Prévia do material em texto
U2 – ABORDAGEM GERAL DO MERCADO (TRABALHO E RENDA) QUAIS SÃO OS TIPOS DE POPULAÇÃO QUE INTERAGEM NO MERCADO DE TRABALHO? a) População em Idade Ativa (PIA): pessoas entre 10 e 65 anos de idade (dependendo da localidade de sua pesquisa pode variar entre 15 e 64 anos), conforme estabelecido pela legislação local. Essa definição engloba aqueles que possuem condições físicas e mentais para exercer uma atividade remunerada. A PIA é determinada pela força de trabalho efetiva da economia, que, por sua vez, tem um impacto direto no crescimento econômico. b) População Inativa (PI): pessoas que, embora em idade de trabalhar conforme a legislação do país, não estão no mercado de trabalho. Esse grupo inclui indivíduos fora da idade ativa e aqueles aposentados. Vale reiterar que a taxa de atividade da economia refere-se à proporção de pessoas em idade ativa que estão aptas e dispostas a trabalhar. c) População Economicamente Ativa (PEA): todas as pessoas em idade ativa que estão empregadas ou buscando ativamente um emprego. Esse é um indicador-chave para o cálculo da taxa de desemprego da economia. d) População Ocupada (POC): pessoas que trabalham tanto em atividades formais quanto informais. Aqui estão autônomos, assalariados, trabalhadores domésticos remunerados, empresários, trabalhadores temporários, indivíduos em atividades não formalizadas e aqueles que exercem subempregos. O QUE É A FORÇA DE TRABALHO? A força de trabalho de um país – a quantidade de pessoas que estão empregadas ou procurando emprego – é uma das principais determinantes do crescimento econômico. Quanto mais pessoas estiverem empregadas e quanto mais produtivas forem essas pessoas, maior será a capacidade de uma economia crescer. O desemprego é considerado um problema em termos econômicos e sociais. No aspecto econômico, o desemprego é um sinal de que a economia não está utilizando totalmente seus recursos disponíveis, especialmente a força de trabalho humana, o que reduz a produção total de bens e serviços. Isso significa que o país está operando abaixo de sua capacidade produtiva, o que pode levar a um menor crescimento econômico. A DESIGUALDADE NA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA PODE OCASIONAR A DIMINUIÇÃO DA DEMANDA AGREGADA? Sim, a desigualdade na distribuição de renda pode ocasionar diminuição na DA – Demanda Agregada (que é o valor total de todos os bens e serviços que os consumidores estão dispostos e são capazes de comprar em um determinado período), sobretudo pelo fato de que a propensão marginal ao consumo (PMC) tende a ser menor entre as pessoas mais pobres comparativamente às mais ricos. O QUE É PROPENSÃO MARGINAL AO CONSUMO (PMC)? A PMC é um conceito econômico que indica a proporção da renda adicional que um indivíduo gasta em consumo, em vez de poupar. Em outras palavras, a PMC mede a tendência de uma pessoa gastar renda adicional (como um aumento salarial ou um bônus inesperado) em bens e serviços. Dessa forma, a concentração de renda pode limitar a mobilidade social e intensificar a polarização econômica e social, gerando potenciais tensões e conflitos entre indivíduos e grupos. TEORIAS ECONÔMICAS SOBRE O EMPREGO: CLÁSSICA, NEOCLÁSSICA E KEYNESIANA Visão clássica (ou Lei dos Mercados): Defende que os Governos não devem interferir no mercado de trabalho, devido a possibilidade de ocorrerem distorções levando a ineficiência econômica. Na visão clássica do mercado do emprego, a política governamental deve estar preocupada em garantir o alcance da estabilidade econômica, promovendo livre concorrência , desta forma e naturalmente, possibilitando com que o mercado se autorregule naturalmente à oferta e demanda. Visão neoclássica: diz que o desempregado é causado por distorções no mercado de trabalho, como o estabelecimento de um salário mínimo ou pela rigidez das leis trabalhistas. Ainda aponta a "culpa" do desemprego aos sindicados que impedem uma livre negociação entre empregados e empregadores. Entretanto, essa visão também enfrenta críticas. Em particular, alguns argumentam que os mercados não são perfeitamente competitivos e que outras forças, além da oferta e demanda, podem alterar a busca pelo equilíbrio. Os mercados não são perfeitamente competitivos por várias razões. Algumas delas incluem: • Informação imperfeita: quer dizer que nem todos os participantes do mercado têm a mesma informação sobre os bens e serviços disponíveis, o que pode levar a uma distribuição desigual de recursos. • Poder de mercado: algumas empresas podem ter um controle significativo sobre o preço de um bem ou serviço devido à sua dominância no mercado. Isso é particularmente verdadeiro em um monopólio (um vendedor único) ou em um oligopólio (poucos vendedores). • Barreiras à entrada: em alguns mercados, pode ser difícil ou impossível para novas empresas entrar e competir. As barreiras podem ser devido a regulamentações governamentais, altos custos de entrada, controle de recursos escassos, entre outros. Visão Keynisiana: diz que a economia pode experimentar períodos de desemprego involuntário (trabalhadores querem trabalhar, mas não encontram trabalho), nos quais a ação da Demanda Agregada (bens + serviços) não é capaz de ser geradora de empregos. · Como a demanda agregada é volátil, ela poderá ser influenciada por diferentes fatores, como: mudança na confiança do consumidor, políticas governamentais, economia externa etc. Na visão keynisiana, essa falha deve ser corrigida da seguinte forma: o Governo, poderia ser indutor e o facilitador, através de uma intervenção - aumentando os gastos governamentais bem como os investimentos em tempos de recessão econômica, assim, a participação do governo é essencial na promoção de empregos. A característica principal da Escola Keynesiana sobre o Emprego é Promoção do pleno emprego. A Escola Keynesiana acredita que o pleno emprego não ocorre automaticamente no mercado, como nas escolas Clássica e Neoclássica.