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Consciência socioambiental e sustentabilidade Você vai estudar os conceitos de consciência socioambiental, sustentabilidade e o contexto de aplicação da legislação ambiental vigente. É fundamental atuarmos frente aos desafios socioambientais enfrentados pela humanidade atualmente, assim como reconhecermos que a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável são bases para uma sociedade mais justa, desenvolvida e comprometida com as futuras gerações. Prof. Igor Musauer Kessous, Profa. Juliana Velloso Durão 1. Itens iniciais Objetivos Reconhecer políticas internacionais e definições de consciência socioambiental e sustentabilidade. Identificar as principais leis ambientais brasileiras sob uma perspectiva histórica. Reconhecer a importância de cada um na gestão comunitária do meio ambiente. Introdução Provavelmente você já ouviu falar em consciência socioambiental e sustentabilidade. Esses temas vêm sendo muito recorrentes nos veículos de comunicação, principalmente pela urgência de seu entendimento pela sociedade em face da crise climática que estamos presenciando. É inequívoco que os seres humanos tiveram — e têm — grande impacto na modificação do planeta Terra, tanto estruturalmente quanto climaticamente. Desde a Pré-História (período anterior a 3.500 a.C.), na ascensão dos humanos, são retratados eventos de colonização de novas regiões e o consequente “rastro” deixado, devido principalmente ao desenvolvimento da agricultura e à caça de animais. Contudo, somente após a Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, esses “rastros” evoluíram de forma exponencial, com o crescimento de áreas urbanas e o forte extrativismo de recursos naturais para fins lucrativos. Em conjunto com o desenvolvimento industrial das cidades, o “dano colateral” da degradação ambiental também ocorreu de forma exponencial, levando à contaminação de águas e solos e à poluição atmosférica. A emissão dos gases de efeito estufa na atmosfera, como a de CO2 apresentada no gráfico a seguir, foi e vem sendo um dos maiores causadores da crise climática. Gráfico: Emissão anual de gás carbônico na atmosfera. Diante disso, é importante compreender que todos nós somos parte do planeta e podemos contribuir para frear as mudanças climáticas e outros desafios socioambientais, como a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas naturais. Neste conteúdo, definiremos os conceitos de consciência socioambiental e sustentabilidade, importantes para a formação de cidadãos comprometidos com as gerações atuais e futuras. Estudaremos a legislação ambiental brasileira e seu histórico, assim como a importância dos programas de gestão comunitária do meio ambiente. Avanços importantes foram realizados nas últimas duas décadas quanto à promoção de sustentabilidade e conscientização ambiental por parte da população, no Brasil e no mundo, mas muito ainda precisa ser feito e aprimorado. • • • Destruição provocada pela passagem do furacão Florence, nos Estados Unidos. 1. Políticas e definições de consciência socioambiental e sustentabilidade A consciência socioambiental Assista ao vídeo a seguir para compreender o que é consciência socioambiental e qual é a sua relação com a sociedade e o meio ambiente. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O termo socioambiental vem da união dos termos social e ambiental, pois esses elementos e problemas, por vezes, são indissociáveis. Por exemplo, inúmeras doenças são causadas pela falta de saneamento básico em determinadas regiões do Brasil, o que representa um desafio social e ambiental. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que aproximadamente 88% das mortes causadas por diarreia ocorrem por falta de saneamento básico e higiene precária. Estima-se que anualmente 15 mil pessoas morram e 350 mil sejam internadas no Brasil devido a doenças ligadas à precariedade do saneamento básico (Jornal da USP, 2020). Comunidade em Ilhéus, BA, com esgoto a céu aberto. Um exemplo também atual se refere às consequências das mudanças climáticas. As pessoas mais vulneráveis, que vivem em situações de pobreza, habitando moradias irregulares e precárias, em encostas ou nas margens de rios, são as atingidas em maior quantidade e intensidade pelas chuvas e outros eventos climáticos extremos, como ciclones, secas, furacões e ondas de calor. Em 2024, as ondas de calor no Brasil provocaram sensação térmica de 62°C. Tais eventos evidenciam a vulnerabilidade da parcela mais carente da população e a restrita atuação do poder público frente aos desafios ambientais, sempre intensificados por questões sociais, políticas e econômicas. É fundamental que entendamos os problemas socioambientais não apenas em sua face ecológica, mas também considerando as consequências que podem ser levadas para a sociedade. A questão socioambiental é diretamente relacionada à desigualdade social. Como retratado acima, são diferentes escalas de problemas sociais associados a desordens ambientais. Saiba mais A OMS aponta que cerca de um quarto da população mundial não tem acesso a condições básicas de saneamento e cerca de 500 milhões de pessoas defecam ao ar livre (WHO, 2021). A evolução da cadeia produtiva resultou no desenvolvimento da medicina, da ciência, da tecnologia, da comunicação, entre outros. No entanto, a falta de planejamento causada por essa produção e pelo consumo desenfreado levou o nosso planeta a uma crise ambiental sem precedentes. O processo de conscientização individual e coletivo da questão socioambiental representa o primeiro passo no combate dessa problemática. Nesse sentido, tornar-se consciente sobre a problemática socioambiental que existe no Brasil e no planeta é um primeiro passo fundamental de todo cidadão, que tem o direito e dever de estar informado sobre o contexto em que vive. Como cidadão, o poder de voto, de cobrança e de decisão de consumo, pode interferir e direcionar melhor as políticas governamentais e as ações empresariais. Escolhas de consumo consciente e geração de menos lixo (e destinação correta do lixo para reaproveitamento ou reciclagem) são ações individuais básicas e eficazes para cidadãos atentos e despertos. O processo de conscientização individual e coletivo sobre a questão socioambiental representa um primeiro movimento no combate dessa problemática. Reflexão Você sabia que hoje no Brasil mais de 1 milhão de pessoas ainda vivem sem banheiro em casa?De acordo com o Censo 2022, há 367 mil lares sem banheiro, nem mesmo externo ou precário. Enquanto isso, na outra ponta, 5,4 milhões de pessoas vivem em casas com quatro banheiros ou mais. O Piauí enfrenta a pior situação do país, em que 5% da população vivem nessas condições. O quadro é crítico em 169 municípios, em que 10% da população habita lares sem banheiros ou sanitário. Em todo o país, há ainda 2,4 milhões de pessoas em domicílios com instalações externas ou insalubres. O Brasil se comprometeu a eliminar essa situação até 2030, seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A importância da consciência socioambiental Neste vídeo, assista à entrevista com as professoras Beatriz Neves e Juliana Durão sobre ondas de calor, eventos climáticos extremos e sobre a relação entre meio ambiente e desigualdade global. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 1 Leia atentamente as frases abaixo: I. A consciência socioambiental é definida pela consciência exclusiva de chefes de Estado em relação à biodiversidade do planeta. II. A consciência socioambiental informa à população sobre as consequências dos meios de produção e a problemática ambiental associada. III. O voto, as cobranças e decisões de consumo individuais de cada cidadão têm poder de pressionar e interferir em políticas governamentais e empresariais. Está correto o que se afirma em: A I e II apenas. B I e III apenas. C II apenas. D I apenas. E II e III apenas. A alternativa E está correta. Nada comunidade científica e tecnológica O papel principal da comunidade científica se refere ao fomento intelectual de pesquisa sobre o meio ambiente e desenvolvimento sustentável, fornecendo ao Estado e à população esses dados. Cabe à comunidade cientifica e tecnológica a melhora na comunicação e na cooperação, facilitando o uso apropriado dos dados e conhecimentos gerados. Os cientistas devem ser independentes de interesses econômicos, de modo que não possuam restrições na divulgação dos dados, mesmo que influenciem na imagem e reputação de empresas e governos. A importância da comunidade científica Este vídeo aborda a participação dos diferentes grupos da sociedade no desenvolvimento sustentável, possíveis ações e contribuições de cada um deles. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Desse modo, os órgãos competentes e a comunidade científica e tecnológica devem interagir mutuamente e propor novas estratégias de desenvolvimento baseadas no conhecimento gerado. Cabe aos órgãos públicos proporcionarem estrutura e fomento a essas pesquisas e, ao mesmo tempo, cabe à comunidade cientifica e tecnológica estabelecer soluções. Esse diálogo auxiliará a comunidade científica e tecnológica a definir prioridades de pesquisa e propor medidas para soluções construtivas. A importância dos agricultores Uma vez que a agricultura engloba grande parte da superfície terrestre (cerca de um terço), é importante a participação efetiva de grandes e pequenos agricultores na gestão comunitária. Devido ao aumento da demanda da população mundial, a agricultura cresceu de forma exponencial, tornando-se, por vezes, um problema ambiental principalmente quanto ao uso de recursos naturais não renováveis e desmatamento. Dessa forma, é necessário que agricultores prezem por uma agricultura sustentável. Devem ser estimuladas práticas tecnológicas de desenvolvimento sustentável para pequenos e grandes agricultores, que incluam a redução do uso de insumos e energia, além de promover a participação de agricultores na implementação de políticas ambientais, tendo em vista o desenvolvimento não só de sua lavoura, mas também o desenvolvimento ambiental, social e econômico da população e da região onde se encontram. Diferentes grupos voltados para o desenvolvimento sustentável Neste vídeo, você verá as primeiras discussões ambientais e legislações voltadas para o meio ambiente no país. