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36
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
UNIP INTERATIVA
Erick Slayck Agostinho de Lima
RA 1838033
Ismael Vieira do Nascimento
RA 1824112
Leandro Pereira de Lima
RA 1887312
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO 
PIM IV 
SERRA TALHADA
2018
UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
UNIP INTERATIVA
Erick Slayck Agostinho de Lima
RA 1838033
Ismael Vieira do Nascimento
RA 1824112
Leandro Pereira de Lima
RA 1887312
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
PIM IV 
 
Projeto Integrado Multidisciplinar IV para obtenção do título de Gestor na Área Pública apresentado à Universidade Paulista – UNIP.
SERRA TALHADA
2018
RESUMO
Este estudo tem como objetivo inserir o aluno nas práticas gerenciais, fundamentadas nos conhecimentos teóricos adquirido nas aulas, com caráter complementar do processo de ensino-aprendizagem, apresentando uma descrição geral sobre Introdução à Teoria do Estado, Gestão Pública e Políticas Públicas no Brasil e Dinâmica das Relações Interpessoais. O propósito deste PIM IV consiste em propiciar condições para que o aluno possa desenvolver, de maneira prática, seus conhecimentos teóricos baseado na integração multidisciplinar e na organização (entidade ou empresa) escolhida como foco de estudo, nesse projeto a Prefeitura Municipal de São Paulo/SP, aplicando suas percepções e conclusões por meio da metodologia científica para produção acadêmica. A base deste PIM IV é a disciplina, Gestão Pública e Políticas Públicas no Brasil, a orientação é para que se apliquem os conceitos desta disciplina à realidade da entidade estudada, utilizando como apoio os conteúdos apresentados nas disciplinas, Introdução à Teoria do Estado e Dinâmica das Relações Interpessoais. A metodologia de pesquisa utilizada é a pesquisa bibliográfica, procedendo-se à leitura, além dos livros-texto das disciplinas disponibilizados, de livros, artigos científicos, teses e dissertações que tratem os aspectos cobrados neste Projeto. Com a pesquisa espera-se, além de atingir o objetivo do projeto, criar uma base para compreender os conteúdos das disciplinas deste PIM IV de maneira sistemática, correlacionando-os de modo a entender o que seria necessário, em todos os aspectos abordados em cada disciplina, para se fizer uma boa administração. 
Palavras chaves: Introdução à Teoria do Estado, Gestão Pública e Políticas Públicas no Brasil e Dinâmica das Relações Interpessoais. 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO	5
2. GESTÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL	8
3. INTRODUÇÃO À TEORIA DO ESTADO	19
4. DINÂMICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS	27
5. CONCLUSÕES	34
REFERÊNCIAS	35
1. INTRODUÇÃO
O Projeto Integrado Multidisciplinar (PIM) tem como principal característica o desenvolvimento de trabalho analítico, com base nos conceitos estudados nas disciplinas do período, aplicados à prática organizacional. O objetivo geral é proporcionar ao aluno do curso de Técnico em Gestão Pública a realização de um levantamento das características e práticas existentes numa organização, dando preferência para o estudo de uma entidade do setor público, da administração direta ou indireta (federal, estadual ou municipal) ou entidades não governamentais.
 Este trabalho tem por finalidade analisar dentro das seguintes disciplinas, Introdução à Teoria do Estado, Gestão Pública e Políticas Públicas no Brasil e Dinâmica das Relações Interpessoais, a Prefeitura Municipal de São Paulo. 
Figura1: Theatro Municipal de São Paulo
Fonte: Gloogle Maps
Os habitantes se chamam paulistanos, o município se estende por 1.913,4 km² e contava com 11 milhões de habitantes, segundo o último Censo realizado no Brasil em 2010. 
Um resumo da história do Município, a partir do site, http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/historia : 
Os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal. Tinha “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”.
Os religiosos construíram um colégio numa pequena colina, próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção feita pelos padres e índios no Pátio do Colégio.
Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil. Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e o aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas minas e lavouras.
Em 1815, a cidade se transformou em capital da Província de São Paulo. Mas somente doze anos depois ganharia sua primeira faculdade, de Direito, no Largo São Francisco. A partir de então, São Paulo se tornou um núcleo intelectual e político do país. Mas apenas se tornaria um importante centro econômico com a expansão da cafeicultura no final do século XIX. Imigrantes chegaram dos quatro cantos do mundo para trabalhar nas lavouras e, mais tarde, no crescente parque industrial da cidade. Mais da metade dos habitantes da cidade, em meados da década de 1890, era formada por imigrantes.
Na década de 1940, São Paulo também ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. A indústria se tornou o principal motor econômico da cidade. A necessidade de mais mão-de-obra nessas duas frentes trouxe brasileiros de vários Estados, principalmente do nordeste do país.
Na década de 1970, o setor de serviços ganhou maior destaque na economia paulistana. As indústrias migraram para municípios da Grande São Paulo, como o chamado ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). Hoje, a capital paulista é o centro financeiro da América Latina e por isso ainda recebe de braços abertos brasileiros e estrangeiros que trabalham e vivem na cidade de São Paulo, em um ambiente de tolerância e respeito à diversidade de credos, etnias, orientações sexuais e tribos.
A prefeitura Municipal de São Paulo tem procurado administrar a situação econômica da cidade, com base no que vem ocorrendo a nível regional, estadual e nacional. Mesmo tendo passado por alguns problemas financeiros, devido a más gestões anteriores. A atual administração tem procurado colocar a situação financeira da Prefeitura em dia. O que gera tempo, trabalho e muita negociação. 
Este estudo foi baseado em uma revisão de literatura, fundamentada na doutrina e jurisprudência, adotando como método de pesquisa o modelo dedutivo, no qual por meio da observação de um princípio geral, chega-se a conclusões particulares. Isto é, parte-se de enunciados gerais, para se chegar a uma conclusão particular.
Para facilitar a compreensão deste estudo, o texto foi dividido em quatro capítulos principais. No primeiro capítulo, ou seja, na Introdução será demonstrando um pouco sobre as características e historia da cidade de São Paulo.
No segundo capítulo, com base na disciplina Gestão Pública e Politicas Públicas no Brasil, buscou-se uma analise da entidade em confronto com esta disciplina, métodos e técnicas de seus recursos humanos, modelo de administração adotado, funções estratégicas e governabilidade.
No terceiro capítulo, com base na disciplina Introdução a Teoria do estado, serão apresentados os procedimentos adotados pela administração nos ambientes de livres mercados, serviços públicos ofertados e parcerias público privadas.
No quarto capítulo, com base na disciplina Dinâmica das Relações Interpessoais, serão apresentados os procedimentos adotados pela atual gestão para uma boa gestão de pessoas e resolução de conflitos.
Por fim, a conclusão dá o desfecho do trabalho, mostrando os resultados sobre tudo quefoi analisado na empresa, propondo algumas mudanças com base nas disciplinas estudadas. 
. 
2. GESTÃO PÚBLICA E POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL
Nas últimas três décadas, o termo gestão pública, em substituição à administração pública, tem sido utilizado de forma intensa, mas apesar disso, ou por causa disso, tornou-se um termo polissêmico. Para alguns se confunde com administração pública, para outros marca o rompimento com a administração pública tradicional e adoção de ferramentas da gestão do mundo dos negócios ou tem significado mais amplo. (CARNEIRO; MENICUCCI, 2013)
Gestão Pública é um campo de conhecimento peculiar. Trata-se de uma área por definição interdisciplinar e que depende de conhecimento advindo da ciência política, da economia, da administração, da sociologia, do direito, da história e da cibernética. (ABRUCIO; GAETANI, 2006)
O governo empreendedor caracteriza-se, pelo contrário, como um governo que “pertence à comunidade, dando responsabilidade ao cidadão em vez de servi-lo”, e visa atender aos cidadãos como clientes e não aos interesses da burocracia (OSBORNE; GAEBLER, 1995).
