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COMANDO DA AERONÁUTICA
ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA
ASSENTOS EJETÁVEIS E COMPONENTES
SSS
VOLUME I
BEV
CFS
Código: Disponibilizado pela STAE
Edição: 2024
Docente(s): 2S BEV MARCELA
Coordenador Pedagógico: 2º Ten QOCon Ped TAMIRA
Diagramador: S2 SNE ZANIN
Simbologia utilizada
X Primeira seção/unidade
X.Y Segunda seção/subunidade
 Terceira seção (X.Y.Z)✓
 Quarta seção (X.Y.Z.A)➢
 Quinta seção (X.Y.Z.A.B)✯
Z
DOCUMENTO DE PROPRIEDADE DA EEAR
Todos os Direitos Reservados
Nos termos da legislação sobre direitos autorais, é proibida a reprodução total ou parcial
deste documento, utilizando-se de qualquer forma ou meio eletrônico ou mecânico,
inclusive processos xerográficos de fotocópias e de gravação, sem a permissão, expressa e
por escrito, da Escola de Especialistas de Aeronáutica – Guaratinguetá – SP.
APRESENTAÇÃO
Caro(a) aluno(a),
Estamos iniciando um estudo que, certamente, irá trazer-lhe informações importantes para
sua carreira profissional.
É com muita satisfação que iniciamos este trabalho de fundamental importância para você,
especialista em Equipamento de Voo e também responsável pelo sistema de abandono das
aeronaves, os conhecidos Assentos Ejetáveis.
Esta apostila trata dos assentos ejetáveis mais modernos e avançados, utilizados pelas
aeronaves da FAB, os da série MK BR10LCX, e 10LY.
Desde os primórdios da aviação, havia a necessidade de se criar um dispositivo que
acompanhasse o desenvolvimento das aeronaves, visto que foram adquirindo força e velocidade
maior e ficando cada vez mais difícil o seu abandono em caso de emergência; foi criado o assento
ejetável, que hoje é utilizado nas aeronaves de médias e grandes velocidades, proporcionando um
escape seguro em caso de emergência.
Para que você possa ser um bom especialista, terá de observar todos os pontos desta apostila
e viver o dia a dia dos assentos ejetáveis, e sempre estar acompanhado de um graduado experiente e
das publicações técnicas vigentes.
Votos de sucesso em seus estudos!
SUMÁRIO
1 HISTÓRICO.......................................................................................................6
1.1 Assentos Ejetáveis Utilizados na FAB..........................................................................7
2 GENERALIDADES...........................................................................................8
2.1 Dados De Revisão Do Assento Ejetável.......................................................................8
2.2 Definições De Termos Utilizados Nas Revisões Dos Assentos....................................8
2.3 Itens Explosivos Do Canopy.........................................................................................9
3 ASSENTO EJETÁVEL MB MK BR8LC......................................................10
3.1 Descrição.....................................................................................................................12
3.2 Sistema De Amarração................................................................................................16
3.3 Sequência De Ejeção...................................................................................................21
3.4 Sistema de Disparo......................................................................................................21
3.5 Sistema de Controle e Atuação...................................................................................30
3.6 Kit de Sobrevivência...................................................................................................39
3.7 Sistema De Oxigênio De Emergência.........................................................................40
3.8 Sistema De Reposicionamento Vertical......................................................................42
3.9 Sistema De Separação Da Capota...............................................................................44
4. ASSENTO EJETÁVEL MB MK BR 10LCX...............................................48
4.1 Sistema De Abandono Da Aeronave E Segurança Da Tripulação..............................48
4.2 Subsistema de Separação da Capota...........................................................................51
4.3 Operação do Assento Ejetável.....................................................................................53
4.4 Descrição Geral dos Componentes e Sistemas do Assento Ejetável..........................55
4.5 Sistema de Comando Sequencial (Aeronave Biposto)...............................................71
4.6 Distribuidor de Gases do Assento Dianteiro...............................................................74
4.7 Válvula de Controle do Comando Sequencial............................................................76
4.8 Operação.....................................................................................................................79
CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................85
REFERÊNCIAS..................................................................................................87
CFS/BEV
MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
Art. 44, 45 e 46 do Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012
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1 HISTÓRICO
Com a ideia que sempre dominou o homem de sair ileso de aventuras das mais variadas possíveis,
surgiu a necessidade de uma saída, rápida e automática de aeronaves em situações de emergência.
Foi no final dos anos 30 que os alemães começaram a desenvolver um método seguro de
abandonar uma aeronave em queda. Ao término da 2ª Guerra Mundial descobriu-se que eles chegaram a
fazer alguns testes em aeronaves de combate. Quem realmente conseguiu construir o primeiro sistema de
escape, no entanto, foi o engenheiro inglês James Martin. 
A ideia foi consequência da morte de seu sócio e amigo, o Cap. Valentine Baker num acidente
aéreo em 1942, justamente porque ele não teve como abandonar a aeronave e se safar. 
A partir de 1944, com o aparecimento do avião a jato, esta necessidade tornou-se patente e de
outro lado, aumentavam também as dificuldades de salvamento. O problema é que a pressão exercida
pelo ar sobre o piloto cresce conforme aumenta a velocidade da aeronave. 
Em voo, ainda quando o piloto conseguia saltar, a brusca desaceleração que seu corpo sofria no
impacto com o ar, quase sempre o punha a nocaute, antes que pudesse abrir o paraquedas. 
O engenheiro Martin imaginou então que a forma mais rápida e segura para um abandono, seria
obrigá-lo a sair literalmente em disparada. Usando um boneco de 90 Kg, Martin experimentou fixar
cargas explosivas sob o assento. Constatou, porém, que o simples disparo produzia uma aceleração para
cima tão repentina que podia ferir o ocupante. 
Muito tempo de estudos e testes, o levaram finalmente ao sistema mais apropriado: cargas
explosivas instaladas no canhão telescópico, que acionadas em sequência, imprime uma aceleração
gradual que se encarrega de elevar o ocupante, de forma menos brusca, a uma distância suficiente para
evitar o choque com a aeronave.. 
No dia 24 de junho de 1946, o piloto inglês Bernad Lynch, a bordo de um caça a jato meteor (F-8),
foi o primeiro homem a fazer uso do assento ejetável. 
Para acompanhar o desenvolvimento dos aviões de combate, empresas como a inglesa Martin-
Baker e suas concorrentes americanas Mc-Donnell-Douglas e Boeing buscam tecnologias de ponta para
melhorar o desempenho de seus produtos. Os novos assentos deverão contar com micros-processadores
digitais para o controle automático da estabilidade, direção, força de expulsão, etc. O modelo MK- 14
(NACE), que a Martin-Baker projetou, prevê o uso de uma liga especial de alumínio e lítio para reduzir o
peso sem perder resistência e contará com um micro-computador alimentado por duas baterias entre
outros avanços tecnológicos. 
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
Art. 44, 45 e 46 do Decreto nº 7.845,por
uma etiqueta com a inscrição REAR assim como, a estrutura e o canhão de ejeção.
Iniciador Remoto do Motor Foguete
O iniciador remoto do motor foguete encontra-se instalado sobre a coluna vertical esquerda do
assento, entre a pistola “drogue” e a travessa do canhão. Ele inclui um corpo combinado com dois
alojamentos, sendo que um aloja o conjunto do percussor e a carga explosiva e o outro contém uma linha
estática.
A linha estática é pré-enrolada dentro de um container de plástico, antes de ser inserida no
alojamento. 
A extremidade superior desta linha estática está fixada à alavanca da trava do percussor e a
inferior é conectada à haste de acionamento do mecanismo de tempo da unidade “drogue”. A linha é
mantida em seu lugar por um diafragma de metal contido na parte superior do alojamento.
Figura 66
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
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Tabela 3
Figura 67
Unidade de Disparo do Motor Foguete
A unidade de disparo do motor foguete consiste de um corpo no qual se atarraxa o conjunto do
percussor. 
A extremidade oposta recebe um cartucho e é roscada externamente para fixação ao corpo central
do motor foguete. O conjunto do percussor consiste de um conector de entrada e um percussor cravado
junto com um pino de cisalhamento. 
O conector de entrada é flangeado e é aparafusado ao corpo da unidade de disparo. É perfurado
longitudinalmente e uma das extremidades é roscada para a conexão da mangueira flexível. O percussor é
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inserido na outra extremidade e retido por um pino de cisalhamento. São instalados selos no percussor e
no conector de entrada para vedar o conjunto. A aplicação da pressão de gás ao conector cisalhará o pino
e forçará o percussor através da capa do cartucho.
Figura 68
Conjunto de Paraquedas
O conjunto de paraquedas consiste de paraquedas principal, paraquedas estabilizador e paraquedas
extrator, todos acondicionados em um contêiner, além de uma almofada de encosto e de um conjunto de
arreios. 
O paraquedas estabilizador e o paraquedas extrator constituem o conjunto denominado de
paraquedas “drogue”. Estes dois paraquedas são conectados por um cordel de nylon de 3 m (10 ft). A
finalidade do paraquedas extrator é controlar a abertura do paraquedas estabilizador de acordo com a
velocidade do ar sobre a massa ejetada. Os rompedores da capota estão fixados no container do conjunto
de paraquedas do assento ejetável. Nos assentos bipostos, os rompedores da capota possuem dimensões
diferentes. 
Os rompedores da capota do assento ejetável dianteiro são maiores que os rompedores da capota
do assento ejetável traseiro.
