Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original
LEGISLAÇÃO EM UTI O paciente crítico possui comprometimento de sistemas fisiológicos, com perda de sua auto regulação, necessitando de assistência contínua. · Assistência médica e de enfermagem 24h · Assistência laboratorial e de imagem 24h CLASSIFICAÇÃO DE UTI: · Neonatal: 0-28 dias; · Pediátrico: 28 dias a 14 anos; · Adulto: a partir de 15 anos; · Especializada. UTI - especializado + equipe qualificada. CTI - agrupamento de 2 ou mais UTIs. Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS): A UTI é considerada uma área crítica devido à vulnerabilidade dos pacientes às IRAS, especialmente devido à realização de procedimentos invasivos. Portanto, para reduzir o risco de infecção para os pacientes, é necessário higienização das mãos, usar paramentação adequada, e garantir a limpeza e desinfecção apropriada dos equipamentos e do ambiente. RDC 50: a RDC 50 dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. [estabelece as diretrizes e critérios mínimos para a organização e funcionamento das UTIs] · 100 leitos no hospital -> 6% dos leitos UTI (6 leitos); · Hospital que atende gestante de alto risco deve dispor de leitos de UTI adulto e neonatal; · 1 quarto de isolamento a cada 10 leitos ou fração -> 22 leitos = 3 quartos de isolamento; · Posto de enfermagem no centro e disponibilidade de monitor central para monitorar todos os leitos. [o quarto de isolamento é utilizado para pacientes que estão infectados com doenças que podem ser transmitidas pelo ar, através de aerossóis, nesse ambiente o ar que entra e sai é filtrado para reduzir o risco de transmissão da doença para outros pacientes e profissionais de saúde] Áreas de apoio: quarto de plantão, copa, sanitário com vestiários, sanitário para pacientes e visitantes, depósitos de equipamentos e materiais, secretaria, rouparia, depósito de material de limpeza, sala de espera. DISTÂNCIA NOS LEITOS · Box: no mínimo 3 metros de largura, 1 metro em cada lateral e mais 1 metro para a cama; · Entre leitos: no mínimo 2 metros com separação móvel entre eles; · Entre leitos e paredes: no mínimo 1 metro; · Pé da cama: 1,2 metros. LAVATÓRIOS · 1 lavatório a cada 5 leitos -> não estimula os profissionais a aderirem a higienização das mãos · Torneiras que dispensem o uso das mãos; · Provisão de sabão líquido degermante; · Provisão de antisséptico (clorexidina degermante) -> utilizada em procedimentos invasivos; · Recursos para secagem das mãos. ILUMINAÇÃO · Iluminação geral em posição que não incomode o paciente deitado; · Iluminação de cabeceira de leito de parede (arandela); · Iluminação de exame no leito com lâmpada fluorescente no teto e/ou arandela; · Iluminação de vigília nas paredes (a 50 cm do piso) inclusive banheiros. INSTALAÇÕES · No mínimo 8 tomadas para equipamento por leito · 2 saídas de O2 · 2 saídas de ar comprimido medicinal -> ar ambiente sobre pressão -> paciente portador de DPOC · 1 saída de vácuo clínico RDC 07: dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Recursos Humanos: · 1 responsável técnico médico com título de especialista em medicina intensiva; · 1 médico diarista para cada 10 leitos ou fração, nos turnos matutino e vespertino, com título de especialista em medicina intensiva; · No mínimo 1 médico plantonista para cada 10 leitos ou fração, em cada turno; · 1 enfermeiro coordenador especialista em terapia intensiva; · No mínimo 1 enfermeiro assistencial para cada 8 leitos ou fração, em cada turno; · No mínimo 1 técnico de enfermagem para cada 2 leitos, em cada turno; · 1 técnico de enfermagem por UTI para serviços de apoio assistencial, em cada turno; · 1 fisioterapeuta coordenador especialista em terapia intensiva; · No mínimo 1 fisioterapeuta para cada 10 leitos ou fração, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 18h diárias de atuação; · No mínimo 1 auxiliar administrativo exclusivo da unidade; · Funcionários exclusivos para serviço de limpeza da unidade, em cada turno. [todos os profissionais da UTI devem estar imunizados contra tétano, difteria, hepatite B e outros imunobiológicos, de acordo com a NR 32] [a equipe da UTI deve participar de um programa de educação continuada, e ao serem admitidos os profissionais devem receber capacitação