Souza, 2006 na 16ª publicação da revista Sociologias, trás um excelente resumo sobre o conceito de politicas publica e as definições de vários autores: 
Não existe uma única, nem melhor, definição sobre o que seja política pública. Mead (1995) a define como um campo dentro do estudo da política que analisa o governo à luz de grandes questões públicas e Lynn (1980), como um conjunto de ações do governo que irão produzir efeitos específicos. Peters (1986) segue o mesmo veio: política pública é a soma das atividades dos governos, que agem diretamente ou através de delegação, e que influenciam a vida dos cidadãos. Dye (1984) sintetiza a definição de política pública como “o que o governo escolhe fazer ou não fazer”. A definição mais conhecida continua sendo a de Laswell, ou seja, decisões e análises sobre política pública implicam responder às seguintes questões: quem ganha o quê, por que e que diferença faz. (SOUZA, 2013)
A constituição das políticas públicas só pode ser compreendida a partir de uma visão da totalidade das relações sociais e, neste contexto, temos o papel do Estado como o agente deste processo e realizando sua ação no interior de suas contradições internas e pressões externas.
A Gestão Pública está relacionada um campo de conhecimento e de trabalho, que estão voltados para as organizações com finalidades voltadas para o interesse público ou que venha afetar a este. Trata-se de um campo bem amplo, abrangendo áreas como Recursos Humanos, Finanças Públicas e Políticas Públicas, entre outras. Independente de a empresa ser pública ou privada, suas atividades, certamente, suas atividades vão atingir a comunidade, de forma direta ou indireta. Sendo assim, a gestão pública pode estar presente tanto nas organizações públicas como nas privadas, embora não sejam muito comuns, empresas privadas se atentarem muito para as preocupações reais da comunidade. 
A Prefeitura Municipal de São Paulo trata-se de uma instituição voltada para gestão pública, onde as políticas públicas visam a promoção do desenvolvimento e crescimento das empresas privadas existentes na cidade e, para a comunidade, de um modo geral, visam a execução e cumprimento das obrigações dos representantes do Estado Maior, ou seja, Distrito Federal, Estados e Municípios, para com o cidadão brasileiro, conforme consta na Constituição Federal do Brasil.
A Constituição Brasileira de 1988 destaca a função de planejamento, a partir do momento que implantou importantes mudanças na forma de condução do processo orçamentário, pois aliou o orçamento público ao planejamento. No Estatuto da Cidade, há um capítulo específico à democratização dos municípios, o 5º, que estabelece a obrigatoriedade, nos artigos 43 e 44, de "debates, audiências e consultas públicas" no que diz respeito à gestão orçamentária municipal, em todo o seu ciclo (Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA)), "como condição obrigatória para sua aprovação pela Câmara Municipal". A LRF trata da transparência na gestão fiscal na Administração Pública. Segundo o Artigo 48, a transparência também deve ser assegurada "mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas durante o processo de elaboração e de discussão dos planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias e orçamentos", “nessas circunstâncias, a descentralização foi um processo puramente reativo, não um projeto concertado.” (Aureliano, 1996).
O Plano Plurianual (PPA) refere-se a um plano governamental que trata sobre o planejamento de médio prazo. Estabelecendo metas para os programas de trabalho do governo dentro de um período de quatro anos especificados em diretrizes, objetivos, metas da administração para as despesas de capital e outras delas decorrentes, e para as relativas aos programas de duração continuada. 
O Plano Plurianual, a partir de 2000, introduz a avaliação anual do plano e dos programas, incluindo a atualização de indicadores de desempenho para as suas ações, conforme relata Pares e Valle:
 “As atividades de monitoramento e avaliação das políticas e programas assumem caráter estratégico para conferir maior qualidade ao gasto público e otimizar a obtenção de resultados no setor público”... estas atividades fazem parte do ciclo de gestão do PPA desde 2000. (PARES; VALLE, 2006)
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um instrumento para orientar a elaboração e a execução do orçamento. Por meio deste, o poder Legislativo passa a ter poderes para de fato interferir no decurso da elaboração da peça orçamentária e a condução as finanças públicas.
A Lei Orçamentária Anual (LOA), já é o instrumento que viabiliza o plano de governo, permitindo a realização anual dos programas mediante a alocação de recursos para as ações orçamentárias (projetos, atividades e operações especiais).
De acordo com Vasconcelos (2010, p. 286), a Lei Orçamentária Anual “trata-se de uma lei que contém o Orçamento Fiscal, de Investimento das empresas e o da Seguridade Social, e, não, leis especificas para cada orçamento”. 
Tal como afirma Costa (2010, p.286): 
“A Lei Orçamentária Anual não deve conter dispositivos estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e a contração de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita.” COSTA 2010.
Além destes instrumentos já citados, a Constituição definiu as regras básicas da política urbana, destacando a necessidade de elaboração e aprovação do Plano Diretor, que é o instrumento norteador da política de desenvolvimento e expansão urbana.
Mais recentemente a Constituição Federal regulamenta sobre o Estatuto da Cidade, que visa alinhar os municípios em seu crescimento econômico, populacional e territorial. 
Conclui-se assim, que o planejamento governamental, sua execução e o seu controle não só são indispensáveis para a boa condução das finanças públicas, como também são obrigações impostas ao administrador público pela legislação vigente.
O Setor Público, diferentemente do Setor Privado, não visa o lucro, muito menos, produzir em benefício próprio. Toda a sua ideologia, missão e objeto são com a finalidade de atender e dar suporte para que a sua população possa crescer e se desenvolver. 
Assim, levando em consideração a empresa utilizada neste estudo, que é a Prefeitura Municipal de São Paulo, que através do Órgão da Administração Municipal Direta foi criada pelo Decreto-Lei nº 333, de 27 de dezembro de 1945, a Secretaria Municipal da Fazenda (SF) e tem como atribuição:
I - administrar, fiscalizar e arrecadar tributos e contribuições municipais; 
II - fiscalizar e cobrar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), nos termos do convênio celebrado com a Secretaria da Receita Federal do Brasil; 
III - administrar as dívidas públicas internas e externas do Município; 
IV - representar a Prefeitura em todos os contratos deempréstimos ou financiamentos, internos ou externos, quer como tomadora, quer como avalista de qualquer entidade da Administração Municipal Indireta, assinando, para tanto, os respectivos instrumentos, bem como quaisquer documentos a eles anexos, inclusive títulos de crédito; 
V - realizar estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura econômica e fixação de preços públicos; 
VI - celebrar contratos, convênios e congêneres com a finalidade de efetivar os objetivos da Pasta; 
VII - decidir sobre a lotação dos integrantes da carreira de Especialista em Administração, Orçamento e Finanças Públicas, na disciplina de Ciências Contábeis, nas diversas Secretarias Municipais; 
VIII - contabilizar as contas do Município; 
IX - arrecadar, guardar e aplicar os recursos públicos; 
X - formular, propor e avaliar políticas públicas para o desenvolvimento econômico do Município; 
XI - planejar, executar e avaliar programas de capacitação e desenvolvimento de pessoas, programas de educação fiscal, estudos e gestão do conhecimento na área de administração tributária e de finanças públicas.
