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UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II POLÍMEROS NATURAIS Normalmente Biodegradáveis POLÍMEROS SINTÉTICOS Do ponto de vista tecnológico a grande maioria pode ser dividida em 3 classes principais segundo as propriedades mecânicas: 1- Fibras 2- Plásticos Rígidos e flexíveis 3- Elastômeros 1. Introdução Devido a diversidade de funções e estruturas, uma classificação geral e conveniente dos polímeros é quanto a sua origem: UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Outras classificações dos polímeros: Há diversas maneiras de se classificar os polímeros que se baseiam em: 1. Estrutura química: Náilons, poliolefinas, poliésteres 2. Método de preparação: Polímeros de Poliadição ou policondensação 3. Fusibilidade: Termoplástico ou termorrígido 4. Aplicação: plásticos gerais e plásticos de engenharia 5. Comportamento Mecânico: plástico, fibras e borrachas O método mais comum para descrever os polímeros baseia-se no seu comportamento térmico e mecânico. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II 1. Segundo a estrutura química: Conforme os grupos funcionais presentes na macromoléculas podem ser classificados como: Poliolefinas: contém somente C e H n (CH2 = CHR) onde R = H, Me, Et, Pr ; Me= Metila = CH3 Poliamidas (náilon): -NH-CO- CO(CH2)5NHCO(CH2)5NH Náilon 6 CO(CH2)4CONH(CH2)6NH Náilon 66 Poliésteres (PET): -CO-O- [CH2CH2OCOC6H4COO]CH2CH2 Poliéteres (poliglicóis), etc.. --O-- HO(CH2CH2O CH2CH2O)nH CH2 = CH - CH3 - - -C-... C C C-- C ... UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II 2. Segundo o método de preparação: Polímeros de ADIÇÃO Formados pela simples adição consecutiva dos monômeros ou comonômeros, sem geração de subprodutos – cadeia principal a base de carbono “C”. Por exemplo: PE, PP, EVA, etc. Polímeros de CONDENSAÇÃO Formados pela reação entre monômeros ou comonômeros, com liberação de pequenas moléculas, como H2O, HCl, KCl – cadeia principal contém heteroátomo Por exemplo: poliésteres, náilons, etc. + + + UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II 3. Segundo o comportamento térmico 3.1. Polímeros TERMOPLÁSTICOS • Quando aquecidos amolecem e formam um fluxo viscoso em altas temperaturas; • Os termoplásticos são polímeros facilmente moldados e reciclados; • São polímeros lineares ou ramificados compostos de longas cadeias e comportam-se tipicamente como plástico. P. e.: PE, PP, EVA, poliésteres, náilons, etc. 3.2. Polímeros TERMORRÍGIDOS • São polímeros formados por longas cadeias que quando aquecidos formam ligações cruzadas formando uma estrutura tridimensional; • Não apresentam temperatura de fusão e não podem ser reprocessados após a reação de cura ter ocorrido. P. e.: resinas fenólicas, poliéster insaturado, epoxi e elastômeros convencionais. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Geral Principais Polímeros e Siglas Termoplástico Polietileno Polipropileno Poliestireno Poliestireno de alto impacto Copoli (estireno-acrilonitrila) Copoli (acrilonitrila-butadieno-estireno) Copoli (etileno-acetato de vinila) Poli (cloreto de vinila) Poli (acetato de vinila) Poli (acrilonitrila) Poli (cloreto de vinilideno) Poli (metracrilato de metila) PE PP PS HIPS SAN ABS EVA PVC PVAC PAN PVDC PMMA Termorrígido Resina epoxídica Resina de fenol-formaldeído Resina de uréia-formaldeído Resina de melanina- formaldeído Poliuretanos ER PR UR MR PU 4. Segundo a sua aplicação UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Engenharia Principais Polímeros e Siglas Uso Geral Polietileno de altíssimo peso molecular Poli (óxido de metileno) Poli (tereftalato de etileno) Poli (tereftalato de butileno) Policarbonato Poliamidas alifáticas Poli (óxido de fenileno) Poli (fluoreto de viilideno) UHMWPE POM PET PBT PC PA PPO PVDF Uso especial Poli (tetraflúor-etileno) Poliarilatos Poliésteres