para atuar na unidade] Recursos materiais: · 1 AMBU por leito, com reserva de 1 para cada 2 leitos; · 4 bombas de infusão por leito, com reserva de 1 para cada 3 leitos; · 1 carrinho de emergência para cada 5 leitos ou fração; · 1 desfibrilador para cada 5 leitos; RDC 26: altera a Resolução RDC nº. 07, de 24 de fevereiro de 2010, que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. · No mínimo 1 enfermeiro assistencial para cada 10 leitos ou fração, em cada turno · No mínimo 1 técnico de enfermagem para cada 2 leitos, em cada turno Obs.: Se o paciente estiver acordado deve-se diminuir a quantidade de sedativo conforme o tempo (DESMAME). O sedativo enfraquece a musculatura do diafragma, fazendo com que o paciente necessite de ventilador para manter a musculatura ativa. ANATOMIA E FISIOLOGIA CARDÍACA Localização: o coração se encontra entre os pulmões (mediastino) repousando sobre o diafragma com o ápice no 4º ou 5º espaço intercostal na linha hemiclavicular esquerda. CAMADAS · Pericárdio: · Fibroso - repousa sobre o diafragma · Seroso - membrana fina com duas camadas (parietal e visceral) · Epicárdio: camada de células mesoteliais que forma a camada cardíaca do pericárdio seroso, envolve completamente a superfície do coração · Miocárdio: responsável pela função de bombeamento · Células miocárdicas contráteis - geram a força contrátil do coração · Células nodais - especializadas na função do marcapasso · Células de Purkinje - especializadas na condução rápida de impulsos elétricos · Endocárdio: membrana que reveste internamente as cavidades do coração SISTEMA DE CONDUÇÃO As células cardíacas especializadas geram e coordenam a transmissão de impulsos elétricos para as células miocárdicas. AUTOMATICIDADE - início EXCITABILIDADE - resposta CONDUTIVIDADE - transmissão [despolarização = contração / repolarização = relaxamento] CICLO CARDÍACO · Contração ventricular isovolumétrica: em resposta à despolarização ventricular, a tensão nos ventrículos aumenta. A elevação da pressão no interior dos ventrículos causa o fechamento das válvulas tricúspide e mitral. As válvulas pulmonar e aórtica permanecem fechadas durante toda essa fase. · Ejeção ventricular: quando a pressão ventricular excede a pressão arterial aórtica e pulmonar, essas válvulas se abrem e o ventrículo ejeta sangue. · Relaxamento isovolumétrico: quando a pressão ventricular cai a um nível abaixo da pressão na aorta e na artéria pulmonar, as válvulas aórtica e pulmonar se fecham. Todas as válvulas estão fechadas durante essa fase. A diástole atrial ocorre à medida que o sangue enche os átrios. · Enchimento ventricular: a pressão atrial excede a pressão ventricular e causa abertura das válvulas atrioventriculares. O sangue flui passivamente para o interior dos ventrículos. Cerca de 70% do enchimento ventricular ocorre durante esta fase. · Sístole atrial: A contração atrial se dá num momento em que os ventrículos estão relaxados, e contribui para o enchimento ventricular. DÉBITO CARDÍACO O volume de sangue, em litros, ejetado a cada minuto durante a contração ventricular. DC = FC x VS [4 a 8 L/min., em média 285 L /h] FC = 60 - 100 bpm VS = 60 - 130 mL/bat -> volume de sangue ejetado durante a sístole ventricular DESEMPENHO CARDÍACO · FC; · Pré-carga: grau de estiramento da fibra miocárdica ao final da diástole -> + volume + estiramento (VOLUME); · Pós-carga: força que o ventrículo precisa vencer para promover a ejeção do sangue do coração -> resistência da artéria (VASOS); · Contratilidade: força de contração -> inotropismo (BOMBA). FC: · Equilíbrio entre o sistema simpático e parassimpático; · Liberação de catecolaminas (suprarrenal) · Barorreceptores. PRÉ-CARGA: · Hipervolemia: excesso de volume -> problemas renais · Hipovolemia: perda de volume -> hemorragia, aumento da FC PÓS-CARGA: · Vasoconstrição: PA elevada, estenose · Vasodilatação: sepse (vasodilatação sistêmica) CONTRATILIDADE: · Aumentada pelas catecolaminas, atividade simpática; · Diminuída por hipoxemia, B-bloqueadores Obs.: Durante a sístole, a tensão na parede miocárdica é alta, ela comprime artérias coronárias e evita perfusão. Assim, o coração tem propriedade única de receber a maior parte do fluxo sanguíneo durante a diástole. Frequências cardíacas rápidas