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Ciência Política e o Direito Direito Natural – O Direito Natural, é aquele que emana da própria natureza, não dependendo da vontade do homem. É incapaz de ter mudanças seja por opiniões individuais ou vontade do Estado. É conceituado de origem divina. É anterior e superior ao Estado Direito Positivo – O Direito Positivo, é o conjunto do desenvolvimento dos indivíduos e das sociedades. Depende da vontade humana e da força coercitiva exercida pelo Estado. É o direito escrito em leis, decretos, regulamentos, decisões judiciárias, tratados internacionais. É obra essencialmente humana, por isso, pode ser precária, falível e sujeita a imperfeições. Direito Público – é aquele que vem das relações do estado, com outro estado, com a sociedade, com o individuo Direito Privado – é aquele que estão dentro das relações do particular com o particular Estado e Direito Teoria Monista/Monística/ Estatismo Jurídico – Nessa teoria, estado e direito se confundem em uma só realidade. Para essa teoria, existe apenas o Direito estatal, não admite a ideia de qualquer regra jurídica fora do Estado. Quem dá vida ao Direito é o estado, por meio da “força coativa”. Já que todo direito emana do estado, as duas realidades se confundem. Teoria Dualista/ Dualística/ Pluralismo –Estado e direito são duas realidades completamente diferentes, independentes e inconfundíveis. Nessa teoria o Estado não é única fonte do direito. Apenas uma categoria especial provém do estado, que seria o Direito positivo, mas também temos os princípios do direito natural, as normas do direito costumeiro, que se firmam em regras de consciência coletiva, que adquirem positividade com o tempo. O direito é criação social, não estatal, está ali apenas para traduzir as mutações que acontecem na vida de cada povo. O direito assim é um fato social. A função do Estado é de positivar o Direito e traduzir em normas escritas as vontades sociais. Teoria Paralelista/ Eclética – Estado e Direito são realidades distintas, porém necessariamente interdependentes. São realidades diferentes, porém se completam na interdependência Teoria Geral do Estado – Tríplice Aspecto Teoria Social do Estado – Analisa a origem e o desenvolvimento do estado em função dos fatores sociais e econômicos. Teoria Política do Estado – Quando justifica finalidade do governo em razão dos diversos sistemas culturais. Teoria Jurídica do Estado – Quando estuda a estrutura a personificação e o ordenamento legal do Estado Sociedade – Elementos caracterizadores e Teorias Humano – O vínculo humano é aquele composto pela associação de duas ou mais pessoas, não há, portanto, que se falarem sociedade quando se considera um único individuo em um território, tão pouco se esse indivíduo se junta a animais. Vínculo ético normativo – Quando se há regras de convivência por mais simples que seja. Ciência Política e Teoria Geral do Estado 14/04/2023 Revisão Heloisa Alves Finalidade – Assegurar a execução dos objetivos sociais/ da sociedade. (ex: Saúde, lazer, saneamento básico, segurança pública). Poder – É aquele que tem por objeto, coordenar as relações entre as normas e os membros sociais, em busca da finalidade da sociedade. Há de observar se as regras estão sendo cumpridas. Teoria do impulso associativo natural – Defende que o ser humano tem o impulso natural de se agrupar, tendo por finalidade o bem de todos os seus integrantes. A sociedade é produto de um impulso associativo natural. É uma necessidade estarem em grupo. (Aristóteles, Cícero, São Tomás de Aquino, Ranelletti). Teoria Contratualista – A sociedade é um produto de um pacto/contrato social, que estabelece regras de convívio e subordinação política. Associam-se com o pensamento de ser mais benéfico e não por instinto. (Platão, Thomas Moore, Hobbes, Rousseau) Agrupamentos social básico > Sociedade primitiva > Sociedade complexa: aquelas com estruturas sociais, organizacionais mais complexas > nação > pode ser que vire estado ou parar na nação. Elementos Constitutivos do Estado Povo – É um dos elementos formadores do estado, sem essa substância humana não há que cogitar formação ou existência do estado. Porém há de se observar se ele é homogêneo, essa homogeneidade não é sobre raça e sim sobre essa dimensão humana se juntar em uma só unidade política. Território – É a base física, onde ocorre a validade da sua ordem jurídica. Sobre esse território se estende um poder de jurisdição que abrange o supra solo, subsolo e o mar territorial. Governo – É a cúpula diretiva que garante a soberania. É o conjunto das funções necessárias à manutenção da ordem jurídica e da administração pública. Exprimindo sempre o exercício do poder soberano Separação do Poderes e Funções típicas e atípicas Poder executivo – Função típica: Função principal é administração pública, aplicação e execução dos serviços públicos. Funções atípicas: O poder de legislar, por meio de medida provisória. E o poder de julgar. *Normativo autônomo – Trazida pela ementa constitucional 32, deu um poder a mais para o presidente, sobre determinados assuntos ele irá tratar