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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE
BACHARELADO EM FONOAUDIOLOGIA
METODOLOGIA CIENTÍFICA DA FONOAUDIOLOGIA
COMUNICAÇÃO ACESSÍVEL: NÍVEL DE CONHECIMENTO EM LIBRAS
DOS FONOAUDIÓLOGOS DE PORTO ALEGRE
Ana Laura Marchi Hampel, Anna Luiza Pereira Arruda, Emilly da Silva Gomes, Mileny
Gonçalves Torely e Yasmin Correa Konflanz.
Porto Alegre
2024
RESUMO
A qualidade de um bom atendimento em saúde para pessoas surdas depende, em grande
parte, de uma comunicação acessível , sendo a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) um
instrumento fundamental para uma boa interação com esta população. O objetivo deste
estudo é mensurar o nível de conhecimento de fonoaudiólogos de Porto Alegre sobre
LIBRAS para o atendimento de pacientes surdos e analisar a relação entre a formação
acadêmica dos fonoaudiólogos e o uso da LIBRAS no atendimento a pacientes surdos em
ambiente hospitalar. Trata-se de um estudo transversal qualitativo e descritivo. A amostra é
composta de 44 fonoaudiólogos de hospitais de Porto Alegre. Os dados serão coletados a
partir de questionários e entrevistas, seguidas da análise estatística e qualitativa das respostas.
Espera-se que este estudo contribua para a compreensão das barreiras e potencialidades no
uso da Libras por fonoaudiólogos em ambientes de atendimento. Além disso, os resultados
deste estudo servirão como base para o desenvolvimento de estratégias educativas e materiais
de apoio voltados à capacitação dos fonoaudiólogos no uso da Libras em ambiente hospitalar.
A disponibilização desses materiais buscará promover a acessibilidade comunicacional e a
melhoria do atendimento a pacientes surdos. Assim, o estudo contribuirá para a formação
profissional mais inclusiva e alinhada às necessidades de uma sociedade diversificada,
fortalecendo a atuação dos fonoaudiólogos em contextos hospitalares.
Palavras-chave: Libras; Fonoaudiologia; Conhecimento; Atendimento.
1 IDENTIFICAÇÃO
1. Título do projeto: COMUNICAÇÃO ACESSÍVEL: NÍVEL DE CONHECIMENTO EM
LIBRAS DOS FONOAUDIÓLOGOS DE PORTO ALEGRE
2. Servidor/Coordenador do projeto: Drª Fga.Cibele Boscolo
3. Classificação do projeto: Pesquisa
4. Linha(s) de pesquisa à(s) qual(is) o projeto está ligado: Fonoaudiologia e acessibilidade
na comunicação em contextos de saúde
5. Local de execução: Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
6. Período de execução/vigência: Novembro de 2024 a maio de 2025
7. Equipe do Projeto: Ana Laura Marchi Hampel, Anna Luiza Pereira Arruda, Emilly da
Silva Gomes, Mileny Gonçalves Torely e Yasmin Correa Konflanz.
8. Público alvo: Fonoaudiólogos atuantes em hospitais da região central de Porto Alegre
9. Conteúdo Relacionado:
● Formação em LIBRAS para profissionais de saúde
● Inclusão e acessibilidade no atendimento hospitalar
● Barreiras de comunicação entre profissionais de saúde e pacientes surdos
2 INTRODUÇÃO
A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) desempenha um papel essencial na inclusão
social das pessoas surdas, sendo um direito fundamental para a comunicação e o acesso pleno
aos serviços de saúde. No entanto, apesar de sua importância, muitos profissionais da área da
saúde, incluindo os fonoaudiólogos, ainda apresentam limitações no domínio dessa língua, o
que compromete a qualidade do atendimento prestado a pacientes surdos. A falta de
capacitação em LIBRAS é um desafio recorrente nos contextos hospitalares, onde uma
comunicação eficaz é crucial para garantir um atendimento adequado e evitar falhas no
diagnóstico e no tratamento. Nesse cenário, a formação dos profissionais da saúde se torna
um ponto central para a promoção de uma assistência inclusiva, uma vez que existem
dificuldades significativas ao procurar atendimento médico devido à barreira linguística
(CARVALHO et al., 2021; CHAVEIRO et al. , 2010).
