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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
2024
Renato Brum dos Santos
DIRETORIA-GERAL DE POLÍCIA PENAL
Leandro Militão Galdine
Leopoldo de Castro Coelho
ORGANIZAÇÃO
1ª edição - 2024
Todos os direitos reservados.
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA
DIRETORIA-GERAL ADJUNTA DE POLÍCIA PENAL
Josimar Pires Nicolau do Nascimento
GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS
Josimar Pires Nicolau do Nascimento
Ronaldo Ramos Caiado
Copyright © 2024, Josimar Pires (Org.).
Firmino José Alves
SUPERINTENDENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA
GERENTE DE SEGURANÇA E MONITORAMENTO
Leopoldo de Castro Coelho
Leandro Militão Galdine
Eduardo Ribeiro Martins
Josimar Pires Nicolau do Nascimento
Edir Gonçalves de Andrade Junior
ELABORAÇÃO
REVISÃO
Anderson Luiz Brasil Silva
PROJETO GRÁFICO, CAPA E DIAGRAMAÇÃO
Leyber Alves Soares
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Polícia Penal do Estado de Goiás
Protocolo de Contingenciamento em Cenários de 
Crise / Josimar Pires Nicolau do Nascimento (Org); 1. 
ed. - Goiânia: DGPP, 2024.
41 f.; il.; color.;
1. Regulamentação - Norma. 2. Protocolo de 
Contingenciamento. 3. Segurança Pública.
 
PREFÁCIO
Esse protocolo visa o estabelecimento de uma cultura propícia a uma 
atuação em situações críticas e/ou de crise pela Polícia Penal do Estado de Goiás, no 
âmbito do Sistema Penitenciário, minimizando os impactos negativos, elevando o 
nível de segurança nas operações e aprimorando os procedimentos e a atuação tática 
dos grupos especializados em ações próprias ou em integração com outras forças 
policiais e de salvamento.
 Adotou-se como pressuposto, a baliza de que em situações críticas e/ou 
de crise no âmbito do Sistema Penitenciário, as ações dos operadores e gestores, 
objetivarão a garantia da máxima segurança dos policiais penais e servidores 
penitenciários envolvidos ou empenhados; preservar vidas; aplicar a lei e atuar para o 
restabelecimento da ordem nos estabelecimentos penais, mitigando os prejuízos 
decorrentes do evento crítico.
 E para alcançar resultados satisfatórios na resolução de situações 
críticas e/ou de crise, é fundamental um planejamento estratégico das ações; a 
disponibilização de recursos; treinamento dos envolvidos e uma execução sistemática 
das técnicas definidas para atuação em tais situações; materializando-se na 
regulamentação e implementação de um plano de contingenciamento.
Josimar Pires Nicolau do Nascimento.
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
18
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SUMÁRIO
Conceitos Importantes ................................................................................................................................................................................
Disposição do Cenário ..................................................................................................................................................................................
Atribuições Gerais ..............................................................................................................................................................................................
Classificação das Situações e Cenários das Unidades Prisionais ....................................................
Atribuições do Coordenador Regional Prisional .....................................................................................................
Organização do Cenário ............................................................................................................................................................................
Classificação do Grau de Risco .........................................................................................................................................................
Atribuições do Diretor de Unidade Prisional .................................................................................................................
Acrônimos e Abreviações ........................................................................................................................................................................
Apresentação ...........................................................................................................................................................................................................
Objetivo .............................................................................................................................................................................................................................
Situações de Eventos Críticos no Sistema Prisional de Goiás ................................................................
Níveis de Resposta .............................................................................................................................................................................................
Medidas Comuns a Serem Adotadas Após o Acionamento do Protocolo ...........................
Reivindicações Inegociáveis ................................................................................................................................................................
Atribuições do Chefe de Equipe .....................................................................................................................................................
Atribuições do Supervisor de Segurança ...........................................................................................................................
Atribuições do Gerente de Segurança e Monitoramento .............................................................................
Atribuições do Gerente da Crise .....................................................................................................................................................
Atribuições das Gerências e Seções de Apoio da DGPP ...............................................................................
Recursos Táticos da Polícia Penal .................................................................................................................................................
Alternativas Táticas ..........................................................................................................................................................................................
Operação Rescaldo ..........................................................................................................................................................................................
Atribuições do Conselho Deliberativo da Operação ..........................................................................................
Considerações Finais .....................................................................................................................................................................................
Organograma dos Elementos do Gerenciamento de Crise ......................................................................
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
DGPP -
DGAPP -
SUSEPE -
GEIO -
GESM -
GOPE -
GEAB -
GAAL -
GENG -
GOPE -
GIT -
GTAE -
SEACOP -
PP -
CRP -
GGM -
UP -
POG -
PCO -
GCM -
PM -
CBM -
IMPO -
VTR -
CPP -
PC -
UPE -
SR -
PCT -
ACRÔNIMOS E ABREVIAÇÕES
Seção de Acompanhamento e Controle OperacionalViatura
Policial Penal
Gerência de Segurança e Monitoramento 
Gerência de Engenharia
Grupo de Intervenção Tática
Gerência de Apoio Administrativo e Logístico
Grupo Tático de Ações e Escolta
Policia Civil
Gerência de Inteligência e Observatório
Unidade Prisional
Unidade Prisional Especial 
Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo 
Diretoria-Geral Adjunta da Polícia Penal
Coordenador ou Coordenação Regional Prisional 
Superintendência ou Superintendente de Segurança Penitenciária 
Grupo de Operações Penitenciárias Especiais 
Diretoria-Geral de Polícia Penal 
Policia Militar
Grupo de Guaritas e Muralhas
Serviço Reservado
Guarda Civil Metropolitana
Grupo de Operações Penitenciárias Especiais
Penitenciária Cel. Odenir Guimarães
Gerência de Assistência Biopsicossocial
Casa de Prisão Provisória
Posto de Comando de Operações
Posto de Comando Tático
Corpo de Bombeiros Militar
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
04
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
 Contudo, o sistema prisional é uma área da segurança pública dotado de 
alto nível de imprevisibilidade e possibilidades da ocorrência de eventos críticos e de 
crise, exigindo dos seus operadores e gestores, uma pronta e eficiente resposta, a fim 
de assegurar uma solução plausível para os casos de crise.
A Polícia Penal de Goiás tem apresentado um modelo de gestão que tem 
sido referência em todo o Brasil no controle e gestão do sistema penitenciário. O 
segredo deste sucesso reside na capacidade de planejamento e implementação de 
novos processos e protocolos que garantem o controle total dos presídios goianos.
Neste sentido, a Diretoria-Geral de Polícia Penal - DGPP, juntamente com a 
Secretaria de Segurança Pública - SSP e o Governo do Estado de Goiás, visando 
manter a integridade física, mental e psicológica dos servidores da Pasta, além da 
preservação dos direitos e da segurança do ser humano preso sob a custódia do 
Estado, sai mais uma vez na frente ao elaborar a primeira edição do Protocolo De 
Contingenciamento Em Cenários De Crise da Polícia Penal do Estado de Goiás, que 
objetiva a padronização de ações e comportamentos, diante de circunstâncias de 
crise que eventualmente possam ocorrer nos Estabelecimentos Penais goianos.
Josimar Pires Nicolau do Nascimento.
APRESENTAÇÃO
Assim, esta produção representa, acima de tudo, a concepção de uma 
gestão inovadora, que objetiva a manutenção da ordem e da disciplina nos presídios 
goianos, alicerçados sobre os pilares da ORDEM, DISCIPLINA E RESPEITO, mas 
sobretudo, pelo planejamento estratégico.
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
05
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
 Ainda, tem-se por objetivo, estabelecer processos e protocolos de 
atuação conjunta entre forças da Polícia Penal e demais forças de segurança pública 
de Goiás, na atuação integrada em cenários de crises com maior proporção e 
abrangência, como rebeliões simultâneas em Estabelecimentos Penais; eventos de 
resgates em Unidades Prisionais Regionais, Estaduais ou Especiais, entre outros.
 Vislumbra-se a importância de que haja uma equipe permanente de 
Gerenciamento de Crise e negociação no âmbito da Polícia Penal do Estado de Goiás e 
que esta providencie simulações e treinamentos para execução das ações previstas 
neste manual. Assim, outro objetivo deste protocolo é buscar a formação de 
parâmetros para a atuação das equipes de gerenciamento de crises em cenários 
conflagrados.
 