XII - planejar, propor, avaliar e contratar a estruturação de operações financeiras, de mercado de capitais, constituição de fundos ou de quaisquer outros instrumentos financeiros ou de capitais, de interesse da Administração Pública Municipal, sem prejuízo das atribuições dos órgãos e entidades municipais previstas em legislação específica (incluído pelo Decreto nº 55.918, de 2015);
XIII - realizar as funções de assessoramento, planejamento, coordenação, supervisão, orientação técnica, controle, execução e avaliação, em nível central, dos Sistemas de Planejamento e Orçamento (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XIV - coordenar o processo de planejamento do Município (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XV - realizar a gestão orçamentária do Município (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XVI - articular o entrosamento entre as áreas de planejamento dos demais órgãos e entidades da Administração Municipal (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XVII - avaliar os orçamentos e acompanhar a execução orçamentária dos órgãos da Administração Direta e Indireta do Município (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XVIII – elaborar a proposta do Plano Plurianual e acompanhar a sua execução (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XIX – elaborar a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015);
XX – elaborar a proposta da Lei Orçamentária Anual (incluído pelo Decreto nº 55.966, de 2015).
O atual Regimento Interno da Pasta, aprovado por meio da Portaria SF nº 112, de 31 de agosto de 2006, encontra-se em processo de revisão.
Secretaria Municipal da Fazenda, é o órgão central responsável pelos instrumentos de planejamento do Município.
A administração ou gestão, propriamente dita, possui quatro funções básicas, que são: planejar, organizar, dirigir e controlar, independentemente de ser público ou privado, pequenas ou grandes organizações. E são graças a essas funções, que a Prefeitura Municipal de São Paulo, através da Secretaria Municipal da Fazenda, consegue ir adiante e implantar processos, de acordo com os passos fundamentais e conforme as exigências e necessidades do mercado. Tendo conhecimento de fatores com o propósito de desempenhar suas atividades com segurança e capacidade de crescimento que se espera desta organização. 
A Secretaria Municipal da Fazenda da Prefeitura Municipal de São Paulo, além de ter as suas funções próprias, está diretamente relacionado às secretarias administrativas e de Planejamento, por ela ser, para as duas secretárias, um importantíssimo aliado na tomada de decisões estratégicas, táticas e funcionais ou operacionais quanto relacionadas aos prestadores de serviços públicos.
A figura abaixo mostra o Organograma da Secretaria Municipal da fazenda do município de São Paulo.
Figura 2 – Organograma da Secretaria Municipal da fazenda do município de São Paulo.
Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/Organograma%20Secretaria%20da%20Fazenda
O planejamento estratégico municipal trabalha com as interfaces das organizações municipais com o seu ambiente, o pensamento estratégico faz com que administradores, servidores e outros participantes do processo a pensarem a comunidade a partir de suas funções internas. Sendo assim, a Prefeitura conta com uma estrutura exemplar, gerenciando com métodos e técnicas atuais os seus recursos humanos, técnicos, financeiros etc.
O Direito Administrativo nasceu e desenvolveu-se baseado em duas ideias opostas: de um lado, o da proteção aos direitos individuais diante do Estado, que serve de fundamento ao princípio da legalidade, um dos esteios do Estado de Direito; de outro lado, a da necessidade de satisfação de interesses públicos, que conduz à outorga de prerrogativas e privilégios para a Administração Pública, quer para limitar o exercício dos direitos individuais em beneficio do bem-estar coletivo (poder de polícia), quer para a prestação de serviços públicos. Para assegurar-se a liberdade, se sujeita o Estado à observância da lei; é a aplicação, ao direito público, do princípio da legalidade. Para assegurar-se a autoridade da Administração Pública, necessária à consecução de seus fins, são-lhe outorgados prerrogativas e privilégios que lhe permitem assegurar a supremacia do interesse público sobre o particular. (VIEGAS, 2011)
Vale salientar que "Administrar" é quando um bem é colocado sob a posse de uma determinada pessoa a fim de que ela zele e cuide daquele bem posto sob a sua tutela e competência. Assim, acontece com a Administração Pública, tendo em vista que os bens de propriedade da coletividade são colocados sob a sua guarda para que ela exercite todas as faculdades de que necessita para o implemento da sua função, como dirigir, governar, prestar serviços para atingir um resultado positivo e executá-los.
A administração pública, desde o seu início, fez uso da organização burocrática como principal estratégia para alocar recursos e produzir o bem público. Vista dessa forma, a administração pública “é a mais evidente parte do governo; é o governo em ação, é o executivo, operante, o mais visível aspecto do governo...” (WILSON, 1887).
A partir das últimas décadas do século passado, os dilemas impostos pelos limites fiscais tornaram o estado do bem-estar social inviável e a administração pública passou a ser vista apenas sob o prisma da eficiência, da redução dos gastos públicos e dos cortes orçamentários. Em tais condições, ela foi reduzida à instrumentalidade do mercado, não compartilhando a esfera ou o domínio público (CAMPBELL, 2005) ou, ainda, a sociedade politicamente articulada.
Quanto às estratégias buscadas pela instituição, a Secretaria Municipal da Fazenda da Prefeitura Municipal de São Paulo ajuda no contexto, fazendo com que cada servidor questione as próprias possibilidades, seus pontos fortes e fracos, repensa o futuro, estabelecendo alternativas e optando por novos pontos de chegada: a visão. Quando o servidor resolver tomar novos caminhos, baseia-se em decisões sobre meios ou estratégias coletivas para que suas metas sejam alcançadas. Sendo que estas estratégias se ajustam a novos objetivos ou ações específicas, estabelecendo novos meios de relacionamento e de conquista de harmonia no trabalho.
Com o apoio da Alta Administração, o Departamento Pessoal da Prefeitura de São Paulo vem procurando aperfeiçoar e maximizar a qualidade dos seus trabalhos por meio da adoção de programas modernos, com funcionários capacitados e comprometidos, fazendo com que este Departamento tenha um lugar de destaque na Administração, participando de forma ativa e efetiva, também no planejamento estratégico institucional, inovando em suas ações, com eficaz articulação na promoção de mudanças, quando necessárias.
 Cada servidor esta ligado a um departamento, sendo que este departamento esta sobre a supervisão de um diretor, chefe, secretário. Há um nível hierárquico: em primeiro lugar o prefeito, depoisassessores e secretários, depois chefes de departamentos e, depois, os funcionários operacionais.
Quanto ao planejamento de pessoal adotado pela entidade, o servidor público contrato é, em primeiro lugar, informado pelo chefe do próprio departamento a respeito dos direitos e obrigações do funcionário público, em seguida ele é encaminhado para o Chefe, Diretor ou Secretário do Departamento para o qual irá trabalhar. E, é o seu encarregado juntamente com os outros funcionários do setor que lhe explicarão como será o seu trabalho.
As funções que antes do servidor começar a trabalhar, ele precisa passar por um período de treinamento específico, para conhecimento de suas ferramentas de trabalho e funções, para obtenção de uma melhor realização do trabalho.
Anualmente, cada servidor público passar por um processo de avaliação, por um grupo de servidores, designados pelo próprio departamento para esse fim. Esta avaliação de desempenho, ter como função orientar- pelo aprendizado mais do que pela punição, no caso do servidor público em período probatório, ele somente seja efetivado, após três avaliações.
De um modo geral, nota-se que o trabalho realizado neste departamento não é fácil, pois ele é o primeiro e o último contato com servidor. Por isso, precisa estar sempre atento para ouvir as reinvindicações por parte dos servidores, para punir os problemas disciplinares, ajudar na melhor solução de problemas administrativos relacionados ao servidor, e sempre fazer prevalecer os diretos do servidor público.
