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DESENVOLVIMENTO
EMBRIONÁRIO
Kamyla Romaniuk
Embriogênese: desenvolvimento embrionário
Em toda a vida jamais haverá
outra ocasião para
tamanhas mudanças, pois as 
multiplicações celulares
ocorrem rapidamente e em
breve irão formar uma
grande variedade de tecidos 
e órgãos, e, assim, definir o
ser por completo. 
O processo de reprodução
consiste em uma das
características mais notáveis
dos seres vivos.
Imagem: Perfil de um embrião de 22 semanas / autoria de
X.Compagnion / disponibilizada por Mirmilon / GNU Free
Documentation License
Aspectos gerais do desenvolvimento embrionário:
 nos mamíferos, a fecundação é interna e os
filhotes nascem frágeis e dependentes dos pais, 
pois os órgãos e sistemas precisam de tempo para
se tornarem maduros; 
 os estágios iniciais de vida ocorrem no útero
materno, que possui temperatura e condições
favoráveis ao desenvolvimento do ser em
formação;
 o desenvolvimento dos embriões depende dos
anexos embrionários;
 a placenta é um anexo embrionário exclusiva
dos mamíferos.
Aspectos gerais do desenvolvimento
embrionário
A partir da fecundação e da formação do zigoto,
observa-se as maiores transformações pelas quais um
ser vivo passa em toda a sua vida.
As mudanças decorrem basicamente de três processos
importantes:
A partir de agora, as etapas do desenvolvimento embrionário humano. 
Segmentação ou
clivagem
Gastrulação Organogênese
Formação do embrião e implantação no útero
À medida em que o
embrião se implanta
no útero materno, o
desenvolvimento
acontece com
transformações
contínuas. 
 
Desenvolvimento embrionário e implantação do embrião no útero materno.
Para facilitar o nosso
estudo, iremos
analisar primeiro a
formação do embrião
e, em seguida, sua
implantação no útero.
Então, vejamos a seguir:
Imagem: Desenvolvimento embrionário e implantação do embrião no útero materno /
Autoria de Ttrue12 / Disponibilizado por Ttrue12 / Creative Commons Attribution-Share
Alike 3.0 Unported
A segmentação e formação da mórula
Quando o ovócito
secundário é liberado do
ovário e encontra-se com
o espermatozoide na
porção superior da tuba
uterina, ocorre a
fecundação. Ocorrendo a
fecundação, a meiose do
ovócito secundário se
completa e, a partir de
então, surge o zigoto.
Durante o trajeto do
zigoto até o útero, têm 
início sucessivas divisões
celulares, originando uma
espécie de bola compacta
de células denominada
mórula. 
O zigoto sofre sucessivas divisões celulares originando células menores
denominadas blastômeros. 
É no estágio de mórula que o 
embrião chega ao útero, cerca de
três dias depois da concepção .
Imagem: Embrião com 8 células / Autoria de Ekem / Disponibilizado
por Llull / Domínio Público
Formação do blastocisto
Cerca de 5 dias após a
concepção, aparece uma
cavidade contendo
líquido em seu interior, a
blastocela, marcando,
assim, o início da fase
denominada blastocisto.
O blastocisto é
delimitado por uma
camada de células
externas, o trofoblasto,
de onde se originará
parte da placenta, e
apresenta ainda uma
saliência de massa celular
na parede interna, o
embrioblasto, que irá
desenvolver o embrião
propriamente dito.
Blastocisto em corte evidenciando as seguintes estruturas:
em 1, embrioblasto; em 2, trofoblasto; e em 3, blastocele.
 
É no estágio de blastocisto que
ocorre a nidação, fenômeno em
que o embrião se implanta no
endométrio. Dessa forma, inicia-se a
gravidez que se encerra no parto.
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Embrioblasto
Trofoblasto
Blastocele
Blastocela
Células-tronco embrionárias
Até o estágio de blastocisto, as células ainda se
encontram indiferenciadas; ou seja, se forem isoladas,
podem originar qualquer célula do corpo de um
indivíduo. Por essa característica, até a fase de blástula,
as células embrionárias são chamadas de células-tronco.