 Objetiva-se de igual modo, estabelecer protocolos de atuações 
conjuntas ente forças táticas e efetivos convencionais da Polícia Penal em cenários de 
crise nos estabelecimentos penais, provocados por criminosos, por diversas 
motivações e objetivos. 
OBJETIVO
 É Importante que este protocolo seja revisado anualmente ou quando do 
surgimento de uma situação nova que não fora prevista e seja relevante (comprometa 
segurança), podendo alterar procedimentos para melhor adequação à realidade nas 
ações. Não é objetivo a formação de uma doutrina rígida e imutável.
Em suma, o objetivo do presente plano de contingenciamento e atuação em 
cenários críticos ou de crise no sistema prisional Goiano é sempre manter a ordem, 
disciplina e respeito em todos os estabelecimentos penais de Goiás, e em caso de 
haver a necessidade de reação em um cenário de crise, mitigar falhas e ampliar as 
possibilidades de sucesso da missão de garantir segurança pública de forma plena ao 
povo goiano.
Estabelecer e implementar um plano de ação para situações críticas e/ou 
de crise, elencando procedimentos e protocolos que deverão ser adotados diante 
desses cenários, no intuito de minimizar consequências negativas e mostrar, de forma 
clara, o campo de atuação dos policiais e servidores envolvidos.
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
06
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
 
