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c) por um olhar de inspiração sobre as ruínas greco-romanas, compreendidas como representações que levariam o indivíduo moderno a valorizar novamente o ser humano. d) por um movimento de revitalização da arte medieval, ameaçada pela ascensão de princípios religiosos e que impediriam o desenvolvimento da razão. Leia o trecho a seguir e responda. A obra de Rabelais foi condenada ao Index em 1564, e em 1587 o padre J. Benedicti lembra que aquele que as obras dele "está excomungado e só deve ser absolvido se consentir em queimar tais livros e fazer penitência". MINOIS, Georges. História do riso e do escárnio. São Paulo: Ed. da Unesp, 2003. p. combate da Igreja católica ao riso renascentista se deu por diversos caminhos, e um deles foi a criação do Index, uma lista de obras proibidas para os católicos tementes a Deus, que poderiam ser castigados se fossem flagrados com algum daqueles livros em seu poder. Além dessa forma de censura, a Igreja soube atingir os artistas que insis- tiam em disseminar pensamentos críticos à sua fé a) ordenando a destruição de todas as obras renascentistas em propriedade da Igreja e sobrevivendo apenas aque- las escondidas em museus da Europa. b convertendo todos os artistas modernos ao pensamento filosófico escolástico, o que permitiu o retorno do gótico na arquitetura e dos romances cavalheirescos medievais. c) iniciando uma perseguição à burguesia italiana, que, enfraquecida, não pôde mais praticar o mecenato, que diminuiu a oferta de financiamento obras nocivas ao catolicismo. d) estimulando o desenvolvimento do Barroco, estilo artístico que valorizava a espiritualidade, e retirando o apoio dado pela Igreja aos autores renascentistas. 3. Leia este trecho. Para um ocidental, uma máscara ritual africana poderia parecer horripilante enquanto para o nativo po- deria representar uma divindade benévola. Em compensação, para alguém pertencente a alguma religião não europeia, poderia parecer desagradável a imagem de um Cristo flagelado, ensanguentado e humilhado, cuja aparente feiura inspira simpatia e comoção a um cristão. ECO, Umberto (org.). História da feiura. Rio de Janeiro: Record, 2015. p. 10. A partir do trecho, entendemos que o belo só pode ser devidamente contemplado quando se compreende o am- biente cultural em que são forjados os conceitos estéticos de uma sociedade. Pensando nisso, observamos na ideia de beleza renascentista aspectos que a diferem parcialmente do padrão medieval. Essa diferença pode ser entendida com base: na percepção de que corpos arredondados e com curvas simbolizavam fartura e saúde no Renascimento, em contraposição ao período de fome e peste que assolou a Europa no século XIV. b) no entendimento de que os corpos musculosos e espartanos das estátuas gregas eram vistos com desdém em razão da extrema palidez proporcionada pelo mármore das esculturas. c) no reconhecimento de que os modelos medievais de beleza deveriam ser eternizados nas obras renascentistas, que pretendiam retomar os valores estéticos ditados pela escolástica. d) na análise criteriosa dos modelos renascentistas, que carregavam forte influência oriental e rompiam com o obs- curo passado greco-romano. 279

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