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Resenha Temática 
 
Plágio no Meio Acadêmico: A questão da Ética e da Conscientização Universitária 
 
 
 
Autores: 
Ana Luisa Quirino Caetano Silva 
Cibele Aparecida Santos 
Danilla Jâyne de Freitas Cardoso 
Luíza Bergamini Batista de Queiroz 
 
 
 
À priori, percebe-se a origem do plágio e suas proporções de fraude autoral na 
Antiguidade (séc. II a.c), tal qual se instaurou de forma alastrante até mesmo na 
contemporaneidade dentro do meio acadêmico. Nesse contexto, é possível suscitar que a prática 
em pauta entra em debate à vista do dilema moral relacionado a sua efetivação. Logo, é dever das 
instituições de ensino superior orientar os alunos no que tange à ética concebida dentro da esfera 
acadêmica por meio da conscientização plena e coletiva acerca das polêmicas que envolvem o 
plágio e seus desdobramentos. Entretanto, é inegável constatar a negligência das universidades 
na implementação de condutas satisfatórias para neutralizar a popularização da prática do plagio, 
por intermédio de, para além de punições, regras e medidas preventivas de conscientização ética 
dos estudantes. Assim, vê-se a urgência acadêmica no cumprimento de recursos eficazes para a 
prevenção do plágio e suas problemáticas de aprendizado e moralidade. (KROKOSZ, 2015, p. 
115). 
Ademais, a debate a respeito do plágio no meio universitário, nota-se que este tem se 
tornado relevante, apesar da defasagem de sua abordagem, como observa-se no artigo de Zélia 
Pires da Silveira; Eucidio Pimenta Arruda e Durcelina Ereni Pimenta Arruda; “Plágio na 
Academia: Casos da Universidade Federal de Minas Gerais” visto que elaboraram um Estudo nos 
Programas de Pós-Graduação stricto sensu da Universidade Mineira, em que colocam em pauta 
o plágio para formação dos discentes em ética e como ocorre a autoria no desenvolvimento dos 
trabalhos acadêmicos; que a propósito é extremamente concisa e superficial, em virtude de ser 
uma universidade pública de grande importância para o rancking nacional, no qual ”se dedica 
favorecer a elevação do saber e saber-fazer divulgando-os descobertas na realidade social.” 
(FÁVERO, 1999, p. 250). 
À vista disso, no artigo mencionado, é valorizado a polifonia, tendo em vista que diversos 
autores contribuem para a obra. Segundo Pithan e Vidal (2013) “o plagio é um problema jurídico 
e pedagógico”. Não obstante, no contesto judicial, o autor da obra não leva em conta a lei dos 
direitos autorais da magna carta. Entretanto, no quesito pedagógico, a disciplina da escrita 
acadêmica é pouco outorgada, além de que a postura do corpo docente é relevante, dado que, são 
como uma fonte de inspiração na maioria das vezes para os indivíduos; e a não uma reflexão com 
a finalidade de uma postura crítica. Dessa maneira, concebendo que parte do corpo universitário 
acaba por não conhecer os limites adotados pela instituição, voltamos ao retrocesso. Contudo, o 
“plágio” e a “ética ” dentro das universidades, são temáticas restritas, tendo em vista que apesar 
da abordagem, ainda possuem entraves para se assolar. Com isso, sem a ideia de algum tipo de 
sanção, é notório o prejuízo desenvolvimental do corpo estudantil, lecionador e de sua 
colaboração para a ciência, pois a universidade é de demasiada importância geral, haja vista sua 
atuação na formação dos alunos e da respectiva sociedade futura, na medida em que forma futuros 
profissionais que atuarão no mercado de trabalho. 
 
