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28
DESCOMPLICA
ALESSANDRO MOURÃO
A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DE RUÍDO PARA O HOMEM NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Trabalho de Conclusão de Curso, de Pós-graduação, referente aos danos da exposição do ruido.
“Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.” Henry Ford
AGRADECIMENTOS
A todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste trabalho, a todos os professores que influenciaram na minha trajetória. Meus amigos que me apoiaram e minha família por sempre me incentivar a correr atrás dos meus sonhos.
 
Resumo
No ambiente laboral, a exposição ao ruído pode causar percas auditivas aos colaboradores. O sistema auditivo do ser humano, pode ser considerado o mais sofisticado sensor de som, aponta quando há perda da capacidade auditiva pela exposição prolongada do ruído. Como o crescimento acelerado das tecnologias principalmente nos canteiros obras, há vantagens decorrente, aparecendo vários efeitos nocivos a qualidade de vida, a segurança individual e coletiva, assim surgem doenças e incômodos que influenciam as atividades e os locais de trabalho. Um desses fatores gerado pela tecnologia é ruído o qual tem importância, não só porque está presente na maior parte das atividades humanas, porém pelos danos que imputa o homem na construção civil. Neste estudo de caso, aliado com pesquisas das nomas reguladoras tem como objetivo identificar pondo em prática soluções de segurança que evitem a perca aditiva. É importante conhecer os efeitos ruído no corpo humano, as condições de trabalho, a necessidade de ter equipamentos de uso pessoal e coletivo. Serão definidas medidas específicas para melhorar p gerenciamento de risco da exposição do ruído em uma obra. Assim identificar ambiente de trabalho insalubre a exposição do ruído. No atual estudo de caso, as questões de segurança reduziram a perca auditiva dos colaboradores.
Palavras-chave: Exposição ao Ruído; Perca Auditiva; Normas Regulamentadoras.
Abstract
In the work environment, exposure to noise can cause hearing loss for employees. The human auditory system, which can be considered the most sophisticated sound sensor, indicates when there is a loss of hearing capacity due to prolonged exposure to noise. With the accelerated growth of technologies, especially on construction sites, there are advantages arising, with several harmful effects appearing on quality of life, individual and collective safety, as well as illnesses and inconveniences that influence activities and workplaces. One of these factors generated by technology is noise, which is important, not only because it is present in most human activities, but also because of the damage caused to man in construction. This case study, combined with research into regulatory standards, aims to identify and put into practice security solutions that prevent additive losses. It is important to know the effects of noise on the human body, working conditions, and the need to have equipment for personal and collective use. Specific measures will be defined to improve the risk management of noise exposure on a construction site. This way, identify an unhealthy work environment and noise exposure. In the current case study, safety issues reduced employees' hearing loss.
Keywords: Noise Exposure; Hearing Loss; Regulatory Standards.	
	
 1.INTRODUÇÃO
Há séculos, os seres humanos foram desenvolvendo nos anos vindouro, técnicas para construir seus próprios abrigos, utilizando matéria prima da natureza. Assim as características das construções eram cada vez mais complexas, reflexo do desenvolvimento e aprimoração das técnicas construtivas, desenvolvendo conhecimentos científicos nesta área, de forma que as dimensões, a resistência e outros atributos de uma determinada obra, podiam ter dados concretos como, cálculo e dimensionamento e projetos. Não é possível manter um ambiente de trabalho livre de agentes agressores segundo ASTETE, e KlTAMURA (1980, p. 415).