No caso específico da fonoaudiologia, os profissionais dessa área têm um papel
relevante no acompanhamento de pacientes surdos, tanto na reabilitação de funções
comunicativas quanto na orientação sobre o uso da linguagem. Assim, a fluência em LIBRAS
se torna uma habilidade fundamental para esses profissionais, especialmente porque a
fonoaudiologia se caracteriza por um trabalho contínuo com questões relacionadas à
comunicação e à audição. A obrigatoriedade de disciplinas que envolvem a língua de sinais
no currículo dos cursos de fonoaudiologia visa garantir que os futuros profissionais estejam
preparados para atender essa demanda, mas, conforme indicado por (GUARINELLO et al.,
2013), o tempo de formação e a carga horária dedicados ao ensino de LIBRAS são
frequentemente insuficientes para alcançar a proficiência necessária.
Diversos estudos apontam que a deficiência no ensino de LIBRAS nas universidades
tem impacto direto na prática clínica dos fonoaudiólogos. Embora a disciplina de LIBRAS
seja obrigatória nos currículos dos cursos de fonoaudiologia, a carga horária e a abordagem
pedagógica ainda são frequentemente insuficientes para garantir que os profissionais
adquiram a fluência necessária para um atendimento eficaz. Esse déficit na formação tem
implicações sérias para a prática clínica, uma vez que muitos fonoaudiólogos, ao concluir sua
formação, não são aptos a usar a LIBRAS de maneira fluente, o que prejudica a relação
terapêutica com pacientes surdos e dificulta a realização de estudos e tratamentos adequado.
Conforme apontado por (SILVA et al., 2020), essa deficiência pode resultar em uma
comunicação limitada, impactando a compreensão dos sintomas e dificultando o
acompanhamento terapêutico. Além disso, (GUARINELLO et al., 2013) destacam que a falta
de capacitação em LIBRAS compromete o processo de diagnóstico e a efetividade das
intervenções, pois a comunicação clara e eficaz entre o fonoaudiólogo e o paciente surdo é
essencial para o sucesso do tratamento.
Esse cenário se torna ainda mais preocupante quando se considera que a comunicação
entre o fonoaudiólogo e o paciente vai além da simples troca de informações sobre o
tratamento. Ela está intimamente ligada à construção de um vínculo terapêutico baseado na
confiança e na compreensão mútua. A deficiência na comunicação pode levar à frustração de
ambas as partes, afetando o progresso do tratamento. Segundo (CHAVEIRO et al., 2010), a
comunicação é uma ferramenta essencial no processo terapêutico, e sua barreira, no caso dos
pacientes surdos, pode não apenas dificultar o entendimento das orientações do
fonoaudiólogo, mas também comprometer a eficácia da reabilitação fonoaudiológica. A
interação eficaz entre profissional e paciente é crucial para garantir que este último
compreenda as instruções e se sinta confortável durante as sessões de terapia.
Portanto, a proposta de pesquisa tem como objetivo mensurar o nível de
conhecimento de LIBRAS entre os fonoaudiólogos de Porto Alegre, com foco na
identificação de possíveis lacunas na formação desses profissionais e na análise da relação
entre o conhecimento da língua de sinais e a qualidade do atendimento prestado. a pacientes
surdos. Essa pesquisa busca mapear o nível de fluência em LIBRAS dos fonoaudiólogos e os
desafios enfrentados no cotidiano clínico, contribuindo para a compreensão das barreiras
linguísticas no atendimento à pessoa surda. A partir dos resultados obtidos, será possível
elaborar materiais de apoio, como cartas informativas e recursos pedagógicos, que servirão
como ferramentas para aprimorar a capacitação dos fonoaudiólogos e facilitar a comunicação
com pacientes surdos. A pesquisa visa não apenas promover a inclusão e melhorar a
qualidade do atendimento nas unidades de saúde, mas também influenciar positivamente na
formação de futuros profissionais da área, ao evidenciar a importância do ensino de LIBRAS
nas universidades e incentivar a prática contínua dessa língua no contexto clínico. Essa
iniciativa tem o potencial de transformar a abordagem dos fonoaudiólogos em relação ao
atendimento a pacientes surdos,contribuindo para um atendimento mais humanizado,
eficiente e inclusivo, alinhado às diretrizes de acessibilidade e direitos humanos.