Container do Paraquedas
O contêiner do paraquedas é construído de liga leve e fixado na parte superior frontal da estrutura
do assento por dois parafusos e dois suportes. Os dois suportes estão localizados na parte inferior do
alojamento e são apoiados sobre a unidade de retração dos suspensórios.
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Os dois parafusos fixam os dois olhais superiores do alojamento às duas travessas suporte do
assento.
Conjunto dos Arreios
O conjunto dos arreios tem como função fixar o ocupante ao assento e ao conjunto de paraquedas.
Para tal, as correias dos paraquedas estão interligadas, juntamente com as correias do assento e
constituem-se dos seguintes itens:
Conjunto dos Suspensórios
O conjunto dos suspensórios é constituído de duas fitas superiores, de uma almofada, e na sua
extremidade, possui um terminal de engate o qual é travado na fivela incorporada na fita de g-negativo.
As fitas laterais, em número de 4, são instaladas, duas a duas, em cada lateral interna traseira do
assento, determinando pontos de fixação do ocupante ao assento. As superiores são fixadas por pressão e
as inferiores por acionamento mecânico. 
As outras extremidades das fitas laterais unem-se à fivela, mantendo o ocupante preso às correias
do paraquedas. Dois conectores de desconexão rápida, instalados nas fitas da almofada, possibilitam a
fixação do kit de sobrevivência, ao ocupante.
Nas correias dos suspensórios são conectados elos de interligação, os quais permitem a passagem
das fitas da unidade de retração. Estas fitas possuem nas extremidades, olhais que passam pelos elos de
interligação e são presos por pinos, à unidade de retração dos suspensórios. Assim, ficam determinados os
pontos de fixação superior do ocupante ao assento. Juntamente com as fitas da unidade de retração é
instalada uma fita de retenção que impede a liberação das fitas do paraquedas, no caso destas ficarem
expostas a um fluxo de ar. Cada extremidade desta fita possui um olhal que é fixado junto e abaixo das
fitas da unidade de retração.
Fitas de Restrição das Pernas
As fitas de restrição das pernas (uma para cada perna), retraem automaticamente as pernas do
ocupante durante uma ejeção, protegendo-as contra impactos na aeronave. A extremidade inferior de cada
fita é fixada em um terminal através de um rebite cisalhável. O terminal, por sua vez, é preso a um
suporte fixado ao piso da cabine da aeronave, por um pino de desconexão rápida. O pino de desconexão
rápida permite ao operador remover ou instalar as fitas de retração em caso de instalação e/ou remoção do
assento.
Deste terminal, cada fita estende-se e passa através de um dispositivo de ajustagem, existente na
parte inferior dianteira da bacia do assento. Este dispositivo permite ajustar o comprimento da fita,
bastando que o operador comande a alavanca de liberação da sapata e puxe a fita até o tamanho desejado.
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Com a alavanca liberada, a sapata só possibilita o movimento da fita se esta for tracionada pela
extremidade inferior.
Do dispositivo de ajustagem, as fitas passam pelos elos de cada cinta de retração, pelos terminais
da extremidade superior e encaixam-se nos pontos de fixação, na bacia do assento. 
As fitas de retração das pernas podem ser liberadas através de um comando manual, existente na
lateral direita da bacia ou pelo mecanismo de liberação das fitas inferiores.
Fita de G-negativo
A fita de g-negativo é fixada na parte central da bacia do assento para reter o ocupante quando este
ficar exposto a uma força de g-negativo. Consiste de uma fita de comprimento determinado tendo em sua
extremidade inferior um olhal que encaixa no mecanismo trava da bacia do assento. Na extremidade
superior encontra-se a fivela que recebe os terminais de engate do conjunto dos suspensórios e
páraquedas. Esta fita é liberada quando o pino trava da bacia for retraído pelo mecanismo de liberação das
fitas inferiores.
Antes de inserir os terminais de engate (suspensórios e paraquedas) na fivela é necessário girar o
prato rotativo, até que a posição DON se encontre com um ponto de referência estampado no corpo da
fivela da fita de g. Posteriormente, gira-se o prato rotativo fazendo com que a inscrição LOCKED fique
alinhada com a mesma referência, tornando o mecanismo travado. Para liberar os terminais de engate é
necessário girar o prato até que a posição RELEASE se encontre com a referência e depois pressionar a
face superior da fivela. Tanto para inserir como liberar o terminal de engate da fivela, é necessário girar o
prato rotativo da posição LOCKED para a posição desejada, DON ou RELEASE. A fita em “V”, possui
um olhal inferior que é preso ao assento junto com a fita-g da fivela, e os dois olhais superiores são fixos
às fitas inferiores doparaquedas.
Figura 69
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Sistema de Oxigênio
Sistema de Oxigênio de Emergência
O assento ejetável é equipado com um sistema de oxigênio de emergência de alta pressão, cuja
finalidade é suprir o tripulante com oxigênio durante a ejeção ou em caso de falha do sistema principal de
oxigênio.
Quando a ejeção é iniciada, o suprimento é efetuado automaticamente e permanece até que o
tripulante seja separado do assento. Em caso de falha do sistema de oxigênio principal, o suprimento é
efetuado através de um comando manual existente na lateral esquerda do assento.
O sistema de emergência fornecerá oxigênio ao tripulante permitindo-o descer a altura em que o
oxigênio não seja mais requerido. Ele é composto de um cilindro, conectado à entrada de emergência de
regulador, tubulações e um comando manual.
O cilindro está fixado no lado esquerdo da parte posterior do assento, através de uma abraçadeira e
um pino. O tempo de utilização do oxigênio é de aproximadamente 10 min.
Sistema de Oxigênio Principal
Na lateral esquerda de bacia do assento encontra-se instalado o regulador automático do sistema
de oxigênio OBOGS da aeronave. O regulador possui três alavancas de controle, tomadas para a traqueia
da máscara, conexões para o sistema de oxigênio principal (OBOGS) e para o de emergência e para o
indicador de fluxo de oxigênio.
Figura 70
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4.5 Sistema de Comando Sequencial (Aeronave Biposto)
Os sistemas de disparo dos assentos dianteiro e traseiro, da aeronave A-29 B, são interconectados
por um sistema de comando sequencial. O sistema consiste de uma válvula de controle, montada no posto
de pilotagem traseiro, que é conectada ao posto de pilotagem dianteiro por um par de conjuntos de
tubulações rígidas. 
Dois conjuntos de mangueiras flexíveis com conectores de desconexão rápida ligam as tubulações
rígidas aos conectores de desconexão rápida do distribuidor de gases do assento dianteiro. A válvula de
controle é conectada por um único conjunto de mangueira flexível e conector de desconexão rápida ao
conector do distribuidor de gases do assento traseiro. Os cabos estáticos, fixados aos conjuntos de
conectores de desconexão rápida, são presos à travessa inferior dos canhões de ejeção dianteiro e traseiro.
Na ejeção, os cabos estáticos destravam e desconectam os conectores de desconexão rápida dos
distribuidores de gases.
Figura 71
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Figura 72
A válvula de controle possui 3 posições, identificadas pelas palavras NORMAL, SINGLE e AFT
gravadas no pente onde corre a alavanca seletora. Esta alavanca termina em um botão com ação de mola
que engata em uma das três posições.
O movimento da alavanca seletora aciona duas microchaves que transmitem informações, sobre a
posição selecionada, para os painéis de instrumentos de ambos os postos de pilotagem.
A posição NORMAL garante que, se o ocupante do assento dianteiro iniciar a ejeção, o assento
traseiro é ejetado após 0,2 s de retardo seguido, depois de mais 0,4 s, pelo assento dianteiro.
A iniciação pelo ocupante do assento traseiro instantaneamente ejeta somente o assento traseiro. 
Na posição AFT se o ocupante do assento dianteiro iniciar a ejeção, o assento traseiro é ejetado
após 0,2 s de retardo seguido, depois de mais 0,4 s, pelo assento dianteiro.
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Figura 73
Se o ocupante do assento traseiro iniciar a ejeção, o assento traseiro é ejetado instantaneamente
seguido, após um retardo de 0,6 s, pelo assento dianteiro. 
A posição SINGLE é selecionada se a aeronave estiver sendo voada por um único tripulante ou
com um passageiro ocupando o outro assento. Nesta posição, os assentos podem ser disparados
independentemente.
A seleção da sequência de ejeção é mostrada no EICAS, nos painéis dianteiro e traseiro.
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Figura 74
4.6 Distribuidor de Gases do Assento Dianteiro
A face superior do distribuidor tem quatro conectores, tipo soquete, aos quais são conectadas as
tubulações para o distribuidor do canhão de ejeção, para a HPRU, para a pistola “drogue” e para a BTRU.
As tubulações de gás são dotadas de selos para impedir vazamentos de gás.
A face inferior do distribuidor de gases tem quatro conectores para tubulação de gás e uma
unidade de desconexão do tipo soquete. Os dois conectores dianteiros, do tipo soquete, acomodam os
tubos telescópicos da unidade de disparo e da separação manual.
As conexões das extremidades dos tubos telescópicos são de encaixe levemente forçado dentro do
distribuidor de gases e têm selos para evitar vazamentos de gás. As conexões são fixadas por um pino de
liberação rápida que passa pelos orifícios no distribuidor de gás e um suporte preso aos tubos
telescópicos, que se localizam em uma ranhura vertical no distribuidor de gases. Os dois conectores
traseiros inferiores acomodam os tubos de desconexão rápida do sistema de comando de disparo
sequencial de ejeção.
