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Resumo para B1 Quarta-feira 
Sistema Imunológico e Hematológico.
Sumya El Saifi - Enfermagem 
A saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, enquanto a doença é uma 
condição anormal que afeta a estrutura ou função do organismo.
Agente Etiológico
O agente etiológico é o fator responsável pelo desenvolvimento da doença. Ele pode ser:
 • Biológico: bactéria, vírus (ex.: HIV – AIDS), fungos, protozoários e helmintos.
• Físico: radiação, temperatura extrema, traumas.
• Químico: toxinas, metais pesados, poluentes.
• Genético: mutações hereditárias (ex.: fibrose cística).
• Nutricional: deficiências ou excessos alimentares (ex.: escorbuto – falta de vitamina C).
Exposição Curta e Longa
 • Curta duração (aguda): contato rápido e intenso com o agente etiológico, podendo causar 
intoxicações, infecções agudas (ex.: gripe) ou traumas.
 • Longa duração (crônica): exposição contínua ou repetida ao agente, levando a doenças crônicas 
como câncer por radiação, doenças pulmonares por poluição ou infecções persistentes (ex.: 
hepatite B).
1. Apoptose (Morte Celular Programada)
 • Definição: Processo altamente regulado e controlado, no qual a célula se autodestroi de maneira 
organizada, evitando a liberação de conteúdo celular que possa causar inflamação.
 
