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consciência socioambiental e sustentabilidade

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Consciência socioambiental e
sustentabilidade
Você vai estudar os conceitos de consciência socioambiental, sustentabilidade e o contexto de aplicação
da legislação ambiental vigente. É fundamental atuarmos frente aos desafios socioambientais enfrentados
pela humanidade atualmente, assim como reconhecermos que a conservação do meio ambiente e o
desenvolvimento sustentável são bases para uma sociedade mais justa, desenvolvida e comprometida
com as futuras gerações.
Prof. Igor Musauer Kessous, Profa. Juliana Velloso Durão 
1. Itens iniciais
Objetivos
Reconhecer políticas internacionais e definições de consciência socioambiental e sustentabilidade.
Identificar as principais leis ambientais brasileiras sob uma perspectiva histórica.
Reconhecer a importância de cada um na gestão comunitária do meio ambiente.
Introdução
Provavelmente você já ouviu falar em consciência socioambiental e sustentabilidade. Esses temas vêm sendo
muito recorrentes nos veículos de comunicação, principalmente pela urgência de seu entendimento pela
sociedade em face da crise climática que estamos presenciando. 
É inequívoco que os seres humanos tiveram — e têm — grande impacto na modificação do planeta Terra,
tanto estruturalmente quanto climaticamente. Desde a Pré-História (período anterior a 3.500 a.C.), na
ascensão dos humanos, são retratados eventos de colonização de novas regiões e o consequente “rastro”
deixado, devido principalmente ao desenvolvimento da agricultura e à caça de animais. Contudo, somente
após a Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, esses “rastros” evoluíram de forma
exponencial, com o crescimento de áreas urbanas e o forte extrativismo de recursos naturais para fins
lucrativos. Em conjunto com o desenvolvimento industrial das cidades, o “dano colateral” da degradação
ambiental também ocorreu de forma exponencial, levando à contaminação de águas e solos e à poluição
atmosférica. A emissão dos gases de efeito estufa na atmosfera, como a de CO2 apresentada no gráfico a
seguir, foi e vem sendo um dos maiores causadores da crise climática. 
Gráfico: Emissão anual de gás carbônico na atmosfera.
Diante disso, é importante compreender que todos nós somos parte do planeta e podemos contribuir para
frear as mudanças climáticas e outros desafios socioambientais, como a perda da biodiversidade e a
degradação dos ecossistemas naturais. 
Neste conteúdo, definiremos os conceitos de consciência socioambiental e sustentabilidade, importantes para
a formação de cidadãos comprometidos com as gerações atuais e futuras. Estudaremos a legislação
ambiental brasileira e seu histórico, assim como a importância dos programas de gestão comunitária do meio
ambiente. 
Avanços importantes foram realizados nas últimas duas décadas quanto à promoção de sustentabilidade e
conscientização ambiental por parte da população, no Brasil e no mundo, mas muito ainda precisa ser feito e
aprimorado.
• 
• 
• 
Destruição provocada pela passagem do furacão
Florence, nos Estados Unidos.
1. Políticas e definições de consciência socioambiental e sustentabilidade
A consciência socioambiental 
Assista ao vídeo a seguir para compreender o que é consciência socioambiental e qual é a sua relação com a
sociedade e o meio ambiente.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O termo socioambiental vem da união dos termos social e ambiental, pois esses elementos e problemas, por
vezes, são indissociáveis. Por exemplo, inúmeras doenças são causadas pela falta de saneamento básico em
determinadas regiões do Brasil, o que representa um desafio social e ambiental.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que aproximadamente 88% das mortes causadas
por diarreia ocorrem por falta de saneamento básico e higiene precária.
Estima-se que anualmente 15 mil pessoas morram e 350 mil sejam internadas no Brasil devido a doenças
ligadas à precariedade do saneamento básico (Jornal da USP, 2020).
Comunidade em Ilhéus, BA, com esgoto a céu aberto.
Um exemplo também atual se refere às
consequências das mudanças climáticas. As
pessoas mais vulneráveis, que vivem em
situações de pobreza, habitando moradias
irregulares e precárias, em encostas ou nas
margens de rios, são as atingidas em maior
quantidade e intensidade pelas chuvas e outros
eventos climáticos extremos, como ciclones,
secas, furacões e ondas de calor.
Em 2024, as ondas de calor no Brasil
provocaram sensação térmica de 62°C. Tais
eventos evidenciam a vulnerabilidade da
parcela mais carente da população e a restrita
atuação do poder público frente aos desafios
ambientais, sempre intensificados por questões sociais, políticas e econômicas.
É fundamental que entendamos os problemas socioambientais não apenas em sua face ecológica, mas
também considerando as consequências que podem ser levadas para a sociedade. A questão socioambiental
é diretamente relacionada à desigualdade social. Como retratado acima, são diferentes escalas de problemas
sociais associados a desordens ambientais. 
Saiba mais
A OMS aponta que cerca de um quarto da população mundial não tem acesso a condições básicas de
saneamento e cerca de 500 milhões de pessoas defecam ao ar livre (WHO, 2021). 
A evolução da cadeia produtiva resultou no desenvolvimento da medicina, da ciência, da tecnologia, da
comunicação, entre outros. No entanto, a falta de planejamento causada por essa produção e pelo consumo
desenfreado levou o nosso planeta a uma crise ambiental sem precedentes.
O processo de conscientização individual e coletivo da questão socioambiental representa o
primeiro passo no combate dessa problemática. 
Nesse sentido, tornar-se consciente sobre a problemática socioambiental que existe no Brasil e no planeta é
um primeiro passo fundamental de todo cidadão, que tem o direito e dever de estar informado sobre o
contexto em que vive. Como cidadão, o poder de voto, de cobrança e de decisão de consumo, pode interferir
e direcionar melhor as políticas governamentais e as ações empresariais. 
Escolhas de consumo consciente e geração de menos lixo (e destinação correta do lixo para reaproveitamento
ou reciclagem) são ações individuais básicas e eficazes para cidadãos atentos e despertos. O processo de
conscientização individual e coletivo sobre a questão socioambiental representa um primeiro movimento no
combate dessa problemática.
Reflexão
Você sabia que hoje no Brasil mais de 1 milhão de pessoas ainda vivem sem banheiro em casa?De
acordo com o Censo 2022, há 367 mil lares sem banheiro, nem mesmo externo ou precário. Enquanto
isso, na outra ponta, 5,4 milhões de pessoas vivem em casas com quatro banheiros ou mais. 
O Piauí enfrenta a pior situação do país, em que 5% da população vivem nessas condições. O quadro é crítico
em 169 municípios, em que 10% da população habita lares sem banheiros ou sanitário. Em todo o país, há
ainda 2,4 milhões de pessoas em domicílios com instalações externas ou insalubres. O Brasil se comprometeu
a eliminar essa situação até 2030, seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A importância da consciência socioambiental
Neste vídeo, assista à entrevista com as professoras Beatriz Neves e Juliana Durão sobre ondas de calor,
eventos climáticos extremos e sobre a relação entre meio ambiente e desigualdade global.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Atividade 1
Leia atentamente as frases abaixo:
 
I. A consciência socioambiental é definida pela consciência exclusiva de chefes de Estado em relação à
biodiversidade do planeta.
 
II. A consciência socioambiental informa à população sobre as consequências dos meios de produção e a
problemática ambiental associada.
 
III. O voto, as cobranças e decisões de consumo individuais de cada cidadão têm poder de pressionar e
interferir em políticas governamentais e empresariais.
 
