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Formação Sócio-Econômica e Política da Sociedade Brasileira Questões Av

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da instauração de um governo socialista no Brasil, por parte dos militares e de boa parte da classe dominante, fez com que a sociedade aceitasse e apoiasse um golpe, onde o presidente da República, apoiado pela cúpula militar, derrubaria mais uma vez a Constituição. Na noite de 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas instaurou uma ditadura com a divulgação de uma nova Carta Magna, fazendo surgir o Estado Novo.
O Estado Novo (1937 – 1945)
A nova Constituição possuía vários dispositivos semelhantes aos de países autoritários da Europa. Com o Congresso Nacional fechado e a decretação de rigorosas leis de censura, Getúlio Vargas governou sem oposição legal. O foco da nova política era o de destruir as idéias liberais da Constituição de 1934. A intervenção do Estado e o poder autoritário exercido ao extremo seriam as marcas registradas do governo Vargas.
Para viabilizar o desenvolvimento econômico foram criados órgãos de apoio a áreas estratégicas, como o Conselho Nacional do Petróleo e o Conselho Federal de Comércio Exterior. A queda repentina nas exportações e a escassez de produtos essenciais importados, provocados pela II Guerra Mundial, tornavam a industrialização uma meta inadiável.
A auto-suficiência no setor siderúrgico, para acelerar esse processo, foi obtida na construção da Companhia Siderúrgica Nacional, através de apoio direto dos Estados Unidos, em troca da participação do Brasil nas Forças Aliadas.
Da mesma forma que a guerra incrementou a nossa indústria de base, a partir da instalação da CSN, em 1941, ela provocou a queda do regime ditatorial. Com a vitória dos aliados a democracia era a grande vencedora. Não fazia sentido, portanto, o Brasil, que ajudara a derrubar os regimes nazista e fascista, permanecer numa ditadura.
Assim, Vargas marcou eleições para dezembro de 1945, decretou a anistia e promoveu a reorganização dos partidos políticos, com a indicação de candidatos à presidência da República. Entretanto, seus correligionários iniciavam um movimento intitulado “Constituinte com Getúlio”, que pareceu aos militares a possibilidade de boicote as eleições. Em função disso, as forças militares lideradas pelo ministro da Guerra, General Góes Monteiro, depuseram Getulio Vargas, pondo fim a um dos períodos de ditadura mais marcante, lembrado pela repressão e violação dos direitos individuais.
Após as eleições de dezembro, o General Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente do Brasil e Vargas eleito senador, com a maior votação da época. Era o fim de uma era, mas não do político, que seria eleito presidente em futuro próximo pelo sufrágio das urnas.
O Processo de Industrialização
Segundo os principais historiadores, a Grande Depressão representou, para o Brasil, o momento em que ocorreu a mudança do modelo econômico calcado na produção agrícola exportadora para um modelo de desenvolvimento voltado para o mercado interno. Diversos bens, antes importados, passaram a ser produzidos internamente, através de um processo de substituição de importações.
Para que o processo de industrialização pudesse se tornar realidade, foi necessário criar uma indústria de base, pois o país precisava se tornar menos dependente da importação de produtos essenciais no processo produtivo, tais como petróleo, aço, cimento, energia elétrica, etc. Somando-se a essa indústria de base, as importações de bens de capital e de bens intermediários (bens finais utilizados na produção de outros bens) permitiram que a produção interna dos bens de consumo, antes adquiridos no exterior, atendesse a demanda interna.
Durante o Estado Novo, um acordo com os Estados Unidos, através do ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial, resultou na construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda. Posteriormente, em 1950, já eleito presidente do Brasil, Getúlio Vargas tentou obter, apoiado no Processo de Substituição de Importações – PSI, as condições para implantar as bases de uma indústria pesada no país.
Como a reconstrução da Europa no pós-guerra prejudicou o nosso fluxo de importações, restava a países como o Brasil a alternativa de buscar o desenvolvimento por conta própria. Significativas medidas nesse sentido foram tomadas, destacando-se, em 1952, a criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDE, que passou a financiar importantes projetos de infra-estrutura.
A falta de apoio político a Vargas levou-o ao suicídio, pondo fim ao processo nacionalista de produção.
		1.
		Para que o processo de industrialização pudesse se tornar realidade, Getúlio Vargas implantou:
		
	
	
	
	
	a indústria naval
	
	
	a estrada de ferro D. Pedro II (Rio - São Paulo)
	
	
	a rodovia Presidente Dutra (Rio - São Paulo)
	
	 
	a indústria de base
	
	
	a indústria de bens de consumo duráveis
	
	
		2.
		O Plano Cohen foi idealizado para:
		
	
	
	
	
	orientar os soldados na IIª Guerra Mundial
	
	
	aumentar as exportações de café
	
	
	combater possíveis invasões comunistas
	
	
	manter Getúlio Vargas no poder
	
	
	estender o governo de Washington Luis
	
	
		3.
		O Estado Novo é um período da política brasileira que está associado ao governo de:
		
	
	
	
	
	D. Pedro II
	
	
	D. Pedro I
	
	 
	Getúlio Vargas
	
	
	D. João VI
	
	
	Deodoro da Fonseca
	
	
		4.
		O fim da IIª Guerra Mundial contribuiu para:
		
	
	
	
	
	a queda do segundo reinado
	
	 
	a queda do regime ditatorial no Brasil
	
	
	a instalação da república velha
	
	 
	a implantação do parlamentarismo
	
	
	a derrubada do preço do café
	
	
		5.
		O marco que representou o início de nossa indústria de base foi:
		
	
	
	
	 
	a instalação da Cia Siderúrgica Nacional ¿ CSN, em 1941
	
	 
	a criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico ¿ BNDE, em 1952
	
	
	a criação da Petrobrás, em 1950
	
	
	o ingresso de capitais estrangeiros no processo produtivo do país
	
	
	o aumento significativo nas exportações de bens de consumo duráveis
	
	
		6.
		O "Estado Novo" constituiu-se num período de:
		
	
	
	
	
	redução das tarifas alfandegárias
	
	 
	violação dos direitos individuais
	
	
	plenitude dos direitos políticos
	
	
	reformulação do ¿plantation¿
	
	 
	estímulo aos valores democráticos
O desenvolvimento crescente da industrialização brasileira, propiciada pela modernização de JK no período democrático, pelo intervencionismo do golpe militar e pelo neoliberalismo da redemocratização atual. Esse será
Abertura e as conquistas sociais
O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek
O processo de industrialização promovido por Juscelino Kubitschek estava apoiado no capital privado estrangeiro, nas empresas do governo e no capital privado nacional.
JK utilizou o planejamento econômico, sistema adotado com sucesso na Rússia desde os anos 30, como ferramenta para obter um desenvolvimento industrial acelerado e organizado. Foi, sem dúvida, um caso de formulação e planejamento estatal de sucesso. Seu Plano de Metas, incluindo a construção de Brasília, representou o maior incremento à nossa industrialização, com objetivos focados principalmente nos setores de energia, transporte, siderurgia e refino de petróleo.
Dentre os três vetores de sustentação de sua política, ao contrário do que fora defendido pelo governo Vargas, a aceitação do capital externo representava o principal ponto de apoio de sua política. A partir de todo esse processo, o Brasil, pela potencialidade de seu mercado interno, passou a atrair empresas multinacionais do mundo inteiro. A partir de 1956, muitas aqui instalaram suas subsidiárias, fazendo com que os principais ramos industriais se transformassem em