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 1 A gestão comunitária do meio ambiente visa, entre outros aspectos, à integração de governos, entidades e comunidades na gestão ambiental de determinado local. Sendo assim, é necessário que cada membro da comunidade entenda seu papel e contribua para o desenvolvimento sustentável. Assinale a alternativa correta a respeito da importância dos indígenas na gestão comunitária do meio ambiente. A Os povos indígenas desenvolveram através de gerações conhecimentos científicos e culturais sobre uso e manejo de suas terras. Dessa forma, por meio do intercâmbio de conhecimento, também cooperam na criação de políticas públicas de manejo de recursos naturais e desenvolvimento sustentável. B Os povos indígenas têm grande importância principalmente por controlar a economia dessas regiões. Por isso, devem participar promovendo investimentos em políticas públicas de manejo de recursos naturais e desenvolvimento sustentável. C Os povos indígenas desenvolveram ao longo das gerações tecnologias agrícolas necessárias para um desenvolvimento mais sustentável de suas terras. Dessa forma, devem ceder esses conhecimentos tecnológicos para o desenvolvimento de políticas públicas de manejo nesse âmbito. D Os povos indígenas foram muito prejudicados desde a colonização do Brasil. Dessa forma, é essencial que participem na gestão de suas terras remanescentes como forma de indenização histórico-cultural. E Os povos indígenas, por conhecerem as florestas, devem se aliar às ONGs, auxiliando-as a promover políticas públicas de meio ambiente a nível internacional. A alternativa A está correta. Os conhecimentos científicos e culturais dos povos indígenas foram desenvolvidos por gerações nas florestas brasileiras, contudo, ao longo do tempo, muitas dessas informações se mantiveram exclusivas desses povos. A partir do compartilhamento, essas informações, somadas a outros conhecimentos científicos, auxiliam na formulação de políticas públicas voltadas à conservação das terras. Exemplos de programas de gestão comunitária Os programas de gestão comunitária podem e devem ser aplicados em todas as regiões do Brasil. Contudo, nos últimos anos, a região amazônica tem sido o foco desse tipo de gestão, principalmente pela sua importância internacional e pela grande presença de povos indígenas. Nesse sentido, o governo brasileiro propôs o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), visando à criação e manutenção de Unidades de Conservação (UCs) no longo prazo (2002-2039). Saiba mais Dentre os objetivos do ARPA, destaca-se a conservação da biodiversidade e ecossistemas de forma interativa com as comunidades locais, a fim de alcançar um desenvolvimento sustentável participativo, financeiramente independente e descentralizado. Um documento publicado em 2018 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou alguns resultados referentes a diferentes objetivos de gestão comunitária: Gestão integrada de unidades de conservação e terras indígenas Em UCs dos estados Pará — inclusive na Reserva Extrativista do Xingu —, Tocantins, Acre, Roraima e Maranhão, foram promovidas ações de gestão territorial, a partir da troca de saberes entre extrativistas e indígenas, da vigilância e proteção dos entornos de UCs e terras indígenas e da implementação de atividades sustentáveis. Conservação e manejo de recursos naturais Em UCs do Amazonas e do Amapá foram realizadas ações de conservação e monitoramento de quelônios (grupo das tartarugas) e jacarés, manejo do pirarucu (incentivando meios de renda alternativa) e gestão participativa da pesca. Fortalecimento da organização comunitária Em UCs de Roraima, do Amazonas, do Pará e do Acre foram realizados projetos de capacitação das comunidades locais para uso sustentável de recursos naturais e de incentivo da visitação em parques nacionais, bem como planos de fortalecimento das comunidades e iniciativas de vigilância, organização comunitária e educação ambiental. Produção agroecológica Em UCs do Acre, do Amazonas e de Mato Grosso foram realizados projetos de promoção de conhecimentos científicos e técnicos para o fortalecimento de culturas (como o cacau nativo), assim como projetos acerca da energia elétrica fotovoltaica — para conservação de produtos perecíveis —, da prevenção de impactos sociais e ambientais e do desenvolvimento de atividades sustentáveis com ribeirinhos. Formação e capacitação de lideranças Em UCs do Amazonas e do Acre, foram desenvolvidos projetos de capacitação e fortalecimento de jovens lideranças, de forma protagonista, bem como projetos de gestão participativa por meio de ações práticas em suas comunidades. Assim como o Arpa, outras iniciativas de gestão comunitária do meio ambiente estão apenas no começo, contudo, importantes resultados relativos ao manejo de recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável já são observados. Para a continuidade e o aprimoramento dessas medidas, são necessários maiores aportes de fundos para esses tipos de projeto, mediante editais dos governos e da comunidade internacional. Além disso, é importante estreitar o conhecimento acadêmico e as ações conservacionistas de forma a alcançar resultados mais consistentes e rápidos na conservação das florestas brasileiras e no desenvolvimento de suas comunidades associadas. Agroecologia - Plantar Água Neste vídeo, o professor Igor Kessous apresenta a agroecologia e explica como esse modelo de produção pode contribuir para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Conteúdo interativo Acesse a versãodigital para assistir ao vídeo. Atividade 2 A Amazônia, com sua imensa riqueza natural desempenha serviços ecológicos cruciais para sustentar as diferentes formas de vida que habitam a Terra, inclusive a nossa, seres humanos. Apesar disso, a Amazônia sofre severos impactos de degradação e enfrenta inúmeros desafios para sua conservação. Qual das seguintes alternativas descreve corretamente uma estratégia eficaz para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas da Amazônia? A Implementar políticas de desmatamento controlado para a expansão agrícola. B Promover programas de gestão comunitária que envolvam ativamente as comunidades locais. C Incentivar a migração de populações urbanas para áreas de floresta nativa da Amazônia. D Estabelecer reservas naturais exclusivamente administradas pelo governo federal. E Introduzir espécies exóticas para aumentar a diversidade biológica. A alternativa B está correta. Promover programas de gestão comunitária que envolvam ativamente as comunidades locais é uma estratégia eficaz para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas da Amazônia. Essa abordagem reconhece o conhecimento e a importância das comunidades locais na proteção ambiental, promovendo um desenvolvimento sustentável e participativo. O desmatamento leva à degradação ambiental. Incentivar a migração pode aumentar a pressão sobre os recursos naturais. A administração exclusiva pelo governo não engaja e inclui as comunidades locais. A introdução de espécies exóticas é causa de desequilíbrio ecológico e perda da biodiversidade nativa. Compromisso individual com as questões socioambientais De acordo com o PNUMA, órgão da ONU responsável pela agenda ambiental, estamos vivenciando três crises planetárias: a crise climática, a crise da natureza e a crise da poluição e dos resíduos. Alimentadas por um consumo e uma produção insustentáveis, as três crises estão destruindo os sistemas naturais que permitem às nossas economias prosperar. Nesta próxima década decisiva para o futuro do planeta, precisamos reunir pessoas e agir como nunca. Cada ação individual conta. Comentário Apesar de sabermos que os grandes motores de mudança são os setores industrial e agrícola, já que juntos são responsáveis por mais da metade da água consumida em todo o Brasil, por exemplo, além de terem grande responsabilidade sobre a emissão de gases poluentes e poluição de rios e mananciais, é preciso que cada indivíduo se comprometa e busque melhorar suas escolhas e hábitos em prol de opções sustentáveis.Muitas pessoas não enxergam o potencial das ações individuais para a conservação do meio ambiente. Afinal, são pequenos hábitos. É preciso pensar que não são apenas os atos de cada um que farão a diferença, mas, sim, a coletividade, os muitos fazendo a sua parte. Compartilhando a responsabilidade da mudança, pode-se ajudar a diminuir a degradação do planeta. A seguir apresentamos sugestões de mudanças que podem ser incorporadas no dia a dia dos cidadãos para ajudar a frear as crises socioambientais que enfrentamos: Dê preferência aos produtos de procedência sustentável e empresas comprometidas com as questões socioambientais Existem diversas empresas que buscam produzir da maneira mais sustentável possível, utilizando materiais recicláveis, buscando processos produtivos menos poluentes, maior eficiência energética e utilizando fontes renováveis de energia. Sempre busque saber sobre o compromisso socioambiental da marca antes de comprar seus produtos ou contratar seus serviços. Quando for investir seu dinheiro, se preocupe em não investir em setores que degradam o meio ambiente ou geram conflitos socioambientais. Utilize objetos de metal e vidro que possam ser reutilizados Objetos de vidro e metal têm uma durabilidade maior do que os de plástico. Dessa maneira, são descartados em menor quantidade. Além disso, quando enviados para reciclagem, possuem maior atratividade econômica e são mais reciclados. Busque reduzir sua geração de lixo e direcione seu lixo para reciclagem Reduzir é mais importante sempre, ação que vem antes da reciclagem, que é considerado um processo energointensivo. Composte seu lixo orgânico Envie seu lixo orgânico para compostagem ou tenha um minhocário em casa. Você pode ter uma composteira doméstica em casa e gerar adubo para plantas. O envio de resíduos orgânicos para aterros sanitários gera a emissão de gás metano, um gás de efeito estufa muito mais potente do que o CO2. Evite utilizar produtos descartáveis O plástico demora mais de 100 anos para degradar na natureza. Busque usar sempre produtos reutilizáveis e elimine os descartáveis da sua vida. Inicie um grupo de caronas ou vá de transporte público para o seu trabalho O setor de transporte é um dos mais emissores de gases de efeito estufa e de poluição. Além de gerar mais saúde para você, buscar ir a pé ou de bike é sempre a melhor opção. Caso não seja possível, vá de transporte público ou organize um esquema de carona. Prefira documentos digitais Uma única folha de papel demanda 10 litros de água para ser produzida. Utilizando recursos digitais para assinar e encaminhar documentos, você evita o gasto desnecessário. Coma mais plantas Mudar para uma dieta baseada em vegetais pode reduzir a pegada de carbono anual de um indivíduo em até 2,1 toneladas com uma dieta vegana ou em até 1,5 toneladas para vegetarianos, de acordo com a ONU. Busque utilizar eletricidade e água com mais racionalidade na sua residência Sempre que sair de um cômodo, lembre-se de desligar a luz. Não deixe os aparelhos eletrônicos sempre ligados (isso pode ser até perigoso) e na hora de tomar banho e lavar louça, use racionalmente a água. A maioria das pessoas não sabe qual é o seu consumo mensal de energia e água, acompanhe seu gasto, monitore as mudanças de consumo ao longo do ano. Busque consumir produtos locais e sazonais Como o setor de transporte é muito poluente, buscar consumir localmente é uma boa forma de minimizar o impacto ambiental das suas escolhas. Sempre que puder, conserte Se algum objeto quebrar na sua casa, não descarte imediatamente. Lembre-se que para esse produto ser feito, foram utilizados muitos recursos naturais, sendo a grande maioria finitos. Por isso, busque reparar sempre, antes de trocar por um novo. Busque usar menos avião Deixe o uso do avião para as viagens que só podem ser feitas dessa forma e são inevitáveis. O setor aéreo é responsável por grande emissão de gases de efeito estufa, por isso sempre que puder, utilize outros modais para suas viagens. Reduza o desperdício de alimentos Ao comer apenas o que necessita e ao reduzir o desperdício alimentar, um indivíduo pode reduzir a sua pegada de carbono em até 1,3 toneladas anualmente. Não só reduziremos as emissões pela redução do desperdício alimentar, como também seremos mais saudáveis, pouparemos dinheiro e protegeremos os nossos preciosos recursos para as gerações futuras. Use materiais sustentáveis na construção Faça da sua casa um centro de sustentabilidade. Da próxima vez que planejar um projeto de construção ou mesmo uma pequena reparação, verifique as credenciais ecológicas dos materiais que utiliza. Algumas espécies de madeira são produzidas de forma mais sustentável, por exemplo. Estima- se que os edifícios e a construção geram um terço do total de resíduos do mundo – além de quase 40% das emissões de CO2 relacionadas com a energia. Essas foram algumas sugestões do que um indivíduo pode fazer em prol de um planeta mais justo e sustentável. Você não precisa colocar em prática todas elas, mas pode escolher alguma ou algumas para começar a fazer sua parte. Sugiro arregaçar as mangas e começarmos já! 12 ações em prol de uma vida mais sustentavel Neste vídeo, assista a uma entrevista sobre o compromisso individual com as questões socioambientais e as 12 ações individuais que podemos realizar em prol de uma vida mais sustentável. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 3 Após estudarmos sobre asformas de você, cidadão, fazer sua parte por um planeta mais sustentável em termos sociais e ambientais, marque a alternativa abaixo que corresponde a uma dessa ações benéficas para o planeta: A Usar seu carro para ir ao trabalho sozinho, diariamente, enquanto poderia utilizar um transporte público de qualidade ou fazer um esquema de rodízio de caronas com colegas. B Buscar ter uma alimentação mais rica em vegetais e não tão dependente de carne vermelha, bovina. C Deixar seus eletrônicos ligados direto na tomada, usando ou não, dia após dia. D Sempre que algo em sua casa quebrar, trocar imediatamente por um produto novo. E Consumir roupas de marcas que exploram a mão de obra. A alternativa B está correta. O consumo da carne bovina tem grande impacto no meio ambiente. São usadas grandes quantidades de água para a produção pecuária, o impacto na degradação do solo é intenso, assim como é crítica a emissão dos gases de efeito estufa que aquecem o planeta e estão relacionados às mudanças climáticas. Bovinos liberam muito metano na atmosfera, um gás poluente de contribuição muito mais potente do que o gás carbônico para o efeito estufa. 4. Conclusão Considerações finais O processo de consciência socioambiental é complexo e engloba diferentes esferas, sendo a conscientização a primeira etapa para se alcançar o desenvolvimento sustentável, que preconiza manter a capacidade do planeta de suprir as necessidades da geração atual, assim como das futuras. Atualmente nos deparamos com inúmeros desafios socioambientais e, por isso, precisamos, como cidadãos e como profissionais, atuarmos para melhorar o cenário de degradação ambiental atual. A consciência socioambiental global foi o gatilho do desenvolvimento de políticas locais e nacionais para se alcançar a sustentabilidade. Os países signatários da ONU, após diversas conferências e reuniões ocorridas na segunda metade do século XX, como a Rio-92, propuseram objetivos para alcançarmos o modelo de desenvolvimento sustentável, pensando no bem-estar econômico, social e ambiental da sociedade. A partir de discussões internacionais e nacionais, o Brasil elaborou leis referentes ao manejo de recursos naturais e à proteção das florestas, de outros ecossistemas e da biodiversidade associada, abordando poluição, crimes ambientais, entre outros. O marco da legislação ambiental brasileira foi a Política Nacional do Meio ambiente, que englobou leis anteriores e embasou leis e medidas posteriores sobre a questão ambiental. Ele é robusto e precisa apenas ser colocado em prática. Para alcançar o desenvolvimento sustentável, é importante implantarmos um modelo de gestão participativa do meio ambiente, ou seja, uma gestão em que diversas esferas da sociedade estejam envolvidas e tenham voz na ação e elaboração de medidas, trabalhando de forma cooperativa. Esse tipo de gestão ainda é importante para a descentralização do poder e do domínio das leis pelos órgãos públicos, tornando as políticas mais justas e efetivas para toda a comunidade envolvida. Podcast O especialista irá demonstrar que, mesmo após a elaboração de leis importantes sobre a conservação do meio ambiente, os órgãos reguladores vêm perdendo força. Esse aspecto envolve questões políticas, sociais e econômicas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. • • • • • • • Explore + Para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto: Assista ao vídeo sobre a Rio-92, disponível no YouTube: A Cúpula da Terra - Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992). Leia na íntegra o documento Fortalecimento comunitário em unidade de conservação: desafios, avanços e lições aprendidas no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), publicado pelo Ministério do Meio Ambiente e disponível no portal do ICMBio. Veja no texto de Carolina Cunha, publicado no portal UOL, a relação do meio ambiente com pandemias, como no caso do Coronavírus: Coronavírus - Qual é a relação entre o meio ambiente e pandemias de vírus. Acesse o portal das Nações Unidas no Brasil, no qual você encontra os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável na íntegra. Leia cada um para compreender melhor o que foi discutido neste estudo. Assista ao documentário A história das coisas, disponível no YouTube, e entenda um pouco mais sobre os nossos padrões de consumo enquanto sociedade, e a necessidade de sermos mais sustentáveis. Leia o livro Ideias para adiar o fim do mundo, do ambientalista, filósofo e líder indígena Ailton Krenak, que fala sobre a relação da humanidade com a natureza e como nossas ações podem acabar com o planeta. Referências BRASIL. Câmara dos Deputados. Legislação brasileira sobre meio ambiente. 2. ed. Brasília, DF: Edições câmara, 2010. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Fortalecimento comunitário em unidade de conservação: desafios, avanços e lições aprendidas no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). Brasília, DF: MMA, 2018. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. Agenda 21. 1992. Consultado na internet em: 17 set. 2021. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. A ONU e o meio ambiente. 16 set. 2020. Consultado na internet em: 18 set. 2021. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Consultado na internet em: 18 set. 2021. SOS MATA ATLÂNTICA. Mata Atlântica. Consultado na internet em: 18 set. 2021. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO. Progress on household drinking water, sanitation and hygiene 2000-2020: five years into the SDGs. 2021. WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO. The United Nations Children’s Fund. Diarrhoea: Why children are still dying and what can be done. 2009. WWF-BRASIL. O que é desenvolvimento sustentável? WWF-Brasil. Consultado na internet em: 20 set. 2021. Consciência socioambiental e sustentabilidade 1. Itens iniciais Objetivos Introdução 1. Políticas e definições de consciência socioambiental e sustentabilidade A consciência socioambiental Conteúdo interativo Saiba mais Reflexão A importância da consciência socioambiental Conteúdo interativo Atividade 1 O que é desenvolvimento sustentável? Já ouviu falar de ESG? Sustentabilidade e o dia da sobrecarga da terra Conteúdo interativo Atividade 2 Como alcançar o desenvolvimento sustentável? Metas para um desenvolvimento sustentável Conteúdo interativo Jogo de memória dos ODS Conteúdo interativo Atividade 3 Rio-92: marco global em prol do ambiente e sustentabilidade Agenda 21 Carta da Terra Convenções da Biodiversidade, Desertificação e Mudanças climáticas Declaração de Princípios sobre Florestas Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento Comentário Convenção da Diversidade Biológica Conteúdo interativo Atividade 4 Principais desafios ambientais e riscos globais da atualidade Atenção Desmatamento Perda da biodivesidade Degradação do solo Você sabia que já vivemos uma emergência climática? Conteúdo interativo Atividade 5 2. Legislação ambiental no Brasil Início das discussões sobre meio ambiente no Brasil Decreto nº 23.793, de 23 de janeiro de 1934: Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965: Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967: Lei nº 6.225, de 14 de julho de 1975: Decreto de Lei nº 1.413, de 14 de agosto de 1975: Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980: Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981: Primeiras leis ambientais no Brasil Conteúdo interativo Atividade 1 Política Nacional do Meio Ambiente e CF 88 Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente Conteúdo interativo Atividade 2 Criação do Ibama, regulamento de agrotóxicos e crimes ambientais A criação do Ibama (Lei nº 7.735/89) Saiba mais Tipos de unidades de conservação Conteúdo interativo Saiba mais Novo código florestal e lei do patrimônio genético Crime contra a fauna Crime contra a flora Poluição e outros crimes Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio culturalCrimes contra a administração ambiental Lei dos crimes ambientais (Lei nº 9.605/98) Conteúdo interativo Atividade 3 O novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) Comentário Lei do Patrimônio genético (Lei nº 13.123/2015) Saiba mais Novo código florestal e lei do patrimônio genético Conteúdo interativo Atividade 4 3. Gestão comunitária do meio ambiente O que é gestão comunitária do meio ambiente? O que é Gestão Comunitária do Meio Ambiente? Conteúdo interativo A importância das mulheres Rachel Carson (1907 – 1964) Jane Goodall (1934) Wangari Maathai (1940 – 2011) Vandana Shiva (1952) Sheila Watt- Cloutier (1953) A importância das crianças e dos adolescentes A importância de populações indígenas Saiba mais A importância das ONGs A importância das autoridades locais A importância dos trabalhadores e dos sindicatos A importância do comércio e da indústria A importância da comunidade científica e tecnológica A importância da comunidade científica Conteúdo interativo A importância dos agricultores Diferentes grupos voltados para o desenvolvimento sustentável Conteúdo interativo Atividade 1 Exemplos de programas de gestão comunitária Saiba mais Gestão integrada de unidades de conservação e terras indígenas Conservação e manejo de recursos naturais Fortalecimento da organização comunitária Produção agroecológica Formação e capacitação de lideranças Agroecologia - Plantar Água Conteúdo interativo Atividade 2 Compromisso individual com as questões socioambientais Comentário Dê preferência aos produtos de procedência sustentável e empresas comprometidas com as questões socioambientais Utilize objetos de metal e vidro que possam ser reutilizados Busque reduzir sua geração de lixo e direcione seu lixo para reciclagem Composte seu lixo orgânico Evite utilizar produtos descartáveis Inicie um grupo de caronas ou vá de transporte público para o seu trabalho Prefira documentos digitais Coma mais plantas Busque utilizar eletricidade e água com mais racionalidade na sua residência Busque consumir produtos locais e sazonais Sempre que puder, conserte Busque usar menos avião Reduza o desperdício de alimentos Use materiais sustentáveis na construção 12 ações em prol de uma vida mais sustentavel Conteúdo interativo Atividade 3 4. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referênciasfrase (I), o erro se encontra na atribuição da consciência socioambiental apenas aos chefes de Estado e à biodiversidade, quando na verdade deve ser atribuída à população como um todo e considerar também outros aspectos além da biodiversidade, como o social, o econômico e o ambiental. As demais frases se encontram corretas, (II) a consciência socioambiental tem como um dos objetivos informar sobre as consequências das ações individuais e dos meios de produção para o meio ambiente e (III) cada cidadão precisa agir com responsabilidade e entender o poder do seu voto, das suas ações de cobrança e consumo consciente frente às políticas do governo e de empresas, em prol de um meio ambiente equilibrado, saudável e próspero para esta e as futuras gerações. O que é desenvolvimento sustentável? A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU) definiu desenvolvimento sustentável como um modelo de desenvolvimento que considera as necessidades da atual geração, assim como as necessidades das gerações futuras. A ideia é buscarmos modelos de desenvolvimento que sejam regenerativos e considerem os limites planetários. No entanto, isso não vem acontecendo. Para nos dar a ideia de como andamos consumindo nossos recursos naturais, foi criado o dia da sobrecarga da Terra. A cada ano, esse dia marca o momento em que a humanidade já consumiu todos os recursos naturais que o planeta pode renovar, ou seja, pode nos prover naquele ano. Quem mede esse índice anualmente é a ONG GFN – Global Footprint Network. Acontece que, desde que esse indicador começou a ser utilizado, entramos em débito com o planeta com mais antecedência a cada ano, ou seja, o dia é marcado antes de o ano terminar e cada vez mais cedo. O dia da sobrecarga da Terra é o dia que foi definido como símbolo do nosso uso desenfreado e insustentável de recursos naturais. Em 2023, no dia 02 agosto, utilizamos todos os recursos naturais que poderíamos consumir durante o ano todo. Após a data, tudo o que foi produzido e consumido foi além da capacidade do planeta. A sustentabilidade possui três pilares dependentes entre si, nenhum pode existir sem o outro no longo prazo: o ambiental, o social e o econômico. Os três pilares da sustentabilidade. Já ouviu falar de ESG? Hoje, grande parte das empresas tem utilizado uma nova nomenclatura para tratar das questões socioambientais, ESG (environmental, social and governance). No Brasil, usa-se também a sigla ASG (ambiental, social e governança). Independentemente do nome, sustentabilidade ou ESG, o importante é que as estratégias, o plano de negócio e as políticas de todas as corporações incorporem, efetivamente, as questões ambientais, sociais e de governança e que elas ganhem tanto peso quanto as questões econômicas. Sustentabilidade e o dia da sobrecarga da terra Este vídeo aborda temas como desenvolvimento sustentável, sustentabilidade e o dia da sobrecarga da terra. