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BALÍSTICA FORENSE 
 
Definições: 
 Balística: é uma parte da Física Aplicada que estuda os projéteis (sua trajetória, os meios que 
atravessam etc.) e as armas de fogo. 
 Balística forense: é uma disciplina, integrante da criminalística, que estuda as armas de fogo, sua 
munição e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que tiverem uma relação direta ou 
indireta com infrações penais, visando esclarecer e provar sua ocorrência. 
 Armas de fogo: artefatos de arremesso que utilizam, para expelir seus projeteis, a força expansiva 
dos gases resultantes da combustão da pólvora. 
 Alma do cano: a alma é a parte oca do interior do cano de uma arma de fogo, que vai geralmente 
da câmara de explosão até a boca do cano, destinado a resistir pressão dos gases produzidos pela 
combustão do propelente e orientar o projétil. Pode ser lisa ou raiada, dependendo do tipo de 
munição para o qual a arma foi projetada. 
 Raias: sulcos feitos na parte interna (alma) dos canos ou tubos das armas de fogo, geralmente de 
forma helicoidal, que têm a finalidade de propiciar o movimento de rotação dos projéteis, ou 
granadas, que lhes garante estabilidade na trajetória. 
 Calibre do projétil: medida do diâmetro interno do cano de uma arma, medido entre os fundos 
do raiamento (entre as raias do raiamento); medida do diâmetro externo de um projétil sem 
cinta; dimensão usada para definir ou caracterizar um tipo de munição ou de arma. 
 Calibre real: medida exata do diâmetro interno do cano, medido entre os cheios do raiamento. 
Para armas de alma lisa é a medida interna do cano realizado pela boca (extremidade final), uma 
vez que geralmente são cônicos, tendo um maior diâmetro próximo à câmara de explosão e 
menor na boca do cano; 
 Calibre nominal: É a dimensão usada para definir ou caracterizar um tipo de munição ou arma 
designado pelo fabricante, nem sempre tendo relação com o calibre real ou do projétil. É expresso 
em milímetros ou frações de polegada (centésimos ou milésimos). Podem ser em frações de 
polegadas (exemplo 0.40) ou em milímetros (exemplo 9mm). Geralmente não correspondem à 
medida exata dos diâmetros do projétil nem do cano, mas servem de referência comercial. Ex.: 
9mm Luger = diâmetro do projétil 9,04mm. 
 
Obs.: Na apostila, o professor considera o Calibre do projétil = Calibre nominal = diâmetro do projétil ou 
cano da arma (designação genérica convencional dada pelos fabricantes). 
 
 Disparo: É o avanço da massa percuciente (ou percussora, ou percutidora, ou percutente) 
oferecida pela distensão de sua mola. 
 Tiro: É o fenômeno produzido a partir do momento em que o projétil é desengastado. Portanto, 
o alvo é atingido pelo TIRO, não pelo DISPARO. 
 Trajetória: É o percurso externo deste projétil. 
 Trajeto: É o percurso do projétil no interior de um corpo, animado ou inanimado. 
 Munição: Artefato completo, pronto para carregamento e disparo de uma arma, cujo efeito 
desejado pode ser: destruição, iluminação ou ocultamento do alvo; efeito moral sobre pessoal; 
exercício; manejo; outros efeitos especiais (na apostila esta definição se refere ao cartucho). 
 Cartucho: Unidade de munição das armas de fogo. Conjunto compreendido por pólvora, projétil 
e espoleta, acondicionadas dentro de um estojo para determinado tipo de arma (armas de alma 
raiada). Nas armas de alma lisa, é o conjunto compreendido por espoleta, pólvora, bucha, balins 
/ balotes, acondicionadas dentro de um estojo para determinado tipo de arma. 
 
Armas de Fogo: 
 Típicas: Possuem características próprias de armas de fogo, tais como marca, calibre, número de 
série, modelo e país de origem. 
 
 
 
 Atípicas: Não contam com características próprias, geralmente confeccionadas por criminosos a 
partir de materiais comuns. 
 
