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RESUMÃO HEMATOLOGIA CLÍNICA
· Introdução: 
- Estudo de doenças relacionadas ao sangue. 
Sangue: 
- Tecido conjuntivo especializado. 
- É líquido e viscoso (devido às suas células).
- Dentro desse tecido há a formação da hematopoese (produção de células do sangue).
- Em criança, há mais locais de produção de sangue pois seu metabolismo é mais acelerado para que ela possa crescer. Já o feto, possui alguns órgãos hematopoéticos (ex. baço e fígado).
- Funções biológicas:
· Transporte de nutrientes.
· Transporte dos gases respiratórios. 
· Transporte de resíduos do metabolismo. 
· Defesa e imunidade por meio da ação dos leucócitos. 
· Coagulação sanguínea por meio da ação das plaquetas. 
Composição do sangue:
- Elementos figurados (45%): células (hemácias, leucócitos e plaquetas).
- Plasma/matriz líquida (55%): água, sais minerais e proteínas. 
· Os Ac estão presentes no plasma. 
· Função: transporte de nutrientes. 
Soro x plasma: 
- Em ambos há fibrinogênio (auxilia na coagulação), ele age a partir de uma condição: quando não há anticoagulante.
· Soro = com anticoagulante.
· Plasma = sem anticoagulante. 
- O plasma está na circulação sanguínea.
- O hemograma é feito apenas no tubo roxo (EDTA) na presença de anticoagulante, que não irá permitir a cascata de coagulação. 
Células do sangue: 
- Podem ser: 
· Anucleadas: hemácias e plaquetas.
· Nucleadas: leucócitos. 
Obs: não é possível fazer teste genômico em células anucleadas. 
Hemácias: 
- Também chamadas de eritrócitos ou glóbulos vermelhos. 
- Anucleadas, tem formato de disco bicôncavo com halo central mais claro. 
- Função: transporte de oxigânio
- Formada por hemoglobina (heme/ferro + proteína).
- Membrana complexa, tempo de vida: 120 dias. 
Plaquetas: 
- Fragmentos de megacariócitos. 
- Anucleadas.
- Tempo: circulam durante 8-12 dias na corrente sanguínea, sendo removidas pelos macrófagos. 
- Função: hemostasia (resposta fisiológica para a prevenção e interrupção de sangramento e hemorragias, agem na coagulação, adesão, agregação, formação do tampão hemostático) e processos inflamatórios/ infecciosos, imunes e no desenvolvimento e progressão tumoral. 
- Pode estar em duas condições: normal e ativada (mudam sua estrutura conformacional).
Leucócitos: 
- Ou glóbulos brancos, são responsáveis pela defesa do organismo, sendo eles: 
Obs: os granulócitos são polimorfo-nucleares e os agranulócitos são mononucleares.
- Neutrófilo:
· Podem ser: segmentado ou bastonete.
· Duram em torno de 7h na circulação. 
· Associado a processos de defesa contra infecção bacteriana e alguns fungos por meio da fagocitose. 
· São os primeiros a chegar no local para defesa. 
- Eosinófilo: 
· Grânulos (enzimas hidrolíticas que participam da destruição de parasitas) geralmente alaranjados.
· Associados a processos alérgicos e parasitários. 
- Basófilo: 
· Grânulos “gergelim” – pretos. 
· Relacionados a processos alérgicos, liberando os grânulos (contém histamina), gerando resposta. 
· Apresenta menos de 1% na circulação, no entanto, seu aumento significativo é um indício de alergia muito forte. 
- Linfócitos: 
· Núcleo grande e quase nada de citoplasma. 
· Relacionados a infecção viral. 
· Podem de três tipos: B (produtoras de anticorpos), T (CD4 ou CD8) e NK – natural killer (vírus e tumores).
· Resposta humoral. 
- Monócitos: 
· Célula grande.
· Apresenta vacúolos (para fagocitose) no citoplasma.
· Relacionados a condições bacterianas, virais e parasitárias.
· Nas infecções/inflamações, os monócitos são recrutados para o tecido lesionado e se diferenciam em macrófagos. 
· Hematopoese:
Características: 
- A hematopoese é o processo de formação (produção e diferenciação) das células sanguíneas. Ele ocorre na medula óssea (MO).
