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DIDÁTICA AULA 3 Profª Virgínia Bastos Carneiro 2 CONVERSA INICIAL Caros alunos! Nesta aula, teremos a visão do processo de ensino na escola e suas caraterísticas como ação estruturante do professor. Objetiva-se o entendimento da sistematização coletiva do conhecimento, a conceituação e embasamento do processo de ensino, de aprendizagem, as características do processo de ensino, assim como a maneira pela qual aprendemos e raciocinamos. Para finalizar, vamos estudar a estrutura categorizada, representando a aprendizagem esperada. Desejo bons estudos! TEMA 1 - SISTEMATIZAÇÃO COLETIVA DO CONHECIMENTO Dando sequência às nossas aulas, ao longo das quais trabalhamos considerações sobre abordagens pedagógicas no estilo tradicional, no aprender a aprender e no aprender a fazer, passa-se, a seguir, aos critérios que definem a metodologia de ensino chamada de sistematização coletiva do conhecimento. A produção e a elaboração do conhecimento acontecem na interação de experiências práticas e teóricas, com a finalidade de encontrar respostas aos mais diversos desafios sociais. Atitudes fundamentadas na curiosidade e crítica dos estudantes definem a pesquisa como base pedagógica para encontrar soluções e respostas às demandas contemporâneas. Nessa perspectiva, Martins (2009, p. 88), aponta a importância do “romper com o eixo da transmissão-assimilação dos conteúdos para um processo de ensino que altere, na prática, suas relações básicas na direção da sistematização coletiva do conhecimento”. Deste modo, é necessário estimular a reflexão do aluno, questionando-o, de forma crítica e contextualizada, para uma educação problematizadora. Esta abordagem gira em torno da concepção ação-reflexão-ação. Mas, o que vem a ser essa concepção? É a percepção do mundo concreto com vistas a finalidades dialéticas de compreensão e transformação. A palavra dialética é de origem grega (dialektiké), e significa a arte do diálogo, do saber debater, do persuadir, a fim de raciocinar com clareza e discernimento sobre um assunto e ideias variadas. 3 Na interação entre docentes e discentes, pode-se encontrar em Martins (2006) que a metodologia de sistematização coletiva do conhecimento segue a seguinte sequência: • atividades e práticas sociais a serem caracterizados e problematizados; • tomar um referencial teórico para que a prática seja assimilada e compreendida (compreensão da prática; • entendimento da totalidade para a efetiva compreensão da prática; • transformar (transformação) a prática por meio de concepções e propostas de intervenção. Será por meio de técnicas de problematização, trabalhos em grupo/individual, projetos, cases, aprendizagem por pares, plenários, aulas expositivas e outras tantas, que haverá a transposição do conhecimento (compreensão) para a transformação dos problemas reais. Nesta visão, entende-se o aluno como ser histórico, ou seja, sujeito do processo de aprendizagem ao se ver inserido de modo sistemático e coletivo nas práticas sociais. Como afirma Martins (2012, p. 44), sobre o processo de ensino e aprendizagem: o centro do processo não está nem no aluno, como na abordagem da transmissão-assimilação, nem no aluno, como na abordagem do aprender a aprender, nem no planejamento, como na abordagem do aprender a fazer. O centro do processo desloca-se para a práxis social de ambos. Observe o quadro a seguir. Quadro 1 – Processo de ensino e aprendizagem Fonte: Elaborado com base em Martins, 2012. PROFESSOR: MEDIADOR ENTRE SABER SISTEMATIZADO/PRÁTICA SOCIAL CENTRO DO PROCESSO PRÁTICA SOCIAL ALUNO: SER HISTÓRICO 4 TEMA 2 – O PROCESSO DE ENSINO NA ESCOLA O ensino de matérias ou disciplinas é o que primeiramente caracteriza o exercício do magistério. É da combinação entre objetivos, conteúdos, métodos e a organização do ensino que se pretende, por meio de uma assimilação ativa por parte dos alunos, o desenvolvimento de suas habilidades e capacidades cognoscitivas. A relação mútua e primordial que se nota entre professor e aluno está no ensino e na aprendizagem, respectivamente. Sendo assim, no cenário dinâmico de ação didática, encontra-se a unidade ensino-aprendizagem como processo coordenado de atividades dos professores. A estrutura para desenvolver esse processo passa por algumas etapas, que serão tratadas a seguir. 