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PARA FIXAR: MÓDULO 1 2 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 © 2024 Profesp/Ministério da Saúde. Todos os direitos reservados. Este trabalho poderá ser reproduzido ou transmitido na íntegra, desde que citados os seus autores. São vedadas a venda, a reprodução parcial e a tradução, sem autorização prévia por escrito do Programa de Formação em Emergências em Saúde Pública (Profesp). O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seus autores, não representando necessariamente a opinião do Ministério da Saúde. Saiba mais sobre o Profesp e conheça outros cursos em: profesp.saude.gov.br Elaboração, edição e distribuição: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente Departamento de Emergências em Saúde Pública SRTVN 701, via W5 Norte, Edifício PO 700, 6º andar CEP: 70723-040 – Brasília/DF Site: www.saude.gov.br/svs E-mail: svs@saude.gov.br Direção: Edenilo Baltazar Barreira Filho Coordenação geral: Daniel Roberto Coradi de Freitas Taynná Vernalha Rocha Almeida Weslley Vitor da Silva Equipe Profesp: Angela Branco Moreno Danielly Portes Schelle Isabella de Oliveira Campos Miquilin Joelma Ferreira Gomes Castro Kelly Cardoso da Silva Leonora Rios de Souza Moreira Paola Freitas de Oliveira Paula Orofino Moura Costa Vinicius Chozo Inoue Equipe de comunicação: Clara Iwanow Erick Andrade Gabriel Bandeira Gabriel Galli Arevalo Luiza Tedesque Raphaella Donon Saulo Dal Pozzo Revisão técnica: Gabriel Galli Arevalo Revisão textual: Danielly Portes Schelle Diagramação: Vinicius Chozo Inoue http://profesp.saude.gov.br http://www.saude.gov.br/svs mailto:svs@saude.gov.br 3 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 CURSO DE COMUNICAÇÃO DE RISCO PARA EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA TEMAS ABORDADOS • Definição de comunicação de risco segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). • Importância da comunicação de risco para emergências em saúde pública. • Pilares essenciais para uma comunicação eficaz. • Diferença entre comunicação de risco para a população e notificações governamentais. CONCEITO DE COMUNICAÇÃO DE RISCO Definição (OMS) Conhecer os riscos e as ações necessárias para proteção. Objetivo Ouvir e atender às preocupações e necessidades da população, tornando as men- sagens mais relevantes e confiáveis. IMPORTÂNCIA NA SAÚDE PÚBLICA Direito da população Troca em tempo real de informações, recomendações e opiniões entre autorida- des/especialistas e a população enfrentando uma ameaça. Atenção à população Ajudar a população a tomar decisões informadas para mitigar os efeitos de ame- aças à saúde, bem-estar econômico e social. Módulo 1: Introdução à comunicação de riscos Aula 1: Comunicação de risco: princípios e diretrizes Autoria: Gabriel Galli DIREITO DA POPULAÇÃO: CONHECER OS RISCOS E AS AÇÕES QUE DEVE TOMAR PARA SE PROTEGER 4 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 COMUNICAÇÃO DE RISCO Troca direta entre autoridades e a população, visando informar e mudar comportamentos, ajudando as pessoas expostas ao risco a tomarem decisões informadas. X NOTIFICAÇÕES GOVERNAMENTAIS E ALERTAS Notificações e alertas entre estruturas governamentais (ex.: notificações entre secretarias e o Mi- nistério da Saúde). EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA ∙ PILARES DA COMUNICAÇÃO DE RISCO Utilize esse card como um checklist em situações de emergências em saúde pública. 1. COMUNICAR PRIMEIRO: ∙ Informar rapidamente. ∙ Priorizar a comunicação oportuna das in- formações disponíveis. 2. COMUNICAR CORRETAMENTE ∙ Revisar dados e informações antes de divulgar. ∙ Alinhar informações junto às equipes. ∙ Agir com transparência: reconhecer as incer- tezas e informar mesmo quando nem todas as informações estão disponíveis. 3. COMUNICAR COM CREDIBILIDADE ∙ Agir com honestidade e verdade, esta- belecendo relações de confiança, mesmo em contextos políticos e econômicos de- safiadores. 