As conexões são de encaixe levemente forçado e os tubos de desconexão rápida são travados na
posição por engate da unidade de soquete do distribuidor de gases ao mecanismo trava do conjunto dos
tubos de desconexão rápida.
Os conectores do distribuidor de gases são dotadas de selos para impedir vazamentos de gás.
Uma válvula, instalada dentro do conector de desconexão rápida do distribuidor de gases, é aberta
na instalação, por uma haste no conector interno do tubo de desconexão rápida, para permitir a passagem
de gás do ou para o sistema de comando de disparo provindo do comando sequencial de ejeção.
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A válvula possui um selo para prevenir vazamentos de gás e é fechada por uma mola espiral
quando a unidade de desconexão rápida é desconectada na ejeção. Um pequeno orifício feito centralmente
através da válvula, descarrega o excesso da pressão de gás para preservar o sistema de ser
superpressurizado. 
O conector externo de desconexão rápida é ligado, por passagens de gás internas no distribuidor
de gases, diretamente ao conector de saída da unidade de disparo do assento. Um conector na face traseira
do distribuidor de gases é ligado, por uma passagem de gás interna no distribuidor, ao conector de entrada
da unidade de disparo do assento e ao conector traseiro interno inferior da tubulação de desconexão
rápida.
O gás é conduzido através deste conector para os cartuchos de retardo na travessa principal direita.
O conector da separação manual é ligado, por passagens de gás no interior do distribuidor de gases, às
saídas dianteira e traseira interna e traseira externa superiores (BTRU e canhão de ejeção). As passagens
de gás internas no distribuidor de gases ligam a entrada da unidade de disparo do assento à saída da
HPRU, à saída dos cartuchos de retardo e aos conectores de saída/ entrada do sistema do comando
sequencial. A entrada do sistema do comando de disparo é ligada ao conector de saída do comando
sequencial do assento.
Distribuidor de Gases do Assento Traseiro
A face superior do distribuidor traseiro tem quatro conectores tipo soquete aos quais são
conectadas as tubulações para o distribuidor do canhão de ejeção, paraa HPRU, para a pistola “drogue” e
para a BTRU. As tubulações de gás são dotadas de selos para impedir vazamentos de gás.
A face inferior do distribuidor de gases tem três conectores de tubulação de gás e uma unidade de
soquete de desconexão rápida. Os dois conectores dianteiros, do tipo soquete acomodam os tubos
telescópicos da unidade de disparo e da separação manual. 
As ligações dos tubos ao distribuidor de gases são idênticas ao descrito para o distribuidor de
gases do assento dianteiro. O conector de desconexão rápida único, na parte traseira inferior do
distribuidor de gases, é conectado ao sistema de comando sequencial de ejeção por um conector de
tubulação de desconexão rápida. 
Uma válvula, instalada dentro da conexão do distribuidor de gases, é aberta na instalação, por uma
haste no conector de desconexão rápida, e é automaticamente fechada na desconexão, por uma mola
espiral interna, que veda a conexão e impede qualquer perda de pressão de gás durante a ejeção. O
conector do tubo do distribuidor de gases e a extremidade em forma de cone da válvula são dotados de
selos para evitar vazamentos de gás. 
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O conjunto de desconexão rápida do comando sequencial de ejeção é preso ao distribuidor de
gases por um engate do conjunto com a unidade de desconexão de soquete do distribuidor de gases. Um
conector na face traseira do distribuidor de gases fornece gás ao cartucho de retardo na travessa principal
direita. 
Uma válvula unidirecional, inserida na passagem de gás entre a entrada da unidade de disparo do
assento e a saída/entrada do comando sequencial, é mantida fechada por uma mola espiral para impedir
que o cartucho da unidade de disparo do assento seja detonado quando o comando do sistema de disparo é
iniciado.
A extremidade em forma de cone da válvula unidirecional possui um selo para evitar vazamentos
de gás. O conjunto de assentamento da válvula incorpora um disco de segurança flangeado que se
romperá e liberará o excesso de pressão de gás para impedir que o sistema seja superpressurizado. O
conector da separação manual é ligado por passagens de gás internas no distribuidor de gases para as
saídas da BTRU e do canhão de ejeção.
As passagens de gás internas no distribuidor de gases também ligam a entrada da unidade de
disparo do assento à saída da unidade de disparo do assento, à saída da HPRU, à saída do cartucho de
retardo e à saída/entrada da desconexão rápida da unidade do comando sequencial.
Figura 75
4.7 Válvula de Controle do Comando Sequencial
A válvula de controle do comando sequencial de disparo de ejeção consiste de um corpo vazado
em sua parte central, para receber a válvula de distribuição. Três orifícios na face superior do corpo
chegam até a cavidade central. O orifício central é fechado no topo por um bujão. Os outros orifícios são
rosqueados para receber conectores de tubulações.
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Uma passagem de gás longitudinal liga os orifícios central e traseiro. Outro orifício perfurado na
face inferior do corpo é também rosqueado para receber um conector de tubulação.
Uma passagem de gás longitudinal liga este orifício à face traseira do corpo. Fixado à face traseira
do corpo está o alojamento do conjunto de válvula unidirecional.
Atrás da válvula unidirecional está uma passagem de gás que se liga à passagem de gás
longitudinal inferior dentro do corpo. A válvula de distribuição, o conjunto do alojamento e válvula
unidirecional e o acoplamento traseiro têm selos para impedir vazamentos de gás entre os componentes.
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Desconexões Rápidas do Assento Dianteiro
A desconexão rápida do comando de disparo sequencial de ejeção do assento dianteiro consiste de
dois conectores de tubulações e um êmbolo de travamento e mola fixados juntos a um corpo.
Os conectores de tubulações são roscados em uma extremidade para receber as mangueiras
flexíveis do sistema de comando de disparo sequencial de ejeção. As extremidades opostas terminam em
hastes que engatam nos conectores do distribuidor de gases. Um cabo estático preso ao garfo do êmbolo
de travamento é conectado à travessa inferior do canhão de ejeção. Na ejeção, o cabo puxa o êmbolo de
travamento e desconecta as conexões para o distribuidor de gases.
Para a conexão, as hastes de desconexão rápida são engatadas nos conectores do distribuidor de
gases e empurradas para cima. Se estiver corretamente localizada no soquete, a unidade de desconexão no
distribuidor de gases engatará no alojamento do êmbolo da desconexão rápida para prender as conexões. 
Quando corretamente travado, o anel vermelho de indicação, no êmbolo de travamento, é coberto
pelo corpo da desconexão rápida.
Desconexões Rápidas do Assento Traseiro
A desconexão rápida do comando de disparo sequencial de ejeção do assento traseiro consiste de
um conector de tubulação simples e um êmbolo de travamento e mola fixados juntos a um corpo. O
conector de tubulação é roscado para receber a mangueira flexível da válvula de controle. A extremidade
oposta termina em uma haste que engata no conector do distribuidor de gases.
A conexão, a desconexão e a operação durante a ejeção são como as descritas para o assento
dianteiro.
Figura 77
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4.8 Operação
Sistema de Disparo
O sistema de disparo tem por objetivo acionar a unidade de retração dos suspensórios, iniciar a
ejeção do assento detonando a carga primária do canhão e acionar o foguete para deslocamento
ascendente do assento. Quando o punho de ejeção for puxado, a carga explosiva da unidade de disparo
será detonada por percussão.
A pressão dos gases, oriunda desta carga explosiva, vai para o distribuidor de gases. Do
distribuidor, os gases vão para a unidade de retração dos suspensórios onde queimam a carga explosiva,
retraindo o conjunto dos suspensórios. 
Quase que ao mesmo tempo, do distribuidor, os gases chegam ao iniciador do canhão onde,
passando pelo conector de entrada, cisalham o rebite projetando o percussor para baixo e detonam a carga
primária do canhão. 
A pressão desenvolvida pela carga primária, propulsiona o tubo interno e o tubo intermediário para
cima. Ao ser deslocado, o tubo interno vence a mola do pistão trava (dispositivo de trava) do assento.
O movimento ascendente dos tubos interno e intermediário descobre os alojamentos das cargas
secundárias que, em sequência, são detonadas por pressão e temperatura dos gases oriundos da carga
primária. O tubo interno continua a subir até 1,95 m (77 in), aproximadamente, onde separa-se do tubo
intermediário e acompanha o assento em toda sua trajetória. O tubo intermediário permanece ligado ao
cilindro externo que está preso ao avião. Depois de aproximadamente 1,83 m (72 in) de subida dos tubos,
a carga explosiva do iniciador remoto é detonada e a pressão de gás gerada por este cartucho, detona a
carga explosiva do motor foguete. O motor foguete imprimirá um empuxo adicional para o assento
continuar a sua subida.
Figura 78
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Sistema de Controle e Atuação
O sistema de controle e atuação determina o momento da abertura dos paraquedas estabilizador e
extrator, o momento da separação tripulante/assento e o momento da aberturado paraquedas principal.
Sequência de Ejeção (Biposto)
A sequência de ejeção é iniciada puxando-se o punho de ejeção para cima, independentemente, em
cada assento. A aeronave dispõe, no entanto, de um sistema de comando sequencial que define a
sequência de ejeção dos dois assentos conforme descrito a seguir.