 
 
Divisões da Balística Forense 
 
 Balística Interior: Estuda o que ocorre desde o momento do impacto até o instante em que o 
projétil abandona a arma. 
 Balística exterior: [...] desde o momento em que o projétil abandona a boca do cano da arma 
(parte anterior do cano) até o primeiro impacto. 
 Balística de efeitos ou terminal: [...] desde o primeiro impacto até a dissipação total de sua 
energia cinética (repouso). 
 
 
Classificação das Armas de Fogo 
 
Quanto à finalidade: 
 Armas próprias: Concebidas e feitas pelo homem visando aumentar seu potencial de ataque ou 
defesa. Exemplos: Armas que funcionam como prolongamento do braço (espadas, punhais, 
adagas etc) e as armas de arremesso (armas de fogo, arco e flecha etc). 
 
As armas próprias classificam-se em: 
 
 Manuais: Funcionam como uma espécie de prolongamento do braço 
 De Arremesso: Produzem efeitos à distância de quem as utilizam. 
 
 Armas impróprias: Não foram concebidas para este fim. Exemplos: martelo, machado de 
lenhador, foice etc. 
 
 
 
 
Quanto à portabilidade: 
 Arma de porte: Arma de fogo de dimensões e peso reduzidos, que pode ser portada por um 
indivíduo em um coldre e disparada, comodamente, com somente uma das mãos pelo atirador; 
enquadram-se, nesta definição, pistolas, revólveres e garruchas. 
 Arma portátil: Arma cujo peso e cujas dimensões permitem que seja transportada por um único 
homem, mas não conduzida em um coldre, exigindo, em situações normais, ambas as mãos para 
a realização eficiente do disparo. 
 Arma não-portátil: Arma que, devido às suas dimensões ou ao seu peso, não pode ser 
transportada por um único homem. 
 
 
Quanto ao funcionamento: 
 Arma de fogo de tiro unitário: As de tiro unitário se subdividem em armas de tiro unitário simples 
e armas de tiro unitário múltiplo. A espingarda é um bom exemplo para um melhor entendimento 
da classificação da arma como de tiro unitário simples, pois é uma arma que comporta a carga 
para um único tiro, deve ser carregada manualmente com o cartucho e recarregada, também 
manualmente, após a extração do estojo oriundo do cartucho do primeiro tiro. Já a arma de tiro 
unitário múltiplo é a que possui mais de um cano, cada um com um mecanismo de disparo 
independente. 
 
 Arma de repetição: Arma em que o atirador, após a realização de cada disparo, decorrente da 
sua ação sobre o gatilho, necessita empregar sua força física sobre um componente do 
mecanismo desta para concretizar as operações prévias e necessárias ao disparo seguinte, 
tornando-a pronta para realizá-lo. 
As armas de repetição podem ser: 
 Armas não automáticas: As armas não automáticas são aquelas em que o 
mecanismo de repetição e de disparo depende da força muscular do atirador. 
Como exemplos, há os revólveres e a maioria das carabinas. 
 Armas semi-automáticas: Arma que realiza, automaticamente, todas as 
operações de funcionamento com exceção do disparo, o qual, para ocorrer, 
requer, a cada disparo, um novo acionamento do gatilho. 
 Armas automáticas: arma em que o carregamento, o disparo e todas as 
operações de funcionamento ocorrem continuamente enquanto o gatilho 
estiver sendo acionado (é aquela que dá rajadas). 
 
 
 
 
Quanto ao sistema de carregamento 
 Arma de fogo de antecarga: Era necessário introduzir, pela extremidade anterior do cano (boca 
do cano), a pólvora e a carga de projeção com a utilização de ferramentas para socar a pólvora 
(vareta de soca) e as buchas. 
 Arma de fogo de retrocarga: Tem o cartucho como a unidade de munição completa (contém a 
espoleta, a pólvora e o projétil) e é introduzido na câmara localizada na parte posterior do cano. 
 
Quanto ao sistema de ignição ou inflamação 
 Percussão 
 
 Extrínseca: São portáteis e de antecarga. A detonação ocorre por ação de um 
percutor ou percussor, com sua extremidade superior adaptada para comprimir a 
cápsula de espoletamento contra o tubo saliente (denominado por alguns de chaminé), 
que por sua vez, se comunica por um ouvido com a carga de projeção (pólvora) contida 
no interior do cano. 
 