Na Prefeitura de São Paulo, adotada práticas de governabilidade, governança e accountability, pois a atual administração, a todo o momento, procura conciliar as divergências internas e junto aos diversos atores da sociedade, e uni-las em um ou vários objetivos comuns. Assim, por meio de uma boa prática de governança, tem-se buscando solucionar conflitos a respeito do desempenho do patrimônio, da sustentabilidade financeira e da transparência da gestão. 
Segundo Paludo (2013) governança se refere à capacidade do governo de tomar as decisões e a governabilidade as condições necessárias para que o governo exerça o poder. 
Por sua vez, a accountability trata da prestação de contas e outras responsabilidades (PALUDO, 2013). O que reflete na transparência do governo com a população. Com isso, o agente público, no desempenho de sua função, deve ter responsabilidade pela correta utilização dos recursos, além de ter uma boa capacidade de resposta às demandas sociais, procurando satisfazer as necessidades da população e colocar em prática as políticas escolhidas pelos cidadãos.
Todos os setores da prefeitura, anualmente passam por auditorias do parte do Tribunal de Contas e do Ministério Público, com a finalidade de analisar se os recursos estão sendo bem empregados. De um modo geral, a Prefeitura Municipal de São Paulo não tem apresentado problemas quanto a isso.
E a resposta ao que a administração tem realizado, é percebido pela adesão aos planos de governo implantado na cidade, por meio de fiscalização popular. Nota-se que a Prefeitura tem um canal de Ouvidoria, no qual a população se manifesta, e as providencias necessárias são tomadas, na medida do possível, de forma imediata.
Um exemplo quanto à prestação de contas, no município de São Paulo é o Portal da Transparência Municipal, com fácil acesso, as informações referentes às despesas e receitas da cidade. Você pode acompanhar tudo o que o município arrecada e como esses recursos são aplicados nos serviços prestados à população.
Estão disponíveis de forma transparente e objetiva os valores arrecadados diretamente pela Prefeitura e os recursos transferidos pelo Governo Federal e Estadual, além do quanto, como e quem contratamos para fornecer bens ou serviços necessários ao oferecimento de educação, saúde, assistência social, transportes e todas as demais obrigações municipais.
Quanto à sustentabilidade, o município de São Paulo, já em 1992 propõe a elaboração da Agenda 21 e a partir de 1994 formou um grupo de trabalho com Secretarias Municipais e organizações da sociedade civil sob a coordenação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, culminando em 1996 com a Resolução 17/96 denominada: Agenda 21 Local – Compromisso do Município de São Paulo. Nos anos seguintes foi diretriz, principalmente da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, disseminar a Agenda 21 através das ações dos Centros de Educação Ambiental – CEA’s, por meio da promoção de palestras, encontros e cursos.
Em 2003 a Agenda 21 passou por um processo de revitalização a partir da realização do I Seminário “Agenda 21 e Sustentabilidade da Cidade de São Paulo” e a partir de então vários processos de Agenda 21 foram sendo construídos nas abrangências das Subprefeituras.
Contudo, em 2016 com a demanda de se passar por um novo processo de revitalização, uma vez que o próprio documento da Agenda 21 diz que o programa é dinâmico e que deve ser levado à cabo pelos diversos atores segundo as diferentes situações, capacidades e prioridades do lugar, ou seja, com o correr do tempo e a alteração de necessidades e circunstâncias, é possível que a Agenda 21 venha a evoluir. Entende-se, assim, que essa evolução insere-se no contexto da Agenda 2030 e na adoção dos ODS.
A prefeitura de São Paulo destaca-se pelo incentivo ao empreendorismo, entre os servidores municipais e também dos cidadãos, no ano de 2016 foi executado um projeto com o nome, Empreendedor no Bairro, a cada semana uma tenda foi montada em vários bairros da cidade, onde consultores de negócios atendiam pessoas interessadas em abrir um negócio no bairro. Ali recebiam, desde orientações contábeis, financeiras e administrativas, com o objetivo de quebrar as barreiras do crescimento comercial do município.
O Índice de Cidades Empreendedoras (ICE 2016), que está em sua terceira edição, também aponta o município de  São Paulo como a melhor localidade do país para abrir (e manter) uma empresa.
Diante de tudo que foi visto e analisado na Prefeitura Municipal de São Paulo, cabe por bem destacar que, apesar de em muitas funções já estar utilizando ferramentas e práticas modernas de administração de pessoas, para que este Setor seja mais eficiente e mais atuante perante a opinião pública. O setor deveria propor e contratar, por meio da administração, profissionais capacitados em lidar com pessoas, visto que a maior dificuldade do servidor público observado, diz respeito a sua forma de lidar com o contribuinte e fazer com que a informação circule pelos departamentos de forma objetiva, clara, alcançando sempre o seu objetivo.
Também ressaltamos a possibilidade de sobreposição das iniciativas de avaliação de desempenho ou que dela se utilizam, tendendo para uma proliferação de indicadores e metas em função dos planos de trabalho dos setores da administração municipal, dos indicadores de qualidade dos serviços públicos, e do Programa de Metas do Prefeito recém-empossado. O desafio formado por esse arranjo avaliativo é ainda maior quando se considera a necessidade de que estejam ainda alinhados com o Plano Plurianual (PPA) Municipal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Orçamento Programa e o Plano Diretor.
3. INTRODUÇÃO À TEORIA DO ESTADO
Por meio desta disciplina pretende-se ter conhecimento dos fenômenos do Estado, levando em consideração a sua origem, formação, estrutura, organização, funcionamento e suas finalidades, realizando uma aprendizagem a respeito de tudo que considera existindo no Estado ou sobre ele influindo. Para o desenvolvimento desta teoria, os conhecimentos jurídicos, filosóficos, sociológicos, políticos, históricos, geográficos, antropológicos, econômicos e psicológicos, são levados em considerações. Tudo em busca do aperfeiçoamento do Estado, concebendo-o, ao mesmo tempo, como um fato social e uma ordem, que procura atingir os seus fins com eficácia e com justiça. 
A sete de setembro de 1822, d. Pedro I declarou a independência e instituiu o governo do Brasil, valendo-se do aparato da regênciado Reino Unido que se partia. Não convém nos alongarmos aqui sobre as peripécias relacionadas com a constituição (política) do governo, o enfrentamento das resistências à independência, a convocação, instalação, atuação e dissolução da Assembleia Constituinte e a outorga da Constituição de 1824. (COSTA, 2008). 
A Constituição de 1824 organizou a administração pública em quatro poderes: Legislativo, Moderador, Executivo e Judicial. O país já estava dividido em províncias onde seus presidentes eram nomeados diretamente pelo Imperador. O monarca exercia o poder moderador como o apoio do Conselho do Estado. 
Nesse período o Brasil passa a oferecer vantagens econômicas aos ingleses e outros países para ampliar suas relações comerciais. O tráfico negreiro e a escravidão no Brasil estavam em processo de decadência e seria instinto no final do Império. (COTRIM, 2005). 
O Estado brasileiro passou a ter três poderes independentes: executivo, legislativo e judiciário, divisão mantida até os dias atuais. O voto foi garantido aos brasileiros maiores de 21 anos, com restrições e exceções. (COTRIM, 2005).