Válvula de Controle na Posição NORMAL
Quando a ejeção é iniciada pelo ocupante do assento dianteiro, o gás passa do iniciador do assento
para o distribuidor de gases. Do distribuidor de gases, o gás passa para a HPRU do assento dianteiro e
para o distribuidor de cartucho de retardo para queimar os cartuchos de retardo de 0,6 s. Ao mesmo
tempo, o gás é passado através do sistema de comando de disparo para a válvula de controle. O gás entra
pelo conector traseiro superior da válvula, abre a válvula unidirecional interna e passa pelo conector
inferior ao distribuidor de gases do assento traseiro. Do distribuidor de gases traseiro o gás passa para a
HPRU do assento traseiro e para o distribuidor do cartucho de retardo para queimar o cartucho de retardo
de 0,2 s.
Quando os cartuchos de retardo queimam, o gás é passado, através dos blocos de junção, para os
iniciadores dos canhões de ejeção para detonar as cargas primárias dos canhões e ejetar os assentos. Desta
maneira, o assento traseiro é ejetado após 0,2 s de retardo seguido, após mais 0,4 s, pelo assento dianteiro.
Quando a ejeção é iniciada pelo ocupante do assento traseiro, o gás passa do iniciador do assento para o
distribuidor de gases. 
Do distribuidor o gás passa, pelo bloco de junção, para o iniciador do canhão de ejeção, através da
válvula de retenção interna para a HPRU e para o cartucho de retardo de 0,2 s. Ao mesmo tempo, o gás
passa pela desconexão rápida e pela mangueira flexível para a válvula de controle. Internamente à válvula
de controle, o gás é detido pela válvula unidirecional interna. Desta maneira, o assento traseiro é ejetado
instantaneamente e o assento dianteiro não é disparado.
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Figura 79
Válvula de Controle na Posição AFT
Quando a ejeção é iniciada pelo ocupante do assento dianteiro, o gás gerado pelo iniciador do
assento detona a HPRU e os cartuchos de retardo de 0,6 s como descrito anteriormente. Ao mesmo tempo,
o gás passa pela desconexão rápida para a válvula de controle. 
O gás entra na válvula de controle através do conector traseiro superior, ao redor da porção
rebaixada da válvula de distribuição e passa pelo conector inferior para o distribuidor de gases do assento
traseiro. O gás passa para a HPRU do assento traseiro e para o distribuidor do cartucho de retardo para
detonar o cartucho de retardo de 0,2 s. Quando os cartuchos de retardo detonam, o gás passa pelos blocos
de junção, para os iniciadores dos canhões de ejeção para detonar as cargas primárias dos canhões e ejetar
o assento.
Assim, o assento traseiro é ejetado após um retardo de 0,2 s seguido, depois de 0,4 s pelo assento
dianteiro. Quando a ejeção é iniciada pelo ocupante do assento traseiro, o gás gerado pelo iniciador do
assento detona a HPRU, o cartucho de retardo de 0,2 s e o canhão de ejeção, como descrito anteriormente.
Ao mesmo tempo, o gás é passado através da desconexão rápida e da mangueira flexível para a válvula de
controle. Internamente à válvula de controle o gás passa ao redor da porção rebaixada da válvula de
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distribuição, pelo conector traseiro superior e pelos tubos do sistema de comando de disparo para o
distribuidor de gases do assento dianteiro. 
O gás é passado para a HPRU do assento dianteiro e para o distribuidor do cartucho de retardo
para detonar o par de cartuchos de retardo de 0,6 s. Quando os cartuchos de retardo se queimam, o gás é
passado, através do bloco de junção, para o iniciador do canhão de ejeção para deflagrar as cargas
primárias e ejetar o assento. Deste modo, o assento traseiro é ejetado instantaneamente seguido, após um
retardo de 0,6 s pelo assento dianteiro.
Válvula de Controle na Posição SINGLE
Quando a ejeção é iniciada pelo ocupante do assento dianteiro, o gás gerado pelo iniciador do
assento deflagra a HPRU e os cartuchos de retardo de 0,6 s, como descrito anteriormente. Ao mesmo
tempo, o gás é passado pela desconexão rápida interna e pelo sistema de comando de disparo para a
válvula de controle. O gás entra na válvula de controle pelo conector traseiro superior, ao redor da porção
rebaixada da válvula de distribuição, pelo conector dianteiro superior e volta para o distribuidor de gases
do assento dianteiro. O gás entra no distribuidor pela desconexão rápida externa e é passado, pelo bloco
de junção, para o iniciador do canhão de ejeção para deflagrar a carga primária do canhão e, então ejetar o
assento. Assim, o assento dianteiro é ejetado instantaneamente e o assento traseiro não é disparado. 
Quando a ejeção é iniciada pelo ocupante do assento traseiro a passagem do gás é idêntica ao caso
da seleção NORMAL. Assim, o assento traseiro é ejetado instantaneamente e o assento dianteiro não é
disparado.
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Figura 80
Informações de Treinamento
O Sistema de Segurança e Ab andono da Tripulação e seus mecanismos explosivos de ejeção
constituem-se em fonte potencial de danos pessoais fatais e de severos danos ao material, se operados
inadvertidamente. 
A aeronave com seu Sistema de Segurança e Abandono da Tripulação é dotada de pinos de
segurança para uso quando a aeronave estiver no solo, como salvaguarda contra o perigo.
Ao entrar na cabine de pilotagem da aeronave é responsabilidade do indivíduo estar apto a
reconhecer os dispositivos de segurança do sistema de ejeção da aeronave. É sua responsabilidade
também, assegurar-se que estes dispositivos estejam corretamente aplicados no momento, de acordo com
as instruções contidas nas Seções aplicáveis dos Manuais de Manutenção. 
É necessário ainda, chamar a atenção das equipes de terra para os perigos letais representados pela
operação de cordões explosivos em condições de emergência no solo.
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Vamos fazer
algumas anotações!
✔ Procure no conteúdo estudado as palavras-chave
que melhor representam o que foi estudado até aqui.
✔ Faça uma lista dessas palavras-chave seguida de um
breve comentário.
✔ A partir da leitura delas, tente reconstruir o que foi
visto.
Está na hora
de resumir!
A partir de suas anotações, reconstrua com suas
palavras todo o estudo em um ou dois parágrafos, ou
se referir, elabore um mapa mental ou um infográfico
sobre o texto.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) Aluno(a), chegamos ao fim de mais uma etapa concluída e vencida com sucesso,
Parabéns! Esperamos que em todos esses momentos que estivemos juntos você tenha aproveitado e
aprendido muito.
É com muita satisfação que estudamos os assentos ejetáveis mais utilizados na Força Aérea
Brasileira. Durante os nossos estudos vimos a importância destes equipamentos para a aviação,
principalmente a de caça, pois o último recurso do piloto numa situação de emergência é o assento
ejetável que o tirará dessa situação, conduzindo-o com segurança, através do para quedas até o solo.
Para o perfeito funcionamento deste equipamento temos que compreender o seu
funcionamento e características paraque possamos operá-los com segurança. Por conter itens
explosivos, deve-se observar os cuidados quanto ao manuseio e sempre que houver dúvidas, tirá-las.
É importante para a segurança consultar, sempre, as publicações técnicas vigentes, pois é a
partir destas consultas e experiência profissional que vamos garantir o bom funcionamento deste
equipamento para que o mesmo possa salvar vidas.
Encerramos ciclos, fechamos portas, terminamos capítulos, não importa o nome que damos,
o que importa é a sua aprendizagem e o seu crescimento profissional!
Com as saudações da Equipe do Berço dos Especialistas, sucesso em sua Missão!
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REFERÊNCIAS
EMPRESA BRASILEIRA DE AERONÁUTICA. Manual de instrução do assento ejetável MB MK
BR 8 LC. São José dos Campos, 1986.
MARTIN - BACKER. Manual de instrução do assento ejetável MB MK BR 10 LCX. England ,
2005.
MARTIN - BACKER. Manual de instrução do assento ejetável MB MK BR 10 LF, BR 10 LF-1,
BR 10 LF-2. England , 2004.
EMPRESA BRASILEIRA DE AERONÁUTICA. Manual de instrução do assento ejetável MB MK
BR 10.LY. São José dos Campos, 1989.
ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁUTICA. Assentos ejetáveis: módulo I.
Guaratinguetá, 2011.
	1 HISTÓRICO
	1.1 Assentos Ejetáveis Utilizados na FAB
	2 GENERALIDADES
	2.1 Dados De Revisão Do Assento Ejetável
	2.2 Definições De Termos Utilizados Nas Revisões Dos Assentos
	2.3 Itens Explosivos Do Canopy
	3 ASSENTO EJETÁVEL MB MK BR8LC
	3.1 Descrição
	3.2 Sistema De Amarração
	3.3 Sequência De Ejeção
	3.4 Sistema de Disparo
	3.5 Sistema de Controle e Atuação
	3.6 Kit de Sobrevivência
	3.7 Sistema De Oxigênio De Emergência
	3.8 Sistema De Reposicionamento Vertical
	3.9 Sistema De Separação Da Capota
	4. ASSENTO EJETÁVEL MB MK BR 10LCX
	4.1 Sistema De Abandono Da Aeronave E Segurança Da Tripulação
	4.2 Subsistema de Separação da Capota
	4.3 Operação do Assento Ejetável
	4.4 Descrição Geral dos Componentes e Sistemas do Assento Ejetável
	4.5 Sistema de Comando Sequencial (Aeronave Biposto)
	4.6 Distribuidor de Gases do Assento Dianteiro
	4.7 Válvula de Controle do Comando Sequencial
	4.8 Operação
	CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIASde 14 de novembro de 2012
NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Atualmente a tecnologia está voltada para um meio de transformar o assento de cada tripulante (de
aeronaves ou até mesmo de naves especiais) numa pequena cabine, a qual seria ejetada automaticamente
em caso de pane e que salvaria não só o tripulante, mas os instrumentos valiosos existentes na cabine. 