 
Ademais, em busca de maiores informações sobre como o tema do plágio é abordado nas 
universidades, Marília Mendes Ferreira e Alissa Persike no artigo “O tratamento do plágio no 
meio acadêmico: o caso USP”, realizaram uma pesquisa nos documentos da Universidade de São 
Paulo, averiguando a presença de explicações e conscientização sobre plágio, que permeiam a 
questão da ética, como evitar o plágio e quais as ações punitivas para aqueles que realizam os 
atos. Foi constatado que os documentos encontrados que abordam o tema o faziam de forma 
superficial e que 73% dos mesmos são de difícil acesso pela comunidade universitária. Apesar de 
esses documentos explicarem a definição de plágio e as formas de se fazerem citações, são 
insuficientes ao demonstrar as medidas punitivas. Segundo as autoras tal ação pode trazer 
consequências negativas pois, “enquanto alunos podem se sentir motivados a plagiar, professores 
podem ficar desmotivados para punir esse tipo de ato” (FERREIRA; PERSIKE, 2014, p.531). 
Dessarte, tendo em vista que a USP é uma universidade referência no Brasil, pode-se notar que, 
se a problemática do plágio vem sendo pouco abordada no meio acadêmico, infere-se que ele é 
discutido apenas superficialmente e as punições ocorrem em medida ainda menor. Portanto, assim 
como concluído no artigo, (FERREIRA; PERSIKE, 2014, p.533) a questão do plágio deve ser 
retirada apenas da questão jurídica e deve se tornar um foco de abordagem e discussão da 
comunidade acadêmica e das instituições de ensino vigentes. 
Além disso, é fato que a universidade tem convivido com a prática de cópias de produções 
textuais de outrem, de forma parcial ou total, omitindo-se a fonte. Daí partiu a necessidade de 
compreender questões como: de que forma os graduandos de letras, professores em formação, 
estão apropriando-se dos hipertextos digitais para produção de textos acadêmicos. Logo, realizou-
se uma pesquisa no campo com 20 alunos graduandos de letras juntamente com professores de 
uma universidade federal da Bahia. Observou-se nesse estudo que na atualidade, o computador e 
a internet estão fortemente presentes no meio dos graduandos, os quais afirmam ser apenas para 
pesquisas, e para ajuda em temas acadêmicos. 
Não obstante, vale ressaltar que, apesar de este estudo referir-se ao plágio na área de 
letras, outro espaço pouco comentado e o da ação de copiar – como violação da honestidade 
acadêmica e intelectual e as relações que se estabelecem a partir dessa prática vêm sendo 
analisadas. Assim, a prática de plagiar existe bem antes mesmo da internet, desde a antiguidade, 
como foi supracitado. Porém, é fato que essa discussão sempre se impõe com novos aspectos ao 
longo do tempo. ‘O novo não está no que é dito, mas no acontecimento a sua volta’ (Foucault, 
2005, p. 26). Além do mais, em todo o artigo, trata-se muito da versão da escola na formação 
acadêmica dos jovens graduandos, visto que o problema relacionado vai bem mais fundo às 
questões ações ligadas no meio da universidade. 
Portanto, infere-se a urgência social no que concerne à efetivação das instituições de 
ensino superior na temática vigente. Desse modo, o plágio no meio universitário, apesar de não 
ter a relevância adequada, é uma questão que urge um olhar cauteloso das universidades, a fim de 
neutralizar seus impactos na vida do estudante. Destarte, a falta de investimento do setor 
educacional brasileiro inviabiliza a efetivação da decadência do plágio, tendo em vista a carência 
de softwares de detecção de plágio e escassez de orientações pedagógicas e metodológicas no que 
tange à distribuição de manuais de elaboração de trabalhos acadêmicos; o assunto é negligenciado 
na esfera acadêmica. Em contrapartida, a fim de prevenir a ocorrência do plágio no meio 
acadêmico, é fundamental a iniciativa universitária na implementação de palestras de 
conscientização sobre o plágio e seus malefícios para o aprendizado acadêmico, além do papel 
das bibliotecas físicas e virtuais na propagação de livros, textos e informações sobre o 
desenvolvimento autoral e legal de trabalhos e pesquisas acadêmicas de forma ética. Logo, o 
contexto em que vivemos exige a formação de um aluno que, distando do lugar comum, seja 
sujeito-autor atuante, crítico, autônomo e interventor, capaz de, a partir da sua autoria, interpretar 
e analisar a realidade. Nesse espaço o sujeito leitor é necessariamente chamado a estabelecer 
objetivos, tomar decisões. 
 