4. COMUNICAR COM EMPATIA ∙ Considerar a dor, o sofrimento, a desesperança e os desafios enfrentados pela população. ∙ Adaptar formas e meios de comunicação, le- vando em conta as vulnerabilidades locorre- gionais, individuais e de grupos populacionais. 5. COMUNICAR COM RESPEITO ∙ Levar em conta a cultura da comunidade, processos sociais e vulnerabilidades. ∙ Considerar os efeitos da exclusão social e da discriminação. 5 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 TEMAS ABORDADOS • Como as percepções de risco são construídas mentalmente e como afetam a gestão de riscos. • Metodologias de gestão de risco e sua capacidade de responder à complexidade das relações entre pessoas e organizações. • Teorias que podem enriquecer a abordagem da comunicação de risco no contexto da saúde. CURSO DE COMUNICAÇÃO DE RISCO PARA EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA Módulo 1: Introdução à comunicação de riscos Aula 2: Percepção de risco Autoria: Rosângela Florczak de Oliveira Influencia a forma como as pessoas se comportam e tomam decisões diante de situações de risco. Percepção de risco Avaliação subjetiva da probabilidade de um incidente e da preocupação com suas consequências. DIMENSÃO INDIVIDUAL E COLETIVA PERCEPÇÃO Capacidade humana de associar as informações sensoriais à memória e à cognição, formando uma representação e, por sua vez, um conceito sobre o que acontece e sobre si, orientando o nosso comportamento. RISCO Na concepção ampliada, transcende o entendimento de ser uma construção objetiva baseada em cálculos probabilísticos. É admitido como um conjunto de percepções social, cultural e mentalmente construídas Comunicação de risco Desempenha um papel crucial na formação das percepções de risco e na promoção de comportamentos seguros. Crenças Atitudes Valores sociais e culturais 6 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 METODOLOGIAS DE IDENTI- FICAÇÃO DE UMA SITUAÇÃO DE RISCO ISO 31.000 Fatores para a identificação de riscos • Fontes tangíveis e intangíveis de risco • Causas e eventos • Ameaças e oportunidades • Vulnerabilidades e capacidades • Mudanças nos contextos externo e interno • Indicadores de riscos emergentes • Natureza e valor dos ativos e re- cursos • Consequências e seus impactos nos objetivos • Limitações de conhecimento e de confiabilidade da informação • Fatores temporais • Vieses, hipóteses e crenças dos envolvidos Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 31.000:2018. SÍNTESE DE TEORIAS SOBRE PERCEPÇÃO DE RISCO Campo de conhecimento Teoria Psicologia Teoria do comportamento Teoria da perspectiva Teoria heurística e viés Ciências sociais Teoria dos sistemas sociais Teoria da sociedade de risco Teoria cultural Teoria da escolha cultural Teoria da amplificação social do risco (SARF) Comunicação Teoria da comunicação de risco Economia Teoria da decisão Teoria da utilidade esperada Teoria da utilidade esperada subjetiva Ciência política Teoria da governança do risco Teoria da governança adaptativa Fonte: De autoria própria, 2024. Entender as percepções de risco é o primeiro passo para o desenvolvimento de estratégias eficazes de comunicação de risco. A análise dos riscos identificados tem relação direta com a percepção de risco e pode ser realizada de for- ma qualitativa, quantitativa ou combinando ambas: Análise qualitativa: os riscos são analisados a partir do impacto e das consequências, sendo categoriza- dos como baixos, médios ou altos. Análise quantitativa: envolve a atribuição de valores numéricos aos riscos e exposições. 