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Revisar envio do teste: AVALIAÇÃO IESTUDOS DISCIPLINARES XIII 6676-10_SEI_AD_0122_R_20251 CONTEÚDO
Usuário joseli.rodrigues1 @aluno.unip.br
Curso ESTUDOS DISCIPLINARES XIII
Teste AVALIAÇÃO I
Iniciado 31/03/25 08:22
Enviado 31/03/25 08:50
Status Completada
Resultado da tentativa 8 em 10 pontos  
Tempo decorrido 28 minutos
Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente
Pergunta 1
Resposta
Selecionada:
b.
Leia o texto a seguir. 
                                        O que Portugal tem a ver com o Brasil – Alexandra Lucas Coelho
 
Os portugueses não parecem ter uma boa relação com os brasileiros, disse-me uma alemã, conhecedora profissional de Portugal e Brasil.
Estávamos na Alemanha, o Brasil temia uma guerra civil, foi há dez dias. Agora, de volta à casa, continuo a pensar na observação dessa
veterana, que nada tinha de provocadora, era só vontade de entender. Mas é impossível ignorar o que se tem manifestado em Portugal de
equívoco face ao Brasil ao longo destes dias. Segundo um desses equívocos, provável pai dos outros, o tema da colonização encerrou-se,
chega de falar dele, é passado. Penso o contrário, que mal começamos, que é presente, e a atual crise brasileira acentua isso. Não só pelo
que expõe das estruturas brasileiras, como pelo que revelou do olhar de Portugal sobre o Brasil, e sobre si mesmo. Com esse nome, o Brasil
viveu 322 anos de ocupação portuguesa e 194 de independência. Se alguém acredita que o tempo da independência poderia já ter curado o
tempo da ocupação, precisa de voltar à história luso-brasileira, porque o alcance da violência vai longe, e em muitas direções. Esses 322 anos
atuam diariamente naquilo que é hoje o Brasil, na clivagem entre São Paulo e o Nordeste, nos milhões que ainda moram em favelas, na
relação Casa-Grande & Senzala das elites com os empregados, na violência da polícia que continua a ser militar, no desmando oligárquico
dos que controlam aparelhos e estados, no saque catastrófico da natureza, na traição aos grupos indígenas, na evangelização dos pobres,
radicalizando o conservadorismo num país onde se morre de aborto. Não é elenco para uma crônica, tem sido e será para muitas, livros,
bibliotecas. O lulismo fez coisas importantes contra parte dessa herança (nas desigualdades mais urgentes, na cultura), não fez o suficiente
contra boa parte disto (na educação, na saúde, na polícia), fez coisas que pioraram isto (um capitalismo com consequências devastadoras no
ambiente e nas questões indígenas) e historicamente produziu uma geração que o critica e supera pela esquerda, num caldo inédito de
periferias politicamente empoderadas e uma nova faixa politizada vinda da elite. A violência sistêmica brasileira tem raízes nas duas
violências fundadoras da colonização portuguesa, extermínio indígena e escravatura africana. Os portugueses não inventaram a escravatura,
mas inauguraram o tráfico em grande escala. Dos 12 milhões de indivíduos que as potências europeias deportaram de África até ao século
XVIII, 5,8 milhões foram traficados por Portugal. Isto significa 47 por cento, ou seja, quase metade do tráfico foi assegurado por Portugal, e a
maioria destinava-se a sustentar a colonização do Brasil. A escravatura é um horror antiquíssimo, sim, e entre os séculos XV e XVIII a forma
portuguesa de a praticar foi secundada por ingleses, espanhóis, franceses, holandeses, sim. Mas a Portugal coube esta iniciativa: deportação
em massa, para nela assentar a exploração brutal de um território gigante, à custa do qual um território minúsculo viveu, como toda uma
bibliografia tem mostrado de forma cada vez mais desassombrada.  Não aprendi isto na escola, e tenho sérias dúvidas de que a maior parte
dos portugueses faça ideia de que Portugal, sozinho, deportou tantos africanos como os judeus mortos no Holocausto, com a ajuda
teológica e logística da Igreja Católica, depois de ter levado ao extermínio de ninguém sabe quantos índios, provavelmente não menos de
um milhão.
 
Disponível em: https://www.publico.pt/mundo/noticia/o-que-portugal-tem-a-ver-com-o-brasil-1727252. Acesso em: 29 jun. 2016 (com
adaptações).
 
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Os atuais problemas brasileiros, das mais diversas naturezas, tiveram origem no sistema português de colonização do
Brasil, cujos reflexos são sentidos até hoje.
Pergunta 2
Leia o texto e os quadrinhos a seguir.
 
O Brasil de hoje é herdeiro de uma sociedade colonial e imperial escravocrata, em que o negro ocupou fundamentalmente a posição de
pessoa escravizada. O Brasil em 1888 foi o último país a abolir a escravidão nas Américas. Um abolicionismo incompleto, que não permitiu
incluir o negro na ordem social capitalista (Bastide; Fernandes, 2008).
A escravidão negra deixou marcas profundas de discriminação em nossa sociedade, inclusive escutamos insultos raciais atuais exigindo que
negros e negras voltem “para a senzala”. Mas será que o racismo contra o negro brasileiro atualmente só existe por causa do “tempo do
cativeiro”? Há pessoas racistas que nem sabem e nem mencionam esse contexto. Elas afirmam que não gostam de “negros”, têm raiva dos
“pretos” e que estes são “fedidos”, “sujos” e “preguiçosos”. O racismo opera cotidianamente por meio de piadas, causos, ditos populares etc.
Afinal de contas, temos uma variedade de expressões correntes na língua portuguesa recheadas de racismo contra os negros.
CONTEÚDOS ACADÊMICOS BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAIS
joseli.rodrigues1 @aluno.unip.br
UNIP EAD
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
http://company.blackboard.com/
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/execute/courseMain?course_id=_400456_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/content/listContent.jsp?course_id=_400456_1&content_id=_4508855_1&mode=reset
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_25_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_27_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_47_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_29_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_10_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/login/?action=logout
Resposta Selecionada: a. 
 
Disponível em: http://www.comfor.unifesp.br/wp-content/docs/COMFOR/biblioteca_virtual/UNIAFRO. Acesso em: 13 jun. 2016.
                  
                               Fonte: http://photos1.blogger.com/blogger/7946/2941/1600/mafaldapreconceito1.1.gif.
                                                                                 Acesso em: 8 jun. 2016.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
 
I. Os quadrinhos visam criticar o fato de que as acusações de racismo se têm tornado cada vez mais frequentes.
II. Os quadrinhos ilustram o comportamento descrito no texto: as pessoas mantêm na linguagem seu preconceito.
III. O texto coloca, entre as raízes do preconceito racial, o sistema escravocrata, que imperou até o final do século XIX no Brasil.
IV. De acordo com o texto, a abolição da escravidão no Brasil, embora tardia, permitiu que os negros se integrassem completamente à
sociedade capitalista.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 3
Resposta Selecionada: e. 
Leia os quadrinhos e o trecho a seguir, que expõe o pensamento do professor e jornalista Ciro Marcondes Filho.
                     
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/10/noticia_saudeplena,147743/pesquisa-usa-personagens-de-tirinha
s-para-explicar-funcao-de-estereoti.shtml. Acesso em: 08 nov. 2014. 
Marcondes Filho (1986) descreve a prática sensacionalista como nutriente psíquico, desviante ideológico e descarga de pulsões instintivas.
Caracteriza sensacionalismo como “o grau mais radical da mercantilização da informação: tudo o que se vende é aparência e, na verdade,
vende-se aquilo que a informação interna não irá desenvolver melhor do que a manchete. Esta está carregadadiscípulos, especialmente os olhos das crianças.
 
Disponível em: http://rubemalves.com.br/site/educador.php. Acesso em: 10 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. A charge e o texto apresentam visões semelhantes sobre o ato de ensinar e o de educar.
II. De acordo com Rubem Alves, o educador deve espelhar o mundo para os alunos, transmitindo os conhecimentos escolares necessários ao
seu desenvolvimento pessoal e profissional.
III. Os olhos dos discípulos sorrindo simbolizam a compreensão dos alunos em relação ao que o educador apontou.
IV. De acordo com a charge e o texto, o saber do educador não é importante; o conhecimento só é essencial no ato de ensinar.
 
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
1 em 1 pontos
Sábado, 5 de Abril de 2025 17h18min43s BRT
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 Revisar envio do teste: AVALIAÇÃO IESTUDOS DISCIPLINARES XIII 6676-10_SEI_AD_0122_R_20251 CONTEÚDO
Usuário kellen.triaca @aluno.unip.br
Curso ESTUDOS DISCIPLINARES XIII
Teste AVALIAÇÃO I
Iniciado 02/04/25 16:29
Enviado 02/04/25 16:49
Status Completada
Resultado da tentativa 10 em 10 pontos  
Tempo decorrido 19 minutos
Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente
Pergunta 1
Com base no texto a seguir, avalie as afirmativas.
 
O vírus letal da xenofobia – Eliane Brum
 
Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando
nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita
de ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu.
Descobrimos, porém, a deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o
“estrangeiro”, a “ameaça”, era africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é
passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós. Foi ela, a peste dentro de nós, que levou
à violação dos direitos mais básicos do homem sobre o qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética, seu nome foi
exposto. Seu rosto foi exposto. O documento em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um homem, mas como o rato
que traz a peste para essa Oran chamada Brasil. Deste crime, parte da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará. Ainda existe a
espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Não sei se há
desamparo maior do que alcançar a fronteira de um país distante, nessa solidão abissal. E pedir refúgio, essa palavra-conceito tão
nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então se sentir mal, e cada um há de saber como a fragilidade da carne nos escava. Corrói
mesmo aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual. Ele, desabitado da língua, era desterrado também do corpo. Para
alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que se revelou dele não é ele, mas nós, é preciso vê-lo como um homem, não
como um rato que carrega um vírus. Para alcançá-lo, é preciso vestir o homem. Mas só um humano pode vestir um humano. E logo
ouviu-se o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-se das autoridades. Que os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre
estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para os ratos não há solidariedade nem compaixão. Parece que nada se aprendeu com a
Aids, com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o preconceito mascarado como
necessária medida sanitária. E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre muitos, demais, nas redes sociais,
dispostos a despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das
palavras mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. “Alguém me diz por que esses
pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao ebola, agora eu taco
fogo em qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham. “Descrever uma
epidemia é uma forma magistral de revelar as diversas formas de totalitarismo que maculam uma sociedade. Neste quesito, os
brasileiros não economizaram. A divulgação, por meios de comunicação que atingem dezenas de milhões de pessoas, da foto de um
homem negro, vindo da África, como suspeito de ebola, foi a apoteose do fantasma do estrangeiro como portador da doença”, afirmou
a esta coluna Deisy Ventura, professora de direito internacional da Universidade de São Paulo, pesquisadora das relações entre direito e
saúde, autora do livro Direito e Saúde Global – O caso da pandemia de gripe A (H1N1). “Veja que este fantasma é mobilizado em relação aos
pobres, sobretudo negros, nunca em relação aos estrangeiros ricos e brancos. O escravagismo, terrível doença da sociedade brasileira,
associa-se ao desejo conjuntural de dizer: este governo não deveria ter deixado essas pessoas entrarem. É uma espécie de lamento:
tanto se esforçaram as elites para branquear este país, e agora querem preteá-lo?” A África desponta, de novo e sempre, como o grande
outro. Todo um continente povoado por nuances e diversidades reduzido à homogeneidade da ignorância – a um fora. Como disse um
imigrante de Burkina Faso à repórter Fabiana Cambricoli, do jornal O Estado de S. Paulo: “Os brasileiros não sabem que Burkina Faso é
longe dos países que têm ebola. Acham que é tudo a mesma coisa porque somos negros”. Ele e dezenas de imigrantes de diversos
países da África estão sendo hostilizados e expulsos de lugares públicos na cidade de Cascavel, no Paraná, onde o primeiro caso
suspeito foi identificado. Tornaram-se “os caras com ebola”, apontados na rua “como os negros que trouxeram o vírus para o Brasil”. O
ebola não parece ser um problema quando está na África, contido entre fronteiras. Lá é destino. O ebola só é problema, como escreveu
o pesquisador francês Bruno Canard, porque o vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. “A militarização da
resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização
Mundial da Saúde a uma Missão da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a erradicação da doença,
mas a sua contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura. Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua dignidade
violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa
se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que saibamos que a reparação total é uma impossibilidade,
e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós. É preciso reconhecer o rato que respira em nós
para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano. 
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/13/opinion/1413206886_964834.html. Acesso em: 13 out. 2014.
I. Metaforicamente, a xenofobia é uma peste que se espalha na sociedade, alimentada por postagens em redes sociais.
II. A xenofobia manifesta-se, no Brasil, contra o estrangeiro em geral, pois somos um povo ainda culturalmente atrasado.
III. O ódio e o preconceito são geralmente dirigidos a grupos socialmente excluídos ou desprivilegiados.
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kellen.triaca @aluno.unip.br
UNIP EAD
1 em 1 pontos
http://company.blackboard.com/
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https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/content/listContent.jsp?course_id=_400456_1&content_id=_4508855_1&mode=reset
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Resposta Selecionada: d. 
 