- Hormônios e receptores celulares sinalizam quando é necessária a produção de células específicas. 
- Possui duas linhagens celulares: 
· Mielóide: responsável pela formação de plaquetas, hemácias e leucócitos (exceto os linfócitos).
· Linfóide: responsável pela formação dos linfócitos e célula NK. 
- Hormônios que estimulam a hematopoese: 
· TPO – trombopoetina (fígado: produtor).
· EPO – eritropoietina (rins: produtor).
· G-CSF – fator estimulador de colônia para granulócitos: eosinófilo, neutrófilo e basófilo (lúmen, no intestino: produtor).
Órgãos envolvidos na hematopoese – sistema hematopoético: 
- São eles: 
· Baço: rico em macrófagos (fagocitam células senescentes, ou seja, células envelhecidas que não se dividem mais).
· Fígado: produção de plaquetas. 
· Medula óssea.
· Linfonodos. 
· Timo. 
- Os primeiros vasos sanguíneos se originam do mesoderma embrionário que reveste o saco vitelino. Sendo assim, é nele que se origina a hematopoese. 
· A porção periférica dá origem ao endotélio e a porção central dá origem aos megaloblastos (grandes precursores nucleados dos eritrócitos com cromatina não condensada). 
- Períodos: 
1. Intrauterino: 
· Nesse momento, o fígado e o baço são órgãos hematopoiéticos, após o nascimento, eles perdem função produtiva e passa, a participar do processo de destruição pelo Sistema Mononuclear Fagocitário (SMF).
· 0-2 meses: fase pré-hepática (saco vitelino).
· 2-7 meses: fase hepato-esplênica. 
· 5-9 meses: fase mielóde (M.O).
2. Extrauterino (pós-natal):
· 0-4: fase criança.
· 4-18 anos: convergência troncular da hematopoese. 
· Fase adulta: produção restrita aos ossos chatos.
· + 50 anos: fase senil (metaplasia mieloide ou hematopoese extra medular: processo que ocorre quando a medula está sendo muito estimulada e assim, o baço e o fígado voltam a produzir células hematopoiéticas para manter o organismo vivo, no entanto, a quantidade produzida não é equivalente a que a medula produz. Esse processo ocorre em casos extremos).
Processos celulares: 
1. Proliferação:
· Multiplicação por mitose. 
2. Diferenciação: 
· Se diferencia em vários tipos de células. 
3. Maturação: 
· Ao chegar nessa etapa, a célula não possui mais a capacidade de diferenciação. 
Obs: esses três processos ocorrem em todas as células do sangue a partir de células tronco.
Célula tronco: 
- Dividas em: 
· Totipotente: resultam da divisão celular do óvulo fertilizado, podem dar origem a qualquer tipo de célula ou tecido que compõe o embrião. 
· Pluripotente: resultante da divisão das células totipotentes, são mais limitadas em sua diferenciação.
· Multipotente (CTH): resultante da divisão de células pluripotentes, tem por função a reparação e manutenção tecidual. 
CTH – células-tronco hematopoiéticas: 
- Células que possuem a capacidade de se autorrenovar e se diferenciar em células especializadas do tecido sanguíneo e células do sistema imune. Ou seja, são responsáveis pela geração de todo o sangue (hemácias, plaquetas e leucócitos).
- É a célula que efetivamente substituímos quando realizamos um transplante de medula óssea. 
Obs: no transplante, quando doamos para nós mesmos, o processo é chamado de autólogo. Quando doamos para outra pessoa, é chamado de alogênico. 
Obs2: as células-tronco da medula podem ser coletadas, preservadas por congelamento e, posteriormente, descongeladas e utilizadas no tratamento. 
- Pode ser coletada através da medula óssea, do sangue periférico, do sangue do cordão umbilical e por aférese (método em que o doador faz uso de uma medicação por cinco dias, com o objetivo de aumentar a produção de células-tronco circulantes no seu sangue. 
 - Estão coladas nos osteoblastos ativos. 
- Estimulada por interleucinas (IL) e fatores estimulantes de colônia (CSF), ambos agem nos receptores de membrana e estimulam o crescimento da CTH. 