1.1 Assentos Ejetáveis Utilizados na FAB
A maioria das aeronaves de combate e treinamento na FAB são equipadas com assento tipos
Martin-Baker de fabricação inglesa e de eficiência tão comprovada que são empregados no âmbito
Internacional em mais de trinta e cinco países, que o utilizam em diferentes tipos de aviões. 
Existem vários modelos de assentos ejetáveis da Martin-Baker; cada aeronave utiliza um modelo
específico. 
Na FAB a aeronave A29 (SUPER TUCANO), utilizada pelo EDA, Esquadrilha da Fumaça utiliza
o assento MK BR 10 LCX; já a aeronave caça F5M, utiliza o assento MK-BR10LF, um assento moderno,
totalmente automático. Também utilizando assento da série MK BR10, a aeronave A1 (AMX) utiliza o
assento MK BR 10LY.
Os assentos MK BR 10LCX, MKBR10LF e MK BR10LY, possui um sistema de foguetes que dá
ao assento um empuxo adicional, aumentando sua altura máxima na ejeção, que proporciona um
abandono seguro do avião, mesmo ao nível de pista, ou seja altura zero a velocidade zero, aumentando
assim a performance destes assentos que equipam os caças americanos F-18, o britânico Tornado e o caça
de fabricação Ítalo-brasileira A-1 (AMX).
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2 GENERALIDADES
2.1 Dados De Revisão Do Assento Ejetável
Revisão nível base - de dois em dois anos (bienal)
Revisão overhaul - de seis em seis anos
TEMPO DE VIDA RECOMENDADO DOS COMPONENTES DOS ASSENTOS EJETÁVEIS
Considera-se como a data de início da vida de um componente a data de curação, data de
carregamento ou data de instalação de acordo com o tipo de componente.
Quando uma data de curação ou instalação não é conhecida, substitua as mesmas pela data de
fabricação do assento ejetável. Se a data de carregamento e/ou o número de lote dos cartuchos não
puderem ser verificados, os cartuchos deveram ser classificados como indisponíveis.
2.2 Definições De Termos Utilizados Nas Revisões Dos Assentos 
Tempo total de vida: É o tempo máximo de vida a contar da data de fabricação, data de curação ou
data de carregamento, de acordo com o caso, incluindo tempo de estoque e instalação.
Tempo de instalação: O tempo máximo a conta da data de instalação. Presume-se que as peças
foram anteriormente estocadas sob condições satisfatórias.
Tempo de estoque: O tempo máximo da data de fabricação até a data de instalação. É usado
quando não são citados o tempo total de vida ou tempo de instalação.
Data de curação: Data na qual os componentes de borracha são instalados no assento ejetável. Esta
data é marcada no componente ou embalagem.
Data de instalação: Data na qual os componentes são instalados no assento ejetável. Esta data será
encontrada nas anotações de manutenção.
Data de carregamento: Data na qual o cartucho foi carregado. Esta data está marcada no
componente.
CARTUCHOS DE EJEÇÃO
1. Para clima onde seja provável que a temperatura à sombra não exceda (trinta) graus centígrado,
o tempo total de vida é de seis anos a contar da data de carregamento e o tempo de vida instalado dois
anos.
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2. Para clima onde seja provável que a temperatura à sombra exceda (trinta) graus centígrados, o
tempo de vida é de cinco anos a contar da data de carregamento e o tempo de vida instalado dois anos.
Figura 1
2.3 Itens Explosivos Do Canopy
VENCIMENTO:
Para aeronaves equipadas com os componentes abaixo o tempo total de vida é de oito anos em
estoque ou cinco anos a partir da data de instalação.
• cordão sólido
• cordão explosivo
• acionador de espoleta
Figura 2
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3 ASSENTO EJETÁVEL MB MK BR8LC
Figura 3
Para conhecimento do aluno, lembramos que o EMB-312 (Tucano), aeronave esta usada na
Academia da Força Aérea Brasileira para treinamento dos pilotos em formação, está equipado com dois
assentos ejetáveis MARTIN-BAKER MK-BR 8LC com a finalidade de proporcionar aos tripulantes
abandonos rápidos e seguros da aeronave, em caso de emergência. O Assento MB MK BR 8LC é o
assento da MARTIN-BAKER utilizado na FAB é a base para os assentos mais modernos, principalmente
os assentos do modelo 10, que veremos adiante. 
O processo de ejeção é iniciado através do acionamento do punho de ejeção, este aciona uma
carga explosiva que desencadeia outras cargas e promovem uma saída segura, dentro do envelope mínimo
de zero altitude e 70 Knots, este último, para que haja vento relativo suficiente para inflar o paraquedas.
No alojamento do paraquedas estão contidos dois rompedores da capota e a ejeção é realizada através da
mesma.
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Após a ejeção, a separação homem/assento e a abertura do pára-quedas são automáticas. Em caso
de uma falha da separação homem/assento automática, o sistema de separação manual o substitui
perfeitamente.
O assento é ejetado pela ação da pressão dos gases, desenvolvida dentro do canhão de ejeção,
assim que os cartuchos são acionados. Veremos a frente, detalhadamente, como tudo acontece.
A sigla MB MK BR 8LC significa:
MB= Martin Baker
MK= Mark
BR= Brasil
8= modelo
L= Lightweight ( peso leve)
C= referência à aeronave em que é aplicado. (T-27)
CARACTERÍSTICAS DO ASSENTO
Tabela 1
NOMENCLATURA DADOS TÉCNICOS
ALTITUDE DE 0 a 50.000 ft
ACELERAÇÃO MÁXIMA Aprox. 14 a 16 g
VELOCIDADE PARA EJEÇÃO DE 0 ATÉ 600 NÓS
RETARDO DA UNIDADE BAROSTÁTICA 1,5s
CÁPSULA BAROSTÁTICA 5000 m ( 16.500 ft )
RETARDO DA PISTOLA DROGUE 0,5 s
VELOCIDADE DE EJEÇÃO 23 m/s ( 75 ft/s)
OPERAÇÃO DO SEAT PAN ACTUATOR 1 min dentro de 8 min
CURSO DO SEAT PAN ACTUATOR 5,31 pol +- 0,05pol
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3.1 Descrição
O Assento Ejetável consiste de três partes principais:
• Canhão de Ejeção
• Estrutura do Assento 
• Bacia
Figura 4
ESTRUTURA DO ASSENTO
O Assento Ejetável MB MK BR 8LC, basicamente é construído em liga de alumínio. A estrutura
do assento consiste de duas colunas verticais, ligadas por duas travessas horizontais. Três pares de sapatas
rosqueadas às colunas verticais que se encaixam em trilhos guias fixados ao canhão de ejeção, guiam o
assento durante a ejeção.
A estrutura do assento é presa ao canhão através de um dispositivo trava ( top latch plunger)
incorporado na parte superior da coluna vertical esquerda.
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A Unidade de Retração dos Suspensórios (“HPRU ― Harness Power Retraction Unit” ), instalada
na parte frontal da estrutura do assento, assegura que o ocupante adquira a postura correta durante a
ejeção.
A Unidade Drogue (“Drogue Gun”), fixada à coluna vertical esquerda, retira automaticamente o
pára-quedas estabilizador/extrator do seu alojamento, no tempo correto, durante a ejeção.
A sequência automática para o desdobramento do paraquedas e a separação homem/assento é
controlada pela Unidade Barostática(“BTRU― Barostatic Time Release Unit”), instalada na coluna
vertical direita.
Figura 5
BACIA DO ASSENTO
A Bacia do Assento, contendo o Kit de Sobrevivência, é presa à estrutura do Assento e sua altura
pode ser ajustada através de um Motor Atuador, controlado por um interruptor instalado no console lateral
esquerdo da aeronave, em ambos os postos.
O Punho de Separação manual, usado em caso de emergência, localizado no lado direito, está
conectado à Unidade de Disparo.
O Punho de Disparo (ejeção) do Assento está localizado na parte frontal superior e é conectado à
Unidade de Disparo instalada sob a Bacia do Assento.
Um sistema de Oxigênio de Emergência, instalado na parte traseira esquerda da bacia, é acionado
automaticamente na ejeção e também pode ser operado manualmente, através de um punho localizado na
lateral esquerda da bacia.
O Comando Trava, situado na lateral esquerda, permite ao ocupante travar ou destravar a Unidade
de Retração dos suspensórios (HPRU).
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Um Sistema de Restrição das Pernas, preso à bacia do assento, assegura que as pernas do ocupante
tomem a posição correta durante a ejeção.
O Comando Dianteiro, localizado na lateral esquerda, possibilita a liberação das Fitas de Restrição
das Pernas, permitindo uma saída normal do avião.
Figura 6
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DISPOSITIVO TRAVA
A estrutura do assento é fixada ao canhão de ejeção por intermédio de um dispositivo de trava,
instalado na parte superior da coluna vertical esquerda. Este dispositivo é formado por um alojamento que
contém um pistão-trava atuado por mola. Uma extremidade do pistão-trava tem formato adequado para
encaixar-se no tubo interno do canhão e a outra extremidade é rosqueada para receber a ferramenta
especial de liberação do dispositivo de trava ( hand wheel). A ferramenta especial foi projetada para
permitir a remoção ou a instalação do assento ao canhão de ejeção. 