por meio de decretos, desde que não influencie as despesas. *Regulamentar – Refere-se à regulamentação de uma lei, a lei irá fixar as regras e esse regulamento irá concretizá-la. *Delegado – Feita pelo presidente da República, que solicita concessão especial ao Congresso, ou seja, uma delegação do Legislativo para poder elaborar a lei. Poder Legislativo – Função típica: Legislar (elaboração das leis) e fiscalizar. Funções atípicas: Administrar e julgar. *Bicameral – Ele é composto por duas câmaras, a nível federal teremos duas câmaras, sendo senado e câmara dos deputados. *Unicameral – Formado por apenas uma câmara, a nível estadual, municipal e distrital teremos apenas uma câmara. *Congresso Nacional – Bicameral, a nível federal. Formado pelo Senado e câmara dos deputados. *Senado – Representantes do estado e não do povo. Sistema majoritário. *Câmara dos deputados – Representantes do povo e não do estado. Nível estadual (assembleias legislativas e estaduais), nível municipal (câmaras de vereadores), nível distrital (assembleias legislativas distritais). Sistema proporcional. Poder Judiciário – Funções típicas: Julgar e exercer jurisdição. Funções atípicas: Administrar e legislar. Classificação *Material – Diz respeito a matéria que o tribunal vai julgar, matérias comuns – Estadual e federal e especializadas – Eleitoral, militar e trabalhista. *Número de juízes – 1° Instância, juízes singulares – uma pessoa só, a nível recursal pode ser singular ou colegial. Juízes colegiados – mais de duas pessoas. Garantias *Institucionais – Autonomia orgânica (organização) administrativa. Autonomia financeira orçamentaria. *Funcionais – Garantias voltadas para o magistrado, como a vitaliciedade – não podem ser demitidos, a não ser por sentenças transitadas em julgado. *Inabilidade – Não pode ser removido para outra comarca, a não ser que peça. *Vedação – Não podem ter redução de subsídios. Regime Ditatorial – Regime Democrático A quase totalidade das primeiras formas de política foi autocrática e ditatorial. Neles, um indivíduo ou um grupo dita ou ordena políticas impositivas sobre várias matérias, exclui amplos grupos da população do processo de decisão, as medidas são muito restritivas das liberdades individuais e geralmente os governantes não são eleitos. Os governantes podem chegar ao poder por meio de golpe, de revolução ou de eleições, tornando o sistema ditatorial após a posse, às vezes abolindo as eleições ou manipulando- as fortemente. Geralmente os ditadores se autoproclamam os verdadeiros representantes do povo, de seus verdadeirosinteresses, o pai da pátria, o pai dos últimos ou outras definições similares. Estado de direito – É a ideia de que o soberano (não só o súdito) também deve ser sujeito à legislação e respeitá-la, de forma a limitar o próprio poder, a não poder abusar e a criar um ambiente de previsibilidade. Direitos e garantias fundamentais – São direitos protetivos, que garantem o mínimo necessário para que um indivíduo exista de forma digna dentro de uma sociedade administrada pelo Poder Estatal. Separação dos poderes – Para evitar abusos de poder por sistema de freios e contrapesos. Um poder controla o outro, fiscaliza o outro. Dividir e harmonizar. Isonomia – Igualdade legal para todos. Princípio de que todos são iguais perante a lei, que todos serão submetidos às mesmas regras jurídicas Direitos públicos – Conjunto de regras constitucionalmente fixadas, referentes à participação popular no processo político. Atuação do cidadão na vida pública de determinado país. Direta – Governa todos os cidadãos, definindo em assembleias populares. O governo popular direto é atualmente uma simples lembrança histórica. Está completamente abandonado, por conta da evolução social e da crescente complexidade dos problemas governamentais Semidireta – O povo exerce a soberania popular não só elegendo representantes políticos, mas também participando de forma direta da vida política do Estado, através dos institutos da democracia participativa (plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei). * Plebiscito – Consulta prévia feita ao povo sobre determinado tema, antes de se elaborar o projeto de lei. *Referendo – É a consulta feita aos cidadãos em momento posterior a elaboração da lei, de maneira que o povo ratifique ou rejeite a norma no todo ou em parte. *Iniciativa popular – consiste no direito assegurado à população de formular projetos de lei e submetê-los ao Parlamento. Indireta – O poder público se concentra nas mãos dos magistrados. O dever de fazer leis não cabe a todo o povo, mas a um grupo restrito de representantes eleitos pelo próprio povo, do qual recebem os direitos políticos para defender e governar a sociedade. Nascimento e formação do estado Originário – Um estado pode surgir diante de qualquer fator externo, um grupo humano mais ou menos homogêneo se junta, se estabelecem em um determinado território e se organizam politicamente. Povo – território – governo Secundário – Uma nova unidade política pode nascer da união ou da divisão de Estados *União real – Aquela que vem de um desejo coletivo, o povo tem a