 
Percussão extrínseca 
 
 Intríseca:Cartuchos nos quais estão embutidas a capsula de espoletamento ou 
espoleta, conforme o tipo de cartucho utilizado as armas são classificadas em armas de 
percussão central e de percussão radial. Percussão direta e indireta são os dois tipos 
existentes (visto mais na frente). 
 
 Elétrica: utilizada em peças de artilharia e em “bazucas” (lança rojões), que são provocadas por 
contato elétrico, inflamação elétrica 
 
 
 
 
 
 
Quanto à alma do cano: 
 Alma lisa: Aquelas cujo interior do cano é totalmente polido, sem raiamento, porque não há 
necessidade da estabilização dos projéteis. Exemplo: Espingardas. 
 
 
 
 Alma raiada: Aquela cujo cano possui sulcos helicoidais responsáveis pela giroestabilização do 
projétil durante o percurso até o alvo. Exemplos: rifle, fuzil, carabina. 
 
 
Tipos de raias: 
 Dextrógiras: Sentido de rotação do projétil para a direita (horário). 
 Sinistrógiras: Sentido de rotação do projétil para a esquerda (anti-horário). 
 
 
 
Outra informação importante em relação ao assunto diz respeito ao diâmetro do projétil, ele é sempre 
maior que o calibre real. E é essa diferença que permite que o projétil seja forçado contra os cheios do 
raiamento nele se fixando e, ao ser obrigado a acompanhar a hélice do raiamento, adquire a rotação 
necessária para sua estabilização na trajetória. 
 
 
 
Obs.: Na apostila a classificação está mais resumida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quanto ao aspecto legal, o Decreto 9785/2019, que regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de 
dezembro de 2003 (Estatuto do Desarmamento), define: 
 
 I - arma de fogo de uso permitido - armas de fogo semiautomáticas ou de repetição que sejam: 
 
 
 
a) 
de porte que, com a utilização de munição comum, não atinjam, 
na saída do cano, energia cinética superior a mil e duzentas 
libras-pé e mil seiscentos e vinte joules; 
 b) portátil de alma lisa; ou 
 c) 
portátil de alma raiada que, com a utilização de munição comum, não atinjam, 
na saída do cano, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé e mil 
seiscentos e vinte joules; 
 
 II - arma de fogo de uso restrito - as armas de fogo automáticas, semiautomáticas ou de 
repetição que sejam: 
 
 a) não portáteis; 
 b) 
de porte que, com a utilização de munição comum, atinjam, na saída do cano, 
energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé e mil seiscentos e 
vinte joules; ou 
 c) 
portátil de alma raiada que, com a utilização de munição comum, atinjam, na 
saída do cano, energia cinética superior a mil e duzentas libras-pé e mil 
seiscentos e vinte joules; 
 
 
Principais Sistemas de Nomenclatura de Calibres 
 
 Sistema métrico ou Europeu: Mais utilizado pelos países europeus, o sistema métrico de 
nomenclatura de calibres expressa a medida do diâmetro do projétil em milímetros. Exemplos: 
7.65mmBrowning, 6.35mmBrowning, 7mmMauser, 7.63mmMauser ou 7.62x51mm, 5.56x45mm, 
9x19mm, 9x17mm (designando, também, o comprimento do estojo e, em algumas ocasiões, o 
tipo de estojo – como o calibre 9.3 x 72 R, por exemplo). 
 
 Sistema Imperial ou Inglês: O sistema de nomenclatura baseado no sistema inglês de medida, 
onde a unidade básica é a polegada (1 polegada = 25,4 milímetros). É definido a partir de 
geralmente três números indicando o diâmetro do projétil em milésimos de polegadas (algumas 
vezes em centésimos de polegadas) e acrescenta nomes para facilitar a identificação de quem o 
produziu. Exemplos: .280 Jeffery, .375 Holland & Holland, .505 Gibbs e .275 Rigby, 9mm 
Parabellum. 
 