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
Pergunta 2
Resposta Selecionada: a. 
Leia a charge a seguir.
                                    
                                                 Fonte: http://sorisomail.com/img/1304789819776.jpg.
                                                                       Acesso em: 18 jun. 2016.
 
Assinale a alternativa que indica um ditado popular que tenha relação com a charge.
“O maior cego é aquele que se recusa a ver”.
Pergunta 3
Resposta Selecionada: c. 
(Enade 2016) Leia a charge a seguir.
                                         
                                          Fonte: https://desenvolvimentoambiental.wordpress.com.
                                                                      Acesso em: 9 set. 2016.
 
A partir das ideias sugeridas pela charge, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A adoção de posturas de consumo sustentável, com descarte correto dos resíduos gerados, favorece a preservação da diversidade
biológica.
                                                                   PORQUE
II. Refletir sobre os problemas socioambientais resulta em melhoria da qualidade de vida.
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Pergunta 4
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta
Selecionada:
b.
Leia o texto a seguir. 
                                        O que Portugal tem a ver com o Brasil – Alexandra Lucas Coelho
 
Os portugueses não parecem ter uma boa relação com os brasileiros, disse-me uma alemã, conhecedora profissional de Portugal e
Brasil. Estávamos na Alemanha, o Brasil temia uma guerra civil, foi há dez dias. Agora, de volta à casa, continuo a pensar na observação
dessa veterana, que nada tinha de provocadora, era só vontade de entender. Mas é impossível ignorar o que se tem manifestado em
Portugal de equívoco face ao Brasil ao longo destes dias. Segundo um desses equívocos, provável pai dos outros, o tema da colonização
encerrou-se, chega de falar dele, é passado. Penso o contrário, que mal começamos, que é presente, e a atual crise brasileira acentua
isso. Não só pelo que expõe das estruturas brasileiras, como pelo que revelou do olhar de Portugal sobre o Brasil, e sobre si mesmo.
Com esse nome, o Brasil viveu 322 anos de ocupação portuguesa e 194 de independência. Se alguém acredita que o tempo da
independência poderia já ter curado o tempo da ocupação, precisa de voltar à história luso-brasileira, porque o alcance da violência vai
longe, e em muitas direções. Esses 322 anos atuam diariamente naquilo que é hoje o Brasil, na clivagem entre São Paulo e o Nordeste,
nos milhões que ainda moram em favelas, na relação Casa-Grande & Senzala das elites com os empregados, na violência da polícia que
continua a ser militar, no desmando oligárquico dos que controlam aparelhos e estados, no saque catastrófico da natureza, na traição
aos grupos indígenas, na evangelização dos pobres, radicalizando o conservadorismo num país onde se morre de aborto. Não é elenco
para uma crônica, tem sido e será para muitas, livros, bibliotecas. O lulismo fez coisas importantes contra parte dessa herança (nas
desigualdades mais urgentes, na cultura), não fez o suficiente contra boa parte disto (na educação, na saúde, na polícia), fez coisas que
pioraram isto (um capitalismo com consequências devastadoras no ambiente e nas questões indígenas) e historicamente produziu uma
geração que o critica e supera pela esquerda, num caldo inédito de periferias politicamente empoderadas e uma nova faixa politizada
vinda da elite. A violência sistêmica brasileira tem raízes nas duas violências fundadoras da colonização portuguesa, extermínio indígena
e escravatura africana. Os portugueses não inventaram a escravatura, mas inauguraram o tráfico em grande escala. Dos 12 milhões de
indivíduos que as potências europeias deportaram de África até ao século XVIII, 5,8 milhões foram traficados por Portugal. Isto significa
47 por cento, ou seja, quase metade do tráfico foi assegurado por Portugal, e a maioria destinava-se a sustentar a colonização do Brasil.
A escravatura é um horror antiquíssimo, sim, e entre os séculos XV e XVIII a forma portuguesa de a praticar foi secundada por ingleses,
espanhóis, franceses, holandeses, sim. Mas a Portugal coube esta iniciativa: deportação em massa, para nela assentar a exploração
brutal de um território gigante, à custa do qual um território minúsculo viveu, como toda uma bibliografia tem mostrado de forma cada
vez mais desassombrada.  Não aprendi isto na escola, e tenho sérias dúvidas de que a maior parte dos portugueses faça ideia de que
Portugal, sozinho, deportou tantos africanos como os judeus mortos no Holocausto, com a ajuda teológica e logística da Igreja Católica,
depois de ter levado ao extermínio de ninguém sabe quantos índios, provavelmente não menos de um milhão.
 
Disponível em: https://www.publico.pt/mundo/noticia/o-que-portugal-tem-a-ver-com-o-brasil-1727252. Acesso em: 29 jun. 2016 (com
adaptações).
 
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Os atuais problemas brasileiros, das mais diversas naturezas, tiveram origem no sistema português de
colonização do Brasil, cujos reflexos são sentidos até hoje.
Pergunta 5
(Enade 2015 – com adaptações) Com base na leitura da letra da canção Guerra Santa, de Gilberto Gil, avalie as afirmativas.
 
 
I. Com as metáforas “barraqueiro” (v. 3) e “limões”, o autor procura situar, respectivamente, religiosos e produtos religiosos, em contexto
de pluralidade, tolerância e cidadania.
II. Infere-se do trecho “só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz/deixa o outro vender limões” (v. 3-4) que a paz entre
as religiões depende da não concorrência econômica pela venda de produtos religiosos.
III. A despeito de o autor da canção utilizar nomes de divindades e personagens divinizadas mais conhecidas, a expressão “e tantos
mais” (v. 10) evidencia a referência a qualquer representação do divino em qualquer religião.
 
É correto o que se afirma em:
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada:
e. 
I e III, apenas.
Pergunta 6
Resposta Selecionada: d. 
Leia os quadrinhos e o texto a seguir.
                          
    Fonte: https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa/2366417. Acesso em: 11 dez. 2014.
 
O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, foi escrito pelo filósofo Platão e está contido em “A República”, no livro VII. Na alegoria,
narra-se o diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato. É um dos textos mais lidos no mundo filosófico. A história narra a vida de alguns
homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz
que refletia sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da
caverna e logo ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes
do que estava acostumado a “ver”. Voltou para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e,
revoltados com a “mentira”, mataram-no. Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos
sentidos, e a inteligível (o mundo das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição, e o segundo encontraria toda a verdade possível
para o homem. Assim, o ser humano deveria procurar o mundo da verdade para que conseguisse atingir o bem maior para sua vida. Em
nossos dias, muitas são as cavernas em que nos envolvemos e pensamosser a realidade absoluta.
 
Disponível em: http://filosofia.uol.com.br. Acesso em: 30 nov. 2014 (com adaptações).
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. O personagem da charge afirma que vivemos na caverna de Platão porque ele não tem acesso às modernas tecnologias.
II. A referência ao mito da caverna de Platão alude ao fato de que a vida virtual, por meio dos modernos aparelhos, é intensa hoje.
III. Os quadrinhos enaltecem os modernos aparelhos como forma de ter acesso a informações, uma vez que o personagem pôde
aprender filosofia por meio da internet.
IV. A expressão “caverna de Platão” na tirinha tem sentido positivo e enaltece a sociedade tecnológica contemporânea.
 
É correto o que se afirma em:
II, apenas
Pergunta 7
Considere a ilustração e as afirmativas a seguir.
                                                     
Fonte: http://www.materiaincognita.com.br/wp-content/uploads/2012/04/TV-faz-mal-ao-cerebro.jpg. Acesso em: 20 jun. 2016.
 
I. O objetivo da ilustração é mostrar que os meios de comunicação tecem o conhecimento das crianças, contribuindo para um mundo
mais bem informado.
II. A ilustração é uma crítica aos meios de comunicação ultrapassados, que não promoviam o acesso à informação como a internet faz
atualmente.
III. A ilustração sugere que os meios de comunicação de massa provocam perda de autonomia do raciocínio.
 
É correto o que se afirma em:
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: c. III, apenas.
Pergunta 8
Resposta Selecionada: a. 
Leia o texto e os quadrinhos a seguir.
 
O Brasil de hoje é herdeiro de uma sociedade colonial e imperial escravocrata, em que o negro ocupou fundamentalmente a posição de
pessoa escravizada. O Brasil em 1888 foi o último país a abolir a escravidão nas Américas. Um abolicionismo incompleto, que não
permitiu incluir o negro na ordem social capitalista (Bastide; Fernandes, 2008).
A escravidão negra deixou marcas profundas de discriminação em nossa sociedade, inclusive escutamos insultos raciais atuais exigindo
que negros e negras voltem “para a senzala”. Mas será que o racismo contra o negro brasileiro atualmente só existe por causa do
“tempo do cativeiro”? Há pessoas racistas que nem sabem e nem mencionam esse contexto. Elas afirmam que não gostam de “negros”,
têm raiva dos “pretos” e que estes são “fedidos”, “sujos” e “preguiçosos”. O racismo opera cotidianamente por meio de piadas, causos,
ditos populares etc. Afinal de contas, temos uma variedade de expressões correntes na língua portuguesa recheadas de racismo contra
os negros.
 
Disponível em: http://www.comfor.unifesp.br/wp-content/docs/COMFOR/biblioteca_virtual/UNIAFRO. Acesso em: 13 jun. 2016.
                  
                               Fonte: http://photos1.blogger.com/blogger/7946/2941/1600/mafaldapreconceito1.1.gif.
                                                                                 Acesso em: 8 jun. 2016.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
 
I. Os quadrinhos visam criticar o fato de que as acusações de racismo se têm tornado cada vez mais frequentes.
II. Os quadrinhos ilustram o comportamento descrito no texto: as pessoas mantêm na linguagem seu preconceito.
III. O texto coloca, entre as raízes do preconceito racial, o sistema escravocrata, que imperou até o final do século XIX no Brasil.
IV. De acordo com o texto, a abolição da escravidão no Brasil, embora tardia, permitiu que os negros se integrassem completamente à
sociedade capitalista.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 9
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: b. 
Leia os quadrinhos e as afirmativas a seguir.
               
          Disponível em: http://www.quadrinhosacidos.com.br/2015/05/86-racismo-sem-querer.html. Acesso em: 14 jun. 2016.
 
I. O objetivo dos quadrinhos é mostrar que os preconceitos estão enraizados no nosso cotidiano e não incomodam ninguém.
II. Os quadrinhos denunciam estereótipos sociais que se baseiam em uma visão racista.
III. Os quadrinhos mostram que há pessoas que, no cotidiano, não percebem o teor racista de seus discursos.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 10
Leia o texto a seguir.
 