No centro pistão-trava existe um pino indicador comandado por mola. As extremidades superiores
do pistão interno e do tubo externo do canhão de ejeção são chanfradas para receber o dispositivo de
trava. 
Com o assento fixado ao canhão de ejeção e a ferramenta especial removida, o pistão-trava passa
pela travessa superior, encaixa-se na trava do cilindro externo do canhão e, ao mesmo tempo, na parte
chanfrada do tubo interno.
A indicação de que o pistão-trava está corretamente encaixado ao canhão de ejeção é verificada
através do pino indicador, que deverá estar faceado com a extremidade rosqueada do pistão-trava.
IMPORTANTE:
Observe se houve o encaixe perfeito do pistão-trava ao Canhão de Ejeção. Verificar se o pistão-
trava está tangenciando a parte externa da coluna vertical do Assento.
Figura 7
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Figura 8
3.2 Sistema De Amarração
GENERALIDADES
O conjunto de paraquedas consiste de um paraquedas do tipo GQ 17 ft Aeroconical e de um
paraquedas estabilizador/extrator, os quais encontram-se instalados em um alojamento metálico na parte
superior do assento.
O sistema do direcionamento do paraquedas consiste de duas linhas de NYLON e duas aberturas
de saída de ar, equipadas com malhas.
CONTÊINER DO PARAQUEDAS:
O contêiner do paraquedas é construído de liga leve e é fixado na parte superior frontal de
estrutura do assento por dois parafusos e dois suportes.
Os suportes estão localizados na parte inferior do alojamento e são apoiados sobre a Unidade de
Retração dos Suspensórios. Os dois parafusos fixam os dois olhais superiores do alojamento às duas vigas
suportes do assento.
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Figura 9
CONJUNTO DOS ARREIOS:
O conjunto dos arreios tem como função fixar o ocupante ao Assento e no conjunto de paraquedas.
Para tal, as correias dos paraquedas estão interligadas juntamente com as correias do Assento e
constituem-se dos seguintes componentes:
1. suspensórios, 
2. fitas da almofada e
3. fitas de restrição das pernas.
O conjunto dos suspensórios é constituído de duas fitas do paraquedas principal, que se unem
individualmente a cada uma das duas fitas superiores da almofada e que, em suas extremidades possuem
terminal de engate o qual é travado na fivela incorporada na fita G-negativo.
Nas correias dos suspensórios são conectados elos de interligação, os quais permitem a passagem
das fitas de Unidade de Retração.
As fitas laterais em nº de 4, são instaladas duas a duas em cada lateral interna traseira do assento,
determinando pontos de fixação do ocupante ao assento. As superiores são fixadas por pressão e as
inferiores mecanicamente.
As outras extremidades das fitas laterais unem-se à fivela, mantendo o ocupante preso às correias
do paraquedas.
Dois conectores de desconexão rápida, instalados nas fitas da almofada, possibilitam a fixação do
Kit de sobrevivência ao ocupante.
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Figura 10
FITA G-NEGATIVO
A fita de G-negativo é fixada na parte central da bacia do Assento, a fim de reter o ocupante
quando este ficar exposto a uma força G-negativo.
Consiste de uma fita de comprimento determinado, tendo em sua extremidade inferior um olhal
que se encaixa no mecanismo-trava na Bacia do Assento. Na extremidade superior encontra-se a fivela,
que recebe os terminais de engate do conjunto dos suspensórios e paraquedas.
Esta fivela é liberada quando o pino trava da bacia for retraído pelo mecanismo de liberação das
fitas inferiores.
Antes de inserir os terminais de engate na fivela é necessário girar o prato rotativo, até que a
posição DON de encontre com um ponto de referência estampado no corpo da fivela. Posteriormente,
gira-se o prato rotativo fazendo com que a inscrição LOCKED fique alinhada com a mesma referência,
tornando o mecanismo travado.
Para liberar os terminais de engate é necessário girar o prato até que a posição RELEASE se
encontre com a referência e depois pressionar a face superior da fivela.
Tanto para inserir como para liberar o terminal de engate de fivela, é necessário, antes, girar o
prato rotativo, da posição LOCKED para a posição desejada, DON ou RELEASE.
A fita em V, de G-negativo, possui um olhal em cada extremidade, sendo que o inferior é preso ao
assento, junto com a fita de fivela e os dois superiores são fixados às fitas inferiores dos paraquedas.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Figura 11
Figura 12
Fitas De Restrição Das Pernas
As fitas de restrição das pernas tem a função de imobilizar as mesmas quando o ocupante do
assento é exposto ao fluxo do ar externo após a ejeção.
A extremidade inferior de cada fita é fixada em um terminal através de um rebite cisalhante. O
terminal, por sua vez, é preso a um suporte fixado ao piso da cabine da aeronave, por meio de um pino de
desconexão rápida, que permite ao operador remover ou instalar as fitas de restrição, em caso de
instalação e/ou remoção do assento.
EEAR
CFS/BEV
MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
Art. 44, 45 e 46 do Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012
NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 13
Figura 14
Desse terminal, cada fita distende-se e passa através de um dispositivo de ajustagem, existente na
parte inferior dianteira da bacia do Assento. Este dispositivo permite ajustaro comprimento da fita,
bastando que o operador comande a alavanca de liberação da sapata e puxe a fita até o tamanho desejado.
Com a alavanca liberada, a sapata só possibilita o movimento da fita se esta for tracionada pela
extremidade inferior.
Do dispositivo de ajustagem, as fitas passam por entre os elos de cada cinta de restrição e, em
seguida, através de terminais especiais, da extremidade superior, encaixam-se nos seus respectivos pontos
de fixação, existentes em cada lateral interna da Bacia do Assento.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
As fitas de restrição das pernas podem ser liberadas através de um comando manual existente na
lateral esquerda da Bacia ou pelo mecanismo de liberação das fitas inferiores, comandado pela Unidade
Barostática ou Comando de Separação Manual.
Durante a fase inicial da ejeção não são as fitas que trazem as pernas de encontro ao assento e sim
a própria inércia das pernas devido ao movimento vertical do Assento sendo então imobilizadas pelas fitas
de restrição protegendo-as contra impactos na aeronave.
3.3 Sequência De Ejeção
A sequência de ejeção é iniciada puxando-se o punho de ejeção para cima com uma força de até
65 lbs. O tripulante deve ter o cuidado de se posicionar corretamente oferecendo a menor área possível de
exposição à aceleração inicial de 14 a 16g para que os efeitos desta aceleração não causem maiores danos
ao tripulante.
Figura 15
3.4 Sistema de Disparo
O sistema de disparo tem por objetivo retirar o ocupante do assento de dentro da aeronave, acionar
a Unidade de Retração dos Suspensórios (HPRU) e iniciar a ejeção do Assento, detonando a carga
primária do Canhão de Ejeção.
O sistema consiste dos seguintes componentes: 
• punho de disparo
• unidade de disparo
• unidade de retração dos suspensórios
• iniciador do canhão de ejeção
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 16
PUNHO DE DISPARO
O punho de disparo (ejeção) encontra-se localizado na parte frontal superior da bacia do Assento
(entre as pernas do ocupante) e através de uma haste está conectado à cunha do percussor da unidade de
disparo. Quando a aeronave estiver no solo, um pino de segurança deve ser instalado a fim de evitar
comando inadvertido do punho.
Figura 17
UNIDADE DE DISPARO
A unidade de disparo está instalada na parte frontal inferior da Bacia e é constituída de uma sede,
uma carga explosiva e um conjunto do percussor.
 A sede aloja a carga explosiva e está ligada, em sua parte traseira, a um tubo telescópico que, por
sua vez, é conectado a um distribuidor de gás. Do distribuidor de gás, um tubo flexível vai até o iniciador
do Canhão de Ejeção e um outro, rígido, à Unidade de Retração dos Suspensórios (HPRU).
Na parte dianteira da sede encontra-se o conjunto do percussor.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
UNIDADE DE RETRAÇÃO DOS SUSPENSÓRIOS ( HPRU)
A Unidade de retração dos suspensórios está instalada transversalmente às colunas verticais do
Assento e tem como função assegurar que o ocupante adquira uma postura correta, durante a ejeção por
meio de duas fitas de restrição.
Ela permite, ainda, que o ocupante tenha liberdade de movimento, isto é, avance o seu tronco para
frente e para os lados, porém retém o movimento para frente se ocorrer acelerações excessivas (acima de
0,6 m/s).
Se o ocupante desejar, entretanto, um comando manual, instalado na lateral esquerda da Bacia do
Assento, poderá ser movido para a posição travado. Nesta posição ele permitirá as correias dos
suspensórios retrair, mas impedirá seu movimento para frente.
A unidade de retração dos suspensórios é constituída de um corpo com duas fitas, um mecanismo
de fixação das fitas, uma mola de torção, um eixo helicoidal, um cilindro, um pistão, uma roda dentada,
um dispositivo centrífugo, uma carga explosiva e um percussor atuado por pressão de gases.
As duas fitas possuem uma extremidade presa internamente à unidade de retração e a outra presa a
olhais. Esses olhais, após passarem através dos elos de interligação do conjunto dos suspensórios, são
presos em pinos à unidade de retração, constituindo os pontos de fixação superior.
A mola possui uma extremidade presa ao corpo da unidade de retração e a outra fixada ao cilindro
solidário ao eixo helicoidal. Sua função é trazer de volta as fitas, retraindo o conjunto dos suspensórios,
quando for tracionada.
O eixo helicoidal, o cilindro e o pistão são os elementos responsáveis para permitir a retração dos
suspensórios, automaticamente, quando o punho de disparo for puxado.