A tecnologia cresce, com ela atinge todas as atividades humanas, criando mecanismos que facilitam a vida, todavia são gerados vários subproduto, ou incômodos que afetam a qualidade de vida, o bem-estar e a segurança pessoal, tanto em ambientes de lazer, como ambientes de trabalho, o subproduto tratado é o ruído. Segundo Maia (2001), o ruído está presente em todas as atividades humanas incluindo a construção civil, assim há efeitos nocivos à saúde, como dificuldade na comunicação, perca do sono, a perda auditiva. O ruído é caracterizado como um som indesejado, sua intensidade é medida em decibéis (dB), tendo um escala logarítmica, tendo um aumento de três decibéis no nível correspondente do som, a duplicação da intensidade do ruído. O ouvido humano é definido por três áreas anatômicas distintas, possuí pavilhão auricular que tem a função de conduzir as ondas sonoras pelo canal auditivo externo até a membrana do tímpano, o ouvido médio que é constituído pela membrana do tímpano e ossículos como, martelo, bigorna e estribo, assim os movimentos vibratórios se propagam nos ossículos que passam ao ouvido interno, que é encerrado numa cápsula óssea, designada de labirinto ósseo, e comunica com o ouvido médio pela janela oval e pela janela redonda. O ouvido humano é definido por três áreas anatômicas distintas, possuí pavilhão auricular que tem a função de conduzir as ondas sonoras pelo canal auditivo externo até a membrana do tímpano, o ouvido médio que é constituído pela membrana do tímpano e ossículos como, martelo, bigorna e estribo, assim os movimentos vibratórios se propagam nos ossículos que passam ao ouvido interno, que é encerrado numa cápsula óssea, designada de labirinto ósseo, e comunica com o ouvido médio pela janela oval e pela janela redonda., possui canais preenchidos por um líquido, perilinfa, se divide em dois sistemas, a cóclea e os canais circulares, sendo órgãos responsáveis pela audição. O Som transmite-se ao ouvido interno pelas vibrações dos ossículos do ouvido médio, que se encontram ligados à cóclea. Células microscópicas e sensíveis que convertem essas vibrações num sinal eletroquímico que é transportado pelo nervo auditivo para o Sistema Nervoso Central, onde o som é finalmente ouvido e reconhecido como na figura 1 (Paço, 2010).
Figura 1: Anatomia do ouvido
Fonte: MARONE, 1968
O ouvido humano tem uma sensibilidade, pressão e frequência diferentes, assim o que determina a periculosidade do ruído, se dá por três fatores, amplitude, frequência e tempo de duração, sendo contínua ou impulsiva são conjuntamente designados por ruídos contínuos. Os efeitos do ruído sobre o ser humano dependem de três características, a amplitude, a frequência e a duração. Embora não exista uma normalização referente às definições dos tipos de exposição ao ruído, podemos classificar esta normalização como continua ou impulsiva (OSHA, 2015). Se Define como pressão sonora, a alteração da pressão atmosférica que se propaga no ar em comprimento de onda. Assim há valores de níveis de pressão sonora e respectiva perigosidade, dada pela fórmula, e representado pela figura 2:
Figura 2: Anatomia do ouvido
Fonte: Miguel, 2014
A resposta que o ouvido humano vai desencadear são os estímulos logaritmicamente pelas medidas dos parâmetros acústicos são feitas entre um valor medido e um valor de referência padronizado, correspondendo a uma pequena variação da pressão sonora que um ouvido humano pode distinguir, numa condição normal de audição.
As empresas em grande maioria são responsáveis pela ação e transformação de matérias-primas em bens de consumo como a construção civil, conforme PEREIRA (1978) descreve a verdadeiros depósitos de surdos nos seus mais variados graus, pois o uso dos equipamentos neste ramo industrial, gera perdas auditivas e outros efeitos em um número cada vez maiorde trabalhadores. O público afetado no cenário da construção civil são: ajudante gerais, pedreiros e carpinteiros, que correm o risco de perca auditiva no canteiros de obras. O problema estudado é a exposição do colaborador, e seu histórico laboral para que haja uso de EPIS citados nas normas regulamentadoras, assim seguindo um plano que encerre ou diminua o risco de perca auditiva, e as pessoas que moram aos arredores do canteiro de obras.
Para identificar é necessário estudar o ambiente de trabalho, e o histórico que o homem trabalha. Depois saber quais são as fontes sonoras da mais impactantes a menos impactantes, se os níveis de decibéis estão passando, e o cálculo de parâmetros sonoro da fonte do ruído, e a comparação dos dados de campo com os dados encontrados nos trabalhadores analisados. Este trabalho analisa os ruídos gerados nas atividades da construção civil, específica as funções mais comuns de seus colaboradores como ajudantes gerais, pedreiros, carpinteiros, que sofrem perdas auditivas. Para confirmar essa questão, é necessário estudar o ambiente de trabalho, Identificar fontes sonoras mais utilizadas em cada função, mapear os espectros sonoros de cada fonte de ruído, e o mais importante avaliar o impacto do ruído sobre o aparelho auditivo do trabalhador.