Está correto o que se afirma em:
A
I e II apenas.
B
I e III apenas.
C
II apenas.
D
I apenas.
E
II e III apenas.
A alternativa E está correta.
Nada comunidade científica e tecnológica
O papel principal da comunidade científica se refere ao fomento intelectual de pesquisa sobre o meio
ambiente e desenvolvimento sustentável, fornecendo ao Estado e à população esses dados. Cabe à
comunidade cientifica e tecnológica a melhora na comunicação e na cooperação, facilitando o uso apropriado
dos dados e conhecimentos gerados. Os cientistas devem ser independentes de interesses econômicos, de
modo que não possuam restrições na divulgação dos dados, mesmo que influenciem na imagem e reputação
de empresas e governos.
A importância da comunidade científica
Este vídeo aborda a participação dos diferentes grupos da sociedade no desenvolvimento sustentável,
possíveis ações e contribuições de cada um deles.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Desse modo, os órgãos competentes e a comunidade científica e tecnológica devem interagir mutuamente e
propor novas estratégias de desenvolvimento baseadas no conhecimento gerado. Cabe aos órgãos públicos
proporcionarem estrutura e fomento a essas pesquisas e, ao mesmo tempo, cabe à comunidade cientifica e
tecnológica estabelecer soluções.
Esse diálogo auxiliará a comunidade científica e tecnológica a definir prioridades de pesquisa e propor
medidas para soluções construtivas.
A importância dos agricultores
Uma vez que a agricultura engloba grande parte da superfície terrestre (cerca de um terço), é importante a
participação efetiva de grandes e pequenos agricultores na gestão comunitária. Devido ao aumento da
demanda da população mundial, a agricultura cresceu de forma exponencial, tornando-se, por vezes, um
problema ambiental principalmente quanto ao uso de recursos naturais não renováveis e desmatamento.
Dessa forma, é necessário que agricultores prezem por uma agricultura sustentável. 
Devem ser estimuladas práticas tecnológicas
de desenvolvimento sustentável para pequenos
e grandes agricultores, que incluam a redução
do uso de insumos e energia, além de promover
a participação de agricultores na
implementação de políticas ambientais, tendo
em vista o desenvolvimento não só de sua
lavoura, mas também o desenvolvimento
ambiental, social e econômico da população e
da região onde se encontram.
Diferentes grupos voltados para
o desenvolvimento sustentável
Neste vídeo, você verá as primeiras discussões ambientais e legislações voltadas para o meio ambiente no
país.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Atividade 1
A gestão comunitária do meio ambiente visa, entre outros aspectos, à integração de governos, entidades e
comunidades na gestão ambiental de determinado local. Sendo assim, é necessário que cada membro da
comunidade entenda seu papel e contribua para o desenvolvimento sustentável. Assinale a alternativa correta
a respeito da importância dos indígenas na gestão comunitária do meio ambiente.
A
Os povos indígenas desenvolveram através de gerações conhecimentos científicos e culturais sobre uso e
manejo de suas terras. Dessa forma, por meio do intercâmbio de conhecimento, também cooperam na criação
de políticas públicas de manejo de recursos naturais e desenvolvimento sustentável.
B
Os povos indígenas têm grande importância principalmente por controlar a economia dessas regiões. Por isso,
devem participar promovendo investimentos em políticas públicas de manejo de recursos naturais e
desenvolvimento sustentável.
C
Os povos indígenas desenvolveram ao longo das gerações tecnologias agrícolas necessárias para um
desenvolvimento mais sustentável de suas terras. Dessa forma, devem ceder esses conhecimentos
tecnológicos para o desenvolvimento de políticas públicas de manejo nesse âmbito.
D
Os povos indígenas foram muito prejudicados desde a colonização do Brasil. Dessa forma, é essencial que
participem na gestão de suas terras remanescentes como forma de indenização histórico-cultural.
E
Os povos indígenas, por conhecerem as florestas, devem se aliar às ONGs, auxiliando-as a promover políticas
públicas de meio ambiente a nível internacional.
A alternativa A está correta.
Os conhecimentos científicos e culturais dos povos indígenas foram desenvolvidos por gerações nas
florestas brasileiras, contudo, ao longo do tempo, muitas dessas informações se mantiveram exclusivas
desses povos. A partir do compartilhamento, essas informações, somadas a outros conhecimentos
científicos, auxiliam na formulação de políticas públicas voltadas à conservação das terras.
Exemplos de programas de gestão comunitária
Os programas de gestão comunitária podem e devem ser aplicados em todas as regiões do Brasil. Contudo,
nos últimos anos, a região amazônica tem sido o foco desse tipo de gestão, principalmente pela sua
importância internacional e pela grande presença de povos indígenas. Nesse sentido, o governo brasileiro
propôs o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), visando à criação e manutenção de Unidades de
Conservação (UCs) no longo prazo (2002-2039). 
Saiba mais
Dentre os objetivos do ARPA, destaca-se a conservação da biodiversidade e ecossistemas de forma
interativa com as comunidades locais, a fim de alcançar um desenvolvimento sustentável participativo,
financeiramente independente e descentralizado. 
Um documento publicado em 2018 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou alguns resultados
referentes a diferentes objetivos de gestão comunitária:
Gestão integrada de unidades de conservação e terras indígenas
Em UCs dos estados Pará — inclusive na Reserva Extrativista do Xingu —, Tocantins, Acre, Roraima e
Maranhão, foram promovidas ações de gestão territorial, a partir da troca de saberes entre
extrativistas e indígenas, da vigilância e proteção dos entornos de UCs e terras indígenas e da
implementação de atividades sustentáveis.
Conservação e manejo de recursos naturais
Em UCs do Amazonas e do Amapá foram realizadas ações de conservação e monitoramento de
quelônios (grupo das tartarugas) e jacarés, manejo do pirarucu (incentivando meios de renda
alternativa) e gestão participativa da pesca.
Fortalecimento da organização comunitária
Em UCs de Roraima, do Amazonas, do Pará e do Acre foram realizados projetos de capacitação das
comunidades locais para uso sustentável de recursos naturais e de incentivo da visitação em parques
nacionais, bem como planos de fortalecimento das comunidades e iniciativas de vigilância,
organização comunitária e educação ambiental.
Produção agroecológica
Em UCs do Acre, do Amazonas e de Mato Grosso foram realizados projetos de promoção de
conhecimentos científicos e técnicos para o fortalecimento de culturas (como o cacau nativo), assim
como projetos acerca da energia elétrica fotovoltaica — para conservação de produtos perecíveis —,
da prevenção de impactos sociais e ambientais e do desenvolvimento de atividades sustentáveis com
ribeirinhos.
Formação e capacitação de lideranças
Em UCs do Amazonas e do Acre, foram desenvolvidos projetos de capacitação e fortalecimento de
jovens lideranças, de forma protagonista, bem como projetos de gestão participativa por meio de
ações práticas em suas comunidades.
Assim como o Arpa, outras iniciativas de gestão comunitária do meio ambiente estão apenas no começo,
contudo, importantes resultados relativos ao manejo de recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável já
são observados. Para a continuidade e o aprimoramento dessas medidas, são necessários maiores aportes de
fundos para esses tipos de projeto, mediante editais dos governos e da comunidade internacional. Além disso,
é importante estreitar o conhecimento acadêmico e as ações conservacionistas de forma a alcançar
resultados mais consistentes e rápidos na conservação das florestas brasileiras e no desenvolvimento de suas
comunidades associadas.
Agroecologia - Plantar Água
Neste vídeo, o professor Igor Kessous apresenta a agroecologia e explica como esse modelo de produção
pode contribuir para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
Conteúdo interativo
Acesse a versãodigital para assistir ao vídeo.
Atividade 2
A Amazônia, com sua imensa riqueza natural desempenha serviços ecológicos cruciais para sustentar as
diferentes formas de vida que habitam a Terra, inclusive a nossa, seres humanos. Apesar disso, a Amazônia
sofre severos impactos de degradação e enfrenta inúmeros desafios para sua conservação. Qual das
seguintes alternativas descreve corretamente uma estratégia eficaz para a conservação da biodiversidade e
dos ecossistemas da Amazônia?
A
Implementar políticas de desmatamento controlado para a expansão agrícola.
B
Promover programas de gestão comunitária que envolvam ativamente as comunidades locais.
C
Incentivar a migração de populações urbanas para áreas de floresta nativa da Amazônia.
D
Estabelecer reservas naturais exclusivamente administradas pelo governo federal.
E
Introduzir espécies exóticas para aumentar a diversidade biológica.
A alternativa B está correta.
Promover programas de gestão comunitária que envolvam ativamente as comunidades locais é uma
estratégia eficaz para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas da Amazônia. Essa abordagem
reconhece o conhecimento e a importância das comunidades locais na proteção ambiental, promovendo
um desenvolvimento sustentável e participativo. O desmatamento leva à degradação ambiental. Incentivar
a migração pode aumentar a pressão sobre os recursos naturais. A administração exclusiva pelo governo
não engaja e inclui as comunidades locais. A introdução de espécies exóticas é causa de desequilíbrio
ecológico e perda da biodiversidade nativa.
Compromisso individual com as questões socioambientais
De acordo com o PNUMA, órgão da ONU responsável pela agenda ambiental, estamos vivenciando três crises
planetárias: a crise climática, a crise da natureza e a crise da poluição e dos resíduos. Alimentadas por um
consumo e uma produção insustentáveis, as três crises estão destruindo os sistemas naturais que permitem
às nossas economias prosperar. Nesta próxima década decisiva para o futuro do planeta, precisamos reunir
pessoas e agir como nunca. Cada ação individual conta.
Comentário
Apesar de sabermos que os grandes motores de mudança são os setores industrial e agrícola, já que
juntos são responsáveis por mais da metade da água consumida em todo o Brasil, por exemplo, além de
terem grande responsabilidade sobre a emissão de gases poluentes e poluição de rios e mananciais, é
preciso que cada indivíduo se comprometa e busque melhorar suas escolhas e hábitos em prol de
opções sustentáveis.Muitas pessoas não enxergam o potencial das ações individuais para a
conservação do meio ambiente. Afinal, são pequenos hábitos. É preciso pensar que não são apenas os
atos de cada um que farão a diferença, mas, sim, a coletividade, os muitos fazendo a sua parte.
Compartilhando a responsabilidade da mudança, pode-se ajudar a diminuir a degradação do planeta. 
A seguir apresentamos sugestões de mudanças que podem ser incorporadas no dia a dia dos cidadãos para
ajudar a frear as crises socioambientais que enfrentamos:
Dê preferência aos produtos de procedência sustentável e empresas comprometidas
com as questões socioambientais
Existem diversas empresas que buscam produzir da maneira mais sustentável possível, utilizando
materiais recicláveis, buscando processos produtivos menos poluentes, maior eficiência energética e
utilizando fontes renováveis de energia. Sempre busque saber sobre o compromisso socioambiental
da marca antes de comprar seus produtos ou contratar seus serviços. Quando for investir seu
dinheiro, se preocupe em não investir em setores que degradam o meio ambiente ou geram conflitos
socioambientais.
Utilize objetos de metal e vidro que possam ser reutilizados
Objetos de vidro e metal têm uma durabilidade maior do que os de plástico. Dessa maneira, são
descartados em menor quantidade. Além disso, quando enviados para reciclagem, possuem maior
atratividade econômica e são mais reciclados.
Busque reduzir sua geração de lixo e direcione seu lixo para reciclagem
Reduzir é mais importante sempre, ação que vem antes da reciclagem, que é considerado um
processo energointensivo. 
Composte seu lixo orgânico
Envie seu lixo orgânico para compostagem ou tenha um minhocário em casa. Você pode ter uma
composteira doméstica em casa e gerar adubo para plantas. O envio de resíduos orgânicos para
aterros sanitários gera a emissão de gás metano, um gás de efeito estufa muito mais potente do que
o CO2.
Evite utilizar produtos descartáveis
O plástico demora mais de 100 anos para degradar na natureza. Busque usar sempre produtos
reutilizáveis e elimine os descartáveis da sua vida.
Inicie um grupo de caronas ou vá de transporte público para o seu trabalho
O setor de transporte é um dos mais emissores de gases de efeito estufa e de poluição. Além de
gerar mais saúde para você, buscar ir a pé ou de bike é sempre a melhor opção. Caso não seja
possível, vá de transporte público ou organize um esquema de carona.
Prefira documentos digitais
Uma única folha de papel demanda 10 litros de água para ser produzida. Utilizando recursos digitais
para assinar e encaminhar documentos, você evita o gasto desnecessário. 
Coma mais plantas
Mudar para uma dieta baseada em vegetais pode reduzir a pegada de carbono anual de um indivíduo
em até 2,1 toneladas com uma dieta vegana ou em até 1,5 toneladas para vegetarianos, de acordo
com a ONU.
Busque utilizar eletricidade e água com mais racionalidade na sua residência
Sempre que sair de um cômodo, lembre-se de desligar a luz. Não deixe os aparelhos eletrônicos
sempre ligados (isso pode ser até perigoso) e na hora de tomar banho e lavar louça, use
racionalmente a água. A maioria das pessoas não sabe qual é o seu consumo mensal de energia e
água, acompanhe seu gasto, monitore as mudanças de consumo ao longo do ano.
Busque consumir produtos locais e sazonais
Como o setor de transporte é muito poluente, buscar consumir localmente é uma boa forma de
minimizar o impacto ambiental das suas escolhas.
Sempre que puder, conserte
Se algum objeto quebrar na sua casa, não descarte imediatamente. Lembre-se que para esse produto
ser feito, foram utilizados muitos recursos naturais, sendo a grande maioria finitos. Por isso, busque
reparar sempre, antes de trocar por um novo.
Busque usar menos avião
Deixe o uso do avião para as viagens que só podem ser feitas dessa forma e são inevitáveis. O setor
aéreo é responsável por grande emissão de gases de efeito estufa, por isso sempre que puder, utilize
outros modais para suas viagens.
Reduza o desperdício de alimentos
Ao comer apenas o que necessita e ao reduzir o desperdício alimentar, um indivíduo pode reduzir a
sua pegada de carbono em até 1,3 toneladas anualmente. Não só reduziremos as emissões pela
redução do desperdício alimentar, como também seremos mais saudáveis, pouparemos dinheiro e
protegeremos os nossos preciosos recursos para as gerações futuras.
Use materiais sustentáveis na construção
Faça da sua casa um centro de sustentabilidade. Da próxima vez que planejar um projeto de
construção ou mesmo uma pequena reparação, verifique as credenciais ecológicas dos materiais que
utiliza. Algumas espécies de madeira são produzidas de forma mais sustentável, por exemplo. Estima-
se que os edifícios e a construção geram um terço do total de resíduos do mundo – além de quase
40% das emissões de CO2 relacionadas com a energia.
Essas foram algumas sugestões do que um indivíduo pode fazer em prol de um planeta mais justo e
sustentável. Você não precisa colocar em prática todas elas, mas pode escolher alguma ou algumas para
começar a fazer sua parte. Sugiro arregaçar as mangas e começarmos já!
12 ações em prol de uma vida mais sustentavel
Neste vídeo, assista a uma entrevista sobre o compromisso individual com as questões socioambientais e as
12 ações individuais que podemos realizar em prol de uma vida mais sustentável.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Atividade 3
Após estudarmos sobre asformas de você, cidadão, fazer sua parte por um planeta mais sustentável em
termos sociais e ambientais, marque a alternativa abaixo que corresponde a uma dessa ações benéficas para
o planeta:
A
Usar seu carro para ir ao trabalho sozinho, diariamente, enquanto poderia utilizar um transporte público de
qualidade ou fazer um esquema de rodízio de caronas com colegas.
B
Buscar ter uma alimentação mais rica em vegetais e não tão dependente de carne vermelha, bovina.
C
Deixar seus eletrônicos ligados direto na tomada, usando ou não, dia após dia.
D
Sempre que algo em sua casa quebrar, trocar imediatamente por um produto novo.
E
Consumir roupas de marcas que exploram a mão de obra.
A alternativa B está correta.
O consumo da carne bovina tem grande impacto no meio ambiente. São usadas grandes quantidades de
água para a produção pecuária, o impacto na degradação do solo é intenso, assim como é crítica a emissão
dos gases de efeito estufa que aquecem o planeta e estão relacionados às mudanças climáticas. Bovinos
liberam muito metano na atmosfera, um gás poluente de contribuição muito mais potente do que o gás
carbônico para o efeito estufa.
4. Conclusão
Considerações finais
O processo de consciência socioambiental é complexo e engloba diferentes esferas, sendo a
conscientização a primeira etapa para se alcançar o desenvolvimento sustentável, que preconiza
manter a capacidade do planeta de suprir as necessidades da geração atual, assim como das futuras.
 
