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9 9 9 ESCOLA MUNICIPAL MANOEL CORRÊA ( PÓLO CASTANHAL) COMUNIDADE CASTANHAL – II TURMA: ÚNICA 1⁰ SEGMENTO PROFESSORA: IVANESSA DE ASSIS GUILHERME TEMA A valorização da cultura local e no processo de alfabetização e letramento de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Municipal Manoel Corrêa. BORBA - AM 2026 Tema e Problema Tema: A valorização da cultura local e no processo de alfabetização e letramento de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Municipal Manoel Corrêa. Problema de Pesquisa: Como as manifestações culturais, os saberes tradicionais e o modo de vida da comunidade castanhal podem ser integrados ao currículo do 1º segmento da EJA para promover uma alfabetização mais significativa aos educandos do campo? Como a escola da zona do campo pode integrar as práticas culturais e os conhecimentos tradicionais dos alunos da EJA no currículo escolar para reduzir a evasão e tornar o aprendizado mais significativo? Hipótese A utilização dos saberes tradicionais, da história oral e das práticas cotidianas da comunidade castanhal como ponto de partida pedagógico eleva o interesse, a permanência e apropriação da leitura e da escrita pelos alunos da EJA, rompendo com cartilhas distantes da realidade, a incorporação da cultura local e das vivências comunitárias no currículo da EJA gera maior identificação do aluno com a escola. Esta integração reduz os índices de evasão escolar, o diálogo entre o saber e o científico fortalece a permanência do estudante na zona do campo, a inclusão da cultura e da realidade da comunidade no currículo eleva o interesse dos alunos na EJA. A valorização do conhecimento informal dos estudantes reduz as taxas do abandono escolar na comunidade. Objetivos · Objetivo Geral: Investigar de que maneira a valorização da cultura local da zona do campo pode subsidiar práticas pedagógicas emancipadoras no 1º segmento da EJA em uma escola rural. Analisar os impactos da integração da cultura local no currículo da EJA em uma escola rural, e investigar estratégias pedagógicas que valorizem a cultura e a realidade da comunidade no processo de ensino-aprendendizagem na EJA. · Objetivos Específicos: · Mapear os principais saberes, tradições e expressões culturais presentes no cotidiano dos alunos da EJA da comunidade. · Identificar os desafios metodológicos que os professores enfrentam para contextualizar o ensino à realidade do campo. · Propor sequências didáticas baseadas na cultura local para o processo de alfabetização. · Mapear as principais manifestações culturais e saberes práticos da comunidade. · Desenvolver proposta pedagógicos baseados na rotina e tradição dos alunos. · Avaliar a percepção dos estudantes sobre o uso de sua cultura nas aulas. · Analisar os desafios enfrentados pelos alunos da EJA da zona do campo na conciliação entre trabalho e estudo. · Propor oficina, dinâmica interdisciplinares baseados nós saberes tradicionais dos estudantes. Justificativa Muitas vezes, a EJA da zona do campo utiliza materiais voltados para contextos urbanos, gerando o distanciamento do aluno. Reconhecer a cultura ribeirinha é um ato de respeito aos direitos e à identidade dos povos do campo, garantindo que o direito à escrita dialogue com o plantio, o trabalho comunitário e as memórias locais. A realidade da educação da zona do campo exige um olhar diferenciado, os alunos da EJA possui uma bagagem cultural rica e prática, muita vezes o currículo tradicional ignora essa identidade local e essa conexão o desinteresse e o abandono escolar. Pesquisar esse tema ajuda a construir uma escola mas justa e acolhedora. A proposta justifica-se pela necessidade de valorizar a dignidade do trabalhador rural. A realidade do estudante da EJA da zona do campo é marcado por uma rotina intensa de trabalho no campo e saberes práticos ricos. Muitas vezes, os materiais didáticos tradicionais ignoram essa bagagem cultural gerando desinteresse. Justifica-se, por tanto, a necessidade de uma educação contextualizada. Estudar a cultura local na escola fortalece a autoestima do estudante ribeirinho, valida sua história de vida e promove a permanência do aluno na sala de aula. Referencial Teórico A pesquisa ampara-se nos conceitos da Educação da Zona Campo e na pedagogia dialógica de Paulo Freire, que preconiza a leitura do mundo anterior à leitura da palavra. Autores como Miguel Arroyo e Celi Taffarel fundamentam a discussão sobre a escola do campo como espaço de resistência e recriação cultural. O apoio nas diretrizes que defendem uma escola que dialogue com a terra a produção e o modo de vida rural. Metodologia · Tipo de pesquisa: Pesquisa – ação qualitativa. · Procedimentos: Pesquisa bibliográfica e estudo de caso de caráter descritivo na escola Municipal Manoel Corrêa. · Sujeitos: Estudantes e professores da EJA da escola Municipal Manoel Corrêa selecionada. · Instrumentos de Coleta: Observação participante das aulas da EJA e entrega de atividades sobre a Alfabetização com os estudantes e aula remoto de como os professores chegam com as atividades para os alunos. · Análise dos Dados: Análise de conteúdo temática das falas registradas nas rodas de conversa, Registro fotográficos e das atividades integradas. Cronograma Etapa / Atividades Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Revisão daleitura de textos E planejamento da dinâmica. X X Apresentação e aprovação na escola X Realização das rodas de conversa e dinâmicas. X X Análise dos dados coletados X X Redação final do projeto/relatório X Referências · ARROYO, Miguel G. A educação básica e o movimento social do campo. Curitiba: UFPR, 2006. · FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. · BRASIL. Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Brasília: MEC/CNE, 2002.