Obesidade, consumo e política: uma conversa sobre as mudanças mundiais na alimentação: Por que estamos engordando? O que a
política tem a ver com os alimentos? Por que não vemos publicidade de legumes na TV? Essas e outras questões relacionadas às
transformações na alimentação e suas consequências no cenário internacional foram abordadas por Pedro Graça, diretor do Programa
Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável do Ministério da Saúde de Portugal e doutor em Nutrição Humana pela
Universidade do Porto. Em visita ao Brasil, ele participou do Seminário Internacional: Escolhas Alimentares e seus Impactos, no Sesc
Santos. Confira algumas questões levantadas.
Estamos engordando: Ao comparar gráficos da presença da obesidade nas populações dos Estados Unidos e da área rural de
Bangladesh, por exemplo, o professor Pedro Graça conclui: essa é uma epidemia global. A obesidade cresceu nos últimos 20 anos não
só em países industrializados, com ampla oferta de alimentos, mas chegou até áreas rurais da Ásia.
Os mais pobres engordam mais: Até recentemente, acreditava-se que essa era uma epidemia que atingia principalmente as populações
que estavam melhorando economicamente, associada ao acesso à alimentação, ao acesso à caloria, à gordura, à proteína. Mas não é
bem assim: “O que nós estamos a viver é não só o aumento da doença no mundo inteiro, mas, ao contrário do que se esperava, quem é
mais afetada é a população mais carente, mais vulnerável. Pobreza e obesidade se aproximam de tal maneira que a pessoa pode ter
fome e ser obesa ao mesmo tempo. Coisa que para nós da biologia é um paradoxo”, afirma.
Somos treinados para engordar: “Nós somos uma máquina de engordar”. Isso porque a capacidade de acumular reservas de energia na
forma de gordura foi essencial para a sobrevivência do ser humano, diante da escassez de alimentos. “O ser humano está preparado
para lidar com a fome há dois milhões de anos. E começou a lidar com excesso de calorias há 50 anos. Não estamos preparados
biologicamente para isso”, afirma Pedro.
O que mudou? Diversas alterações demográficas causaram mudanças na alimentação: a entrada da mulher no mercado de trabalho e
na vida acadêmica, o envelhecimento da população e a necessidade de se trabalhar mais horas são alguns exemplos. E, se aumenta o
tempo do trabalho, o que fica para trás é o tempo de cozinhar e de ficar com os filhos. Os alimentos que já vêm prontos têm, portanto,
muito mais apelo do que aqueles que exigem tempo e conhecimentos culinários para o preparo. Além disso, em muitos lugares é mais
fácil e barato encontrar produtos ultraprocessados e calóricos – ricos em açúcar, sal e gordura – em vez de alimentos frescos.
1 em 1 pontos
Sábado, 5 de Abril de 2025 19h54min02s GMT-03:00
Resposta Selecionada: c. 
Você já viu propaganda de alface na TV? Provavelmente não. Mas vemos diariamente publicidade de produtos ultraprocessados e super
calóricos, não é mesmo? Pedro Graça chama atenção para o fato de que grandes indústrias alimentícias lucram muito, enquanto quem
trabalha no campo com frutas e legumes, em geral, tem ganhos pequenos e são os que mais sofrem com oscilações na economia e nos
preços dos alimentos. Assim fica fácil entender como um lado tem muito mais capacidade de investir e produzir comunicação do que o
outro.
É preciso reconhecer o ambiente: De acordo com o pesquisador Philip James, durante décadas pensou-se que a atenção e o esforço
individual fossem suficientes para prevenir a obesidade, porém depois de décadas desse esforço, as taxas de ganho de peso
continuaram a subir. Essa epidemia reflete a presença de um ambiente tóxico ou obesogênico. Isso significa que não adianta ensinar as
pessoas sobre alimentação saudável, se não há um ambiente favorável a isso, ou seja, se não há oferta de alimentos saudáveis em localpróximo, a preços acessíveis.  “Eu tenho primeiro que me preocupar com as condições que existem ou que eu posso criar para que o
suco de laranja apareça, para em seguida dizer como é importante consumir suco de laranja”, exemplifica Pedro Graça.
 
                Disponível em: http://www.sescsp.org.br/online/artigo. Acesso em: 08 jun. 2016 (com adaptações).
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.
 
I. O cuidado com o peso é uma questão de educação individual e a obesidade aumenta entre os mais pobres por falta de instrução.
II. As alterações no modo de vida têm responsabilidade pelo aumento da obesidade, uma vez que há incentivo ao consumo de produtos
ultraprocessados, mais práticos do que os alimentos frescos.
III. A melhora econômica facilita o acesso da população aos alimentos e, consequentemente, aumenta a prevalência de obesidade.
IV. A propaganda e o marketing têm influência sobre a venda de produtos industrializados e atingem apenas as regiões urbanas.
Apenas a afirmativa II está correta.
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Curso ESTUDOS DISCIPLINARES XIII
Teste AVALIAÇÃO I
Iniciado 05/04/25 18:39
Enviado 05/04/25 19:07
Status Completada
Resultado da tentativa 9 em 10 pontos  
Tempo decorrido 28 minutos
Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente
Pergunta 1
Resposta
Selecionada:
b.
Leia o texto a seguir. 
                                        O que Portugal tem a ver com o Brasil – Alexandra Lucas Coelho
 
Os portugueses não parecem ter uma boa relação com os brasileiros, disse-me uma alemã, conhecedora profissional de Portugal e Brasil.
Estávamos na Alemanha, o Brasil temia uma guerra civil, foi há dez dias. Agora, de volta à casa, continuo a pensar na observação dessa
veterana, que nada tinha de provocadora, era só vontade de entender. Mas é impossível ignorar o que se tem manifestado em Portugal de
equívoco face ao Brasil ao longo destes dias. Segundo um desses equívocos, provável pai dos outros, o tema da colonização encerrou-se,
chega de falar dele, é passado. Penso o contrário, que mal começamos, que é presente, e a atual crise brasileira acentua isso. Não só pelo
que expõe das estruturas brasileiras, como pelo que revelou do olhar de Portugal sobre o Brasil, e sobre si mesmo. Com esse nome, o Brasil
viveu 322 anos de ocupação portuguesa e 194 de independência. Se alguém acredita que o tempo da independência poderia já ter curado o
tempo da ocupação, precisa de voltar à história luso-brasileira, porque o alcance da violência vai longe, e em muitas direções. Esses 322 anos
atuam diariamente naquilo que é hoje o Brasil, na clivagem entre São Paulo e o Nordeste, nos milhões que ainda moram em favelas, na
relação Casa-Grande & Senzala das elites com os empregados, na violência da polícia que continua a ser militar, no desmando oligárquico
dos que controlam aparelhos e estados, no saque catastrófico da natureza, na traição aos grupos indígenas, na evangelização dos pobres,
radicalizando o conservadorismo num país onde se morre de aborto. Não é elenco para uma crônica, tem sido e será para muitas, livros,
bibliotecas. O lulismo fez coisas importantes contra parte dessa herança (nas desigualdades mais urgentes, na cultura), não fez o suficiente
contra boa parte disto (na educação, na saúde, na polícia), fez coisas que pioraram isto (um capitalismo com consequências devastadoras no
ambiente e nas questões indígenas) e historicamente produziu uma geração que o critica e supera pela esquerda, num caldo inédito de
periferias politicamente empoderadas e uma nova faixa politizada vinda da elite. A violência sistêmica brasileira tem raízes nas duas
violências fundadoras da colonização portuguesa, extermínio indígena e escravatura africana. Os portugueses não inventaram a escravatura,
mas inauguraram o tráfico em grande escala. Dos 12 milhões de indivíduos que as potências europeias deportaram de África até ao século
XVIII, 5,8 milhões foram traficados por Portugal. Isto significa 47 por cento, ou seja, quase metade do tráfico foi assegurado por Portugal, e a
maioria destinava-se a sustentar a colonização do Brasil. A escravatura é um horror antiquíssimo, sim, e entre os séculos XV e XVIII a forma
portuguesa de a praticar foi secundada por ingleses, espanhóis, franceses, holandeses, sim. Mas a Portugal coube esta iniciativa: deportação
em massa, para nela assentar a exploração brutal de um território gigante, à custa do qual um território minúsculo viveu, como toda uma
bibliografia tem mostrado de forma cada vez mais desassombrada.  Não aprendi isto na escola, e tenho sérias dúvidas de que a maior parte
dos portugueses faça ideia de que Portugal, sozinho, deportou tantos africanos como os judeus mortos no Holocausto, com a ajuda teológica
e logística da Igreja Católica, depois de ter levado ao extermínio de ninguém sabe quantos índios, provavelmente não menos de um milhão.
 
Disponível em: https://www.publico.pt/mundo/noticia/o-que-portugal-tem-a-ver-com-o-brasil-1727252. Acesso em: 29 jun. 2016 (com
adaptações).
 
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Os atuais problemas brasileiros, das mais diversas naturezas, tiveram origem no sistema português de colonização do
Brasil, cujos reflexos são sentidos até hoje.
Pergunta 2
Leia o texto e a charge a seguir.
 
Podemos modificar a forma de ensinar – José Manoel Moran
 
Ensinar e aprender exigem, hoje, muito mais flexibilidade espaçotemporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais
abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso,
com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados. Temos informações demais e dificuldade em
escolher quais são significativas para nós e conseguir integrá-las dentro da nossa mente e da nossa vida. A aquisição da informação
dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do
professor - o papel principal - é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Aprender depende também do
aluno, de que ele esteja pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para incorporá-la
UNIP EAD BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAIS
francelio.queiroz @aluno.unip.br
9
CONTEÚDOS ACADÊMICOS
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
http://company.blackboard.com/
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/execute/courseMain?course_id=_400457_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/content/listContent.jsp?course_id=_400457_1&content_id=_4508856_1&mode=reset
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_10_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_27_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_47_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_29_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_25_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/login/?action=logout
Resposta Selecionada: a. 
vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal - intelectual e emocional - não se tornará
verdadeiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente. Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos
simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar
um verniz de modernidade, semmexer no essencial. A internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos
a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/T6%20TextoMoran.pdf.
Acesso em: 18 dez. 2014 (com adaptações).
                                                                          
                                               Fonte: http://www.cartuns.com.br/page1.html. Acesso em: 18 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.
 
I. Segundo o texto, no futuro, os professores não serão mais necessários no processo de ensino e aprendizagem.
II. A charge enaltece o fato de que já dispomos, hoje em dia, de profissionais autodidatas, que aprenderam suas profissões consultando a
internet, o que corrobora o texto.
III. A charge e o texto destacam a internet como forma de aprendizagem e consideram ultrapassadas as formas tradicionais de ensino.
IV. Segundo o texto, é importante que o conteúdo a ser aprendido faça parte da realidade do aluno; se não o fizer, não há a necessidade de
se ensinar tal conteúdo.
Nenhuma afirmativa é correta.
Pergunta 3
Resposta Selecionada: a. 
Leia a charge a seguir.
                                    
                                                 Fonte: http://sorisomail.com/img/1304789819776.jpg.
                                                                       Acesso em: 18 jun. 2016.
 
Assinale a alternativa que indica um ditado popular que tenha relação com a charge.
“O maior cego é aquele que se recusa a ver”.
Pergunta 4
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: b. 
Leia os quadrinhos e as afirmativas a seguir.
               
          Disponível em: http://www.quadrinhosacidos.com.br/2015/05/86-racismo-sem-querer.html. Acesso em: 14 jun. 2016.
 
I. O objetivo dos quadrinhos é mostrar que os preconceitos estão enraizados no nosso cotidiano e não incomodam ninguém.
II. Os quadrinhos denunciam estereótipos sociais que se baseiam em uma visão racista.
III. Os quadrinhos mostram que há pessoas que, no cotidiano, não percebem o teor racista de seus discursos.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 5
Leia os quadrinhos e o trecho a seguir, que expõe o pensamento do professor e jornalista Ciro Marcondes Filho.
                     
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/10/noticia_saudeplena,147743/pesquisa-usa-personagens-de-tirinhas
-para-explicar-funcao-de-estereoti.shtml. Acesso em: 08 nov. 2014. 
Marcondes Filho (1986) descreve a prática sensacionalista como nutriente psíquico, desviante ideológico e descarga de pulsões instintivas.
Caracteriza sensacionalismo como “o grau mais radical da mercantilização da informação: tudo o que se vende é aparência e, na verdade,
vende-se aquilo que a informação interna não irá desenvolver melhor do que a manchete. Esta está carregada de apelos às carências
psíquicas das pessoas e explora-as de forma sádica, caluniadora e ridicularizadora. (...) No jornalismo sensacionalista, as notícias funcionam
como pseudoalimentos às carências do espírito. (...) O jornalismo sensacionalista extrai do fato, da notícia, a sua carga emotiva e apelativa e a
enaltece. Fabrica uma nova notícia que a partir daí passa a se vender por si mesma”. 
Disponível em: http://www.wejconsultoria.com.br/site/wp-content/uploads/2013/04/Danilo-Angrimani-Sobrinho-Espreme-que-sai-sangue.pdf.
Acesso em: 8 nov. 2014. 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções e assinale a alternativa correta.
 
0 em 1 pontos
Resposta Selecionada: a. 
I. A reação do personagem diante da televisão revela uma visão antagônica àquela apresentada por Marcondes Filho sobre o
sensacionalismo.
                                                                      PORQUE
II. De acordo com Marcondes Filho, as notícias sensacionalistas suprem as carências de informação dos receptores, uma vez que são
comprometidas com os elementos factuais essenciais.
As duas asserções são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira.
Pergunta 6
Resposta Selecionada: d. 
Com base no texto a seguir, avalie as afirmativas.
 