Atualmente nos deparamos com inúmeros desafios socioambientais e, por isso, precisamos, como
cidadãos e como profissionais, atuarmos para melhorar o cenário de degradação ambiental atual.
 
A consciência socioambiental global foi o gatilho do desenvolvimento de políticas locais e nacionais
para se alcançar a sustentabilidade.
 
Os países signatários da ONU, após diversas conferências e reuniões ocorridas na segunda metade do
século XX, como a Rio-92, propuseram objetivos para alcançarmos o modelo de desenvolvimento
sustentável, pensando no bem-estar econômico, social e ambiental da sociedade.
 
A partir de discussões internacionais e nacionais, o Brasil elaborou leis referentes ao manejo de
recursos naturais e à proteção das florestas, de outros ecossistemas e da biodiversidade associada,
abordando poluição, crimes ambientais, entre outros.
 
O marco da legislação ambiental brasileira foi a Política Nacional do Meio ambiente, que englobou leis
anteriores e embasou leis e medidas posteriores sobre a questão ambiental. Ele é robusto e precisa
apenas ser colocado em prática.
 
Para alcançar o desenvolvimento sustentável, é importante implantarmos um modelo de gestão
participativa do meio ambiente, ou seja, uma gestão em que diversas esferas da sociedade estejam
envolvidas e tenham voz na ação e elaboração de medidas, trabalhando de forma cooperativa. Esse
tipo de gestão ainda é importante para a descentralização do poder e do domínio das leis pelos órgãos
públicos, tornando as políticas mais justas e efetivas para toda a comunidade envolvida.
Podcast
O especialista irá demonstrar que, mesmo após a elaboração de leis importantes sobre a conservação
do meio ambiente, os órgãos reguladores vêm perdendo força. Esse aspecto envolve questões políticas,
sociais e econômicas.
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Para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto:
 
Assista ao vídeo sobre a Rio-92, disponível no YouTube: A Cúpula da Terra - Conferência da ONU sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento (1992).
 
Leia na íntegra o documento Fortalecimento comunitário em unidade de conservação: desafios, avanços e
lições aprendidas no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), publicado pelo Ministério do Meio
Ambiente e disponível no portal do ICMBio.
 
Veja no texto de Carolina Cunha, publicado no portal UOL, a relação do meio ambiente com pandemias, como
no caso do Coronavírus: Coronavírus - Qual é a relação entre o meio ambiente e pandemias de vírus.
 
Acesse o portal das Nações Unidas no Brasil, no qual você encontra os Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável na íntegra. Leia cada um para compreender melhor o que foi discutido neste estudo.
 
Assista ao documentário A história das coisas, disponível no YouTube, e entenda um pouco mais sobre os
nossos padrões de consumo enquanto sociedade, e a necessidade de sermos mais sustentáveis.
 
Leia o livro Ideias para adiar o fim do mundo, do ambientalista, filósofo e líder indígena Ailton Krenak, que fala
sobre a relação da humanidade com a natureza e como nossas ações podem acabar com o planeta.
Referências
BRASIL. Câmara dos Deputados. Legislação brasileira sobre meio ambiente. 2. ed. Brasília, DF: Edições
câmara, 2010.
 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Fortalecimento comunitário em unidade de conservação: desafios,
avanços e lições aprendidas no Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). Brasília, DF: MMA, 2018.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. Agenda 21. 1992. Consultado na internet em: 17 set. 2021.
 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. A ONU e o meio ambiente. 16 set. 2020. Consultado na internet
em: 18 set. 2021.
 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU. Sobre o nosso trabalho para alcançar os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável no Brasil. Consultado na internet em: 18 set. 2021.
 
SOS MATA ATLÂNTICA. Mata Atlântica. Consultado na internet em: 18 set. 2021.
 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO. Progress on household drinking water, sanitation and hygiene
2000-2020: five years into the SDGs. 2021.
 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO. The United Nations Children’s Fund. Diarrhoea: Why children are still
dying and what can be done. 2009.
 