Para melhor compreensão do Plano de Contingência, é importante revisitar 
conceitos relativos ao Gerenciamento de Crise e negociação em Ambientes Prisionais, 
como seguem.
CONCEITOS IMPORTANTES
GERENCIAMENTO
DE CRISE
INCIDENTE CRÍTICO
CRISE
MOTIM
REBELIÃO
REFÉM
VÍTIMA
PERPETRADOR
É o processo de identificar, obter e aplicar os recursos necessários à 
antecipação, prevenção e resolução de uma crise.
É um evento que rompe o equilíbrio e a normalidade no 
estabelecimento penal, podendo desencadear ameaças à segurança 
de pessoas /ou da instituição.
Situação caracterizada pela ocorrência de um evento ou uma série de 
eventos que culmina no rompimento do equilíbrio e da normalidade, 
podendo gerar consequências graves à instituição, que ganha 
proporções midiáticas, demandando medidas mais complexas para 
restabelecer a ordem.
É a insurreição de presos objetivando a perturbação da ordem ou da 
disciplina no estabelecimento penal. Geralmente restringe-se a um 
número determinado de presos.
É a oposição violenta dos apenados contra a autoridade constituída no 
estabelecimento penal. Geralmente armada e com quase todo ou todo 
o envolvimento da massa carcerária.
Pessoa que tem um valor real para o perpetrador do evento crítico, que 
dela se valerá para obtenção de algum tipo de vantagem ou benefício. 
Ou seja, possui valor de barganha.
Pessoa capturada, que tem seus interesses sacrificados e sofre algum 
dano ou mal. Contra ela são destinados atos de violência, ódio, raiva e 
frustração por parte do agressor.
Ou causador do evento crise - CEC. Indivíduo (os) causador (es) do 
evento de crise.
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
07
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
SITUAÇÕES DE EVENTOS CRÍTICOS
NO SISTEMA PRISIONAL DE GOIÁS
17 OUTUBRO
2016https://opopular.com.br/cidades/fuga-cheia-de-ousadia-exp-e-
problemas-de-unidade-prisional-em-itumbiara-1.1164926 
Resgate de 13 presos do presídio de Itumbiara.
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
08
29 MARÇO
1996
Rebelião no Centro Penitenciário Agrícola
e Industrial de Goiás
CEPAIGO | 36 reféns e fuga de presos
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/3/29/cotidiano/23.html
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
SITUAÇÕES DE EVENTOS CRÍTICOS
NO SISTEMA PRISIONAL DE GOIÁS
01 JANEIRO
2018
Rebelião na Colônia Agroindustrial do Semiaberto
de Ap. de Goiânia | 09 presos decapitados, 14 presos
feridos e 99 presos conseguiram fugir do presídio
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/detentos-fazem-rebeliao-em-
presidio-em-aparecida-de-goiania.ghtml
30 MAIO
2017
Resgate de presos na Unidade Prisional de Guapó
Uso de explosivos | 11 presos fugiram
https://g1.globo.com/goias/noticia/grupo-explode-fundos
-de-presidio-e-destroi-casa-em-guapo-go.ghtml
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO09
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
SITUAÇÕES DE EVENTOS CRÍTICOS
NO SISTEMA PRISIONAL DE GOIÁS
19 FEVEREIRO
2021
Rebelião na Penitenciária Cel. Odenir Guimarães 
03 presos feridos
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2021/02/19/presos-fazem-
motim-no-complexo-prisional-de-aparecida-de-goiania.ghtml
04 JANEIRO
2018
Rebelião na Penitenciária Cel. Odenir Guimarães 
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/nova-rebeliao-atinge
-complexo-prisional-de-aparecida-de-goiania.ghtml
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
10
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
SITUAÇÕES DE EVENTOS CRÍTICOS
NO SISTEMA PRISIONAL DE GOIÁS
07 OUTUBRO
2021
Rebelião no Presídio de Trindade
https://diariodoestadogo.com.br/detentos-fazem-rebeliao-no-presidio-de-trindade/
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
11
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
CLASSIFICAÇÃO DAS SITUAÇÕES E CENÁRIOS DAS
DE TENSÃO E INSTABILIDADE
UNIDADES PRISIONAIS COM RELAÇÃO AO CRITÉRIO
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
Visando fornecer subsídios para atuação adequada nos mais diversos 
momentos pelos quais possa passar uma Unidade Prisional, segue classificação dos 
cenários das Unidades Prisionais de acordo com o grau de tensão ou instabilidade 
medido por meio da observação dos operadores da Polícia Penal: 
CENÁRIO DE NORMALIDADE VERDE
CENÁRIO QUE EXIGE ATENÇÃO 
CENÁRIO COM EVENTO CRÍTICO
E/OU CRISE JÁ INSTAURADA 
RESTABELECIMENTO DA ORDEM 
AMARELO
VERMELHO
BRANCO
1. A direção deve manter as rotinas de segurança das 
Unidades com a realização de inspeções diárias em todas as celas, objetivando a 
retirada de quaisquer materiais ilícitos ou proibido do interior do cárcere. Além 
disso, deverá manter a alimentação dos sistemas informatizados atualizados.
RECOMENDAÇÕES INICIAIS
DIRETOR DA UNIDADE
Cenário de Normalidade: nota-se na UP as rotinas de 
segurança e os procedimentos normais e cotidianos, sem maiores alterações de 
segurança ou de comportamento da população carcerária. Requer-se uma 
atuação preventiva da administração, visando a manutenção dessa ordem e 
disciplina.
VERDE 
12
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
1. O Diretor da Unidade Prisional deve comunicar os fatos de 
imediato ao superior hierárquico (Coordenador Regional), bem como;
4. Acompanhar pessoalmente os principais procedimentos 
de segurança e movimentação interna do Presídio, observando e considerando 
denúncias de outros ou familiares de internos. 
3. Permanecer atento, acompanhando toda a movimentação 
da população carcerária e procurando detectar possíveis alterações 
comportamentais de presos e visitantes;
2. Manter discrição, monitoramento e controle da situação, 
sem alarmes perceptíveis à população carcerária;
RECOMENDAÇÕES INICIAIS
DIRETOR DA UNIDADE
Cenário que exige Atenção: é o momento em que é possível 
detectar indícios de que haverá algum movimento de sublevação da ordem e da 
disciplina por parte dos apenados, tais como movimentos com suspensão de 
atividades e recebimento de alimentação por parte dos presos; reuniões dos 
presos no durante o banho de sol; presos desrespeitando procedimentos pré-
estabelecidos bem como as ordens emanadas dos servidores; elevado volume de 
mudanças de celas, entre outros. 
AMARELO 
13
CLASSIFICAÇÃO DAS SITUAÇÕES E CENÁRIOS DAS
UNIDADES PRISIONAIS COM RELAÇÃO AO CRITÉRIO
DE TENSÃO E INSTABILIDADE
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
1. Os servidores que tiverem os primeiros contatos com o 
cenário, devem adotar providências, no que se refere a contenção, isolamento do 
local do evento de crise e comunicar imediatamente o Diretor da Unidade 
Prisional, que comunicará os fatos de imediato ao superior hierárquico 
(Coordenador Regional), bem como;
2. Em caso de cenários de crise em que houver a necessidade 
de apoio externo, que sejam adotadas as medidas para comunicação às outras 
forças policias.
3. Aguardar reforço para iniciar qualquer reação ou 
retomada de território. 
RECOMENDAÇÕES INICIAIS
DIRETOR DA UNIDADE E SERVIDORES
Instauração do Evento crítico e/ou da Crise: é o momento da 
eclosão da crise ou do evento crítico, rompendo com o equilíbrio e a normalidade 
da rotina carcerária do estabelecimento penal, com o emprego de violência por 
parte dos causadores do evento crítico, atentando conta a vida de pessoas ou 
contra o patrimônio público. São exemplos: motins; rebelião; resgates de presos; 
homicídios de presos; tomada de reféns ou de vítimas, etc.
VERMELHO 
14
UNIDADES PRISIONAIS COM RELAÇÃO AO CRITÉRIO
CLASSIFICAÇÃO DAS SITUAÇÕES E CENÁRIOS DAS
DE TENSÃO E INSTABILIDADE
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
1. AO GERENTE DA CRISE: Decretar a mudança da 
Classificação do cenário das Unidades Prisionais de Amarelo ou Vermelho para 
Branco / Restabelecimento da Ordem e Decretar a Operação Rescaldo;
2. AO DIRETOR DA UNIDADE PRISIONAL: Comunicar de 
imediato ao CRP, a mudança da Classificação do nível de tensão da Unidade 
Prisional e este comunicará à alta gestão da DGPP o fato em tela. 
Restabelecimento da Ordem: é o momento pós-crise, em 
que providências deverão ser adotadas, visando o restabelecimento da rotina e 
retorno da Unidade Prisional à normalidade. Tais providências podem ser tomadas 
mesmo antes do término da crise, ao iniciar, quando possível, o levantamento, 
diagnóstico dos insumos necessários, a retomada da normalidade, e planejando e 
fazendo propostas de restauração/recuperação dos danos provocados pela crise. 
BRANCO 
RECOMENDAÇÕES INICIAIS
15
UNIDADES PRISIONAIS COM RELAÇÃO AO CRITÉRIO
DE TENSÃO E INSTABILIDADE
CLASSIFICAÇÃO DAS SITUAÇÕES E CENÁRIOS DAS
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE RISCO
 
O objetivo desta classificação quanto ao grau de risco da crise ou evento 
crítico é o melhor emprego dos recursos com máxima eficiência. Essa classificação 
destaca quatro níveis:
1º GRAU
ALTO RISCO
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
Subversão da ordem ou disciplina, sem refém ou vítima; 
tendo ou não a presença de armas brancas, com a crise 
atingindo áreas não generalizadas, sem ameaça a vida 
ou ao patrimônio (Amotinamento de presos em celas, 
pátios ou alas do presídio; tentativa de fuga, de 
arremessos de ilícitos na Unidade Prisional por 
criminosos externos, etc.)
Subversão da ordem não generalizada, sem refém ou 
vítima, com presença de armas com ameaça a vida e ao 
patrimônio. (Amotinamento de presos em celas, pátios 
ou alas de um presídio, onde presos portam armas de 
fogo ou facas; Fuga de presos com ou sem utilização de 
apoio externo; briga de presos com a presença de 
armas de fogo ou armas brancas, etc.
Subversão da ordem de forma generalizada com refém 
ou vítima, tendo ou não presença de arma de fogo. 
(Subversão da ordem em mais de uma ala, bloco ou 
Unidade Prisional; invasão de celas, alas ou blocos de 
celas por presos rivais com o objetivo de eliminar 
inimigos; rebeliões com servidores tomados como 
reféns; rebeliões com presos tomados como vítimas 
e/ou reféns, sendo necessário o acionamento de outras 
forças policiais etc.)
Perpetradores externos são os causadores do evento, 
tendo em seu poder material bélico e/ou artefatos 
explosivos (Resgate de presos com emprego de apoio 
externo com indivíduos armados, uso de aeronaves; 
Invasão de unidade prisional por criminosos para 
arrebatar inimigos; eventos deterrorismo onde 
indivíduos armados com explosivos e armas de grosso 
calibre atentam contra a Unidade Prisional, como por 
exemplo, em episódios de crimes como domínio de 
cidades, etc.)
2º GRAU
ALTÍSSIMO RISCO
3º GRAU
AMEAÇA EXTRAORDINÁRIA
4º GRAU
AMEAÇA EXÓGENA
16
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Para cada grau de risco, haverá o nível de resposta correspondente 
conforme quadro abaixo:
NÍVEIS DE RESPOSTA
 
