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Banco de Provas Comentadas 2022 
Estratégia Carreira Jurídica 
 
 
 
 
Banco de Provas Comentadas 2022 
 
425 
3256 
Questão 31. Acerca da estrutura analítica do crime, julgue o item a seguir. 
A teoria da imputação objetiva é estruturada na criação de um perigo não permitido, que se realiza 
no resultado típico, dentro do alcance final de proteção da norma. 
Solução completa. 
Gabarito: CERTO 
A questão exigiu do candidato ou candidata conhecimento acerca da denominada “Teoria da 
Imputação Objetiva”. 
Antes de tratarmos do gabarito da questão, necessário se faz uma pequena conceituação acerca 
da referida Teoria. 
A teoria da imputação objetiva tem atualmente em Roxin e Jakobs seus maiores expoentes e não 
se pretende propriamente imputar um resultado, mas sim delimitar o alcance do tipo objetivo, de 
sorte que, a rigor, é mais uma teoria da não imputação do que uma teoria da imputação. Trata-se 
de uma exigência de uma realização típica, a partir de critérios essencialmente normativos. 
O resultado é imposto objetivamente a uma ação humana quando o autor tenha criado, em relação 
a um bem jurídico protegido, um risco e que esse risco se materializa num tipo. É a criação de um 
risco não permitido e a realização desse risco em um tipo penal. 
Se o risco é produzido dentro do que é socialmente tolerado, não caberá a imputação objetiva do 
tipo. Conceito de risco permitido: para Roxin, risco permitido é a conduta que cria um risco 
juridicamente relevante, mas que está permitida e por isso, à diferença das causas de justificação, 
exclui a imputação do tipo objetivo. 
Conceito chave: risco permitido (socialmente tolerado). Por exemplo: práticas desportivas; risco 
típico do trânsito (desde que respeitadas as regras de trânsito) etc. 
Juarez Tavares: “a teoria da imputação objetiva não é uma teoria para atribuir, mas para restringir 
a incidência da proibição sobre um determinado sujeito”. 
Do que se compreende pela teoria da imputação objetiva, a alternativa está correta ao afirmar 
que a referida teoria é estruturada na criação de um perigo não permitido, que se realiza no 
resultado típico, dentro do alcance final de proteção da norma. Veja que esse é exatamente o 
conceito extraído da doutrina, em especial da concepção propagada pelo autor Claus Roxin. 
Solução rápida. 
Gabarito: CERTO 
Do que se compreende pela teoria da imputação objetiva, a alternativa está correta ao afirmar 
que a referida teoria é estruturada na criação de um perigo não permitido, que se realiza no 
resultado típico, dentro do alcance final de proteção da norma. Veja que esse é exatamente o 
conceito extraído da doutrina, em especial da concepção propagada pelo autor Claus Roxin. 
Questão 32. Acerca da estrutura analítica do crime, julgue o item a seguir. 
 
 
Banco de Provas Comentadas 2022 
Estratégia Carreira Jurídica 
 
 
 