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 2 A incorporação de questões socioambientais na agenda empresarial tem ganhado mais peso recentemente. Com base no exposto sobre ESG, qual das empresas hipotéticas citadas abaixo você indicaria como realmente comprometida com as questões socioambientais: A A empresa CAP produz relatórios de sustentabilidade anualmente, porém tem tido enormes problemas com a comunidade ao entorno de sua fábrica por conta da poluição do rio local, que passou a ser impróprio para o banho após sua instalação e operação, por conta do despejo de materiais impróprios oriundos do seu processo produtivo. B A empresa FNT estimula que seus funcionários realizem trabalho voluntário para divulgar em suas redes sociais, no entanto, não paga hora extra aos seus funcionários que realizam jornadas de trabalho extenuantes. C A empresa GAT produz peças de roupa e em uma de suas campanhas de marketing se define como marca sustentável por ter utilizado em uma peça algodão orgânico. No entanto, ela utiliza trabalho subvalorizado e explorado em suas fábricas na Ásia. D A empresa SEQUOIA produz roupas de alta qualidade e durabilidade. Toda a produção é feita por mulheres, que são bem remuneradas e vivem no entorno de sua fábrica. Eles buscam a eficiência energética em seus processos produtivos e a redução das emissões de gases de efeito estufa e de outros poluentes. Suas campanhas de marketing não estimulam a compra excessiva de roupas, mas sim a compra de poucas peças, duráveis e atemporais. E A empresa VIRTU é conhecida por produzir materiais para a indústria de construção civil. Ela se comprometeu com várias metas climáticas e foi considerada referência no seu setor por conta disso. No entanto, por conta de questões financeiras, não vem cumprindo as metas estabelecidas e passou a emitir mais gases de efeito estufa nos últimos anos. A alternativa D está correta. A empresa SEQUOIA que se preocupa em produzir produtos duráveis, que não serão descartados rapidamente, incentiva a igualdade de gênero, buscando empregar mulheres, remunera bem suas empregadas e busca mão de obra local e eficiência energética na sua produção, contribuindo com o meio ambiente. Além do trabalho importante de divulgação baseada no consumo consciente. Como alcançar o desenvolvimento sustentável? O desenvolvimento deve ser planejado tendo em vista a melhor utilização dos recursos naturais, sejam eles renováveis ou não renováveis (aqueles que são finitos) e considerando o atendimento das necessidades básicas da população. É importante ressaltar que não somente nossa sociedade atual depende desse modelo de desenvolvimento, mas também as próximas gerações. O desenvolvimento sustentável leva mais em conta a qualidade da produção do que a quantidade, visando à reutilização de produtos, reinserindo-os como matéria-prima nos processos produtivos após o final de sua vida útil, e à redução do uso de matérias-primas. Sendo assim, nos países em desenvolvimento como o Brasil, é importante ter em vista que, para alcançar maiores patamares de riqueza, não é necessário seguir o sistema adotado pelos países desenvolvidos, o que seria insustentável para o planeta, mas elaborar meios e modelos de produção mais sustentáveis. O Brasil é um país privilegiado por ter recursos naturais em abundância, porém precisa utilizá-los melhor. Metas para um desenvolvimento sustentável Este vídeo trata do conjunto de metas definidas por países-membros da ONU como necessárias para alcançarmos o desenvolvimento sustentável. No Brasil, elas são chamadas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Para se alcançar o desenvolvimento sustentável das nações, é necessário ter metas claras. Nesse sentido, em 2015, os países membros da ONU adotaram a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, dividida em 17 objetivos (SDG – Sustainable Development Goals) que entraram em vigor no dia 1° de janeiro de 2016 e devem ser alcançados até 31 de dezembro de 2030. No Brasil são chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os 17 objetivos globais de desenvolvimento sustentável. 1 - Erradicação da pobreza: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. Elaborar políticas sólidas para reduzir em pelo menos metade o número de pessoas em pobreza extrema. Além disso, deve- se assegurar a todos o acesso a serviços básicos. 2 - Fome zero e agricultura sustentável: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. Ampliar a produtividade agrícola de pequenos agricultores, por meio de novos investimentos. Garantir repartição igualitária dos benefícios provenientes de recursos genéticos e conhecimento tradicional para comunidades locais. 3 - Saúde e bem-estar: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Diminuir a mortalidade materna e infantil, acabar com epidemias e incentivar o acesso universal a serviçosde saúde. Apoiar pesquisas científicas no âmbito da saúde, inclusive no desenvolvimento de vacinas. 4 - Educação de qualidade: Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da Garantir os ensinos primário e secundário de qualidade para todos. Eliminar a disparidade de gênero na educação e preparar os jovens para empregos na vida adulta. Incentivar a formação de professores por meio de cooperação internacional. 5 - Igualdade de gênero: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Acabar com qualquer tipo de discriminação de gênero, bem como a violência sofrida pelas mulheres. Assegurar o acesso à propriedade e a participação igualitária das mulheres na política, na economia e na vida pública. 6 - Água potável e saneamento: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. Melhorar a qualidade da água e reduzir a poluição. Incentivar e capacitar países para a promoção do saneamento básico. Proteger os recursos hídricos e incentivar a participação de comunidades locais na gestão das águas. 7 - Energia limpa e sustentável: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos. Incentivar o uso de energia renovável ampliando a infraestrutura e modernizando tecnologias. 8 - Trabalho decente e crescimento econômico: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos. Reduzir o número de jovens desempregados, erradicar trabalhos forçados ou análogos à escravidão, bem como o trabalho infantil. Assegurar a geração de emprego decente e o empreendedorismo. 9 - Indústria, inovação e infraestrutura: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Promover uma indústria sustentável e inclusiva, aumentando participação de países em desenvolvimento e menos desenvolvidos. Incentivar pesquisas científicas para o desenvolvimento tecnológico. 10 - Redução das desigualdades: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles. Aumentar a renda dos mais pobres, incentivar a inclusão social independentemente de crenças, posicionamento político, gênero, raça, cor e idade. Incentivar criação de políticas públicas para se alcançar uma maior igualdade. 11 - Cidades e comunidades sustentáveis: Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Dar acesso à habitação, à segurança, ao transporte de forma sustentável a todos. Reduzir número de mortes atribuídas às catástrofes, à violência e à baixa qualidade de água. 12 - Consumo e produção responsáveis: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Reduzir significantemente o desperdício de comida, a geração de resíduos (mediante reciclagem). Mudar produção e consumo para padrões mais sustentáveis, principalmente em países em desenvolvimento. 13 - Ação contra a mudança global do clima: Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos. Incentivar políticas e planejamento dos países no combate à crise climática. Incentivar o reforço da capacidade de adaptação a catástrofes climáticas. 14 - Vida na água: Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. Reduzir drasticamente a poluição marinha recorrente de atividades terrestres. Aumentar regiões de conservação em áreas costeiras, acabar com a pesca ilegal e destrutiva. Incentivar pesquisas científicas oceanográficas. 15 - Vida terrestre: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. Promover uso sustentável em florestas e diminuir o desmatamento. Combater a desertificação e promover a restauração de florestas. Aumentar aportes financeiros para a conservação e o uso sustentável de florestas. 16 - Paz, justiça e instituições eficazes: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. Reduzir a corrupção e assegurar o Estado de Direito a todos. Acabar com a exploração infantil e reduzir todas as formas de violência. 17 - Parcerias e meios de implementação: Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável. Fortalecer a cooperação internacional para o auxílio a países menos desenvolvidos, bem como incentivar a capacitação em países em desenvolvimento. Ajudar países em desenvolvimento a alcançar a sustentabilidade. Os ODS foram criados a partir das Metas do Milênio, que foram definidas na Rio-92, o que pode ser considerado um dos marcos globais para a sustentabilidade. Jogo de memória dos ODS Este vídeo apresenta um jogo de memória dos ODS em que os 17 itens são comentados por especialistas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 3 Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU foram adotados em 2015 pelos países signatários como uma chamada universal à ação para acabar com a pobreza, preservar o planeta e garantir que até 2030 todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade. Sendo assim, assinale a alternativa correta em relação a esses objetivos. A Objetivo 1: Erradicação da pobreza, que se refere a acabar com a pobreza em países africanos, visto que são os mais afetados pela fome e falta de saneamento. B Objetivo 7: Energia limpa e acessível, que se refere a incentivar a criação de fontes energéticas oriundas de combustíveis fósseis. C Objetivo 6: Água potável e saneamento, que se refere exclusivamente ao incentivo dado por países desenvolvidos aos menos desenvolvidos na criação de redes de esgoto. D Objetivo 15: Vida terrestre, que se refere a promoção e incentivo à redução do desmatamento, recuperação e proteção dos ecossistemas terrestres. E Objetivo 16: Paz, justiça e instituições eficazes, que se refere ao incentivo ao armamento da população no combate à violência das grandes cidades. Logo da Rio-92. A alternativa D está correta. Segundo definição da ONU, o objetivo 15 visa proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade; o objetivo 1 visa erradicar a pobreza em todas as formas e em todos os lugares; o objetivo 7 visa garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos; o objetivo 6 visa garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água potável e do saneamento para todos; e o objetivo 16 visa reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada em todos os lugares e promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável. Rio-92: marco global em prol do ambiente e sustentabilidade Também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, a Rio-92 ocorreu na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1992, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em