A administração pública dos primeiro anos de república teve a missão de reorganizar a estrutura federalista, rompendo com as influências da política administrativa do Império, assim:
A República federalista, com estados politicamente autônomos, consagrou um novo pacto político que acomodava os interesses das elites econômicas do Centro-Sul e do resto do país. O governo federal ocupava-se de assegurar a defesa e a estabilidade e proteger os interesses da agricultura exportadora através do câmbio e da política de estoques, com reduzida interferência nos assuntos “internos” dos demais estados. Lá vicejavam os mandões locais, grandes proprietários de terra e senhores do voto de cabresto, e as grandes oligarquias, que controlavam as eleições e os governos estaduais e asseguravam as maiorias que apoiavam o governo federal. A política dos governadores garantia a alternância na presidência da República de representantes de São Paulo e Minas Gerais. Esse sistema era marcado pela instabilidade dos governos estaduais passíveis de serem derrubados e substituídos em função da emergência de novas oligarquias. Nesse período, não houve grandes alterações na conformação do Estado nem na estrutura do governo. Desde a proclamação da República, a principal mudança no Poder Executivo foi a criação dos ministérios da Instrução Pública, de brevíssima existência; da Viação e Obras Públicas; e da Agricultura, Indústria e Comércio, cujos nomes sofreram pequenas modificações. Do ponto de vista da federação, houve uma ligeira redução na capacidade legislativa dos estados, que perderam o poder de legislar sobre determinadas matérias. (COSTA, 2008). 
A Revolução de 30 foi o marco da passagem do país agrário ao industrial, assim, tendo como base a burocracia e a maior racionalização da administração pública.
A Constituição de 1988, também conhecida como Cidadã, avançou na organização do Estado Democrático de Direito, no entanto segundo Chiavenato (2008), houve retrocesso em termos de administração pública, pois teve caráter populista patrimonialista, nesse sentido: 
As ações rumo a uma administração pública gerencial, são, entretanto, paralisadas na transição democrática de 1985 que, embora representasse uma grande vitória democrática, teve como um de seus custos mais surpreendentes o loteamento dos cargos públicos da administração pública indireta e das delegacias dos ministérios nos Estados para os políticos dos partidos vitoriosos. Um novo populismo patrimonialista surgia no país. De outra parte, a alta burocracia passava a ser acusada, principalmente pelas forças conservadoras, de ser culpada da crise do Estado, na medida em que favorecera seu crescimento excessivo. A conjunção desses fatores leva, na Constituição de 1988, a um retrocesso burocrático sem precedentes. Sem que houvesse maior debate público, o Congresso Constituinte promoveu um surpreendente engessamento do aparelho estatal, ao estender para os serviços do Estado e para as próprias empresas estatais praticamente as mesmas regras burocráticas e rígidas no núcleo estratégico do Estado. (CHIAVENATO, 2008). 
A Constituição promulgada em 1988 encerrou o período de submissão da sociedade ao governo militar implantado no Brasil em 1964. Ela reafirmou ser o País uma República Federativa e constitui-o como Estado Democrático de Direito. Tais pressupostos sustentam as diretrizes constitucionais voltadas às relações sociais e econômicas e, dentre elas, a intervenção do Estado na Economia. Em Constituições anteriores já se adotava a República como forma de governo e a Federação como forma de Estado.
A definição da forma de governo na Constituição é importante para que se conheça, desde logo, como se dará a relação entre a sociedade e os governantes. A Constituição vigente definiu que o governante será eleito para representar a sociedade por período determinado, características próprias da forma de governo republicano.
Adotou a Federação, como forma de Estado, composta pela União, Estados Federados, Distrito Federal e Municípios e, com isso, garante a divisão do poder político entre estas pessoas políticas, cada uma com poderes para atuar, com autonomia, no âmbito de suas competências constitucionais.
Apesar da liberdade para se iniciar em uma atividade econômica, o empresário não tem liberdade para executá-la da forma como lhe parecer mais conveniente, pois, os empreendimentos econômicos devem, também, atender aos interesses da sociedade e, por isto, estão submetidos aos preceitos constitucionais e legais.
Com isto, a Constituição oferece ao Estado, como agente normativo e regulador de atividades econômicas, no exercício de suas funções de fiscalização, incentivo e planejamento, instrumentos para exigir que os empreendimentos econômicos desenvolvam suas atividades visando, além de lucro, garantir a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social.
O serviço público ofertado pela Prefeitura Municipal de São Paulo é uma das atividades mais protegidas no Direito Administrativo, pois onde houver serviço público o Direito Administrativo é bastante cuidadoso para que a prestação desse serviço chegue ao corpo social com qualidade e sem falhas. O serviço público está previsto no artigo 175 da Constituição Federal de 1988, que reza o seguinte: "incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos". Importa ressaltar que a titularidade do serviço público pertence sempre à Administração Pública Direta ou Indireta, sendo que o particular pode ser mero prestador dessa atividade. Um exemplo clássico de serviço público é a distribuição de energia elétrica e água.
Sob a função do estado frente à economia conclui: 
O Estado moderno deve estar atento e consciente de seu papel regulador e de sua transcendental missão de proporcionar à sociedade os instrumentos por ela reclamados para o desempenho harmônico e solidário dos agentes econômicos. E em permanente combate às eventuais pressões de grupos em manobras lesivas à livre iniciativa ou aos interesses legítimos e éticos, individuais ou coletivos. (GASTALDI, 2000)
Através da intervenção concorrencial o Estado se utiliza da Prefeitura Municipal de São Paulo, intervê nas  sociedades de economia mista e outras entidades, as quais deverão seguir o regime de direito privado, sem os privilégios concedidos aos entes Estatais (União, Estados e Municípios) e suas autarquias e fundações públicas. A razão de seguirem o regime de direito privado é para evitar que as prerrogativas sejam tantas que inviabilizem a concorrência das empresas particulares.
A Prefeitura Municipal de São Paulo fiscaliza e orienta os ambientes de livres mercados, procurando sempre levar em considerações os interesses do comércio e indústria local, visto serem eles os mais prejudicados, por contribuírem com os cofres públicos locais, e estarem sujeitos a concorrênciasdesiguais, que muitas vezes, os ambientes de livres mercados proporcionam.
Compreende-se a política pública social como ação intervencionista do Estado na realidade social que objetiva a diminuição das desigualdades sociais, considera-se o contexto político, econômico e social globalizado atual e nacional. Para melhor compreender o papel desempenhado pelo estado na economia a fim de garantir políticas compromissadas com os direitos fundamentais, vale mencionar as formas de intervenção, que podem ser: 
a) direta (No domínio econômico), neste caso o Estado assume a característica de agente econômico privado, atuando em regime de monopólio ou participação no setor, ou; 
b) indireta (Sob o domínio econômico), quando o Estado direciona a atividade econômica conforme seu interesse e não agindo diretamente sob a atividade e decisão empresarial. 
A Prefeitura oferece à sociedade serviços públicos, como, segurança, lazer, saúde, moradia, transporte, educação, cultural, serviços sociais, entre outros. Procurando atender a toda a comunidade, principalmente àquelas pessoas que tenham maiores dificuldades financeiras.
Quanto às políticas macroeconômicas, a Prefeitura, como qualquer outro órgão público, coloca em prática, as medidas impostas a nível federal e estadual, conforme consta na Constituição Brasileira.
Assim, com base nos instrumentos de planejamento e das atribuições que as prefeituras devem para com o Estado, e para a sua comunidade, por meio das políticas macroeconômicas, o crescimento e o desenvolvimento tem sido realizado, conforme o plano de governo adotado.
Por meio de sua fiscalização e, também, através do Ministério Público, em parceria com os poderes judiciário e legislativo, a Prefeitura tem procurado resolver as falhas de mercado, tanto a nível econômico-financeiro, como social. 