O vírus letal da xenofobia – Eliane Brum
 
Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando nas
sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de ebola,
fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém,
a deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a “ameaça”, era
africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana
conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós. Foi ela, a peste dentro de nós, que levou à violação dos direitos mais
básicos do homem sobre o qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética, seu nome foi exposto. Seu rosto foi exposto. O
documento em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um homem, mas como o rato que traz a peste para essa Oran
chamada Brasil. Deste crime, parte da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará. Ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus
do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Não sei se há desamparo maior do que alcançar a fronteira de um
país distante, nessa solidão abissal. E pedir refúgio, essa palavra-conceito tão nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então se sentir mal, e
cada um há de saber como a fragilidade da carne nos escava. Corrói mesmo aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual.
Ele, desabitado da língua, era desterrado também do corpo. Para alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que se revelou dele
não é ele, mas nós, é preciso vê-lo como um homem, não como um rato que carrega um vírus. Para alcançá-lo, é preciso vestir o homem.
Mas só um humano pode vestir um humano. E logo ouviu-se o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-se das autoridades. Que
os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para os ratos não há solidariedade nem
compaixão. Parece que nada se aprendeu com a Aids, com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como
culpados, o preconceito mascarado como necessária medida sanitária. E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre
muitos, demais, nas redes sociais, dispostos a despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada,
comprovou-se que uma das palavras mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. “Alguém
me diz por que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao
ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham.
“Descrever uma epidemia é uma forma magistral de revelar as diversas formas de totalitarismo que maculam uma sociedade. Neste quesito,
os brasileiros não economizaram. A divulgação, por meios de comunicação que atingem dezenas de milhões de pessoas, da foto de um
homem negro, vindo da África, como suspeito de ebola, foi a apoteose do fantasma do estrangeiro como portador da doença”, afirmou a esta
coluna Deisy Ventura, professora de direito internacional da Universidade de São Paulo, pesquisadora das relações entre direito e saúde,
autora do livro Direito e Saúde Global – O caso da pandemia de gripe A (H1N1). “Veja que este fantasma é mobilizado em relação aos pobres,
sobretudo negros, nunca em relação aos estrangeiros ricos e brancos. O escravagismo, terrível doença da sociedade brasileira,associa-se ao
desejo conjuntural de dizer: este governo não deveria ter deixado essas pessoas entrarem. É uma espécie de lamento: tanto se esforçaram as
elites para branquear este país, e agora querem preteá-lo?” A África desponta, de novo e sempre, como o grande outro. Todo um continente
povoado por nuances e diversidades reduzido à homogeneidade da ignorância – a um fora. Como disse um imigrante de Burkina Faso à
repórter Fabiana Cambricoli, do jornal O Estado de S. Paulo: “Os brasileiros não sabem que Burkina Faso é longe dos países que têm ebola.
Acham que é tudo a mesma coisa porque somos negros”. Ele e dezenas de imigrantes de diversos países da África estão sendo hostilizados e
expulsos de lugares públicos na cidade de Cascavel, no Paraná, onde o primeiro caso suspeito foi identificado. Tornaram-se “os caras com
ebola”, apontados na rua “como os negros que trouxeram o vírus para o Brasil”. O ebola não parece ser um problema quando está na África,
contido entre fronteiras. Lá é destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque o vírus saiu do
lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. “A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das
Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização Mundial da Saúde a uma Missão da ONU, revela que a grande preocupação da
comunidade internacional não é a erradicação da doença, mas a sua contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura. Para o homem que
alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua dignidade violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de
um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que
saibamos que a reparação total é uma impossibilidade, e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós.
É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano. 
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/13/opinion/1413206886_964834.html. Acesso em: 13 out. 2014.
I. Metaforicamente, a xenofobia é uma peste que se espalha na sociedade, alimentada por postagens em redes sociais.
II. A xenofobia manifesta-se, no Brasil, contra o estrangeiro em geral, pois somos um povo ainda culturalmente atrasado.
III. O ódio e o preconceito são geralmente dirigidos a grupos socialmente excluídos ou desprivilegiados.
 
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
Pergunta 7
Leia o texto e os quadrinhos a seguir.
 
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: a. 
O Brasil de hoje é herdeiro de uma sociedade colonial e imperial escravocrata, em que o negro ocupou fundamentalmente a posição de
pessoa escravizada. O Brasil em 1888 foi o último país a abolir a escravidão nas Américas. Um abolicionismo incompleto, que não permitiu
incluir o negro na ordem social capitalista (Bastide; Fernandes, 2008).
A escravidão negra deixou marcas profundas de discriminação em nossa sociedade, inclusive escutamos insultos raciais atuais exigindo que
negros e negras voltem “para a senzala”. Mas será que o racismo contra o negro brasileiro atualmente só existe por causa do “tempo do
cativeiro”? Há pessoas racistas que nem sabem e nem mencionam esse contexto. Elas afirmam que não gostam de “negros”, têm raiva dos
“pretos” e que estes são “fedidos”, “sujos” e “preguiçosos”. O racismo opera cotidianamente por meio de piadas, causos, ditos populares etc.
Afinal de contas, temos uma variedade de expressões correntes na língua portuguesa recheadas de racismo contra os negros.
 
Disponível em: http://www.comfor.unifesp.br/wp-content/docs/COMFOR/biblioteca_virtual/UNIAFRO. Acesso em: 13 jun. 2016.
                  
                               Fonte: http://photos1.blogger.com/blogger/7946/2941/1600/mafaldapreconceito1.1.gif.
                                                                                 Acesso em: 8 jun. 2016.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
 
I. Os quadrinhos visam criticar o fato de que as acusações de racismo se têm tornado cada vez mais frequentes.
II. Os quadrinhos ilustram o comportamento descrito no texto: as pessoas mantêm na linguagem seu preconceito.
III. O texto coloca, entre as raízes do preconceito racial, o sistema escravocrata, que imperou até o final do século XIX no Brasil.
IV. De acordo com o texto, a abolição da escravidão no Brasil, embora tardia, permitiu que os negros se integrassem completamente à
sociedade capitalista.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 8
Resposta Selecionada: c. 
(Enade 2016) Leia a charge a seguir.
                                         
                                          Fonte: https://desenvolvimentoambiental.wordpress.com.
                                                                      Acesso em: 9 set. 2016.
 
A partir das ideias sugeridas pela charge, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A adoção de posturas de consumo sustentável, com descarte correto dos resíduos gerados, favorece a preservação da diversidade
biológica.
                                                                   PORQUE
II. Refletir sobre os problemas socioambientais resulta em melhoria da qualidade de vida.
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Pergunta 9
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Sábado, 5 de Abril de 2025 20h43min41s GMT-03:00
Resposta Selecionada: d. 
Leia os quadrinhos e o texto a seguir.
                          
    Fonte: https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa/2366417. Acesso em: 11 dez. 2014.
 
O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, foi escrito pelo filósofo Platão e está contido em “A República”, no livro VII. Na alegoria, narra-se o
diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato. É um dos textos mais lidos no mundo filosófico. A história narra a vida de alguns homens que
nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz que refletia
sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e logo
ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava
acostumado a “ver”. Voltou para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e, revoltados com a “mentira”,
mataram-no. Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos sentidos, e a inteligível (o
mundo das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição, e o segundo encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim, o ser
humano deveria procurar o mundo da verdade para que conseguisse atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas são as
cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta.
 
Disponível em: http://filosofia.uol.com.br. Acesso em: 30 nov. 2014 (com adaptações).
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. O personagem da charge afirma que vivemos na caverna de Platão porque ele não tem acesso às modernas tecnologias.
II. A referência ao mito da caverna de Platão alude ao fato de que a vida virtual, por meio dos modernos aparelhos, é intensa hoje.
III. Os quadrinhos enaltecem os modernos aparelhos como forma de ter acesso a informações, uma vez que o personagem pôde aprender
filosofia por meio da internet.
IV. A expressão “caverna de Platão” na tirinha tem sentido positivo e enaltece a sociedade tecnológica contemporânea.
 
É correto o que se afirma em:
II, apenas
Pergunta 10
Resposta Selecionada:
e. 
(Enade 2015 – com adaptações) Com base na leitura da letra da canção Guerra Santa, de Gilberto Gil, avalie as afirmativas.
 
 
I. Com as metáforas “barraqueiro” (v. 3)e “limões”, o autor procura situar, respectivamente, religiosos e produtos religiosos, em contexto de
pluralidade, tolerância e cidadania.
II. Infere-se do trecho “só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz/deixa o outro vender limões” (v. 3-4) que a paz entre as
religiões depende da não concorrência econômica pela venda de produtos religiosos.
III. A despeito de o autor da canção utilizar nomes de divindades e personagens divinizadas mais conhecidas, a expressão “e tantos mais” (v.
10) evidencia a referência a qualquer representação do divino em qualquer religião.
 
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
← OK
1 em 1 pontosde apelos às carências
psíquicas das pessoas e explora-as de forma sádica, caluniadora e ridicularizadora. (...) No jornalismo sensacionalista, as notícias funcionam
como pseudoalimentos às carências do espírito. (...) O jornalismo sensacionalista extrai do fato, da notícia, a sua carga emotiva e apelativa e
a enaltece. Fabrica uma nova notícia que a partir daí passa a se vender por si mesma”. 
Disponível em: http://www.wejconsultoria.com.br/site/wp-content/uploads/2013/04/Danilo-Angrimani-Sobrinho-Espreme-que-sai-sangue.pd
f. Acesso em: 8 nov. 2014. 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções e assinale a alternativa correta.
 
I. A reação do personagem diante da televisão revela uma visão antagônica àquela apresentada por Marcondes Filho sobre o
sensacionalismo.
                                                                      PORQUE
II. De acordo com Marcondes Filho, as notícias sensacionalistas suprem as carências de informação dos receptores, uma vez que são
comprometidas com os elementos factuais essenciais.
As duas asserções são falsas.
Pergunta 4
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: d. 
Leia os quadrinhos e o texto a seguir.
                          
    Fonte: https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa/2366417. Acesso em: 11 dez. 2014.
 
O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, foi escrito pelo filósofo Platão e está contido em “A República”, no livro VII. Na alegoria, narra-se
o diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato. É um dos textos mais lidos no mundo filosófico. A história narra a vida de alguns homens que
nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz que refletia
sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e logo
ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava
acostumado a “ver”. Voltou para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e, revoltados com a “mentira”,
mataram-no. Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos sentidos, e a inteligível (o
mundo das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição, e o segundo encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim, o ser
humano deveria procurar o mundo da verdade para que conseguisse atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas são as
cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta.
 
Disponível em: http://filosofia.uol.com.br. Acesso em: 30 nov. 2014 (com adaptações).
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. O personagem da charge afirma que vivemos na caverna de Platão porque ele não tem acesso às modernas tecnologias.
II. A referência ao mito da caverna de Platão alude ao fato de que a vida virtual, por meio dos modernos aparelhos, é intensa hoje.
III. Os quadrinhos enaltecem os modernos aparelhos como forma de ter acesso a informações, uma vez que o personagem pôde aprender
filosofia por meio da internet.
IV. A expressão “caverna de Platão” na tirinha tem sentido positivo e enaltece a sociedade tecnológica contemporânea.
 
É correto o que se afirma em:
II, apenas
Pergunta 5
Resposta Selecionada: b. 
Leia o texto a seguir.
 
Criminologia
Eduardo Galeano
 
A cada ano, os pesticidas químicos matam pelo menos três milhões de camponeses.
A cada dia, os acidentes de trabalho matam pelo menos dez mil trabalhadores.
A cada minuto, a miséria mata pelo menos dez crianças.
Esses crimes não aparecem nos noticiários. São, como as guerras, atos normais de canibalismo.
Os criminosos andam soltos. As prisões não foram feitas para os que estripam multidões. A construção de prisões é o plano de habitação
que os pobres merecem.
 
Disponível em: https://dissencialistas.wordpress.com/2012/10/11/eduardo-galeano-criminologia/.  Acesso em: 24 ago. 2016.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
 
I. Do texto, apreende-se que práticas econômicas e sociais vigentes causam a morte de milhões de cidadãos.
II. Quando o autor afirma que “os criminosos estão soltos”, quer dizer que o sistema prisional tem vagas insuficientes para abrigar aqueles
que são responsáveis por estripar multidões.
III. Os pesticidas, os acidentes de trabalho e a miséria, por não serem indivíduos, não podem ser presos. Portanto, quando alguém morre
por uma dessas causas, não há culpados.
IV. O autor considera que a justiça poupa grandes corporações e instituições e defende a ideia de que as prisões sejam habitações
destinadas aos mais pobres.
 