3 OBJETIVOS
3.1 OBJETIVO GERAL
Mensurar o nível de conhecimento sobre LIBRAS entre os fonoaudiólogos que atuam em
hospitais da região central de Porto Alegre para o atendimento de pacientes surdos.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a relação entre a formação acadêmica dos fonoaudiólogos e o uso da LIBRAS no
atendimento a pacientes surdos em ambiente hospitalar.
Investigar as estratégias de comunicação utilizadas pelos fonoaudiólogos no atendimento a
pacientes surdos em hospitais de Porto Alegre, com ênfase no uso da LIBRAS.
4 JUSTIFICATIVA
A escolha do presente tema como objeto de estudo justifica-se pela necessidade de avaliar a
efetividade do ensino de LIBRAS nos cursos de fonoaudiologia em Porto Alegre. A Lei Nº
10.436, de 24 DE ABRIL de 2002 estabelece a obrigatoriedade da inclusão de disciplinas de
Libras nas matrizes curriculares dos cursos de fonoaudiologia, porém há uma carência de
estudos recentes que investiguem a aplicação prática desse ensino no contexto hospitalar
pelos profissionais fonoaudiólogos. Além disso, é importante compreender as estratégias
utilizadas pelos profissionais não-fluentes em Libras no contexto clínico para que se possa
desenvolver intervenções eficazes visando a melhoria do atendimento e inclusão dos
pacientes surdos no contexto hospitalar.
5 METODOLOGIA
A metodologia adotada para este estudo será qualitativa, descritiva e de estudo transversal,
com foco na coleta de dados por meio de questionários e entrevistas, seguidas da análise
estatística e qualitativa das respostas. Os participantes devem assinar um termo de
consentimento previamente ao preenchimento dos questionários. Não será necessário cálculo
de tamanho de amostra, pois o estudo incluirá todos os profissionais fonoaudiólogos do
Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e do Hospital de Clínicas
de Porto Alegre, totalizando 44 profissionais. Trata-se de uma amostragem por conveniência,
já que serão selecionados todos os profissionais disponíveis e acessíveis dentro desses
hospitais, sem a utilização de um critério de seleção aleatória.
Para a seleção dos participantes, serão adotados critérios de inclusão e exclusão. Serão
incluídos fonoaudiólogos que atuam em hospitais localizados na região central de Porto
Alegre e que possuam mais de um ano de experiência na rede hospitalar. Serão excluídos
profissionais que não possam estar presentes no momento da entrevista, bem como aqueles
que não sejam fonoaudiólogos.
A seguir, são elaboradas as etapas do projeto, que incluem desde a revisão de conteúdo e a
produção do questionário até a avaliação dos resultados e a criação de materiais pedagógicos.
5.1 Instrumentos e Fontes para Coleta de Dados:
Para a coleta de dados, será utilizado um questionário estruturado, contendo questões
fechadas e abertas. As questões fechadas serão formuladas para captar informações
quantitativas sobre o nível de conhecimento dos fonoaudiólogos em LIBRAS, a frequência de
uso da língua e as dificuldades enfrentadas no atendimento. Já as questões abertas visam
coletar dados qualitativos, explorando as percepções dos profissionais sobre a eficácia de sua
formação em LIBRAS e as necessidades de capacitação. A escolha desse instrumento se
justifica pela possibilidade de obter dados objetivos e subjetivos sobre o conhecimento dos
fonoaudiólogos.
5.2 Bibliotecas e Fontes Consultadas:
Até o momento, as fontes consultadas para embasar a revisão bibliográfica incluem
periódicos e artigos da SciELO, PubMed, e outras bases de dados acadêmicas. Durante o
desenvolvimento da pesquisa, outras bibliotecas e periódicos especializados em
Fonoaudiologia e Educação serão acessados para complementar a revisão.