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
1º GRAU
Diretor da Unidade Prisional, CRP, 
Servidores da Unidade onde ocorre a crise, 
GIT.
Diretor da UP ou o 
Coordenador Regional 
Coordenará a operação.
I
GRAU DE RISCO NÍVEIS RECURSOS RESPONSÁVEL
Diretor da Unidade Prisional, CRP, 
Servidores da Unidade onde ocorre a crise, 
GIT e GOPE.
Diretor da Unidade Prisional, CRP, 
Servidores da Unidade onde ocorre a crise, 
GIT e GOPE e outras forças policiais. 
Diretor da Unidade Prisional, CRP, 
Servidores da Unidade onde ocorre a crise, 
GIT e GOPE, outras forças policiais e 
unidades de apoio técnico especializado 
(explosivistas, resgate e socorro, canil, 
atiradores de elite, etc.).
Coordenador Regional 
até a chegada do 
SUSEPE ou Diretor-
Geral Adjunto, que 
coordenará a operação.
Diretor da UP ou 
Coordenador Regional 
até a chegada do GESM 
ou SUSEPE que 
coordenará a operação.
Diretor da UP até a 
chegada do 
Coordenador Regional 
ou GESM que 
coordenará a operação.
2º GRAU
3º GRAU
4º GRAU
II
III
IV
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
2. Até que tenha um policial penal capacitado tecnicamente para figurar como 
negociador, o CRP, o GESM e o SUSEPE ou o servidor que primeiro tenha atendido a 
ocorrência e iniciado as negociações com os CECs, desempenharão essa função, de 
acordo com o quadro acima.
1. O superior hierárquico poderá assumir a coordenação da operação sempre 
que julgar necessário durante qualquer crise;
17
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
DISPOSIÇÃO DO CENÁRIO
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
ÁREA
RESTRITA
PONTO CRÍTICO
NEGOCIADOR
ÁREA
EXTERNA
MÍDIA
POPULAÇÃO
OUTROS POSTO DE COMANDO
TÁTICO - PCT
GRUPO TÁTICO
POSTO DE COMANDO
DA OPERAÇÃO - PCO
GRUPO DE
NEGOCIAÇÃO
PONTO CRÍTICO
ÁREA VERMELHA - Local onde se encontram os perpetradores do evento com acesso 
restrito aos negociadores e ao Gerente da Crise.
ÁREA RESTRITA
ÁREA EXTERNA
ÁREA AMARELA - É o perímetro interno onde somente policiais e pessoas autorizadas 
pelo gerente da crise podem permanecer ou circular. Neste perímetro fica instalado o 
Posto de Comando Tático – PCT e as equipes táticas, além do grupo de negociadores. Tal 
perímetro deve ser patrulhado de forma a afastar e afugentar os intrusos e curiosos, 
inclusive policiais que não estejam escalados para o enfrentamento da crise. Por fim, é o 
local destinado a realização dos briefings com a imprensa institucional. 
É o perímetro externo do local onde ocorre a crise, onde permanecerão demais policiais, 
terceiros, curiosos, imprensa, etc.
18
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
ORGANIZAÇÃO DO CENÁRIO
 
A organização do cenário poderá ser iniciada pelos primeiros policiais que 
presenciarem a eclosão do evento crítico/crise, pois quanto mais célere for a 
delimitação do perímetro, mais eficaz será o controle da situação. E consiste em três 
ações distintas: conter, isolar e estabelecer contato/negociar.
DISPOSIÇÃO DO CENÁRIO
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
3. Comunicar imediatamente ao superior hierárquico informando com maior 
detalhamento possível os seguintes dados:
É a ação que visa evitar que a crise/evento crítico se estenda para outras 
dependências, impedindo o aumento do raio de ação dos causadores. Em uma unidade 
prisional, significa evitar que a crise se espalhe de uma ala para todas as demais.
 
1. O policial penal/servidor que presenciar a eclosão do evento crítico/crise irá 
fechar e trancar com cadeados todos os portões de contenções e grades 
possíveis para conter a crise, reduzindo o raio do PC.
2. Em seguida, deve-se acionar o alarme de emergência ou emitir comunicação 
via rádio, para que todos os demais servidores tenham conhecimento da 
crise. Obs. se ocorrer o acionamento acidental do alarme, usar o termo 
“prioridade” (via rádio) para informar o erro e evitar a instalação de tumulto.
a. local (cela, ala, bloco), horário, envolvidos (presos do seguro, 
presos da ala B, presos da ORCRIM X, Y), se há a existência de 
reféns/vítimas (presos ou servidores) e quantos;
b. expor a situação com o máximo de detalhes possível;
 
d. se está sendo praticada violência, com danos ao patrimônio 
público (depredações, incêndios, etc.).
4. Utilizar os meios de comunicação com discrição visto a possibilidade de os 
presos rebelados estarem de posse de rádio HT.
c. se existem servidores e/ou presos feridos ou em perigo iminente;
CONTER 
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
ORGANIZAÇÃO DO CENÁRIO
DISPOSIÇÃO DO CENÁRIO
 