A roda dentada é utilizada para o travamento do mecanismo.
O percussor da unidade de retração é preso em seu alojamento por um pino cisalhável, o qual se
rompe por pressão de gases provenientes da carga explosiva da unidade de disparo. Este percussor tem
como função detonar a carga explosiva da unidade de retração, para que esta determine o funcionamento
automático do mecanismo de retração dos suspensórios.
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Figura 18
Figura 19
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
INICIADOR DO CANHÃO DE EJEÇÃO
O iniciador do Canhão de ejeção é constituído de dois conjuntos: o conjunto do percussor e o
orientador de gás.
Figura 20
CANHÃO DE EJEÇÃO E CONJUNTO GUIA DOS TRILHOS
O Canhão de Ejeção fornece a energia necessária para a ejeção do Assento e provê meios para a
fixação do mesmo à estrutura do avião. Possui três cargas explosivas sendo uma primária e duas
secundárias.
A primária é detonada por percussão e as duas secundárias por pressão e temperatura proveniente
dos gases oriundos da carga primária. O Canhão consiste de dois tubos telescópicos e um cilindro
externo. O cilindro externo é fixado à estrutura do avião e o tubo interno é conectado à sua parte superior
pelo pistão-trava (dispositivo trava) “top latch plunger”. O tubo intermediário é instalado entre o cilindro
externo eu tubo interno, a fim de aumentar o curso do canhão e oferecer resistência contra cargas
impostas ao Canhão, durante a ejeção.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 21
Figura 22
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
CILINDRO EXTERNO 
O cilindro externos consiste em um tubo de aço de usinagem precisa equipado com dois suportes.
Figura 23
Externamente possui dois alojamentos equidistantes para a instalação das cargas secundárias
quatro braçadeiras que atuam como suporte adicional para os trilhos guias.
Na parte superior do cilindro, existe uma abertura quadrada que possibilita a passagem do pistão-
trava (dispositivo trava), quando o Assento é instalado no canhão.
A extremidade interna do cilindro é rosqueada a fim de receber uma bucha-guia que retém o tubo
intermediário. A bucha-guia é travada por um parafuso freno e as cargas secundárias são mantidas, em seu
alojamento, por tampas rosqueadas e frenadas.
Uma travessa é instalada entre as cargas secundárias, no corpo do cilindro externo, para
possibilitar a conexão das hastes das Unidades Drogue e Barostática.
TUBO INTERMEDIÁRIO
O tubo intermediário é de aço, com parede fina de diâmetro preciso. A sua extremidade inferior
possui dois sulcos onde são instalados anéispara vedação dos gases entre ele e o cilindro externo.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Em sua extremidade superior é fixada uma bucha guia, através de dois rebites, para manter o tubo
interno estabilizado durante sua trajetória.
Instalado sobre o diâmetro externo, acima da bucha guia, estão doze anéis de pressão WILLS, os
quais absorvem as forças inerciais durante a ejeção. No final de curso do canhão, a cabeça do tubo interno
choca-se contra a bucha guia cisalhando os rebites, e isso permite que o tubo interno se separe do tubo
intermediário e acompanhe o assento.
TUBO INTERNO 
O tubo Interno é confeccionado em aço, tendo em sua extremidade inferior uma cabeça equipada
com anéis para proporcionar a vedação de gás entre o tubo intermediário e interno.
Na extremidade superior existe um alojamento dentro do qual ficam inseridos a carga primária e o
iniciador do Canhão de Ejeção.
O alojamento possui ainda uma canaleta usinada no seu diâmetro externo a qual possibilita o
encaixe do pistão-trava (dispositivo-trava) quando o Assento é instalado no Canhão de Ejeção.
Figura 24
EEAR
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
OPERAÇÃO DO SISTEMA DE DISPARO
Quando o punho de disparo do Assento for acionado, a carga explosiva da unidade de disparo será
detonada por percussão. A pressão dos gases, oriunda desta carga explosiva, vai para o distribuidor de
gás. Do distribuidor, os gases vão para a unidade de retração dos suspensórios, e após 0,2 segundos,
ocorre o travamento da unidade de retração e detonação da carga explosiva da unidade, retraindo o
conjunto dos suspensórios.
Quase que ao mesmo tempo, do distribuidor, os gases chegam ao iniciador do Canhão onde,
passando pelo conector de entrada, cisalha o rebite, projetando o percussor para baixo, detonando a carga
primária do canhão.
A pressão desenvolvida pela carga primária propulsiona o Tubo Interno e o Intermediário para
cima. Ao ser deslocado, o tubo interno vence a mola do pistão-trava do Assento, o qual separa-se do
cilindro externo. O movimento ascendente dos tubos interno e intermediário, descobre os alojamentos das
cargas secundárias que, em consequência, são detonadas por pressão e temperatura oriundos dos gases da
carga primária.
O tubo Interno continua a subir aproximadamente 72 polegadas, onde separa-se do Tubo
Intermediário e acompanha o assento em toda sua trajetória. O Tubo Intermediário permanece ligado ao
Cilindro Externo que mantém-se preso ao avião.
Figura 25
EEAR
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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3.5 Sistema de Controle e Atuação
O sistema de controle e atuação tem por finalidade determinar o momento da separação do
conjunto assento-piloto, da abertura do paraquedas estabilizador/extrator, bem como a abertura do
paraquedas principal.
Este sistema consiste dos seguintes componentes:
• Unidade Drogue
• Unidade barostática
• Conjunto de Tubulações
• Conjunto de Hastes e Articulações Mecânicas
• Conjunto de Pára-quedas
• Punho de Separação Manual
 ✓ Unidade Drogue
A Unidade Drogue constitui-se internamente de:
• Um mecanismo de tempo, 
• Dois percussores,
• Duas cargas explosivas, 
• Um mecanismo de armação,
• Uma haste-trava,
• Um cilindro
• Um pistão
O mecanismo de tempo é, em realidade, um mecanismo semelhante a um relógio, que determina
um retardo de 0,5 segundos na atuação da Unidade Drogue, permitindo seu trabalho após o assento estar
fora de distúrbios da massa de ar, decorrente da esteira de deslocamento do avião. Após o retardo, o
mecanismo de tempo libera o percussor primário, que permanece armado em condições de operação,
detonando a carga explosiva primária.
O mecanismo de armação é travado por uma haste mecânica, que é ligada a travessa do Canhão de
Ejeção. Como este permanece no avião após uma ejeção e a unidade Drogue acompanha o Assento, não é
difícil entender como a haste libera o mecanismo de armação.
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CFS/BEV
O cilindro está instalado acima do alojamento das cargas explosivas e no seu interior, está o pistão.
A pressão de gases gerada pela detonação da carga primária, atira para fora o pistão, que é preso ao
cilindro por um pino cisalhante. Na extremidade superior do pistão está fixado o cordel do paraquedas
estabilizador/extrator. Assim, após ter sido acionada é o mecanismo de armação da Unidade liberado
(funciona), passado o retardo de 0,5 segundos, a Drogue passa a atuar. O pistão, então, rompe o lacre do
alojamento dos paraquedas, sacando o paraquedas estabilizador /extrator. Este diminui a velocidade do
Assento e o estabiliza.
Sempre que o avião estiver no solo um pino de segurança é instalado no mecanismo de armação,
com finalidade de evitar acidentes. 
Figura 26
 ✓ Unidade Barostática
A Unidade Barostática está localizada na parte superior da coluna vertical e tem por finalidade
determinar o momento da separação do conjunto assento-piloto e a abertura do paraquedas principal.
Esta Unidade constitui-se internamente de:
• Um percussor
• Uma carga explosiva
• Um mecanismo de armação
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CFS/BEV
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• Uma haste trava 
• Uma cápsula barostática (aneróide)
O mecanismo de tempo é semelhante ao da Unidade Drogue e determina um retardo de 1,5
segundos na atuação da Unidade Barostática.
O retardo tem por finalidade, permitir a complementação do trabalho da Unidade Drogue.
O mecanismo de armação é travado por uma haste mecânica, que é ligada à travessa do canhão de
Ejeção, da mesma maneira que a haste - trava da Unidade Drogue.
Após o retardo, o mecanismo de tempo libera o percussor, que detona a carga explosiva.
A pressão de gases, gerada pela detonação desta carga explosiva, libera:
1. Os pontos de fixação do conjunto dos suspensórios.
2. O fio de nylon que mantém o cordel de remoção do paraquedas principal, no interior do
alojamento do paraquedas.
Obs.: Este fio impede que o ar de impacto mova o cordel existente entre o pistão-trava do
paraquedas estabilizador/extrator e o paraquedas principal, antes do previsto.
3. Os pontos de fixação das fitas laterais inferiores.
4. O ponto de fixação da fivela e fita de formato em V.
5. Os pontos de fixação das fitas de restrição das pernas ao assento.
6. Aciona o pistão-trava do cordel do paraquedas estabilizador/extrator, no sentido de liberá-lo das
funções de estabilizador e possibilitar sua operação como extrator.
7. O pistão trava encontra-se localizado no ponto mais alto do Assento, próximo do conjunto do
iniciador do Canhão de Ejeção.
8. Detona a carga secundária da Unidade Drogue (prevenção de falha da Unidade Drogue).
Obs.: Os itens 3,4 e 5 compõem o mecanismo de liberação dos pontos inferiores.
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CFS/BEV
Figura 27
Figura 28
Mecanismo de liberação das fitas
O mecanismo de liberação das fitas inclui as duas fitas inferiores, as duas fitas de retração das
pernas e a fita g-negativo.