 
Banco de Provas Comentadas 2022 
 
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3256 
O erro de proibição em crime culposo só é admissível nos crimes praticados com culpa consciente, 
pois deriva da valoração equivocada da ação negligente quando o agente, em razão de 
circunstâncias especiais, acredita ser lícita a sua ação descuidada. 
Solução completa. 
Gabarito: CERTO 
Veja-se que na culpa consciente o agente prevê o resultado, mas acredita que por sua habilidade, 
ou até mesmo sorte, ele não irá ocorrer. Diante disso, o erro de proibição que consiste no 
desconhecimento da lei somente poderá ocorrer nesta modalidade culposa. Isso porque na culpa 
inconsciente o agente sequer prevê a possibilidade de praticar um ato ilícito, razão pela qual não 
é possível imaginar que ele desconheça ou interprete equivocadamente a lei. A alternativa está, 
portanto, correta. 
Entretanto, podemos encontrar fragmentos na doutrina que não façam essa distinção e que 
possam levar ao entendimento de que a alternativa estaria correta. Vejamos o exemplo, ensinado 
por Cézar Roberto Bitencourt: 
“Cumpre destacar, finalmente, que o erro de proibição também pode ocorrer nos crimes culposos, 
e não somente nos dolosos, como pode parecer à primeira vista, inclusive quando o erro de 
proibição for evitável. A regulamentação do erro de proibição, constante do art. 21 do nosso 
Código Penal, tem caráter geral, não admitindo qualquer restrição. Nada impede, por exemplo, 
que o agente realize uma conduta perigosa, com infração do dever de cuidado, pensando que a 
conduta está justificada, seja porque supõe a existência de uma causa de justificação que não 
existe, seja porque se equivoque sobre seu conteúdo, seu significado ou seus limites. A 
evitabilidade do erro de proibição tem o condão de reduzir a punibilidade da infração penal, sem, 
contudo, afetar a sua natureza dolosa ou culposa”. (BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de 
Direito Penal: parte geral. 22 ed. São Paulo: Saraiva, 2016, pg. 526) 
 
Solução rápida. 
Gabarito: CERTO 
Veja-se que na culpa consciente o agente prevê o resultado, mas acredita que por sua habilidade, 
ou até mesmo sorte, ele não irá ocorrer. Diante disso, o erro de proibição que consiste no 
desconhecimento da lei somente poderá ocorrer nesta modalidade culposa. Isso porque na culpa 
inconsciente o agente sequer prevê a possibilidade de praticar um ato ilícito, razão pela qual não 
é possível imaginar que ele desconheça ou interprete equivocadamente a lei. A alternativa está, 
portanto, correta. 
Questão 33. Com relação à responsabilidade penal, julgue o próximo item. 
Nos crimes omissivos próprios, a conduta omissiva se esgota em si mesma, independentemente 
do resultado decorrente do não fazer do agente. 
 
 
Banco de Provas Comentadas 2022 
Estratégia Carreira Jurídica 
 
 
 
 
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Solução completa. 
Gabarito: CERTO 
Diversamente do que ocorre nos crimes omissivos impróprios, os crimes omissivos próprios não 
exigem que ocorra algum resultado do não fazer do agente. 
Exemplo disso está previsto no artigo 135 do Código Penal (omissão de socorro): 
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança 
abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente 
perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de 
natureza grave, e triplicada, se resulta a morte. 
Veja que o resultado irá, no máximo, importar em uma pena maior, como ocorre no parágrafo 
único do citado artigo 135 do Código Penal. 
A referida interpretação é encampada pela doutrina majoritária: 
Os crimes omissivos próprios ou puros, enfatizando, consistem numa desobediência a uma norma 
mandamental, norma esta que determina a prática de uma conduta, que não é realizada. Há, 
portanto, a omissão de um dever de agir imposto normativamente, quando possível cumpri-lo, 
sem risco pessoal. Nesses crimes omissivos basta a abstenção, é suficiente a desobediência ao 
dever de agir para que o delito se consume. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão 
será irrelevante para a consumação do crime, podendo representar somente o seu exaurimento, 
pois responderá pelo resultado quem lhe deu causa, que, na hipótese, não foi o omitente; pode 
em alguns casos, quando houver previsão legal, configurar uma majorante ou uma qualificadora.” 
(BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de direito penal: parte geral. 22 ed. São Paulo: Saraiva, 
2016, p. 310) 
Solução rápida. 
Gabarito: CERTO 
Diversamente do que ocorre nos crimes omissivos impróprios, os crimes omissivos próprios não 
exigem que ocorra algum resultado do não fazer do agente. 
Exemplo disso está previsto no artigo 135 do Código Penal (omissão de socorro): 
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança 
abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente 
perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro daautoridade pública: 
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

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