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
Consiste em delimitar áreas, Perímetros Táticos para assegurar atuação eficaz 
de todos do envolvidos no gerenciamento da crise, não permitindo que pessoas não 
autorizadas entrem ou saiam deste perímetro. O isolamento pode ser feito com barreiras 
humanas, viaturas, ou até mesmo, considerando os limites de muros, paredes, portas, etc.
ISOLAR 
Consiste em manter o contato com o perpetrador do evento crítico/crise até a 
chegada do negociador, com a finalidade de levantar as informações iniciais e repassá-las 
ao gerente da crise. Nesse momento o policial ou servidor que faz esse primeiro contato não 
poderá fazer concessões. Sua função é estritamente iniciar o diálogo objetivando abrandar 
as exigências e ganhar tempo para a chegada do negociador.
ESTABELECER CONTATO 
O papel específico do negociador é o de ser intermediário entre os causadores 
da crise e o Gerente da Crise - o tomador de decisões.
O negociador é o canal de conversação que se desenvolve entre as exigências 
dos causadores do sinistro e a postura das autoridades, na busca de uma solução aceitável.
A partir desse canal de comunicação é alicerçado o vínculo entre o negociador e 
o causador da crise, situação necessária para criação de uma relação de confiança, 
estabelecendo assim o "Rapport" que é um conceito originário da psicologia que remete à 
técnica de criar uma ligação de empatia com outra pessoa, com o objetivo de gerar 
confiança no processo de comunicação, para que a pessoa fique mais aberta e receptiva 
durante a negociação. Isso faz com que o CEC troque e receba informações com mais 
facilidade. 
NEGOCIAR 
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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MEDIDAS COMUNS A SEREM ADOTADAS APÓS O ACIONAMENTO 
DO PROTOCOLO DE CONTINGENCIAMENTO 
DISPOSIÇÃO DO CENÁRIO
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
1. Após as medias iniciais e emergenciais de organização do cenário, é 
necessário que os postos de controle da Unidade em crise 
estabeleçam-se em posição de prontidão e alerta vermelho, 
interrompendo a circulação ou entrada de pessoas não autorizadas 
pelo gerente da crise no perímetro externo;
3. Os policiais penais que estiverem lotados nestes postos de entrada 
dos perímetros externos das unidades ou complexos, após o 
acionamento do protocolo de contingenciamento, ficam 
subordinados ao Gerente da Crise, que definirá quem poderá adentrar 
ao perímetro externo e interno do teatro de operações;
4. A segurança dos perímetros deve sempre ser feitas por servidores 
preparados para atuar em situações de pressão e crise, possuindo 
habilidades elevadas de diálogo e comunicação, para que sejam 
evitados outros focos de crisealém do já instaurado na Unidade 
prisional.
2. Em um cenário prático: com a crise instalada em uma ou mais 
Unidades do Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia, e o 
acionamento do protocolo de contingenciamento, a SEACOP e GGM, 
devem interromper imediatamente a entrada de veículos e pessoas no 
corpo avançado do Complexo, que representa a porta de entrada no 
perímetro externo do teatro de operações;
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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DISPOSIÇÃO DO CENÁRIO
REIVINDICAÇÕES INEGOCIÁVEIS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
1. Atendimento a qualquer tipo de pedido cujo objetivo final seja 
promover fuga;
2. Fornecimento de armas de fogo, coletes à prova de balas, aparelhos 
celulares, drogas, veículos para fuga, ou qualquer outro material ou 
produto ilícito;
3. Substituição de refém ou vítima;
4. Destituição da direção;
7. Entrada da imprensa, líderes religiosos, familiares dos perpetradores 
ou terceiros alheios ao grupo de negociação.
5. Modificação do regime da pena ou de aplicação de regime disciplinar 
diferenciado;
6. Retirada de presos de punições disciplinares e/ou de Unidades 
Prisionais de regimentos internos mais rígidos;
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
m) Preencher os formulários para coleta de dados (check-list) anexo 14;
k) Coletar e registrar a relação de presos envolvidos, e servidores que 
testemunharam o sinistro;
j) Garantir que presos vulneráveis (seguro) sejam trancados ou, evacuados, e 
mantidos sob supervisão de servidores, quando se encontrarem em situação de 
risco devido a ameaça de outros presos;
h) Quando necessário, por fatores de segurança, retirar o(s) servidor(es) do(s) 
posto(s) de serviço, mantendo-os em local seguro, fazendo a contenção dos 
perímetros;
i) Conferir se servidores escalados em postos de serviço próximos ao evento 
critico, não foram deixados sozinhos, isolados, e em situação de perigo;
l) Coletar e registrar o máximo de informações possíveis, como: envolvidos, 
motivos, reivindicações, situações de perigo, etc;
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
 
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
ATRIBUIÇÕES DO CHEFE DE EQUIPE
b) Acionar o Coordenador Regional para que seja acionado o GOPE (regional 
metropolitana) ou GIT (interiores), na ausência do diretor;
a) Conferir o estado da crise instalada e a contenção realizada pelo servidor 
comunicante, visando conter a crise no menor espaço possível;
c) Caso não seja possível o contato com seu superior hierárquico (supervisor de 
segurança ou diretor), tomar a iniciativa, sempre com objetivo de preservar a 
vida e aplicar a lei iniciando as primeiras ações, conforme item 4.1.3 deste plano;
d) Trancar dentro de suas respectivas alas/blocos e celas, todos os demais presos 
da Unidade Prisional o mais rápido possível;
e) Ter à mão todas as chaves de acesso à Unidade para auxiliar as equipes de 
intervenção no caso de emprego destas tropas;
g) Certificar-se de que todos os servidores da unidade prisional estão em 
segurança;
f) Conferir se houve a tranca com cadeados de todos os portões e/ou grades de 
celas, contenções, de alas e/ou blocos;
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
b) Acompanhar e transmitir continuamente ao Diretor da unidade o quadro geral 
da situação: Na medida em que houver alterações importantes quanto ao clima 
emocional dos envolvidos, quantidade de rebelados, quantidade de reféns, 
setores ocupados, existência e/ou uso de drogas e qualquer outra informação 
que julgar necessária para manter atualizado o Perfil da Crise;
ATRIBUIÇÕES DO SUPERVISOR DE SEGURANÇA
d) Controlar o uso dos meios de comunicações internos e externos disponíveis, de 
forma a evitar desvios de informação, que dificultem os esforços aplicados à 
negociação;
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
c) Manter os postos de serviços ativos e o posicionamento dos Policiais Penais de 
acordo com as normas vigentes de segurança e orientações de seu superior;
e) Orientar os Policiais Penais do Controle de Acesso a respeito de Quem tem 
autorização a entrar na Unidade Prisional, e/ou no Perímetro Tático;
a) Comunicar a situação crítica/crise ao Diretor da Unidade prisional para que este 
acione os grupos táticos e comunique as autoridades superiores;
 