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
Pergunta 6
Leia o texto e a charge a seguir.
 
Podemos modificar a forma de ensinar – José Manoel Moran
 
1 em 1 pontos
0 em 1 pontos
Resposta Selecionada: c. 
Ensinar e aprender exigem, hoje, muito mais flexibilidade espaçotemporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais
abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso,
com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados. Temos informações demais e dificuldade em
escolher quais são significativas para nós e conseguir integrá-las dentro da nossa mente e da nossa vida. A aquisição da informação
dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do
professor - o papel principal - é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Aprender depende também do
aluno, de que ele esteja pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para incorporá-la
vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal - intelectual e emocional - não se tornará
verdadeiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente. Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos
simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar
um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos
a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/T6%20TextoMoran.pdf.
Acesso em: 18 dez. 2014 (com adaptações).
                                                                          
                                               Fonte: http://www.cartuns.com.br/page1.html. Acesso em: 18 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.
 
I. Segundo o texto, no futuro, os professores não serão mais necessários no processo de ensino e aprendizagem.
II. A charge enaltece o fato de que já dispomos, hoje em dia, de profissionais autodidatas, que aprenderam suas profissões consultando a
internet, o que corrobora o texto.
III. A charge e o texto destacam a internet como forma de aprendizagem e consideram ultrapassadas as formas tradicionais de ensino.
IV. Segundo o texto, é importante que o conteúdo a ser aprendido faça parte da realidade do aluno; se não o fizer, não há a necessidade de
se ensinar tal conteúdo.
Apenas as afirmativas I e IV são corretas.
Pergunta 7
Leia a charge de autoria de Quino e o texto de autoria de Rubem Alves.
                                                 
    Fonte: http://blogs.sapo.pt/noauth?blog=perguntasparvas. Acesso em: 13 fev. 2015.
 
Minha estrela é a educação. Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia e português. Essas coisas podem ser aprendidas nos
livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. De um educador pode-se dizer o que Cecília Meireles
disse de sua avó – que foi quem a educou:“O seu corpo era um espelho pensante do universo”. O educador é um corpo cheio de mundos....
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O mundo é maravilhoso, está cheio de coisas assombrosas. Zaratustra ria vendo borboletas e
bolhas de sabão. A Adélia ria vendo tanajuras em voo e um pé de mato que dava flor amarela. Eu rio vendo conchas, teias de aranha e
pipocas estourando. Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando
seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo
ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças.
 
Disponível em: http://rubemalves.com.br/site/educador.php. Acesso em: 10 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. A charge e o texto apresentam visões semelhantes sobre o ato de ensinar e o de educar.
II. De acordo com Rubem Alves, o educador deve espelhar o mundo para os alunos, transmitindo os conhecimentos escolares necessários ao
seu desenvolvimento pessoal e profissional.
III. Os olhos dos discípulos sorrindo simbolizam a compreensão dos alunos em relação ao que o educador apontou.
IV. De acordo com a charge e o texto, o saber do educador não é importante; o conhecimento só é essencial no ato de ensinar.
 
É correto o que se afirma em:
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: c. I e III, apenas.
Pergunta 8
Resposta Selecionada: c. 
Considere a ilustração e as afirmativas a seguir.
                                                     
Fonte: http://www.materiaincognita.com.br/wp-content/uploads/2012/04/TV-faz-mal-ao-cerebro.jpg. Acesso em: 20 jun. 2016.
 
I. O objetivo da ilustração é mostrar que os meios de comunicação tecem o conhecimento das crianças, contribuindo para um mundo mais
bem informado.
II. A ilustração é uma crítica aos meios de comunicação ultrapassados, que não promoviam o acesso à informação como a internet faz
atualmente.
III. A ilustração sugere que os meios de comunicação de massa provocam perda de autonomia do raciocínio.
 
É correto o que se afirma em:
III, apenas.
Pergunta 9
Leia os quadrinhos e as afirmativas a seguir.
               
          Disponível em: http://www.quadrinhosacidos.com.br/2015/05/86-racismo-sem-querer.html. Acesso em: 14 jun. 2016.
 
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Sábado, 5 de Abril de 2025 17h10min09s BRT
Resposta Selecionada: b. 
I. O objetivo dos quadrinhos é mostrar que os preconceitos estão enraizados no nosso cotidiano e não incomodam ninguém.
II. Os quadrinhos denunciam estereótipos sociais que se baseiam em uma visão racista.
III. Os quadrinhos mostram que há pessoas que, no cotidiano, não percebem o teor racista de seus discursos.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 10
Resposta Selecionada: b. 
(Enade 2015 – com adaptações) Com base na leitura da letra da canção Guerra Santa, de Gilberto Gil, avalie as afirmativas.
 
 
I. Com as metáforas “barraqueiro” (v. 3) e “limões”, o autor procura situar, respectivamente, religiosos e produtos religiosos, em contexto de
pluralidade, tolerância e cidadania.
II. Infere-se do trecho “só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz/deixa o outro vender limões” (v. 3-4) que a paz entre as
religiões depende da não concorrência econômica pela venda de produtos religiosos.
III. A despeito de o autor da canção utilizar nomes de divindades e personagens divinizadas mais conhecidas, a expressão “e tantos mais” (v.
10) evidencia a referência a qualquer representação do divino em qualquer religião.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
← OK
0 em 1 pontos
 Revisar envio do teste: AVALIAÇÃO IESTUDOS DISCIPLINARES XIII 6676-10_SEI_AD_0122_R_20251 CONTEÚDO
Usuário LARISSA DA SILVA LUCENA DE MELO
Curso ESTUDOS DISCIPLINARES XIII
Teste AVALIAÇÃO I
Iniciado 01/04/25 09:07
Enviado 01/04/25 09:39
Status Completada
Resultado da tentativa 10 em 10 pontos  
Tempo decorrido 31 minutos
Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente
Pergunta 1
Leia o texto de autoria de Vladimir Safatle e avalie as afirmativas a seguir.
 
Quem tem o direito de falar?
Estabelecer que minorias só podem falar dos problemas de seu grupo é uma forma astuta de silenciamento.
 
A política não é uma questão apenas de circulação de bens e riquezas. Ou seja, ela não se funda simplesmente em uma
decisão a respeito de como as riquezas e os bens devem circular, como eles devem ser distribuídos. Embora essa seja uma
questão central que mobiliza todos nós, ela não é tudo, nem é razão suficiente de todos os fenômenos internos ao campo
que nomeamos "política". Na verdade, a política é também uma questão de circulação de afetos, da maneira com que eles
irão criar vínculos sociais, afetando os que fazem parte destes vínculos. A maneira com que somos afetados define o que
somos e o que não somos capazes de ver, o que somos e não somos capazes de sentir e perceber. Definido o que vejo,
sinto e percebo, define-se o campo das minhas ações, a maneira com que julgo, o que faz parte e o que está excluído do
meu mundo. Percebam, por exemplo, como um dos maiores feitos políticos de 2015 foi a circulação de uma mera foto, a
foto do menino sírio morto em um naufrágio no Mar Mediterrâneo. Nesse sentido, foi muito interessante pesquisar as
reações de certos europeus que invadiram sites de notícias de seu continente com posts e comentários. Uma quantidade
impressionante deles reclamava daqueles jornais que decidiram publicar a foto. Por trás de sofismas primários, eles diziam
basicamente a mesma coisa: "parem de nos mostrar o que não queremos ver", "isto irá quebrar a força de nosso discurso".
Pois eles sabiam que seu fascismo ordinário cresce à condição de administrar uma certa zona de invisibilidade. É necessário
que certos afetos não circulem, que a humanização bruta produzida pela morte estúpida de um refugiado não nos afete.
Todo fascismo ordinário é baseado em uma desafecção. Toda verdadeira luta política é baseada em uma mudança nos
circuitos hegemônicos de afetos. Prova disso foi o fato de tal foto produzir o que vários discursos até então não haviam
conseguido: a suspensão temporária da política criminosa de indiferença em relação à sorte dos refugiados. Mas essa
quebra da invisibilidade também se dá de outras formas. De fato, sabemos como faz parte das dinâmicas do poder decidir
qual sofrimento é visível e qual é invisível. Mas, para tanto, devemos antes decidir sobre quem fala e quem não fala, qual
fala ouvirei e qual fala representará, para mim, apenas alguma forma de ressentimento. Há várias maneiras de silêncio. A
mais comum é simplesmente calar quem não tem direito à voz. Isso é o que nos lembram todos aqueles que se engajaram
na luta por grupos sociais vulneráveis e objetos de violência contínua (negros, homossexuais, mulheres, travestis,
palestinos, entre tantos outros). Mas há ainda outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar sua fala. Assim, um será a voz
dos negros e pobres, já que o enunciador é negro e pobre. O outro será a voz das mulheres e lésbicas, já que o enunciador
é mulher e lésbica. A princípio, isto pode parecer um ato de dar voz aos excluídos e subalternos, fazendo com que negros
falem sobre os problemas dos negros, mulheres falem sobre os problemas das mulheres, e por aí vai. Essa é apenas uma
forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais atentos a tal estratégia de silenciamento identitário. Ao final, ela quer nos
levar a acreditar que negros devem apenas falar dos problemas dos negros, que mulheres devem apenas falar dos
problemas das mulheres. Pensar a política como circuito de afetos significa compreender que sujeitos políticos são criados
quando conseguem mudar a forma como o espaço comum é afetado. Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não
circulavam, mas quando aceito limitar minha fala pela identidade que supostamente represento, não mudarei a forma de
circulação de afetos,pois não conseguirei implicar quem não partilha minha identidade na narrativa do meu sofrimento.
Minha produção de afecções continuará circulando em regime restrito, mesmo que agora codificada como região setorizada
do espaço comum. Ser um sujeito político é conseguir enunciar proposições que implicam todo mundo, que podem
implicar qualquer um, ou seja, que se dirigem a esta dimensão do "qualquer um" que faz parte de cada um de nós. É
quando nos colocamos na posição de qualquer um que temos mais força de desestabilização de circuitos hegemônicos de
afetos. O verdadeiro medo do poder é que você se coloque na posição de qualquer um.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/234248-quem-tem-o-direito-de-falar.shtml. Acesso em: 13 jun.
2016.
I. Segundo o autor, grupos de minorias estão sendo silenciados, pois vivemos em um regime autoritário, não democrático.
II. O autor defende que os políticos sejam os legítimos representantes dos grupos minoritários, já que as minorias tendem a
ser silenciadas na sociedade.
III. A publicação da foto do menino sírio, morto no naufrágio ao tentar chegar à Europa como imigrante, foi, segundo o
CONTEÚDOS ACADÊMICOS BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAIS
LARISSA MELO
UNIP EAD
1 em 1 pontos
http://company.blackboard.com/
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/execute/courseMain?course_id=_400456_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/content/listContent.jsp?course_id=_400456_1&content_id=_4508855_1&mode=reset
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_25_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_27_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_47_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_29_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_10_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/login/?action=logout
Resposta Selecionada: e. 
texto, uma forma de sensacionalismo da imprensa e por isso gerou conflitos políticos.
Assinale a alternativa correta.
Nenhuma afirmativa é correta.
Pergunta 2
Resposta Selecionada: b. 
Leia o texto a seguir.
 
Criminologia
Eduardo Galeano
 
A cada ano, os pesticidas químicos matam pelo menos três milhões de camponeses.
A cada dia, os acidentes de trabalho matam pelo menos dez mil trabalhadores.
A cada minuto, a miséria mata pelo menos dez crianças.
Esses crimes não aparecem nos noticiários. São, como as guerras, atos normais de canibalismo.
Os criminosos andam soltos. As prisões não foram feitas para os que estripam multidões. A construção de prisões é o plano
de habitação que os pobres merecem.
 
Disponível em: https://dissencialistas.wordpress.com/2012/10/11/eduardo-galeano-criminologia/.  Acesso em: 24 ago. 2016.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
 
I. Do texto, apreende-se que práticas econômicas e sociais vigentes causam a morte de milhões de cidadãos.
II. Quando o autor afirma que “os criminosos estão soltos”, quer dizer que o sistema prisional tem vagas insuficientes para
abrigar aqueles que são responsáveis por estripar multidões.
III. Os pesticidas, os acidentes de trabalho e a miséria, por não serem indivíduos, não podem ser presos. Portanto, quando
alguém morre por uma dessas causas, não há culpados.
IV. O autor considera que a justiça poupa grandes corporações e instituições e defende a ideia de que as prisões sejam
habitações destinadas aos mais pobres.
 