2.1 O processo de ensino e suas características Como foi mencionado em aula anterior, de uma maneira geral, o desenvolver do ato de ensinar trata da transmissão do conteúdo de uma matéria aos alunos, com exercícios de repetição e memorização, fórmulas e definições restritas. Ao “passar” a matéria, o professor termina por “interrogar” os alunos de modo a verificar se os ensinamentos foram aprendidos, “aplica” uma prova e esse ritual é traduzido como ensino tradicional. O indivíduo ativo é o professor. O aluno fica em posição limitada de aprendizagem, com um mínimo de participação efetiva, em que suas potencialidades intelectuais não são exigidas. Outro ponto recorrente é a importância excessiva do conteúdo que está contido somente no livro. Muito se escuta – “preciso terminar o livro até o final do ano!”. Trata-se de uma ideia ultrapassada. Reflitam sobre a explicação de Libâneo (2013, p. 83): O livro didático é necessário, mas por si mesmo ele não tem vida. É um recurso auxiliar cujo uso depende da iniciativa e imaginação do professor. Os conteúdos do livro didático somente ganham vida quando o professor os toma como meio de desenvolvimento intelectual, quando os alunos conseguem ligá-los com seus próprios conhecimentos e experiências, quando por intermédio deles aprendem a pensar com sua própria cabeça. O ensino precisa ser mais que isso! As seguintes considerações indicam que ações conjuntas entre professor e aluno podem levar a uma assimilação consciente e ativa de conteúdo, uma vez que ao se dar o entendimento de um determinado tema – utilizando capacidades intelectuais próprias –, o aluno Highlight Highlight Highlight Highlight 5 poderá utilizá-lo de forma independente e criativa nas mais variadas situações escolares e na prática social e profissional do dia a dia. Outra consideração é a adequada preparação dos alunos para enfrentar matérias novas. Ao perceber dificuldades de compreensão em uma nova matéria, entende-se que a assimilação da anterior pode não ter sido eficiente. O ensino efetivo compreende a solidez do aprendizado e, para tanto, há que se conectar o novo conhecimento com o que já foi apreendido. Mais um ponto a considerar: trabalhar “fora dos muros da escola” (visitas, passeios, teatro etc.) é uma ação didática positiva para a aprendizagem, tendo o ensino como referência da prática e da realidade social em que se vive. É também no desenvolvimento da percepção e da observação em relação ao conteúdo a ser trabalhado que está a intenção do ensino e aprendizagem como mediação dos saberes escolares e das capacidades cognoscitivas. Concluindo, entende-se o ensino na sua ação transmissão/assimilação como processo progressivo e gradativo das capacidades intelectuais dos alunos (saberes, habilidades, posturas, convicções e desdobramentos cognoscitivos), a partir de uma intenção sistemática e planejada do conteúdo dos saberes escolares pelo professor. Neste contexto de ensino, o que são saberes escolares e capacidades cognoscitivas? Saberes escolares ou conteúdo do saber escolar são, segundo Libâneo (2013), conhecimentos agrupados de modo sistematizado e estruturados por métodos e técnicas de ensino e aprendizagem, que de modo interdisciplinar se permeiam e se complementam. Capacidades cognoscitivas são energias mentais disponíveis nos indivíduos, ativadas e desenvolvidas no processo de ensino, em estreita relaçãocom os conhecimentos. Verifica-se que, durante o processo de transmissão-assimilação, acontece o desenvolvimento das capacidades intelectuais cognoscitivas dos alunos, como por exemplo a dinâmica de observação, percepção, raciocínio, memória, linguagem e motivação. Ao contextualizar os conhecimentos de forma assimilável, o professor permite uma ação ativa de pensamento, de reflexão, de autonomia docente. Pode-se estabelecer, assim, que a função de assimilar conhecimentos está diretamente ligada à estimulação das habilidades cognoscitivas pessoais, com o objetivo de promover a autonomia e a independência do cidadão. Highlight Highlight 6 TEMA 3 - O PROCESSO DE APRENDIZAGEM Aprende-se sempre, em qualquer lugar, em casa, no trabalho, na escola, na comunidade, como um continuum ao longo da vida. Nos objetivos e conteúdo da aprendizagem, o professor leva em conta características pertinentes de seus alunos e a prática de vida social. Neste contexto, entende- se que o processo de aprendizagem acontece por condições internas, ou seja, pelo conjunto físico-intelectual-psicológico humano (percepção, estímulos, atitudes, memória, sensações) e por condições externas (o professor, objetivos e conteúdo). Distingue-se a aprendizagem casual da organizada, na perspectiva de Libâneo (2013): a casual acontece naturalmente no convívio com familiares e com a comunidade (religiosa, esportiva, política e outras) com acúmulos de experiências das mais variadas – transformadoras e formadoras do caráter dos cidadãos. Por outro lado, a aprendizagem organizada é entendida como aquela intencional, isto é, com um fim específico e obediente às regras e determinações educativas que visam a transmissão/assimilação de conhecimentos