WWF-BRASIL. O que é desenvolvimento sustentável? WWF-Brasil. Consultado na internet em: 20 set. 2021.
	Consciência socioambiental e sustentabilidade
	1. Itens iniciais
	Objetivos
	Introdução
	1. Políticas e definições de consciência socioambiental e sustentabilidade
	A consciência socioambiental
	Conteúdo interativo
	Saiba mais
	Reflexão
	A importância da consciência socioambiental
	Conteúdo interativo
	Atividade 1
	O que é desenvolvimento sustentável?
	Já ouviu falar de ESG?
	Sustentabilidade e o dia da sobrecarga da terra
	Conteúdo interativo
	Atividade 2
	Como alcançar o desenvolvimento sustentável?
	Metas para um desenvolvimento sustentável
	Conteúdo interativo
	Jogo de memória dos ODS
	Conteúdo interativo
	Atividade 3
	Rio-92: marco global em prol do ambiente e sustentabilidade
	Agenda 21
	Carta da Terra
	Convenções da Biodiversidade, Desertificação e Mudanças climáticas
	Declaração de Princípios sobre Florestas
	Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento
	Comentário
	Convenção da Diversidade Biológica
	Conteúdo interativo
	Atividade 4
	Principais desafios ambientais e riscos globais da atualidade
	Atenção
	Desmatamento
	Perda da biodivesidade
	Degradação do solo
	Você sabia que já vivemos uma emergência climática?
	Conteúdo interativo
	Atividade 5
	2. Legislação ambiental no Brasil
	Início das discussões sobre meio ambiente no Brasil
	Decreto nº 23.793, de 23 de janeiro de 1934:
	Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965:
	Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967:
	Lei nº 6.225, de 14 de julho de 1975:
	Decreto de Lei nº 1.413, de 14 de agosto de 1975:
	Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980:
	Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981:
	Primeiras leis ambientais no Brasil
	Conteúdo interativo
	Atividade 1
	Política Nacional do Meio Ambiente e CF 88
	Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente
	Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente
	Conteúdo interativo
	Atividade 2
	Criação do Ibama, regulamento de agrotóxicos e crimes ambientais
	A criação do Ibama (Lei nº 7.735/89)
	Saiba mais
	Tipos de unidades de conservação
	Conteúdo interativo
	Saiba mais
	Novo código florestal e lei do patrimônio genético
	Crime contra a fauna
	Crime contra a flora
	Poluição e outros crimes
	Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio culturalCrimes contra a administração ambiental
	Lei dos crimes ambientais (Lei nº 9.605/98)
	Conteúdo interativo
	Atividade 3
	O novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012)
	Comentário
	Lei do Patrimônio genético (Lei nº 13.123/2015)
	Saiba mais
	Novo código florestal e lei do patrimônio genético
	Conteúdo interativo
	Atividade 4
	3. Gestão comunitária do meio ambiente
	O que é gestão comunitária do meio ambiente?
	O que é Gestão Comunitária do Meio Ambiente?
	Conteúdo interativo
	A importância das mulheres
	Rachel Carson (1907 – 1964)
	Jane Goodall (1934)
	Wangari Maathai (1940 – 2011)
	Vandana Shiva (1952)
	Sheila Watt- Cloutier (1953)
	A importância das crianças e dos adolescentes
	A importância de populações indígenas
	Saiba mais
	A importância das ONGs
	A importância das autoridades locais
	A importância dos trabalhadores e dos sindicatos
	A importância do comércio e da indústria
	A importância da comunidade científica e tecnológica
	A importância da comunidade científica
	Conteúdo interativo
	A importância dos agricultores
	Diferentes grupos voltados para o desenvolvimento sustentável
	Conteúdo interativo
	Atividade 1
	Exemplos de programas de gestão comunitária
	Saiba mais
	Gestão integrada de unidades de conservação e terras indígenas
	Conservação e manejo de recursos naturais
	Fortalecimento da organização comunitária
	Produção agroecológica
	Formação e capacitação de lideranças
	Agroecologia - Plantar Água
	Conteúdo interativo
	Atividade 2
	Compromisso individual com as questões socioambientais
	Comentário
	Dê preferência aos produtos de procedência sustentável e empresas comprometidas com as questões socioambientais
	Utilize objetos de metal e vidro que possam ser reutilizados
	Busque reduzir sua geração de lixo e direcione seu lixo para reciclagem
	Composte seu lixo orgânico
	Evite utilizar produtos descartáveis
	Inicie um grupo de caronas ou vá de transporte público para o seu trabalho
	Prefira documentos digitais
	Coma mais plantas
	Busque utilizar eletricidade e água com mais racionalidade na sua residência
	Busque consumir produtos locais e sazonais
	Sempre que puder, conserte
	Busque usar menos avião
	Reduza o desperdício de alimentos
	Use materiais sustentáveis na construção
	12 ações em prol de uma vida mais sustentavel
	Conteúdo interativo
	Atividade 3
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referênciasfrase (I), o erro se encontra na atribuição da consciência socioambiental apenas aos chefes de Estado e
à biodiversidade, quando na verdade deve ser atribuída à população como um todo e considerar também
outros aspectos além da biodiversidade, como o social, o econômico e o ambiental. As demais frases se
encontram corretas, (II) a consciência socioambiental tem como um dos objetivos informar sobre as
consequências das ações individuais e dos meios de produção para o meio ambiente e (III) cada cidadão
precisa agir com responsabilidade e entender o poder do seu voto, das suas ações de cobrança e consumo
consciente frente às políticas do governo e de empresas, em prol de um meio ambiente equilibrado,
saudável e próspero para esta e as futuras gerações.
O que é desenvolvimento sustentável?
A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU)
definiu desenvolvimento sustentável como um modelo de desenvolvimento que considera as necessidades da
atual geração, assim como as necessidades das gerações futuras.
A ideia é buscarmos modelos de desenvolvimento que sejam regenerativos e considerem os limites
planetários. No entanto, isso não vem acontecendo. 
Para nos dar a ideia de como andamos
consumindo nossos recursos naturais, foi
criado o dia da sobrecarga da Terra. A cada
ano, esse dia marca o momento em que a
humanidade já consumiu todos os recursos
naturais que o planeta pode renovar, ou seja,
pode nos prover naquele ano. Quem mede esse
índice anualmente é a ONG GFN – Global
Footprint Network. Acontece que, desde que
esse indicador começou a ser utilizado,
entramos em débito com o planeta com mais
antecedência a cada ano, ou seja, o dia é
marcado antes de o ano terminar e cada vez
mais cedo.
O dia da sobrecarga da Terra é o dia que foi definido como símbolo do nosso uso desenfreado e insustentável
de recursos naturais. Em 2023, no dia 02 agosto, utilizamos todos os recursos naturais que poderíamos
consumir durante o ano todo. Após a data, tudo o que foi produzido e consumido foi além da capacidade do
planeta.
A sustentabilidade possui três pilares dependentes entre si, nenhum pode existir sem o outro no longo prazo:
o ambiental, o social e o econômico.
Os três pilares da sustentabilidade.
Já ouviu falar de ESG?
Hoje, grande parte das empresas tem utilizado uma nova nomenclatura para tratar das questões
socioambientais, ESG (environmental, social and governance). No Brasil, usa-se também a sigla ASG
(ambiental, social e governança). Independentemente do nome, sustentabilidade ou ESG, o importante é que
as estratégias, o plano de negócio e as políticas de todas as corporações incorporem, efetivamente, as
questões ambientais, sociais e de governança e que elas ganhem tanto peso quanto as questões econômicas.
Sustentabilidade e o dia da sobrecarga da terra
Este vídeo aborda temas como desenvolvimento sustentável, sustentabilidade e o dia da sobrecarga da terra.
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Atividade 2
A incorporação de questões socioambientais na agenda empresarial tem ganhado mais peso recentemente.
Com base no exposto sobre ESG, qual das empresas hipotéticas citadas abaixo você indicaria como realmente
comprometida com as questões socioambientais:
A
A empresa CAP produz relatórios de sustentabilidade anualmente, porém tem tido enormes problemas com a
comunidade ao entorno de sua fábrica por conta da poluição do rio local, que passou a ser impróprio para o
banho após sua instalação e operação, por conta do despejo de materiais impróprios oriundos do seu
processo produtivo.
B
A empresa FNT estimula que seus funcionários realizem trabalho voluntário para divulgar em suas redes
sociais, no entanto, não paga hora extra aos seus funcionários que realizam jornadas de trabalho extenuantes.
C
A empresa GAT produz peças de roupa e em uma de suas campanhas de marketing se define como marca
sustentável por ter utilizado em uma peça algodão orgânico. No entanto, ela utiliza trabalho subvalorizado e
explorado em suas fábricas na Ásia.
D
A empresa SEQUOIA produz roupas de alta qualidade e durabilidade. Toda a produção é feita por mulheres,
que são bem remuneradas e vivem no entorno de sua fábrica. Eles buscam a eficiência energética em seus
processos produtivos e a redução das emissões de gases de efeito estufa e de outros poluentes. Suas
campanhas de marketing não estimulam a compra excessiva de roupas, mas sim a compra de poucas peças,
duráveis e atemporais.
E
A empresa VIRTU é conhecida por produzir materiais para a indústria de construção civil. Ela se comprometeu
com várias metas climáticas e foi considerada referência no seu setor por conta disso. No entanto, por conta
de questões financeiras, não vem cumprindo as metas estabelecidas e passou a emitir mais gases de efeito
estufa nos últimos anos.
A alternativa D está correta.
A empresa SEQUOIA que se preocupa em produzir produtos duráveis, que não serão descartados
rapidamente, incentiva a igualdade de gênero, buscando empregar mulheres, remunera bem suas
empregadas e busca mão de obra local e eficiência energética na sua produção, contribuindo com o meio
ambiente. Além do trabalho importante de divulgação baseada no consumo consciente.
Como alcançar o desenvolvimento sustentável?
O desenvolvimento deve ser planejado tendo
em vista a melhor utilização dos recursos
naturais, sejam eles renováveis ou não
renováveis (aqueles que são finitos) e
considerando o atendimento das necessidades
básicas da população.
É importante ressaltar que não somente nossa
sociedade atual depende desse modelo de
desenvolvimento, mas também as próximas
gerações. O desenvolvimento sustentável leva
mais em conta a qualidade da produção do que
a quantidade, visando à reutilização de
produtos, reinserindo-os como matéria-prima
nos processos produtivos após o final de sua vida útil, e à redução do uso de matérias-primas.
Sendo assim, nos países em desenvolvimento como o Brasil, é importante ter em vista que, para alcançar
maiores patamares de riqueza, não é necessário seguir o sistema adotado pelos países desenvolvidos, o que
seria insustentável para o planeta, mas elaborar meios e modelos de produção mais sustentáveis. O Brasil é
um país privilegiado por ter recursos naturais em abundância, porém precisa utilizá-los melhor.
Metas para um desenvolvimento sustentável
Este vídeo trata do conjunto de metas definidas por países-membros da ONU como necessárias para
alcançarmos o desenvolvimento sustentável. No Brasil, elas são chamadas de Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS).
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Para se alcançar o desenvolvimento sustentável das nações, é necessário ter metas claras. Nesse sentido, em
2015, os países membros da ONU adotaram a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, dividida em 17
objetivos (SDG – Sustainable Development Goals) que entraram em vigor no dia 1° de janeiro de 2016 e devem
ser alcançados até 31 de dezembro de 2030. No Brasil são chamados de Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS).
Os 17 objetivos globais de desenvolvimento sustentável.
1 - Erradicação da pobreza: Acabar com a pobreza em
todas as suas formas, em todos os lugares. Elaborar
políticas sólidas para reduzir em pelo menos metade o
número de pessoas em pobreza extrema. Além disso, deve-
se assegurar a todos o acesso a serviços básicos.
2 - Fome zero e agricultura sustentável: Acabar com a fome,
alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e
promover a agricultura sustentável. Ampliar a produtividade
agrícola de pequenos agricultores, por meio de
novos investimentos. Garantir repartição
igualitária dos benefícios provenientes de
recursos genéticos e conhecimento tradicional
para comunidades locais.
3 - Saúde e bem-estar: Assegurar uma vida
saudável e promover o bem-estar para todos,
em todas as idades. Diminuir a mortalidade
materna e infantil, acabar com epidemias e
incentivar o acesso universal a serviçosde saúde. Apoiar
pesquisas científicas no âmbito da saúde, inclusive no
desenvolvimento de vacinas.
4 - Educação de qualidade: Assegurar a educação inclusiva
e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de