- Se diferencia em duas linhagens: mieloide e linfoide, para cada uma delas há um hormônio que as estimula. 
· Linhagem mieloide: IL-3 e GM-CSF.
· Linhagem linfoide: IL-1, 6 e 7.
· Hemocaterese:
Características:
- É o processo pelo qual eritrócitos/hemácias senescentes (envelhecidos) ou lesionados são destruídos pelos macrófagos. 
- Vida média dos eritrócitos: 120 dias. 
- Sistema Mononuclear Fagocitário (SMF) e Sistema Retículoendotelial (SER): 
· Sistema constituídopor células com capacidade fagocitária, pode estra situado em diferentes lugares do organismo. 
· O SMF do baço está relacionado ao processo de hemocaterese. Pois o baço é o principal órgão responsável pela destruição eritrocitária (os macrófagos estão presentes no baço).
· Esses sistemas têm por função a defesa contra antígenos incluindo os microrganismos, bem como na remoção de células velhas e mortas, entre outros. 
Membrana eritrocitária: 
- Composição: 
· 52% proteínas. 
· 42% lipídeos. 
· 8% carboidratos. 
Obs: ela é altamente complexa, com hemoglobina e ferro em sua composição. 
- Na porção intramembranar encontram-se proteínas integrais que ancoram-se a um citoesqueleto, são elas: espectrina, anquirina, actina (responsáveis pela integridade e elasticidade da membrana).
- O sistema sabe que a hemácia está ficando velha (quando há alteração da PC – fosfatidilcolina) devido a membrana eritrocitária. 
· Conforme o seu envelhecimento, as hemácias passam a sofrer certas modificações de membrana como: 
1. Peroxidação de lipoproteínas. 
2. Redução de resíduos de ácido siálico, os quais auxiliam na eletronegatividade da célula (na circulação, as hemácias mantêm distância umas das outras, por serem eletronegativas – devido às proteínas – no entanto, o meio em que se encontram é positivo. A partir do momento em que sua estrutura é alterada perdendo o ácido siálico e expondo os seus resíduos, o macrófago age e fagocita a hemácia para que ela não gere problemas, como por exemplo, a coagulação).
3. Alterações da banda 3 que participam da manutenção da integridade da membrana e do transporte de ânions. 
· Essas alterações da membrana sinalizam para uma morte programada mediada pelos macrófagos presentes no SMF do baço, assim como os presentes na medula óssea e também, pelas células de Kupffer no fígado. 
· As células senescentes se retraem e a fosfatidilserina fica exposta, permitindo que a CD36, presente nos macrófagos, reconheça o antígeno e fagocite a célula. 
· Eritropoese:
Características:
- É o processo de produção e maturação dos glóbulos vermelhos (eritrócitos/hemácias) que ocorre na medula óssea através das células tronco hematopoiéticas. 
- Maior volume circular no sangue = massa eritrocitária. 
- A membrana eritrocitária é composta de um citoesqueleto maleável. 
- O principal hormônio regulador desse processo é a eritropoietina (EPO) que, normalmente, está presente no plasma e se liga aos receptores presentes em precursores eritroides. 
· O rim manda um estímulo para a EPO para ela produzir eritropoietina (1° elemento necessário para que a eritropoese aconteça).
· Alterações nos níveis de EPO ou na sua ação nas células alvo podem prejudicar a produção dos eritrócitos, e, consequentemente, a capacidade de transporte de oxigênio do organismo. 
- Elementos necessários para a eritopoese: 
1. Síntese da hemoglobina. 
2. Ferro (o O2 se liga/ancora no mesmo). 
3. Aa (aminoácidos): 
· Síntese do DNA (no DNA há uma sequência genômica responsável por sintetizar a globina – proteína. Caso haja alguma alteração nessa sequência, pode gerar algumas doenças, como a anemia falciforme).
· Vitamina B12.
· Ácido fólico. 
Maturação dos eritrócitos/etapas da eritropoese: 
1. Proeritoblasto: EPO, linhagem mielóide – recebe estímulo – primeira linhagem que recebe EPO (gera 2 linhagens na sequência). Seu núcleo é grande e seu DNA frouxo. 
