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Massas quebradiças e aeradas Prof.: Bárbara Araújo Neves Massas de torta ➔ Ingredientes gerais essenciais ➔ Farinhas - Farinha de trigo, farinha de oleaginosas, farinha de aveia … ➔ Leite ou água - Podendo variar entre leite de vaca e leite vegetal ➔ Gordura - Manteiga, margarina, gordura vegetal e banha de porco PARA TODA SUBSTITUIÇÃO É NECESSÁRIO A EQUIVALÊNCIA DE ACORDO COM CADA INGREDIENTE ➔ Crocante ou arenosa ➔ Deve ser manuseada gelada ou até 15°C ➔ Controle da gordura presente ➔ Controle do desenvolvimento do glúten Massa crocante Mistura da gordura com a farinha - menos mistura da gordura com a farinha Massa arenosa - SABLÉ Gordura e farinha mais misturado Macia e quebradiça Exige menos água Massa “podre” Massa Lisa Farinha e gordura se misturam completamente Para grandes quantidades é necessário mais batedeiras Receitas não balanceadas e produção incorreta Sablée Massa arenosa Levemente crocante Desmancha na boca Mistura da farinha com a manteiga A manteiga deve estar gelada Impermeabilização da farinha Massa crocante Mais estruturada, suporta recheios mais pesados e densos Mistura do açúcar com a manteiga Manteiga deve estar gelada e não pode ganhar volume ao misturar com o açúcar Brisée ou sucrée Flora Massa macia Mais estruturada, suporta recheios mais pesados e densos Mistura do açúcar com a manteiga Adicionada de fermento Tradicional para tortas trançadas Massas líquidas e/ou para fritar Massas batidas na batedeira, liquidificador ou manualmente Pode ser pré-cozida ou não Exemplos Paté a choux - Escaldado, cozido e assado no forno Carolinas, Saint Honoré, Eclair, Paris Brest Churros - Escaldado, cozida e frita Pão de ló Donut - com fermento biológico Waffles - Próximo a uma massa de panqueca. Contém fermento. Panquecas Crepe Suzette - Sobremesa clássica com calda e licor de laranja Bolos neutros ❖ Estrutura do bolo: Aerada, firme, suporta peso (coberturas e recheios), temperatura de serviço, quantidade de farelo. ❖ Técnica utilizada: Aeração de ovos inteiros, claras, manteiga, estruturação com açúcar. ❖ Aeração da massa: Incorporação de ar, quantidade de líquido, quantidade de fermento e tempo de batimento da massa ❖ Quantidade de gordura: Elasticidade, maciez, quantidade de farelo, umidade e assamento. ❖ Ação do glúten: Desenvolvimento do glúten é maléfica para o bolo. Batimento e manipulação da massa com a farinha, além do tempo correto. ❖ ★ CHIFFON ★ PÃO DE LÓ ★ POUND CAKE (MANTEIGA) ★ CREMOSO ★ CREMOSO MASSA ÚMIDA Pão de ló Chiffon Genoise Ovos inteiros Açúcar Farinha de trigo Ovos inteiros Açúcar Farinha de trigo Fermento Manteiga derretida (bolo de rolo e rocambole) Ovos inteiros Açúcar Farinha de trigo Fermento Óleo de milho (Rocambole) Creme cozidos, de manteiga e frios Creme cozido Creme anglaise ou inglês: leite, baunilha, açúcar e gemas. Servido quente, morno ou frio. Servido com ovos nevados ou sagu ao vinho. Textura leve e aveludada, “molho doce”. Creme patisserie: Leite, açúcar, gemas, amido de milho e baunilha. Também chamado de creme pasteleiro ou confeiteiro. Pode ser utilizado como base para outros cremes. Textura mais pesada e opaca, mais espessa e com estrutura. Antes de usá-lo, será necessário bater levemente o creme para torná-lo homogêneo. Nesse estágio, deve ser aromatizado. Se for excessivamente agitado, as partículas do amido podem e quebrar, resultando em um creme muito fluido e sem força suficiente. Na medida em que o creme envelhece, o amido se rompe e começa a verter água do creme. Esse fenômeno é chamado sinérese. Por essa razão, o creme pâtissier deve ser feito em lotes que sejam usados no máximo por um período de dois a três dias. Derivados do creme confeiteiro ★ Creme mousseline: Creme confeiteiro + manteiga ○ Leve e aerado - Mil folhas e Napoleon ★ Creme diplomata ou légere: Creme de leite batido + creme confeiteiro ★ Creme de Frangipane: Brioches, folhados, tortas e doces da confeitaria portuguesa. ○ Creme de amêndoas + creme confeiteiro ○ obs.: creme de amêndoas: farinha, manteiga, açúcar, ovo, farinha de amêndoas. Merengues HISTÓRIA O verdadeiro merengue fez sua primeira aparição no século XVII, sendo aromatizado com sementes de papoula. Essas práticas se estendem até hoje, podendo-se adicionar ao merengue todo tipo de aromatizante. Há três tipos de merengues: Francês, Italiano e Suíço. IMPORTANTE é essencial que qualquer mistura de claras esteja sem gordura de qualquer natureza, pois isso afetaria seu volume. Quaisquer resquícios de gemas, gordura natural da pele ou equipamentos com gordura irão interferir no volume das claras. OBSERVAÇÕES A temperatura das claras também é fundamental para um merengue perfeito as claras devem estar numa temperatura entre 15°C e 20°C. O açúcar estabiliza a incorporação de ar nas claras, auxilia na firmeza da mistura Espumas não batidas o suficiente vão sustentar poucas bolhas de ar, que serão grandes e irregulares. Se batidas em excesso poderá ocorrer uma coagulação extra e a espuma se tornar seca, podendo quebrar e verter água. Francês Bater as claras e acrescentar aos poucos o açúcar refinado e após o açúcar de confeiteiro impalpável ou glaçúcar. Suiço Italiano Colocar as claras em banho maria com o açúcar, mexendo sempre até 65°C. Bater em até ficar firme, liso, brilhante e frio Mais estável Preparar calda de açúcar com glucose e aquecer até 110°C Bater as claras até começar a espumar e adicionar em ponto de fio, sem parar de bater, a calda de açúcar. Ideal para mousses e coberturas