1.1OBJETIVOS
. Os objetivos desse estudo de caso são: fazer um levantamento no canteiro de obras, para averiguar segundo as normas reguladoras sobre exposição do ruído. Elaborar pesquisas bibliográficas, como identificar, a intensidade que os colaboradores aguentam, para se manterem saudáveis e não apresentar perca auditiva. A construção civil é composta de diversos trabalhadores que estão expostos a ruído, essa dissertação fala sobre as a NBR 10151:2000, e a NBR 10152:1987 – Avaliação do Ruído Ambiente em recintos de edificação visando a saúde dos colaboradores.
1.2. METODOLOGIA
Para a confecção dessa dissertação, foram utilizados pesquisa bibliográficas como, Scielo, Google Acadêmicos, dissertação de mestrado, autores de livros como Gerges, Pereira, Normas Regulamentadoras, formulação de pesquisa foi proposto como exposição ao ruído na construção civil, e estudo de caso para colher , informações em canteiros de obras. Depois selecionar as palavras chaves e as bases de dados adequadas à temática em estudo, que incidiu sobre a exposição do agente físico – Ruído, no setor da construção Civil. Que gera atividade impactante por reduzir o trabalho com equipamentos sofisticados que emitem muito barulho. E foi direcionado um estudo de caso, com pedreiros, mestre de obras, serventes, eletricistas, para analisar trabalhadores no canteiro de obras, e o efeito o ruído nos arredores do canteiro de obras, identificar os instrumentos de trabalhos que mais causam impacto, se baseando nas normas regulamentadoras, e medição do ruído, como identificar, como tratar, e como prevenir a perca auditiva nos colaboradores. Foram feitas pesquisas bibliográficas, de artigos, revistas, e trabalhos correlacionados para poder colher informações e chegar num consenso aos colaboradores expostos, se sofreram perca auditiva, se já tiveram outras situações que pode ter tornado o efeito cumulativo.
2.A CONSTRUÇÃO CIVIL
Na construção civil, mesmo nos países em desenvolvimento, o uso de máquinas cada vez mais velozes, tem tornado as tarefas dos trabalhadores deste ramo industrial mais ruidosas, e em consequência, gerado perdas auditivas e outros efeitos em um número, cada vez maior de trabalhadores. Esses danos não são, atualmente, convenientemente avaliados pelas empresas havendo causas econômicas, sociais e técnicas que dificultam atingir este objetivo.
Com o crescimento acelerado da tecnologia nos canteiros de obras, junto com as vantagens dela decorrente, aparecem também vários efeitos nocivos à qualidade de vida, à segurança individual e coletiva. Surgem também, doenças e incômodos que influenciam as atividades e os locais de trabalho. Um desses fatores gerado pela tecnologia é o ruído o qual tem importância não só porque está presente na quase totalidade das atividades humanas, mas pelos danos que imputa ao homem da construção. Com efeito, são muitos os problemas decorrentes do ruído, que vão desde a dificuldade na comunicação, o stress, a falta de concentração no trabalho até as desordens físicas, dificuldades mentais e emocionais, mas principalmente a surdez progressiva. Influenciam nas perdas auditiva fatores ligados ao indivíduo, ao meio ambiente e ao próprio agente (ruído). Dentre as características do agente, destacam-se a intensidade, o tipo (contínuo, intermitente, ou de impacto), a duração (tempo de exposição) e a qualidade (frequência dos sons que compõem o ruído em análise). Ligado ao indivíduo, destaca-se a suscetibilidade individual pela qual explica-se o fato de que algumas pessoas possuem maior facilidade em adquirir a surdez, quando expostas às mesmas condições ambientais.
