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Aula 03 Profa.: Queli D. Varela Cabanellos Caxias do Sul, 20 de março de 2024. Farmacologia Farmacocinética Uma vez administrado o fármaco, quatro propriedades farmacocinéticas determinam a velocidade de ação, a intensidade do efeito e a duração da ação do fármaco. Absorção Distribuição Metabolização Eliminação Absorção Permite o acesso da agente terapêutico para a corrente sanguínea. Velocidade e eficiência dependem da via de administração; Via IV a absorção é completa! Via oral Exige que o fármaco se dissolva nos líquidos GI e então penetre as células epiteliais da mucosa intestinal. Doenças Presença de alimentos Absorção Transporte de fármacos a partir do TGI Difusão Passiva Transporte Ativo Endocitose e exocitose Difusão Passiva Força motriz: gradiente de concentração através da membrana que separa os compartimentos do organismo; Concentração maior Concentração menor Não envolve transportador, não é saturável e presenta baixa especificidade estrutural Fármacos lipossolúveis penetram mais facilmente nas membranas biológicas; Canais ou poros aquosos; Proteínas transportadoras (pode ser saturado e inibido); Curiosidade Aquaporinas O Prêmio Nobel da Química do ano de 2003, Peter Agre que descobriu as aquaporinas e a Roderick MacKinnon pelo seu trabalho sobre a estrutura e funcionamento de canais iônicos. Transporte ativo Transportadores proteicos específicos; É dependente de energia (hidrólise de ATP); Endocitose e exocitose Transporte de moléculas maiores; Na endocitose as moléculas do fármaco são engolfadas pela membrana e transportadas para o interior da célula pela compressão da vesícula cheia de fármaco. (Ex. Vit B12 transportada para a parede intestinal por endocitose). Na exocitose ocorre o inverso; secreta substâncias (Ex. Norepinefrina) Efeitos do pH na absorção de fármacos Maioria dos fármacos são ácidos fracos ou base fracas; Fármacos atravessam mais facilmente a membrana se forem não ionizados Fonte: https://pt.vecteezy.com/arte-vetorial/293102-a-escala-de-ph-da-ciencia Fatores físicos que interferem na absorção Fluxo de sangue no local da absorção; Ex. absorção no intestino é superior ao estômago. Área ou superfície de absorção; Ex. intestino tem uma área de absorção 1000 vezes maior do que o estômago. Tempo de contato com a superfície de absorção; Ex. Em geral, presença de alimentos dilui o fármaco e retarda o esvaziamento gástrico. Biodisponibilidade É a fração do fármaco administrado que alcança a circulação sistêmica. Ela é expressa como a fração do fármaco administrado que tem acesso à circulação sistêmica na forma química inalterada. Ex. Se 100 mg de um fármaco forem administrados por via oral e 70 mg deste fármaco forem absorvidos inalterados, a biodisponibilidade será de 0,7 ou 70%. Fatores que influenciam a biodisponibilidade Biotransformação hepática de primeira passagem: Quando o fármaco é absorvido a partir do TGI ele entra na circulação portal antes de entrar na circulação sistêmica. Ex. propranolol ou lidocaína A mesma substância administrada em diferentes vias Solubilidade do fármaco: Fármacos muito hidrofílicos: inabilidade em atravessar as membranas lipídicas Fármacos muito hidrofóbicos: totalmente insolúveis nos líquidos aquosos. Instabilidade química Instáveis no pH gástrico (benzilpenicilina) Destruição pelas enzimas do TGI (insulina) Natureza da formulação do fármaco A absorção do fármaco pode ser alterada por fatores não relacionados com a sua estrutura química; Influenciar a facilidade da dissolução alterando a velocidade de absorção Bioequivalência Fármacos com biodisponibilidade comparáveis e tempos similares para alcançar o pico de concentração plasmática. Equivalência Terapêutica Dois fármacos que tem eficácia e segurança comparáveis são equivalentes terapêuticos. Distribuição Fármaco abandona o leito vascular reversivelmente e entra no interstício (líquido extracelular) e ou nas células dos tecidos. Depende do fluxo sanguíneo; Permeabilidade capilar; Barreira hematoencefálica; Ligação de fármacos a proteínas plasmáticas; Estrutura do fármaco Fármaco livre é o ativo! Ligação do fármaco às proteínas plasmáticas; Capacidade ligadora da albumina: maior afinidade para fármacos aniônicos (ácidos fracos) e fármacos hidrofóbicos. Mecanismos de competição por sítios de ligação. Fármacos da Classe I: a dose do fármaco é menor do que a capacidade de ligação da albumina; Fármacos da Classe II: a dose do fármaco excede muito o número de locais de ligação da albumina. Muito fármaco livre Importância clínica do deslocamento de fármaco Quando um paciente está tomando um fármaco da Classe I como a varfarina, recebe um da Classe II como a sulfonamida. Quando a sulfonamida é administrada, desloca a varfarina da albumina, levando a um rápido aumento da concentração de livre de varfarina. Este aumento pode resultar em efeitos tóxicos da varfarina, como sangramentos. Depuração de Fármacos pela biotransformação O fármaco e seus metabólitos são eliminados do organismo na urina, bile, ou nas fezes. Logo que o fármaco entra no organismo inicia-se o processo de eliminação, que envolve três vias principais: • Biotransformação hepática; • Eliminação na bile; • Eliminação na urina; Cinética de primeira ordem • Cinética de ordem zero Reações de biotransformação de fármacos Fármacos lipossolúveis devem primeiro ser biotransformados no fígado, usando dois grupos gerais de reações, Fase I e Fase II Fase I Convertem moléculas lipofílicas em moléculas mais polares, introduzindo ou desmascarando um grupo funcional polar como – OH ou –NH2 As reações de fase I envolvidas com mais frequência na biotransformação de fármacos são catalisadas pelo sistema citocromo P450. Oxidação acoplado à NADPH Facilitar a eliminação, tornar a molécula mais polar Reações de fase I que não envolvem o sistema P450 Oxidação de aminas Desidrogenação do álcool Hidrólise Esterase Fase II Reações de conjugação Se o metabólito resultante da fase I é suficientemente polar, ele pode ser excretado pelos rins. Contudo, muitos metabólitos são muito lipofílicos após a fase I para serem retidos pelos túbulos renais. Reações conjugadas com um substrato endógeno, como ácido glicurônico, ácido sulfúrico, ácido acético ou aminoácidos, produz um composto polar, em geral mais hidrossolúvel e terapeuticamente inativo. Exemplos O glicuronídeo-6-morfina é mais potente do que a morfina. A glicuronidação é a reação de conjugação mais comum e importante. Os neonatos são deficientes neste sistema, tornando-os vulneráveis à fármacos como o cloranfenicol (inativado pelo ácido glicurônico). Os fármacos conjugados altamente polares podem então ser excretados pelos rins ou com a bile. Exercícios Realizar a pesquisa de um artigo científico que apresente algum quadro de interação medicamentosa na sua área de formação Escrever um breve resumo e discutir com a turma o artigo escolhido. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png