7 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS Na identificação do risco, conforme as recomendações da ISO 31.000:2018, perguntas básicas devem ser feitas: O que pode acontecer? Quando e onde? Como e por quê? A identificação de risco é uma das etapas de um processo global de gestão de riscos. DESAFIOS DA COMUNICAÇÃO DE RISCOS NA RELAÇÃOCOM A PERCEPÇÃO DOS INDIVÍDUOS • Alertar sobre um risco desconhecido ou subestimado (Informação do perigo). • Tranquilizar sobre um risco superestimado (Informação de risco). • Gerenciar um risco controverso (Envolvimento comunitário). • Motivar pessoas a agir diante de um risco aceito (Mobilização). FATORES COMUNICACIONAIS QUE AFETAM A PERCEPÇÃO DE RISCOS Personalização da mensagem Exemplo: Campanhas de saúde pública ajus- tadas para diferentes faixas etárias ou comuni- dades culturais. Confiança e credibilidade das fontes Exemplo: Informações de fontes como a OMS ou CDC¹ durante a pandemia de covid-19. Emoção e narrativas Exemplo: Campanhas antitabagismo que uti- lizam histórias pessoais de vítimas do tabaco. Desempenho cognitivo Exemplo: Uso de infográficos para comunicar, de forma simplificada, riscos de desastres na- turais. Feedback e interatividade Exemplo: Plataformas online que permitem perguntas e respostas em tempo real sobre riscos ambientais. Fonte: a autora (2024), a partir de Slovic (2010), Fischhoff (1995), Lofstedt (2008) e Cutter (1996). ¹Centers for Disease Control and Prevention. 8 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 CURSO DE COMUNICAÇÃO DE RISCO PARA EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA Módulo 1: Introdução à comunicação de riscos Aula 3: Processo de comunicação de risco e os diferentes stakeholders Autoria: Ana Maria Dias Negreiros Silva TEMAS ABORDADOS • A influência dos stakeholders na comunicação de risco. • Quem são os stakeholders e como envolvê-los na comunicação de risco? • A abordagem do outro e a informação no contexto da comunicação de risco. • O processo de comunicação de risco para atuação em emergências em saúde pública. PROCESSO DE COMUNICAÇÃO DE RISCO A comunicação é fundamental para fornecer informações essenciais, gerar confiança e reduzir a insegurança durante crises. É vital entender como comunicar efetivamente com diferentes stake- holders em emergências em saúde pública. STAKEHOLDERS Pessoas ou entidades envolvidas na gestão de emer- gências, como autoridades de saúde, profissionais de comunicação, líderes comunitários e organizações. A comunicação começa com os mais próximos da emergência e se expande conforme necessário. Papel e responsabilidade Liderar a resposta, disseminar informações, planejar ações e envolver a comunidade. COMUNICAÇÃO – NEGOCIAÇÃO – CONVIVÊNCIA COMUNICAÇÃO EFICAZ Depende da relação com os receptores e da atenção às diferenças culturais e sociais. 9 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA GRUPOS INFLUENTES Associações de moradores Organizações religiosas Organizações de voluntariado Clubes culturais e esportivos Cooperativas e associações pro- fissionais Grupos de defesa de direitos Movimentos sociais organizados PRINCIPAIS PAPÉIS E RESPONSABILIDADES DOS STAKEHOLDERS Autoridades de saúde e tomadores de decisão ∙ Lideram a resposta e a comunicação durante a emer- gência. ∙ Responsáveis pela tomada de decisões e pela orienta- ção à população. Profissionais de comunicação ∙ Disseminam informações e orientações ao público. ∙ Transmitem mensagens claras e precisas. Pessoal técnico e operacional ∙ Planejam e respondem à emergência em saúde, garan- tindo a execução das estratégias. Líderes comunitários ∙ Engajam e informam as comunidades locais. Instituições e(ou) organizações públicas, privadas e sociais ∙ Participam do planejamento prévio e da resposta a emergências e desastres. Respondedores de linha de frente ∙ Estão diretamente envolvidos na resposta à emergência. Parceiros de desenvolvimento ∙ Colaboram nos esforços de preparação e resposta. Sociedade civil e setor privado ∙ Contribuem com a emergência por meio de doações, serviços ou outras formas de apoio. 