 Sistema Americano: É comum a utilização de dois números significando o diâmetro do projétil 
em centésimos de polegada seguido de letras, palavras ou números com significados que podem 
designar o tipo de arma, o tamanho da arma, o fabricante, nome comercial, velocidade etc. 
Exemplos: .30Luger, .380AUTO, .45ACP, .40S&W e .357Magnum. 
 
 
 
 Sistema de calibre nominal para alma lisa: Nas armas de retrocarga de cano liso (espingardas), o 
calibre nominal é sempre um número inteiro. Por exemplo, usa-se a nomenclatura calibre 12, e 
não .12 –, indicativo do diâmetro interno do cano, e equivale ao número de esferas de chumbo 
do diâmetro necessárias para completar a massa de uma libra. Exemplo: fraciona-se a esfera de 
chumbo (com uma libra de peso – ou 453,6 g) em 12 partes iguais e dessas partes fazemos esferas 
idênticas; o diâmetro de cada uma dessas 12 esferas resultantes será o calibre 12. 
 
 
 
 
 
 
Armas de Alma Lisa 
Nos casos de armas com cano de alma lisa, o calibre real, pode ser medido na estrutura mediana interna 
do cano, levando em conta que dependendo do local do cano onde for feita a medição, pode haver 
variações na medida, principalmente, na "boca" do cano, pois os canos podem ser ligeiramente cônicos 
em suas paredes internas, é o chamado estrangulador (ou "choke"). 
Choque (choke) é um estreitamento da alma do cano, junto de sua boca, com a finalidade de produzir 
melhor agrupamento dos chumbos (balins), visando a obtenção de maior alcance e precisão do tiro. 
Os choques recebem as seguintes denominações: 
1. Full (F) ou choque pleno ou cheio (*) 
2. Improved Modified (IM) ou modificado melhorado (3/4 de choque) 
3. Modified (M) ou modificado (1/2 choque) (**) 
4. Improved cylinder (IC) ou cilíndrico melhorado (1/4 de choque) (***) 
5. Cylinder (CL) ou cilíndrico (sem choque) 
 
Na Europa, a indicação do choque é feita com estrelas ou asteriscos (*), com o seguinte significado: uma 
estrela para o choque full; duas estrelas para o modified; três estrelas para o improved cylinder. 
 
 
Componentes do cartucho para armas de alma raiada 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrangulador_(armas_de_fogo)
Componentes do cartucho para armas de alma lisa 
 
 
Estojo: É o componente de união mecânica do cartucho. O estojo possibilita que todos os componentes 
necessários ao disparo fiquem unidos em uma única peça. Atualmente a maioria dos estojos é construída 
com metais não ferrosos (como o latão – liga de cobre e zinco); entretanto também existem os que são 
fabricados em cobre e em alumínio ou de plástico e papelão (para espingardas). 
 
Quanto à forma do corpo: 
 
 Cilíndrico: o estojo mantém seu diâmetro por toda sua extensão; 
 Cônico: o estojo tem diâmetro menor na boca, é pouco comum; e 
 Garrafa: o estojo tem um estrangulamento (gargalo). 
 
 
 
 
Quanto aos tipos de base: 
 
 Com aro: com ressalto na base (aro ou gola); 
 Com semiaro: com ressalto de pequenas proporções e uma ranhura (virola); 
 Sem aro: tem apenas a virola; e 
 Rebatido: A base tem diâmetro menor que o corpo do estojo. 
 
 
 
 
Quanto ao tipo de iniciação: 
 
 Fogo Circular (anelar) ou radial: A mistura detonante é colocada no interior do 
estojo, dentro do aro, e detona quando este é amassado pelo percussor (ou cão); 
.22LR (Estojo de fogo circular) 
 
 Fogo Central: A mistura detonante está disposta em uma espoleta, fixada no centro 
da base do estojo. Todos os cartuchos que possuem espoleta são denominados 
fogo central. 
 
 
Espoleta: É um recipiente, localizado na base do estojo, que contém uma mistura iniciadora, a qual gera 
uma chama no momento da percussão. 
 