diminuem o tempo gasto na diástole e podem prejudicar a perfusão coronariana. CIRCULAÇÃO COLATERAL É uma rede de artérias que geralmente se conectam por anastomoses e fornecem vias alternativas ao fluxo sanguíneo e distribui sangue aos capilares que alimentam diretamente o músculo cardíaco. Em alguns casos a circulação colateral pode continuar a suprir o coração mesmo com obstrução de uma coronária. MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA [MANTER O APORTE ADEQUADO DE O2 AOS TECIDOS] · Observação constante dos sinais vitais e dos parâmetros hemodinâmicos e de perfusão tecidual; · Prevenção da hipóxia tissular e a disfunção orgânica. Paciente estável hemodinamicamente - parâmetros vitais normais, sem o uso de drogas vasoativas Paciente compensado hemodinamicamente - parâmetros vitais normais, com o uso de drogas vasoativas Paciente instável hemodinamicamente - parâmetros vitais alterados, dependente de drogas vasoativas em doses altas PAM = PAS + (2.PAD)/3 PAM = 70 - 100 mmHg (estável hemodinamicamente) MONITORIZAÇÃO · FC; · ECG contínuo; · FR; · SPO2; · Temperatura; · PAM não invasiva ou PAM invasiva; · PVC - pressão venosa central; · Diurese -> coletor. FREQUÊNCIA CARDÍACA Olhar o ECG para ver se há arritmias, pois alteram o DC, se o ritmo não for sinusal deve-se realizar um eletrocardiograma. · B-bloqueador diminui a FC · Febre, dor e ansiedade aumentam a FC CUIDADO DE ENFERMAGEM: · Avaliar se o eletrodo está descolando; · Avaliar se o eletrodo está posicionado corretamente; · Realizar tricotomia caso o paciente apresente excesso de pelos. 3 cabos de ECG -> D1, D2 e D3 5 cabos de ECG -> D1, D2 e D3, aVR, aVL e aVF, V1, V2, V3, V4, V5 e V6. FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA Pacientes que não estão entubados - avaliar o cabo, contar a FC se necessário. · Paciente taquipneico: elevar a cabeceira, realizar ausculta pulmonar, avaliar saturação, caso estiver baixa -> ofertar O2; · Paciente bradipneico: medicações deprimem o sistema respiratório, estupor, coma, chamar o paciente, retenção de CO2. SATURAÇÃO Percentual de hemoglobina que se encontra saturada pelo O2. · Fazer rodízio do oxímetro a cada 2h para evitar lesão por pressão; Parâmetros de saturação: · > 95% - normal; · Menor ou igual a 94% - paciente séptico ou anêmico; · PaO2 - 80 a 100 - normal. [Realizar gasometria e ofertar O2 se o valor de saturação estiver alterado] CUIDADO DE ENFERMAGEM: · Verificar posicionamento do oxímetro; · Verificar se a pele do paciente está fria -> aquecer com algodão e atadura; · Verificar se o paciente está com esmalte. Esforço respiratório: aumento da FR, uso de musculatura acessória e cianose. Insuficiência respiratória: · Elevar a cabeceira do paciente; · Ofertar O2 -> o enfermeiro pode ofertar até 3 litros de O2; · Realizar ausculta pulmonar; · Coletar gasometria; · Preparar a equipe para nebulização. Paciente intubado: diminuição da saturação. · Verificar se há secreção no tubo -> aspirar secreção; · Intolerância à mobilização -> ocorre quando você muda o paciente de decúbito, esperar de 5 a 10 minutos se não mudou a saturação, mudar de decúbito; · Se não resolver, ofertar mais O2 -> atentar-se para grandes concentrações de O2, aumentar de 5 em 5 e observar se há mudanças. TEMPERATURA Termômetro digital - leitura periférica; Termômetro esofagiano - leitura central (paciente muito grave inconsciente). Valores de referência: · 36-37° - normal · 37.1-37.5° - febrícula ou febre leve · 37.6-38.5° - febre moderada -> administrar antitérmico com 37.8° · 38.6-40° - febre alta · > 40° - hiperpirexia CUIDADO DE ENFERMAGEM: · Hipotermia: colocar mais cobertor ou manta térmica; · Febre leve: tirar cobertor, manter a temperatura ambiente entre 19 e 20 graus, banho levemente mais frio, compressa fria; · Febre: realizar coleta de sangue, sugestivo de infecção. DIURESE Cateter vesical registrando a cada 1 hora -> pacientes compensados ou instáveis. Valor de referência: · 0,5 mL a 1 mL/Kg/h CUIDADO DE ENFERMAGEM: · Cateter obstruído: palpação da região supra púbica - globo vesical palpável -> trocar o cateter e aumentar o calibre 2 em 2, realizar EAS; · Hipovolemia: diminuição do débito urinário, taquicardia e hipotensão; · Marcadores de função renal - drogas nefrotóxicas -> insuficiência renal aguda. PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC) Avaliação da volemia e da função cardíaca de pacientes graves, reflete a pressão do sangue no átrio direito. · Valores extremos de PVC, isto é, muito baixos ou muito elevados, correspondem a hipovolemia e hipervolemia, respectivamente; · A ausência de aumentos na PVC de até 3 mmHg, após prova de volume padronizada, quase sempre é garantia de bom desempenho cardíaco e de espaço para reposição volêmica; · A variação de 2 a 3 mmHg durante a inspiração sugere que este grupo de pacientes têm maior probabilidade de aumentar o índice cardíaco em resposta à infusão de líquidos. Indicações: · Choques de qualquer etiologia; · Desconforto respiratório grave; · Insuficiência renal aguda; · Sepse grave; · Paciente com alto risco cirúrgico e submetido à cirurgia de grande porte. Contraindicações: · Pacientes com síndromes obstrutivas da veia cava superior; · Trombose venosa profunda de membros superiores; · Infecção; · Queimadura nos locais de acesso. Complicações: · Infecção; · Arritmia atrial ou ventricular; · Laceração de vaso; · Perfuração de VD; · Tromboflebite; · Formação de hematoma; · Pneumotórax. Cateter venoso central (CVC) - monitorização eletrônica contínua, utilizando-se transdutores de pressão. CUIDADO DE ENFERMAGEM: · Manter o paciente em decúbito dorsal; · Certificar-se do correto posicionamento do transdutor; · Identificar o zero hidrostático; · Verificar o comprimento do circuito (até 110 cm); · Verificar o preenchimento completo do cateter com líquido (remover bolhas e coágulos); · Realizar o teste de lavagem; · Zerar o sistema em relação à pressão atmosférica; · Verificar o posicionamento da ponta do cateter venoso central; · Identificar ondas de PVC. [TODOS OS PACIENTES DEVEM SER RADIOGRAFADOS APÓS O PROCEDIMENTO] VIAS PREFERENCIAIS: · Jugular interna; · Subclávia; · Femoral; · PICC. EIXO FLEBOSTÁTICO - 4° espaço intercostal, à altura da linha axilar média (altura do AD). [O CVC DEVE SER RETIRADO O MAIS PRECOCEMENTE POSSÍVEL, DESDE QUE O PACIENTE NÃO NECESSITE MAIS DE AVALIAÇÃO DA PVC OU ADMINISTRAÇÃO DE DROGAS POR VIA CENTRAL, PUNCIONAR OUTRO SÍTIO EM CASO DE SINAIS FLOGÍSTICOS OU DEFEITO NO CATÉTER] PA NÃO INVASIVA Programar de acordo com a necessidade do paciente PA INVASIVA A PA invasiva é utilizada quando há instabilidade hemodinâmica, pois o objetivo é manter a PAM em nível suficiente para garantir adequada perfusão tecidual. Indicações: · Emergência hipertensiva - risco ou lesão em órgãos alvo; · Estados de choque; · Uso de drogas vasoativas e inotrópicas; · Grandes cirurgias (cardíaca e neurológica); · Obtenção de amostras frequentes de sangue arterial -> gasometria e distúrbio ácido básico. [hipotensão = hipoperfusão] CONTRAINDICAÇÕES (relativas à punção arterial): · Queimaduras nos locais de punção; · Áreas infectadas; · Doença vascular periférica; · Doenças hemorrágicas; · Uso de anticoagulantes e trombolíticos. ARTÉRIAS UTILIZADAS: · Radial - menor risco de gerar hematoma e hemorragia, menor calibre; · Femoral - utilizada quando o paciente está fazendo uso de vasopressor, o que impossibilita o uso da artéria radial; maior calibre, não altera ou altera pouco o fluxo sanguíneo, próximo à genitália, úmido, incontinência fecal -> maior risco de infecção; · Braquial; · Axilar - avaliação rigorosa em busca de insuficiência vascular (palidez, pele fria, dor e parestesia no local de punção); · Pediosa - alteração da PA por estar distante do coração. [TESTE DE ALLEN - certifica de que o fluxo da artéria ulnar supre o fluxo da artéria radial] Materiais utilizados: · Agulha; · Cateter; · Fio guia; · Seringa; · Transdutor de pressão. Antissepsia da pele do paciente -> clorexidina degermante e alcoólica; Anestesia local antes da punção. Bolsa pressórica: evitar que o sangue retorne, trocar o soro a cada 24h mesmo que não acabe, a cada 6h verificar se o manômetro se manteve a 300 mmHg (libera de 3 a 5 mL de soro por hora, mantendo o cateter pérvio e evitando obstrução). O valor é real: preencher o equipo para tirar toda bolha (técnica asséptica), o circuito até o sensor não pode ter mais de 110 cm, sensor no nível flebostático, zeragem do sistema a cada 6h - anular a pressão hidrostática e atmosférica, lendo