência na República Federativa do Brasil, devendo, ainda, demonstrar que não
sofreu qualquer condenação penal e requerer a nacionalidade brasileira.
Uma vez comprovada sua idoneidade moral, Afonso poderá, na forma da lei, adquirir a qualidade
de brasileiro naturalizado e, nessa condição, desde que preenchidos os demais pressupostos legais,
candidatar-se ao cargo de prefeito da cidade de Salvador.
Afonso poderá se naturalizar brasileiro caso demonstre ser moralmente idôneo, mas não poderá
alistar-se como eleitor ou exercer quaisquer dos direitos políticos elencados na Constituição da
República Federativa do Brasil.
Afonso, por ser originário de país de língua portuguesa, adquirirá a qualidade de brasileiro nato ao
demonstrar, na forma da lei, residência ininterrupta por 1 (um) ano em solo pátrio e idoneidade
moral.
João, rico comerciante, é eleito vereador do Município “X”
pelo partido Alfa. Contudo, passados dez dias após sua diplomação, o partido político Pi,
adversário de Alfa, ajuíza ação de impugnação de mandato eletivo, perante a Justiça Eleitoral,
requerendo a anulação da diplomação de João. Alegou o referido partido político ter havido
abuso do poder econômico por parte de João na eleição em que logrou ser eleito, anexando,
inclusive, provas que considerou irrefutáveis.
João, sentindo-se injustiçado, já que, em momento algum no decorrer da campanhaou mesmo
após a divulgação do resultado, teve conhecimento desses fatos, busca aconselhamento com
um advogado acerca da juridicidade do ajuizamento de tal ação.
Com base no caso narrado, assinale a alternativa que apresenta a orientação dada pelo
advogado.
O Partido Pi não poderia ter ingressado com a ação, pois abuso de poder econômico não con�gura
fundamento que tenha o condão de viabilizar a impugnação de mandato eletivo conquistado pelo
voto.
O Partido Pi respeitou os requisitos impostos pela CRFB/88, tanto no que se refere ao fundamento
(abuso do poder econômico) para o ajuizamento da ação como também em relação à sua
tempestividade.
O Partido Pi, nos termos do que dispõe a CRFB/88, não poderia ter ingressado com a ação, pois,
ocorrida a diplomação, precluso encontrava-se o direito de impugnar o mandato eletivo de João.
O Partido Pi só poderia impugnar o mandato eletivo que João conquistou pelo voto popular em
momento anterior à diplomação, sob pena de afronta ao regime democrático.
O padrasto de Ana Maria, rotineiramente, abre sua
correspondência física e entra em sua conta de e-mail sem autorização, ainda que a jovem seja
maior de idade. Cansada dessa ingerência arbitrária e sem o amparo de sua própria mãe, a
jovem busca apoio na organização de direitos humanos em que você atua.
Com base no Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), assinale a opção que
indica o esclarecimento correto que você, como advogado(a), prestou a Ana Maria.
O Pacto prevê a prevalência do poder familiar nas relações familiares e, como a conduta do
padrasto tem a concordância da mãe de Ana Maria, ainda que seja inconveniente, essa conduta não
pode ser considerada uma violação de direitos.
O Pacto assegura o direito à privacidade nas relações em geral, mas nas relações especi�camente
familiares admite ingerências arbitrárias se forem voltadas para a proteção e o cuidado.
O Pacto dispõe que ninguém poderá ser objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida
privada, em sua família, em seu domicílio ou em sua correspondência.
O Pacto é omisso em relação à prática de ingerências arbitrárias na vida privada e na família,
tratando apenas da proteção da privacidade na vida pública e em face da conduta do Estado.
Um rapaz, que era pessoa em situação de rua, acabou de
sair da prisão. Ele fora condenado pelo crime de latrocínio e, posteriormente, a defensoria
pública ajuizou, a seu favor, uma ação de revisão criminal, na qual ele foi absolvido por
ausência de provas, caracterizando, assim, um erro judiciário. Nesse período, ele �cou cinco
anos preso. Agora a família indaga se existe um direito de indenização em função de
condenação por erro judiciário.
Assinale a opção que apresenta a informação que você, na condição de advogado(a)
especializado(a) em Direitos Humanos, deve prestar à família, com base na Convenção
Americana Sobre Direitos Humanos .
O direito à indenização está previsto na Convenção Americana Sobre Direitos Humanos de forma
geral, mas não há previsão expressa de indenização por erro judiciário; portanto, essa é uma
construção argumentativa que deve ser produzida no caso concreto.