Podem ser classificadas em: 
 
 Boxer: O modelo Boxer é o mais usado atualmente e tais espoletas são compostas 
por uma cápsula metálica de espoletamento, que contém a mistura iniciadora, e 
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A3o_%28arma_de_fogo%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espoleta
pela bigorna, constituída por um disco em forma de cone, que se apoia no fundo 
do seu alojamento, no culote do estojo, onde há uma perfuração (evento central) 
para permitir a passagem da chama da mistura iniciadora. 
 
 Berdan: Atualmente em desuso. No Berdan, a bigorna faz parte do bolso da 
espoleta, o qual possui dois ou mais furos para a passagem da chama da 
mistura iniciadora. 
 
 Bateria: É totalmenteindependente do estojo (bateria incorporada na espoleta) 
e é usada exclusivamente em cartuchos para caça de papelão ou plástico, 
destinados a espingardas. 
 
 
 
Mistura iniciadora: Constitui a carga de inflamação. A CBC usa, atualmente, misturas iniciadoras 
explosivas à base de estifinato de chumbo, nitrato de bário, trissulfeto de antimônio, tetrazeno e alumínio 
atomizado (exceto nos cartuchos de fogo circular, radial ou periférico). 
 
Carga de projeção ou propelente: A pólvora (carga de projeção) é um combustível sólido granular, 
com diversos formatos de grãos, podendo inflamar-se rapidamente, gerando grande volume de gases sem 
precisar de oxigênio do exterior. Atualmente, o propelente usado nos cartuchos de armas de defesa é 
a pólvora química ou pólvora sem fumaça. Podem se dividir em: 
 
 Pólvora de base simples: Fabricada apenas à base de nitrocelulose e gera menos calor 
na queima, aumentando a durabilidade da arma. 
 Pólvora de base dupla: Fabricada à base de nitrocelulose e nitroglicerina, tendo, assim, 
maior conteúdo energético 
 Pólvora de base tripla: mais moderna recebe, além dos dois componentes, a 
nitroguanina. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Defesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3lvora
https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3lvora_sem_fuma%C3%A7a
Projétil: Projétil é a parte da munição destinada a atingir o alvo. É o verdadeiro instrumento pérfuro-
contundente. É quase sempre de chumbo nu ou revestido de maillechort ou de outra liga metálica (níquel, 
estanho, ferro, antimônio, etc.), que lhes confere maior resistência. Pode ser divido em três grupos: 
Projéteis de chumbo (projéteis nus); projéteis jaquetados ou encamisados (total ou parcialmente) e 
projéteis especiais. 
Pode ser dividido em três partes: 
 Ponta: sempre exposta, fora do estojo; 
 Base: parte inferior do projétil, fica presa no estojo e está sujeita à ação dos gases 
resultantes da queima da pólvora. 
 Corpo: cilíndrico, geralmente contém canaletas destinadas a receber graxa ou para 
aumentar a fixação do projétil ao estojo. 
 
 
Tipos de pontas (não tem na apostila): 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Graxa
http://sindespe.org.br/portal/wp-content/uploads/2014/12/muni%C3%A7%C3%A3o3.png
 
 Ogival: uso geral, muito comum; 
 Canto-vivo: uso exclusivo para tiro ao alvo; tem carga reduzida e perfura o papel de 
forma mais nítida; 
 Semi canto-vivo: uso geral; 
 Ogival ponta plana: uso geral; muito usado no tiro prático (IPSC) por provocar menor 
número de "engasgos" com a pistola; 
 Cone truncado: mesmo uso acima. 
 Semi-ogival: também muito usado em tiro prático; 
 Ponta oca: capaz de aumentar de diâmetro ao atingir um alvo humano (expansivo), 
produzindo assim maior destruição de tecidos. 
 
 Projétil expansivo. 
 
Movimentos do projétil: 
 
 Translação: Deslocamento do projétil na trajetória, que corresponde a uma 
parábola com concavidade para baixo, devido a forças dissipativas (como a 
resistência do ar) e a força gravitacional. Considera-se, no entanto, como 
sendo um movimento retilíneo para termos práticos. 
 
 Rotação: Movimento rotacional entorno do eixo longitudinal do projétil. É o 
movimento que lhe confere estabilidade giroscópica. Este movimento é 
provocado pela ação do raiamento do cano. 
 