2. Eritroblasto basófilo: núcleo diminui, seu DNA vai condensando. 
3. Eritroblasto policromático: núcleo tende a ficar mais próximo a membrana.
4. Eritroblasto ortocromático: núcleo picnótico, vai sumindo. 
Obs: os itens 1-2-3-4 são células muito jovens que não devem ser encontradas na circulação sanguínea. 
5. Reticulócito(*): nessa etapa, já não há mais núcleo. É um residual de RNA (ainda tem a capacidade de produzir hemoglobina), no entanto, já é uma célula que encontramos na circulação sanguínea (se ela for encontrada, indica o envio de células jovens na circulação a pedido do corpo).
6. Hemácia. 
Obs: a partir de 1 proeritoblasto é possível a produção de 16 hemácias (produto final). 
Obs2 (*): contagem de reticulócitos: 
· Indicador da produção acelerada de eritrócitos. 
· Muito reticulócito (reticulocitose): hemorragias agudas, anemias hemolíticas e resposta ao tratamento com ferro, folato e vitamina B12.
· Pouco reticulócito: anemias aplásticas, anemias carenciais não tratadas, 
Modulação e produção de eritrócitos eritropoietina (EPO):
- A EPO é um hormônio glicoproteico que desempenha um papel na regulação da produção de eritrócitos. 
- Ao ser liberada > plasma > medula > receptores que informam (ex. falha de oxigenação no indivíduo).
- As hemácias, ao passarem pelos rins, são recebidas por sensores que verificam a oxigenação das mesmas, e quando necessário, sinalizam o EPO e assim, a proteína é sintetizada e liberada na medula. 
Obs: pacientes com problema renal não conseguem fazer esse processo, para esses pacientes, é administrado EPO. 
Metabolismo do ferro: 
- O ferro é um metal pesado que quando livre é quase insolúvel e tóxico para o organismo, durante o seu ciclo metabólico está sempre ligado a proteínas de transporte ou funcionais.
- Ele não circula sozinho no sangue, para isso, precisa-se de uma proteína de transporte (TRANSFERINA).
- Está em todas as células do corpo, mas principalmente nas hemoglobinas (proteína dentro da hemácia) e mioglobulinas (proteína dentro dos músculos esqueléticos e cardíacos).
- Dieta e absorção:
· A absorção intestinal é um processo finamente regulado em resposta as alterações da necessidade de ferro pelo corpo. 
· Essa quantidade absorvida compensa as perdas: descamação de células, crescimento e no caso das mulheres das perdas sanguíneas menstruais. 
1. Redução de Fe3+ para Fe2+.
2. Duodeno e jejuno (o ferro vindo do intestino é mais reaproveitado).
3. DMT-1: transportador de metais bivalentes. 
4. Oxidado: armazenado na forma de ferritina (estoque de ferro).
5. Absorvido para o plasma pelo HFE-TfR2.
6. Após absorção pode ser armazenado na forma de ferritina (Fe3+ + apoferritina) no citoplasma do enterócito. 
7. As células podem descamar devolvendo o ferro ao lúmen intestinal. 
8. Depois de absorvido para o plasma, o ferro é oxidado e se liga a transferrina (proteína que transporta o ferro até a medula óssea).
9. Ferroportina (saída do ferro).
Obs: apotransferrina – quando está circulante, não ligada ao ferro. 
· A perda do ferro impacta na síntese de hemácias. 
Síntese de hemoglobina: 
- Estrutura da Hb:
· Molécula globular formada por 4 cadeias de globinas (vêm do DNA) que constituem: duas cadeias alfa e duas beta. 
Obs: com a sequência genômica perfeita, sintetizam perfeitamente. HbA: hemoglobina normal. “esperada”.
	Tipo de Hb
	Composição
	Concentração/fase
	A
	Alfa2beta2
	96-98% - adulta
	A2
	Alfa2delta2
	2-4% - adulta
	Fetal
	Alfa2gama2
	0-1% - adulta
90-100% - feto
· A2: alterada. 
· Fetal: muda no pós-natal, ocorrendo tudo bem, muda de alfa2gama2 para alfa2beta2.
- Eletroforese de hemoglobina: 
· Exame realizado para medir e identificar os diferentes tipos de hemoglobina que podem ser encontrados no sangue. 