A Prefeitura de São Paulo, por meio de parcerias público-privadas, tem investido em cultura, saúde, educação, lazer e promoção social, onde anualmente, cada parte demonstra os resultados alcançados por meio da parceria realizada.
O Município de São Paulo, no ano de 2015, publicou decreto que estabelece regras sobre o uso do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) em projetos de parceria público-privada (PPP), concessão comum e permissão.
O Decreto Municipal nº 15.442/2015 é também aplicável nos casos de arrendamento e concessão de direito real de uso, assim como apresenta regras sobre a possibilidade de que a iniciativa privada solicite autorização e, ato contínuo, apresente estudos de viabilidade completos de eventuais projetos.
Caberá ao Prefeito, nos termos do Decreto, analisar e avaliar o caráter prioritário das propostas preliminares de PPP segundo as diretrizes governamentais vigentes e decidir sobre a conveniência e oportunidade de autorizar o processamento da solicitação de PMI.
Está sendo desenvolvido um Plano Municipal de Desestatização (PMD), cuja ideia é reunir projetos de privatizações, concessões e PPPs que visam descentralizar as decisões e redimensionar o tamanho do governo; fornecer serviços de melhor qualidade para a população; e priorizar recursos para as áreas mais sensíveis, como saúde, educação, segurança, mobilidade e habitação.
O Plano terá ampla discussão nos meios legislativo, executivo e judiciário. Também serão feitas consultas públicas e muito diálogo com todas as partes interessadas. 
Com o plano, também será criado um fundo para onde irão os recursos obtidos com as privatizações, concessões e PPPs de forma a garantir que dinheiro vá para as áreas prioritárias e não para custeio da máquina pública.
Privatização é quando o governo vende ativos ou empresas públicas para a iniciativa privada. Isto ocorre quando a empresa estatal não consegue ser competitiva no mercado, não presta serviços eficientes ou quando passa por dificuldades financeiras. 
Concessão é a transferência da execução e/ou gerenciamento de algum serviço público para a iniciativa privada por um tempo determinado. Na concessão, o ativo continua sendo propriedade do governo, no caso da Prefeitura, mas a gestão é concedida a empresas que tem melhor expertise que o governo para oferecer um serviço melhor para a população. Tudo dentro de regras e leis bastante rígidas e claras das responsabilidades e deveres destas empresas.
Parcerias público-privadas, ou PPPs, são concessões ligadas a grandes projetos de investimento nos quais o governo não precisa desembolsar o valor do investimento – que geralmente é muito alto – no início do projeto. Quem faz isso é a iniciativa privada, que investe os recursos financeiros necessários, permitindo que o governo desembolse gradualmente os valores necessários para amortizar este investimento.
Em se tratando de uma entidade pública, a prefeitura Municipal de São Paulo recebe fundos/recursos financeiros, que são transferidos para outras entidades da administração pública num total de 10. 636 convênios (federais estaduais ou municipais), tais como:
· Coordenação de Política sobre Drogas
· Coordenação de Políticas para Juventude
· Coordenação de Políticas para Crianças e Adolescentes
· Coordenação de Direito à Memória e à Verdade
· Coordenação de Políticas para Migrantes
· Conselho Municipal de Políticas LGBT
· Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas e Álcool
· Fundação Paulistana de Educação e Tecnologia
· Fundação Teatro Municipal de São Paulo
· Ouvidoria Geral do Município de São Paulo
· Defesa Civil
· Companhia de Engenharia e Tráfego
· Centro de Gerenciamento de Emergências
· Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo
· Câmara Técnica de Legislação Urbanística
· Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo
· São Paulo Negócios
· São Paulo Obras
· São Paulo Transporte
· São Paulo Turismo, etc.
Os impostos são valores pagos por empresas ou por cidadãos para garantir o funcionamento dos serviços públicos oferecidos pela Prefeitura. O imposto pode ser cobrado pela propriedade ou pela compra de um imóvel ou quando uma pessoa presta um serviço a terceiros, por exemplo, na construção civil ou em um conserto de equipamento.
Taxas: Os cidadãos ou as empresas pagam uma taxa para a Prefeitura quando utilizam algum serviço prestado pela administração municipal, como, por exemplo, a coleta de lixo, ou quando é necessária uma vistoria para conceder licença para instalar uma empresa. 
Contribuição de melhoria: Esse tributo é pago quando a Prefeitura faz uma obra pública que valorize um determinado imóvel. 
Os Principais tributos recebidos pelo município de São Paulo são:
 IPTU: O cidadão paga o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) quando ele é dono, utiliza ou tem a posse de um imóvel, que pode ser um terreno, uma casa ou um apartamento. Em São Paulo, o IPTU pode ser pago em uma única parcela, com 20% de desconto no valor, ou em 12 meses, com 10% de desconto, se o pagamento estiver no prazo. O IPTU é pago sempre no 6º dia útil de cada mês e, para que o contribuinte receba o carnê em casa, seu endereço e CPF devem estar atualizados na Prefeitura.
ISS: Todas as empresas e os profissionais que realizam serviços no município devem pagar o Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS). Para saber quanto devem pagar de ISS, as empresas ou os profissionais calculam um percentual sobre o que cobram pelo serviço. Esse valor varia de acordo com o serviço e é repassado ao consumidor. É importante que, ao contratar qualquer serviço, todos os moradores do município exijam a nota fiscal para que o valor que foi cobrado do consumidor seja repassado ao município. Lembre-se que o recibo não substitui a nota fiscal.
TCRS: Os moradores do município que recebem na sua rua o caminhão da COMCAP para o recolhimento do lixo contribuem com a Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos (TCRS) para que esse serviço continue a ser oferecido. Essa taxa é cobrada no mesmo carnê que o IPTU.
ITBI: O Imposto sobre a Transmissão onerosa de Bens Imóveis, por ato "intervivos" (ITBI) tem esse nome grande e complicado, mas é simples de entender. Ele é cobrado quando umapessoa ou uma empresa compram um imóvel no município. 
A meta de arrecadação de tributos próprios deve ser formulada a partir da política adotada pelo município. Deve basear-se no conjunto de variáveis locais contidas em um sistema de informações municipal. Dados detalhados sobre os imóveis, as empresas, os prestadores de serviços e cada habitante do município, são importantes para o planejamento de investimentos e para a definição das metas de arrecadação.
O paulistano paga em média 910 reais por ano de impostos municipais, quase três vezes o que desembolsam os moradores de outras cidades do estado de São Paulo. Quando consideramos a média dos demais municípios brasileiros, o valor gasto na capital paulista é quase cinco vezes maior. A conta é do geógrafo e economista François Bremaeker, da ONG Transparência Municipal, autor de um estudo em que analisa e compara tributos coletados pelas administrações. (BARROS, 2016)
4. DINÂMICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
A liderança deve ser entendida desde o contexto no qual ela está sendo aplicada, por isso, aqui a referência é o âmbito organizacional no que tange a gestão de pessoas. Nesse sentido:
 
Liderança é a influencia interpessoal exercida em um determinado contexto. Trata-se de um fenômeno social, uma capacidade de influenciar as pessoas por meio de ideias, exemplos e ações e fazer com que atinjam metas propostas ou passem a acreditar em crenças ou conceitos. (KNAPIK, 2011). 
Segundo Chiavenato (2010), a liderança também é um fenômeno social que ocorrerá exclusivamente em grupos sociais e nas organizações. Outro ponto a ser levado em conta é que a liderança é exercida como uma influência interpessoal em dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de objetivos específicos. 
