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INSPEÇÃO ANTE MORTEM Inspeção e tecnologia da carne e produtos derivados PROF. DR. DANIEL DIAS 1 É atribuição exclusiva do veterinário. Este mesmo veterinário é o escalado para o exame “post-mortem” do gado que ele inspecionou “in vivo”. 2 Inspeção ante mortem Inspeção ante mortem É obrigatória a realização do exame ante mortem dos animais destinados ao abate. Avaliação documental, do comportamento e do aspecto do animal. Exame clínico, necropsia ou outros procedimentos. 3 Art. 90 RIISPOA 4 A ocasião mais propícia para realizar a inspeção ante mortem deve ser logo à primeira hora do período da tarde, quando o gado a ser abatido no dia seguinte já deve estar convenientemente separado em lotes e contado, nos currais de chegada e seleção do estabelecimento. O exame ante mortem deve ser realizado no menor intervalo de tempo possível após a chegada dos animais no estabelecimento de abate. O exame será repetido caso decorra período superior a 24h entre a primeira avaliação e o momento do abate. INSPEÇÃO ANTE MORTEM Art. 90 RIISPOA 5 Observação do gado em repouso Observação do gado em movimento Inspeção ante mortem 6 animais no curral. 6 7 inspeção ante mortem. ficha de curral e inspeção ante mortem. 7 8 9 Exigir os certificados de sanidade do gado (vacinação Febre Aftosa) Examinar o estado sanitário do gado Verificar, quando for o caso, o peso, raça e categoria dos animais Certificar-se das condições higiênicas e de conservação dos currais, assim como do provimento de água dos bebedouros Inspeção ante mortem Inspeção ante mortem Qualquer caso suspeito implica a identificação e o isolamento dos animais envolvidos. Quando necessário, se procederá ao isolamento de todo o lote. 10 Art. 90 RIISPOA CURRAL DE OBSERVAÇÃO 12 suspeita de doenças infectocontagiosas de notificação imediata Art. 92 RIISPOA Notificar o serviço oficial de saúde animal Isolar os animais suspeitos e manter o lote sob observação Determinar a imediata desinfecção dos locais, dos equipamentos e dos utensílios que possam ter sido contaminados 13 Gestantes Nos últimos 10% do período gestacional não devem ser transportadas ou abatidas. Parto recente ou aborto somente poderão ser abatidas após no mínimo 10 dias, contados da data do parto, desde que não sejam portadoras de doença infectocontagiosa. Manejo de fêmeas gestante/parida Art. 7º Portaria 365/2021 Art. 95. RIISPOA Fêmea gestante São vedados o embarque e o transporte, para fins de abate, de fêmeas de bovinos e bubalinos gestantes que apresentem sinais de preparação para o parto, exceto por recomendação de médico veterinário para abate dos animais. 14 PORTARIA SDA/MAPA 864, DE 31 DE JULHO DE 2023 Fêmea gestante I - distensão da bacia; II - edemaciamento da vulva; III - secreção de muco vaginal; e IV - aumento do úbere decorrente da produção do colostro. 15 PORTARIA SDA/MAPA 864, DE 31 DE JULHO DE 2023 Fêmea gestante Procedimentos em relação ao manejo dos fetos: I - os fetos não devem ser removidos do útero antes de 5 minutos após o término da sangria da fêmea gestante; II - se um feto maduro e vivo for removido do útero, ele deve ser impedido de inflar seus pulmões e respirar o ar; 16 PORTARIA SDA/MAPA 864, DE 31 DE JULHO DE 2023 Fêmea gestante III - Todos os fetos devem ser deixados dentro do útero fechado até que estejam mortos; IV - Quando houver a remoção dos tecidos dos fetos, estes não devem ser removidos do útero até pelo 15 minutos após o término da sangria da fêmea gestante; e V – Poderá ser feito o uso de dispositivo de dardo cativo de tamanho compatível ou com um golpe na cabeça com instrumento contundente. 17 PORTARIA SDA/MAPA 864, DE 31 DE JULHO DE 2023 18 As carcaças de animais que tenham morte acidental nas dependências do estabelecimento, desde que imediatamente sangrados, podem ser destinadas ao aproveitamento condicional após exame post mortem. Art. 98.RIISPOA suspeita de tétano 18 19 Inspeção ante mortem Aprovado Abate normal Abate de emergência Reprovado Descarte Abate de emergência 20 Art. 105 RIISPOA Sinais de doenças infectocontagiosas de notificação imediata Animais doentes Agonizantes Contundidos Fraturas Hemorragia Sinais clínicos neurológicos Hipotermia Hipertermia 21 É destinado para os animais que chegam ao estabelecimento em condições precárias de saúde, impossibilitados ou não de atingirem a dependência de abate por seus próprios meios, e os que foram excluídos do abate normal após exame ante mortem. Abate de emergência Art. 105 RIISPOA Abate de emergência Animais incapacitados de locomoção, acidentados, contundidos, com ou sem fratura e que não apresentem alteração de temperatura ou quaisquer outros sinais, que os excluam do abate em comum. 22 Abate de emergência imediato O abate de animais doentes, deve ser efetuado depois da matança normal. Quando não se tratar de doença infectocontagiosa, poderão ser recolhidos ao Curral de Observação para tratamento. Abate de emergência mediato 23 corno direito fraturado. luxação coxofemoral com decúbito esternal. animal em decúbito - abate de emergência. 23 24 suspeita de fibroma. 24 Abate de emergência 25 26 Tuberculinização (+) Soro-aglutinação brucélica (+) Febre aftosa (pós fase virêmica) Lesões podais Abate de emergência MEDIATA 27 Sinais clínicos neurológicos: Colher material e enviar aos laboratórios oficiais para fins de diagnóstico. Abate de emergência Íleo distal Encéfalo Medula espinhal Olhos Encefalopatia Espongiforme Bovina Art. 107. RIISPOA Portaria n. 651/2022 É obrigatória a remoção, a segregação e a inutilização dos Materiais Especificados de Risco - MER para encefalopatias espongiformes transmissíveis de todos os ruminantes destinados ao abate. Art. 124. RIISPOA 28 É feita pelo Veterinário + auxiliares Usar luvas de borracha e roupa própria, privativa desta tarefa. NECROPSIA Animais que chegam mortos. Animais que morram nas dependências do estabelecimento. Animais sacrificados por força de doenças infectocontagiosas. O lote de animais no qual se verifique qualquer caso de morte natural só deve ser abatido depois do resultado da necropsia. Art. 97. RIISPOA 29 GRAXARIA O material tratado pode ser aproveitado na elaboração de subprodutos não-comestíveis. A pele pode ser também aproveitada. FORNO CREMATÓRIO OU AUTOCLAVE Quando a necropsia positivar ou deixar suspeitas de doença infectocontagiosa; Colher material para exames de laboratório. Necropsia – DESTINOS POSSÍVEIS 30 31 Necropsia Avaliação MV Abate de emergência imediata Recepção/ Inspeção ante mortem Abate normal Sinais clínicos Morto Sofrimento ou incapacidade motora Curral de observação Avaliação MV Abate de emergência mediata RIISPOA PORTARIA Nº 365, DE 16 DE JULHO DE 2021 PORTARIA Nº 864, DE 31 DE JULHO DE 2023 PORTARIA Nº 651, DE 8 DE SETEMBRO DE 2022 legislação CONSULTADA Dúvidas? 33 image1.png image9.jpeg image10.png image11.jpg image12.jpg image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.jpeg image30.png image31.png image32.jpeg image33.jpeg image34.png image35.png image36.png image37.png image38.jpg image3.png image4.svg image5.png image6.svg