· Identifica e quantifica frações normais (HbA, HbA2 e HbF) e alteradas (HbS e HbC).
Resumo eritropoese: 
- Controle clássico (feedback negativo).
- Diminuição da taxa de hemoglobina (Hb).
- Hipóxia a níveo renal.
- Estímulo para a produção renal de eritropetina (hormônio glicoproteico).
- EPO estimula produção medular. 
- Aumento do número de eritrócitos e da taxa de Hb em 3 a 4 dias. 
· Hemograma:
Características: 
- O que é? É a determinação quantitativa e qualitativa dos elementos figurados do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. 
- Técnicas manuais para realização do hemograma:
· Hemocitômetro de Neubauer. 
· Dosagem de hemoglobina. 
· Hematócrito.
Parâmetros: 
Diretos e quantitativos: 
- Contagem de hemácias, leucócitos e plaquetas. 
- Hematrócrito (Ht).
- Dosagem da hemoglobina (Hb).
Obs: esses parâmetros são correlacionados com os fatores indiretos.
Indiretos: 
- Tamanho da hemácia,cor e variação de formas.
- Índices hematimétricos: 
· VCM: volume corposcular médio – indica o tamanho médio do eritrócito. Anisocitose. 
· VCM = Ht / He . 10 
Obs: He = contagem das hemácias.
· HCM: hemoglobina corposcular média – indica a quantidade de hemoglobina presente nas hemácias. Anisocromia.
· HCM = Hb / He . 10
· CHCM: concentração da hemoglobina corposcular média – indica a concentração de hemoglobina em uma hemácia. Anisocromia.
· CHCM = Hb / Ht . 100
· RDW: coeficiente de variação do tamanho – avalia a distribuição das hemácias em relação a variação de tamanho. 
- Variação de tamanho (anisocitose):
· Normocitose: hemácia normocítica, de tamanho normal (sem alterações). VCM normal.
· Microcitose: hemácia microcítica, de tamanho menor que o normal. Causas: falta de ferro. Baixo VCM. 
· Macrocitose: hemácia macrocítica, de tamanho maior que o normal. Alto VCM. 
Obs: em um esfregaço de sangue, a variação do tamanho das hemácias é evidenciada pela presença de hemácias microcíticas ou macrocíticas. 
- Variação da coloração (anisocromia):
· Normocromia: sem alterações de cor. 
· Hipercromia (esferócitos): aumento de HCM e CHCM. 
· Hipocromia: diminuição de HCM e CHCM.
· Policromasia (policromatofilia): maiores e não apresentam halo central. Aumento de reticulócitos (células jovens no sangue). Relacionado a anemia hemolítica, sangramentos e após tratamento de anemias carenciais).
Obs: a variação do grau de hemoglobinização é evidenciada pela presença de hemácias hipocrômicas e normocrômicas no esfregaço. 
- Variação da forma (poiquilocitose): 
· Aumento da proporção de células com forma anormal.
· Característica de condições patológicas. 
· Informação diagnóstica.
· São eles: 
· Ovalócitos/eliptócitos: comuns em anemias, defeito de proteína do citoesqueleto da membrana, eliptocitose hereditária. 
· Acantócitos: projeções irregulares, alteração lipídica da membrana. Dislipemias e algumas doenças hepáticas.
· Esferócito: coloração uniforme. Macroesferócitos (anemia autoimune) e microesferócitos (queimaduras severas). 
· Equinócitos: hemácias crenadas, ressecamento do sanue na lâmina e alteração de osmolaridade plasmática.
· Dacriócitos: hemácias em lágrima/gota. 
· Estomatócitos: alteração de osmolaridade plasmática. 
· Esquizócitos: fragmentos de eritrócitos. 
· Codócitos: células em alvo – mancha central – Hb alterada – talassemia (perda do conteúdo citoplasmático) e hemoglobinopatia C. 
· Drepanócitos: eritrócitos falciforme (forma de foice) – cristalização da hemoglobina (anemia falciforme).
· Esferócitos – perda da membrana. 
· Inclusões heritrocitárias: 
· Corpos de Pappenheimer: grânulos (azul-da-prússia) de ferro com mitocôndria e ribossomos. Anemias severas e talassemias. 