vontade de se unir. Dois ou mais estados se fundem por vontade própria. *União pessoal – Incomum hoje em dia. Quando dois ou mais estados se unem na figura de um só representante, de um só governo. *Federação – Estados se unem, e renunciam à soberania em prol do todo, e será garantida a cada um apenas uma autonomia, mas sem se sobressair a Soberania. *Confederação – Dois ou mais estados se unirão e irão preservar a soberania individual. Divisão/ Fragmentação *Divisão nacional – Quando o liame de nacionalidade é rompido. Ou algum evento externo os obriga a se separar. *Sucessoral – Típico de monarquias medievais, não existe na atualidade. O Estado, considerado como propriedade do monarca, era dividido entre os seus parentes e sucessores, desdobrando-se, assim, em reinos menores autônomos. Modos derivados *Descolonização – É aquele que passa a existir quando uma colônia se torna independente. *Concessão dos direitos de soberania – Quando por vontade própria os monarcas davam alta determinação para seus principados. *Atos de governo – Intervenção de organização supranacional. Ideia de mobilização internacional, organização a nível mundial que irá reconhecer um Estado Extinção do Estado Causas gerais – Um dos elementos constitutivos do estado deixa de existir. Causas específicas *Conquista – Perda compulsória da soberania de um estado. Estado geralmente é invadido por forças estrangeiras ou dividido violentamente *Emigração – Perda voluntaria do componente humano. Quando por algum acontecimento imprevisto, toda o povo nacional abandona o país. *Expulsão – Perda compulsória do componente humano. Estado geralmente é invadido e o povo é obrigado a deixar seu território. *Renúncia dos direitos de soberania – Uma comunidade nacional pode renunciar aos seus direitos de autodeterminação, em benefício de outro Estado mais próspero. Teoria da legitimação do Estado Teoria das Nacionalidade – O estado se forma a partir da união de pessoas que se reconhecem e tem um vínculo de nação. Teoria das fronteiras naturais – A nação deve ter o seu território (complemento natural) delimitado pelos grandes acidentes geográficos naturais Teoria do equilíbrio internacional – Parte do princípio de que a paz decorre do equilíbrio que se estabelece entre as forças das várias potências. Por estarem em igualdades de domínio, mantinham os estados em suas conformações para sua segurança. Teoria livre arbítrio dos povos – A população tem total liberdade de se autodeterminar estado ou não. Teoria de origem do Estado Teoria matriarcal – A primeira organização familiar teria sido baseada na autoridade da mãe. De uma primitiva convivência, teria surgido a família matriarcal. Assim, como era geralmente incerta a paternidade, teria sido a mãe a autoridade suprema das primitivas famílias. Teoria patriarcal – Essa teoria diz que o Estado deriva de um núcleo familiar, onde autoridade maior pertence ao ascendente varão mais velho. Teoria da força – Essa teoria diz que a organização política resultou do poder de dominação dos mais fortes sobre os mais fracos. Questão de dominante e dominado Teoria patrimonial – o Estado se origina da união das profissões econômicas. s. Há uma exploração econômica, quem sobrevivera será um estado economicamente mais forte. Formas de Estado Estados simples – Uma única soberania em toda extensão territorial. *Unitário – É aquele que apresenta um governo único, sem divisões internas que não sejam simplesmente de ordem administrativa. Pode ser PURO – simplesmente não tem nenhuma outra forma de estrutura política, que não seja esse centro. Ou DESCENTRALIZADO – é aquele que o estado unitário tem um único centro de poder, porém com uma descentralização das funções. Dando origem assim a espécies de agrupamentos que não correspondem propriamente a Estados soberanos. *Federal – É aquele que se divide em províncias politicamente autônomas, possuindo duas fontes de direito, uma nacional e outra provincial. As unidades federadas elegem os seus próprios governantes e elaboram as leis relativas ao seu interesse, agindo com autonomia dentro dos limites que elas mesmas estipularam no pacto federativo. União considerada perpetua e indissolúvel, não se divide, é eterno. Estados compostos – Organização política com várias soberanias que coexistem. *Confederação – Efêmera, é uma reunião permanente e contratual de Estados independentes que se ligam para fins de defesa externa e paz interna. *Comunidade de nações – Estados independentes e soberanos se unem, basicamente por interesses em comum, normalmente unindo sua constituição, tendo ou não limitação de soberania *União real e pessoal – Nessa organização, pensa-se apenas em monarquias, que estarão sob a regência de um só monarca. Na união pessoal, será apenas por razão sucessoral – Razão natural. E na união real é por vontade própria – criação. *Outras formas – O Império Britânico não é confederação, nem federação, nem união pessoal ou real. É uma interessante combinação de Colônias da Coroa, Domínios e outras unidades que formam a British Commonwealth — “um grupo de nações livres”. *Municípios – Entramna federação