Para garantir que o ambiente de trabalho seja adequado, os higienistas do trabalho consideram que o ruído é um agente físico indesejável, com limites de tolerância determinados pela norma regulamentadora do Ministério do Trabalho, NR-15. A FUNDACENTRO (2001) publicou a norma NHO 01 – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído - em substituição a antigas normas (NHT-06 R/E – 1985; NHT-07 – 1985; NHT-09 R/E – 1986), onde as principais modificações e avanços são: o Trata tanto da avaliação da exposição ocupacional ao ruído contínuo ou intermitente, quanto da avaliação ao ruído de impacto; o Introduz o conceito de nível de exposição como um dos critérios para a qualificação e caracterização da exposição ao ruído e o conceito de nível de exposição normalizado para interpretação dos resultados; o Adota o valor “3” como incremento de duplicação de dose (q = 3 dB); o Considera a possibilidade de utilização de medidores integrados e de medidores de leituras instantâneas. Dentre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) relacionadas ao ruído, destacam a NBR 10151:2000 – Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas Visando Conforto da Comunidade – e a NBR 10152:1987 – Avaliação do Ruído Ambiente em Recintos de Edificação Visando o Conforto dos Usuários, atualmente em revisão. A NBR 10151:2000 fixa as condições exigíveis para a aceitabilidade do ruído em comunidade e especifica um método para a medição, assim como as correções nos níveis medidos. A NBR 10152:1987 fixa os níveis de ruídos em dB(A) compatíveis com o conforto acústico em ambientes diversos bem como apresenta um método para avaliação espectral do ruído através das curvas NR (Noise Rating) ou NC (Noise Criteria).
Segundo a NBR 15, há várias situações operação, o resultado da medição, não pode exceder a uma unidade, nesse contesto é obtido o nível equivalente do ruído. O nível apresenta a exposição ocupacional do ruído durante o tempo de medição, representando a integração dos diversos níveis instantâneos que ocorre o ruído nesse período. A NR- 15 considera o fator de duplicação igual a 5 (q=5), isto é, a cada incremento de 5dB no nível equivalente, dobra-se a equivalência de energia e consequentemente, o risco do dano auditivo. A NR-9 determina que a dose maior que 0,50 ou 50% exigem nível de ação. Com base no resultado da dose, obtém-se o nível equivalente de ruído com base na equação: LEQ = 16,61 log DEQ + 85. Assim é elucidado uma tabela para definir o tempo que os colaboradores podem ser expostos ao ruído em decibéis 
Segundo a NR 06 – Ministério do Trabalho e Emprego, é considerado EPI, todo dispositivo de uso individua que é utilizado para os trabalhadores, com a finalidade de proteção contra riscos suscetíveis que possam ameaçar a segurança e saúde do trabalhador. Por isso Gerges (2000) defende que só não devem ser adotadas medidas de proteção coletiva não estarem disponível, ou em implantação, ou quando por razões técnicas ou de força maior não forem viáveis.
Assim as normas regulamentadoras citadas, protegem o bem-estar dos trabalhadores, sendo implementadas, podem evitar a perda auditiva no canteirode obras, o lugar onde mais se emite o ruído, incomodando também ao arredores.
3. PRINCIPAIS FATORES DE RISCOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
1. Exposição a ruídos; 
2. Queda de objetos;
3. Lesões por Esforço Repetitivo (LER);
4. Risco de queda; 
5. Choques elétricos.
A longa exposição do trabalhador a altos níveis de ruídos pode causar Perda Auditiva Induzida por Ruídos O problema, entretanto, é que os sintomas aparecem de forma gradual, dificultando a identificação precoce. Por isso, mesmo se o trabalhador não apresentar queixas, é preciso criar ações de prevenção e acompanhamento médico para avaliar o comportamento do aparelho auditivo. Uma vez diagnosticada, a PAIR é irreversível. Consequências A perda de audição pode gerar zumbidos e outros fatores indesejáveis, como insônia, ansiedade e depressão. A diminuição da capacidade auditiva reduz o nível de atenção dos profissionais, deixando-os mais suscetíveis a acidentes. Muitas atividades exercidas em obras de construção civil possuem níveis elevados de ruídos. Confira algumas: 
: 
 • 110,6 dB – corte de piso esmaltado com serra mármore de bancada;
 • 104,3 dB – corte e assentamento de granito;
 • 103,2 dB – corte de junta de dilatação de piso com Makita;
 • 99,9 dB – operador de bate-estaca;
 • 98 dB – corte de madeiras com serra circular; (PAIR).
 • 97, 5 dB – operador de elevador de materiais (concretagem); 
 •92 dB – auxiliar de bate-estaca durante cravação de estaca.
 
O limite para a exposição ao ruído, é de 85 dB, essa exposição não deve passar mais de 8 horas. Dessa forma é obrigatório o uso do protetor auricular, para evitar riscos. A cada 5 dB a mais, o tempo de exposição deve ser reduzido em 50%. Exemplo:
 • Com 90 dB a exposição ideal é de no máximo 4 horas;
 • Com 95 dB a exposição ideal é de no máximo 2 horas;
 • Com 110 dB a exposição ideal é de no máximo 15 minutos.