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
Pergunta 3
(Enade 2015 – com adaptações) Com base na leitura da letra da canção Guerra Santa, de Gilberto Gil, avalie as afirmativas.
 
 
I. Com as metáforas “barraqueiro” (v. 3) e “limões”, o autor procura situar, respectivamente, religiosos e produtos religiosos,
em contexto de pluralidade, tolerância e cidadania.
II. Infere-se do trecho “só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz/deixa o outro vender limões” (v. 3-4)
que a paz entre as religiões depende da não concorrência econômica pela venda de produtos religiosos.
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada:
e. 
III. A despeito de o autor da canção utilizar nomes de divindades e personagens divinizadas mais conhecidas, a expressão “e
tantos mais” (v. 10) evidencia a referência a qualquer representação do divino em qualquer religião.
 
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
Pergunta 4
Resposta Selecionada: c. 
Leia a charge de autoria de Quino e o texto de autoria de Rubem Alves.
                                                 
    Fonte: http://blogs.sapo.pt/noauth?blog=perguntasparvas. Acesso em: 13 fev. 2015.
 
Minha estrela é a educação. Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia e português. Essas coisas podem
ser aprendidas nos livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. De um educador
pode-se dizer o que Cecília Meireles disse de sua avó – que foi quem a educou: “O seu corpo era um espelho pensante do
universo”. O educador é um corpo cheio de mundos.... A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O mundo é
maravilhoso, está cheio de coisas assombrosas. Zaratustra ria vendo borboletas e bolhas de sabão. A Adélia ria vendo
tanajuras em voo e um pé de mato que dava flor amarela. Eu rio vendo conchas, teias de aranha e pipocas estourando.
Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando
seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou
dizendo que desejo ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças.
 
Disponível em: http://rubemalves.com.br/site/educador.php. Acesso em: 10 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. A charge e o texto apresentam visões semelhantes sobre o ato de ensinar e o de educar.
II. De acordo com Rubem Alves, o educador deve espelhar o mundo para os alunos, transmitindo os conhecimentos
escolares necessários ao seu desenvolvimento pessoal e profissional.
III. Os olhos dos discípulos sorrindo simbolizam a compreensão dos alunos em relação ao que o educador apontou.
IV. De acordo com a charge e o texto, o saber do educador não é importante; o conhecimento só é essencial no ato de
ensinar.
 
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
Pergunta 5
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: c. 
(Enade 2016) Leia a charge a seguir.
                                         
                                          Fonte: https://desenvolvimentoambiental.wordpress.com.
                                                                      Acesso em: 9 set. 2016.
 
A partir das ideias sugeridas pela charge, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A adoção de posturas de consumo sustentável, com descarte correto dos resíduos gerados, favorece a preservação da
diversidade biológica.
                                                                   PORQUE
II. Refletir sobre os problemas socioambientais resulta em melhoria da qualidade de vida.
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Pergunta 6
Leia o texto e a charge a seguir.
 
Podemos modificar a forma de ensinar – José Manoel Moran
 
Ensinar e aprender exigem, hoje, muito mais flexibilidade espaçotemporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e
processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a
variedade das fontes de acesso, com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos
engessados. Temos informações demais e dificuldade em escolher quais são significativas para nós e conseguir integrá-las
dentro da nossa mente e da nossa vida. A aquisição da informação dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias
podem trazer hoje dados, imagens, resumosde forma rápida e atraente. O papel do professor - o papel principal - é ajudar
o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Aprender depende também do aluno, de que ele
esteja pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para incorporá-la
vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal - intelectual e emocional - não
se tornará verdadeiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente. Ensinar com as novas mídias será uma
revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e
alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A internet é um novo meio
de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de
ensinar e de aprender.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/T6%20TextoMoran.pdf.
Acesso em: 18 dez. 2014 (com adaptações).
                                                                          
                                               Fonte: http://www.cartuns.com.br/page1.html. Acesso em: 18 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.
 
I. Segundo o texto, no futuro, os professores não serão mais necessários no processo de ensino e aprendizagem.
II. A charge enaltece o fato de que já dispomos, hoje em dia, de profissionais autodidatas, que aprenderam suas profissões
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: a. 
consultando a internet, o que corrobora o texto.
III. A charge e o texto destacam a internet como forma de aprendizagem e consideram ultrapassadas as formas tradicionais
de ensino.
IV. Segundo o texto, é importante que o conteúdo a ser aprendido faça parte da realidade do aluno; se não o fizer, não há a
necessidade de se ensinar tal conteúdo.
Nenhuma afirmativa é correta.
Pergunta 7
Resposta Selecionada: c. 
Considere a ilustração e as afirmativas a seguir.
                                                     
Fonte: http://www.materiaincognita.com.br/wp-content/uploads/2012/04/TV-faz-mal-ao-cerebro.jpg. Acesso em: 20 jun.
2016.
 
I. O objetivo da ilustração é mostrar que os meios de comunicação tecem o conhecimento das crianças, contribuindo para
um mundo mais bem informado.
II. A ilustração é uma crítica aos meios de comunicação ultrapassados, que não promoviam o acesso à informação como a
internet faz atualmente.
III. A ilustração sugere que os meios de comunicação de massa provocam perda de autonomia do raciocínio.
 
É correto o que se afirma em:
III, apenas.
Pergunta 8
Leia os quadrinhos e o texto a seguir.
                          
    Fonte: https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/lingua-portuguesa/2366417. Acesso em: 11 dez.
2014.
 
O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, foi escrito pelo filósofo Platão e está contido em “A República”, no livro VII. Na
alegoria, narra-se o diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato. É um dos textos mais lidos no mundo filosófico. A história
narra a vida de alguns homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali
contemplavam uma réstia de luz que refletia sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos
habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e logo ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos,
vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava acostumado a “ver”. Voltou para a
caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e, revoltados com a “mentira”, mataram-no. Com
essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos sentidos, e a inteligível (o mundo
das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição, e o segundo encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim, o
ser humano deveria procurar o mundo da verdade para que conseguisse atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias,
muitas são as cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta.
 
Disponível em: http://filosofia.uol.com.br. Acesso em: 30 nov. 2014 (com adaptações).
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: d. 
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
 
I. O personagem da charge afirma que vivemos na caverna de Platão porque ele não tem acesso às modernas tecnologias.
II. A referência ao mito da caverna de Platão alude ao fato de que a vida virtual, por meio dos modernos aparelhos, é
intensa hoje.
III. Os quadrinhos enaltecem os modernos aparelhos como forma de ter acesso a informações, uma vez que o personagem
pôde aprender filosofia por meio da internet.
IV. A expressão “caverna de Platão” na tirinha tem sentido positivo e enaltece a sociedade tecnológica contemporânea.
 
É correto o que se afirma em:
II, apenas
Pergunta 9
Resposta Selecionada: b. 
Leia os quadrinhos e as afirmativas a seguir.
               
          Disponível em: http://www.quadrinhosacidos.com.br/2015/05/86-racismo-sem-querer.html. Acesso em: 14 jun. 2016.
 
I. O objetivo dos quadrinhos é mostrar que os preconceitos estão enraizados no nosso cotidiano e não incomodam
ninguém.
II. Os quadrinhos denunciam estereótipos sociais que se baseiam em uma visão racista.
III. Os quadrinhos mostram que há pessoas que, no cotidiano, não percebem o teor racista de seus discursos.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 10
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Sábado, 5 de Abril de 2025 17h12min38s GMT-03:00
Resposta Selecionada: d. 
Com base no texto a seguir, avalie as afirmativas.
 
O vírus letal da xenofobia – Eliane Brum
 
Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá,
respirando nas sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana
passada. Era uma suspeita de ebola, fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das
autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a deformação causada por um vírus que nos consome há
muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a “ameaça”, era africano da Guiné, exacerbada por uma
herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana conjugada no presente. A
peste não está fora, mas dentro de nós. Foi ela, a peste dentro de nós, que levou à violação dos direitos mais básicos do
homem sobre o qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética, seu nome foi exposto. Seu rosto foi
exposto. O documento em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um homem, mas como o rato que traz a
peste para essa Oran chamada Brasil. Deste crime, parte da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará. Ainda existe a
espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Não sei se
há desamparo maior do que alcançar a fronteira de um país distante, nessa solidão abissal. E pedir refúgio, essa palavra-
conceito tão nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então se sentir mal, e cada um há de saber como a fragilidade da
carne nos escava. Corrói mesmo aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual. Ele, desabitado da língua,
era desterrado também do corpo. Para alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que se revelou dele não é
ele, mas nós, é preciso vê-lo como um homem, não como um rato que carrega um vírus. Para alcançá-lo, é preciso vestir o
homem. Mas só um humano pode vestir um humano. E logo ouviu-se o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-
se das autoridades. Que os ratos fiquem do lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para
os ratos não há solidariedade nem compaixão. Parece que nada se aprendeu com a Aids, com aquele momento de
vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o preconceitomascarado como necessária medida
sanitária. E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre muitos, demais, nas redes sociais, dispostos a
despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das
palavras mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. “Alguém me diz por
que esses pretos da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao
ebola, agora eu taco fogo em qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem
percebem que guincham. “Descrever uma epidemia é uma forma magistral de revelar as diversas formas de totalitarismo
que maculam uma sociedade. Neste quesito, os brasileiros não economizaram. A divulgação, por meios de comunicação
que atingem dezenas de milhões de pessoas, da foto de um homem negro, vindo da África, como suspeito de ebola, foi a
apoteose do fantasma do estrangeiro como portador da doença”, afirmou a esta coluna Deisy Ventura, professora de direito
internacional da Universidade de São Paulo, pesquisadora das relações entre direito e saúde, autora do livro Direito e Saúde
Global – O caso da pandemia de gripe A (H1N1). “Veja que este fantasma é mobilizado em relação aos pobres, sobretudo
negros, nunca em relação aos estrangeiros ricos e brancos. O escravagismo, terrível doença da sociedade brasileira, associa-
se ao desejo conjuntural de dizer: este governo não deveria ter deixado essas pessoas entrarem. É uma espécie de lamento:
tanto se esforçaram as elites para branquear este país, e agora querem preteá-lo?” A África desponta, de novo e sempre,
como o grande outro. Todo um continente povoado por nuances e diversidades reduzido à homogeneidade da ignorância –
a um fora. Como disse um imigrante de Burkina Faso à repórter Fabiana Cambricoli, do jornal O Estado de S. Paulo: “Os
brasileiros não sabem que Burkina Faso é longe dos países que têm ebola. Acham que é tudo a mesma coisa porque somos
negros”. Ele e dezenas de imigrantes de diversos países da África estão sendo hostilizados e expulsos de lugares públicos na
cidade de Cascavel, no Paraná, onde o primeiro caso suspeito foi identificado. Tornaram-se “os caras com ebola”, apontados
na rua “como os negros que trouxeram o vírus para o Brasil”. O ebola não parece ser um problema quando está na África,
contido entre fronteiras. Lá é destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque
o vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria que ele ficasse. “A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência
do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em setembro último, passou da Organização Mundial da Saúde a uma
Missão da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a erradicação da doença, mas a sua
contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura. Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e teve sua
dignidade violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus
do ebola. Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que saibamos que a
reparação total é uma impossibilidade, e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para
nós. É preciso reconhecer o rato que respira em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um
humano. 
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/13/opinion/1413206886_964834.html. Acesso em: 13 out. 2014.
I. Metaforicamente, a xenofobia é uma peste que se espalha na sociedade, alimentada por postagens em redes sociais.
II. A xenofobia manifesta-se, no Brasil, contra o estrangeiro em geral, pois somos um povo ainda culturalmente atrasado.
III. O ódio e o preconceito são geralmente dirigidos a grupos socialmente excluídos ou desprivilegiados.
 
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
← OK
 Revisar envio do teste: AVALIAÇÃO IESTUDOS DISCIPLINARES XIII 6676-10_SEI_AD_0422_R_20251 CONTEÚDO
Usuário mateus.santos152 @aluno.unip.br
Curso ESTUDOS DISCIPLINARES XIII
Teste AVALIAÇÃO I
Iniciado 31/03/25 13:54
Enviado 31/03/25 14:12
Status Completada
Resultado da tentativa 9 em 10 pontos  
Tempo decorrido 18 minutos
Resultados exibidos Respostas enviadas, Perguntas respondidas incorretamente
Pergunta 1
Resposta Selecionada: c. 
(Enade 2016) Leia a charge a seguir.
                                         
                                          Fonte: https://desenvolvimentoambiental.wordpress.com.
                                                                      Acesso em: 9 set. 2016.
 