10 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 FASES, ABORDAGEM E NARRATIVA INFORMACIONAL DA COMUNICAÇÃO FASE ABORDAGEM DA COMUNICAÇÃO NARRATIVA INFORMACIONAL Primeira: preocupar-se com Alerta Alertas e avisos Segunda: responsabilizar-se Sensibilização e ação Mitigação do pânico e transparência sobre incertezas Terceira: cuidar Orientação e engajamento Atualizações regulares e instruções de prevenção Quarta: receber o cuidado Escuta ativa e participação Disponibilização de canais de atendimento, escuta, diálogo e participação Fonte: de autoria própria, com base em Tronto (2007 e 2008), Brugère (2023), Wolton (2011, 2023), Massoni e Bussi (2022). informação técnica expressão de cuidado credibilidade confiança valores PROCESSO DE COMUNICAÇÃO – A MENSAGEM ABORDADA DEVE CONSIDERAR DIMENSÕES PARA ALCANCE DOS RESULTADOS NA COMUNICAÇÃO DE RISCO Comunicação social Interação, relacionamento e compartilhamento de informações com a socie- dade. Comunicação administrativa Informação e notificação no âmbito da administração (autoridades, Rede CIEVS) sobre a emergência em saúde pública. LEMBRETE • O alerta desencadeia o enfrentamento da emergência em saúde pública. • A mitigação do pânico combate o sensacionalismo. • A transparência sobre incertezas gera credibilidade. • As atualizações regulares aumentam a segurança das partes interessadas. • As instruções de prevenção influenciam nos comportamentos e possibilitam maior proteção. • A escuta ativa, o diálogo e a participação do público resultam em confiança e engajamento. 11 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 TEMAS ABORDADOS • Os diferentes meios de comunicação e as estratégias de disseminação de informações. • O papel da imprensa na comunicação de risco. • Recomendações sobre o relacionamento com a mídia e orientações para porta-vozes. EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA TIPOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO MÍDIA IMPRESSA: JORNAIS E REVISTAS Vantagens: reportagens com profundidade, uso de material visual e atua- lização online. Desvantagens: atraso na distribuição e possibilidade de viés. TELEVISÃO Vantagens: cobertura ampla e imediata, uso de linguagem corporal e van- tagens para emissão de mensagens durante transmissões ao vivo. Desvantagens: risco de edições que descontextualizam a mensagem e alta importância da comunicação não verbal. RÁDIO Vantagens: alcance em áreas remotas, interatividade e baixo custo. Desvantagens: mensagens curtas, potencial de edição que distorce o con- teúdo, e possibilidade de evidenciar fragilidades do porta-voz. MÍDIA DIGITAL: SITES E MÍDIAS SOCIAIS Vantagens: distribuição global, facilidade de atualização e interatividade. Desvantagens: impessoalidade e acesso limitado em populações especí- ficas. MÍDIA ALTERNATIVA (Carro de som, outdoors, teatro de bonecos e outros) Vantagens: educação e entretenimento em áreas de difícil acesso. Desvantagens: menos prático durante emergências, sendo o uso mais adequado antes ou depois dos eventos. CURSO DE COMUNICAÇÃO DE RISCO PARA EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA Módulo 1: Introdução à comunicação de riscos Aula 4: Meios de comunicação e o papel da imprensa na comunicação de risco Autoria: Sarah Elisa Buogo Souza 12 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 MEIOS DE COMUNICAÇÃO Função central: facilitar o diálogo com o público e modificar atitudes em emergências em saúde. Impacto: transformar incertezas em ações preventivas e solidárias por meio de mobilização social. Relevância: estabelecer um relacionamento de confiança com a mídia é crucial para uma comuni- cação eficaz. RELACIONAMENTO COM A IMPRENSA AÇÕES PARA UMA COMUNICAÇÃO DE RISCO EFICAZ Tomar a iniciativa de elevar a consciência sobre os riscos reais ou potenciais. Garantir o acesso à informação sobre o estado de emergência, seu impacto na população, as ações de resposta e a evolução da situação. Informar previamente as pessoas sobre uma emergência. Buscar a