só a PA do paciente. Refluxo sanguíneo: trocar o cateter obstruído, insuficiência vascular e infecção local. A cada 4 dias trocar o transdutor. Complicações: · Embolização arterial e sistêmica; · Insuficiência vascular; · Necrose; · Isquemia; · Infecções; · Hemorragias; · Injeção acidental de drogas por via intra-arterial; · Trombose e espasmos arteriais; · Hematoma e dor locais; · Fístula arteriovenosa. CUIDADO DE ENFERMAGEM: · Realizar a manobra de Allen; · Certificar-se do correto posicionamento do transdutor; · Identificar o zero hidrostático; · Verificar o comprimento do circuito (até 110 cm); · Verificar o preenchimento completo do cateter com líquido (remover bolhas e coágulos); · Realizar o teste de lavagem; · Zerar o sistema a cada 6h em relação à pressão atmosférica; · Manter cuidados com o local de inserção do cateter, avaliando sinais flogísticos, sangramentos, perfusão periférica e presença de obstrução do cateter; [O CATETER DE PAM DEVE SER RETIRADO O MAIS PRECOCEMENTE POSSÍVEL, DESDE QUE O PACIENTE NÃO MAIS NECESSITE DA PUNÇÃO ARTERIAL] [O CATETER DE ARTÉRIA PULMONAR SWAN-GANZ, PERMITE A MONITORIZAÇÃO DE PRESSÕES NA CIRCULAÇÃO PULMONAR, DO FLUXO SANGUÍNEO E DA SATURAÇÃO VENOSA MISTA] ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA [MANTER O APORTE ADEQUADO DE O2] · Oxigenação - quantidade de O2 circulante no sangue; · Ventilação - troca de gases entre o ar atmosférico e o sangue; · Perfusão - volume sanguíneo que chega aos alvéolos pulmonares; · Difusão - movimento passivo dos gases (hematose). As vias aéreas superiores são responsáveis por filtrar, aquecer e umidificar o ar que chega. O bulbo é responsável por coordenar várias funções autônomas, incluindo a respiração, e contém os centros respiratórios que controlam o ritmo e a profundidade da respiração. CONDIÇÕES QUE ALTERAM A FR: · Trauma; · AVE hemorrágico; · Tumor cerebral; · Medicamentos -> sedativos. INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA A Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA) é uma condição em que o sistema respiratório não consegue manter adequadamente a troca gasosa, resultando em hipoxemia e/ou hipercapnia. TIPO I: presença de shunt, espaço morto, hipoventilação e alteração da difusão dos gases na membrana alveolocapilar. · Hipoxêmica; · Incorreto fornecimento de O2 aos tecidos; · Déficit de oxigenação; · PaO2 45 mmHg. Ex.: DPOC, asma grave, obstrução de vias aéreas, doenças neuromusculares e intoxicação barbitúrica. [O ALVÉOLO DEVE SER VENTILADO E PERFUNDIDO - RELAÇÃO V/Q] O espaço morto pulmonar é caracterizado por alvéolos ventilados, mas não perfundidos, já a situação oposta é chamada de shunt, ou seja, quando há alvéolos não ventilados, mas perfundidos adequadamente. MANIFESTAÇÃO CLÍNICA DA IRpA · Aumento da FR e alteração nos padrões respiratórios (aumento da amplitude); · Dispneia com aumento do trabalho respiratório (uso de musculatura acessória, retração intercostal e batimento de asa de nariz); · Cianose; · Diminuição da SPo2; · Alterações do SNC: · Hipoxemia: ansiedade, agitação, inquietude e confusão; · Hipercapnia: rebaixamento do nível de consciência. · Alterações cardiocirculatórias: taquicardia, hipertensão ou hipotensão, dor torácica e arritmias. [Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - ofertar no máximo 1 ou 2 litros e avaliar frequentemente a gasometria, visto que o paciente portador de DPOC retém CO2. Ex.:Enfisema Pulmonar, Bronquite Crônica, Asma e Bronquiectasias] CUIDADOS DE ENFERMAGEM: · Elevar a cabeceira do paciente - auxilia na expansibilidade pulmonar; · Realizar ausculta pulmonar - sibilos = broncoespasmo · Ofertar O2, caso a saturação esteja pneumonia. Observação: Após a estabilização do quadro respiratório, o enfermeiro deve preocupar-se com a manutenção do suporte nutricional, considerando que o paciente apresenta intenso gasto energético decorrente da condição de gravidade. A inadequada nutrição pode levar ao catabolismo proteico e prejuízo da performance dos músculos respiratórios. Além disso, a deficiência de eletrólitos, principalmente fosfato, está associada a fadiga diafragmática e dificuldade para o desmame ventilatório. RELAÇÃO PaO2/FiO2 O cálculo da relação PaO2/FiO2 é utilizado para determinar o índice de