A partir das ideias sugeridas pela charge, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A adoção de posturas de consumo sustentável, com descarte correto dos resíduos gerados, favorece a preservação da diversidade biológica.
                                                                   PORQUE
II. Refletir sobre os problemas socioambientais resulta em melhoria da qualidade de vida.
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
Pergunta 2
Leia o texto a seguir.
 
Obesidade, consumo e política: uma conversa sobre as mudanças mundiais na alimentação: Por que estamos engordando? O que a política
tem a ver com os alimentos? Por que não vemos publicidade de legumes na TV? Essas e outras questões relacionadas às transformações na
alimentação e suas consequências no cenário internacional foram abordadas por Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção
da Alimentação Saudável do Ministério da Saúde de Portugal e doutor em Nutrição Humana pela Universidade do Porto. Em visita ao Brasil,
ele participou do Seminário Internacional: Escolhas Alimentares e seus Impactos, no Sesc Santos. Confira algumas questões levantadas.
Estamos engordando: Ao comparar gráficos da presença da obesidade nas populações dos Estados Unidos e da área rural de Bangladesh, por
exemplo, o professor Pedro Graça conclui: essa é uma epidemia global. A obesidade cresceu nos últimos 20 anos não só em países
industrializados, com ampla oferta de alimentos, mas chegou até áreas rurais da Ásia.
Os mais pobres engordam mais: Até recentemente, acreditava-se que essa era uma epidemia que atingia principalmente as populações que
estavam melhorando economicamente, associada ao acesso à alimentação, ao acesso à caloria, à gordura, à proteína. Mas não é bem assim:
“O que nós estamos a viver é não só o aumento da doença no mundo inteiro, mas, ao contrário do que se esperava, quem é mais afetada é a
população mais carente, mais vulnerável. Pobreza e obesidade se aproximam de tal maneira que a pessoa pode ter fome e ser obesa ao
mesmo tempo. Coisa que para nós da biologia é um paradoxo”, afirma.
Somos treinados para engordar: “Nós somos uma máquina de engordar”. Isso porque a capacidade de acumular reservas de energia na forma
de gordura foi essencial para a sobrevivência do ser humano, diante da escassez de alimentos. “O ser humano está preparado para lidar com
a fome há dois milhões de anos. E começou a lidar com excesso de calorias há 50 anos. Não estamos preparados biologicamente para isso”,
afirma Pedro.
O que mudou? Diversas alterações demográficas causaram mudanças na alimentação: a entrada da mulher no mercado de trabalho e na vida
acadêmica, o envelhecimento da população e a necessidade de se trabalhar mais horas são alguns exemplos. E, se aumenta o tempo do
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1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
http://company.blackboard.com/
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/execute/courseMain?course_id=_400457_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/blackboard/content/listContent.jsp?course_id=_400457_1&content_id=_4508856_1&mode=reset
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_25_1https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_27_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_47_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_29_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/portal/execute/tabs/tabAction?tab_tab_group_id=_10_1
https://ava.ead.unip.br/webapps/login/?action=logout
Resposta Selecionada: c. 
trabalho, o que fica para trás é o tempo de cozinhar e de ficar com os filhos. Os alimentos que já vêm prontos têm, portanto, muito mais apelo
do que aqueles que exigem tempo e conhecimentos culinários para o preparo. Além disso, em muitos lugares é mais fácil e barato encontrar
produtos ultraprocessados e calóricos – ricos em açúcar, sal e gordura – em vez de alimentos frescos.
Você já viu propaganda de alface na TV? Provavelmente não. Mas vemos diariamente publicidade de produtos ultraprocessados e super
calóricos, não é mesmo? Pedro Graça chama atenção para o fato de que grandes indústrias alimentícias lucram muito, enquanto quem
trabalha no campo com frutas e legumes, em geral, tem ganhos pequenos e são os que mais sofrem com oscilações na economia e nos
preços dos alimentos. Assim fica fácil entender como um lado tem muito mais capacidade de investir e produzir comunicação do que o outro.
É preciso reconhecer o ambiente: De acordo com o pesquisador Philip James, durante décadas pensou-se que a atenção e o esforço individual
fossem suficientes para prevenir a obesidade, porém depois de décadas desse esforço, as taxas de ganho de peso continuaram a subir. Essa
epidemia reflete a presença de um ambiente tóxico ou obesogênico. Isso significa que não adianta ensinar as pessoas sobre alimentação
saudável, se não há um ambiente favorável a isso, ou seja, se não há oferta de alimentos saudáveis em local próximo, a preços acessíveis.  “Eu
tenho primeiro que me preocupar com as condições que existem ou que eu posso criar para que o suco de laranja apareça, para em seguida
dizer como é importante consumir suco de laranja”, exemplifica Pedro Graça.
 
                Disponível em: http://www.sescsp.org.br/online/artigo. Acesso em: 08 jun. 2016 (com adaptações).
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.
 
I. O cuidado com o peso é uma questão de educação individual e a obesidade aumenta entre os mais pobres por falta de instrução.
II. As alterações no modo de vida têm responsabilidade pelo aumento da obesidade, uma vez que há incentivo ao consumo de produtos
ultraprocessados, mais práticos do que os alimentos frescos.
III. A melhora econômica facilita o acesso da população aos alimentos e, consequentemente, aumenta a prevalência de obesidade.
IV. A propaganda e o marketing têm influência sobre a venda de produtos industrializados e atingem apenas as regiões urbanas.
Apenas a afirmativa II está correta.
Pergunta 3
Resposta Selecionada: a. 
Leia o texto e os quadrinhos a seguir.
 
O Brasil de hoje é herdeiro de uma sociedade colonial e imperial escravocrata, em que o negro ocupou fundamentalmente a posição de
pessoa escravizada. O Brasil em 1888 foi o último país a abolir a escravidão nas Américas. Um abolicionismo incompleto, que não permitiu
incluir o negro na ordem social capitalista (Bastide; Fernandes, 2008).
A escravidão negra deixou marcas profundas de discriminação em nossa sociedade, inclusive escutamos insultos raciais atuais exigindo que
negros e negras voltem “para a senzala”. Mas será que o racismo contra o negro brasileiro atualmente só existe por causa do “tempo do
cativeiro”? Há pessoas racistas que nem sabem e nem mencionam esse contexto. Elas afirmam que não gostam de “negros”, têm raiva dos
“pretos” e que estes são “fedidos”, “sujos” e “preguiçosos”. O racismo opera cotidianamente por meio de piadas, causos, ditos populares etc.
Afinal de contas, temos uma variedade de expressões correntes na língua portuguesa recheadas de racismo contra os negros.
 
Disponível em: http://www.comfor.unifesp.br/wp-content/docs/COMFOR/biblioteca_virtual/UNIAFRO. Acesso em: 13 jun. 2016.
                  
                               Fonte: http://photos1.blogger.com/blogger/7946/2941/1600/mafaldapreconceito1.1.gif.
                                                                                 Acesso em: 8 jun. 2016.
 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
 
I. Os quadrinhos visam criticar o fato de que as acusações de racismo se têm tornado cada vez mais frequentes.
II. Os quadrinhos ilustram o comportamento descrito no texto: as pessoas mantêm na linguagem seu preconceito.
III. O texto coloca, entre as raízes do preconceito racial, o sistema escravocrata, que imperou até o final do século XIX no Brasil.
IV. De acordo com o texto, a abolição da escravidão no Brasil, embora tardia, permitiu que os negros se integrassem completamente à
sociedade capitalista.
 
É correto o que se afirma em:
II e III, apenas.
Pergunta 4
Leia o texto de autoria de Vladimir Safatle e avalie as afirmativas a seguir.
 
Quem tem o direito de falar?
Estabelecer que minorias só podem falar dos problemas de seu grupo é uma forma astuta de silenciamento.
 
1 em 1 pontos
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada: e. 
A política não é uma questão apenas de circulação de bens e riquezas. Ou seja, ela não se funda simplesmente em uma decisão a respeito de
como as riquezas e os bens devem circular, como eles devem ser distribuídos. Embora essa seja uma questão central que mobiliza todos nós,
ela não é tudo, nem é razão suficiente de todos os fenômenos internos ao campo que nomeamos "política". Na verdade, a política é também
uma questão de circulação de afetos, da maneira com que eles irão criar vínculos sociais, afetando os que fazem parte destes vínculos. A
maneira com que somos afetados define o que somos e o que não somos capazes de ver, o que somos e não somos capazes de sentir e
perceber. Definido o que vejo, sinto e percebo, define-se o campo das minhas ações, a maneira com que julgo, o que faz parte e o que está
excluído do meu mundo. Percebam, por exemplo, como um dos maiores feitos políticos de 2015 foi a circulação de uma mera foto, a foto do
menino sírio morto em um naufrágio no Mar Mediterrâneo. Nesse sentido, foi muito interessante pesquisar as reações de certos europeus
que invadiram sites de notícias de seu continente com posts e comentários. Uma quantidade impressionante deles reclamava daqueles jornais
que decidiram publicar a foto. Por trás de sofismas primários, eles diziam basicamente a mesma coisa: "parem de nos mostrar o que não
queremos ver", "isto irá quebrar a força de nosso discurso". Pois eles sabiam que seu fascismo ordinário cresce à condição de administrar
uma certa zona de invisibilidade. É necessário que certos afetos não circulem, que a humanização bruta produzida pela morte estúpida de um
refugiado não nos afete. Todo fascismo ordinário é baseado em uma desafecção. Toda verdadeira luta política é baseada em uma mudança
nos circuitos hegemônicos de afetos. Prova disso foi o fato de tal foto produzir o que vários discursos até então não haviam conseguido: a
suspensão temporária da política criminosa de indiferença em relação à sorte dos refugiados. Mas essa quebra da invisibilidade também se
dá de outras formas. De fato, sabemos como faz parte das dinâmicas do poder decidir qual sofrimento é visível e qual é invisível. Mas, para
tanto, devemos antes decidir sobre quem fala e quem não fala, qual fala ouvirei e qual fala representará, para mim, apenas alguma forma de
ressentimento. Há várias maneiras de silêncio. A mais comum é simplesmente calar quem não tem direito à voz. Isso é o que nos lembram
todos aqueles que se engajaram na luta por grupos sociais vulneráveis e objetos de violência contínua (negros, homossexuais, mulheres,
travestis, palestinos, entre tantos outros). Mas há ainda outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar sua fala. Assim, um será a voz dos
negros e pobres, já que o enunciador é negroe pobre. O outro será a voz das mulheres e lésbicas, já que o enunciador é mulher e lésbica. A
princípio, isto pode parecer um ato de dar voz aos excluídos e subalternos, fazendo com que negros falem sobre os problemas dos negros,
mulheres falem sobre os problemas das mulheres, e por aí vai. Essa é apenas uma forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais atentos a
tal estratégia de silenciamento identitário. Ao final, ela quer nos levar a acreditar que negros devem apenas falar dos problemas dos negros,
que mulheres devem apenas falar dos problemas das mulheres. Pensar a política como circuito de afetos significa compreender que sujeitos
políticos são criados quando conseguem mudar a forma como o espaço comum é afetado. Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não
circulavam, mas quando aceito limitar minha fala pela identidade que supostamente represento, não mudarei a forma de circulação de afetos,
pois não conseguirei implicar quem não partilha minha identidade na narrativa do meu sofrimento. Minha produção de afecções continuará
circulando em regime restrito, mesmo que agora codificada como região setorizada do espaço comum. Ser um sujeito político é conseguir
enunciar proposições que implicam todo mundo, que podem implicar qualquer um, ou seja, que se dirigem a esta dimensão do "qualquer
um" que faz parte de cada um de nós. É quando nos colocamos na posição de qualquer um que temos mais força de desestabilização de
circuitos hegemônicos de afetos. O verdadeiro medo do poder é que você se coloque na posição de qualquer um.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/234248-quem-tem-o-direito-de-falar.shtml. Acesso em: 13 jun. 2016.
I. Segundo o autor, grupos de minorias estão sendo silenciados, pois vivemos em um regime autoritário, não democrático.
II. O autor defende que os políticos sejam os legítimos representantes dos grupos minoritários, já que as minorias tendem a ser silenciadas na
sociedade.
III. A publicação da foto do menino sírio, morto no naufrágio ao tentar chegar à Europa como imigrante, foi, segundo o texto, uma forma de
sensacionalismo da imprensa e por isso gerou conflitos políticos.
Assinale a alternativa correta.
Nenhuma afirmativa é correta.
Pergunta 5
(Enade 2015 – com adaptações) Com base na leitura da letra da canção Guerra Santa, de Gilberto Gil, avalie as afirmativas.
 