g) Identificar e relacionar os presos líderes do movimento, bem como os detentos 
que exercem algum tipo de liderança ou influência positiva ou negativa no 
estabelecimento, e repassar ao Diretor da UP;
f) Identificar os reféns, se possível com fotos, informando o local onde estão 
retidos;
h) Ter à mão a planta/croqui/ilustração, e todas as chaves de acesso à Unidade;
j) Afastar do cenário/local da crise servidores que devido ao estado emocional, 
possam dificultar as negociações, potencializar a crise, e colocar reféns em risco;
k) Monitorar informações relacionadas à segurança, provenientes de outras alas e 
blocos do estabelecimento penal, especialmente qualquer informação que 
possa afetar a crise, passando-as ao Diretor da Unidade;
i) Informar-se sobre a possível existência e quantidade de drogas, psicotrópicos, 
álcool, celulares, armas brancas e de fogo;
l) Coordenar apoio aos Grupos Táticos envolvidos e oferecer orientações sobre 
aspectos estruturais, e recursos materiais quando solicitado;
m) Manter contato com todos os funcionários que estejam operando sob suas 
ordens, durante o incidente.
Diretoria-Geral
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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i) Ordenar a retirada dos profissionais que não forem ligados às atividades 
operacionais ou administrativas essenciais para o gerenciamento da crise: 
assistentes sociais, psicólogos, professores, assistentes jurídicos, advogados, 
etc;
c) Considerar a necessidade de manter ou desocupar os postos fixos;
d) Considerar a necessidade de trancar ou desocupar alguma ala, bloco e/ou cela 
de custodia;
ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR DE UNIDADE PRISIONAL
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
 
b) Acionar o Coordenador Regional para que este acione GOPE (regional 
metropolitana) ou GIT (interiores). Se o Diretor não conseguir contato com o 
Coordenador Regional, este poderá acionar os grupos táticos;
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
a) Após receber informações, assumir o comando da situação intramuros e 
utilizando os meios disponíveis de comunicação, informar os fatos ao superior 
hierárquico;
e) Certificar-se de que foram feitas a contenção e o isolamento do ponto crítico 
com as áreas restritas e externas, estabelecendo o perímetro e controlando os 
acessos;
f) Quando determinado pelo Gerente da Crise, providenciar o desligamento da 
água, e energia elétrica do local sob crise;
g) Determinar que sejam trancados todos os presos, e as áreas da unidade que não 
tiverem sido afetadas pelo incidente;
h) Paralisar todos os atendimentos da Unidade Prisional;
j) Solicitar ao Supervisor de Segurança que providencie a coleta de dados do 
evento critico, e promova a realização de um relatório pormenorizado;
k) Informar ao Supervisor de Segurança quais servidores, departamentos, grupos 
táticos e instituições estão autorizados a entrar na Unidade prisional e no 
perímetro tático;
l) Comunicar todos os fatos de forma imediata ao Coordenador Regional e ao 
Gerente da Crise. 
Diretoria-Geral
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR REGIONAL PRISIONAL
 
a) Após receber as informações do Diretor da Unidade Prisional, os dados deverão 
ser repassados a Gerência de inteligência paraanálise dos dados e levantamento 
do perfil das pessoas envolvidas, bem como a Gerência de Segurança que 
assumirá a responsabilidade extramuros, e comandará a divulgação das 
informações a SUSEPE e ao Grupo de Operações Penitenciarias Especiais – 
GOPE e demais grupos táticos que forem atuar na crise;
c) Alocar espaço para a instalação do Posto de Comando das Operações, e o 
Posto de Comando Tático, com todos os recursos necessários, a saber: plantas 
arquitetônicas, relatório pormenorizado do sinistro, relatório fotográfico dos 
reféns e dos presos envolvidos, relação de detentos, etc.;
d) Acompanhar os eventos no teatro de operações, e realizar gestões no 
fornecimento de recursos humanos, materiais e logísticos necessários, para o 
desenvolvimento das ações de gerenciamento de crises;
b) Alocar espaço para o PCO e PCT, e quando necessário, a preparação de locais e 
insumos, para alimentação e higienização dos policiais e demais servidores 
envolvidos na crise;
f) Manter os planos táticos das unidades prisionais sob sua jurisdição/regional, 
atualizados para emprego em cenários de crise;
g) Atuará como Gerente da Crise na ausência deste ou quando autorizado pelo 
SUSEPE;
e) Assessorar diretamente o Gerente da Operação;
- Plantas baixas ou esboços arquitetônicos das estruturas de suas Unidades;
- Relação de contado das autoridades locais: juiz, promotor, prefeito, 
secretários, etc. 
i) O CRP deve manter um banco de dados atualizados periodicamente 
(mensalmente), de todas as Unidades Prisionais sob sua circunscrição, para 
fornecer ao Gerente de Segurança quando necessário, com as seguintes 
informações:
- Prisionais;
- Projeto elétrico e hidráulico existentes;
h) Nos casos necessários deverá convocar os servidores (policial penal, vigilante 
penitenciário temporário) em folga, lotados na circunscrição de seu comando 
regional, para reforço do efetivo e emprego na crise, se necessário;
- Número de presos;
- Rotinas operacionais, com datas, dias e horários de funcionamento 
das atividades de suas Unidades Prisionais;
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
 
ATRIBUIÇÕES DO GERENTE DE SEGURANÇA E MONITORAMENTO
c) Providenciar o patrulhamento dos perímetros para impedir o acesso de pessoas 
não autorizadas, inclusive policiais que não estejam escalados para o 
enfrentamento da crise, assegurando uma atuação eficaz de todos os 
envolvidos no gerenciamento da crise, devendo efetuar contato com outras 
forças de segurança para o apoio no perímetro externo do local da crise: 
imediações da unidade Prisional, acessos, etc;
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
b) Instalar o Posto de Comando das Operações, com todos os recursos 
necessários, a saber: plantas arquitetônicas, relatório pormenorizado do 
sinistro, relatório fotográfico dos reféns e dos presos envolvidos, relação de 
detentos, etc.;
d) Providenciar incremento de materiais bélicos, e materiais de uso controlado, 
que for necessário ao bom desenrolar da operação;
b) Providenciar o isolamento e delimitar o ponto crítico, a área restrita e a área 
externa caso seja a primeira autoridade a chegar no local da crise ou reavaliar se 
estas ações foram adotadas corretamente;
a) Após receber as informações do evento crítico, deverá informar imediatamente 
superior hierárquico;
c) Acompanhar o sinistro e sua evolução, atuando como Conselheiro do Gerente 
da Crise;
e) Providenciar o incremento e acesso aos serviços técnicos ligados a 
Coordenação de Chaves e Cadeados caso necessário;
f) Fomentar informações ligadas a Coordenação de Monitoramento Eletrônico 
por tornozeleira quando necessário;
g) No caso de uma crise em Unidade do Complexo Prisional em Aparecida de 
Goiânia, realizar gestões junto ao Grupo de Guaritas e Muralhas para garantir a 
segurança da área externa da Unidade Prisional em crise, bem como à Seção de 
Acompanhamento Operacional – SEACOP para monitoramento das ações por 
meio do circuito de vigilância por vídeo monitoramento;
h) Caso necessário montar pontos estratégicos de vigilância e controle, utilizando 
os recursos da referida seção ou outros que determinar;
j) Atuará como Gerente da Crise na ausência deste ou quando autorizado pelo 
SUSEPE.
i) Nos casos necessários deverá convocar os servidores (policial penal, vigilante 
penitenciário temporário) fora de serviço para prontidão ou emprego na crise;
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CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
ATRIBUIÇÕES DO GERENTE DA CRISE
b) Comandar o Teatro de Operações, definindo as estratégias, selecionando os 
recursos para aplicá-los e tomando as decisões inerentes à resolução do evento;
c) Manter informado o Diretor Geral de Administração Penitenciária e/ou Diretor 
Geral Adjunto de Administração Penitenciária, a respeito do sinistro e toda sua 
evolução durante o teatro de operações;
 