 
 
 
 
Perguntas: 
 
• Comofoi sua participação na elaboração do texto? 
• Quais foram suas facilidades e/ou dificuldades para a tarefa? 
• Sua visão sobre a qualidade da resenha temática elaborada pelo grupo, tendo em vista o 
que foi solicitado; 
 
Respostas: 
 
Ana Luisa Quirino Caetano Silva 
 
01) Minha participação foi auxiliar na organização das tarefas dos participantes e estruturar a 
resenha a partir da elaboração dos parágrafos que o me enviou. Assim, juntei as partes e fiz a 
introdução, conclusão, formatação do trabalho e o título com o auxílio das informações da equipe. 
 
02) Facilidades: Introduzir o assunto. 
Dificuldades: Conciliar as diferentes formas de escrita de cada participante para uniformizar a 
resenha, haja vista que cada um possui sua forma de escrever. 
 
03) A resenha temática elaborada pelo grupo foi muito boa, tendo m vista que todas participaram 
e desenvolveram muito bem seus argumentos. 
 
 
Danilla Jânye de Freitas Cardoso 
 
01) Participei dando enfoque na pesquisa de autores que fizeram referência ao plágio no meio 
acadêmico, com o ocorrido na UFMG, buscando embasamento e informações para tal. 
 
 02) Sentir dificuldade de não tangenciar o tema e ao abordar o meu ponto de vista sem estar 
meramente “parafraseando” os autores, pois acredito que o recorte possui grande semelhança de 
pessamentos e opiniões acerca do plágio no meio acadêmico. É a facilidade em refletir sobre o 
que se tratava a temática, bem como sua consequência. 
 
 03) Assinto que o grupo capitou e organizou o tema de maneira isolada, pois a partir dos recortes 
surge grande dificuldade de complementar um artigo com o outro, como eu disse sobre a questão 
do tangenciamento. Fora isso, tudo certo. 
 
 
Cibele Aparecida Santos 
 
01) Fiquei responsável pelo segundo texto dando foco na pesquisa elaborada no artigo, por meio 
dos dados e informações disponível no próprio, sobre o plagio e a autoria e o papel da universidade 
nesse aspecto tão importante. 
 
02) Minha maior dificuldade certamente foi expressar os fatos e ideias dadas no artigo sem 
parafrasear a obra dos mesmos sendo um assunto tão importante, e explicitar bem o que foi falado 
sem fugir do tema do mesmo. Senti dificuldade em conectar minha parte com o restante do recorte 
do trabalho. 
 
03) Acho que o grupo conseguiu expressar bem todas as ideias e juntar na resenha, tendo um 
pouco de dificuldade nos temas, conseguindo expressar o ponto de vista de todos nós sobre cada 
artigo sem tangenciar os temas. 
 
 
 
Luíza Bergamini Batista de Queiroz 
 
01) Participei do texto dando foco nas pesquisas feitas nos artigos, procurando quais foram as 
informações coletadas pelos autores e o que pode-se inferir a partir dessas informações sobre o 
plágio dentro das faculdades, tanto quanto diz à ética ou não dos alunos que o fazem como no 
trabalho de conscientização das universidades. 
 
 
02) A facilidade que encontrei foi de explicitar o que eu acreditava sobre o recorte pelo grupo 
abordado, a dificuldade foi exatamente o tema do trabalho, falar sobre os assuntos abordados 
pelos autores sem estar “copiando” o trabalho dos mesmos. 
 
03) Acredito que o grupo conseguiu definir e abordar o tema bem, porém houve certa dificuldade 
em relacionar o recorte escolhido com pontos do artigo que o abordaram e após isso tentar 
conectar um artigo ao outro. A resenha foi bem escrita porém talvez um pouco confusa na junção 
de vários artigos.

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