aprendizagem ao longo da Garantir os ensinos primário e
secundário de qualidade para todos. Eliminar a disparidade
de gênero na educação e preparar os jovens para empregos
na vida adulta. Incentivar a formação de professores por
meio de cooperação internacional.
5 - Igualdade de gênero: Alcançar a igualdade de gênero e
empoderar todas as mulheres e meninas. Acabar com
qualquer tipo de discriminação de gênero, bem como a
violência sofrida pelas mulheres. Assegurar o acesso à
propriedade e a participação igualitária das mulheres na
política, na economia e na vida pública.
6 - Água potável e saneamento: Assegurar a disponibilidade
e gestão sustentável da água e saneamento para todos.
Melhorar a qualidade da água e reduzir a
poluição. Incentivar e capacitar países para a
promoção do saneamento básico. Proteger os
recursos hídricos e incentivar a participação de
comunidades locais na gestão das águas.
7 - Energia limpa e sustentável: Assegurar o
acesso confiável, sustentável, moderno e a
preço acessível à energia para todos. Incentivar
o uso de energia renovável ampliando a
infraestrutura e modernizando tecnologias.
8 - Trabalho decente e crescimento econômico: Promover o
crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável,
o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para
todos. Reduzir o número de jovens desempregados,
erradicar trabalhos forçados ou análogos à escravidão, bem
como o trabalho infantil. Assegurar a geração de emprego
decente e o empreendedorismo.
9 - Indústria, inovação e infraestrutura: Construir
infraestruturas resilientes, promover a
industrialização inclusiva e sustentável e
fomentar a inovação. Promover uma indústria
sustentável e inclusiva, aumentando
participação de países em desenvolvimento e
menos desenvolvidos. Incentivar pesquisas
científicas para o desenvolvimento tecnológico.
10 - Redução das desigualdades: Reduzir a
desigualdade dentro dos países e entre eles.
Aumentar a renda dos mais pobres, incentivar a
inclusão social independentemente de crenças,
posicionamento político, gênero, raça, cor e idade.
Incentivar criação de políticas públicas para se alcançar
uma maior igualdade.
11 - Cidades e comunidades sustentáveis: Tornar as cidades
e os assentamentos humanos inclusivos, seguros,
resilientes e sustentáveis. Dar acesso à habitação, à
segurança, ao transporte de forma sustentável a todos.
Reduzir número de mortes atribuídas às catástrofes, à
violência e à baixa qualidade de água.
12 - Consumo e produção responsáveis: Assegurar padrões
de produção e de consumo sustentáveis. Reduzir
significantemente o desperdício de comida, a geração de
resíduos (mediante reciclagem). Mudar
produção e consumo para padrões mais
sustentáveis, principalmente em países em
desenvolvimento.
13 - Ação contra a mudança global do clima:
Tomar medidas urgentes para combater a
mudança do clima e seus impactos. Incentivar
políticas e planejamento dos países no combate
à crise climática. Incentivar o reforço da
capacidade de adaptação a catástrofes climáticas.
14 - Vida na água: Conservação e uso sustentável dos
oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o
desenvolvimento sustentável. Reduzir drasticamente a
poluição marinha recorrente de atividades terrestres.
Aumentar regiões de conservação em áreas costeiras,
acabar com a pesca ilegal e destrutiva. Incentivar pesquisas
científicas oceanográficas.
15 - Vida terrestre: Proteger, recuperar e
promover o uso sustentável dos ecossistemas
terrestres, gerir de forma sustentável as
florestas, combater a desertificação, deter e
reverter a degradação da terra e deter a perda
de biodiversidade. Promover uso sustentável
em florestas e diminuir o desmatamento.
Combater a desertificação e promover a
restauração de florestas. Aumentar aportes
financeiros para a conservação e o uso
sustentável de florestas.
16 - Paz, justiça e instituições eficazes: Promover
sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento
sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e
construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em
todos os níveis. Reduzir a corrupção e assegurar o Estado
de Direito a todos. Acabar com a exploração infantil e
reduzir todas as formas de violência.
17 - Parcerias e meios de implementação: Fortalecer os
meios de implementação e revitalizar a parceria global para
o desenvolvimento sustentável. Fortalecer a cooperação
internacional para o auxílio a países menos desenvolvidos,
bem como incentivar a capacitação em países em
desenvolvimento. Ajudar países em desenvolvimento a
alcançar a sustentabilidade.
Os ODS foram criados a partir das Metas do Milênio, que
foram definidas na Rio-92, o que pode ser considerado um
dos marcos globais para a sustentabilidade.
Jogo de memória dos ODS
Este vídeo apresenta um jogo de memória dos ODS em que os 17 itens são comentados por especialistas.
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Atividade 3
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU foram adotados em 2015 pelos países signatários como
uma chamada universal à ação para acabar com a pobreza, preservar o planeta e garantir que até 2030 todas
as pessoas desfrutem de paz e prosperidade. Sendo assim, assinale a alternativa correta em relação a esses
objetivos.
A
Objetivo 1: Erradicação da pobreza, que se refere a acabar com a pobreza em países africanos, visto que são
os mais afetados pela fome e falta de saneamento.
B
Objetivo 7: Energia limpa e acessível, que se refere a incentivar a criação de fontes energéticas oriundas de
combustíveis fósseis.
C
Objetivo 6: Água potável e saneamento, que se refere exclusivamente ao incentivo dado por países
desenvolvidos aos menos desenvolvidos na criação de redes de esgoto.
D
Objetivo 15: Vida terrestre, que se refere a promoção e incentivo à redução do desmatamento, recuperação e
proteção dos ecossistemas terrestres.
E
Objetivo 16: Paz, justiça e instituições eficazes, que se refere ao incentivo ao armamento da população no
combate à violência das grandes cidades.
Logo da Rio-92.
A alternativa D está correta.
Segundo definição da ONU, o objetivo 15 visa proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter
a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade; o objetivo 1 visa erradicar a pobreza em todas as
formas e em todos os lugares; o objetivo 7 visa garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e
modernas para todos; o objetivo 6 visa garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água potável e
do saneamento para todos; e o objetivo 16 visa reduzir significativamente todas as formas de violência e as
taxas de mortalidade relacionada em todos os lugares e promover sociedades pacíficas e inclusivas para o
desenvolvimento sustentável.
Rio-92: marco global em prol do ambiente e
sustentabilidade 
Também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, a Rio-92 ocorreu na cidade do Rio de Janeiro em junho
de 1992, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em Estocolmo,
Suécia, realizada em 1972, na década em que efetivamente se iniciaram as discussões de cunho ambiental.
A Rio-92 foi o marco internacional na política ambiental do
planeta, uma vez que os países signatários admitiram que
era necessário modificar o modelo de desenvolvimento da
humanidade para um modo sustentável, tendo em vista o
esgotamento de diversos recursos para gerações futuras.
Mais de 100 chefes de Estado estiveram presentes e se
reuniram, um número nunca visto.
Nessa conferência, os países desenvolvidos se
comprometeram a auxiliar os países em desenvolvimento
(como o Brasil) a alcançar um modelo de desenvolvimento
sustentável e consumo reduzido, visto que, se os paísesem
desenvolvimento e menos desenvolvidos usassem os
mesmos padrões de desenvolvimento dos países desenvolvidos, não haveria recursos suficientes sem que
ocorressem graves consequências no meio ambiente. Dessa forma, a Rio-92 resultou na produção dos
seguintes documentos:
Agenda 21
Propôs mudanças em padrões de consumo (principalmente recursos energéticos), a proteção
ambiental, o desenvolvimento tecnológico e o combate ao desmatamento, à poluição e à
desertificação de forma integrada e participativa. Além disso, aspectos sociais intrínsecos ao
desenvolvimento sustentável como o combate à pobreza e às desigualdades. Foi o principal
documento da conferência. 
Carta da Terra
Estabeleceu princípios acerca da paz mundial, sustentabilidade, democracia, erradicação da pobreza
e direitos humanos.
Convenções da Biodiversidade, Desertificação e Mudanças climáticas
Comprometeram-se a reduzir emissões de gases prejudiciais, conservar as espécies e combater a
desertificação. Ainda, as nações concordaram que os lucros dos recursos genéticos fossem
repartidos.
Lideranças reunidas durante a Rio+20.
Declaração de Princípios sobre Florestas
Determinou a soberania das florestas pelos países, inclusive na minimização de danos ambientais.
Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento
Abordou a proteção do meio ambiente tendo em vista aspectos econômicos.
Embora não tenha estipulado prazos concretos, a Rio-92 teve grande legado na consciência socioambiental
do planeta como um todo, principalmente no embasamento de ações concretas nas conferências seguintes da
ONU e na formulação dos ODS, que foram anteriormente apresentados.
Vinte anos após a Rio-92, em 2012, foi realizada
a Rio +20, a fim de avaliar o progresso no
tempo decorrido e renovar o compromisso
ambiental com os países signatários. A
erradicação da pobreza e a economia verde
foram os principais temas dessa conferência.
Vale mencionar também o Protocolo de Quioto,
que colocou no mercado instrumentos como o
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, para
ajudar que os países desenvolvidos (maiores
emissores de gás de efeito estufa per capita)
compensassem suas emissões comprando créditos de carbono de países em desenvolvimento. O Protocolo
de Quioto entrou em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, logo após o atendimento às condições que exigiam
a ratificação por, no mínimo, 55% do total de países-membros da convenção e que fossem responsáveis por,
pelo menos, 55% do total das emissões de 1990.
Comentário
Durante o primeiro período de compromisso, entre 2008-2012, 37 países industrializados e a
comunidade europeia comprometeram-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) para
uma média de 5% em relação aos níveis de 1990. No segundo período de compromisso, as partes se
comprometeram a reduzir as emissões de GEE em pelo menos 18% abaixo dos níveis de 1990 no período
de oito anos, entre 2013-2020. Cada país negociou a sua própria meta de redução de emissões em
função da sua visão sobre a capacidade de atingi-la no período considerado. O Brasil ratificou o
documento em 23 de agosto de 2002. 
O Acordo de Paris, que foi o sucessor do Protocolo de Quioto, é um tratado mundial que possui um único
objetivo, o de reduzir o aquecimento global. Ele foi discutido entre 195 países durante a Conferência das
Partes (COP21), em Paris. O compromisso internacional foi aprovado em 12 de dezembro de 2015 e entrou em
vigor oficialmente no dia 4 de novembro de 2016. O Acordo de Paris é um tratado internacional cujos esforços
estão voltados para limitar o aumento da temperatura do planeta até o final do século a níveis seguros. 
A partir de 2020, as medidas que esse acordo rege para a redução de emissão de dióxido de carbono (CO2)
iniciaram-se, reconhecendo a necessidade de uma resposta eficaz e progressiva à ameaça da mudança do
clima com base no melhor conhecimento científico disponível. O Brasil ratificou o Acordo de Paris em 12 de
setembro de 2016.
Convenção da Diversidade Biológica
Neste vídeo, o professor Igor Kessous apresenta a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), estabelecida
durante a Rio-92, e suas três bases principais: a conservação da diversidade, o uso sustentável da
biodiversidade e a repartição equitativa dos benefícios.
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Atividade 4
A Rio-92, também conhecida como Cúpula da Terra ou Eco-92, foi uma conferência que representou um
marco na política ambiental global, resultou na criação de importantes documentos e lançou as bases para
futuras conferências ambientais. Assinale a alternativa que corretamente representa um aspecto discutido ou
um resultado da Rio-92.
A
A Rio-92 foi realizada vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em
Nova York.
B
A Rio-92 estipulou prazos concretos para o alcance de metas ambientais.
C
Os países em desenvolvimento se comprometeram a adotar padrões de desenvolvimento iguais aos dos
países desenvolvidos.
D
A Rio-92 teve grande impacto na conscientização socioambiental global e influenciou conferências
subsequentes.
E
A erradicação da pobreza foi o principal tema da Rio-92.
A alternativa D está correta.
A Rio-92 realmente teve um impacto significativo na conscientização socioambiental global e influenciou as