Além das bibliotecas e periódicos acadêmicos, serão utilizadas plataformas digitais e
sites de instituições de ensino para acessar materiais educativos e dados adicionais sobre a
formação dos profissionais em LIBRAS. A pesquisa também recorrerá a jornais e
publicações especializadas na área da saúde e fonoaudiologia para obter informações
atualizadas e relevantes. A internet será utilizada para acessar artigos recentes, teses e
dissertações que possam contribuir para a análise do contexto atual do ensino de LIBRAS.
5.3 Etapas do Projeto:
1. Seleção e Revisão do Conteúdo a Ser Trabalhado: Esta fase envolverá a revisão
bibliográfica sobre a formação de fonoaudiólogos em LIBRAS e a aplicação dessa língua no
atendimento a pacientes surdos. A revisão irá basear a elaboração de um questionário com
questões que abordam a capacitação dos profissionais e as dificuldades no atendimento a
surdos. A literatura será extraída de artigos científicos, teses e diretrizes acadêmicas atuais.
2. Produção do Questionário: Com base na revisão, será elaborado um questionário
estruturado, contendo questões fechadas e abertas. O questionário buscará avaliar o nível de
conhecimento em LIBRAS, a formação acadêmica dos profissionais e as dificuldades no uso
da língua no contexto clínico.
3. Contato com os Locais de Aplicação e Combinação com Profissionais: Nessa fase, será
realizado o contato com os hospitais Santa Casa de Misericórdia e Hospital de Clínicas de
Porto Alegre para formalizar a autorização e planejar a logística de aplicação do questionário.
Será agendada a participação dos fonoaudiólogos de acordo com suas disponibilidades.
4. Aplicação do Questionário Desenvolvido: O questionário será aplicado de forma
anônima, pessoalmente ou on-line, respeitando a rotina dos profissionais e garantindo que a
coleta de dados seja realizada sem influências externas. A aplicação ocorrerá durante os
turnos de trabalho dos fonoaudiólogos, sem interferir no atendimento aos pacientes.
5. Avaliação dos Resultados: Após a coleta, os dados serão analisados qualitativamente e
quantitativamente. As respostas fechadas serão comprovadas estatisticamente, enquanto as
abertas serão submetidas à análise de conteúdo. Essa etapa permitirá identificar padrões de
conhecimento e lacunas no atendimento fonoaudiológico.
6. Produção de Materiais de Apoio com Base nos Resultados: A partir dos resultados
obtidos, serão desenvolvidos materiais pedagógicos como cartelas, guias e vídeos
explicativos para auxiliar os fonoaudiólogos no atendimento de pacientes surdos. O conteúdo
será validado por especialistas da área e adaptado às necessidades dos profissionais.
7. Disponibilização de Materiais nos Locais Indicados e Online: Os materiais de apoio
serão disponibilizados tanto nos hospitais participantes quanto online. A distribuição ocorrerá
por meio de plataformas digitais, e-mails, newsletters e redes sociais especializadas,
promovendo o acesso contínuo e a capacitação dos profissionais da área.
6 ORÇAMENTO E EXECUTABILIDADE
6.1 Recursos Humanos
● Elaboração do questionário e análise de dados :
Trabalho realizado pelos pesquisadores
Custo estimado : R$ 0
● Consultoria estatística (análise de dados quantitativos e qualitativos) :
Realizado pelos pesquisadores com a consultoria de um profissional especializado.
Custo estimado : R$ 200,00
● Design gráfico de materiais educativos (cartilhas e guias) :
Realização por pesquisadores.
Custo estimado : R$ 0,00
6.2 Materiais e Insumos
● Impressão de questionários para coleta presencial :
Estimativa de 50 unidades.
Custo estimado : R$ 30,00
● Visitas aos hospitais Santa Casa e Clínicas de Porto Alegre :
Inclui transporte para reuniões e aplicação presencial de questionários. 10 viagens
por estudante (5 visitas) x 5 estudantes x R$ 4,80 (tarifa).
Custo estimado : R$ 240,00
● Impressão de cartelas e guias pedagógicos :
Estimativa de 200 exemplares
Custo estimado : R$ 600,00 (R$ 3,00 cada)
● Produção de vídeos explicativos :
Inclui gravação, edição e narração elaborado pelos pesquisadores.