Início da organogênese:
Esquema da implantação do blastocisto
humano no endométrio uterino,
evidenciando a formação do hipoblasto
e epiblasto.
 a diferenciação dos tecidos
embrionários tem início com a
formação do hipoblasto, cujas
células crescem e delimitam a
blastocela, originando o saco
vitelínico, que não tem função nos
mamíferos;
 o hipoblasto se diferencia e
origina o epiblasto, ou ectoderma
primitivo, que tem uma cavidade
cheia de fluido em seu interior; 
trata-se do líquido amniótico;
 o disco embrionário é formado
pela porção de células que revestem
tanto a cavidade amniótica quanto
o saco vitelínico, sendo a partir
dele que são formados todos os
tecidos.
Imagem: Esquema da implantação do blastocisto humano no
endométrio uterino / Autoria do NCBI, a US government source /
disponibilizado por Arcadian / Domínio Público.
A. Epiblasto; 
B. Disco bilaminar;  
C. Endodermo; 
D. Hipoblasto.
A gastrulação
O estágio seguinte é o de gastrulação, que tem seu início em
uma região periférica do disco embrionário. Nessa fase, o
plano corporal do embrião vai se definindo, ocorrendo
migrações e reorganização de células, fazendo com que a
blastocela desapareça. Enquanto isso, uma nova cavidade se
forma contendo um líquido. Essa nova cavidade é
denominada arquêntero (esboço do futuro tubo digestório
do ser). O arquêntero comunica-se com o meio externo por
meio de uma abertura, o blatóporo (que posteriormente irá
formar o ânus do embrião).
Formação da gástrula 
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Blastocela
Blastocela residual
Arquêntero
Blastóporo
Ectoderma
Mesentoderma
Formação dos folhetos germinativos
É na gástrula, ainda, que os blastômeros se
diferenciam em três conjuntos de células embrionárias
ou folhetos germinativos. São eles: ectoderma,
mesoderma e endoderma, desenvolvidos a partir do
disco embrionário. Cada folheto cumpre seu papel
formando as seguintes estruturas:
ECTODERMA: forma epiderme, anexos cutâneos, pelos e unhas, esmalte
dos dentes, sistema nervoso central, receptores dos órgãos dos sentidos e
parte dos olhos, orelhas e cavidade nasal.
MESODERMA: forma derme, osso, músculo, cartilagem, tecido conjuntivo,
coração, células e vasos sanguíneos, os linfócitos e vasos linfáticos, baço e
algumas glândulas.
ENDODERMA: forma as mucosas dos sistemas digestório, respiratório e
urogenital, algumas glândulas, como o timo e a tireoide, e também os ductos
hepáticos e pancreáticos e o revestimento da orelha interna.
Desenvolvimento embrionário e formação da nêurula
Dando continuidade, destacamos, ainda, a formação de
estruturas importantes durante o estágio embrionário
denominado nêurula: o tubo nervoso e a notocorda, ou
corda dorsal. 
O tubo nervoso: a sua formação tem início
pela diferenciação de células ectodérmicas,
que adquire o aspecto de uma placa
achatada denominada placa neural,
desenvolvendo-se ao longo do dorso do
embrião. Essa estrutura, por sua vez, dará
origem ao encéfalo e a outras estruturas.
A notocorda: é uma estrutura que dá
suporte ao tubo nervoso, orientando a sua
diferenciação. Essa estrutura libera
substâncias que induzem as células do tubo
nervoso para a formação do sistema
nervoso central.
Estágio de nêurula e formação do tubo nervoso e notocorda.
Imagem: Estágio de nêurula e formação do tubo nervoso e
notocorda / autoria de Goodlett, C.R., and Horn, K.H /
disponibilizado por Bobjgalindo / Domínio Público
Defeitos de formação do tubo nervoso
Durante o desenvolvimento
do embrião, podem ocorrer
falhas no fechamento da
região anterior do tubo
nervoso, provocando uma
condição patológica,
denominada anencefalia. Os
defeitos de formação do
tubo nervoso, no ser
humano, aparecem numa
proporção de 1 para cada
500 nascimentos.