2. Necrose (Morte Celular Acidental)
 • Definição: Processo de morte celular geralmente não regulado, frequentemente associado a 
lesões agudas.
1. Necrose Coagulativa
 • Descrição:
É o tipo mais comum de necrose, geralmente associada a infartos (exceto no cérebro)
2. Necrose Liquefativa
 • Descrição:
Caracteriza-se pela completa digestão enzimática do tecido, transformando-o em uma massa 
viscosa ou líquida.
3. Necrose Caseosa
 • Descrição:
Apresenta uma aparência esbranquiçada e “queijosa”, típica de infecções crônicas.
4. Necrose Gordurosa (Enzimática)
 • Descrição:
Ocorre predominantemente no tecido adiposo.
5. Necrose Fibrinoide
 • Descrição:
Característica de lesões em vasos sanguíneos, frequentemente associadas a processos 
imunológicos.
6. Gangrena
 • Descrição:
Embora não seja um tipo de necrose isolado, a gangrena é um termo clínico que descreve a morte 
de tecidos em larga escala, muitas vezes com infecção secundária.
 • Tipos de Gangrena:
 • Seca:
Geralmente decorrente de necrose coagulativa, sem infecção, com aspecto desidratado e 
escurecido.
 • Úmida:
Envolve necrose liquefativa, com infecção bacteriana, causando inchaço, odor e rápida progressão.
1. Plasma
É a porção líquida do sangue, constituindo cerca de 55% do volume total.
 • Composição:
 • Água: Aproximadamente 90% do plasma é água, que serve de meio para o transporte de 
substâncias.
 • Proteínas Plasmáticas:
 • Albumina: Regula a pressão osmótica e transporta pequenas moléculas e medicamentos.
 • Globulinas: Incluem anticorpos (imunoglobulinas) e proteínas de transporte de lipídios e 
hormônios.
 • Fibrinogênio: Essencial para a coagulação, sendo convertido em fibrina durante o processo de 
hemostasia.
 • Outros Componentes:
 • Ions e Eletrólitos: Sódio, potássio, cálcio, cloreto, bicarbonato, que regulam o pH e a 
osmolaridade.
 • Nutrientes e Hormônios: Glicose, aminoácidos, lipídios, vitaminas, além de hormônios e enzimas.
 • Resíduos Metabólicos: Como ureia e ácido úrico, que são eliminados pelos rins.
2. Elementos Formados
a) Eritrócitos (Hemácias)
 Função Principal:
Transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos e retorno de dióxido de carbono para a 
eliminação.
 • Contêm hemoglobina, proteína rica em ferro que se liga ao oxigênio.
 • Apresentam forma bicôncava, o que aumenta sua área de superfície e facilita as trocas gasosas.
 • São células anucleadas na maioria dos mamíferos, permitindo maior espaço para a hemoglobina.
b) Leucócitos (Glóbulos Brancos)
 • Função Principal:
Defesa imunológica, atuando na identificação e eliminação de agentes patogênicos e células 
anormais.
 • Subdivisões e Características:
 • Granulócitos:
 • Neutrófilos: Primeira linha de defesa contra infecções bacterianas, realizando fagocitose.
 • Eosinófilos: Atuam contra parasitas e modulam reações alérgicas.
 • Basófilos: Liberam histamina e outros mediadores inflamatórios, participando de respostas 
alérgicas.
 • Agranulócitos:
 • Linfócitos: Dividem-se em linfócitos T e B, fundamentais na resposta imune adaptativa.
 • Monócitos: Transformam-se em macrófagos ao migrarem para os tecidos, realizando a 
fagocitose e a apresentação de antígenos.
c) Plaquetas (Trombócitos)
 • Função Principal:
Participam na coagulação sanguínea e na reparação de vasos sanguíneos danificados.
 • Características:
 • São fragmentos celulares originados dos megacariócitos na medula óssea.
 • Quando ocorre lesão vascular, as plaquetas se agregam e formam o tampão plaquetário, 
iniciando o processo de coagulação.
 • Liberam fatores que ativam a cascata de coagulação, culminando na formação do coágulo.
Possível questão da prova
 • Plasma: ~55%
 • Elementos Formados: ~45%
 • Eritrócitos: Aproximadamente 40–45% do volume total (hematócrito).
 • Leucócitos: Menos de 1% do volume.
 • Plaquetas: Menor que 1% do volume.
As células-tronco são células indiferenciadas com notável capacidade de autorrenovação e de se 
diferenciarem em diversos tipos celulares, desempenhando papel fundamental tanto no 
desenvolvimento embrionário quanto na manutenção e reparo dos tecidos adultos.Hematopoiese
 • Definição e Localização:
Trata-se da geração de todos os elementos formados do sangue (eritrócitos, leucócitos e 
plaquetas) a partir de células-tronco hematopoiéticas, ocorrendo principalmente na medula óssea 
vermelha em adultos e, durante o desenvolvimento fetal, também em outros tecidos como o fígado.
 • Células-Tronco Hematopoiéticas:
São células indiferenciadas com a capacidade de autorrenovação e de dar origem a todas as 
linhagens sanguíneas. Essas células se encontram em nichos específicos na medula óssea, onde 
interagem com células estromais e fatores de crescimento que regulam sua diferenciação.
 • Fases do Processo:
 1. Proliferação: As células-tronco se replicam, mantendo uma reserva de células indiferenciadas.
 2. Comprometimento: Algumas células iniciam a diferenciação, direcionando-se para linhagens 
específicas – mieloide (que dará origem, por exemplo, a neutrófilos, monócitos e plaquetas) e 
linfoide (resultando em linfócitos).
 3. Maturação: As células comprometidas passam por diversas etapas de desenvolvimento até se 
tornarem células sanguíneas funcionais, com alterações na forma, no tamanho e na funcionalidade.
 • Regulação:
O processo é regulado por uma série de citocinas e fatores de crescimento, como a interleucina-3 
(IL-3), fator estimulador de colônias (CSF) e outros sinais que garantem a produção adequada e a 
resposta às necessidades fisiológicas ou a condições patológicas.
Eritropoiese
 • Definição:
É a subcategoria da hematopoiese responsável pela formação dos eritrócitos, células essenciais 
para o transporte de oxigênio, devido à presença de hemoglobina.
 • Fases da Eritropoiese:
1. Proeritroblasto:
• Célula inicial que, sob estímulos, inicia o comprometimento com a linhagem eritróide.
2. Eritroblasto Basofílico:
• Apresenta citoplasma rico em ribossomos e corado intensamente por corantes basofílicos, 
refletindo a intensa síntese proteica.
3. Eritroblasto Policromático:
• Inicia a produção de hemoglobina, o que altera a coloração do citoplasma para tons mais 
acentuados de rosa.
4. Eritroblasto Ortochromático:
• Com maior concentração de hemoglobina, o núcleo torna-se centralizado e progressivamente 
condensado, preparando-se para a ejeção.
5. Reticulócito:
• Célula imatura, sem núcleo, que ainda contém reticulamentos (organelas residuais) e que, ao 
circular na corrente sanguínea, amadurece em eritrócito maduro.
• Fatores Reguladores:
• Eritropoietina (EPO):
Um hormônio produzido principalmente pelos rins em resposta a baixos níveis de oxigênio(hipóxia). A EPO estimula a proliferação e diferenciação dos precursores eritroide, garantindo a 
produção de células que restaurarão a oxigenação dos tecidos.
 • Ambiente da Medula Óssea:
A eritropoiese ocorre em um microambiente rico em nutrientes, com interações entre células-
tronco, células de suporte (stromais) e a matriz extracelular, que proporcionam os sinais 
necessários para a maturação e liberação das hemácias.
Tanto a hematopoiese quanto a eritropoiese são processos altamente regulados e essenciais para 
a manutenção do equilíbrio fisiológico. Enquanto a hematopoiese abrange a formação de todas as 
células sanguíneas a partir das células-tronco, a eritropoiese foca especificamente na produção 
dos eritrócitos, processo fundamental para a oxigenação dos tecidos. O equilíbrio entre 
proliferação, diferenciação e maturação, mediado por fatores de crescimento e sinais 
microambientais, garante a renovação constante e a funcionalidade do sangue no organismo.
possível questão da prova dissertativa: fases da formação do eritrócito
 