· Pontilhados basófilos: grânulos (azul-escuros) em hemácias. Envenenamentos, drogas e septicemia. 
· Anéis de Cabot: restos de fusos mitóticos e de membrana nuclear. Anemia severa, anemia megaloblástica, envenenamento por metal e diseritropoese. 
· Corpos de Howell – Jolly: inclusões esféricas azul-escuras. Anemias hemolíticas severas, disfunção esplênicas e esplenectomia. 
· Corpos de Heinz: Hb desnaturada – coloração com cristal violeta. Danos nas hemácias, deficiência de G6PD. 
· Grânulos de Schuffner: visíveis. Infecção por Plasmidium vivax.
· Hemácias em roleaux e aglutinação: 
· Formação de roleaux: agregação de eritrócitos que estão alinhados uns sobre os outros (como pilhas de moedas). Alto nível de proteínas circulantes de fase aguda, condições autoimunes, mieloma. 
· Aglutinação de hemácias: causada por aglutininas e mais irregular que roleaux, com aglomerados redondos e não lineares. 
· Normoblasto ortocromático: 
· Células imaturas – citoplasma rosa, núcleo picnótico. 
· Crise hemolítica e anemia ferropriva. 
Resumão morfologia dos eritrócitos:
Obs: quanto mais + tiver na distribuição de He, mais intenso é o problema (ex. 4+ é o pior cenário). 
Hemossedimentação (VHS):
- Exame de sangue que mede a velocidade com que as hemácias se depositam no fundo de um tubo de ensaio após uma hora.
- Usado para detectar inflamações ou infecções no organismo, como resfriados ou pancreatite aguda. 
- Métodos: 
· De Westergren: pipeta preenchida até a marca zero – fixada verticalmente. 
· De Wintrobe: tubo preenchido até a marca zero – fixado verticalmente. 
!!! A partir do slide 52 (aula 4) há exercícios para resolução. 
· Anemias:
Características: 
- É a diminuição do número de glóbulos vermelhos e/ou da concentração de hemoglobina no sangue periférico (sangue circulante). 
- Anemia não é a doença em si, mas sim, a consequência de uma. 
- Quadro laboratorial caracterizado por: 
· Diminuição do hematócrito. 
· Diminuição da hemoglobina. 
· Diminuição do número de hemácias/volume de sangue. 
- Há uma diminuição de O2 na circulação, mexendo com todo o organismo e gerando sinais/sintomas (manifestações clínicas), que são: 
Formas: 
Fisiológica:
- Diminuição da produção.
- Aumento da destruição. 
- Perdas hemorrágicas (ex. problemas com menstruação. 
- Tipos de anemia:
· Regenerativas (hemolíticas): medula produz hemácias, no entanto, há muita destruição. Há muito reticulócito presente na circulação, indica que a medula está tentando se regenerar.
· Arregenerativas: geralmente relacionada a problemas nutricionais, é necessário corrigir esse problema para que a medula regenere corretamente novamente. 
· Hemorrágicas.
· Não hematológicas: causadas por outras condições/doenças (ex. pacientes com problemas cerebrais, sepse, etc.).
Morfológica (VCM): 
1. Microcítica e hipocrômica.
- Anemia em que os eritrócitos são menores que o normal (pequenas e sem cor).
- Características: 
· Baixo VCM, HCM e CHCM. 
· Baixa Hb e GV. 
· Ht sem alterações. 
· Etiologias: anemias de fase de hemoglobinização. 
- Condições associadas: 
1. Anemia ferropriva:
· Causada por deficiência de ferro. 
· A mais comum das anemias. 
· Exames laboratoriais: hemograma, reticulócitos e perfil de ferro (teste da avidez: identifica o quanto o ferro consegue se ligar ao heme).
· Metabolismo do ferro: dosagem de ferritina (proteína de reserva do ferro – marcador precoce de anemia), dosagem de transferrina (proteína de transporte do ferro – síntese hepática)
A) Absorção do ferro no intestino.
B) Formação do complexo plasmático ferro-transferrina e transporte do ferro até a MO para armazenamento e formação de Hb.
C) O ferro circula na forma de Hb, onde pode ser armazenado ou retornar para a corrente sanguínea ligado à transferrina. 