Custo estimado : R$ 0,00
7 CRONOGRAMA
Mês/ Etapas Novembro/2024
Dezembro
/2024
Janeiro
/2025
Fevereiro/
2025
Março/
2025
Abril/
2025
Maio/
2025
Julho/
2025
Seleção e
Revisão do
Conteúdo a Ser
Trabalhado
X
8 RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se que este estudo identifique o nível de conhecimento e proficiência em Língua
Brasileira de Sinais (LIBRAS) entre os fonoaudiólogos que atuam em hospitais de Porto
Alegre, revelando a frequência com que utilizam essa ferramenta no atendimento a
pacientes surdos. Além disso, o estudo deverá mapear as principais barreiras enfrentadas
pelos fonoaudiólogos no uso da LIBRAS, como falta de treinamento adequado e ausência
de suporte institucional.
A partir dos dados coletados, poderão ser desenvolvidos materiais de apoio e estratégias
educativas que contribuam para a capacitação dos fonoaudiólogos no uso da LIBRAS,
promovendo um atendimento mais humanizado, eficiente e acessível. Estes materiais
poderão ser utilizados tanto na formação inicial quanto em programas de educação
continuada, ampliando a qualificação dos profissionais.
Por fim, é esperado que este estudo contribua para a promoção da acessibilidade
comunicacional em ambiente hospitalar, fortalecendo a atuação dos fonoaudiólogos em
contextos de saúde inclusivos e, consequentemente, melhorando a qualidade do
atendimento prestado à população surda. Dessa forma, os resultados poderão servir de
base para políticas institucionais voltadas à inclusão e ao atendimento equitativo nos
serviços de saúde.
9 ANEXOS
Pesquisa sobre o Conhecimento de LIBRAS pelos Fonoaudiólogos no
Atendimento ao Paciente Surdo em Porto Alegre
Prezado(a) Fonoaudiólogo(a), estamos conduzindo uma pesquisa para mensurar o
nível de conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) entre os
fonoaudiólogos que atuam em hospitais na região central de Porto Alegre. Sua
participação é voluntária e todas as respostas serão tratadas de forma anônima e
utilizadas como dados de pesquisa.
Agradecemos a sua colaboração!
Identificação e autopercepção
1. Você atua como fonoaudiólogo(a) em um hospital na região central de Porto
Alegre? Se sim, qual?
Complexo Hospitalar Santa casa de Misericórdia de Porto Alegre
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Outro
2. Idade?
Menos de 25 anos
25-30 anos
31-40 anos
Acima de 40 anos
3. Gênero?
Femino
Masculino
Outro:
4. Tempo de atuação como fonoaudiólogo(a)?
Menos de 5 anos
5-10 anos
10-15 anos
Acima de 15 anos
5. Durante sua graduação, você teve disciplinas específicas ou cursos
relacionados à LIBRAS?
Sim
Não
Não sei/Não lembro
6. Caso sim, quantas horas de formação aproximada em LIBRAS você teve?
Menos de 20 horas
20-40 horas
Mais de 40 horas
Não sei
7. Você se sente capacitado(a) para atender pacientes surdos utilizando LIBRAS?
Sim
Não
Parcialmente
8. Com que frequência você atende pacientes surdos em sua prática hospitalar?
Nunca
Raramente (1 vez por mês ou menos)
Ocasionalmente (1-2 vezes por mês)
Frequentemente (3 ou mais vezes por mês)
9. Quais estratégias você utiliza no atendimento a pacientes surdos?
Uso de LIBRAS
Comunicação escrita
Uso de intérprete de LIBRAS
Não atendo
Outro:
10. Você considera importante ampliar seu conhecimento em LIBRAS para o
atendimento hospitalar?