e) Definir o grau de risco do evento;
n) Decretar a Operação Rescaldo;
o) Decretar o fim dos trabalhos e o reestabelecimento da ordem e da normalidade 
e mudar o nível da Unidade quanto estabilidade do cenário;
a) Na ausência de um policial penal capacitado tecnicamente e designado pela 
Diretoria Geral de Administração Penitenciária para figurar como Gerente da 
Crise, essa função será desempenhada pelo SUSEPE ou outro superior 
hierárquico que a avoque;
p) Comunicar às autoridades envolvidas, o reestabelecimento da ordem e da 
normalidade;
l) Decidir o momento de utilização das opções e forças táticas para a invasão ou 
intervenção prisional, sem o emprego do tiro de comprometimento;
m) Submeter ao CDO a necessidade e aguardar autorização para tiro de 
comprometimento;
k) Convocar outros departamentos da DGAP quando necessário;
f) Decidir sobre a necessidade de instauração do Conselho Deliberativo da 
Operação – CDO;
g) Acionar a Gerência de Inteligência e Observatório;
j) Convocar o negociador/grupo de negociação ou repassar a necessidade do 
empreso do negociador ao CDO para que este defina e convoque o negociador 
da crise;
h) Convocar a Comunicação Setorial para compor a equipe auxiliar do Gerente da 
crise e coordenar junto a esta, o repasse de informações a mídia externa;
i) Indicar o responsável (porta voz) ou executar esta função de repasse das 
informações ao Setor de Comunicação da DGAP, aos órgãos interessados como: 
Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Comissão de Direitos 
Humanos, etc. e aos veículos de imprensa;
d) Coordenar e supervisionar a equipe técnica, a de inteligência, a de negociação e 
o grupo tático;
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
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c) Decidir o momento de utilização das opções do tiro de comprometimento, 
submetendo a decisão ao Secretário de Segurança Pública, só lançando mão 
desta tática, caso tenha a autorização superior;
d) Solicitar apoio do Corpo de Bombeiro Militar e/ou da Polícia Técnica Científica, 
SAMU, entre outras instituições que o Gerente da Crise julgar necessárias;
 
b) Realizar o acionamento das forças policiais coirmãs (PM, PC e SPTC) por meio 
de seus grupos táticos e especiais, para intervir diretamente na crise, após 
autorização do Secretário de Segurança Pública, em virtude do esgotamento ou 
limitação quantitativa dos recursos da Polícia Penal para a resolução da crise;
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DELIBERATIVO DA OPERAÇÃO
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
a) O Conselho Deliberativo da Operação será presidido pelo Diretor-Geral de 
Administração Penitenciária e/ou Diretor-Geral Adjunto/DGAP, sendo 
composto ainda pelo SUSEPE, GESM, GEIO além do Gerente da Crise;
e) Funcionarcomo órgão de deliberação máxima e consultas do gerente da crise, 
quando da tomada de suas decisões a nível estratégico e adoção de opções 
táticas, que impliquem na possibilidade de perda de vidas ou dano ao 
patrimônio Público.
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
3. Gerência de Apoio Administrativo e Logística – GAAL:
a) Providenciar apoio logístico com relação a empenho de viaturas, 
combustíveis, al imentação das tropas empregadas e demais 
aprovisionamentos de recursos sob responsabilidade da Gerência; 
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
1. Gerência de Operações de Inteligência- GEIO:
 
a) Coletar, analisar e produzir conhecimentos de inteligência penitenciária 
acerca dos motivos que ensejaram a crise, objetivos dos CECs, exigências, 
entre outros;
b) Levantar dados e informações com a finalidade de instruir e/ou embasar a 
tomada de decisões do Conselho Deliberativo da Operação;
c) Identificar presos envolvidos, e fazer levantamento quanto a sua 
periculosidade, participação em organizações criminosas, notoriedade no 
crime cometido, liderança negativa, entre outras informações pertinentes;
d) Participar do CDO como membro.
2. Gerência de Assistência Biopsicossocial - GEAB:
ATRIBUIÇÕES DAS GERÊNCIAS E SEÇÕES DE APOIO DA DGPP
a) preparar salas ou adaptar espaços para atendimentos emergenciais de 
saúde, articulando junto ao setor de saúde do município, onde está 
instaurada a crise, para que seja disponibilizados materiais necessários aos 
primeiros socorros, caso necessário;
c) Articular junto as secretárias e demais órgãos, os encaminhamentos / 
regulações de feridos aos hospitais referenciados pelo SUS, nos casos onde 
haja a necessidade de atendimentos de especialistas ou de equipamentos 
não disponíveis na Unidade ou na localidade;
b) acionar sistema de saúde local para que mantenha equipes com médico, 
enfermeiros e auxiliares de enfermagem em prontidão na Unidade Prisional 
ou nas Unidades hospitalares da região para atendimento de emergência, 
caso necessário;
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
EVENTO DE CRISE EM ESTABELECIMENTOS PENAIS
ATRIBUIÇÕES GERAIS DOS ENVOLVIDOS NO
ATRIBUIÇÕES DAS GERÊNCIAS E SEÇÕES DE APOIO DA DGPP
 