 No Brasil a construção civil é uma alavanca para o crescimento, e desenvolvimento, contendo um grande contingente de trabalhadores empregados, dessa forma esses trabalhadores sofrem por não ter nenhuma experiência muitos deles de regiões rurais, assim expostos há um ambiente de trabalho insalubre a questão de ruídos, sendo indispensável o uso de EPIs. A vida laboral de um trabalhador determina percas auditivas que sofre durante a exposição no seu trabalho. Existem exames médicos e clínicos que termina quantificar e identificar o dano sofrido. SATALOF (1996) classifica perdas auditivas de acordo com o ponto de falha na Transmissão sonora, condutivas, neurossensoriais, centrais, ou combinados entre essas misturas. Nas perdas auditivas neurossensoriais, o dano acontece no ouvido interno ou no nervo auditivo. Nas perdas auditivas centrais o dano 6 situado no sistema nervoso central. Nos desvios auditivos funcionais não M dano orgânico detectável na transmissão auditiva, mas a causa algum problema emocional ou psicológico. Frequentemente, dois ou mais tipos de perdas auditivas estão presentes em um indivíduo caracterizando as perdas auditivas mistas.
 O colaborador que apresentar sinais de perda auditiva, é encaminhado para fazer exames que comprovem. Assim será feita uma investigação no histórico ocupacional do trabalhador, passando por exames dos profissionais fonoaudiólogo e o otorrinolaringologista.
A utilização do protetor auditivo (figuras 1 e 2) é a medida de controle mais utilizada na indústria da construção civil, pelo seu baixo custo-benefício, facilidade de compra, e praticidade na utilização. Entretanto quando adotado o protetor auditivo como medida de controle deve se atentar a alguns itens estabelecidos pela legislação vigente (NR 06 - Portaria 3.214/78 MTE).
Figura 3: Protetor Auditivo Tipo Concha
Fonte: Autor
Figura 4: Protetor Auditivo Tipo Plug
Fonte: Autor.
A Norma Reguladora 15 define qual a tolerância que o colaborador aguenta no ambiente de trabalho, ratificando uma classificação do ruído em função do tempo de exposição como: intermitente, impulsivo e de impacto, seguindo essa classificação é possível elucidar a insalubridade nas atividades do profissional.
4.ESTUDO DE CASO
O estudo de caso foi feito na cidade de Tubarão Santa Catarina, trata-se de uma obra, para colher dados estatísticos da prefeitura de tubarão, referente a construção civil. O canteiro de obras se localiza entre 3 residências de laterais e fundo junto há uma rua que não tem fluxo de veículos, porém há uma avenida que faz ligação entre bairros com fluxo de veículos bem grande, possuindo carros motos caminhões gerando grande ruído no fundo do local. Mesmo tendo avanço na construção civil, o sistema convencional de paredes de alvenaria, tijolos de cerâmica vazados, e estruturas independentes de concreto armado, ainda são os mais empregados nas edificações do território brasileiro, sendo classificado como sistema convencional. As questões mais investigadas foram os níveis de pressão sonora produzidos em canteiro de obra, a percepção do trabalhador e continuidade da exposição dos respectivos ruídos, á sua audição e saúde em sua totalidade. 
Na próxima etapa, foram levantadas as principais fases na execução da obra, e os tipos de máquinas e ferramentas que emitem mais ruídos, que foram utilizados no canteiro de obras. A precisão e a padronização no levantamento dos níveis de pressão sonora em dB(A), foi dividido em quadrantes por uma malha (5,00m x 5,00m) resultando em dezoito pontos de medição. Para realização da colheita de dados foram realizadas algumas vistorias na obra, para aferir as fontes onde o ruído predomina, os perfis de cada trabalhador exposto, a tarefa ia executar. Estes dados permitiram escolher a melhor estratégia de medição e qual o equipamento de medição que melhor se adequava, aplicado ao contexto. O cenário da medição compõe dois tipos de trabalhadores, os que manejam equipamentos que produzem ruídos, e outros trabalhadores com outras funções. Contrariando a tese recorrente, que foca, analisa e avalia os trabalhadores que operam as fontes de ruído – máquinas, a presente avaliação centra-se nos trabalhadores, que realizam tarefas em contexto de obra e que não operam qualquer máquina. Encontrando-se, expostos a várias fontes de ruído que advém de tarefas realizadas por outros colegas no mesmo ambiente de trabalho.