1. Célula-Tronco Hematopoiética (CTH)
 
 • É a célula precursora de todas as células do sangue, incluindo os eritrócitos.
 • Localiza-se na medula óssea e possui capacidade de autorrenovação e diferenciação.
 
2. Progenitor Mieloide Comum
 
 • Célula intermediária que pode dar origem a eritrócitos, megacariócitos (precursores das 
plaquetas), granulócitos e monócitos. 
3. Progenitor Eritroide
 • Fase em que a célula se compromete exclusivamente com a linhagem eritroide.
 • Responsável pela expansão celular, garantindo um número suficiente de precursores eritróides.
 
4. Proeritroblasto
 • Primeira célula morfologicamente identificável da linhagem eritroide.
5. Eritroblasto Basofílico
 • Segunda fase da diferenciação, onde a célula se torna menor e continua a síntese de 
hemoglobina.
 •
6. Eritroblasto Policromático
 
 • Fase em que a célula apresenta uma mistura de colorações devido ao aumento da produção de 
hemoglobina.
7. Eritroblasto Ortochromático
 
 • Última fase em que a célula ainda contém núcleo.
 
8. Reticulócito
 
 • Célula anucleada recém-formada, que ainda possui algumas organelas remanescentes.
 • Sofre amadurecimento final no sangue periférico, completando sua maturação em 1-2 dias.
9. Eritrócito Maduro
 