 
 Precessão: É o deslocamento angular do projétil sob o eixo do centro de 
massa do projétil, deslocamento este que gera um cone de revolução. 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiro_ao_alvo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tiro_pr%C3%A1tico
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=IPSC&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pistola
 Nutação: É uma pequena oscilação periódica do centro de massa do projétil, 
realizado na periferia do cone determinado pelo movimento de precessão. 
 
 
Bucha: É um disco de pequena espessura confeccionada com cartão, feltro, couro, cortiça, borracha, 
plástico ou metal, destinada a separar as partes componentes do cartucho (a pólvora do projétil ou 
projéteis). Possui a finalidade de agrupar os componentes internos do cartucho, selar o cano para impedir 
o escape de gases e melhor distribuir a energia sobre a carga de balins e manter a pressão na câmara de 
combustão durante a expulsão da carga. 
 
REVÓLVER 
 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma de porte 
 Quanto ao funcionamento: Arma de repetição não automática (regra geral) 
 Quanto à alma do cano: Alma raiada 
 
Partes fundamentais: 
 Armação 
 Tambor: Pode apresentar 5 a 8 câmaras de combustão. 
 Cano 
 Mecanismo de disparo: Constituído pelo cão e seu percutor, fixo ou oscilante, gatilho, mola real 
de percussão, pinos e molas. 
 
 
Mecanismo de disparo 
 Ação simples: Faz-se necessário recuar manualmente o cão e acionar a tecla do gatilho a cada 
disparo para produzir tiros. 
 Ação dupla: Basta acionar a tecla do gatilho para produzir tiros. 
 
Quanto à percussão 
 Percussão direta: Possuem percussor acoplado ao cão, travas (manuais, de punho, de armadilha) 
e calços de segurança. 
 Percussão indireta: Têm o mecanismo de disparo constituído pelo gatilho, cão (martelo) e 
percussor com as suas molas. 
 
Numerações nos revólveres 
 Série de fabricação 
 Montagem 
 Modelo 
 
 
GARRUCHA 
 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma de porte 
 Quanto ao funcionamento: Arma de tiro unitário 
 Quanto à alma do cano: Alma raiada ou alma lisa 
 
 
 
 
 
 
PISTOLA 
 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma de porte 
 Quanto ao funcionamento: Arma de repetição semiautomática ou automática 
 Quanto à alma do cano: Alma raiada 
 
Partes da pistola: 
 
 
Sistema de funcionamento: 
 Blowback simples, recuo direto ou massa inercial: Recuo do ferrolho é controlado pelo peso, 
inércia do ferrolho e resistência da mola recuperadora, permitindo a extração do estojo percutido 
e, em consequência do retorno do ferrolho, a introdução de um novo cartucho na câmara. É 
empregado em armas de calibres menos potentes. 
 Recuo curto (Blowback com trancamento): O cano e o ferrolho são móveis, ficando interligados 
no momento inicial do disparo e depois recuam juntos por uma curta distância até que o cano é 
detido e o ferrolho é liberado, continuando seu movimento à retaguarda até a expulsão do estojo 
deflagrado e a introdução de um novo cartucho na câmara. 
 
 
 
 
Tipos de carregadores: 
 
Carregador bifilar, tipo caracol e unifilar, respectivamente. 
 
SUBMETRALHADORA 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma portátil 
 Quanto ao funcionamento: Arma de repetição semiautomática ou automática 
 Quanto à alma do cano: Alma raiada 
 
 
Partes da submetralhadora: 
 
 
 
 
 
 
 
ESPINGARDA 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma portátil 
 Quanto ao funcionamento: Arma de repetição não automática 
 Quanto à alma do cano: Alma lisa 
 
Partes da espingarda 
 
 
 
Espingarda do tipo Pump action (ação de bomba) e Lever action (alavanca de mão), respectivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
CARABINA 
Arma de fogo de cano longo com dimensões inferiores às de um fuzil. As carabinas possuem um cano com 
comprimento de até 20 ou 22 polegadas (508 ou 558,8 milímetros) – a depender da literatura utilizada. 
Tal como as espingardas, também possuem modelos pump action e lever action. 
 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma portátil 
 Quanto ao funcionamento: Arma de repetição não automática ou semiautomática 
 Quanto à alma do cano: Alma raiada 
 
FUZIL 
Arma de fogo de cano longo com dimensões superiores às de uma carabina. Utiliza-se cartuchos de alta 
velocidade da família 7,62. 
 