oxigenação do paciente, também chamado de índice de capacidade pulmonar de oxigenação. Pressão Parcial de Oxigênio (PaO2): indica o percentual de oxigênio que está livre no sangue, o que reflete a hematose: a troca de oxigênio alvéolo-capilar. · Valor de referência: 80 a 100 mmHg Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2): proporção de oxigênio contida no ar inspirado. · Ar ambiente = 21% · Oxigênio ofertado pelo ventilador = varia de 21% a 100% Índice para caracterizar a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) · > 300 - normal · 200 - 300 - lesão pulmonar leve · 100 - 200 - lesão pulmonar moderada · (AMBU); · Verificar se o fixador está abaixo do pavilhão auricular; · Manter a pressão do balonete (cuff) entre 18 a 22 mmHg ou 25 a 30 cmH2O - visando evitar vazamentos de ar sem compressão excessiva da mucosa traqueal; · Verificar a pressão do balonete no mínimo 4 vezes/dia e antes de realizar a higiene bucal; · Manter o tubo traqueal fixado e centralizado para evitar que ocorra lesões na cavidade oral e a extubação acidental; · Manter a cabeceira elevada de 30° - 45°, permite a expansão torácica, e evita a broncoaspiração gerada por refluxo gastroesofágico ou secreções depositadas no cuff; · Troca do circuito ventilatório, apenas se sujo ou danificado; · Trocar os dispositivos trocadores de umidade e calor de 7/7 dias, ou em caso de sujidade, condensação ou dano; · Manter umidificação e aquecimento das vias aéreas inferiores durante a ventilação mecânica. Umidificador passivo (HME) - trocar a cada 48h ou mais, desde que ele não esteja sujo ou úmido -> umidifica, aquece e filtra. Umidificador ativo (UA) - o paciente que apresenta secreção espessa precisa de umidificação extra -> umidifica e aquece, não filtra. [o umidificador ativo cria meio de cultura pois a água condensa] [A hiperinsuflação do cuff excede a pressão de perfusão traqueal, acarretando em isquemia local] CUIDADO DURANTE O BANHO NO LEITO E MUDANÇA DE DECÚBITO · Não retirar a monitorização do paciente; · Não dar banho em pacientes instáveis hemodinamicamente; · Manter a cabeceira do paciente elevada de 30° a 45°; · Utilizar a posição tipo “cadeira de praia” de 2 a 4 vezes/dia - permite a mobilidade precoce de pacientes de UTI e melhora da função pulmonar; · Realizar a mudança de decúbito a cada 2h, utilizando um lençol móvel e envolvendo no mínimo dois profissionais de enfermagem; · Esperar de 5 a 10 minutos para estabilizar -> intolerância ao decúbito. CUIDADOS NA HIGIENE BUCAL · Verificar a pressão do balonete antes de realizar a higiene bucal; · Realizar a higiene bucal com escovação a cada 12 horas com solução aquosa de clorexidina à 0,12%; · Se houver apenas 1 sonda para aspirar, aspirar primeiro o tubo e depois a cavidade oral; [aspirar o tubo endotraqueal é um procedimento estéril] ASPIRAÇÃO FECHADA - não desconecta o paciente do ventilador. · Trach care -> não precisa de luva estéril; · Troca de 3 a 4 dias; Indicações: · Necessidade de oxigênio maior que 50; · Altas pressões ventilatórias; · Doença infecciosa transmissível; · Paciente muito secretivo. ASPIRAÇÃO ABERTA - desconecta o paciente do ventilador (desconecta por 30 segundos, coloca de novo e espera 1 minuto, avaliar parâmetros de saturação, desconecta por 30 segundos…) · EPI, luva estéril, sonda estéril; · Aspirar apenas se houver necessidade: · Secreção visível no tubo; · Presença de roncos na ausculta; · Olhar ventilador mecânico - pressão e fluxo serrilhado no monitor. Indicação: · Paciente com secreção muito espessa. INTUBAÇÃO · Lesão na traqueia; · Lesão nas cordas vocais; · Lesão na cavidade oral - mucosas, língua; · Extubação acidental - higiene oral, transporte do paciente, agitação, sobrecarga da equipe de enfermagem; · Infecção pulmonar - pneumonia hospitalar, pneumonia associada à ventilação mecânica (48h após a intubação). [14 dias de intubação sem previsão de extubação -> recomenda-se traqueostomia] PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA · Febre - investigar causas: infecção urinária? Infecção pulmonar? Infecção no sítio de punção? Infecção de corrente sanguínea?; · Leucocitose; · Rebaixamento do nível de consciência; · Radiografia - infiltrado; · Secreção purulenta ao aspirar o paciente. BUNDLE - conjunto