colaboração da imprensa para facilitar ações de proteção à saúde pública. Oferecer uma resposta mais rápida a uma situação existente.Entender quais são as demandas de informação e quais canais os meios de comunicação preferem utilizar para obtê-la. Informar os indivíduos e disseminar informações sobre como atenuar os efeitos de uma emergência. Avançar os trabalhos para além do momento crítico da emergência, garantindo o interesse da mídia com histórias humanas, novos enfoques, dados atualizados e relatórios sobre o progresso da recuperação e da reabilitação. Construir consensos e engajar as pessoas em um diálogo público. 13 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 PARA UM BOM RELACIONAMENTO COM A IMPRENSA: Antecipar informações — Minimizar imprecisões Tratar as mídias de forma igualitária Adaptar a informação ao meio de divulgação — Buscar pontos em comum Atender às demandas — Registrar as divulgações Estabelecer contato com os tomadores de decisão Conhecer as tendências de cada meio PREPARAÇÃO PARA ENTREVISTAS (O que os repórteres querem?) Números atualizados e confiáveis. Acesso a um porta-voz que vá direto ao ponto. Materiais no idioma local. Imagens (foto e vídeo). Ser tratados com respeito. Matérias com elemento humano. O cenário ou fundo da entrevista se torna parte da mensagem! Verifique com o produtor! PREPARAÇÃO PARA O PORTA-VOZ Seja o primeiro a comunicar. Ofereça informações com frequência. Mantenha a calma e o controle. Demonstre honestidade, ética e transparência. Comunique e repita a informação ao final. Reconheça a incerteza. Prepare o público e informe fontes oficiais para atualização. Seja conciso. Na dúvida, informe que irá checar a informação. Desminta informações falsas. VESTIMENTA Vista-se de modo formal. — Evite cores fortes, padrões ou listras. Evite vestir peças com marcas comerciais visíveis. — Evite joias ostentativas, muito brilhantes ou que reflitam luz. — Vista meias longas ao usar calça social. — Evite camisas ou blusas puramente brancas, devido ao brilho. 14 Comunicação de Risco - Para fixar M1 - v. Setembro 2024 PREPAROS CONFORME MÍDIA IMPRESSA ELETRÔNICA Perguntar antecipadamente: Qual é o tópico específico? Qual informação querem tra- tar na entrevista? Como será a entrevista? Por telefone ou pessoalmente? Quando será publicada? Existe um prazo específico? ATENÇÃO! NUNCA DIGA ALGO “EM OFF”. RÁDIO Dialogue antes sobre os tópicos específicos a serem tratados na entrevista. Fale em formato adequado às sonoras, que têm idealmente menos de nove segundos de du- ração. Ensaie as principais mensagens. Use frases de gancho para retor- nar ao assunto mais importante. TELEVISÃO Atenção à linguagem corporal. Adapte a aparência e os gestos com as mensagens verbais. Mantenha contato visual firme com o(a) entrevistador(a) todo o tempo, a menos que você esteja em um estúdio remoto, onde você deverá olhar dire- tamente para as câmeras. Observação: um sorriso traz confian- ça, exceto quando dado em um mo- mento inadequado. PREPARAÇÃO DE COMUNICADOS PARA A IMPRENSA • Fornecer orientações (se apropriado) e dar detalhes sobre como as informações adicionais serão di- vulgadas. • Incluir números de telefone ou contatos para obter mais informações ou assistência. Recomendações para a imprensa na cobertura de emergências em saúde • Garantir que a informação difundida seja baseada em fatos. • Promover conteúdos sobre as medidas básicas de prevenção. • Reconhecer os medos do público e oferecer informações sobre proteção e saúde mental. • Informar com base no que é conhecido. • Oferecer informações úteis para diferentes grupos da população. • Refletir sobre os efeitos das notícias, evitando alimentar o medo e a estigmatização. • Incorporar o contexto dos fatos. • Não estigmatizar pessoas e grupos. • Evitar dramatizar temas controversos durante uma pandemia. • Manter atualização. • Colocar os números em perspectiva.