Os instrumentos que avaliam as medições são os dosímetros e sonômetros, que podem ser usados no estudo de caso para fazer as medições. O dosímetro pode ser utilizado durante todo o dia da jornada de trabalho de oito horas abrangendo todos os tipos de ruídos expresso em dB (A). Foi utilizado um equipamento da marca e modelo SVANTEK SV 104, que consiste num medidor de nível de ruído da classe 2. Este equipamento é propriedade do Laboratório de Prevenção de Riscos Ocupacionais e Ambientais, tendo sido cordialmente cedido para a realização das recolhas necessárias ao estudo de caso, mostrando o dosímetro como na figura 5.
Figura 5: Dosímetro
Fonte:https://www.geotechenv.com/Manuals/Svantek_Manuals/Svantek_SV104_User_Manual.pdf)
O equipamento selecionado para realização das medições, foi o dosímetro SVANTEK SV 104, acoplado do trabalhador seguindo as diretrizes da Norma ISO:9612:2011 e as normas de utilização do fabricante do equipamento – Svantek. O microfone foi colocado na parte superior do ombro, a uma distância de pelo menos, 0,1 m da entrada do canal auditivo, do lado do ouvido mais exposto, tendo sido cuidadosamente colocado, de modo a que não houvesse qualquer interferência motivada por impactos mecânicos ou interposições do vestuário do funcionário, e não perturbasse o desempenho profissional do trabalhador, nem contribuísse para despoletar fatores de risco ocupacional, como mostra a figura 6.
Figura 6: Dosímetro acoplado no trabalhador
Fonte: Autor.
As medições foram realizadas num período em que estavam em funcionamento várias fontes de ruído em simultâneo. O processo de colheita de dados, foi acompanhado com a observação e análise das condições de exposição, de forma a permitir controlar a qualidade e fiabilidade dos dados obtidos. Os trabalhadoresforam orientados e não retirar os aparelhos de medição e de trabalharem com todos os ruídos envolvidos.
Levou em consideração os níveis de pressão sonora das medições de ruído de fundo, e das variadas fases de execução da obra e suas diferentes fontes de ruído, fora o ruído do canteiro de obras, possui medições de ruídos de trânsito equivalente, Leq(A), ultrapassando os limites da lei municipal que regulamenta máximo de sons permissíveis em cada uso do município. Assim 89,9% dos pontos de medição se encontravam muito acima do limite estabelecido para ambientes externos como a norma NBR 10.151:2000. Na fase de execução da obra, foram levantados os níveis de pressão sonora para ruídos intermitentes e de impacto. Os ruídos de impactos não excederam os limites permitido pelas normas NR 15 do ministério do trabalho e da NHO 01 da Fundacentro. Foi verificado 66,7% dos pontos de medição localizados , estavam excedendo ao limite de 85 dB, como estipulado
A execução da obra, é avaliado por profissionais como engenheiros, ou arquitetos, as atividades que mais afetam os níveis de pressão sonora no canteiro de obra, assim como o caminhão perfuratriz, caminhão de concreto usando a betoneira, o vibrador, a Serra elétrica manual, a Furadeira o Martelagens (montagens de formas).
Foi utilizado o medidor de nível de pressão sonora da marca Extech 407750– cód. 450/10, apresentando as seguintes características: a amplitude escala de medição para medidas rápidas e exatas do nível de som em escalas de ponderação entre A e C. 
· Display LCD de 3 ½ polegadas, 18mm altura;
· Medição de 35 dB a 130 dB;
· Resolução de 0,1 dB. o Precisão conforme IEC 651 tipo 2;
· Calibrador embutido de 94 dB, 1000Hz, para ponderação A e C comutáveis;
· Dispositivo para resposta rápida ou lenta e congelamento da leitura;
· Microfone: condensador elétrico de Ø 12,7mm; 
· Alimentação bateria 9 V. o Dimensões: 205x80x35mm.