conferências seguintes, além de contribuir para a formulação dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS). A conferência não ocorreu em Nova York, mas no Rio de Janeiro em 1992, e não foram
estipulados prazos concretos para o alcance de metas ambientais. A lógica do compromisso de
desenvolvimento sustentável é adotar padrões de desenvolvimento que considerem o meio ambiente e
faça uso racional dos recursos naturais. O tema principal da Rio+20 é que foi a erradicação da pobreza.
Principais desafios ambientais e riscos globais da
atualidade
Há inúmeros desafios que a humanidade enfrenta atualmente e podemos mencionar a poluição do ar, as
mudanças climáticas, o desmatamento, a perda de biodiversidade e a degradação do solo como desafios
expressivos e que devem ser solucionados para que o planeta continue sendo habitável para os seres vivos.
Atenção
Atualmente, há emissão excessiva de carbono e de outros gases de efeito estufa na atmosfera. O uso de
combustíveis fósseis e o desmatamento crescentes aumentaram as concentrações atmosféricas de CO2
de 280 partes por milhão (ppm), há 200 anos, para cerca de 400 ppm, o que representa um aumento
sem precedentes, tanto em escala quanto em velocidade e o resultado são as perturbações climáticas
que já ocorrem em todo mundo. 
É importante destacar que o excesso de carbono é apenas uma das formas de poluição do ar causadas pela
queima de combustíveis fósseis, mas há inúmeros componentes nocivos que são liberados a cada segundo na
atmosfera pelas atividades humanas. 
Frente à mudança climática, que se tornou a grande preocupação ambiental dos países e de instituições
privadas, faz-se necessário substituir os combustíveis fósseis por energia renovável, reflorestar, reduzir as
emissões da agricultura, melhorar os processos industriais e diminuir o atual padrão insustentável de
consumo.
Desmatamento
No que se refere ao desmatamento, esse é um problema crítico. Florestas
ricas e diversas vêm sendo destruídas para dar espaço para a pecuária e
monoculturas agrícolas, além de outras atividades. No Brasil, a mudança
e uso do solo é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa, por
exemplo, e o desmatamento cresce a cada ano. Recuperar as florestas e
conservar as que restam é fundamental. Governos, empresas e cidadãos
deveriam ter esse compromisso como algo de grande importância para
manutenção da vida no planeta.
Perda da biodivesidade
Nesse sentido, é importante mencionar também a perda de
biodiversidade, outro problema crítico. De acordo com informações do
WWF (World Wide Fund for Nature), as estimativas de perda acelerada de
espécies de seres vivos que presenciamos hoje está entre 1.000 e 10.000
vezes acima da taxa de extinçãonatural e que entre 0,01 e 0,1% das
espécies do planeta são extintas por ano.
Degradação do solo
Em relação à degradação do solo, há no mundo hoje uma exploração
excessiva de pastagens, a crescente erosão dos solos, as monoculturas,
a compactação dos solos, sua exposição excessiva a poluentes e outros,
representando as diferentes formas de degradação que sofrem. De
acordo com a ONU, cerca de 12 milhões de hectares de terras agrícolas
são degradados anualmente.
Anualmente, é publicado o Relatório de Riscos Globais, desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial em
colaboração com a Zurich e a Marsh McLennan. Ele apresenta os resultados da Pesquisa de Percepção de
Riscos Globais (GRPS), que coleta percepções de quase 1.500 especialistas globais todos os anos. No
relatório de 2024, entre os 10 principais riscos globais, cinco se referem a questões socioambientais:
Condições climáticas extremas
Mudança crítica nos sistemas da Terra
Perda de biodiversidade e colapso do ecossistema
Escassez de recursos naturais e poluição
Esses são os riscos mais graves previstos para enfrentarmos ao longo da próxima década.
Você já ouviu falar das fronteiras planetárias?
Conceito proposto em 2009 em um artigo científico, as fronteiras planetárias definiram um conjunto de
limites interligados que garantem um espaço operacional seguro para a humanidade. Foi feito um
balanço entre as agressões crescentes que minam processos sistêmicos essenciais e a capacidade da
Terra de retornar ao seu estado natural após perturbações. Das nove fronteiras ou limites planetários,
cientistas indicam que já cruzamos sete.
Seguem os nove limites planetários: mudanças climáticas, integridade da biosfera, mudança de uso do solo,
fluxos bioquímicos, destruição do ozônio estratosférico, uso da água doce, acidificação do oceano,
carregamento de aerossóis atmosféricos e incorporação de novas entidades.
1. 
2. 
3. 
4. 
As nove fronteiras planetárias, atualizado para o ano de 2023.
Com base no que estudamos até aqui, podemos concluir que a construção da consciência socioambiental vem
de um processo longo e complexo.
É necessário que o indivíduo explore, se informe, conheça e se sinta parte do ambiente no qual está
incluído.
Preservá-lo vai além da conservação de florestas ou biodiversidade, está diretamente relacionado ao futuro
da humanidade e de nossos descendentes. Diversas organizações das esferas públicas e privadas vêm
desenvolvendo políticas mais verdes devido à pressão de políticas públicas internacionais e nacionais,
entretanto, as ações conservacionistas devem ir além. Para isso, é necessário a sensibilização dos cidadãos e
ampla promoção da consciência socioambiental, e você é parte disso!
Você sabia que já vivemos uma emergência climática?
Em uma entrevista com a professora Juliana Velloso, serão abordados dois assuntos importantes: o Relatório
de Riscos Globais e as nove fronteiras planetárias.
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Atividade 5
Questão 1
Os desafios ambientais que a humanidade enfrenta atualmente incluem a poluição do ar, as mudanças
climáticas, o desmatamento, a perda de biodiversidade e a degradação do solo. Em resposta a esses desafios,
o conceito das fronteiras planetárias foi proposto para definir limites interligados que garantem um espaço
operacional seguro para a humanidade. Nesse contexto, qual das seguintes alternativas representa uma
medida eficaz para enfrentar tais desafios ambientais?
A
Aumentar a utilização de combustíveis fósseis para impulsionar o crescimento econômico.
B
Expandir a área de monoculturas agrícolas para aumentar a produção de alimentos.
C
Promover a substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável.
D
Reduzir os esforços de reflorestamento para ampliar áreas urbanas.
E
Intensificar a exploração de pastagens para aumentar a produção de carne bovina.
A alternativa C está correta.
A substituição de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável é uma medida eficaz para reduzir a
emissão de gases de efeito estufa, combatendo as mudanças climáticas e a poluição do ar. Além disso,
essa medida contribui para um modelo de desenvolvimento mais sustentável. As demais alternativas
representam ações que agravariam os problemas ambientais mencionados, como o aumento das emissões
de CO2, a degradação do solo e a perda de biodiversidade.
2. Legislação ambiental no Brasil
Início das discussões sobre meio ambiente no Brasil
Assim como a comunidade internacional se voltou para o desenvolvimento de políticas ambientais,
principalmente a partir da década de 1970, o Brasil deu início a uma série de leis e resoluções voltadas para
essa pauta. Nosso país é detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta e, por outro lado, possui
profundos problemas relacionados à crise ambiental. 
Um primeiro marco do início do compromisso brasileiro com a questão ambiental se deu em 1981, com a
criação da Política Nacional do Meio Ambiente, dando espaço para a formulação e discussão de ideias no
âmbito nacional. No entanto, o debate que embasou esse marco na política ambiental brasileira começou um
pouco antes. Discutiremos a seguir, de forma resumida, algumas das mais importantes leis e decretos a
respeito do meio ambiente no Brasil.
Vamos conhecer a legislação anterior à Política Nacional do Meio Ambiente (1981). Abaixo, listamos as
principais leis e decretos criados com enfoque em algum aspecto relacionado ao meio ambiente antes da Lei
6938/81:
1
Decreto nº 23.793, de 23 de janeiro de 1934:
Primeiro Código Florestal, estabelecido no governo de Getúlio Vargas. Classifica florestas e regula a
exploração destas na premissa de que são bens de comum interesse a todos os brasileiros.
2
Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965:
Criação do novo Código Florestal Brasileiro. Definiu que as florestas brasileiras (e todos os tipos de
vegetação) são um bem comum a todos os habitantes do Brasil. Definição dos limites mínimos de
APPs (Áreas de Preservação Permanente), Reserva Legal e matas ciliares.
3
Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967:
Determinou a proteção à fauna silvestre, seus locais de acasalamento e abrigo. Além disso, proibiu a
caça (com possibilidade de exceções regionais), utilização, comércio ou perseguição destes
animais.
4 Lei nº 6.225, de 14 de julho de 1975:
Estabeleceu a proteção dos solos e o combate à erosão em determinadas regiões. Estipulou prazos
para tomada de providências por parte dos proprietários das terras.
5
Decreto de Lei nº 1.413, de 14 de agosto de 1975:
Controle da poluição ambiental frente às atividades industriais. Determinou que indústrias instaladas
no Brasil deverão corrigir possíveis danos ambientais causados e, em áreas críticas, instalar
equipamentos controladores de poluição.
6
Lei nº 6.803, de 2 de julho de 1980:
Em continuação do decreto anterior, estabeleceu zoneamento urbano nas áreas críticas de poluição,
ou seja, a divisão das cidades em zonas (estritamente industriais, predominantemente industriais e
de uso diversificado) no intuito da preservação da saúde e segurança humana.
7
Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981:
Criação de Áreas de Proteção Ambiental e Estações ecológicas. Dispôs sobre sanções aplicadas ao
não cumprimento ou à violação de regras.
Primeiras leis ambientais no Brasil
Este vídeo apresenta as primeiras discussões ambientais e as legislações voltadas para o meio ambiente no
país.
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Atividade 1
O Brasil, detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, iniciou uma série de leis e resoluções
voltadas para a política ambiental, principalmente a partir da criação da Política Nacional do Meio Ambiente
em 1981. Antes disso, várias leis e decretos importantes já tinham sido implementados com foco em aspectos
ambientais. Com base nas informações fornecidas, qual das seguintes alternativas corretamente representa
uma medida de proteção ambiental implementada no Brasil antes da criaçãoda Política Nacional do Meio
Ambiente em 1981?
A
A criação de áreas de proteção ambiental e estações ecológicas em 1965.
B
A proteção à fauna silvestre e proibição da caça em 1967.
C
A regulamentação das atividades pesqueiras em 1970.
D
A implementação de políticas de reciclagem obrigatórias em 1975.
E
A definição de limites de emissão de gases de efeito estufa em 1980.
A alternativa B está correta.
A Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967, determinou a proteção à fauna silvestre, proibiu a caça e
regulamentou a utilização e o comércio desses animais. As outras alternativas contêm informações
incorretas ou inexistentes para o período anterior à Política Nacional do Meio Ambiente de 1981.
Política Nacional do Meio Ambiente e CF 88
Diferentemente das legislações anteriores, a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 dispôs a Política Nacional
do Meio Ambiente (PNMA), mais completa e concisa, sendo considerada um marco na política ambiental
brasileira. Essa lei tinha como seu objetivo geral preservar e recuperar o meio ambiente tendo em vista o
desenvolvimento socioeconômico, a dignidade e a segurança nacional.
A PNMA é regida pelos seguintes princípios:
I - Ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um
patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo.II -
Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar.III - Planejamento e fiscalização do uso dos
recursos ambientais.IV - Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas.V -
Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras.VI - Incentivos ao estudo e
à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais.VII -
Acompanhamento do estado da qualidade ambiental.VIII - Recuperação de áreas degradadas.IX -
Proteção de áreas ameaçadas de degradação.X - Educação ambiental a todos os níveis de ensino,
inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio
ambiente.
(LEI Nº 6.938/81)
Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente
A Política Nacional do Meio Ambiente tem os seguintes objetivos:
Compatibilizar o desenvolvimento
socioeconômico com a preservação
ambiental.
 