A indenização por erro judiciário não é uma matéria própria do campo dos Direitos Humanos, por
isso não existe tal previsão nem na Convenção Americana Sobre Direitos Humanos, nem em nenhum
outro tratado de Direitos Humanos de que o Brasil seja signatário.
A Convenção Americana Sobre Direitos Humanos assegura o direito à indenização por erro
judiciário, mas o restringe aos erros que resultam em condenação na esfera civil, excluindo eventuais
erros que ocorram na jurisdição penal.
A Convenção Americana Sobre Direitos Humanos dispõe que toda pessoa tem direito de ser
indenizada conforme a lei, no caso de haver sido condenada em sentença transitada em julgado por
erro judiciário.
Você, como advogada(o) que atua na defesa dos Direitos
Humanos, foi chamada(o) para atuar em um caso em que há uma disputa pela terra entre
produtores rurais e uma comunidade quilombola.
Você sabe que, de acordo com o Decreto nº 4.887/03 do Governo Federal, “ consideram-se
remanescentes das comunidades dos quilombos, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de
autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais especí�cas, com
presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida ”.
Em relação a essas pessoas remanescentes de quilombos, é correto dizer que a Constituição
Federal de 1988:
assegura o direito às suas tradições, mas não garante a propriedade da terra ocupada por elas.
prevê o direito à consulta aos quilombolas sempre que houver proposta o�cial de exploração de
riquezas minerais de suas terras.
a�rma o direito à posse da terra quando ocupada de boa-fé por esses grupos.
reconhece a propriedade de�nitiva das terras que estejam ocupando, cabendo ao Estado a
emissão dos títulos respectivos.
O IBGE estima que nos próximos trinta anos a previsão é de
que os idosos ultrapassem cinquenta milhões de pessoas, o que corresponderá a 28% da
população brasileira. Os Direitos Humanos inerentes à população idosa no Brasil são
amplamente reconhecidos. A Constituição Federal estabelece que a família, o Estado e toda a
sociedade devem amparar pessoas idosas, defendendo sua dignidade e bem-estar. Em 1994
foi criado o Conselho Nacional do Idoso, por meio da Lei nº. 8.842 e, atualmente, o Estatuto do
Idoso (Lei nº. 10.741/03) contempla políticas diversas de proteção aos maiores de sessenta
anos e estabelece, ainda, que os idosos:
têm direito a alimentos, mas a obrigação alimentar é subsidiária e não cabe ao idoso optar por
quem os prestará, devendo obedecer à ordem estabelecida na lei civil.
devem contar com direito à prioridade, nisso consistindo, inclusive, prioridade no recebimento da
restituição do imposto de renda.
podem ser admitidos em qualquer trabalho ou emprego, vedada, em qualquer hipótese,
discriminação e �xação de limite máximo de idade.
maiores de sessenta e cinco anos têm direito à gratuidade dos transportes coletivos públicos
urbanos, mesmo os serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços
regulares.
Um jovem congolês, em função de perseguição sofrida no
país de origem, obteve, há cerca de três anos, reconhecimento de sua condição de refugiado
no Brasil. Sua mãe, triste pela distância do �lho, decide vir ao Brasil para com ele viver, porém
não se enquadra na condição de refugiada. Com base na Lei brasileira que implementou o
Estatuto dos Refugiados, cabe a você, como advogado que atua na área dos Direitos Humanos,
orientar a família.
Assinale a opção que apresenta a orientação correta para o caso.
As medidas e os direitos previstos na legislação brasileira sobre refugiados se aplicam somente
àqueles que tiverem sido reconhecidos nessa condição. Por isso, a mãe deve entrar com o pedido de
refúgio e comprovar que também se enquadra na condição.
Apesar de a mãe não ser refugiada, os efeitos da condição de refugiado de seu �lho são extensivos
a ela; por isso, ela pode obter autorização para residência no Brasil.
A lei brasileira que trata de refúgio prevê a possibilidade de que pai e mãe tenham direito à
residência caso o �lho ou a �lha venham a ser considerados refugiados, mas a previsão condiciona
esse direito a uma avaliação a ser feita pelo representante do governo brasileiro.
Para que a mãe possa viver no Brasil com seu �lho ou sua �lha, ela deverá comprovar que é
economicamente dependente dele ou dela, pois é nesse caso que ascendentes podem gozar dos
efeitos da condição de refugiado reconhecida a um �lho ou a uma �lha.

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