Características: 
 Quanto à portabilidade: Arma portátil 
 Quanto ao funcionamento: Arma de repetição não automática, semiautomática ou automática 
 Quanto à alma do cano: Alma raiada 
 
 
 
 
Microcomparação balísticaMicrocomparador balístico 
 
Objetivo: Fornecer o vestígio material inconteste por meio da identificação de armas de fogo. 
Os exames são realizados entre: 
 Projéteis padrões e projéteis questionados 
 Estojos padrões e estojos questionados 
 Projéteis questionados 
 Estojos questionados 
 
Deformações encontradas nos projéteis: 
 Deformações normais: Produzidas pela arma (por meio das impressões deixadas pelo raiamento 
do cano da arma de fogo). 
 Deformações acidentais: Produzidas pelo embate no alvo. 
 Deformações periódicas: Produzidas por defeitos nas armas de fogos. 
 Deformações propositais: Produzidas pelo homem. 
 
 
 
 
 
 
 
BALÍSTICA EXTERNA 
 Alcance útil: é o tipo de alcance que, como o próprio nome revela, permite que a arma seja 
utilizada com eficiência, ou seja, é a distância da boca do cano da arma até aquela em que o 
projétil tem energia cinética suficiente para deter um oponente, pelo efeito do choque ou por 
letalidade. 
 Alcance máximo: também conhecido como alcance real, é a distância compreendida entre a boca 
do cano da arma e o ponto final de chegada do projétil, ou seja, até onde o projétil perde força e 
encontra o solo. 
 Alcance com precisão: também é conhecido como alcance de utilização, é a distância em que um 
atirador experiente é capaz de atingir, com relativa certeza, o alvo almejado. 
 
Fases do disparo 
 Municiar: Em regra, não municiamos as armas, mas sim os seus carregadores, tambores ou tubos. 
Municiar significa introduzir os cartuchos no carregador de pistolas ou rifles, ou no tambor, 
portanto, dos revólveres ou carabinas de tambor. 
 Alimentar: Significa inserir o carregador na pistola ou rifle. 
 Carregar: É o ato de introduzir uma munição na câmara. Normalmente isto é feito puxando o 
ferrolho da pistola ou as alavancas dos rifles. Também se carrega um revólver no momento em 
que se tranca o tambor, desde que haja uma munição no espaço da câmara. É possível fazer 
manualmente, inserindo o cartucho diretamente na câmara de combustão (na apostila, essa 
última frase está no conceito de arma de fogo alimentada.) 
 
Obs.: Na apostila não há diferenciação entre arma de fogo alimentada e municiada. 
 
 
Elementos da pontaria 
 
 Linha de mira - Linha imaginária que une o olho à maça de mira, passando pela alça. 
 
 
 
 
 Linha de tiro – Linha imaginária que da boca do cano da arma ao plano do alvo. 
 
 Linha de visada - Linha imaginária que une o olho do atirador até o plano do alvo. 
 
 
 
 
 
 
 
BALÍSTICA TERMINAL OU DE EFEITOS 
Os projéteis de arma de fogo é um agente mecânico perfuro-contundente que determina lesões 
perfurocontusas. 
 
Características dos ferimentos de entrada: 
 Tipo de munição empregada 
 Ângulo de incidência 
 Distância de tiro 
 
Critérios para estudo da lesão: 
 Distância de disparos (tiros apoiados ou encostados; tiros próximos ou a curta distância ou à 
queima roupa; tiros a distância) 
 Característica de seus orifícios de entrada e de saída 
 Trajetória 
 
EFEITOS PRIMÁRIOS (resultados da ação do projétil): Independem da distância do tiro. 
 Orla de contusão ou de escoriação (orla Fisch): 
 
 Resultante da diferença de elasticidade entre a derme e a epiderme. 
 Bordas invertidas. 
 