líquido-cristalinos Poliamidas aromáticas Poli-imidas Poli (amida-imida) Poli (éter-imida) Poli (éter-cetona) Poli (éter-éter-cetona) Poli (éter-sulfona) Poli (aril-sulfona) Poli (sulfeto de fenileno) PTFE PAR LCP PA PI PAI PEI PEK PEEK PES PAS PPS UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II 5. Segundo comportamento mecânico: Plásticos Rígidos: - São polímeros sólidos vítreos a temperatura ambiente por estarem abaixo da sua Tg, adequados a moldagem por injeção ou extrusão, sendo mais resistentes e quebradiços que os flexíveis. - São polímeros formados por cadeias de pequenas a média, fortemente reticuladas umas as outras formando uma estrutura tridimensional - polímeros termorrígidos Plásticos Flexíveis: - São polímeros formados por longas cadeias entrelaçadas e/ou cristalizadas adequados à moldagem por injeção ou extrusão, sendo mais dúcteis que os rígidos; - Sólidos a temperatura ambiente devido a cristalinidade, tornam-se fluídos em algum estágio do seu processamento. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II POLÍMEROS SINTÉTICOS: Curvas típicas de tensão- deformação (stress-strain) de um plástico rígido, fibra, um plástico flexível e de um elastômero Alta orientação Cadeias rígidas cristalinidade Cadeias flexíveis reticuladas Cadeias altamente reticuladas A linha de divisão entre as três classes não é muito clara: • Plástico pode ser usado como tal ou sob forma de fibra • Plástico acima da sua Tg com ligações cruzadas = elastômero Fibras Elastômeros Flexíveis Rígidos Eelástico Alongamento (psi) (%) Borrachas - 101 a 102 1000 Plásticos - 103 a 104 100 - 200 Fibras - 105 a 106 10 - 30 UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II ELASTÔMEROS PLÁSTICOS FIBRAS Poliisopreno Polietileno Poliisobutileno Politetrafluoretileno Polibutadieno Poliestireno poli(metilmetacrilato fenol-formaldeído uréia-formaldeído melamina- formaldeído poli(cloreto de viníla) poliamida Poliuretanas Poliéster Polisiloxanos Polipropileno Por exemplo: UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II É determinado p/ combinação de: - valores de Tg e Tf - % cristalinidade e - nº de ligações cruzadas Plásticos rígidos ou Fibras : Alto módulo e resistência Baixa deformação Plásticos Flexíveis: Comportamento intermediário Elastômeros: Baixo módulo e resistência Grandes deformações reversíveis Elasticidade Qual a adequadabilidade de um polímero para uma aplicação particular? Esta definição dependerá do Estado Físico do polímero! Alta orientação Cadeias rígidas cristalinidade Cadeias flexíveis reticuladas Cadeias altamente reticuladas UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II EstruturaQuímica: Tipo de monômero Tipo de fçs interação Estrutura Física: Microestrutura Peso molecular Distribuição de PM Linear ou ramificada Propriedades finais do polímero Morfologia Homogêneo x Heterogêneo Cristalino x amorfo Processamento Seleção adequada dos monômeros e comonômeros Tipo de mecanismo de polimerização Tipo de processo de polimerização UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II POLÍMEROS QUE FORMAM FIBRAS (Tabela 2) Muitos formam fibras - Poucos tem sucesso tecnológico e comercial Pesquisas têm sido feitas no sentidode melhorar, modificar e baixar custos de fibras existente em vez de se desenvolver outras novas Poliamidas (náilon) -É um grupo extremamente importante -Náilon-6; Náilon-6,6; Nailon 6,10 (poliamida sintética) -[NH(CH2)xNHCO(CH2)yCO]- Poliésteres (-CO-O-) · -Terilene(PET) - alta elasticidade (resilience), durabilidade e baixíssima absorção d’água (wash and wear) -A aspereza da fibra devido inflexibilidade da cadeia é superada pela mistura com fibras de lã e algodão UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Acrílicos (-CH2CH(CN)- -Fibra amorfa mais importante -85% acrilonitrila = fibra acrílica -35 a 85% acrilonitrila (= fibra “modacrylic”) com comonômeros de cloretos de vinil e de vinilideno = copolímeros que podem sofrer contração (shrinking) tornando-se dimensionalmente estáveis Fibras tipo fibra de seda natural -Poliamida cicloalifática = Chinon” = fibra tipo seda = copolímero grafitizado de Poliacrilonitrila – proteína (acrilonitrila + caseína) NH CH2 NH CO (CH2) COm n UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Tabela 2: Estrutura química de fibras sintéticas UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II PLÁSTICOS Podem ser transformados em formas complexas sob calor e pressão. Termoplásticos (Tabela 3) • Amolece quando aquecido acima da Tg, moldável a quente e endurece quando resfriado. Este processo pode ser feito repetidamente • Alta estabilidade térmica = esterilização – PP, POP, P(4MeP-1) • Transparência = qualidade ótica – PMMA, PS • Resistência química e baixo coeficiente de fricção – PTFE • Resistência ao impacto e Flexibilidade – PE • Flexibilidade, estabilidade – PVC plastificado UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Tabela 3: Termoplásticos UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Termorrígidos • Abrasão e estabilidade dimensional superior as dos termoplásticos com melhor módulo de flexão e resistência ao impacto • Mudam irreversivelmente com a fusão • Produtos solúveis resinas com alto teor de ramificações cruzadas • Não moldáveis por fluxo viscoso • Artefatos devem ser fabricados durante o processo de “crosslinking” Resinas Fenólicas - Fenol + aldeído • Resinas escuras coloração restringida • Aplicação em filamentos elétricos; caixas de rádio e televisão; botões ou cabos termo-resistentes de utensílios; fivelas; outros, etc. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Resinas Amídicas - Formaldeído (HCHO) + uréia ou melamina • Resinas transparentes pigmentos resinas coloridas • Utilizadas na confecção de superfície de balcões e mesas Resinas de Poliéster – poliéster em solução de estireno + iniciador • Utilizadas em tintas e revestimentos (coating) – oxidação durante a secagem forma filmes “crosslinked” proteção resistente. Resinas Epoxy - Poliéteres (glicol + dihaletos) • Utilizadas em revestimentos de superfícies, adesivos, acabamentos tipo esmaltados flexíveis pela suas propriedades combinadas de dureza, resistência química e flexibilidade. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Elastômeros (Tabela 4) Elastômeros que cristalizam sob estiramento devem ser reforçados pela adição de cargas – SBR, EPR, EPDM, silicones Borracha natural = poli(cis-isopreno) (Látex da Hevea Brasiliensis) • Padrão pelo excelente balanço combinado de propriedades desejáveis • 36% do consumo mundial de elastômero substituída pela sintética devido a falta de produto desenvolvimento da borracha sintética SBR = elastômero sintético mais importante • 41 % consumo mundial - utilizado principalmente em pneus NBR (Borracha nitrílica) = Poli(acrilonitrila (0,2-0,4)-est-butadieno) • Resistente a inchação por solventes orgânicos UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Polímero Fórmula Usos Borracha natural (cis-poliisopreno) -(CH2- C=CH-CH2)n- CH3 Geral Polibutadieno -(CH2-CH=CH-CH2)n- Pneus Butil CH3 -CH2-C- CH3 Tubos, cabos e tanques. SBR -(CH2-CH=CH-CH2-CH2-CH)- Ø Geral. Pneus. ABS -(CH2-CH-CH2-CH-Ø) n- CN -(CH-CH=CH-CH2)m Resistente à óleos, gaxetas e tanques de combustíveis flexíveis. Policloropreno -CH2-C=CN-CH3- Cl Resistente à óleos, boa resistência ao meio ambiente, e inflamabillidade. Silicones (O-Si (R2))n - Gaxetas, aplicação médica e moldes flexíveis. Poliuretanos -(R1-NHCOOR2OOCHN)n- Rolos de impressão, selantes e junções. EPR -((CH2-CH2)m-(CH2-CH)p-)n- CH3 Canalizações. Tabela 4: Elastômeros comuns e aplicações UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II ABS (terpolímero) • Propriedades da NBR aumentada pela incorporação de