Estocolmo, Suécia, realizada em 1972, na década em que efetivamente se iniciaram as discussões de cunho ambiental. A Rio-92 foi o marco internacional na política ambiental do planeta, uma vez que os países signatários admitiram que era necessário modificar o modelo de desenvolvimento da humanidade para um modo sustentável, tendo em vista o esgotamento de diversos recursos para gerações futuras. Mais de 100 chefes de Estado estiveram presentes e se reuniram, um número nunca visto. Nessa conferência, os países desenvolvidos se comprometeram a auxiliar os países em desenvolvimento (como o Brasil) a alcançar um modelo de desenvolvimento sustentável e consumo reduzido, visto que, se os paísesem desenvolvimento e menos desenvolvidos usassem os mesmos padrões de desenvolvimento dos países desenvolvidos, não haveria recursos suficientes sem que ocorressem graves consequências no meio ambiente. Dessa forma, a Rio-92 resultou na produção dos seguintes documentos: Agenda 21 Propôs mudanças em padrões de consumo (principalmente recursos energéticos), a proteção ambiental, o desenvolvimento tecnológico e o combate ao desmatamento, à poluição e à desertificação de forma integrada e participativa. Além disso, aspectos sociais intrínsecos ao desenvolvimento sustentável como o combate à pobreza e às desigualdades. Foi o principal documento da conferência. Carta da Terra Estabeleceu princípios acerca da paz mundial, sustentabilidade, democracia, erradicação da pobreza e direitos humanos. Convenções da Biodiversidade, Desertificação e Mudanças climáticas Comprometeram-se a reduzir emissões de gases prejudiciais, conservar as espécies e combater a desertificação. Ainda, as nações concordaram que os lucros dos recursos genéticos fossem repartidos. Lideranças reunidas durante a Rio+20. Declaração de Princípios sobre Florestas Determinou a soberania das florestas pelos países, inclusive na minimização de danos ambientais. Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento Abordou a proteção do meio ambiente tendo em vista aspectos econômicos. Embora não tenha estipulado prazos concretos, a Rio-92 teve grande legado na consciência socioambiental do planeta como um todo, principalmente no embasamento de ações concretas nas conferências seguintes da ONU e na formulação dos ODS, que foram anteriormente apresentados. Vinte anos após a Rio-92, em 2012, foi realizada a Rio +20, a fim de avaliar o progresso no tempo decorrido e renovar o compromisso ambiental com os países signatários. A erradicação da pobreza e a economia verde foram os principais temas dessa conferência. Vale mencionar também o Protocolo de Quioto, que colocou no mercado instrumentos como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, para ajudar que os países desenvolvidos (maiores emissores de gás de efeito estufa per capita) compensassem suas emissões comprando créditos de carbono de países em desenvolvimento. O Protocolo de Quioto entrou em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, logo após o atendimento às condições que exigiam a ratificação por, no mínimo, 55% do total de países-membros da convenção e que fossem responsáveis por, pelo menos, 55% do total das emissões de 1990. Comentário Durante o primeiro período de compromisso, entre 2008-2012, 37 países industrializados e a comunidade europeia comprometeram-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) para uma média de 5% em relação aos níveis de 1990. No segundo período de compromisso, as partes se comprometeram a reduzir as emissões de GEE em pelo menos 18% abaixo dos níveis de 1990 no período de oito anos, entre 2013-2020. Cada país negociou a sua própria meta de redução de emissões em função da sua visão sobre a capacidade de atingi-la no período considerado. O Brasil ratificou o documento em 23 de agosto de 2002. O Acordo de Paris, que foi o sucessor do Protocolo de Quioto, é um tratado mundial que possui um único objetivo, o de reduzir o aquecimento global. Ele foi discutido entre 195 países durante a Conferência das Partes (COP21), em Paris. O compromisso internacional foi aprovado em 12 de dezembro de 2015 e entrou em vigor oficialmente no dia 4 de novembro de 2016. O Acordo de Paris é um tratado internacional cujos esforços estão voltados para limitar o aumento da temperatura do planeta até o final do século a níveis seguros. A partir de 2020, as medidas que esse acordo rege para a redução de emissão de dióxido de carbono (CO2) iniciaram-se, reconhecendo a necessidade de uma resposta eficaz e progressiva à ameaça da mudança do clima com base no melhor conhecimento científico disponível. O Brasil ratificou o Acordo de Paris em 12 de setembro de 2016. Convenção da Diversidade Biológica Neste vídeo, o professor Igor Kessous apresenta a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), estabelecida durante a Rio-92, e suas três bases principais: a conservação da diversidade, o uso sustentável da biodiversidade e a repartição equitativa dos benefícios. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 4 A Rio-92, também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, foi uma conferência que representou um marco na política ambiental global, resultou na criação de importantes documentos e lançou as bases para futuras conferências ambientais. Assinale a alternativa que corretamente representa um aspecto discutido ou um resultado da Rio-92. A A Rio-92 foi realizada vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em Nova York. B A Rio-92 estipulou prazos concretos para o alcance de metas ambientais. C Os países em desenvolvimento se comprometeram a adotar padrões de desenvolvimento iguais aos dos países desenvolvidos. D A Rio-92 teve grande impacto na conscientização socioambiental global e influenciou conferências subsequentes. E A erradicação da pobreza foi o principal tema da Rio-92. A alternativa D está correta. A Rio-92 realmente teve um impacto significativo na conscientização socioambiental global e influenciou as conferências seguintes, além de contribuir para a formulação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A conferência não ocorreu em Nova York, mas no Rio de Janeiro em 1992, e não foram estipulados prazos concretos para o alcance de metas ambientais. A lógica do compromisso de desenvolvimento sustentável é adotar padrões de desenvolvimento que considerem o meio ambiente e faça uso racional dos recursos naturais. O tema principal da Rio+20 é que foi a erradicação da pobreza. Principais desafios ambientais e riscos globais da atualidade Há inúmeros desafios que a humanidade enfrenta atualmente e podemos mencionar a poluição do ar, as mudanças climáticas, o desmatamento, a perda de biodiversidade e a degradação do solo como desafios expressivos e que devem ser solucionados para que o planeta continue sendo habitável para os seres vivos. Atenção Atualmente, há emissão excessiva de carbono e de outros gases de efeito estufa na atmosfera. O uso de combustíveis fósseis e o desmatamento crescentes aumentaram as concentrações atmosféricas de CO2 de 280 partes por milhão (ppm), há 200 anos, para cerca de 400 ppm, o que representa um aumento sem precedentes, tanto em escala quanto em velocidade e o resultado são as perturbações climáticas que já ocorrem em todo mundo. É importante destacar que o excesso de carbono é apenas uma das formas de poluição do ar causadas pela queima de combustíveis fósseis, mas há inúmeros componentes nocivos que são liberados a cada segundo na atmosfera pelas atividades humanas. Frente à mudança climática, que se tornou a grande preocupação ambiental dos países e de instituições privadas, faz-se necessário substituir os combustíveis fósseis por energia renovável, reflorestar, reduzir as emissões da agricultura, melhorar os processos industriais e diminuir o atual padrão insustentável de consumo. Desmatamento No que se refere ao desmatamento, esse é um problema crítico. Florestas ricas e diversas vêm sendo destruídas para dar espaço para a pecuária e monoculturas agrícolas, além de outras atividades. No Brasil, a mudança e uso do solo é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa, por exemplo, e o desmatamento cresce a cada ano. Recuperar as florestas e conservar as que restam é fundamental. Governos, empresas e cidadãos deveriam ter esse compromisso como algo de grande importância para manutenção da vida no planeta. Perda da biodivesidade Nesse sentido, é importante mencionar também a perda de biodiversidade, outro problema crítico. De acordo com informações do WWF (World Wide Fund for Nature), as estimativas de perda acelerada de espécies de seres vivos que presenciamos hoje está entre 1.000 e 10.000 vezes acima da taxa de extinçãonatural e que entre 0,01 e 0,1% das espécies do planeta são extintas por ano. Degradação do solo Em relação à degradação do solo, há no mundo hoje uma exploração excessiva de pastagens, a crescente erosão dos solos, as monoculturas, a compactação dos solos, sua exposição excessiva a poluentes e outros, representando as diferentes formas de degradação que sofrem. De acordo com a ONU, cerca de 12 milhões de hectares de terras agrícolas são degradados anualmente. Anualmente, é publicado o Relatório de Riscos Globais, desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial em colaboração com a Zurich e a Marsh McLennan. Ele apresenta os resultados da Pesquisa de Percepção de Riscos Globais (GRPS), que coleta percepções de quase 1.500 especialistas globais todos os anos. No relatório de 2024, entre os 10 principais riscos globais, cinco se referem a questões socioambientais: Condições climáticas extremas Mudança crítica nos sistemas da Terra Perda de biodiversidade e colapso do ecossistema Escassez de recursos naturais e poluição Esses são os riscos mais graves previstos para enfrentarmos ao longo da próxima década. Você já ouviu falar das fronteiras planetárias? Conceito proposto em 2009 em um artigo científico, as fronteiras planetárias definiram um conjunto de limites interligados que garantem um espaço operacional seguro para a humanidade. Foi feito um balanço entre as agressões crescentes que minam processos sistêmicos essenciais e a capacidade da Terra de retornar ao seu estado natural após perturbações. Das nove fronteiras ou limites planetários, cientistas indicam que já cruzamos sete. Seguem os nove limites planetários: mudanças climáticas, integridade da biosfera, mudança de uso do solo, fluxos bioquímicos, destruição do ozônio estratosférico, uso da água doce, acidificação do oceano, carregamento de aerossóis atmosféricos e incorporação de novas entidades. 1. 2. 3. 4. As nove fronteiras planetárias, atualizado para o ano de 2023. Com base no que estudamos até aqui, podemos concluir que a construção da consciência socioambiental vem de um processo longo e complexo. É necessário que o indivíduo explore, se informe, conheça e se sinta parte do ambiente no qual está incluído. Preservá-lo vai além da conservação de florestas ou biodiversidade, está diretamente relacionado ao futuro da humanidade e de nossos descendentes. Diversas organizações das esferas públicas e privadas vêm desenvolvendo políticas mais verdes devido à pressão de políticas públicas internacionais e nacionais, entretanto, as ações conservacionistas devem ir além. Para isso, é necessário a sensibilização dos cidadãos e ampla promoção da consciência socioambiental, e você é parte disso! Você sabia que já vivemos uma emergência climática? Em uma entrevista com a professora Juliana Velloso, serão abordados dois assuntos importantes: o Relatório de Riscos Globais e as nove fronteiras planetárias. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 5 Questão 1 Os desafios ambientais que a humanidade enfrenta atualmente incluem a poluição do ar, as mudanças climáticas, o desmatamento, a perda de biodiversidade e a degradação do solo. Em resposta a esses desafios, o conceito das fronteiras planetárias foi proposto para definir limites interligados que garantem um espaço operacional seguro para a humanidade. Nesse contexto, qual das seguintes alternativas representa uma medida eficaz para enfrentar tais desafios ambientais? A Aumentar a utilização de combustíveis fósseis para impulsionar o crescimento econômico. B Expandir a área de monoculturas agrícolas para aumentar a produção de alimentos. C Promover a substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável. D Reduzir os esforços de reflorestamento para ampliar áreas urbanas. E Intensificar a exploração de pastagens para aumentar a produção de carne bovina. A alternativa C está correta. A substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável é uma medida eficaz para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, combatendo as mudanças climáticas e a poluição do ar. Além disso, essa medida contribui para um modelo de desenvolvimento mais sustentável. As demais alternativas representam ações que agravariam os problemas ambientais mencionados, como o aumento das emissões de CO2, a degradação do solo e a perda de biodiversidade. 2. Legislação ambiental no Brasil Início das discussões sobre meio ambiente no Brasil Assim como a comunidade internacional se voltou para o desenvolvimento de políticas ambientais, principalmente a partir da década de 1970, o Brasil deu início a uma série de leis e resoluções voltadas para essa pauta. Nosso país é detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta e, por outro lado, possui profundos problemas relacionados à crise ambiental. Um primeiro marco do início do compromisso brasileiro com a questão ambiental se deu em 1981, com a criação da Política Nacional do Meio Ambiente, dando espaço para a formulação e discussão de ideias no âmbito nacional. No entanto, o debate que embasou esse marco na política ambiental brasileira começou um pouco antes. Discutiremos a seguir, de forma resumida, algumas das mais importantes leis e decretos a respeito do meio ambiente no Brasil. Vamos conhecer a legislação anterior à Política Nacional do Meio Ambiente (1981). Abaixo, listamos as principais leis e decretos criados com enfoque em algum aspecto relacionado ao meio ambiente antes da Lei 6938/81: 1 Decreto nº 23.793, de 23 de janeiro de 1934: Primeiro Código Florestal, estabelecido no governo de Getúlio Vargas. Classifica florestas e regula a exploração destas na premissa de que são bens de comum interesse a todos os brasileiros. 2 Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965: Criação do novo Código Florestal Brasileiro. Definiu que as florestas brasileiras (e todos os tipos de vegetação) são um bem comum a todos os habitantes do Brasil. Definição dos limites mínimos de APPs (Áreas de Preservação Permanente), Reserva Legal e matas ciliares. 3 Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967: Determinou a proteção à fauna silvestre, seus locais de acasalamento e abrigo. Além disso, proibiu a caça (com possibilidade de exceções regionais), utilização, comércio ou perseguição destes animais. 4 Lei nº 6.225, de 14 de julho de 1975: Estabeleceu a proteção dos solos e o combate à erosão em determinadas regiões. Estipulou prazos para tomada de providências por parte dos proprietários das terras. 5 Decreto de Lei nº 1.413, de 14 de agosto de 1975: Controle da poluição ambiental frente às atividades industriais. Determinou que indústrias instaladas no Brasil deverão corrigir possíveis danos ambientais causados e, em áreas críticas, instalar equipamentos controladores de poluição. 6 Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980: Em continuação do decreto anterior, estabeleceu zoneamento urbano nas áreas críticas de poluição, ou seja, a divisão das cidades em zonas (estritamente industriais, predominantemente industriais e de uso diversificado) no intuito da preservação da saúde e segurança humana. 7 Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981: Criação de Áreas de Proteção Ambiental e Estações ecológicas. Dispôs sobre sanções aplicadas ao não cumprimento ou à violação de regras. Primeiras leis ambientais no Brasil Este vídeo apresenta as primeiras discussões ambientais e as legislações voltadas para o meio ambiente no país. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 1 O Brasil, detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, iniciou uma série de leis e resoluções voltadas para a política ambiental, principalmente a partir da criação da Política Nacional do Meio Ambiente em 1981. Antes disso, várias leis e decretos importantes já tinham sido implementados com foco em aspectos ambientais. Com base nas informações fornecidas, qual das seguintes alternativas corretamente representa uma medida de proteção ambiental implementada no Brasil antes da criaçãoda Política Nacional do Meio Ambiente em 1981? A A criação de áreas de proteção ambiental e estações ecológicas em 1965. B A proteção à fauna silvestre e proibição da caça em 1967. C A regulamentação das atividades pesqueiras em 1970. D A implementação de políticas de reciclagem obrigatórias em 1975. E A definição de limites de emissão de gases de efeito estufa em 1980. A alternativa B está correta. A Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967, determinou a proteção à fauna silvestre, proibiu a caça e regulamentou a utilização e o comércio desses animais. As outras alternativas contêm informações incorretas ou inexistentes para o período anterior à Política Nacional do Meio Ambiente de 1981. Política Nacional do Meio Ambiente e CF 88 Diferentemente das legislações anteriores, a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 dispôs a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), mais completa e concisa, sendo considerada um marco na política ambiental brasileira. Essa lei tinha como seu objetivo geral preservar e recuperar o meio ambiente tendo em vista o desenvolvimento socioeconômico, a dignidade e a segurança nacional. A PNMA é regida pelos seguintes princípios: I - Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo.II - Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar.III - Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais.IV - Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas.V - Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras.VI - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais.VII - Acompanhamento do estado da qualidade ambiental.VIII - Recuperação de áreas degradadas.IX - Proteção de áreas ameaçadas de degradação.X - Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. (LEI Nº 6.938/81) Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente A Política Nacional do Meio Ambiente tem os seguintes objetivos: Compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação ambiental. Definir áreas prioritárias para a ação governamental. Estabelecer critérios, normas e padrões de qualidade ambiental. Apoiar pesquisas no âmbito do uso de recursos ambientais de forma responsável. Incentivar as tecnologias para manejar, preservar e comunicar sobre o meio ambiente. Preservar e restaurar recursos ambientais. Impor ao poluidor/predador o dever de recuperar ou indenizar os danos causados, independentemente de culpa. Em suma, a Política Nacional do Meio Ambiente regulamentou diversas atividades relativas ao uso de recursos ambientais e efetivou o direito de todos a um meio ambiente saudável e equilibrado de acordo com o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente Neste vídeo, conheça os objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente e entenda porque esta lei é considerada a mais completa e concisa. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. O meio ambiente também aparece na Constituição Federal de 1988 (CF 88). O artigo 225 da Constituição assegura que todos têm o direito a um meio ambiente equilibrado, contudo, possuem também o dever de preservar e defender o meio ambiente para gerações futuras. Dessa forma, cabe ao Poder Público preservar, restaurar e manejar recursos ecológicos e o patrimônio genético, definir espaços a serem protegidos, exigir estudos de impacto ambiental em obras causadoras de impacto, controlar produção de substâncias que comportem risco à saúde e à vida, incentivar a educação ambiental e proteger a fauna e a flora do país. • • • • • • • O infrator ou a empresa infratora relacionado a prejuízos ambientais é passível de sanções penais e administrativas. A exploração de recursos minerais por organizações deve ser compensada com recuperação ambiental da área degradada. Além disso, atividades que lesam o meio ambiente levarão os infratores a sanções penais e administrativas. Atividade 2 O objetivo da PNMA é regulamentar as atividades que envolvam o meio ambiente, priorizando a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental e assegurando o desenvolvimento social e econômico da população. Com base no que acabou de estudar sobre a PNMA, indique o item abaixo que apresenta um objetivo dessa legislação. A Incentivar modelos econômicos extrativistas sem obrigação de minimizar impactos. B Eximir de culpa o poluidor, que por estar produzindo bens de consumo para população, não deve se preocupar com a poluição advinda de seus processos produtivos. C Estimular a preservação e restauração de recursos ambientais. D Promover a exploração de recursos ambientais finitos mesmo próximos de uma exaustão. E Eximir grandes empresas de cumprirem padrões de qualidade ambiental. A alternativa C está correta. A PNMA foi um marco na agenda ambiental brasileira, com a finalidade de compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação ambiental, estimulando a preservação e restauração ambiental, entre outros. Criação do Ibama, regulamento de agrotóxicos e crimes ambientais Neste tópico trataremos dos esforços dos órgãos competentes brasileiros na regulamentação e fiscalização do uso de agrotóxicos e dos crimes ambientais. A criação do Ibama (Lei nº 7.735/89) Com a Política Nacional do Meio Ambiente, foi criado o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), que é o conjunto de órgãos voltados para a defesa do meio ambiente. A estrutura do Sisnama é prevista na legislação e abrange órgãos e entidades da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Suas competências envolvem ações de proteção e melhoria da qualidade ambiental. Dentre os órgãos encontram-se o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Cada um desses órgãos desempenha funções específicas junto ao governo, de forma a implementar os objetivos de proteção ambiental previstos na lei. O Ibama se enquadra na categoria de órgãos executores, cuja finalidade é executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais para o meio ambiente. A criação do Ibama se deu pela Lei nº 7.735 de 22 de fevereiro de 1989. Esse instituto foi proposto como uma autarquia federal com autonomia financeira, legal e administrativa. O Ibama possui três finalidades básicas: Agir como polícia ambiental. Executar ações de licenciamento ambiental e controle da qualidade ambiental, deliberar o uso dos recursos naturais, fiscalizar e monitorar o meio ambiente. Executar as ações ambientais da União em vigência no momento. Uma das atividades do Ibama de grande importância é o licenciamento ambiental federal. De acordo com a lei, o Ibama deve atuar no procedimento de licenciamento ambiental no âmbito federal, quando os empreendimentos e atividades forem, por exemplo, localizados em dois ou mais estados brasileiros, em terras indígenas ou em unidades de conservação. Saiba mais O ICMBio é responsável por gerir, proteger, monitorar e fiscalizar todas as centenas de Unidades de Conservação Federais (UC) existentes no país. Foi criado pela Lei nº 11.516/07 e desempenha papel crucial na proteção do meio ambiente e ecossistemas brasileiros. Assista ao vídeo a seguir e conheça mais sobre as unidades de conservação. Tipos de unidades de conservação Com a palavra, o professor Igor Kessous, que apresenta os tipos de unidades de conservação existentes no Brasil e as suas finalidades. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. 1. 2. 