Visão frontal de feto com anencefalia
Imagem: Visão frontal de feto com anencefalia / Autoria
de Ed Uthman, MD / Disponibilizado porDead3y3 /
Domínio Público
Formação dos anexos embrionários
À medida em que o
desenvolvimento do embrião
prossegue, ele é
gradativamente envolvido
pela bolsa amniótica, que o
mantém bem hidratado e
protegido contra possíveis
choques mecânicos. Na parte
ventral do embrião, próximo
ao saco vitelínico, surge uma
bolsa denominada alantoide,
que é pouco desenvolvida,
mas contribui para a
formação da placenta. O
desenvolvimento do
mesoderma, juntamente com o
trofoblasto, originará o
córion, anexo embrionário
que envolverá o embrião e
outros anexos
Os anexos embrionários são
essenciais para a vida e sobrevivência
do embrião no útero materno. 
Imagem: Feto de cerca de oito semanas, incluso no âmnio /
Desenho de Henry Gray / Disponibilizada por Irigi / Domínio Púlico
Saco
vitelínico
Cordão 
Umbilical
Cordão
Umbilical
Córion
Placenta
Âmnio
Duto
vitelínico
Nidação: implantação do embrião no útero
processo de nidação, que consiste na
implantação do embrião no útero
materno. processo pelo qual o embrião
se implanta na parede do útero após a
fertilização. Geralmente ocorre cerca
de 6 a 10 dias após a fertilização.
Durante a nidação, o embrião se fixa na
parede uterina e começa a receber os
nutrientes necessários para seu
desenvolvimento. Este é um passo
crucial no início da gravidez.
Imagem: As primeiras poucas semanas da embriogênese
humana / autoria de Jrockley / disponibilizada por Jrockley /
Domínio Público
Após a Fertilização: A fertilização geralmente ocorre na ampola da
tuba uterina, onde o espermatozoide encontra e penetra no óvulo,
resultando na formação do zigoto, a célula resultante da união dos
gametas masculino e feminino.
Jornada até o Útero: Após a fertilização, o zigoto começa a se dividir
rapidamente por mitose, formando uma estrutura chamada de mórula.
A mórula continua a se dividir enquanto viaja pela tuba uterina em
direção ao útero.
Formação do Blastocisto: Ao alcançar o útero, a mórula passa por
mais divisões celulares e se transforma em uma estrutura oca chamada
de blastocisto. O blastocisto é composto por duas partes distintas: o
embrioblasto, que se tornará o embrião, e o trofoblasto, que se
tornará a placenta.
Contato com a Parede Uterina: Uma vez formado, o blastocisto
começa a se preparar para a nidação. O trofoblasto do blastocisto se
liga à parede do útero, secretando enzimas que ajudam na penetração
no endométrio, a camada mais interna e espessa do útero.
Implantação na Parede Uterina: O blastocisto se aprofunda na parede
do útero até se alojar completamente no endométrio. As células do
trofoblasto se transformam em estruturas chamadas de vilosidades
coriônicas, que são responsáveis pela troca de nutrientes entre o
embrião e o corpo da mãe.
Início da Gravidez: Após a implantação completa, o embrião está
oficialmente implantado e a gravidez começa. O endométrio continua
a se espessar para fornecer suporte e nutrição ao embrião em
desenvolvimento.
A PLACENTA
À medida em que o
desenvolvimento embrionário
prossegue, a placenta vai se 
formando pela decídua
uterina (endométrio) e pelas
projeções coriônicas durante
a gravidez. É por meio desse
órgão que o embrião recebe
do sangue da mãe nutrientes e
oxigênio e nele elimina gás
carbônico e excretas. O
cordão umbilical une a
placenta ao embrião, sendo
formado pelo mesoderma
extraembrionário e revestido
pelo epitélio amniótico.
