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G EO G RA FI A 339 A intensidade dos abalos sísmicos depende de vários fa- tores, desde os tipos de rochas que compõem a área afetada até a distância entre o hipocentro e o epicentro. O resultado pode ser catastrófico, provocando destruição de cidades e perda de vidas humanas. EY EP RE SS N EW S/ EY EP RE SS /A FP Terremoto de magnitude 6,4 sacudiu o sul de Taiwan em fevereiro de 2016. Apesar do avanço tecnológico, a sociedade não consegue prever com precisão a ocorrência e a intensidade do terremoto. A previsão baseia-se em alguns prognósticos: mapear as áreas de ocorrências, bem como as áreas de falhas e fraturas; medir as variações elétricas do solo e a variação do nível da água em poços. D. Tsunami Em 11 de março de 2011, o litoral oriental japonês (Ilha Honshu) foi abalado por um terremoto de grandes propor- ções, gerando um descomunal tsunami, “onda de porto”. O fa- tor gerador foi uma falha na crosta terrestre, devido ao choque de duas placas tectônicas. Nesse tipo de ocorrência, após o choque, o assoalho marinho é movido, deslocando uma gran- de massa de água, que percorre, em alta velocidade, lugares profundos e longínquos da costa. Em seguida, a massa de água na costa sofre forte recuo. Ao aproximar-se da costa, as ondas são comprimidas pelo fundo marinho, elevando-se vá- rios metros acima de seu nível normal, o que provoca redução da velocidade, mas, em contrapartida, aumenta a altura da onda. Assim, com a chegada à costa, o tsunami submerge as áreas costeiras. Um abalo sísmico faz tremer o assoalho marinho� Tal fato lança à superfície um grande deslocamento de água� 1 2 Forma-se uma vibração que gera propagação a grande velocidade abaixo da superfície� A água é aspergida da margem� 3 Ao chegar à costa, ondas gigantes se formam� 4 11. Diversidade climática Pela análise da dinâmica climática, percebe-se a ocorrência de grande diversidade de climas, representada por tipos de climas e zonas climáticas, com destaque para o fator latitude, pelo qual surge a divisão em áreas macrotérmicas, mesotérmicas e microtérmicas. Essa diversidade impõe uma outra, a vegetal, que depende de vários fatores, como solo, relevo e, sobretudo, clima. Pelo mapa, pode-se constatar como é vasta a diversidade climática no planeta. 701360214 DB EM PV ENEM 91 AN LV 01 TE TEOR UN_MIOLO.indb 339 24/01/2019 09:08 MATERIA L D E U SO E XCLU SIV O SIS TEMA D E E NSIN O D OM B OSCO G EO G RA FI A 340 Equador Trópico de Capricórnio Trópico de Câncer Círculo Polar Antártico Círculo Polar Ártico Golfo do México Grandes Antilhas Mar de Weddel Mar das Antilhas Mar do Norte Mar Báltico Mar Cáspio Mar Negro Mar Mediterrâneo Mar Verm elho Mar da Ch in aMar Arábico Mar do Japão Mar de Bering Groenlândia OCEANO PACÍFICO OCEANO PACÍFICO OCEANO PACÍFICO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ÍNDICO Oceano Glacial Ártico Oceano Glacial Antártico Equatorial Tropical Subtropical Temperado Mediterrâneo Desértico (árido) Semiárido Frio Frio de montanha Polar 0 3 330 km N Clima mundial Disponível em: . Acesso em: 9 mar. 2018. Adaptado. 12. Brasil – divisão política, regionalização e fusos horários O Brasil possui 27 unidades federativas, sendo 26 estados e o Distrito Federal. O arquipélago de Fernando de Noronha é considerado Distrito Estadual de Pernambuco. A. Regiões administrativas – macrorregiões Equador Trópico de Capricórnio DF RS RR PA MT GO MS SP MG AC RO TO MA CE RN PE PB AL SE BA ES SC PR RJ AP AM NORTE NORDESTE SUDESTE SUL PI CENTRO-OESTE OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO Região administrativa O critério da regionalização é principalmente de ordem natural, considerando ainda aspectos socioeconômicos� Esta divisão, que respeita os limites estaduais, corresponde à divisão oficial do território brasileiro (IBGE), e é utilizada para fins estatísticos e didáticos� IBGE, 1998� 0 426 km N B. geoeconômicas ou grandes complexos regionais Equador Trópico de Capricórnio DF AM RS RR PA MT GO MS SP MG AC RO TO PI CE BA SC PR AP NORDESTE MA CENTRO-SUL AMAZÔNIA RN PB PE AL SE ES RJ OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO Região geoeconômica O critério da regionalização é basicamente socioeconômico e não considera os limites estaduais� Cada complexo regional tem características