Para ter eficiência no estudo de caso, o medidor de nível de pressão sonora, foi calibrado no laboratório de vibrações e acústicas do departamento de engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Um questionário individual é distribuído pelo canteiro de obras, para fazer entrevistas da avaliação individual de cada trabalhador, através de perguntas aos operários, e os vizinhos perto da obra. Para ter percepção dos seus efeitos. pelos ruídos na construção civil.
Durante os meses de maio de 2023 até novembro de 2023, foram realizadas medições dos níveis de pressão sonora neste canteiro de obras. Foi possível perceber quais são os períodos de maiores atividades e o uso de equipamentos que causam ruídos. O que determinou a medição foi o processo em base na Norma NBR 10151:2000 (Acústica – Avaliação do ruído em áreas habitadas visando o conforto da comunidade – Procedimento). Para elucidar os dados levantados foram utilizadas as normas NHO 01 – Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído – FUNDACENTRO (2001), que evidencia critérios e procedimentos para avaliação da exposição ocupacional aos ruídos contínuos ou intermitentes da cidade de Tubarão Santa Catarina, que determina os limites máximos de ruídos permissíveis em cada zona de uso, nos períodos diurno e noturno. Após o levantamento dos dados de medição, foi calculado o nível de pressão sonora equivalente, Leq, em decibéis ponderados em “A”, dB(A), conforme determina a norma NBR 10151:2000. Com os resultados do nível de pressão sonora equivalente, foi determinada a dose diária de ruído usando o critério adotado pela NHO 01 para ruído contínuo ou intermitente, correspondente a uma dose de 100% para exposição de 8 horas ao nível de 85 dB(A), e o incremento de duplicação de dose (q) igual a 3, sendo a dose calculada pela expressão matemática:
NE = nível de exposição (nível de pressão sonora equivalente - Leq - representativo da exposição ocupacional diária);
D = dose diária de ruído em porcentagem referente à jornada diária de trabalho;
TE = tempo de duração, em minutos, da jornada diária de trabalho.
Depois das informações dos níveis de pressão sonora equivalente a (Leq 8h) for superior a 85 dB(A), o limite de exposição estará ultrapassado, precisando adotar medidas de imediato controle. Se o nível de pressão sonora equivalente (Leq8h) estiver entre 82 dB(A) e 85 dB(A), a exposição deverá ser considerada acima do nível de ação, exigindo medidas preventivas para minimizar a probabilidade de que a exposição ao ruído ultrapasse o limite de exposição estabelecido. Exposições ao nível de ruído contínuo ou intermitente acima de 115 dB(A) somente serão permitidas para os indivíduos que estiverem adequadamente protegidos com equipamentos de proteção individual (EPI’S) contra ruído. Quando a exposição de ruído contínuo ou intermitente atinge acima de 115 dB(A) somente serão permitidas para os indivíduos que estiverem adequadamente protegidos com equipamentos de proteção individual (EPI’S) contra ruído. A exposição de ruído de impacto é avaliada por critérios estabelecidos na norma NHO 01, conforme a seguinte expressão matemática:
onde:
 Np = nível de pico máximo admissível, em dB(Lin);
n = número de impactos ou impulsos ocorridos durante a jornada diária de trabalho.
A norma determina o limite de tolerância para o ruído de impacto correspondente a 140 dB(Lin), sendo que o nível de ação para exposição ocupacional ao ruído de impacto corresponde a Np – 3 dB. Com base no critério acima, sempre que o nível de pico ultrapassar o nível máximo permitido, calculado para o número de impactos a que o trabalhador é exposto durante a jornada diária de trabalho, o limite de exposição estará excedido, exigindo adoção de medidas de controle. Para a exposição de ruído acima de 140 dB(Lin), só é permitido que um indivíduo seja exposto com equipamentos de proteção individual adequados. A seguir as fases deste estudo de caso.
O início é o ruído do trânsito local, produzidos pelo de veículos em ruas próximas. Em seguida o ruído observado foi no canteiro de obras, assim foram instaladas as estacas cujas tem ruído intermitente, com ruídos produzido pelo motor do caminhão perfuratriz, na perfuração das estacas as estacas são classificadas como ruído de impacto produzido pelo atrito da limpeza da perfuratriz na perfuração das estacas. As vigas baldrame levantam ruído causado eu não continuo do vibrador de concretagem na laje da cobertura, as ferramentas como marreta, martelo, enxada, durante a execução de serviços de assentamento de lajotas, e formas de madeira que produzem ruído pelo uso da serra elétrica manual e furadeira na execução de obras que levam madeira.