e habilidades. Estudos sobre o processo de aprendizagem mostram a assimilação ativa como relação cognitiva entre o sujeito e os objetos de conhecimento. Na aprendizagem ativa, estão acionados e conectados desempenhos mentais e de raciocínio, além de físicos, com objetivos transformadores de atitudes e com a melhoria do conhecimento. O processo de assimilação ativa, entendido como um dos conceitos integrantes de base para a didática, promove conhecimento e modos de atuação para a compreensão e a transformação da realidade, tendo em conta interesses e necessidades humanas e sociais. A aprendizagem, na sua complexidade, divide-se em nível reflexo e cognitivo. O reflexo acontece por percepções, observações e sensações entre as coisas e objetos e comportamentos e desempenhos com o ambiente e ocorre durante toda a vida. Acabam por estabelecer atitudes e hábitos sensório- motores, como por exemplo aqueles do início do desenvolvimento das crianças, como andar, distinguir cores, formas e outros. Apresenta um comprometimento direto e de interconexão com o nível cognitivo. Já neste nível, no cognitivo, a aprendizagem é determinada por operações mentais conscientes dos conhecimentos, por meio da compreensão, das generalizações das Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight 7 propriedades, das aquisições de maneiras de agir e das aplicações de tais generalizações e propriedades. Como afirma Libâneo (2013, p. 91), “no nível cognitivo, os indivíduos aprendem tanto em contato direto com as coisas no ambiente quanto com as palavras que designam coisas e fenômenos do ambiente”. Isso implica o aprendizado direto proporcionado pelas ações, assim como aquele por meio de palavras, de forma indireta. Crédito: Imageflow/Shutterstock. Com argumentos de Libâneo (2013) de que a aprendizagem escolar é uma atividade organizada, ela pode acontecer: • como uma unidade de aprendizagem/ensino (atividade cognoscitiva direcionada pelo conteúdo de temas); • como processo de pensamento e reflexão prático-sensoriais (prática de conhecimentos sistematizados); • como processo afetivo e motivacionais para o estudo (estímulos emocionais, atitudes positivas frente às capacidades individuais); • como organização lógica (sequência progressiva de conceitos, habilidades) e psicológicas das matérias (material adequado ao nível de desempenho físico e mental dos alunos). Dessa forma, conclui-se que a atividade de aprendizagem dos alunos acontece por meio de ações cognoscitivas individuais regidas pelas orientações dos professores na interrelação do processo de ensino: transmissão – assimilação ativa. Highlight 8 TEMA 4 - RACIOCÍNIO INDUTIVO E DEDUTIVO Métodos e práticas pedagógico-didáticos apoiam-se no processo de raciocinar pela indução e pela dedução. Ao trabalhar com os raciocínios indutivos e dedutivos, a ciência passou da observação dos fatos à criação de leis universais mediante hipóteses (indução). Das leis, passou às teorias, ou destas aos fatos (dedução). Este modo de raciocinar torna legítima a elaboração da ciência e do conhecimento científico. O raciocínio indutivo parte de premissas, das quais conclui-se algo caracterizado como universal pelo meio de observação simples. Exemplo: sendo o ferro um metal, permite a condução de eletricidade; sendo o cobre um metal, permite a condução de eletricidade; sendo a prata um metal, permite a condução de eletricidade. Logo, os metais são bons condutores de eletricidade. Pode-se dizer que esse tipo de raciocínio parte do menor para o maior, ou de uma premissa particular para uma geral, e que sua conclusão se mostra implícita nas premissas. O raciocínio dedutivo, por sua vez, testa hipóteses conhecidas (axiomas) para, a partir delas, comprovar teorias, chamadas de teoremas. Também conhecido como método hipotético-dedutivo ou lógico-dedutivo, faz análises mais minuciosas e profundas, o que equivale a dizer que transforma um conhecimento que é geral em um conhecimento específico. Portanto, argumenta do maior para o menor. Exemplo: • Premissa 1: As alunas de Letras redigem boas redações; • Premissa 2: Lara não é aluna de Letras; • Conclusão: Logo, Lara não redige boas redações. do menor do menor para o maior Highlight 9 O quadro a seguir fornece uma visão resumida dos dois raciocínios. Quadro 2 – Raciocínios Método Indutivo Método dedutivo - Uma vez que todas as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira. - Toda informação ou fato verdadeiro em sua conclusão, já se mostrava, de modo implícito, nas premissas. - Uma vez que todas as premissas se apresentarem verdadeiras, determina-se seu resultado como verdadeiro, porém, não necessariamente verdadeiro. - A conclusão traz consigo informações que não