 
 Orla equimótica: 
 
 Decorrente da sufusão hemorrágica oriunda da ruptura de pequenos vasos localizados 
nas vizinhanças do ferimento). 
 
 
 Orla de enxugo: 
 
 Sujidades do projétil (orla de Chavigny). 
 
 
 
 
Ferimentos de entrada nos tiros encostados: 
 Forma irregular (resultante dos gases que descolam e dilaceram os tecidos) 
 Presença da câmara de mina de Hoffmann ao encontrar a resistência de um plano ósseo. 
 
 Não há zona de tatuagem nem de esfumaçamento (todos os elementos da carga penetram pelo 
orifício do projétil). 
 Nos tiros dados no crânio, costelas e escápulas, pode-se encontrar um halo fuliginoso na lâmina 
externa do osso referente ao orifício de entrada (sinal de Benassi ou de Benassi-Cueli). Pode 
apresentar-se borrado ou desaparecer com a lavagem 
 
 
 
 Nos tiros encostados pode permitir deixar impresso na pele o chamado sinal de Werkgaertner, 
representado pelo desenho da boca e da massa de mira do cano, produzido por sua ação 
contundente ou pelo seu aquecimento. 
 
 O diâmetro dessas lesões pode ser maior do que o do projétil em face de explosão dos tecidos. 
 Bordas algumas vezes voltadas para fora, devido ao levantamento dos tecidos pela explosão dos 
gases. 
Ferimentos de entrada nos tiros a curta distância 
 Forma arredondada ou elíptica. 
 São encontradas manifestações provocadas pela ação dos resíduos de combustão ou 
semicombustão da pólvora e das partículas sólidas do próprio projétil expelido pelo cano da arma 
(efeitos secundários). 
 
 
 
 
 
EFEITOS SECUNDÁRIOS (tiros encostados e a curta distância): 
 Zona de chamuscamento: Devido aos gases da combustão. 
 Zona de esfumaçamento: Devido à fuligem, sai com limpeza (zona falsa de tatuagem). 
 Zona de tatuagem: Grãos de pólvora incombusta (não sai com limpeza). 
 
 
 
 
Ferimentos de entrada nos tiros a distância 
 Diâmetro menor que o do projétil 
 Forma arredondada ou elíptica 
 Orla de escoriação 
 Orla de enxugo 
 Orla equimótica 
 Bordas reviradas para dentro. 
 Não apresenta os efeitos secundários do tiro 
O diagnóstico diferencial entre o ferimento de entrada e o de saída no plano ósseo, principalmente nos 
ossos do crânio, é feito pelo sinal de funil de Bonnet ou do cone truncado de Pousold. 
 
 
 
Orifício de entrada e de saída, respectivamente. 
 
Em suma: 
 
 
Ferimento de saída 
 Forma irregular 
 Bordas reviradas para fora 
 Maior sangramento 
 Não apresenta orla de escoriação nem halo de enxugo e nem a presença dos elementos químicos 
resultantes da decomposição da pólvora. 
 Não têm halo de enxugo, porque as impurezas do projétil ficam retidas através de sua passagem 
pelo corpo. 
 Não apresentam orla de escoriação em decorrência de sua ação no complexo dermoepidérmico, 
atuando de dentro para foraa não ser que o corpo atingido pelo disparo esteja encostado em um 
anteparo e o projétil, ao sair, encontre resistência dos tegumentos (sinal de Romanese). 
 Pode ser encontrada a aréola equimótica em derredor do ferimento de saída, pois o mecanismo 
de produção é o mesmo dos ferimentos de entrada. 
 
 
Rosa de Tiro de Cevidalli 
 A rosa de tiro de Cevidalli é o conjunto de feridas produzidas pela entrada de projéteis múltiplos 
(ballins) disparados por arma de alma lisa. 
 Quanto maior a rosa de tiro, mais distante foi o disparo. Quanto menor, mais perto (dispersão 
cônica dos projéteis). 
 A depender da distância a bucha pneumática pode entrar no corpo junto com os balins.

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