Sim
Não
11. Como você considera o seu nível de conhecimento em LIBRAS?
Muito ruim
Ruim
Médio
Bom
Muito bom
Excelente
12. Quais os principais desafios que você encontra ao atender pacientes surdos?
Falta de capacitação em LIBRAS
Dificuldade na comunicação direta
Falta de intérprete disponível
Outro:
Avaliação de conhecimento em LIBRAS
1. Qual é o sinal em LIBRAS que corresponde ao conceito de "olá" ou "oi"?
OPÇÃO 1:
OPÇÃO 2:
OPÇÃO 3:
2. O que significa o sinal com a mão em "B" tocando o queixo e indo para frente?
Comer
Obrigado(a)
Beber
Conhecer
3. Qual destes sinais representa "fonoaudiólogo(a)"?
OPÇÃO 1:
OPÇÃO 2:
OPÇÃO 3:
4. Qual o significado do movimento abaixo?
RESPOSTA: ____________________________________________________________
5. Qual é o sinal para "Hospital" em LIBRAS?
OPÇÃO 1:
OPÇÃO 2:
OPÇÃO 3:
6. Na frase "Eu vou para casa", qual a ordem correta em LIBRAS?
Casa - Vou - Eu
Eu - Casa - Vou
Vou - Casa - Eu
Casa - Eu - Vou
7. O que é configurado como "gramática visual" em LIBRAS?
A estrutura verbal baseada em tons.
A organização dos sinais no espaço.
A escrita de sinais.
O uso simultâneo de gestos e fala.
8. Quais são os parâmetros básicos de um sinal em LIBRAS?
Movimento, configuração de mãos, ponto de articulação, orientação e expressão
facial.
Movimento, som, expressão vocal e intensidade.
Configuração de mãos, tom de voz, intensidade e contexto.
Ponto de articulação, movimento e ritmo da fala.
9. Qual é a estrutura da frase "Eu preciso de um intérprete" em LIBRAS?
Intérprete - Eu - Preciso
Eu - Preciso - Intérprete
Preciso - Intérprete - Eu
Intérprete - Preciso - Eu
10. Explique como expressar temporalidade em LIBRAS, como em "amanhã" ou
"semana passada"
Sinais indicam o tempo com expressões faciais.
A posição do sinal no espaço indica o tempo.
Movimento para frente ou para trás no espaço determina o tempo.
Expressões manuais indicam o tempo.
11. Qual é o papel da expressão facial no significado dos sinais em LIBRAS?
Complementar o sentido dos sinais, indicando emoções ou intensidade.
Reforçar a posição dos sinais no espaço.
Substituir os sinais em frases complexas.
Não possui relevância na estrutura de LIBRAS.
Gostaria de deixar algum comentário ou sugestão?
10 REFERÊNCIAS
CHAVEIRO, Neuma; BARBOSA, Maria Alves; PORTO, Celmo Celeno; MUNARI, Denise
Bouttelet; MEDEIROS, Marcelo; DUARTE, Soraya Bianca Reis. ATENDIMENTO À
PESSOA SURDA QUE UTILIZA A LÍNGUA DE SINAIS, NA PERSPECTIVA DO
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10.5380/ce.v15i4.20359.
GUARINELLO, A. C. et al.. A disciplina de Libras no contexto de formação acadêmica em
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GOMES, L. F. et al.. Conhecimento de Libras pelos Médicos do Distrito Federal e
Atendimento ao Paciente Surdo. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 41, n. 4, p.
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MAZZU-NASCIMENTO, T. et al.. Fragilidade na formação dos profissionais de saúde
quanto à Língua Brasileira de Sinais: reflexo na atenção à saúde dos surdos. Audiology -
Communication Research, v. 25, p. e2361, 2020.
PANNING, S.; LEE, R. L.; MISURELLI, S. M. Breaking down communication barriers:
assessing the need for audiologists to have access to clinically relevant sign language.
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10.1055/s-0041-1722988.
ROTOLI, J. M. et al. Emergency medical services communication barriers and the Deaf
American Sign Language user. Prehospital Emergency Care, v. 26, n. 3, p. 437-445, May-Jun
2022. DOI: 10.1080/10903127.2021.1936314.
CARVALHO, Sirley Alves da Silva; GUERRA, Leonor Bezerra; REZENDE, Regiane
Ferreira. A perspectiva do paciente surdo sobre o atendimento à saúde. Revista CEFAC , São
Paulo, v. 2, pág. e0620, 2021. DOI: 10.1590/1982-0216/2021232/2020620.

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