Definir áreas prioritárias para a ação
governamental.
 
Estabelecer critérios, normas e padrões
de qualidade ambiental.
 
Apoiar pesquisas no âmbito do uso de recursos ambientais de forma responsável.
 
Incentivar as tecnologias para manejar, preservar e comunicar sobre o meio ambiente.
 
Preservar e restaurar recursos ambientais.
 
Impor ao poluidor/predador o dever de recuperar ou indenizar os danos causados, independentemente
de culpa.
Em suma, a Política Nacional do Meio Ambiente regulamentou diversas atividades relativas ao uso de recursos
ambientais e efetivou o direito de todos a um meio ambiente saudável e equilibrado de acordo com o
desenvolvimento econômico e social brasileiro.
Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente
Neste vídeo, conheça os objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente e entenda porque esta lei é
considerada a mais completa e concisa.
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O meio ambiente também aparece na Constituição Federal de 1988 (CF 88). O artigo 225 da Constituição
assegura que todos têm o direito a um meio ambiente equilibrado, contudo, possuem também o dever de
preservar e defender o meio ambiente para gerações futuras. 
Dessa forma, cabe ao Poder Público preservar, restaurar e manejar recursos ecológicos e o patrimônio
genético, definir espaços a serem protegidos, exigir estudos de impacto ambiental em obras causadoras de
impacto, controlar produção de substâncias que comportem risco à saúde e à vida, incentivar a educação
ambiental e proteger a fauna e a flora do país.
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• 
O infrator ou a empresa infratora relacionado a
prejuízos ambientais é passível de sanções penais e
administrativas.
A exploração de recursos minerais por organizações deve
ser compensada com recuperação ambiental da área
degradada. Além disso, atividades que lesam o meio
ambiente levarão os infratores a sanções penais e
administrativas.
Atividade 2
O objetivo da PNMA é regulamentar as atividades que
envolvam o meio ambiente, priorizando a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental e
assegurando o desenvolvimento social e econômico da população. Com base no que acabou de estudar sobre
a PNMA, indique o item abaixo que apresenta um objetivo dessa legislação.
A
Incentivar modelos econômicos extrativistas sem obrigação de minimizar impactos.
B
Eximir de culpa o poluidor, que por estar produzindo bens de consumo para população, não deve se preocupar
com a poluição advinda de seus processos produtivos.
C
Estimular a preservação e restauração de recursos ambientais.
D
Promover a exploração de recursos ambientais finitos mesmo próximos de uma exaustão.
E
Eximir grandes empresas de cumprirem padrões de qualidade ambiental.
A alternativa C está correta.
A PNMA foi um marco na agenda ambiental brasileira, com a finalidade de compatibilizar o desenvolvimento
socioeconômico com a preservação ambiental, estimulando a preservação e restauração ambiental, entre
outros.
Criação do Ibama, regulamento de agrotóxicos e crimes
ambientais
Neste tópico trataremos dos esforços dos órgãos competentes brasileiros na regulamentação e fiscalização
do uso de agrotóxicos e dos crimes ambientais.
A criação do Ibama (Lei nº 7.735/89)
Com a Política Nacional do Meio Ambiente, foi criado o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), que é o
conjunto de órgãos voltados para a defesa do meio ambiente. A estrutura do Sisnama é prevista na legislação
e abrange órgãos e entidades da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Suas competências
envolvem ações de proteção e melhoria da qualidade ambiental.
Dentre os órgãos encontram-se o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Conselho Nacional do Meio Ambiente
(Conama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 
Cada um desses órgãos desempenha funções
específicas junto ao governo, de forma a
implementar os objetivos de proteção
ambiental previstos na lei. O Ibama se enquadra
na categoria de órgãos executores, cuja
finalidade é executar e fazer executar a política
e as diretrizes governamentais para o meio
ambiente.
A criação do Ibama se deu pela Lei nº 7.735 de
22 de fevereiro de 1989. Esse instituto foi
proposto como uma autarquia federal com
autonomia financeira, legal e administrativa.
O Ibama possui três finalidades básicas:
Agir como polícia ambiental.
Executar ações de licenciamento ambiental e controle da qualidade ambiental, deliberar o uso dos
recursos naturais, fiscalizar e monitorar o meio ambiente.
Executar as ações ambientais da União em vigência no momento.
Uma das atividades do Ibama de grande importância é o licenciamento ambiental federal. De acordo com a lei,
o Ibama deve atuar no procedimento de licenciamento ambiental no âmbito federal, quando os
empreendimentos e atividades forem, por exemplo, localizados em dois ou mais estados brasileiros, em terras
indígenas ou em unidades de conservação. 
Saiba mais
O ICMBio é responsável por gerir, proteger, monitorar e fiscalizar todas as centenas de Unidades de
Conservação Federais (UC) existentes no país. Foi criado pela Lei nº 11.516/07 e desempenha papel
crucial na proteção do meio ambiente e ecossistemas brasileiros. Assista ao vídeo a seguir e conheça
mais sobre as unidades de conservação. 
Tipos de unidades de conservação
Com a palavra, o professor Igor Kessous, que apresenta os tipos de unidades de conservação existentes no
Brasil e as suas finalidades.
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1. 
2. 
3. 
Agora vamos explorar outras legislações
ambientais importantes, incluindoo
regulamento dos agrotóxicos (Lei nº 7.802/89).
Entre outras medidas, a Lei nº 7.802 de 11 de
julho de 1989 dispõe sobre o controle, a
inspeção e a fiscalização de agrotóxicos. Ela
estipula que novos agrotóxicos devem ser
utilizados somente se forem previamente
registrados e estiverem de acordo com as
exigências dos órgãos de saúde federais. Além
disso, dispõe sobre os rótulos desses produtos
bem como o descarte das embalagens.
Saiba mais
A União Europeia é uma grande exportadora de agrotóxicos, inclusive daqueles cujo uso é proibido em
território nacional, são milhões de toneladas exportadas, que somam bilhões de euros. No Brasil, os
campeões em vendas - mancozebe, atrazina, acefato, clorotalonil e clorpirifós - também são proibidos
na Europa. Os limites de resíduos dessas substâncias nos alimentos e na água dos brasileiros costumam
ser até milhares de vezes maiores do que aqueles permitidos na União Europeia. O glifosato, agrotóxico
mais vendido no país, é considerado possivelmente cancerígeno para seres humanos pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) e o resíduo autorizado desse herbicida na água potável dos brasileiros é cinco
mil vezes maior do que aquele autorizado na União Europeia. 
Novo código florestal e lei do patrimônio genético
A lei dos crimes ambientais, Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, dispõe sobre ações penais e
administrativas aplicadas a pessoas físicas ou jurídicas que lesaram o meio ambiente. São exemplos dos
crimes passíveis de punição de acordo com essa lei:
Crime contra a fauna
São passíveis de punição quem matar, caçar ou utilizar de qualquer forma espécimes da fauna sem
permissão de autoridade competente. Tratando-se de espécies ameaçadas de extinção, a pena é
aumentada em sua metade. Se for oriunda de caça profissional, a pena é aumentada em até três
vezes. Além disso, aplica penalidades na inclusão de espécies não nativas no país, no abuso de
animais e na pesca em locais proibidos.
Por outro lado, não são considerados crimes quando a caça é realizada para saciar a fome do caçador
ou da família, para proteger propriedades de produção agropecuária (de acordo com autoridade
competente) e tratando-se de animal nocivo.
Crime contra a flora
Aplica penalidades a destruidores de florestas de preservação permanente, de mata primária ou
secundária, ou ainda em estágios de regeneração. Se o dano afetar espécies ameaçadas, ainda será
considerado um agravante. Além disso, são passíveis de pena atos de danificação ou destruição de
plantas de ornamentação ou nativas.
Poluição e outros crimes
Poluição que afete a saúde da vida humana, influencie na morte de animais ou danifique vegetações é
passível de punição. Além disso, essa seção dispõe sobre produtos ou substâncias tóxicas, serviços
potencialmente poluidores sem regulação ou em desacordo com as normas e disseminação de
doenças ou pragas que causem danos à agropecuária, ou ecossistemas.
Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural
Aplicam-se penalidades também em relação à alteração de estruturas e edificações, incluindo-se
aquelas de valor ecológico ou paisagístico, sem autorização. Pichações também são passíveis de
punição.
Crimes contra a administração ambiental
Se o funcionário público sonegar dados de licenciamentos ambientais ou estudos técnico-científicos,
omitir a verdade ou ainda fizer afirmações enganosas, é passível de penalidades. Também são
considerados crimes dessa esfera dificultar a fiscalização ambiental do Poder Público e apresentar
laudo ou licenciamento falso.
Lei dos crimes ambientais (Lei nº 9.605/98)
Você sabe sobre o que exatamente a Lei dos crimes ambientais dispõe? É sobre isso que você aprenderá
neste vídeo.
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Atividade 3
O Ibama foi criado para proteger o meio ambiente, garantir a qualidade ambiental e assegurar a
sustentabilidade no uso dos recursos naturais. Qual das seguintes alternativas corretamente descreve uma
das suas funções ou característica?
A
O Ibama é responsável pela gestão de todas as Unidades de Conservação Federais.
B
O Ibama foi criado pela Lei nº 11.516/07 e possui autonomia financeira, legal e administrativa.
C
O Ibama é um órgão consultivo do Sisnama, dedicado à formulação de políticas ambientais.
D
O Ibama executa ações de licenciamento ambiental, fiscalização e monitoramento do meio ambiente.
E
O Ibama é uma autarquia estadual voltada para a proteção dos recursos hídricos.
A alternativa D está correta.
As funções do Ibama incluem o licenciamento ambiental, fiscalização e monitoramento do meio ambiente. A
gestão das Unidades de Conservação Federais é responsabilidade do ICMBio. A Lei nº 11.516/07 criou o
ICMBio, já o Ibama foi criado pela Lei nº 7.735 de 22 de fevereiro de 1989. O Ibama é um órgão executor e
não consultivo e é considerado uma autarquia federal, não estadual, sendo suas funções não limitadas
apenas à proteção dos recursos hídricos, mas ambientais de forma geral.
O novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012)
Quase cinquenta anos após o último Código Florestal Brasileiro, foi publicado o Novo Código Florestal, a Lei nº
12.651, de 25 de maio de 2012, como uma atualização da lei anterior. Veja a seguir os princípios dessa lei, de
forma resumida:
I - Compromisso com a preservação das florestas e todas as formas de vegetação nativa. 
II - Reafirmação da função estratégica das atividades agrícola e pecuária na sustentabilidade e no
desenvolvimento econômico do país e da população. 
III - Uso sustentável e proteção de florestas, águas e vegetação. 
IV - Criação de políticas preservacionistas e de restauração da vegetação nativa. 
V - Incentivo à pesquisa científica para o uso sustentável, a preservação e a recuperação do solo, da
água e das florestas. 
VI – Fomento à preservação e à recuperação de florestas e ao desenvolvimento sustentável.
Essa nova lei tramitou na câmara dos deputados por mais de 12 anos e envolveu muitas polêmicas,
principalmente quanto ao impasse entre os ruralistas e os ambientalistas. Na aprovação desse novo código,
estimava-se que cerca de 9 a cada 10 produtores rurais estavam com situação irregular (mais de 80 milhões
de hectares) de acordo com o último código florestal vigente. Dessa forma, houve uma pressão dos
produtores para a flexibilização de medidas adotadas no código anterior, bem como nos limites de matas
ciliares e desmatamento que, por outro lado, segundo os próprios produtores, também iria beneficiar
pequenos agricultores.
Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) foram pontos discordantes entre ambientalistas
e ruralistas. O novo código propôs a redução pela metade em APP, como em matas ciliares, por exemplo, para
cursos d’água de 5 metros (de 30 metros em 1965 para 15 metros em 2012). Com relação às RL, o novo
regulamento estipulado para a região da Amazônia Legal foi 80% em área de florestas, 35% no cerrado e 20%
nos campos gerais. As demais regiões devem preservar 20% de suas matas.
Protesto de ambientalistas em Brasília contra o novo
Código Florestal.
Comentário
A proposta, contudo, não considera a região da Mata Atlântica como prioritária, uma vez que restam
apenas 12,4% da floresta inicial e é a região de maior concentração da população brasileira (72%),
presente em 17 estados da federação. 
Além disso, o Novo Código Florestal propôs a absolvição de irregularidades em alguns casos. Pequenos
produtores, de 20 a 400 hectares, foram excluídos da obrigatoriedade de reflorestamento em regiões
irregulares. Entretanto, a problemática vai de encontro à divisão de latifúndios em lotes menores atribuídos a
diferentes membros de uma mesma família, isentando-os de obrigações de reflorestamento.
Além da mobilização da bancada ambientalista contra
diversas medidas adotadas nesse novo código, houve
grande pressão popular contra essas mudanças, o que
ocasionou alguns vetos e mudanças propostas em leis
posteriores.
Lei do Patrimônio genético (Lei nº
13.123/2015)
A lei do patrimônio genético,Lei nº 13.123, de 20 de maio de 2015, também conhecida como a Nova Lei da
Biodiversidade, dispõe sobre o uso científico e de produção da biodiversidade brasileira e seu conhecimento
tradicional associado, bem como a repartição de benefícios provindos dessas ações.
Mas o que é patrimônio genético?
O patrimônio genético é o conjunto de informações genéticas contidas nas plantas, nos animais e nos
microrganismos, no todo ou em suas partes (cascas, folhas, raízes, pelos, penas, peles etc.), estejam
eles vivos ou mortos. O patrimônio genético também está contido em substâncias produzidas por esses
organismos, como resinas, látex de plantas ou venenos de animais e substâncias químicas produzidas
por microrganismos. O patrimônio genético brasileiro está nos organismos que ocorrem de forma natural
no Brasil, ou seja, de seres vivos nativos ou daqueles que adquiriram características específicas no
território nacional (MMA, Brasil).
Já o conhecimento tradicional é caracterizado por práticas ou informações utilizadas por indígenas,
comunidades tradicionais (por exemplo, quilombolas) ou agricultores tradicionais sobre os usos associados à
biodiversidade e, consequentemente, ao seu patrimônio genético.
Um exemplo de uso do patrimônio genético ocorre na
produção de cosméticos que usam ingredientes
naturais.
O acesso ao patrimônio genético pode resultar na produção
de alimentos, medicamentos, fontes de energia renováveis
ou até mesmo cosméticos. A biodiversidade é um bem da
humanidade e dos países aos quais pertence.
A valorização dos conhecimentos tradicionais é essencial, e
a repartição dos lucros com as comunidades que cedem
esse conhecimento é uma forma justa de progresso, tendo
em vista a economia de tempo e recursos na idealização de
novos produtos.
Fabricantes do produto oriundo da biodiversidade brasileira
ou do conhecimento tradicional associado deverão repartir
os benefícios e, para isso, ficou instituído o Fundo Nacional
para a Repartição de Benefícios (FNRB), de forma monetária
ou não monetária. 
Saiba mais
Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, ela abriga não só uma grande riqueza natural, mas um
catálogo de plantas, animais e substâncias com grande potencial biotecnológico, que diariamente são
perdidos para o desmatamento, queimadas, garimpo, dentre outras atividades ilegais. Além do valor
inquestionável de preservar a biodiversidade, os genes das espécies guardam a receita de moléculas
que podem ser úteis na medicina, em processos industriais e outros – uma investigação chamada de
bioprospecção. Bancos genéticos objetivam proteger o recurso genético dessa biodiversidade e
explorá-lo ao mesmo tempo que traz retorno às populações locais. 
A lei do patrimônio genético também se aplica para pesquisas científicas, que muitas vezes incluem o envio de
materiais biológicos para outros países, como no caso de sequenciamento genético de espécies ou outros
procedimentos biotecnológicos. Para que haja a repartição dos benefícios e o controle das atividades
envolvendo o patrimônio genético e o conhecimento tradicional brasileiros, as amostras, remessas, envios e
pesquisas deverão ser cadastrados.
A lei demonstra que a preservação é relacionada ao uso sustentável e não à proibição do uso desses recursos.
Sendo assim, ela foi importante para regulamentar e fiscalizar esses produtos e essas atividades, garantindo o
desenvolvimento sustentável aliado à conservação da biodiversidade. Não é considerado nessa lei o
patrimônio genético humano.
Novo código florestal e lei do patrimônio genético
Neste vídeo, você verá a importância do Novo Código Florestal e da Lei do Patrimônio Genético.
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Atividade 4
Analise o case a seguir:
 
Sebastião Salgado (1944) é um fotógrafo brasileiro considerado um dos maiores talentos da fotografia
mundial pelo teor social de seu trabalho. Ele decidiu transformar uma fazenda adquirida por sua família em
Minas Gerais, que se encontrava em um cenário preocupante de degradação ambiental, fundando o Instituto
Terra, que faz um trabalho de reflorestamento, coletando sementes e selecionando as que possuem mais
chances de germinar. Depois eles cultivam pequenas mudas e, quando estão maduras, elas são plantadas no
solo previamente tratado. O que era pasto virou uma floresta de mais de 600 hectares repleta de
biodiversidade com centenas de espécies da fauna e flora que retornaram para sua região nativa. Foram
plantadas mais de 2,5 milhões de árvores em 25 anos em área da Mata Atlântica.
 