 • Célula completamente diferenciada e funcional.
Regulação da Eritropoiese
 • Eritropoietina (EPO):
 • Hormônio produzido pelos rins em resposta à hipóxia (baixa oxigenação dos tecidos).
 • Estimula a proliferação e diferenciação das células eritroide na medula óssea.
 • Fatores de Crescimento:
 • IL-3, SCF (Stem Cell Factor) e GM-CSF também influenciam a hematopoiese.
 • Fatores Nutricionais:
 • A eritropoiese requer ferro, vitamina B12 e ácido fólico, essenciais para a síntese de hemoglobina 
e DNA.
A eritropoiese é um processo fundamental para a renovação constante dos eritrócitos e a 
manutenção da homeostase do organismo. Desde a célula-tronco até o eritrócito maduro, cada 
fase é caracterizada por mudanças morfológicas e funcionais, reguladas por hormônios e fatores de 
crescimento. Esse equilíbrio garante uma produção eficiente de hemácias para suprir as demandas 
do organismo, evitando anemia ou policitemia, mitose ocorre a multiplicação das células e meiose 
ocorre a divisão.Trombopoiese – Formação das Plaquetas
A trombopoiese é o processo de formação das plaquetas, estruturas fundamentais para a 
coagulação sanguínea. Ocorre na medula óssea, a partir da diferenciação das células-tronco 
hematopoiéticas em megacariócitos, que posteriormente liberam fragmentos citoplasmáticos que 
se tornam as plaquetas circulantes.
1. Célula-Tronco Hematopoiética
• Célula indiferenciada, com capacidade de autorrenovação e de gerar todas as células do sangue.
• Origina duas linhagens principais: mieloide e linfoide.
• A trombopoiese segue a linhagem mieloide
2. Progenitor Mieloide Comum
 • Dá origem a todas as células da linhagem mieloide, incluindo eritrócitos, granulócitos, monócitos 
e megacariócitos (precursor das plaquetas).
 • Quando exposto ao hormônio trombopoietina (TPO), se diferencia em progenitor megacariocítico-
eritroide 
3. Progenitor Megacariocítico-Eritroide (MEP)
 • Célula intermediária entre os precursores mieloides e os megacariócitos.
 • Pode originar tanto megacariócitos (precursor das plaquetas) quanto eritrócitos (células 
vermelhas do sangue)
4. Megacarioblasto
 • Primeira célula morfologicamente reconhecível da linhagem megacariocítica.
 • Sofre endomitose, um processo no qual o DNA se replica sem divisão celular, resultando em uma 
célula multinucleada e com grande quantidade de citoplasma.
5. Megacariócito
 • Célula gigante da medula óssea, com núcleo multilobulado.
 • Armazena grandes quantidades de proteínas relacionadas à coagulação.
 • Sob influência da trombopoietina e outros fatores de crescimento, o megacariócito sofre 
fragmentação do seu citoplasma, liberando milhares de plaquetas.
6. Liberação das Plaquetas
 • O megacariócito se posiciona próximo aos capilares sinusoidais da medula óssea.
 • Estende projeções citoplasmáticas para dentro dos vasos sanguíneos.
 • Essas projeções se fragmentam, dando origem a plaquetas maduras, que entram na circulação.
Regulação da Trombopoiese
 1. Trombopoietina (TPO)
 • Hormônio produzido pelo fígado e rins, que estimula a proliferação e maturação dos 
megacariócitos.
 • Quando há baixa quantidade de plaquetas no sangue (trombocitopenia), mais TPO está 
disponível para estimular a produção de novas plaquetas.
 2. Fatores de Crescimento
 • IL-3 e IL-6 auxiliam na maturação dos megacariócitos.
 • Fator de crescimento megacariocítico (MGF) também contribui para a diferenciação celular.
Características das Plaquetas
 • Pequenos fragmentos celulares sem núcleo, mas com organelas e grânulos que armazenam 
fatores essenciais para a coagulação.
 • Vida útil média de 7 a 10 dias, sendo removidas pelo baço quando envelhecem.
 • Atuam na hemostasia, ajudando a formar o trombo plaquetário e promovendo a coagulação 
sanguínea.
A trombopoiese é um processo complexo e altamente regulado, garantindo a produção contínua de 
plaquetas para manter o equilíbrio da coagulação sanguínea. Desde a célula-tronco até a liberação 
das plaquetas na circulação, cada etapa é cuidadosamente controlada por hormônios e fatores de 
crescimento para atender às necessidades do organismo.Morte das Hemácias – Eritrocaterese
A eritrocaterese é o processo de destruição e remoção das hemácias envelhecidas ou defeituosas. 
Esse mecanismo ocorre principalmente no baço, mas também no fígado e na medula óssea.
A hemácia tem uma vida útil de aproximadamente 120 dias, e, ao envelhecer, perde sua 
flexibilidade, tornando-se mais suscetível à destruição pelos macrófagos do sistema 
reticuloendotelial (SRE).
Fases da Morte das Hemácias
1. Envelhecimento da Hemácia
 • Com o tempo, a membrana das hemácias sofre modificações estruturais, como:
 • Perda de flexibilidade, dificultando sua passagem pelos capilares do baço.
 • Acúmulo de lesões oxidativas, principalmente devido à ação de radicais livres.
 • Diminuição da atividade enzimática, comprometendo o metabolismo energético.
 • Alteração de proteínas da membrana, como a espectrina e a anquirina.
2. Reconhecimento e Fagocitose pelas Células do Sistema Reticuloendotelial (SRE)
 • O baço atua como um filtro, removendo hemácias disfuncionais.