A abordagem estratégica de desenvolvimento de pessoas tem como pressuposto a existência de certa margem de decisão organizacional para a consideração de alternativas estratégicas para a adequação dos processos de gestão de pessoas aos objetivos da organização (Horwitz, 1999). No entanto, investigações empíricas têm demonstrado que fatores externos e internos à organização podem estabelecer restrições à margem de decisão gerencial, condicionando a adoção efetiva de modelos estratégicos pelas organizações e sinalizando a necessidade de uma abordagem contingencial para a expressão de práticas de GEP (Horwitz, 1999).
Ao se considerar o ambiente específico do setor público, a adaptação de práticas estratégicas gerenciais pode tornar-se ainda mais dificultada, tendo em vista que este se apresenta como um cenário normalmente mais limitativo do que aquele do setor privado. O setor público caracteriza-se pela necessidade da harmonização de interesses de variados atores políticos e sociais, resultando em múltiplos objetivos alinhados a princípios de responsabilidade fiscal e social (Bach, 2010). 
Carlos, 2013 define relacionamento interpessoal como:
O relacionamento interpessoal está associado, primeiramente com a própria pessoa, com o seu “eu”. O conhecimento dos próprios sentimentos, da formação profunda e verdadeira de si mesmo, proporciona um bom nível de autoconhecimento. Como resultado prático desse autoconhecimento temos: • Processo de pensamento consciente; • Autorreflexão; • Senso ou intuição da realidade externa, ou seja, sair de dentro de si e olhar como um observador que entende a realidade externa. (CARLOS, 2012)
Em geral, na administração pública, a estratégia de gestão de pessoas é estabelecida de forma centralizada, cabendo às organizações mobilizar-se internamente para se adaptarem ao ambiente. Um cenário de maior centralização e controle, o qual remete ao modelo burocrático de gestão pública, em teoria, obsta a autonomia estratégica dos órgãos que absorvem, por força institucional, a estratégia e o modelo de gestão definidos pelo governo. Assim, as condições ambientais que podem limitar a implantação em organizações públicas ocorrem, segundo Truss (2008), principalmente em razão das restrições externas impostas pela centralização normativa de práticas de gestão de pessoas:
Tendo em vista o aspecto estrutural de organização e delegação de poder decisório no âmbito do setor público, a existência de graus de descentralização e autonomia organizacional deve ser analisada como possível condicionante à expressão de modelos estratégicos de gestão de pessoas. Parte desse referencial, oriundo da literatura de administração pública, serve de base para a compreensão da formação do "espaço de manobra", tal como descrito por Paauwe (2009), como variável. Tais aspectos contingenciais do processo decisório, citados sob variadas denominações nos estudos, podem ser analisados da perspectiva do construto da autonomia.
 No setor público a descentralização é formal e geradora de autonomia potencial, ao transferir o poder decisório de uma unidade central para unidades subordinadas. Como contrapartidas de maior delegação de autoridade, são estabelecidas diferentes formas de controle e monitoramento das atividades organizacionais, visando seu alinhamento aos objetivos e diretrizes de governo. A maior descentralização concede autoridade formal sobre atividades organizacionais, porém o grau de autonomia auferido pela organização depende da natureza e da força dos controles criados como contrapartida da descentralização (Verhoest et al., 2004).
Com base na apropriação proposta dos conceitos de autonomia formal e informal, a autonomia real de unidades de gestão de pessoas está sujeita aos controles e às interferências formais e informais existentes no ambiente interno da organização. Portanto, de forma agregada, estabelecem-se pelo menos três momentos para análise da formação da autonomia, os quais implicam diferentes controles e fatores associados. Em um primeiro momento, existe a delegação do governo central para as organizações públicas, em que são definidos os parâmetros e o escopo de atividades dentro dos quais se podem tomar decisões autônomas. Posteriormente, há a delegação dessas atividades a partir das instâncias decisórias máximas da organização para as unidades subordinadas. Logo, em seguida, ocorre o exercício efetivo da competência decisória prevista, em face dos diversos fatores condicionantes de diversas naturezas: legais, estruturais, culturais, políticos e recursos disponíveis. Essa análise implica que a autonomia é, portanto, relativa (Young e Tavares, 2004), quando se insere dentro de um escopo potencial de ação, normalmente delegada por um ator central. Nesse sentido, cabe à cúpula organizacional delegar ao setor de Gestão de Pessoas a autonomia formal sobre as decisões descentralizadas pelo governo. Mediante a abstenção tanto por parte do governo quanto dos atores organizacionais de interferir no setor de Gestão de Pessoas, este passa a gozar de autonomia real para influenciar seus próprios processos e resultados. Assim, a  apresenta um modelo conceitual sugerido para a construção da autonomia no setor público, no qual essa resulta de um processo de transferência de poder, cujo exercício efetivo está sujeito a contingências do ambiente organizacional.
Na Prefeitura Municipal de São Paulo, as relações interpessoais são sempre amistosas e profissionais. As atividades em grupo são corriqueiras e as delegações de funções também. O servidor público, no exercício de sua função tem-se mostrando, muito responsável, prestativo e dinâmico, procurando fazer o seu trabalho da melhor forma possível.
O regime padrão de contratação da Prefeitura Municipal de São Paulo é o regime jurídico próprio, chamado de estatutário. Trata se de um regime de trabalho em que a pessoa é legalmente investida em cargo público de provimento efetivo regido pelo Estatuto dos Servidores Públicos Civil Municipal – LC n. 063/03.
Este Estatuto distingue dois tipos de servidores, os efetivos e os comissionados. Os de provimento efetivo são os chamados servidores de carreira, cujo ingresso se dá mediante concurso público de provas e/ou títulos, e cuja permanência juntoao serviço público é indefinida, idealizando-se que dure até a aposentadoria do servidor. Os servidores efetivos da PMSP estão sujeitos ao regime próprio de previdência (Fundo de Previdência), com exceção daqueles que à época da Constituição Federal de 1988, optaram por permanecer no regime geral de previdência.
O Chefe do departamento delega funções para os servidores que estão recrutados para trabalharem neste setor da prefeitura, cabendo a estes servidores realizar as seguintes funções: 
a) Remaneja servidores para suprir déficits na parte administrativa, como também, na parte pedagógica das unidades escolares.
b) Confere mensalmente as frequências, procedendo em seguida os registros correspondentes à folha de pagamento.
c) Realização mensal de tarefas de inclusão e exclusão, controle da administração da folha de pagamento por meio das frequências e relatórios dos livros de pontos.
d) Levantamento de informações para o atendimento das solicitações feitas pelas outras secretarias e para uso do próprio departamento.
e) Análise e tomadas de decisões sobre nomeações e exonerações.
f) Análise e tomada de providência quanto as solicitações de férias dos servidores administrativos para inclusão na folha de pagamento,
g) Implantação, manutenção e controle da jornada de trabalho.
h) Acompanhamento dos funcionários que se encontram em Estágio Probatório.
i) Outros trabalhos relacionados a análise e encaminhamento de processos de licença-prêmio, licença particular, aprimoramento profissional, progressão vertical (relacionado ao cumprimento do que manda o Estatuto do Servidor), titularidade e entre outros.
A comunicação entre os setores da prefeitura, por telefone, cada departamento possui um ramal, ou caso o servidor queira ir pessoalmente, basta apenas que seja anunciado com antecedência no setor ao qual pretende ir, para não ter que ficar esperando em demasia.
Durante o tempo de trabalho, quando um servidor tem dúvida a respeito do que ele esteja fazendo, prontamente ele é auxiliado pelos colegas e até pelo Chefe do Setor. 