Fotografia de placenta humana: órgão compartilhado entre mãe e
filho pelo cordão umbilical. 
Em condições normais, não há
mistura entre o sangue da mãe e
do embrião na placenta.
Imagem: Placenta com cordão umbilical / Autoria de Inferis /
Disponibilizada por Melimama / Creative Commons Attribution-
Share Alike 2.0 Generic 
Os Hormônios da Gravidez:
 o cório é responsável pela
produção da gonadotrofina
coriônica, um hormônio cuja
função é estimular o corpo
amarelo ovariano a manter
elevadas as taxas de estrógeno
e progesterona no sangue.
Assim, a menstruação não
acontece, indicando um dos
primeiros sinais de gravidez.
 quando o corpo amarelo
ovariano regride, por volta
do quarto mês, a placenta já
está completamente formada,
passando também a produzir
estrógeno e progesterona até
o fim da gravidez.
O exame usado para diagnosticar
a gravidez chama-se beta hCG
(BhCG), que detecta a presença
da gonadotrofina coriônica no
sangue.
O teste de sangue é um dos métodos mais
seguros para detectar a gravidez
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Desenvolvimento fetal
Com cinco semanas de vida, o
embrião já começa a
apresentar contrações
musculares. Braços e pernas. 
Embrião com cinco semanas Embrião com nove semanas
O feto, com nove semanas, já
tem cerca de 2,5 centímetros
de comprimento e aparência
humana. Surgem as células
ósseas. 
Imagem: Embrião Humano / Autoria de Ed Uthman /
Disponibilizado por DO11.10 / Domínio Público.
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Desenvolvimento fetal
No período fetal, que vai
da 9ª até a 38ª semana de
gestação, verifica-se um
rápido crescimento do
corpo e o novo ser já tem
praticamente todos os
órgãos, sistemas e tecidos
formados. 
Aos sete meses, caso
ocorra um nascimento
prematuro, o feto
apresenta grandes chances
de sobrevivência.
Não é apenas o embrião que passa
por transformações, a gestante
também tem seu corpo modificado
durante o período da gravidez.
Imagem: Ultrassom 4D de um feto / Imagem produzida por Wolfgang
Moroder / Disponibilizada por Moroder / GNU Free Documentation
License 
Feto com cerca de sete meses de vida
 Gêmeos 
Gêmeos dizigóticos ou fraternos:
ocorre quando a mulher libera
dois ou mais ovócitos (óvulos),
que, se forem fecundados,
formarão dois zigotos, podendo,
assim, desenvolver duas crianças na
mesma gravidez. Nesse caso, os
gêmeos fraternos podem ter o
mesmo grau de semelhança de
qualquer irmão.
Gêmeos monozigóticos: ocorre
quando um único zigoto se divide e
origina dois ou mais indivíduos.
Nesse caso, os gêmeos terão a
mesma constituição genética e
serão muito parecidos fisicamente.
Fala-se em gêmeos, na espécie humana, quando nascem duas
ou mais crianças em uma mesma gestação. A formação de
gêmeos pode ocorrer geralmente de duas formas:
Formação de gêmeos na espécie humana.
Imagem: Gêmeos / Desenho de William
Smellie (1697-1763) / Disponibilizado por
McLeod / United States Public Domain 
Gêmeos siameses ou gêmeos unidos
Algumas vezes, a separação dos 
gêmeos monozigóticos é tardia
e não se completa, fazendo
com que nasçam ligados por
parte do corpo ou mesmo por
órgãos comuns. A união dos
gêmeos pode variar, existindo
casos em que apenas a cabeça e
os membros inferiores são
separados.
Fotografia dos gêmeos Chang e Eng 
(1811 -1874)
Em alguns casos, há possibilidade
de separação cirúrgica, permitindo a
sobrevivência dos dois irmãos.
Porém, há situações em que a
separação pode levar a morte de um 
dos gêmeos ou de ambos. Imagem: Chang & Eng Bunker / Autoria de
CatherineMunro / Disponibilizada por Nicke L /
United States Public Domain

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