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Um dos principais objetivos 
da ventilação mecânica é 
aliviar, de maneira total ou 
parcial o trabalho respiratório 
do paciente. 
O ventilador mecânico nos 
permite alguns ajustes 
necessários para promover o 
melhor sincronismo paciente-
ventilador, e isso, depende 
do modo ventilatório 
escolhido conforme a 
necessidade do paciente no 
momento. 
Devemos ter em mente que: 
O ventilador mecânico deve 
ser adapto conforme o 
paciente, e não o contrário. 
Não é o paciente que precisa 
sincronizar com o ventilador, 
é o ventilador que precisa 
sincronizar com o paciente, 
promovendo conforto e 
sincronismo paciente-
ventilador. 
MODOS 
VENTILATÓRIOS 
➔ Modos controlados: 
são os modos que 
necessitam de ajustes 
de forma controlada 
para cada ciclo 
ventilatório. Ou seja, 
são iniciados, 
controlados e 
finalizados 
exclusivamente pelo 
ventilador mecânico. 
➔ Modos Assistidos: é 
permitido o comando – 
disparo, realizado pelo 
paciente, ou seja, é 
iniciado pelo paciente e 
controlados efinalizados 
pelo ventilador 
mecânico. 
➔ Espontâneos: é um 
modo totalmente 
controlado pelo 
paciente, onde o 
ventilador mecânico irá 
dar suporte se houver 
necessidade. Ou seja, 
são iniciados pelo 
paciente, podendo ou 
não ser controlados e 
finalizados parcialmente 
ou totalmente pelo 
paciente. 
Vamos entender como 
funciona... 
• CONTROLADOS: 
1) VCV 
Nesse modo, o ventilador 
controla a válvula de fluxo 
para manter o fluxo 
programado durante a fase 
inspiratória, ou seja, o fluxo é 
o parâmetro controlado 
“fixo”, e a pressão da via 
aérea é o resultante “livre”. 
Ajustes: Volume Corrente 
(VC), Peep, FIO2, Fr, 
Tinsp/Fluxo, Trigger, Rise 
Time. 
Mas... Como ajustar o 
Volume Corrente? 
Conforme a altura do 
paciente. Deve-se respeitar 
inicialmente, em paramêtros 
iniciais – 6-8ml/kg peso 
predito, sendo avaliado 
diariamente, se o pulmão 
realmente possui área 
funcional adequada para 
comportar determinado 
volume. Em caso de 
capacidade pulmonar 
funcional diminuída, deve-se 
reduzir o Volume Corrente 
para 4ml/kg peso predito. 
➔ Descobrindo o Volume 
Corrente Ideal do 
Paciente: 
Homens: 50 + 0,91 (altura (cm) – 
152,4) 
Mulheres: 45,5 + 0,91 (altura 
(cm) – 152,4). 
2) PCV 
Nesse modo, o ventilador 
controla a válvula de fluxo 
para manter a pressão da via 
aérea constante, no valor 
programado, durante a fase 
inspiratória. A partir desse 
tipo de controle, a cada 
instante o fluxo será 
resultante do nível de 
pressão controlada 
programada e da mecânica 
respiratória do paciente, ou 
seja, a pressão da via aérea é 
o parâmetro controlado 
“fixo” e o fluxo, parâmetro 
resultante “livre”. 
Em PCV, o tempo inspiratório 
é controlado diretamente, ou 
seja, o ciclo é terminado 
quando for alcançado o 
tempo inspiratório 
programado. Dessa maneira, 
o volume inspirado será 
resultante dos ajustes da 
pressão controlada, do 
tempo inspiratório e da 
mecânica respiratória do 
paciente. 
A principal característica 
desse modo, é a dependência 
entre a mecânica respiratória 
do paciente, fluxo e volume 
inspiratório. 
Ajustes: PC (Pressão 
Controle), Peep, Tinsp, Fr, 
FIO2, Trigger. 
3) PSV: 
A pressão de Suporte, é 
o paramêtro “fixo” e o 
fluxo resultante “livre”. 
Entretanto, 
diferentemente do 
modo pressão 
controlada, no qual o 
término do ciclo ocorre 
por tempo, no modo 
pressão de suporte, o 
ventilador monitora 
continuamente o valor 
do fluxo inspiratório e 
termina o ciclo quando 
for alcançado 
determinado valor 
mínimo ou fluxo de 
corte. 
Esse valor mínimo, ou 
fluxo de corte, pode ser 
um valor fixo ou uma 
porcentagem de fluxo 
inicial. 
A pressão de Suporte, 
atua no sentido de 
complementar o 
esforço do paciente. 
Nesse modo, o paciente 
efetua o ciclo de forma 
espontânea conforme 
seu drive respiratório, e 
o ventilador mecânica 
atua, se necessário, 
conforme incapacidade 
do paciente de disparar 
a máquina. 
Ajustes: PS, Peep, FIO2, 
ETS, Trigger e Rise Time. 
 
Qual usar? 
Não existe melhor modo. 
Mas, talvez... melhores 
momentos para cada. 
Em estudos comparativos 
entre modos, não há 
diferença significativa e/ou 
justificativa para um ser 
melhor que o outro. 
Porém sugere-se o uso de 
VCV, em fases agudas da 
doença, principalmente em 
SDRA, para controle de 
Volume Corrente entregue. 
Mas nada te impede, de 
iniciar a ventilação em modo 
PCV, desde que mantenha 
monitorização contínua de 
Volume corrente exalado, 
associado a mecânica 
pulmonar – 
acompanhamento de Cest – 
para uma Cest diminuída, 
haverá variação de Volume 
Corrente a ser entregue. 
Diferentemente do modo 
VCV, que irá entregar o 
volume fixo e ajustado no 
ventilador mecânico, 
independente da Cest ou 
Resistência. 
Sendo assim, sugere-se usar o 
modo conforme sua melhor 
expertise em conjunto com a 
equipe. 
Obviamente, em processo de 
desmame ventilatório, 
transita-se o paciente para 
modo assistido, permitindo 
ciclos respiratórios livres e 
espontâneos. 
Para não esquecer.. 
VCV: 
Ciclo -> Mandatório 
Disparo -> a Tempo 
Limite -> a Fluxo 
Ciclagem -> a Volume 
PCV: 
Ciclo -> Mandatório 
Disparo -> a Tempo 
Limite -> a Pressão 
Ciclagem -> a Tempo 
PSV: 
Ciclo -> Espontâneo 
Disparo -> Paciente 
Limite -> a Pressão 
Ciclagem -> Fluxo 
 
 
 
 
 
 
➢ ENTENDENDO OS GRÁFICOS DE NORMALIDADE DO 
VENTILADOR MECÂNICO – PXT / FXT / VXT

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