D) Ação da hepcidina impedindo a formação do complexo plasmático ferro-transferrina em intestino, MO e baço. 
· Se os resultados dos exames complementares são: ferro sérico diminuído, ferritina diminuída, saturação da transferrina diminuída e capacidade total de ligação com o ferro aumentada, significa anemia ferropriva. 
· Causas: perda sanguínea crônica (ex. uterina), aumento da demanda (ex. prematuridade), má absorção (ex. uso de medicamentos), dieta pobre. 
2. Talassemia (condição hereditária). – falado na NP2.
3. Anemia sideroblástica:
· Excesso de ferro. 
· Grupo de distúrbios que se caracteriza por uma redução na síntese de hemoglobina e presença de sideroblastos em anel na medula óssea. 
· Classificação: congênitas (rara e ligada ao X) e adquirida (intoxicação por medicamentos ou toxinas).
· Diagnóstico laboratorial: sangue periférico (hemograma) e medula óssea (mielograma).
2. Normocítica e normocrômica. 
- Anemia cuja média de tamanho dos eritrócitos é normal, mas pode mascarar a combinação de eritrócitos pequenos e grandes. 
- Características:
· Sem alteração em VCM, HCM e CHCM. 
· Baixo GV, Hb e Ht. 
· Etiologias: anemias de fase de diferenciação e fase de circulação. 
- Condições associadas: 
· Doença inflamatória intestinal.
· Insuficiência renal crônica. 
· Anemia falciforme. 
· Síndrome mielodisplásica. 
· Falência MO/mielotoxidade. 
· Deficiência combinada (ferro + folato ou B12).
· Infiltração da medula óssea.
- Anemias: 
· Aplasia medular: alteração estrutural na medula óssea(anemia de Falconi: aplasia medular hereditária autossômica recessiva).
· Anemia por lesão renal.
· Anemia hemorrágica aguda: perda de sangue volumosa. 
3. Macrocítica e normocrômicas.
- Anemia em os eritrócitos são maiores que o normal. 
- Características:
· Alto VCM, HCM pode não ter alterações. 
· Baixo GV, Hb e Ht. 
· Etiologias: anemias da fase de proliferação (na etapa de proliferação, se dividem errado). 
- Condições associadas: 
· Anemia megaloblástica (deficiência de folato ou vit. B12).
· Doença hepática crônica. 
· Síndrome mielodisplásica.
· Reticulocitose acentuada (anemias hemolíticas).
- Metabolismo da vitamina B12:
· Dentro das células, a vitamina B12 e o ácido fólico são necessários, em sequência, para a formação da timidina, essencial para a síntese e reparação do DNA. 
· Na primeira etapa, a vitamina B12 é necessária para a formação de metionina e produz como composto intermediário a homocisteína.
· O tetrahidrofolato produzido no ciclo do folato é convertido em intermediários que são utilizados nas bases pirimídicas do DNA. 
- Causas: 
· De deficiência de folato: dieta pobre, idosos e gestações repetidas. 
· De deficiência de B12: dieta pobre, deficiência de absorção fator intrínseco, medicamentos quimioterápicos. 
Classificação das anemias – resumo: 
Caso clínico: 
O hemograma de uma paciente com 18 anos, apresenta os seguintes valores: 
- Hemácias (GV): 4,3 . 106 mm³
- Hemoglobina (Hb): 8,7 g/dL
- Hematócrito (Ht): 28% 
- Valores de referência: 
1. O paciente está anêmico? Justifique
R: Sim, pois os seus valores de HCM e VCM estão abaixo dos valores de referência (microcítica e hipocrômica). 
2. Calcule os valores hematimétricos HCM e VCM.
HCM = Hb / He . 10
HCM = 8,7 / 4,3 . 10
HCM = 87 / 4,3
HCM = 20,23 pg (picograma).
VCM = Ht / He . 10 
VCM = 28 / 4,3 . 10
VCM = 280 /4,3
VCM = 65,11 fl (fentolitros).
3. Se o paciente está anêmico, como você classificaria essa anemia?
R: Microcítica e hipocrômica. Sendo assim, é interessante pedir um perfil do ferro para análise e se o ferro estiver abaixo dos valores de referência = anemia ferropriva. 
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