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INTRODUÇÃO A palavra microscópio tem sua origem nos termos mikrós (do grego, pequeno) e scoppéoo (do grego observar, ver através). Muitos ainda discutem quem teria inventado esse equipamento. Mas para chegar na forma que conhecemos hoje foi preciso um processo longo, que começou com algo simples, as lentes. A principal função de qualquer microscópio é tornar visível ao olho humano o que for muito pequeno para tal. A forma mais antiga e usual é a lupa seguida do microscópio óptico, que ilumina o objeto com luz visível ou luz ultravioleta. O limite máximo de resolução dos microscópios ópticos é estabelecido pelos efeitos de difração devido ao comprimento de onda da radiação incidente. Os microscópios ópticos convencionais ficam, então, limitados a um aumento máximo de 2000 vezes, porque acima deste valor, detalhes menores são imperceptíveis. Para aumentar a resolução pode-se utilizar uma radiação com comprimento de onda menor que a luz visível como fonte de iluminação do objeto. Além disso, a profundidade de campo é inversamente proporcional aos aumentos, sendo necessário, então um polimento perfeito da superfície a ser observada, o que às vezes é incompatível com a observação desejada (KESRENBACHK, 1994). Sobre a história do microscópio, desde 721 a.C há relatos de um cristal, conhecido como lente de Layard, que foi talhado, polido e tinha propriedades de ampliação. O uso de lupas remonta a diversos povos da antiguidade. Os romanos já usavam lentes biconvexas. Nero, segundo relatos, assistia combates de gladiadores com o auxílio de uma esmeralda talhada. O que leva a supor que era conhecida, em alguma medida, a propriedade das lentes para correção da miopia. Porém as lentes passaram a ser realmente conhecidas e utilizadas por volta do ano 1280 na Itália, com a invenção dos óculos. MICROSCÓPIO ÓPTICO O PRIMEIRO MICROSCÓPIO Durante a década de 1590, dois fabricantes de óculos holandeses, Zacharias Jansen e seu pai Hans, começaram a experimentar as lentes. Eles colocaram várias lentes em um tubo e fizeram uma descoberta importante. O objeto perto do final do tubo pareceu ser muito ampliado, maior do que qualquer lupa simples poderia alcançar. A princípio era tratado como um brinquedo pela realeza europeia. Embora as lupas comuns sejam basicamente um microscópio simples, quando falamos da invenção do microscópio, nos referimos ao “microscópio composto”. Os microscópios compostos apresentam duas ou mais lentes, conectadas por um cilindro. A lente superior, a qual a pessoa olha, é chamada de ocular. A lente inferior, próxima ao objeto, é conhecida como lente objetiva. Então hoje, quando dizemos “microscópio”, estamos falando do microscópio composto. As primeiras consequências da descoberta do microscópio para as ciências vieram principalmente do inglês Robert Hooke e do holandês Anton Van Leeuwenhoek. Em 1665, o cientista Hooke escreveu um livro com desenhos detalhados de suas descobertas microscópicas, denominado Micrographia. Suas observações mais significativas foram feitas em pulgas e cortiça. Ele observou as pulgas ao microscópio e conseguiu observar pêlos em seu corpo. Na cortiça viu poros. Hooke foi o primeiro a usar o termo célula ao descrever uma estrutura repleta de alvéolos vazios, semelhantes a favos de uma colmeia. Nomeou cada alvéolo de cell (em inglês), ou “cela”, comparando os poros da cortiça às celas dos monges. Leeuwenhoek produziu suas próprias lentes, com um poder de ampliação muito maior que os microscópios da época. Com seu microscópio, pela primeira vez foi possível enxergar e documentar a presença de seres microscópios. Em 1675, ele foi o primeiro a ver e descrever bactérias, células vermelhas do sangue e a vida em uma gota de água. A qualidade das lentes que Leeuwenhoek produziu, promoviam uma ampliação que variava de 40x a 160x. Um de seus microscópios proporcionava um aumento de 280x. A EVOLUÇÃO DA MICROSCOPIA Ao longo dos anos foram realizadas muitas mudanças e a qualidade dos microscópios aumentaram muito. As melhorias, principalmente nas lentes, resolveram diversos dos problemas óticos. Em meados de 1880, os microscópios ópticos atingiram a resolução de 0,2 micrômetros (equivalente a milionésima parte do metro), limite que https://pt.wikipedia.org/wiki/Zacharias_Janssen https://pt.wikipedia.org/wiki/Zacharias_Janssen https://pt.wikipedia.org/wiki/Anton_van_Leeuwenhoek https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Hooke permanece até hoje. Em 1933, Ernst Ruska inventa o primeiro microscópio eletrônico. Esse equipamento possui um poder de resolução muito maior. Ao contrário do microscópio óptico que usa a luz, o microscópio eletrônico utiliza feixe de elétrons e lentes eletromagnéticas para observar o objeto, atingindo a ampliação de até um milhão de vezes. A importância do equipamento foi tão grande que em 1986, Ruska recebeu o Prêmio Nobel de Física. PARTES DE UM MICROSCÓPIO ÓPTICO O microscópio óptico utiliza a luz e um conjunto de lentes para ampliar o tamanho de amostras analisadas. Dessa forma, possui diversos componentes que possibilitam uma observação eficiente de diversos materiais. Sua composição é dividida em partes mecânicas e ópticas. Segue abaixo uma lista com seus principais componentes: - Lentes objetivas: São capazes de aumentar um objeto em até 100x. - Oculares: Em geral, com um aumento de até 15x, é a lente utilizada diretamente pelo observador. - Diafragma: Regula a quantidade de luz que entra no condensador. - Condensador: Concentra os feixes de luz sobre a amostra. - Fonte de luz: Geralmente, trata-se de uma iluminação de baixa voltagem. - Canhão: Utilizado como suporte para as lentes. - Revólver: Disco que acomoda as objetivas, possibilitando a modificação da lente através da rotação. - Platina: Local onde se apoia a lâmina para observação da amostra. - Macrométrico e micrométrico: Responsáveis por focar a amostra ao movimentar a platina. - Braço: É um suporte para as demais peças do microscópio. - Base: Peça que dá sustentação ao microscópio. AULA EXPERIMENTAL EM LABORATÓRIO - Aumento de 4x10 - Aumento de 10x10 - Aumento de 40x10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS -PIRES, Carlos Eduardo de Moreira, ALMEIDA, Lara de, COELHO, Alexander Brilhante. Microscopia: Contexto Histórico, Técnicas e Procedimentos para Observação de Amostras Biológicas. Érica, 2014. -History of the Microscope. www.history-of-the-microscope.org -Um breve histórico sobre o microscópio. www.biomedicinapadrao.com.br - DEDAVID, Berenice Anina, et all. Microscopia eletronica de varredura: Aplicações e preparação de amostras. Edipucrs, 2007. http://www.biomedicinapadrao.com.br/ http://www.history-of-the-microscope.org/history-of-the-microscope-who-invented-the-microscope.php