Veja nas fotos a evolução da área reflorestada do ano de 1998 para o ano 2013.
Considerando a importância da recuperação de áreas degradadas e os objetivos da legislação ambiental
brasileira, marque a alternativa correta:
A
A legislação ambiental é fundamental para que agentes poluidores continuem em seus processos poluentes
ano após ano.
B
A legislação ambiental incentiva que as empresas busquem processos produtivos mais eficientes e
destrutivos, sem considerar a proteção da biodiversidade.
C
A legislação ambiental carece de instrumentos punitivos em caso de infrações ambientais, o que impede
agentes privados de degradarem o meio ambiente.
D
A legislação ambiental impede que proprietários de terras realizem reflorestamento e ações de proteção ao
meio ambiente.
E
A legislação ambiental brasileira estimula que empresas privadas busquem minimizar seus impactos
socioambientais.
A alternativa E está correta.
Iniciativas como a de Sebastião Salgado são importantes para a recuperação de áreas degradadas e
estimuladas pelo governo. Estamos na década de restauração de ecossistemas da ONU (2021 até 2030),
cujo objetivo é inspirar e apoiar governos, sociedade civil, empresas privadas, jovens, mulheres, povos
indígenas, agricultores e cidadãos do mundo inteiro, para colaborar e agir em prol da restauração de áreas
degradadas. Não basta conservar o que existe, é preciso restaurar.
3. Gestão comunitária do meio ambiente
O que é gestão comunitária do meio ambiente?
O Brasil é um país de proporções continentais. Por isso, é importante incluir a sociedade no manejo e na
gestão do meio ambiente, pois isso auxilia no entendimento dos indivíduos como parte daquele ambiente e
facilita o trabalho de órgãos reguladores no cumprimento das leis estabelecidas. 
A gestão comunitária do meio ambiente é um
modelo de gestão que inclui a participação da
comunidade na prestação de serviços e nas
decisões sobre o manejo de uma localidade,
com os órgãos reguladores do meio ambiente.
Dessa forma, é possível descentralizar o poder
dos órgãos públicos e assegurar a participação
da sociedade no desenvolvimento sustentável e
preservação.
Lembra-se da Agenda 21 mencionada
anteriormente? Esse documento apresenta
medidas necessárias para o fortalecimento de comunidades no desenvolvimento sustentável. Essas medidas
tiveram como premissa a ideia de que todos devem ter acesso à informação transparente sobre as medidas
adotadas por autoridades nacionais, incluindo aquelas que impactam o meio ambiente e a proteção ambiental.
Veja a seguir a importância de alguns dos principais grupos no desenvolvimento sustentável local.
O que é Gestão Comunitária do Meio Ambiente?
Neste vídeo, veremos o que é gestão comunitária do meio ambiente, quem são os atores envolvidos e qual é o
seu objetivo.
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A importância das mulheres
Tendo em vista a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher proposta pela ONU,
posteriormente também incluída nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a comunidade internacional
enfatizou a participação das mulheres no manejo e na conservação de ecossistemas, assegurando o direito da
propriedade às mulheres.
Dessa forma, foi proposto aos governos promover o incentivo a ações inclusivas de mulheres no manejo
nacional de ecossistemas, o aumento da proporção de mulheres em cargos de chefia e principalmente a
igualdade entre homens e mulheresem todos os aspectos que tangem o desenvolvimento econômico
socioambiental. 
Você sabia que mulheres foram fundamentais na agenda socioambiental? Seguem alguns exemplos para você
conhecer:
1
Rachel Carson (1907 – 1964)
Em 1962, Carson, bióloga e conservacionista norte-americana, publicou o famoso livro Primavera
silenciosa, no qual tratava das devastadoras consequências do uso de pesticidas na fauna, que
contribuiu para o despertar da consciência ambiental. Graças a ela, também começou a ser
comemorado o Dia da Terra e foi criada a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).
2
Jane Goodall (1934)
Primatóloga inglesa que tem revolucionado a ciência desde 1960 com seus métodos inovadores e
suas fascinantes descobertas sobre o comportamento dos chimpanzés selvagens em Gombe
(Tanzânia). Com 89 anos, a Dra. Goodall continua trabalhando intensamente na proteção dos
ecossistemas e da biodiversidade, na educação ambiental e na sustentabilidade.
3
Wangari Maathai (1940 – 2011)
Em 2004, a bióloga queniana conhecida como mulher-árvore, recebeu prêmio Nobel da Paz por sua
contribuição ao desenvolvimento sustentável. Esse prêmio, o primeiro para uma mulher africana, foi o
ponto alto de uma trajetória que começou em 1977, quando fundou o Green Belt Movement
(Movimento Cinturão Verde), cujo objetivo era combater a desertificação, o desmatamento, a crise
da água e a fome rural.
4
Vandana Shiva (1952)
Uma das grandes defensoras do ecofeminismo na atualidade. A física e filósofa indiana entende a
Terra como um ente que faz parte do indivíduo e reivindica uma transformação que acabe com as
mudanças climáticas, a desigualdade, a injustiça, as guerras e a fome. Foi uma das fundadoras da
Women's Environment & Development Organization (WEDO).
5
Sheila Watt- Cloutier (1953)
É uma ativista canadense que defende o direito de seu povo a viver no frio. O mundo dos inuit (nome
comum para os diferentes povos que habitam as regiões árticas da América do Norte) está
derretendo. Daí provém sua luta contra o aquecimento global, tanto que foi nomeada para o Prêmio
Nobel da Paz em 2007.
A importância das crianças e dos adolescentes
Considerando que crianças e adolescentes compreendem cerca de um terço da população mundial, é
essencial sua participação no manejo comunitário para o sucesso no longo prazo do desenvolvimento
sustentável. É importante que a juventude entenda que essas ações influenciam a sua vida atual e o seu
futuro, bem como o futuro de toda a comunidade na qual estão inseridos. Assim, os países devem promover o
diálogo com esse público, permitindo-lhes o acesso à informação e a participação efetiva na tomada de
decisões.
Além disso, é fundamental promover o incentivo à educação
— principalmente no que engloba a responsabilidade com o
meio ambiente — e eliminar a violação de direitos humanos
de crianças e adolescentes, promovendo atividades de
cuidado ambiental que atendam às suas comunidades.
A importância de populações
indígenas
Historicamente, todos nós conhecemos a relação das
populações indígenas com as florestas e o meio ambiente.
Essas comunidades desenvolveram conhecimentos culturais e científicos sobre o uso e o manejo de recursos
naturais de suas terras e é necessário que também desfrutem dos benefícios proporcionados. Nesse sentido,
para se alcançar a cooperação dos povos indígenas, é necessário que os governos primeiramente:
Adotem políticas públicas referentes às terras e tradições indígenas.
Reconheçam suas terras e as protejam de quaisquer atividades ambientalmente incorretas.
Reconheçam as tradições culturais e os conhecimentos tradicionais na implementação de manejo
ambiental dessas regiões.
Reconheçam a dependência de utilização dos recursos naturais de forma sustentável.
Fortaleçam mecanismos para solução de problemas relacionados ao manejo de terras.
Apoiem meios de produção sustentáveis.
Intensifiquem o intercâmbio de conhecimentos e experiências de manejo sobre o uso das terras e dos
recursos naturais.
Comunidade indígena Pataxó.
Além disso, é necessária a participação de comunidades indígenas na criação de políticas públicas de manejo
de recursos naturais a nível nacional, regional e local, bem como a avaliação das medidas adotadas
anteriormente.
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Saiba mais
Segundo pesquisas do Instituto Socioambiental (ISA), os povos indígenas e tradicionais são
responsáveis, juntos, pela proteção de um terço das florestas no Brasil. Nos últimos 35 anos, somente as
terras indígenas protegeram 20% do total de florestas nacionais. O estudo do ISA revelou ainda que as
terras indígenas e as reservas extrativistas apresentaram melhor performance na proteção das florestas
quando comparadas com unidades de conservação de proteção integral ou áreas de proteção ambiental
(APAs). Os territórios de ocupação tradicional também funcionam como barreiras contra o
desmatamento. Os altos índices de preservação revelados pelo estudo se dão pelo conjunto de
conhecimentos e práticas dos povos indígenas e tradicionais no manejo das florestas. Povos indígenas e
populações tradicionais possuem outras concepções de natureza e, consequentemente, outras formas
de interagir com o meio ambiente. Os saberes desses povos e suas práticas de manejo estão mesclados
às paisagens. Além disso, os modos de ocupação tradicional promovem barreiras contra o
desmatamento e favorecem a regeneração florestal. 
A importância das ONGs
Assim como os órgãos públicos de cada país, as organizações não governamentais (ONGs) possuem papel
fundamental na gestão comunitária do meio ambiente. A importância dessas organizações se dá
principalmente pela independência de governos, dando credibilidade e genuinidade em avaliações e planos de
manejo. O papel das ONGs é também de fortalecer a comunicação com outras ONGs, órgãos internacionais,
populações locais e governos sobre a questão ambiental. Geralmente essas organizações possuem
conhecimento especializado para elaboração de desenvolvimento sustentável e saudável das regiões.
São exemplos de ONGs que atuam na questão ambiental WWF, Greenpeace e SOS Mata Atlântica.
O navio Rainbow Warrior do Greenpeace viaja pelo mundo combatendo a pesca
predatória e ações de empresas e governos que possam prejudicar o meio
ambiente.
A importância das autoridades locais
Ponto de recarga para veículos elétricos em ação de
incentivo ao consumo sustentável da prefeitura de
Cascavel, no Paraná.
O papel das autoridades locais na gestão comunitária é um
fator determinante para o cumprimento dos ODS quanto à
gestão comunitária. Essas autoridades devem operar e
manter a estrutura social, ambiental e econômica, além de
supervisionar o planejamento e as ações de políticas
ambientais locais. Devem também promover a educação da
população a favor de um desenvolvimento sustentável,
propiciando o diálogo entre cidadão, empresas privadas e
outras organizações locais.
A importância dos trabalhadores e
dos sindicatos
São fatores essenciais na obtenção do desenvolvimento
sustentável, uma vez que estão diretamente ligados a
mudanças nos ramos industriais, totalmente conectados à
proteção do meio ambiente e desenvolvimento
socioeconômico. Sendo assim, devem contribuir para uma cooperação em conjunto com governos e patrões
na busca do desenvolvimento sustentável.
A importância do comércio e da indústria
Desempenham um papel fundamental no
desenvolvimento socioeconômico de um país.
Além disso, são fundamentais na redução do
impacto ambiental sobre o uso de recursos,
mediante uma produção limpa e mais eficiente.
Sendo assim, essas empresas devem
considerar o manejo ambiental como uma de
suas maiores prioridades em conjunto com seu
desenvolvimento e de sua região. Dessa forma,
os ODS propuseram bases para a ação de uma
produção mais limpa, sustentável e
responsável.
A indústria e o comércio devem adotar medidas
que promovam boas práticas ambientais,
promover políticas de produção mais limpa considerando também sua influência sobre consumidores e
fornecedores.
A importância

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