a) Apoiar o Gerente da Crise, fornecendo as plantas baixas ou 
representações gráficas/de imagens, projetos elétricos, hidráulicos e os 
projetos energéticos e hidráulicos para o Gerente da Crise;
4. Gerência de Engenharia - GENG:
5. Seção de Acompanhamento e Controle Operacional – SEACOP:
b) Elaborar e executar planos de reparos nas estruturas danificadas nas 
Unidades em virtude da crise, valendo-se recursos disponíveis para a 
Gerência, ou acionando a Direção-Geral para deliberação acerca da 
liberação e empenho de recursos para tal finalidade. 
b) Subsidiar equipes de apoio com informações sobre estrutura da unidade 
prisional e imagens fotográficas da UP;
a) Subsidiar o Gerente da crise quanto a disponibilização de imagens via 
sistema de vídeo monitoramento do local do evento em tempo real, caso 
seja possível o acesso;
c) Em caso de situação de crise no Complexo Prisional em Aparecida de 
Goiânia a base da SEACOP poderá ser utilizada como Posto de Comando da 
Operação;
d) Em caso de situação de crise nas unidades do interior do Estado, 
estando a SEACOP em condições de acesso remoto às imagens, poderá 
também ser utilizada como PC do Conselho Deliberativo da Operação – 
CDO.
Diretoria-Geral
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
RECURSOS TÁTICOS DA POLÍCIA PENAL
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de Polícia Penal
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d) Invasão tática - A invasão tática representa, em geral, a última alternativa a ser 
empregada em uma ocorrência com reféns localizados. Uma vez, que essa 
opção acentua o risco da operação, aumentando, como consequência, o risco de 
vida para o refém, para o policial e para o transgressor da lei.
c) Tiro de comprometimento - este tiro se constitui em um único disparo realizado 
por policial especialmente treinado para este fim, sob as ordens do comandante 
do teatro de operações. Objetiva a imobilização imediata do causador da crise: 
via de regra, significa sua morte instantânea;
ALTERNATIVAS TÁTICAS
a) Negociação - Segundo Monteiro (1994), a negociação é quase tudo no 
gerenciamento de crises; “gerenciar crises é negociar, negociar e negociar. E 
quando ocorre de se esgotarem todas as chances de negociações, deve-se 
ainda tentar negociar mais um pouquinho...”. São tipos de negociação 
empregadas:
- Negociação Tática é o processo de coleta e análise de informações para 
suprir as demandas das alternativas táticas, caso sejam necessários os seus 
empregos, ou mesmo para preparar o ambiente, reféns e criminosos para o 
pronto emprego.
- Negociação Real ou Técnica é o processo de convencimento de rendição 
dos criminosos por meios pacíficos, trabalhando com técnicas psicológicas, 
barganhas e/ou atendimentos de reinvindicações razoáveis;
b) Emprego de técnicas não letais – é a alternativa que visa a preservação do maior 
número de vidas, por meio do emprego de técnicas e armas menos letais, tais 
como: espargidores de gás de pimenta; emprego da arma de eletrochoque, etc;
GRUPO DE OPERAÇÕES PENITENCIÁRIAS ESPECIAIS GOPE
GRUPO DE INTERVENÇÃO TÁTICA 
GRUPO TÁTICO DE AÇÕES E ESCOLTA 
GRUPO DE GUARITAS E MURALHAS
GIT
GTAE
GGM
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
RECURSOS TÁTICOS DA POLÍCIA PENAL
MAPA DAS ALTERNATIVAS TÁTICAS
Diretoria-Geral
de Polícia Penal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
NEGOCIAÇÃO
TÉCNICAS E TECNOLOGIAS
NÃO LETAIS
TIRO DE
COMPROMETIMENTO
INVASÃO TÁTICA
SOLUÇÃO
DA CRISE
33
PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
Com a resolução da crise, o Gerente autorizará a Operação Rescaldo, que 
consistirá:
a) Os grupos táticos providenciarão:
OPERAÇÃO RESCALDO
 
- A retirada dos feridos, funcionários ou presos, entregando-os aos cuidados 
médicos;
- O recolhimento da população carcerária às celas e proceder uma rigorosa 
contagem;
- Providenciar a limpeza e a retirada de entulhos;
- Identificado os lideres, os mesmos serão isolados e removidos ou 
transferidos para outras Unidades se necessário, após autorizações 
superiores;
- Fazer as comunicações de praxe, para as autoridades e órgãos ligados a 
execução penal;
- Restabelecer as demais atividades de rotina da Unidade Prisional;
b) O Diretor providenciará:
- Avaliar os danos para os reparos necessários da estrutura física da UP 
(hidráulica, elétrica, comunicação, alvenaria, etc.);
- A condução, quando necessário, dos presos autores de delitos à 
autoridade policial competente, para providencias de praxe.
- Verificação das grades, pisos, lajes e vistoriar portas, portões e janelas, com 
a utilização da equipe de revista;
- Preservar os locais de crime para realização de perícia;
- Revista minuciosa na UP, visando detectar irregularidades (túneis ou 
outros planos de fuga), utilizando a equipe de revista;
- Verificar o armazenamento e fornecimento da alimentação;
- Providenciar relatório minucioso dos fatos ocorridos (causas e efeitos), 
anexando documentos, registros, quadro com resumo dos danos 
patrimoniais, de recursos humanos e materiais e encaminhar para o 
Coordenador Regional ou ao Gerente da Crise;
- Solicitar ao superior hierárquico avaliação do desgaste psicológico dos 
servidores envolvidos diretamente.
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PROTOCOLO DE
CONTINGENCIAMENTO
EM CENÁRIOS DE CRISE
DA POLÍCIA PENAL DO ESTADO DE GOIÁS
DO GERENCIAMENTO DE CRISE
ORGANOGRAMA DOS ELEMENTOS
Diretoria-Geral
de PolíciaPenal
O ESTADO QUE DÁ CERTO
CONSELHO
DELIBERATIVO DA
OPERAÇÃO
POSTO
DE COMANDO
OPERACIONAL
ASSESSORIA
DO PCO
PORTA-VOZ
GRUPO DE
NEGOCIAÇÃO
GRUPOS
TÁTICOS
GRUPOS
DE APOIO
GEIO
EQUIPE DE
INTELIGÊNCIA
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante da complexidade inerente ao sistema prisional e da necessidade 
constante de inovação e adaptação, conclui-se este trabalho reforçando a importância 
do Protocolo de Contingenciamento em Cenários de Crise elaborado pela Diretoria-
Geral de Polícia Penal de Goiás. Este documento não apenas representa um marco na 
padronização de ações e comportamentos diante de eventos críticos, mas também 
simboliza o compromisso contínuo com uma gestão prisional inovadora e eficiente da 
Polícia Penal Goiana.
A capacidade demonstrada pela Polícia Penal de Goiás em gerir o sistema 
penitenciário, aliada à visão estratégica da DGPP, SSP e do Governo do Estado, 
evidencia o empenho em manter não apenas a ordem e a disciplina nos presídios, mas 
também em preservar a integridade física, mental e psicológica dos servidores e dos 
indivíduos sob custódia.
Este Protocolo não é apenas um guia operacional; é um testemunho do 
comprometimento com os valores fundamentais de ordem, disciplina e respeito. Ele 
reflete a busca incessante por soluções plausíveis em cenários imprevisíveis, 
proporcionando não apenas segurança física, mas também um ambiente que preza 
pelos direitos humanos e pela dignidade dos envolvidos.
Em última análise, esta iniciativa representa um passo significativo em 
direção a uma gestão prisional mais humanizada, eficaz e alinhada aos princípios 
fundamentais da segurança pública. Ao encarar de frente os desafios que permeiam o 
sistema penitenciário, a Polícia Penal de Goiás reitera seu compromisso com a 
segurança, a justiça e a promoção do bem-estar de todos os envolvidos nesse 
contexto complexo. Este Protocolo, sem dúvida, representa não apenas o 
encerramento de um processo, mas o início de uma nova era na gestão de crises no 
sistema prisional de Goiás.
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