constavam, expressamente, nas premissas. TEMA 5 – TAXONOMIA DE BLOOM Como solicitação à Associação Americana de Psicologia (APA), Benjamin Bloom e colaboradores apresentam um sistema de classificação de objetivos educacionais, em 1956. O planejamento facilitaria as pesquisas em educação e o intercâmbio de processos de ensino e aprendizagem entre as escolas, ao padronizar o resultado de análises didáticas, metodologia, práticas e avaliações. E assim surgiu a Taxonomia de Bloom, referência para o desenvolvimento dos domínios cognitivos, afetivo e psicomotor. Quando se pensa em didática, a ação de definir objetivos de aprendizagem significa reflexões sobre a estruturação no planejamento, especialmente pelos professores. Essa ação precisa estar diretamente relacionada com a escolha de conteúdos, procedimentos e atividades, estratégias, avaliação e metodologia a ser adotada. Assim, delimitam-se claramente os objetivos a serem seguidos (cognitivos, atitudinais, de competências). É mais acessível atingir resultados a partir de conceituações para o menor para o menor do maior 10 mais simples para se atingir as mais elaboradas (método indutivo), e ataxonomia proposta por Bloom é, justamente, a de ajudar o ato de planejar, organizar e controlar os objetivos de aprendizagem. A taxonomia (classificação sistemática) de Bloom encontra-se estruturada em níveis de complexidade, que vão desde o mais simples até o mais complexo. No plano educacional significa que, para a conquista de uma nova habilidade ou conhecimento de um próximo nível, o estudante deverá ter o domínio de conhecimentos ou habilidades do nível anterior. Nesse contexto, a taxonomia de Bloom não apenas esquematiza uma classificação, como também organiza hierarquicamente os processos cognitivos. Na medida em que os processos cognitivos mostram resultados positivos quanto à aprendizagem esperada, caracteriza a importante dependência entre os níveis de organização e processos cognitivos. O domínio cognitivo dá conta da memória, dos meios de raciocínio, da resolução de problemas e do pensamento criativo e flexível. Nesse contexto, os objetivos educacionais precisam levar em consideração os conhecimentos prévios e os novos conteúdos a serem ensinados aos alunos. Isso acarreta uma classificação da ação mental esperada do aluno como reação após a efetivação dos objetivos. Na prática, a utilização de verbos, em função do comportamento que se espera, organiza os objetivos de aprendizagem devidamente distribuídos em seis níveis – que, por ordem de complexidade, apresentam-se da seguinte forma. 11 Figura 1 – Taxonomia A figura é uma amostragem da terminologia da taxonomia de Bloom original e da modificada, com intenção de melhorias na interação entre as finalidades contemporâneas do processo de ensino e aprendizagem. Ela pode ser usada • como base avaliativa; • como estratégias facilitadoras do desempenho dos estudantes; • como estímulo aos educadores de visualização estruturada e de domínio de habilidades, desde as mais simples (fatos) até as mais complexas (conceitos). Deste modo, os domínios de desenvolvimento cognitivo – aprendizado e conhecimento; desenvolvimento afetivo – sentimentos e atitudes; e desenvolvimento psicomotor – realização de atividades físicas e motoras – designados como pressupostos teóricos determinantes em planejamentos educacionais, objetivos de ensino, estratégias didáticas e avaliativas, aparecem na pirâmide de Bloom de modo simples e claro. Finalizando, as seis categorias principais, hierarquicamente arranjadas na pirâmide, partem da mais simples e concreta em direção à mais complexa e abstrata – lembrar, entender, aplicar, analisar, avaliar e criar. As mais variadas metodologias podem se servir dessa configuração para as práticas de suas atividades – como as metodologias ativas de resolução de problemas, projetos, sala de aula invertida e mapas conceituais, nas dimensões EAD, semipresencial ou presencial. 12 NA PRÁTICA Como trabalhamos, a Taxonomia de Bloom está estruturada em níveis de complexidade crescente – do mais simples ao mais complexo – significando que, para adquirir uma nova habilidade, que se encontra no próximo nível, o aluno deve ter dominado e adquirido a habilidade do nível anterior. Isso significa que somente após conhecer um determinado assunto o aluno poderá compreendê-lo e aplicá-lo. Para isso, cada nível conta com uma série de verbos classificativos. Faça uma pesquisa e conheça esses verbos. Highlight 13 REFRÊNCIAS LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2013. MARTINS, P. L. A didática e as contradições da prática. 3. ed. Campinas: Papirus, 2009. _____. Didática. Curitiba: InterSaberes, 2012. 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