Nas medições de ruído aberto, o ambiente apresenta, carros, caminhões, e moto, gerando um ruído intermitente. No fundo de canteiro de obras é classificado em ambiente aberto e não faz nenhum colaborador ter perca auditiva. Já nas escavações o ruído é intermitente e de impacto. Na fase de perfuração das estacas, o nível de pressão sonora do impacto de ruído a cada 10 segundos totaliza 2880 impactos durante a jornada de trabalho. Após, foi determinado o nível de pico máximo permitido, calculado para o número de impactos a que o trabalhador esteja exposto em sua jornada de trabalho (NHO 01), NP = 125 dB (Lin), e o nível de ação (NP–3) em 122 dB (Lin). Os equipamentos como a betoneira e o vibrador, tem classificação como ruído intermitente. As ferramentas como martelo, serra, furadeira são classificados como ruído intermitente por serem usados em ambientes semiabertos.
Para o resultado das medições, foi levado em consideração os níveis de pressão sonora das medições de ruído de fundo, e das variadas fases de execução da obra e suas diferentes fontes de ruído, fora o ruído do canteiro de obras, possui medições de ruídos de trânsito equivalente, Leq(A), ultrapassando os limites da lei municipal que regulamenta máximo de sons permissíveis em cada uso do município. Assim 89,9% dos pontos de medição se encontravam muito acima do limite estabelecido para ambientes externos como a norma NBR 10.151:2000. Na fase de execução da obra, foramlevantados os níveis de pressão sonora para ruídos intermitentes e de impacto. Os ruídos de impactos não excederam os limites permitido pelas normas NR 15 do ministério do trabalho e da NHO 01 da Fundacentro. Foi verificado 66,7% dos pontos de medição localizados , estavam excedendo ao limite de 85 dB, como estipulado. As ferramentas como martelo, marreta, enxada, máquina de dobrar ferro, em serviços de escavação assentamentos de lajotas, madeira, armação de ferragens, escavações, e outros, foram elucidados níveis de ruído de fundo. Quando é utilizado equipamentos como serra elétrica, furadeira, constatou-se que esses equipamentos causam ruídos com grandes abrangências, ultrapassando o nível máximo permissível que é de 85 dB(A). O dosímetro foi essencial para a medição dos ruídos de toda a obra com o tempo de trabalho de 8 horas, para obter um resultado preciso. Foram adotadas medidas como proteção auditiva deve ser dimensionada com base numa utilização intermitente, para as alturas em que os níveis sonoros são elevados e consequentemente podem ser prejudiciais. O trabalhador deve ser orientado, por forma a identificar, de forma autónoma quais os períodos em que deve utilizar o EPI para proteção auditiva.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo de caso presente junto com referências bibliográficas, mostra que o aparelho auditivo, tem a função de estabilizar o equilíbrio do corpo, e por isso cada vez são mais elevados, os níveis de produção de ruído se tornando um problema no campo laboral, especialmente nas indústrias, e causam danos para a saúde de muitos operários. Nesta perspectiva, este artigo pretendeu descrever mecanismos de avaliação e controle do ruído no canteiro de obras da indústria da construção civil. Assim, foram escolhidos equipamentos de uso contínuo nessa indústria: betoneira e serra circular, monitorados a partir do cálculo dos Níveis de Pressão Sonora emitidos, bem como do limite de tolerância e níveis de exposição ao ruído, de acordo com a NR-15 do Ministério do Trabalho. O produto deste estudo veio de encontro com um ambiente insalubre de trabalho. Dessa forma, se reafirmou a necessidade de ações de higiene ambiental, e do uso de EPIs como a NR-06 determina. Foram feitas medições com os dosímetro, para verificar os ruídos de toda a obra apresentados. Os objetivos foram atingidos no estudo de caso, pois os colaboradores, mesmo tendo exposição aos ruídos, usaram equipamentos de segurança pessoal, os quais preservaram a audição, e não sofreram perca auditiva. Foi feito vistoria e troca de EPIs para não haver risco na exposição. Para ter melhorias é necessário haver um planejamento e saber os níveis que os aparelhos emitem, sempre estar conscientizando sobre o uso de EPIs, através de palestras e lembretes aos profissionais da construção civil.
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