estireno na cadeia •IIR [Isopreno/butileno (3/97)] • Propriedades elásticas pobres porém resistente a líquidos corrosivos e baixa permeabilidade a gases Policloropreno • Retardante de chamas, resistente a intempéries e produtos químicos ABA • Copolímeros tribloco de estireno-(etileno-est-buteno)- estireno • Elastômero termoplástico não afetado por solventes polares ou ácidos e álcalis não oxidantes UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Elastômeros de silicone • Possuem baixa energia coesiva entre cadeias, propriedades termoplásticas pobres, resposta mecânica inexpressiva • Utilizados em temperaturas (-83 a 297 °C) onde outros não se adequada • Silicone vulcanizado a temperatura ambiente = Poli(dimetilsiloxano) • PM = 104 a 105 gmol-1, grupo terminal OH • Cura: -agente “crosslinking” ((RO)4Si) + cat. (octoato de Sn) -exposição a luz -agente “crosslinking” sensível a umidade do ar/vulcanização • Ótimos selantes, encapsulantes , isolantes, moldagem flexível • Ampla aplicação em construção, aviação e industrias eletrônicas UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Tabela 5: Adesivos e selantes à temperatura ambiente UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II 2.1. Efeito do PM e DPM sobre as Propriedades dos polímeros 2.1.1. Massa Molar (PM) Uma das características que distingue os polímeros de uma molécula orgânica é a inabilidade deste em apresentar uma massa molar exata; PM é determinado por eventos puramente estatísticos; Comprimento da cadeia depende do tempo de crescimento da molécula antes de ser terminada (aleatório) MOLÉCULAS COM DIFERENTES COMPRIMENTOS DISTRIBUIÇÃO DE MASSA MOLARES Policondensação: Comprimento determinado pela disponibilidade local de grupos reativos nas vizinhanças das extremidades da cadeia em crescimento. Poliadição: Comprimento determinado pelo tempo durante o qual a cadeia cresce antes de reagir com outro radical ou terminador de cadeia tempo de vida médiode crescimento da cadeia 2. Características importantes dos polímeros UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Massas molares Médias Através da distribuição ponderal das várias massas molares existentes em uma amostra polimérica se obtem a Curva de Distribuição de Massa Molares: Massa Molar Numérica Média (Mn) Massa Molar Ponderal Média (Mw) Massa Molar Viscosimétrica Média (Mv) Massa Molar Z - Média (Mz) UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - ProfªMMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Massa Molar (Peso Molecular) • O PM é a propriedade mais importante em qualquer sistema polimérico • Materiais poliméricos exibem propriedades únicas devido ao fato de possuírem altos pesos moleculares Exemplo: Série das parafinas. Em geral qualquer série homóloga ascendente em PM, as propriedades que podem ser logicamente atribuídas as forças de atração moleculares deveriam aumentar. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Por quê? Igual comparação pode ser feita para moléculas de um dado polímero com graus de polimerização variados ou para uma mesma série de homólogos da mesma forma que as parafinas. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Propriedades dos polímeros que variam com o PM: Temperatura de transição vítrea Temperatura de fluxo fundido Viscosidade do fundido Viscosidade de soluções Resistência à tensão e ao impacto vítrea Efeito da massa molar nas propriedades Propriedade Com o PM Cristalinidade Resistência à tração Alongamento na ruptura Resistência ao impacto Fluidez Viscosidade UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Por exemplo: PE de ultra PM plástico de engenharia: # Que massa um polímero deve ter para ser um alto polímero? Força de ligações fortes: Xn crítico ~ 200 Força de ligações fracas: Xn crítico ~ 500 O ponto crítico varia de acordo com as forças de ligações intermoleculares Para a grande