importantes em comum que ultrapassam as divisões político-administrativas dos estados� IBGE, 2002� 0 426 km N C. Quatro brasis Essa divisão regional foi elaborada pelo professor Milton Santos. A região concentrada abrange as regiões Sudeste e Sul. 701360214 DB EM PV ENEM 91 AN LV 01 TE TEOR UN_MIOLO.indb 340 24/01/2019 09:08 MATERIA L D E U SO E XCLU SIV O SIS TEMA D E E NSIN O D OM B OSCO G EO G RA FI A 341 Equador Trópico de Capricórnio DF AM RS RR PA GO MS AC RO TO MA PI CE RN PB PE AL SE ES SC PR RJ AP REGIÃO AMAZÔNICA REGIÃO NORDESTE REGIÃO CONCENTRADA SP MG BA MT REGIÃO CENTRO-OESTE OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO Região (meio técnico-científico-informacional) O critério da regionalização é baseado na difusão diferencial do meio técnico-científico-informacional e nas heranças do passado� Considera a robotização das indústrias; a tecnologia usada no setor agropecuário; a localização dos centros de decisões políticas, de sedes financeiras e de outras instituições que se vinculam ao mercado e à política global; e a existência de instituições voltadas para pesquisas aplicadas aos setores produtivos� Milton Santos, 2001� 0 426 km N D. Fusos horários Em 10 de novembro de 2013, foi restabelecido o quar- to fuso horário para o Acre e a parte ocidental do estado do Amazonas, alterando a lei que havia estabelecido três fusos horários a partir de 24 de abril de 2008. A hora oficial brasileira, que corresponde ao fuso horário de Brasília, apresenta três horas a menos que o fuso do Meri- diano de Greenwich (Londres). O “horário de verão” (horário adiantado em uma hora entre 0h do terceiro domingo de outubro e 0h do terceiro domingo de fe- vereiro, sendo o início passível de alteração) é adotado na região Centro-Sul pela sua localização geográfica distante do Equador, apresentando maior variação na duração dos dias no decorrer do ano, tendo dias mais longos no solstício de verão. As regiões Nordeste e Amazônia (cortada pelo Equador) apresentam pouca variação na duração dos dias no decorrer do ano. A principal fina- lidade do horário de verão é reduzir o risco de um colapso no sis- tema elétrico durante o horário de maior consumo de energia na região Centro-Sul, bem como a economia de energia. 75º 60º 45º 30º 4o fuso horário –5h do GMT 1– fuso horário –2h do GMT Horário oficial de Brasília 2o fuso horário –3h do GMT 3o fuso horário –4h do GMT Fernando de Noronha 0 100 km N Adaptado de: IBGE 13. Domínios morfoclimáticos e faixas de transição Equador Trópico de Capricórnio OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO Amazônico Terras baixas �orestadas equatoriais Cerrados Chapadões tropicais interiores com cerrados e �orestas-galerias Mares de Morros Áreas mamelonares tropicais-atlânticas �orestadas Caatingas Depressões intermontanas e interplanálticas semiáridas Araucárias Planaltos subtropicais com araucárias Pradarias Coxilhas subtropicais com pradarias mistas Revista Orientação, IG-USP, 1965 Faixas de transição 0 595 km N Classificação de Aziz Nacib Ab'Sáber, 1965. Ênfase em critérios climáticos e biogeográficos Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2018. Adaptado. Pela análise do mapa, conclui-se que três domínios morfoclimáticos estão totalmente na Zona Intertropical(- Cerrados, Caatingas e Amazônico), dois encontram-se total- mente na Zona Temperada do Sul (Pradarias e Araucárias) e o domínio dos Mares de Morros estende-se pelaszonas Temperada do Sul e Intertropical. A. Principais características naturais A.1. Domínio Amazônico • Depressões e planaltos, planícies restritas ao longo dos rios; • Clima equatorial (baixa amplitude térmica e chuvas por todo o ano); • Floresta latifoliada equatorial Amazônica (perene, heterogênea, higrófila e densa) – mata de terra firme, mata de várzea e mata de igapó; • Bacias hidrográficas Amazônica e do Tocantins-Araguaia. A.2. Domínio dos Cerrados • Planaltos e chapadas sedimentares formando impor- tante centro divisor de águas; • Clima tropical típico; • Cerrado (tropófito, com savana, árvores de casca gros- sa e galhos e troncos retorcidos, raízes profundas) – matas-galerias – veredas (concentração de buritis); 701360214 DB EM PV ENEM 91 AN LV 01 TE TEOR UN_MIOLO.indb 341 24/01/2019 09:08 MATERIA L D E U SO E XCLU SIV O SIS TEMA D E E NSIN O D OM B OSCO