3. Agora vamos explorar outras legislações ambientais importantes, incluindoo regulamento dos agrotóxicos (Lei nº 7.802/89). Entre outras medidas, a Lei nº 7.802 de 11 de julho de 1989 dispõe sobre o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos. Ela estipula que novos agrotóxicos devem ser utilizados somente se forem previamente registrados e estiverem de acordo com as exigências dos órgãos de saúde federais. Além disso, dispõe sobre os rótulos desses produtos bem como o descarte das embalagens. Saiba mais A União Europeia é uma grande exportadora de agrotóxicos, inclusive daqueles cujo uso é proibido em território nacional, são milhões de toneladas exportadas, que somam bilhões de euros. No Brasil, os campeões em vendas - mancozebe, atrazina, acefato, clorotalonil e clorpirifós - também são proibidos na Europa. Os limites de resíduos dessas substâncias nos alimentos e na água dos brasileiros costumam ser até milhares de vezes maiores do que aqueles permitidos na União Europeia. O glifosato, agrotóxico mais vendido no país, é considerado possivelmente cancerígeno para seres humanos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o resíduo autorizado desse herbicida na água potável dos brasileiros é cinco mil vezes maior do que aquele autorizado na União Europeia. Novo código florestal e lei do patrimônio genético A lei dos crimes ambientais, Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, dispõe sobre ações penais e administrativas aplicadas a pessoas físicas ou jurídicas que lesaram o meio ambiente. São exemplos dos crimes passíveis de punição de acordo com essa lei: Crime contra a fauna São passíveis de punição quem matar, caçar ou utilizar de qualquer forma espécimes da fauna sem permissão de autoridade competente. Tratando-se de espécies ameaçadas de extinção, a pena é aumentada em sua metade. Se for oriunda de caça profissional, a pena é aumentada em até três vezes. Além disso, aplica penalidades na inclusão de espécies não nativas no país, no abuso de animais e na pesca em locais proibidos. Por outro lado, não são considerados crimes quando a caça é realizada para saciar a fome do caçador ou da família, para proteger propriedades de produção agropecuária (de acordo com autoridade competente) e tratando-se de animal nocivo. Crime contra a flora Aplica penalidades a destruidores de florestas de preservação permanente, de mata primária ou secundária, ou ainda em estágios de regeneração. Se o dano afetar espécies ameaçadas, ainda será considerado um agravante. Além disso, são passíveis de pena atos de danificação ou destruição de plantas de ornamentação ou nativas. Poluição e outros crimes Poluição que afete a saúde da vida humana, influencie na morte de animais ou danifique vegetações é passível de punição. Além disso, essa seção dispõe sobre produtos ou substâncias tóxicas, serviços potencialmente poluidores sem regulação ou em desacordo com as normas e disseminação de doenças ou pragas que causem danos à agropecuária, ou ecossistemas. Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural Aplicam-se penalidades também em relação à alteração de estruturas e edificações, incluindo-se aquelas de valor ecológico ou paisagístico, sem autorização. Pichações também são passíveis de punição. Crimes contra a administração ambiental Se o funcionário público sonegar dados de licenciamentos ambientais ou estudos técnico-científicos, omitir a verdade ou ainda fizer afirmações enganosas, é passível de penalidades. Também são considerados crimes dessa esfera dificultar a fiscalização ambiental do Poder Público e apresentar laudo ou licenciamento falso. Lei dos crimes ambientais (Lei nº 9.605/98) Você sabe sobre o que exatamente a Lei dos crimes ambientais dispõe? É sobre isso que você aprenderá neste vídeo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 3 O Ibama foi criado para proteger o meio ambiente, garantir a qualidade ambiental e assegurar a sustentabilidade no uso dos recursos naturais. Qual das seguintes alternativas corretamente descreve uma das suas funções ou característica? A O Ibama é responsável pela gestão de todas as Unidades de Conservação Federais. B O Ibama foi criado pela Lei nº 11.516/07 e possui autonomia financeira, legal e administrativa. C O Ibama é um órgão consultivo do Sisnama, dedicado à formulação de políticas ambientais. D O Ibama executa ações de licenciamento ambiental, fiscalização e monitoramento do meio ambiente. E O Ibama é uma autarquia estadual voltada para a proteção dos recursos hídricos. A alternativa D está correta. As funções do Ibama incluem o licenciamento ambiental, fiscalização e monitoramento do meio ambiente. A gestão das Unidades de Conservação Federais é responsabilidade do ICMBio. A Lei nº 11.516/07 criou o ICMBio, já o Ibama foi criado pela Lei nº 7.735 de 22 de fevereiro de 1989. O Ibama é um órgão executor e não consultivo e é considerado uma autarquia federal, não estadual, sendo suas funções não limitadas apenas à proteção dos recursos hídricos, mas ambientais de forma geral. O novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) Quase cinquenta anos após o último Código Florestal Brasileiro, foi publicado o Novo Código Florestal, a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, como uma atualização da lei anterior. Veja a seguir os princípios dessa lei, de forma resumida: I - Compromisso com a preservação das florestas e todas as formas de vegetação nativa. II - Reafirmação da função estratégica das atividades agrícola e pecuária na sustentabilidade e no desenvolvimento econômico do país e da população. III - Uso sustentável e proteção de florestas, águas e vegetação. IV - Criação de políticas preservacionistas e de restauração da vegetação nativa. V - Incentivo à pesquisa científica para o uso sustentável, a preservação e a recuperação do solo, da água e das florestas. VI – Fomento à preservação e à recuperação de florestas e ao desenvolvimento sustentável. Essa nova lei tramitou na câmara dos deputados por mais de 12 anos e envolveu muitas polêmicas, principalmente quanto ao impasse entre os ruralistas e os ambientalistas. Na aprovação desse novo código, estimava-se que cerca de 9 a cada 10 produtores rurais estavam com situação irregular (mais de 80 milhões de hectares) de acordo com o último código florestal vigente. Dessa forma, houve uma pressão dos produtores para a flexibilização de medidas adotadas no código anterior, bem como nos limites de matas ciliares e desmatamento que, por outro lado, segundo os próprios produtores, também iria beneficiar pequenos agricultores. Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) foram pontos discordantes entre ambientalistas e ruralistas. O novo código propôs a redução pela metade em APP, como em matas ciliares, por exemplo, para cursos d’água de 5 metros (de 30 metros em 1965 para 15 metros em 2012). Com relação às RL, o novo regulamento estipulado para a região da Amazônia Legal foi 80% em área de florestas, 35% no cerrado e 20% nos campos gerais. As demais regiões devem preservar 20% de suas matas. Protesto de ambientalistas em Brasília contra o novo Código Florestal. Comentário A proposta, contudo, não considera a região da Mata Atlântica como prioritária, uma vez que restam apenas 12,4% da floresta inicial e é a região de maior concentração da população brasileira (72%), presente em 17 estados da federação. Além disso, o Novo Código Florestal propôs a absolvição de irregularidades em alguns casos. Pequenos produtores, de 20 a 400 hectares, foram excluídos da obrigatoriedade de reflorestamento em regiões irregulares. Entretanto, a problemática vai de encontro à divisão de latifúndios em lotes menores atribuídos a diferentes membros de uma mesma família, isentando-os de obrigações de reflorestamento. Além da mobilização da bancada ambientalista contra diversas medidas adotadas nesse novo código, houve grande pressão popular contra essas mudanças, o que ocasionou alguns vetos e mudanças propostas em leis posteriores. Lei do Patrimônio genético (Lei nº 13.123/2015) A lei do patrimônio genético,Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, também conhecida como a Nova Lei da Biodiversidade, dispõe sobre o uso científico e de produção da biodiversidade brasileira e seu conhecimento tradicional associado, bem como a repartição de benefícios provindos dessas ações. Mas o que é patrimônio genético? O patrimônio genético é o conjunto de informações genéticas contidas nas plantas, nos animais e nos microrganismos, no todo ou em suas partes (cascas, folhas, raízes, pelos, penas, peles etc.), estejam eles vivos ou mortos. O patrimônio genético também está contido em substâncias produzidas por esses organismos, como resinas, látex de plantas ou venenos de animais e substâncias químicas produzidas por microrganismos. O patrimônio genético brasileiro está nos organismos que ocorrem de forma natural no Brasil, ou seja, de seres vivos nativos ou daqueles que adquiriram características específicas no território nacional (MMA, Brasil). Já o conhecimento tradicional é caracterizado por práticas ou informações utilizadas por indígenas, comunidades tradicionais (por exemplo, quilombolas) ou agricultores tradicionais sobre os usos associados à biodiversidade e, consequentemente, ao seu patrimônio genético. Um exemplo de uso do patrimônio genético ocorre na produção de cosméticos que usam ingredientes naturais. O acesso ao patrimônio genético pode resultar na produção de alimentos, medicamentos, fontes de energia renováveis ou até mesmo cosméticos. A biodiversidade é um bem da humanidade e dos países aos quais pertence. A valorização dos conhecimentos tradicionais é essencial, e a repartição dos lucros com as comunidades que cedem esse conhecimento é uma forma justa de progresso, tendo em vista a economia de tempo e recursos na idealização de novos produtos. Fabricantes do produto oriundo da biodiversidade brasileira ou do conhecimento tradicional associado deverão repartir os benefícios e, para isso, ficou instituído o Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB), de forma monetária ou não monetária. Saiba mais Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, ela abriga não só uma grande riqueza natural, mas um catálogo de plantas, animais e substâncias com grande potencial biotecnológico, que diariamente são perdidos para o desmatamento, queimadas, garimpo, dentre outras atividades ilegais. Além do valor inquestionável de preservar a biodiversidade, os genes das espécies guardam a receita de moléculas que podem ser úteis na medicina, em processos industriais e outros – uma investigação chamada de bioprospecção. Bancos genéticos objetivam proteger o recurso genético dessa biodiversidade e explorá-lo ao mesmo tempo que traz retorno às populações locais. A lei do patrimônio genético também se aplica para pesquisas científicas, que muitas vezes incluem o envio de materiais biológicos para outros países, como no caso de sequenciamento genético de espécies ou outros procedimentos biotecnológicos. Para que haja a repartição dos benefícios e o controle das atividades envolvendo o patrimônio genético e o conhecimento tradicional brasileiros, as amostras, remessas, envios e pesquisas deverão ser cadastrados. A lei demonstra que a preservação é relacionada ao uso sustentável e não à proibição do uso desses recursos. Sendo assim, ela foi importante para regulamentar e fiscalizar esses produtos e essas atividades, garantindo o desenvolvimento sustentável aliado à conservação da biodiversidade. Não é considerado nessa lei o patrimônio genético humano. Novo código florestal e lei do patrimônio genético Neste vídeo, você verá a importância do Novo Código Florestal e da Lei do Patrimônio Genético. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade 4 Analise o case a seguir: Sebastião Salgado (1944) é um fotógrafo brasileiro considerado um dos maiores talentos da fotografia mundial pelo teor social de seu trabalho. Ele decidiu transformar uma fazenda adquirida por sua família em Minas Gerais, que se encontrava em um cenário preocupante de degradação ambiental, fundando o Instituto Terra, que faz um trabalho de reflorestamento, coletando sementes e selecionando as que possuem mais chances de germinar. Depois eles cultivam pequenas mudas e, quando estão maduras, elas são plantadas no solo previamente tratado. O que era pasto virou uma floresta de mais de 600 hectares repleta de biodiversidade com centenas de espécies da fauna e flora que retornaram para sua região nativa. Foram plantadas mais de 2,5 milhões de árvores em 25 anos em área da Mata Atlântica. Veja nas fotos a evolução da área reflorestada do ano de 1998 para o ano 2013. Considerando a importância da recuperação de áreas degradadas e os objetivos da legislação ambiental brasileira, marque a alternativa correta: A A legislação ambiental é fundamental para que agentes poluidores continuem em seus processos poluentes ano após ano. B A legislação ambiental incentiva que as empresas busquem processos produtivos mais eficientes e destrutivos, sem considerar a proteção da biodiversidade. C A legislação ambiental carece de instrumentos punitivos em caso de infrações ambientais, o que impede agentes privados de degradarem o meio ambiente. D A legislação ambiental impede que proprietários de terras realizem reflorestamento e ações de proteção ao meio ambiente. E A legislação ambiental brasileira estimula que empresas privadas busquem minimizar seus impactos socioambientais. A alternativa E está correta. Iniciativas como a de Sebastião Salgado são importantes para a recuperação de áreas degradadas e estimuladas pelo governo. Estamos na década de restauração de ecossistemas da ONU (2021 até 2030), cujo objetivo é inspirar e apoiar governos, sociedade civil, empresas privadas, jovens, mulheres, povos indígenas, agricultores e cidadãos do mundo inteiro, para colaborar e agir em prol da restauração de áreas degradadas. Não basta conservar o que existe, é preciso restaurar. 3. Gestão comunitária do meio ambiente O que é gestão comunitária do meio ambiente? O Brasil é um país de proporções continentais. Por isso, é importante incluir a sociedade no manejo e na gestão do meio ambiente, pois isso auxilia no entendimento dos indivíduos como parte daquele ambiente e facilita o trabalho de órgãos reguladores no cumprimento das leis estabelecidas. A gestão comunitária do meio ambiente é um modelo de gestão que inclui a participação da comunidade na prestação de serviços e nas decisões sobre o manejo de uma localidade, com os órgãos reguladores do meio ambiente. Dessa forma, é possível descentralizar o poder dos órgãos públicos e assegurar a participação da sociedade no desenvolvimento sustentável e preservação. Lembra-se da Agenda 21 mencionada anteriormente? Esse documento apresenta medidas necessárias para o fortalecimento de comunidades no desenvolvimento sustentável. Essas medidas tiveram como premissa a ideia de que todos devem ter acesso à informação transparente sobre as medidas adotadas por autoridades nacionais, incluindo aquelas que impactam o meio ambiente e a proteção ambiental. Veja a seguir a importância de alguns dos principais grupos no desenvolvimento sustentável local. O que é Gestão Comunitária do Meio Ambiente? Neste vídeo, veremos o que é gestão comunitária do meio ambiente, quem são os atores envolvidos e qual é o seu objetivo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A importância das mulheres Tendo em vista a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher proposta pela ONU, posteriormente também incluída nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a comunidade internacional enfatizou a participação das mulheres no manejo e na conservação de ecossistemas, assegurando o direito da propriedade às mulheres. Dessa forma, foi proposto aos governos promover o incentivo a ações inclusivas de mulheres no manejo nacional de ecossistemas, o aumento da proporção de mulheres em cargos de chefia e principalmente a igualdade entre homens e mulheresem todos os aspectos que tangem o desenvolvimento econômico socioambiental. Você sabia que mulheres foram fundamentais na agenda socioambiental? Seguem alguns exemplos para você conhecer: 1 Rachel Carson (1907 – 1964) Em 1962, Carson, bióloga e conservacionista norte-americana, publicou o famoso livro Primavera silenciosa, no qual tratava das devastadoras consequências do uso de pesticidas na fauna, que contribuiu para o despertar da consciência ambiental. Graças a ela, também começou a ser comemorado o Dia da Terra e foi criada a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). 2 Jane Goodall (1934) Primatóloga inglesa que tem revolucionado a ciência desde 1960 com seus métodos inovadores e suas fascinantes descobertas sobre o comportamento dos chimpanzés selvagens em Gombe (Tanzânia). Com 89 anos, a Dra. Goodall continua trabalhando intensamente na proteção dos ecossistemas e da biodiversidade, na educação ambiental e na sustentabilidade. 3 Wangari Maathai (1940 – 2011) Em 2004, a bióloga queniana conhecida como mulher-árvore, recebeu prêmio Nobel da Paz por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável. Esse prêmio, o primeiro para uma mulher africana, foi o ponto alto de uma trajetória que começou em 1977, quando fundou o Green Belt Movement (Movimento Cinturão Verde), cujo objetivo era combater a desertificação, o desmatamento, a crise da água e a fome rural. 4 Vandana Shiva (1952) Uma das grandes defensoras do ecofeminismo na atualidade. A física e filósofa indiana entende a Terra como um ente que faz parte do indivíduo e reivindica uma transformação que acabe com as mudanças climáticas, a desigualdade, a injustiça, as guerras e a fome. Foi uma das fundadoras da Women's Environment & Development Organization (WEDO). 5 Sheila Watt- Cloutier (1953) É uma ativista canadense que defende o direito de seu povo a viver no frio. O mundo dos inuit (nome comum para os diferentes povos que habitam as regiões árticas da América do Norte) está derretendo. Daí provém sua luta contra o aquecimento global, tanto que foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz em 2007. A importância das crianças e dos adolescentes Considerando que crianças e adolescentes compreendem cerca de um terço da população mundial, é essencial sua participação no manejo comunitário para o sucesso no longo prazo do desenvolvimento sustentável. É importante que a juventude entenda que essas ações influenciam a sua vida atual e o seu futuro, bem como o futuro de toda a comunidade na qual estão inseridos. Assim, os países devem promover o diálogo com esse público, permitindo-lhes o acesso à informação e a participação efetiva na tomada de decisões. Além disso, é fundamental promover o incentivo à educação — principalmente no que engloba a responsabilidade com o meio ambiente — e eliminar a violação de direitos humanos de crianças e adolescentes, promovendo atividades de cuidado ambiental que atendam às suas comunidades. A importância de populações indígenas Historicamente, todos nós conhecemos a relação das populações indígenas com as florestas e o meio ambiente. Essas comunidades desenvolveram conhecimentos culturais e científicos sobre o uso e o manejo de recursos naturais de suas terras e é necessário que também desfrutem dos benefícios proporcionados. Nesse sentido, para se alcançar a cooperação dos povos indígenas, é necessário que os governos primeiramente: Adotem políticas públicas referentes às terras e tradições indígenas. Reconheçam suas terras e as protejam de quaisquer atividades ambientalmente incorretas. Reconheçam as tradições culturais e os conhecimentos tradicionais na implementação de manejo ambiental dessas regiões. Reconheçam a dependência de utilização dos recursos naturais de forma sustentável. Fortaleçam mecanismos para solução de problemas relacionados ao manejo de terras. Apoiem meios de produção sustentáveis. Intensifiquem o intercâmbio de conhecimentos e experiências de manejo sobre o uso das terras e dos recursos naturais. Comunidade indígena Pataxó. Além disso, é necessária a participação de comunidades indígenas na criação de políticas públicas de manejo de recursos naturais a nível nacional, regional e local, bem como a avaliação das medidas adotadas anteriormente. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Saiba mais Segundo pesquisas do Instituto Socioambiental (ISA), os povos indígenas e tradicionais são responsáveis, juntos, pela proteção de um terço das florestas no Brasil. Nos últimos 35 anos, somente as terras indígenas protegeram 20% do total de florestas nacionais. O estudo do ISA revelou ainda que as terras indígenas e as reservas extrativistas apresentaram melhor performance na proteção das florestas quando comparadas com unidades de conservação de proteção integral ou áreas de proteção ambiental (APAs). Os territórios de ocupação tradicional também funcionam como barreiras contra o desmatamento. Os altos índices de preservação revelados pelo estudo se dão pelo conjunto de conhecimentos e práticas dos povos indígenas e tradicionais no manejo das florestas. Povos indígenas e populações tradicionais possuem outras concepções de natureza e, consequentemente, outras formas de interagir com o meio ambiente. Os saberes desses povos e suas práticas de manejo estão mesclados às paisagens. Além disso, os modos de ocupação tradicional promovem barreiras contra o desmatamento e favorecem a regeneração florestal. A importância das ONGs Assim como os órgãos públicos de cada país, as organizações não governamentais (ONGs) possuem papel fundamental na gestão comunitária do meio ambiente. A importância dessas organizações se dá principalmente pela independência de governos, dando credibilidade e genuinidade em avaliações e planos de manejo. O papel das ONGs é também de fortalecer a comunicação com outras ONGs, órgãos internacionais, populações locais e governos sobre a questão ambiental. Geralmente essas organizações possuem conhecimento especializado para elaboração de desenvolvimento sustentável e saudável das regiões. São exemplos de ONGs que atuam na questão ambiental WWF, Greenpeace e SOS Mata Atlântica. O navio Rainbow Warrior do Greenpeace viaja pelo mundo combatendo a pesca predatória e ações de empresas e governos que possam prejudicar o meio ambiente. A importância das autoridades locais Ponto de recarga para veículos elétricos em ação de incentivo ao consumo sustentável da prefeitura de Cascavel, no Paraná. O papel das autoridades locais na gestão comunitária é um fator determinante para o cumprimento dos ODS quanto à gestão comunitária. Essas autoridades devem operar e manter a estrutura social, ambiental e econômica, além de supervisionar o planejamento e as ações de políticas ambientais locais. Devem também promover a educação da população a favor de um desenvolvimento sustentável, propiciando o diálogo entre cidadão, empresas privadas e outras organizações locais. A importância dos trabalhadores e dos sindicatos São fatores essenciais na obtenção do desenvolvimento sustentável, uma vez que estão diretamente ligados a mudanças nos ramos industriais, totalmente conectados à proteção do meio ambiente e desenvolvimento socioeconômico. Sendo assim, devem contribuir para uma cooperação em conjunto com governos e patrões na busca do desenvolvimento sustentável. A importância do comércio e da indústria Desempenham um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico de um país. Além disso, são fundamentais na redução do impacto ambiental sobre o uso de recursos, mediante uma produção limpa e mais eficiente. Sendo assim, essas empresas devem considerar o manejo ambiental como uma de suas maiores prioridades em conjunto com seu desenvolvimento e de sua região. Dessa forma, os ODS propuseram bases para a ação de uma produção mais limpa, sustentável e responsável. A indústria e o comércio devem adotar medidas que promovam boas práticas ambientais, promover políticas de produção mais limpa considerando também sua influência sobre consumidores e fornecedores. A importância