O fato de lidar com pessoas acaba sendo uma função desgastante, sujeito a muitos momentos de stress, o que exige do servidor do departamento pessoal, muita calma, paciência e jogo de cintura para saber lidar com todos os tipos de situações.
Assim, quando determinada situações durante o atendimento foge do seu controle, imediatamente pede-se ajuda para outro servidor, para não deixar nenhum assunto pendente com quem necessitou atendimento.
O nível de motivação dos indivíduos na execução das atividades laborais é extremamente relevante, pois interfere no comprometimento e produtividade das pessoas no ambiente de trabalho, pois para uma boa execução das atividades diárias de uma organização é de grande importância que as pessoas estejam motivadas no desempenho de suas tarefas. 
O conceito de motivação é apresentado por Silva (2008, p.204) como:
[...] um assunto complexo, muito pessoal, e influenciado por diversas variáveis. Os indivíduos têm uma variedade de necessidades, que se 2 alteram e que às vezes são conflitantes, bem como expectativas que podem ser satisfeitas de várias maneiras diferentes. (SILVA, 2008)
A respeito do nível de satisfação dos servidores públicos com a atual equipe administrativa, estas informações foram obtidas informalmente através de conversas com os funcionários de cada departamento. 
Figura 3 – Nível de satisfação com a administração atual.
Fonte: Elaboração própria.
Conforme podem ser observado, 75% dos entrevistados acham que a atual administração está de ótima a bom, e de todos os entrevistados apenas 1% acha a administração péssima, no entanto, entes entrevistados são ligados ao partido e candidatos da oposição.
Figura 4 – Percentual de funcionários por setor da Administração Pública.
Fonte: Elaboração própria.
Conforme pode ser observado na figura acima, a prefeitura possui um grande número de servidores públicos, mas por exigência do próprio Departamento Pessoal em comum com a Alta Administração, cada setor precisa mais de qualidade do que de quantidade, o que faz com que estes servidores passem, na medida do possível por programas de treinamento e reciclagens.
De um modo geral, nota-se que o trabalho realizado neste departamento não é fácil, pois ele é o primeiro e o último contato com servidor. Por isso, precisa estar sempre atento para ouvir as reinvindicações por parte dos servidores, para punir os problemas disciplinares, ajudar na melhor solução de problemas administrativos relacionados ao servidor, e sempre fazer prevalecer os diretos do servidor público.
A comunicação sendo clara, direta e objetiva, a eficácia do trabalho será alcançada em benefício de todos os envolvidos. Em conjunto com a administração, o Departamento Pessoal poderia solicitar a retirada das divisórias existentes entre os departamentos e facilitando, também a visão do contribuinte para com o setor público, para facilitar a comunicação e a transparência do trabalhando perante a opinião pública.
Os problemas e conflitos quando surgem, as partes são chamadas pelo chefe do setor, acompanhado de outro servidor, para serem ouvidos, antes de ser tomado qualquer tipo de decisão.
Tudo tem que ser revolvido de forma imediata, para que não aja injustiça ou demora na tomada de decisão. 
A transparência na comunicação e a busca do que é correto, são marcas deste departamento, que existe para ajudar o servidor público e não para puni-lo. As punições somente são necessárias, quando o servidor deixa de cumprir com suas responsabilidades.
A Prefeitura Municipal de São Paulo desenvolve atividades com vistas à capacitação continuada e à qualificação profissional dos seus servidores. Tais atividades correspondem à busca permanente pela melhora nas suas performances administrativas, tendo por foco o desempenho dos seus quadros funcionais.
A Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo - EMASP, vinculada à Secretaria Municipal de Gestão da Prefeitura do Município de São Paulo, é uma das onze escolas de governo municipais do poder Executivo da capital paulista.
A EMASP coordena o CONSEGOV (Conselho Municipal de Escolas de Governo), e promove eventos de integração e valorização do funcionário público, e de articulação com as comunidades civil e acadêmica. Também é responsável por elaborar o Plano Municipal de Capacitação. 
A Escola tem a principal atribuição de capacitar os cerca de 140 mil servidoras e servidores da Administração Municipal. Por ter seu nível hierárquico elevado a partir do decreto supra referido, tornando-se uma Coordenadoria, a EMASP mudou sua visão estratégica de atuação para priorizar as formações que atendam diretamente às necessidades da Gestão. 
A EMASP se baseia em quatro eixos formativos para buscar temas que sejam relevantes para a Administração Pública e capacitação dos servidores:
I – Planejamento, Gestão e Políticas Públicas. 
II – Gestão de Contratos e Licitação
III – Gestão de Tecnologia, Informação e Comunicação.
IV – Gestão de Pessoas e Habilidades Interpessoais.
O público-alvo prioritário da EMASP são os agentes públicos da Prefeitura de São Paulo. Por “agente público”, entendem-se servidores efetivos, admitidos, comissionados, contratados, estagiários, prestadores de serviço, terceirizados, municipalizados, parceiros etc.
Ou seja: aqueles que possuem vínculo empregatício com a Administração Municipal. Ainda assim, agentes públicos de outros órgãos também podem participar – caso o curso não tenha nenhuma restrição.
Alguns projetos pedagógicos também permitem a participação de membros da sociedade civil – população em geral, conselheiros, estudantes, pesquisadores, etc.
5. CONCLUSÕES
Este trabalho teve por finalidade analisar a Prefeitura Municipal de São Paulo, baseado nas seguintes disciplinas: Gestão Pública e Políticas Públicas no Brasil, Introdução à Teoria do Estado e Dinâmica das relações interpessoais. 
A Gestão Pública é uma área de estudo que permite com que o profissional conheça as ferramentas, as ideologias políticas,a legislação e aliada às ferramentas administrativas, entre outras, farão com que o gestor público encontre a melhor solução para melhor atender aos anseios do público alvo e para o melhor trabalho por parte do servidor público.
Acerca das disciplinas, a aprendizagem foi bastante considerável, tendo em vista a visão sistemática proporcionada pelos estudos empreendidos não somente por meio das aulas, como, também, como sugerido, por meio de leituras complementares, fazem uma ótima abordagem do conteúdo passado em aula, de forma a proporcionar uma abertura de horizontes antes ainda não vivenciados.
Pensando como se fosse uma organização, tem-se que no Brasil, com seus Estados e Municípios, é uma grande empresa, com vários departamentos e processos, que necessita de uma boa gestão para que os recursos públicos, tanto financeiros, como materiais, humanos, mercadológicos e administrativos sejam conduzidos de forma a satisfazer o interesse daquele que poderia ser visto como o proprietário deste grande empreendimento, que é o povo. É desta visão, pois, que deve partir o gestor público, para quem os conhecimentos expostos no curso até o momento representam a base de como agir para atingir este intuito.
O descrédito do poder público perante a sociedade dificulta a formação de parcerias entre entidades da sociedade civil e órgãos do Estado. Do ponto de vista da população, a desconfiança é fruto de uma longa história de espoliação coletiva imposta por um Estado dominado por poucos, e se reflete na descrença com relação às ações emanadas do âmbito estatal e no desestímulo a uma participação popular mais efetiva. Para reverter essa imagem, os projetos sociais devem apresentar uma gestão democrática, por intermédio da adoção de metodologias que se caracterizem pela criação de espaços para a participação plena e pelo incentivo à organização dos beneficiários para que estejam aptos a opinar, decidir e avaliar o processo, garantindo, assim, a sua legitimidade.
REFERÊNCIAS
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