 
I. Com as metáforas “barraqueiro” (v. 3) e “limões”, o autor procura situar, respectivamente, religiosos e produtos religiosos, em contexto de
pluralidade, tolerância e cidadania.
II. Infere-se do trecho “só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz/deixa o outro vender limões” (v. 3-4) que a paz entre as
religiões depende da não concorrência econômica pela venda de produtos religiosos.
III. A despeito de o autor da canção utilizar nomes de divindades e personagens divinizadas mais conhecidas, a expressão “e tantos mais” (v.
10) evidencia a referência a qualquer representação do divino em qualquer religião.
 
É correto o que se afirma em:
1 em 1 pontos
Resposta Selecionada:
e. 
I e III, apenas.
Pergunta 6
Resposta Selecionada: e. 
Leia os quadrinhos e o trecho a seguir, que expõe o pensamento do professor e jornalista Ciro Marcondes Filho.
                     
Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/10/noticia_saudeplena,147743/pesquisa-usa-personagens-de-tirinhas-
para-explicar-funcao-de-estereoti.shtml. Acesso em: 08 nov. 2014. 
Marcondes Filho (1986) descreve a prática sensacionalista como nutriente psíquico, desviante ideológico e descarga de pulsões instintivas.
Caracteriza sensacionalismo como “o grau mais radical da mercantilização da informação: tudo o que se vende é aparência e, na verdade,
vende-se aquilo que a informação interna não irá desenvolver melhor do que a manchete. Esta está carregada de apelos às carências
psíquicas das pessoas e explora-as de forma sádica, caluniadora e ridicularizadora. (...) No jornalismo sensacionalista, as notícias funcionam
como pseudoalimentos às carências do espírito. (...) O jornalismo sensacionalista extrai do fato, da notícia, a sua carga emotiva e apelativa e a
enaltece. Fabrica uma nova notícia que a partir daí passa a se vender por si mesma”. 
Disponível em: http://www.wejconsultoria.com.br/site/wp-content/uploads/2013/04/Danilo-Angrimani-Sobrinho-Espreme-que-sai-sangue.pdf.
Acesso em: 8 nov. 2014. 
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, analise as asserções e assinale a alternativa correta.
 
I. A reação do personagem diante da televisão revela uma visão antagônica àquela apresentada por Marcondes Filho sobre o sensacionalismo.
                                                                      PORQUE
II. De acordo com Marcondes Filho, as notícias sensacionalistas suprem as carências de informação dos receptores, uma vez que são
comprometidas com os elementos factuais essenciais.
As duas asserções são falsas.
Pergunta 7
Leia o texto e a charge a seguir.
 
Podemos modificar a forma de ensinar – José Manoel Moran
 
Ensinar e aprender exigem, hoje, muito mais flexibilidade espaçotemporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais
abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso,
com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados. Temos informações demais e dificuldade em
escolher quais são significativas para nós e conseguir integrá-las dentro da nossa mente e da nossa vida. A aquisição da informação
dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos de forma rápida e atraente. O papel do
professor - o papel principal - é ajudar o aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los. Aprender depende também do
aluno, de que ele esteja pronto, maduro, para incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para incorporá-la
vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal - intelectual e emocional - não se tornará
verdadeiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente. Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos
simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar
um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a
rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/T6%20TextoMoran.pdf.
Acesso em: 18 dez. 2014 (com adaptações).
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Resposta Selecionada: a. 
                                                                          
                                               Fonte: http://www.cartuns.com.br/page1.html. Acesso em: 18 dez. 2014.
 
Com base na leitura, avalie as afirmativas e assinale a alternativa correta.
 
I. Segundo o texto, no futuro, os professores não serão mais necessários no processo de ensino e aprendizagem.
II. A charge enaltece o fato de que já dispomos, hoje em dia, de profissionais autodidatas, que aprenderam suas profissões consultando a
internet, o que corrobora o texto.
III. A charge e o texto destacam a internet como forma de aprendizagem e consideram ultrapassadas as formas tradicionais de ensino.
IV. Segundo o texto, é importante que o conteúdo a ser aprendido faça parte da realidade do aluno; se não o fizer, não há a necessidade de se
ensinar tal conteúdo.
Nenhuma afirmativa é correta.
Pergunta 8
Resposta Selecionada: c. 
Considere a ilustração e as afirmativas a seguir.
                                                     
Fonte: http://www.materiaincognita.com.br/wp-content/uploads/2012/04/TV-faz-mal-ao-cerebro.jpg. Acesso em: 20 jun. 2016.
 
I. O objetivo da ilustração é mostrar que os meios de comunicação tecem o conhecimento das crianças, contribuindopara um mundo mais
bem informado.
II. A ilustração é uma crítica aos meios de comunicação ultrapassados, que não promoviam o acesso à informação como a internet faz
atualmente.
III. A ilustração sugere que os meios de comunicação de massa provocam perda de autonomia do raciocínio.
 
É correto o que se afirma em:
III, apenas.
Pergunta 9
Com base no texto a seguir, avalie as afirmativas.
 
O vírus letal da xenofobia – Eliane Brum
 
Uma epidemia, como Albert Camus sabia tão bem, revela toda a doença de uma sociedade. A doença que esteve sempre lá, respirando nas
sombras (ou nem tão nas sombras assim), manifesta sua face horrenda. Foi assim no Brasil na semana passada. Era uma suspeita de ebola,
fato suficiente, pela letalidade do vírus, para exigir o máximo de seriedade das autoridades de saúde, como aconteceu. Descobrimos, porém, a
deformação causada por um vírus que nos consome há muito mais tempo, o da xenofobia. E, como o outro, o “estrangeiro”, a “ameaça”, era
africano da Guiné, exacerbada por uma herança escravocrata jamais superada. O racismo no Brasil não é passado, mas vida cotidiana
conjugada no presente. A peste não está fora, mas dentro de nós. Foi ela, a peste dentro de nós, que levou à violação dos direitos mais básicos
do homem sobre o qual pesava uma suspeita de ebola. Contrariando a lei e a ética, seu nome foi exposto. Seu rosto foi exposto. O documento
em que pedia refúgio foi exposto. Ele não foi tratado como um homem, mas como o rato que traz a peste para essa Oran chamada Brasil.
Deste crime, parte da imprensa, se tiver vergonha, se envergonhará. Ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola. Não
importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Não sei se há desamparo maior do que alcançar a fronteira de um país distante,
nessa solidão abissal. E pedir refúgio, essa palavra-conceito tão nobre, ao mesmo tempo tão delicada. E então se sentir mal, e cada um há de
saber como a fragilidade da carne nos escava. Corrói mesmo aqueles que têm o melhor plano de saúde num país desigual. Ele, desabitado da
língua, era desterrado também do corpo. Para alcançar o que viveu o homem desconhecido, porque o que se revelou dele não é ele, mas nós,
é preciso vê-lo como um homem, não como um rato que carrega um vírus. Para alcançá-lo, é preciso vestir o homem. Mas só um humano
pode vestir um humano. E logo ouviu-se o clamor. Não é hora de fechar as fronteiras?, cobrou-se das autoridades. Que os ratos fiquem do
lado de fora, onde sempre estiveram. Que os ratos apodreçam e morram. Para os ratos não há solidariedade nem compaixão. Parece que
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Resposta Selecionada: c. 
nada se aprendeu com a Aids, com aquele momento de vergonha eterna em que os gays foram escolhidos como culpados, o preconceito
mascarado como necessária medida sanitária. E quem são os ratos, segundo parte dos brasileiros? Há sempre muitos, demais, nas redes
sociais, dispostos a despejar suas vísceras em praça pública. No Facebook, desde que a suspeita foi divulgada, comprovou-se que uma das
palavras mais associadas ao ebola era “preto”. “Ebola é coisa de preto”, desmascarou-se um no Twitter. “Alguém me diz por que esses pretos
da África têm que vir para o Brasil com essa desgraça de bactéria (sic) de ebola”, vomitou outro. “Graças ao ebola, agora eu taco fogo em
qualquer preto que passa aqui na frente”, defecou um terceiro. Acreditam falar, nem percebem que guincham. “Descrever uma epidemia é
uma forma magistral de revelar as diversas formas de totalitarismo que maculam uma sociedade. Neste quesito, os brasileiros não
economizaram. A divulgação, por meios de comunicação que atingem dezenas de milhões de pessoas, da foto de um homem negro, vindo da
África, como suspeito de ebola, foi a apoteose do fantasma do estrangeiro como portador da doença”, afirmou a esta coluna Deisy Ventura,
professora de direito internacional da Universidade de São Paulo, pesquisadora das relações entre direito e saúde, autora do livro Direito e
Saúde Global – O caso da pandemia de gripe A (H1N1). “Veja que este fantasma é mobilizado em relação aos pobres, sobretudo negros, nunca
em relação aos estrangeiros ricos e brancos. O escravagismo, terrível doença da sociedade brasileira, associa-se ao desejo conjuntural de
dizer: este governo não deveria ter deixado essas pessoas entrarem. É uma espécie de lamento: tanto se esforçaram as elites para branquear
este país, e agora querem preteá-lo?” A África desponta, de novo e sempre, como o grande outro. Todo um continente povoado por nuances e
diversidades reduzido à homogeneidade da ignorância – a um fora. Como disse um imigrante de Burkina Faso à repórter Fabiana Cambricoli,
do jornal O Estado de S. Paulo: “Os brasileiros não sabem que Burkina Faso é longe dos países que têm ebola. Acham que é tudo a mesma
coisa porque somos negros”. Ele e dezenas de imigrantes de diversos países da África estão sendo hostilizados e expulsos de lugares públicos
na cidade de Cascavel, no Paraná, onde o primeiro caso suspeito foi identificado. Tornaram-se “os caras com ebola”, apontados na rua “como
os negros que trouxeram o vírus para o Brasil”. O ebola não parece ser um problema quando está na África, contido entre fronteiras. Lá é
destino. O ebola só é problema, como escreveu o pesquisador francês Bruno Canard, porque o vírus saiu do lugar em que o Ocidente gostaria
que ele ficasse. “A militarização da resposta ao ebola, que com a anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em setembro último,
passou da Organização Mundial da Saúde a uma Missão da ONU, revela que a grande preocupação da comunidade internacional não é a
erradicação da doença, mas a sua contenção geográfica”, reforça Deisy Ventura. Para o homem que alcançou o Brasil em busca de refúgio e
teve sua dignidade violada na exposição de seu nome, rosto e documentos, ainda existe a espera de um segundo teste para o vírus do ebola.
Não importa se der negativo ou positivo, devemos desculpas. Devemos reparação, ainda que saibamos que a reparação total é uma
impossibilidade, e que essa marca pública já o assinala. Não é uma oportunidade para ele, é para nós. É preciso reconhecer o rato que respira
em nós para termos alguma chance de nos tornarmos mais parecidos com um humano. 
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/13/opinion/1413206886_964834.html. Acesso em: 13 out. 2014.
I. Metaforicamente, a xenofobia é uma peste que se espalha na sociedade, alimentada por postagens em redes sociais.
II. A xenofobia manifesta-se, no Brasil, contra o estrangeiro em geral, pois somos um povo ainda culturalmente atrasado.
III. O ódio e o preconceito são geralmente dirigidos a grupos socialmente excluídos ou desprivilegiados.
 
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
II, apenas.
Pergunta 10
Resposta Selecionada: c. 
Leia a charge de autoria de Quino e o texto de autoria de Rubem Alves.
                                                 
    Fonte: http://blogs.sapo.pt/noauth?blog=perguntasparvas. Acesso em: 13 fev. 2015.
 
Minha estrela é a educação. Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia e português. Essas coisas podem ser aprendidas nos
livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. De um educador pode-se dizer o que Cecília Meireles
disse de sua avó – que foi quem a educou: “O seu corpo era um espelho pensante do universo”. O educador é um corpo cheio de mundos.... A
primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O mundo é maravilhoso, está cheio de coisas assombrosas. Zaratustra ria vendo borboletas e
bolhas de sabão. A Adélia ria vendo tanajuras em voo e um pé de mato que dava flor amarela. Eu rio vendo conchas, teias de aranha e pipocas
estourando. Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus
olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo ter a
alegria de ver os olhos dos meus

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