maioria dos polímeros o ponto crítico cai entre estes dois valores comportamento material polimérico UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Por exemplo: Viscosidade versus massa molar (solução ou fundido) Abaixo do ponto crítico (Xn): as moléculas estão livres para fluir como entidades únicas; Acima do ponto crítico (Xn): ocorrem entrelaçamentos entre as moléculas e o tamanho das unidades de fluxo hidrodinâmico aumentam acentuadamente: viscosidade aumenta assintoticamente Acima de PM = 107 – não há mais dissolução ou fluxo = gel Faixa de PM de polímeros lineares com utilidade: 104 – 107 UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Correlação de certas propriedades com a massa molar (PM) do polímero: Equações empíricas: Propriedade = a + b/M Onde: a e b = ctes e M = massa molar Qual é a massa média mais adequada para descrever uma propriedade? Exemplo 1: Tg versus Mn Tg = Tg - K/Mn Exemplo 2: Tensão X deformação (filmes acrílicos) Faz-se um gráfico da propriedade versus cada massa, e naquele em que os valores variam de forma contínua, a propriedade é função daquela massa molar (Fig b). Mn; MW; MV; MZ; MZ+1? UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Exemplo 3: = k.Ma - Viscosidade versus MW Para taxas de cisalhamento baixas e moderadas, tem-se: - Para MW > MC Se MW/Mn 2 (DPM larga) - MZ deve substituir MW - Para MW• Na prática não existem polímeros totalmente cristalinos e, sim, polímeros com proporções variadas de regiões ordenadas e desordenadas na amostra polímeros semi-cristalinos. UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Tg e Tm são parâmetros importantes e servem para caracterizar um dado polímero. POLÍMERO Tm (°C) Tg (°C) Polietileno 135 -80 a -120 Polipropileno (isotático) 165 -10 Poliestireno isotático 235 98 Poliestireno 98 PVC 273 80 a 90 PET 265 70 PTFE 330 120 PC 268 150 PAN 317 105 Poliamida 66 250 60 a 70 Poliamida 610 215 60 a 70 Poli(cis-isopreno) (borracha Natural) 28 -70 Poli(trans-isopreno) (borracha gutta percha) 74 Cis-1-4-polibutadieno 1 - 80 a - 100 Trans-1-4-polibutadieno 148 - 18 Acrilatos -(CH2-CHCOOR) onde R: Et = -20; iPr = -44; n-Bu = -56 3 PMMA -(CH2-CMeCOOR)- onde R: Et = 45; iPr = 35; n-Bu = 21 105 UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II 2.3. Temperaturas de uso em Engenharia Qual a importância das Temperaturas de transições na aplicação dos polímeros ou as temperaturas de uso em engenharia qual a influência que a mesma exerce sobre o módulo de elasticidade, quer seja nos polímeros amorfos ou semi – cristalinos Os materiais poliméricos podem ser divididos em 5 classes, conforme as regiões do comportamento viscoelástico. 1) Polímeros estruturais amorfos: 2) Polímeros Fortes com comportamento couráceo: 3) Elastômeros: 4) Polímeros com cristalinidade média: 5) Polímeros altamente cristalinos e polímeros orientados: Viscoso Rígido ou vítreo couráceo borrachoso (a) Polímero Amorfo (b) Polímero semi-cristalino Tg Tm L o g ( m ó d u lo d e e la s ti c id a d e ) UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Viscoso Rígido ou vítreo couráceo borrachoso (a) Polímero Amorfo (b) Polímero semi-cristalino Tg Tm L o g ( m ó d u lo d e e la s ti c id a d e ) 1) Polímeros estruturais amorfos: Baseiam-se na sua rigidez vítrea. Utilizados em temperaturas abaixo da sua Tg, quando o polímero encontra-se rígido e quebradiço como o vidro. Movimento local de segmentos. Ex.: Poliestireno (PS) - Tg100 ºC PMMA - Tg = 100 °C UFRGS/EE/Engenharia de Materiais - Profª MMCForte ENG02005 – Materiais Poliméricos II Viscoso Rígido ou vítreo couráceo borrachoso (a) Polímero Amorfo (b) Polímero semi-cristalino Tg Tm L o g ( m ó d u lo d e e la s ti c id a d e ) Ex.: Plásticos vinílicos aplicados como substitutos do couro em assentos de automóveis, bolsas e malas para bagagem. Poli(cloreto de viníla) (PVC) Plastificado: Tg