de medidas para prevenir a PAVM · Manter a cabeceira elevada entre 30° a 45° - evita a broncoaspiração gerada por refluxo gastroesofágico ou secreções depositadas no cuff; · Realizar aspiração de secreções subglóticas - previne que as secreções depositadas em cima do cuff migrem para o pulmão; · Despertar diário - reduz o tempo em ventilação mecânica e consequentemente o risco de desenvolver PAVM; · Tubo traqueal revestido com prata - a prata é bactericida, portanto inibe o crescimento de microrganismos; · Trocar o umidificador a cada 7 dias / trocar o trocador de calor a cada 48h; · Troca do circuito ventilatório, se sujo ou danificado; · Higiene oral 12/12h com clorexidina 0,12% - diminui a taxa microbiana da via oral, diminuindo a taxa microbiana da secreção que se deposita no cuff; · Medir pressão de cuff 4x/dia - veda o ar e impede que a secreção depositada desça para os pulmões -> refluxo esofágico ou secreções da boca. [a ventilação mecânica enfraquece a musculatura diafragmática] CRITÉRIOS PARA DESMAME DO PACIENTE · Causa de intubação superada; · Paciente capaz de fazer os movimentos respiratórios (driver respiratório); · Teste de respiração espontânea - PSV (5-7); · Paciente possui tosse eficaz, se não tem força para tossir e é muito secretivo permanecer entubado; · Glasgow > 8. PCV - pressão controlada PSV - pressão de suporte de 5-7 cmH2O durante 30-120 minutos. TER - testar se o paciente vai tolerar a extubação (teste de respiração espontânea) Teste de desinsuflação do balonete - edema de laringe ou glote, o ar tem que sair da boca do paciente, se não sair adiar por 24h para extubar, administrar corticoide. Teste de Respiração Espontânea (TER) - Sucesso de desmame: paciente tem sucesso no TRE, ainda conectado ao ventilador. Sucesso de extubação: extubação após passar no TER e não é reintubado nas próximas 48h. Sinais de intolerância ao teste: · FR > 35 irpm; · SPO2 140 bpm; · PAS > 180 mmHg; · Sinais e sintomas de agitação, sudorese, alteração do nível de consciência; [GLASGOW 8 cmH2O - risco de barotrauma. DESVANTAGENS: ✔ Redução do retorno venoso e do débito cardíaco em situações de hipovolemia; ✔ Situações de hiperinsuflação; ✔ Hipertensão intracraniana; ✔ Instabilidade hemodinâmica. CUIDADOS DE ENFERMAGEM: PEEP > 8, a desconexão do circuito ventilatório pode causar risco de atelectasia. · Utilizar trach care para evitar a desconexão do circuito ventilatório; · Atentar-se para banho, mudança de decúbito e transporte do paciente; · Pacientes instáveis hemodinamicamente não pode deixar PEEP alta - pacientes neurocríticos e hipovolêmicos; FIO2 + PEEP = MELHORA A OXIGENAÇÃO Frequência Respiratória (FR): · Parâmetro: · Fisiológico: 12 - 20 irpm; · Colocar entre 12 - 16 irpm, depois ajustar baseado na gasometria; · PaCO2: · Valor de referência: 35 - 45 mmHg; · Se PaCO2 45 mmHg - aumentar FR, indica hipercapnia; · Se o paciente tiver FR maior do que a programada, significa que o paciente está disparando. FR alvo = FR atual X ( PCO2 atual / PCO2 alvo) Driver respiratório - quando o paciente começa a disparar a máquina (melhora do quadro neurológico), deve-se diminuir a sedação. Relação I:E: razão entre o tempo gasto na inspiração versus o tempo gasto na expiração. · Geralmente ocorre 1:2 ou 1:3; · Hipercapnia: ajustar a duração da expiração - 1:4. FR + RELAÇÃO I:E = DIMINUI A PACO2 Tempo inspiratório: · Parâmetro: 0,8 a 1 s. Sensibilidade: nível de sensibilidade da máquina em detectar o disparo do paciente. · Pressão: 0,5 - 2 cmH2O; · Fluxo: 1 - 2 L/min. Observação: se não quiser que o paciente dispare, deve-se aumentar a sedação, bloqueio neuromuscular e analgésico. Índice Bispectral (BIS): parâmetro que realiza a monitorização cerebral e faz uma avaliação direta dos efeitos de uma anestesia no paciente, indicando seu nível de consciência. A leitura é feita analisando as atividades cerebrais no córtex frontal, por um sinal de EEG. · 40 - 60 - anestesia adequada, baixa resposta à estímulos; MODOS VENTILATÓRIOS Se programar a pressão o volume é variável, se programar o volume a pressão é variável. Pressão de pico = pressão + PEEP · Quanto maior for a pressão de pico, maior o risco de barotrauma; · A pressão é a força capaz de provocar o deslocamento do ar (fluxo). Ciclo controlado - a partir da frequência respiratória ajustada (fator tempo) todas as fases, disparo, controle do fluxo e ciclagem, são determinadas pelo ventilador; Ciclo assistido - a partir da sensibilidade ajustada, que reconhece o esforço do paciente (pressão ou fluxo). Quando o ventilador detecta uma queda de pressão no circuito ou a geração de um fluxo no ramo inspiratório, em valores acima dos estipulados pela sensibilidade, ocorre um novo disparo. O paciente apenas dispara o ventilador, mas o controle do fluxo e a ciclagem são dados pelo aparelho; Ciclo espontâneo - Ventilação com Suporte Pressórico (PSV), utilizado no desmame .O paciente é responsável pelo disparo do ventilador e influencia diretamente no fluxo recebido e na ciclagem. ECMO: oxigenação por membrana extracorpórea. VENTILAÇÃO COM VOLUME CONTROLADO (VCV): fluxo inspiratório. · Volume corrente - quantidade de ar oferecida durante cada ciclo; · 6 ml/kg, onde o kg é o ideal predito, o que o pulmão suporta baseado na altura, e não no peso do paciente. · Peso Ideal Predito (PIP): · Homens: PIP = 50 + 0,91 × (altura em cm − 152,4) · Mulheres: PIP = 45,5 + 0,91 × (altura em cm − 152,4) · Pressão de pico: 2 mg/dL (RENAL); · Relação PaO2/FiO2 90% (RESPIRATÓRIA); · Contagem de plaquetas 2X o valor de referência) (HEPÁTICA). EXAMES LABORATORIAIS (KIT SEPSE) · Gasometria; · Dosagem de bilirrubina; · Dosagem de Lactato; · Creatinina; · Hemograma completo - contagem de plaquetas · Coagulograma; · EAS. INFECÇÃO SEM DISFUNÇÃO ORGÂNICA · Infecção comunitária; · Não possui sinal de gravidade ou disfunção; · Febre e leucocitose. SEPSE: disfunção de órgãos com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. · Vasodilatação -> hipotensão -> má perfusão. SEPSE -> CHOQUE SÉPTICO CHOQUE SÉPTICO: presença de hipotensão não responsiva à utilização de fluídos, independente dos valores de lactato. · Alterações circulatórias, celulares e metabólicas profundas; · Necessidade de drogas vasopressoras para manutenção da PAM ≥ 65 mmHg e lactato sérico ≥ 2,0 mmol/L (> 18 mg/dL), na ausência de hipovolemia. Observação: o lactato só estará alterado se a célula sofrer privação de oxigênio - sofrimento celular. CONSENSO INTERNACIONAL DE SEPSE -> ESCALA DE SOFA (SEQUENTIAL ORGAN FAILURE ASSESSMENT) · Pontuações ≥ 2 estão associadas com mortalidade acima de 10% em pacientes internados; · Pacientes com suspeita de sepse, pontuação ≥ 2 pelo escore qSOFA (Quick SOFA), que é composto por: frequência respiratória ≥ 22/min, alteração do nível de consciência e Pressão Arterial Sistólica ≤ 100 mmHg. BUNDLE DE SEPSE - PACOTE DE 1H 1. Coleta de exames para pesquisa de disfunção orgânica: gasometria e lactato arterial, hemograma completo (plaquetas), creatinina, bilirrubina e coagulograma; 2. Coleta de lactato arterial que deve ser imediatamente encaminhado ao laboratório, resultado em 30 minutos; 3. Coleta de duas hemoculturas de sítios distintos e culturas de todos os outros sítios pertinentes (aspirado traqueal, líquor, urocultura) antes da administração do antimicrobiano - coleta estéril, utilizar clorexidina alcoólica; 4. Prescrição e administração de antimicrobiano de amplo espectro por via IV - dose de ataque, começar na 1ª hora; 5. Princípios de farmacocinética e farmacodinâmica - dose máxima do antimicrobiano, terapia combinada, restringir o espectro antimicrobiano quando o patógeno for identificado; 6. Ressuscitação volêmica com infusão imediata de Ringer Lactato 30 mL/kg em: hipotensão (PAM receber transfusão; · PAI -> pacientes com choque séptico, enquanto estiverem em uso de vasopressor. CORTICÓIDES · Somente para pacientes com choque séptico; · Somente em respostas diminuídas as ações de volemia e vasopressores (pressão sistólica inferior a 95 mmHg); · 200mg/dia. VENTILAÇÃO MECÂNICA · Volume corrente - 6 mL/kg em pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) induzida por sepse; · Pressões de platô ≤ 30 cm H2O; · Pressão expiratória final positiva (PEEP) deve ser aplicada para evitar o colapso alveolar na expiração final; · O posicionamento de bruços deve ser usado em pacientes com SDRA induzida por sepse com uma proporção Pao2/FIO2 ≤ 100 mmHg em instalações com experiência em tais práticas. BICARBONATO E GLICEMIA · Administração de bicarbonato para pH