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H 
 
 
PROF: HENRY GONDIM 
LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL 
DIREITOS DE EDIÇÃO RESERVADOS 
CUCA CURSOS & CONCURSOS 
 
 
1 
LEI 2.000/2015 
 
1. O Plano Municipal de Educação de Manaus (Lei nº 
2.000/2015), instituído em consonância com a Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 
9.394/1996) e o Plano Nacional de Educação (Lei nº 
13.005/2014), tem por objetivo orientar as políticas 
públicas educacionais do município em um horizonte 
decenal. 
 
Considerando o art. 2º da referida Lei, que define como 
diretrizes a erradicação do analfabetismo e a 
universalização do atendimento escolar, pode-se 
afirmar que tais diretrizes: 
a) são meramente programáticas, sem força vinculante 
sobre as políticas públicas; 
b) vinculam-se à LDB e ao PNE, devendo orientar o 
planejamento decenal da SEMED; 
c) aplicam-se apenas ao ensino fundamental e à 
educação infantil; 
d) dependem de aprovação da Câmara Municipal a cada 
exercício orçamentário; 
e) só têm vigência se aprovadas por decreto do Prefeito. 
 
2. O princípio da gestão democrática do ensino público, 
reafirmado pela Lei nº 2.000/2015 como eixo 
estruturante da política educacional manauara, reflete 
o compromisso constitucional de participação da 
comunidade escolar na tomada de decisões. 
 
Nos termos da própria Lei, a regulamentação desse 
princípio deve ocorrer: 
a) por lei específica municipal, até um ano após a 
aprovação do PME; 
b) exclusivamente por decreto do Prefeito, sem 
necessidade de lei; 
c) pelo Conselho Municipal de Educação, mediante 
resolução interna; 
d) por deliberação conjunta do Fórum Municipal de 
Educação e da SEMED; 
e) pela LDB 9.394/1996, dispensando norma municipal. 
 
3. A efetividade do Plano Municipal de Educação de 
Manaus exige mecanismos permanentes de 
acompanhamento e controle social. 
Conforme o art. 5º da Lei nº 2.000/2015, o 
monitoramento e a avaliação do PME são atribuições 
conjuntas de diferentes instâncias municipais, 
cabendo a responsabilidade: 
a) apenas à SEMED; 
b) à SEMED e à Secretaria Estadual de Educação; 
c) à Controladoria-Geral do Município. 
d) ao Ministério da Educação, em cooperação técnica; 
e) à SEMED, Câmara Municipal, Conselho Municipal de 
Educação, Conselho do Fundeb e Fórum Municipal de 
Educação; 
 
4. Com o intuito de garantir a continuidade e a revisão 
das políticas educacionais, o art. 6º da Lei nº 
2.000/2015 determina a realização de, pelo menos, 
duas conferências municipais de educação durante a 
vigência do PME. 
 
Essas conferências, coordenadas pelo Fórum 
Municipal de Educação, têm como principal objetivo: 
a) discutir a política salarial do magistério; 
b) avaliar e monitorar a execução do PME; 
c) reformar a estrutura curricular da educação básica; 
d) aprovar o orçamento da SEMED; 
e) revisar o Plano Plurianual (PPA). 
 
5. A Lei nº 2.000/2015 reafirma o compromisso de 
Manaus com a educação inclusiva, assegurando no 
art. 8º a garantia de um sistema educacional que 
contemple as especificidades dos alunos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e 
altas habilidades. 
 
Nesse contexto, a Meta 4 do PME estabelece, entre 
outras ações: 
a) atendimento educacional especializado (AEE) e 
implantação de salas de recursos multifuncionais; 
b) apenas a criação de salas de aula regulares 
acessíveis; 
c) exclusividade de escolas especializadas conveniadas; 
d) ensino bilíngue obrigatório apenas para cegos; 
e) substituição do ensino regular por atendimento 
específico. 
 
6. Com base no art. 10 da Lei nº 2.000/2015, o Plano 
Municipal de Educação é o instrumento legal que 
consolida as metas e estratégias para o 
desenvolvimento do ensino em Manaus, em harmonia 
com a autonomia dos entes federativos. 
 
Segundo o texto da Lei, o PME abrange 
prioritariamente: 
a) o sistema estadual de ensino, em regime de 
colaboração; 
b) o sistema municipal de ensino, com metas e 
estratégias próprias; 
c) o ensino superior público e privado; 
d) os cursos técnicos sob gestão do Estado; 
e) a rede federal de ensino em Manaus. 
 
7. A implementação das metas do PME depende da 
sustentabilidade financeira do sistema de ensino. 
Nos termos da Lei nº 2.000/2015, o financiamento da 
educação municipal deve integrar o planejamento 
orçamentário do Município, garantindo que o Plano 
Plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO) contenham dotações compatíveis com as metas 
e estratégias do PME. 
 
Esse dispositivo legal determina: 
a) que a aplicação mínima de recursos seja de 15% da 
receita corrente líquida; 
b) que os recursos da educação não podem ser incluídos 
no orçamento anual; 
c) que o Plano Plurianual (PPA) e a LDO devem 
assegurar dotações compatíveis com as metas e 
estratégias do PME; 
d) que o FUNDEB substitui integralmente a necessidade 
de planejamento financeiro municipal; 
e) que o orçamento da educação seja elaborado 
exclusivamente pela SEMED. 
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PROF: HENRY GONDIM 
LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL 
DIREITOS DE EDIÇÃO RESERVADOS 
CUCA CURSOS & CONCURSOS 
 
 
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8. A Meta 6 do Plano Municipal de Educação de Manaus 
reconhece a importância da educação em tempo 
integral como política pública de ampliação do direito 
à aprendizagem e de combate às desigualdades 
sociais. 
 
De acordo com o PME, a meta estabelece: 
a) atendimento integral de 100% dos alunos da educação 
básica; 
b) implementação apenas em escolas urbanas; 
c) ampliação gradativa até atingir 75% dos alunos até 
2035; 
d) oferta de tempo integral em 50% das escolas públicas, 
alcançando 25% dos alunos; 
e) limitação a programas extracurriculares. 
 
9. A Meta 7 do PME de Manaus tem como foco a 
elevação da qualidade da educação básica, tomando 
como referência indicadores como o IDEB e as 
avaliações internas e externas. 
 
Entre as estratégias previstas para o alcance dessa 
meta, o Plano destaca: 
a) eliminação das avaliações externas; 
b) substituição do IDEB por índice municipal próprio; 
c) formação continuada, autoavaliação escolar e uso 
pedagógico das TICs; 
d) desobrigação de cumprimento das metas nacionais do 
PNE; 
e) adoção exclusiva de materiais do MEC sem 
contextualização local. 
 
10. O combate ao analfabetismo constitui uma das 
dimensões centrais da política educacional de 
Manaus. 
A Meta 9 da Lei nº 2.000/2015 estabelece que o 
Município deve erradicar o analfabetismo absoluto e 
reduzir em 50% o analfabetismo funcional, integrando 
esforços de alfabetização de adultos às políticas de 
Educação de Jovens e Adultos (EJA). 
 
Nesse contexto, tal meta articula-se principalmente 
com: 
a) o Plano Plurianual e o orçamento participativo; 
b) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). 
c) o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino 
Fundamental (FUNDEF); 
d) a Lei 10.172/2001 (PNE anterior); 
e) a educação de jovens e adultos (EJA) e programas de 
alfabetização de adultos; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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