 • Macrófagos do SRE identificam as hemácias envelhecidas através de alterações em sua 
membrana, como:
 • Exposição de fosfatidilserina, um sinal de apoptose.
 • Redução da expressão de proteínas reguladoras da sobrevida celular.
 • Essas células são fagocitadas principalmente no baço, mas também no fígado (células de 
Kupffer) e na medula óssea.
⸻
3. Degradação e Reciclagem dos Componentes da Hemácia
Após a fagocitose, os componentes das hemácias são reciclados:
Possível questão da prova dissertativa
 • Hemoglobina→ Heme + Globina
 • A globina é degradada em aminoácidos, reutilizados na síntese proteica.
 • O grupo heme sofre degradação enzimática:
 • Convertido em biliverdina pela heme-oxigenase.
 • A biliverdina é transformada em bilirrubina indireta (não conjugada), que será transportada pelo 
sangue até o fígado para conjugação e excreção pela bile.
 • Ferro
 • O ferro do grupo heme é removido e transportado pela transferrina para a medula óssea, onde 
será reutilizado na síntese de novas hemácias.
 • Também pode ser armazenado no fígado na forma de ferritina ou hemossiderina.
 • Membrana e Componentes Estruturais
 • Fosfolipídios e proteínas da membrana são degradados e reutilizados.
Alterações Patológicas na Morte das Hemácias
 • Hemólise Intravascular:
 • Em certas condições patológicas, como anemias hemolíticas, as hemácias se rompem dentro 
dos vasos sanguíneos, liberando hemoglobina diretamente no plasma.
 • Pode ser causada por defeitos genéticos (esferocitose hereditária), agentes infecciosos (malária) 
ou reações imunológicas (anemia hemolítica autoimune).
 • Hemólise Extravascular Acelerada:
 • Algumas doenças fazem com que os macrófagos removam hemácias prematuramente, como 
ocorre na anemia falciforme e na talassemia
A morte das hemácias é um processo altamente regulado, permitindo a reciclagem eficiente de 
seus componentes essenciais, como ferro e proteínas. Esse mecanismo é fundamental para a 
renovação constante dos eritrócitos, evitando o acúmulo de células velhas no sangue e garantindo 
o equilíbrio da homeostase corporal.A anemia é uma condição caracterizada pela redução da 
concentração de hemoglobina no sangue, levando à diminuição da capacidade de transporte de 
oxigênio para os tecidos. Pode estar associada a uma diminuição do número de eritrócitos 
(hemácias), alterações em sua forma ou tamanho, ou defeitos na produção de hemoglobina.
Causas da Anemia
A anemia pode ter diversas origens, que podem ser classificadas em três categorias principais:
1. Anemia por Perda de Sangue (Hemorragia)
 • Causada por sangramentos agudos ou crônicos, levando à perda excessiva de hemácias.
 • Exemplos:
 • Hemorragia gastrointestinal (úlceras, câncer, parasitoses como ancilostomose).
 • Sangramentos menstruais excessivos.
 • Trauma ou cirurgias.
2. Anemia por Defeito na Produção de Hemácias
 • Ocorre quando a medula óssea não produz eritrócitos adequadamente devido a deficiência de 
nutrientes ou doenças hematológicas.
 • Pode ser causada por:
 • Deficiência de ferro (anemia ferropriva).
 • Deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico (anemia megaloblástica).
 • Falência da medula óssea (anemia aplástica).
 • Doenças crônicas (anemia da inflamação crônica).
3. Anemia por Aumento da Destruição das Hemácias (Hemólise)
 • Ocorre quando a taxa de destruição dos eritrócitos é maior do que a capacidade da medula 
óssea de produzi-los.
 • Causas incluem:
 • Anemias hemolíticas hereditárias:
 • Esferocitose hereditária.
 • Anemia falciforme.
 • Talassemia.
 • Anemias hemolíticas adquiridas:
 • Reações imunológicas (anemia hemolítica autoimune).
 • Infecções (malária).
 • Exposição a substâncias tóxicas (venenos, drogas).
Classificação das Anemias
As anemias podem ser classificadas com base no volume corpuscular médio (VCM) das hemácias, 
que indica seu tamanho:
1. Anemias Microcíticas (VCM 100 fL)
 • Hemácias maiores que o normal, indicando um defeito na maturação do núcleo.
 • Causas:
 • Deficiência de vitamina B12 (anemia perniciosa).
 • Deficiência de ácido fólico.
 • Alcoolismo crônico.
 • Doenças hepáticas.
Questão da prova 
Índice de reticulócito: maior que 3 boa resposta e menor que 3 é uma má resposta 
Fórmula para cálculo 
Porcentagem de reticulócito x hematócrito divido por 45 vezes qual o sexo vezes 1.
Valores de referência Masculino 0 e feminino 1 
Cálculo do número absoluto de reticulócitos
Este valor indica a quantidade real de reticulócitos circulantes no sangue.
{Reticulócitos absolutos} = {de reticulócitos} {Hemácias (milhões/mm}{100}
2. Cálculo do índice de produção reticulocitária (IPR)
O IPR ajusta a contagem de reticulócitos com base no hematócrito do paciente. É útil para avaliar a 
resposta medular à anemia.
IPR = [de reticulócitos} {Hematócrito do paciente}{Hematócrito normal}{Tempo de maturação dos 
reticulócitos (dias)}
O tempo de maturação dos reticulócitos varia conforme o hematócrito:
	 •	 40-45% → 1,0 dia
	 •	 30-39% → 1,5 dia
	 •	 20-29% → 2,0 dias
	 •	 10-19% → 2,5 dias

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