As travas das fitas inferiores ficam localizadas nos cantos inferiores traseiros da bacia do assento e
recebem os terminais das fitas laterais inferiores. Os pinos de travamento são mantidos na posição,
travados por ação de molas, e são ligados, através de hastes e guinhóis, a um pistão que é atuado pelos
gases da unidade barostática. Esse pistão está localizadoatrás da bacia do assento, junto à unidade de
disparo do sistema de separação manual.
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 29
Figura 30
Importante: A cápsula barostática somente permite operação da Unidade em altitude igual ou
inferior a 16.500 pés, isto porque, se houver separação do conjunto assento-piloto e abertura do pára-
quedas principal, acima desta altitude ( por exemplo 30.000 pés), o piloto permanecerá muito tempo em
zonas de baixas temperaturas e com falta de oxigênio ( ar rarefeito), visto estar, o sistema de oxigênio de
emergência, fixado ao assento. Então, se a ejeção ocorrer abaixo de 16.500 pés, ela processar-se-á
instantaneamente. Porém, se ocorrer acima, o conjunto assento piloto descerá unido, suspenso pelo pára-
quedas estabilizador/extrator até a altitude mencionada. Obs.: A faixa de regulagem da cápsula barostática
é de 16.500 à 19.400 pés (5000 a 5900m), entretanto costuma-se regular pelo valor nominal de 16.500
pés.
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CFS/BEV
Figura 31
Figura 32
 ✓ Sistema De Separação Manual De Emergência
O sistema de separação manual é um modo alternativo para permitir a separação assento/ocupante
em caso de falha da unidade drogue e barostática. Constitui-se de um punho de comando, um percussor e
uma carga explosiva.
O punho de comando possibilita a liberação do percussor, que detona a carga explosiva. 
A pressão dos gases gerada na detonação da carga explosiva, executa, então todas as funções das
Unidades Drogue e Barostática.
O punho fixado na lateral direita da bacia do assento, que é conectado por uma haste à trava do
percussor da unidade de disparo, localizada no canto inferior direito do assento.
A unidade de disparo possui uma carga explosiva e está conectada ao sistema automático de
liberação das correias (arnês) inferior de modo que o gás gerado pela carga explosiva acione a liberação
das fitas laterais, fitas de retração das pernas e a fita de g-negativo.
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CFS/BEV
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O mecanismo de liberação das fitas superiores e o dos cordéis do para-quedas serão atuados
quando houver o disparo da carga explosiva da unidade barostática.
O punho de acionamento do sistema de separação manual possui uma interligação mecânica com
o punho de disparo do assento, o que faz com que o comando do punho do sistema de separação manual
permaneça travado enquanto o punho de disparo do assento não for comandado.
Figura 33
Figura 34
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 35
REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA 
Verifique, antes de entrar na cabine ou antes de qualquer serviço próximo aos Assentos se os
mesmos estão em segurança. Isto pode ser feito visualmente verificando se os pinos de segurança, ligados
por uma fita vermelha, estão introduzidos em seus respectivos alojamentos.
Se tiver dúvidas quanto à segurança, solicite a presença do especialista e certifique-se da correção
ou não dos pinos de instalados.
Quando estiver dentro da cabine lembre-se: não toque ou acione nenhum dos comandos do
Assento se desconhecer as funções e sempre que necessário, solicite esclarecimentos ou ajuda de
especialista competente, a fim de evitar acidentes ou indisponibilidade da aeronave.
ATENÇÃO
O Assento Ejetável e o sistema de separação da capota, se operados indevidamente, são fontes de
danos e ferimentos pessoais. Sérias consequências podem advir da não observância do acima exposto, que
deve ser lembrado e enfatizado constantemente.
PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA 
AERONAVE NO ESTACIONAMENTO PRONTA PARA DECOLAR
Sempre que a aeronave estiver pronta para o voo, um pino de segurança deve ser colocado na
seguinte posição: 
Prendendo o punho de acionamento do Assento (punho de disparo).
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AERONAVE EM SEGURANÇA PARA MANUTENÇÃO
Quando da realização de serviços dentro ou ao redor da cabine, para se prevenir acionamento
inadvertido pelo pessoal de manutenção, deve, ser instalados pinos de segurança nas seguintes posições:
• Pino do punho de disparo
• Pino da cunha da unidade do punho de disparo
• Pino da Unidade Drogue
• Pino da Unidade Barostática
• Pino da cunha do punho de emergência
A CHAMADA “ FITA DE CINCO PINOS ” É DESTINADA À SEGURANÇA DO ASSENTO, É
DEVE SER USADA QUANDO A AERONAVE ESTIVER EM MANUTENÇÃO ( PINOS DE
SEGURANÇA).
1. Pino do punho de disparo (pino do piloto)
2. Pino da cunha da unidade do punho de disparo
3. Pino da Unidade Drogue
4. Pino da Unidade barostática
5. Pino da cunha da Unidade do punho de emergência
Figura 36
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Figura 37
Obs: Consideramos aqui o pino do punho de disparo ( pino operacional ) como fazendo parte da
fita de cinco pinos usada na manutenção.
3.6 Kit de Sobrevivência
O Kit de sobrevivência está instalado na parte inferior do assento, sobre a bacia, de tal modo que o
tripulante fica sentado sobre ele. Consiste de uma caixa rígida fabricada em fibra de vidro, a qual contém
um container auxiliar, um bote e uma almofada.
A almofada, que é fixada ao Kit por meio de fecho velcro, serve para dar maior conforto ao piloto
e auxiliar na absorção das acelerações durante a ejeção.
O Kit de sobrevivência é conectado ao sistema de amarração, por intermédio de dois dispositivos
de desconexão rápida. Um terceiro dispositivo de desconexão rápida, possibilita a conexão do Kit de
sobrevivência ao colete salva-vidas, por intermédio de uma fita especial, com cerca de 15 pés (4,95m) de
comprimento. Esta fita proporciona ao tripulante, noção da proximidade da água ou solo.
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Figura 38
3.7 Sistema De Oxigênio De Emergência
O Assento Ejetável MB MK BR 8LC está equipado com um sistema de oxigênio, de alta pressão,
com finalidade de suprir o tripulante com oxigênio, por um período limitado, durante a ejeção, ou em
caso de falha do sistema principal de oxigênio da aeronave.
Quando a ejeção é iniciada, o suprimento é, automaticamente ativado até que o tripulante seja
separado do Assento.
Em caso de falha do sistema de oxigênio principal, o suprimento é realizado através de um
comando manual existente na lateral esquerda do Assento, o qual fornecerá ao tripulante oxigênio do
sistema de emergência, permitindo-o descer a uma altitude em que o sistema não seja mais necessário.
O cilindro está instalado no lado esquerdo, da parte traseira, do Assento, através de uma braçadeira
e um pino.
O tempo de utilização do oxigênio é de aproximadamente 10 minutos de uso contínuo. 
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Figura 39
Figura 40
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3.8 Sistema De Reposicionamento Vertical
O sistema consiste de:
• Um motor elétrico
• Um conjunto de engrenagens
• Um eixo helicoidal
• Um eixo atuador
• Dois micros limitadores de curso
• Dois eixos suportes do Assento
O curso total é de 5,31 pol (13,4cm) e o tempo de operação do motor elétrico é de 1 minuto dentrodo espaço de tempo de 8 minutos para esfriar o motor. O tempo de 1 minuto é suficiente para o motor
elétrico deslocar o Assento de um batente a outro.
O interruptor de comando do motor elétrico, encontra-se no console esquerdo.
O Motor Elétrico está fixado em sua parte superior ao centro do corpo da Unidade de Retração dos
Suspensórios e, em sua parte inferior, à travessa inferior da Estrutura do Assento. 
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Figura 41
Figura 42
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3.9 Sistema De Separação Da Capota
A capota é constituída de uma peça inteiriça em acrílico, sendo fixada à aeronave por meio de
dobradiças no lado direito e travas no lado esquerdo. É travada manualmente na posição fechada através
de alavancas situadas à esquerda e internamente a cada posto de pilotagem, ou por meio de uma alavanca
externa na lateral esquerda da fuselagem.
No EMB-312 Tucano a ejeção do assento se faz através da capota. Porém no solo ao se definir por
um abandono rápido da cabine, e não se conseguir abrir a capota pelos meios normais; o ocupante deve
utilizar o sistema de separação da capota ou a ferramenta de ruptura.
Figura 43 Sistema de separação da capota
DESCRIÇÃO E LOCALIZAÇÃO 
Este sistema consiste de um cordão explosivo, instalado ao longo da moldura da capota que pode
ser ativado internamente através do acionamento de qualquer um dos punhos instalados, em cada posto de
pilotagem, no lado direito e na armação da capota; ou externamente ao avião, por meio de punhos
existentes nas laterais traseiras da moldura da capota. Cada punho externo é conectado a um cabo de
aproximadamente, 3m de comprimento. O punho interno possui orifício com a finalidade de permitir a
instalação de pinos de segurança para impedir que o sistema seja atuado inadvertidamente. 
Uma placa divisória presa à capota separa os dois postos de pilotagem e evita que estilhaços
atinjam o ocupante do posto traseiro, no caso de ruptura da capota.
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
Art. 44, 45 e 46 do Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012
NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Figura 44
Figura 45
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 46
FERRAMENTA DE RUPTURA DA CAPOTA
Uma ferramenta de ruptura, localizada sobre a moldura da capota, no lado direito e em cada posto
de pilotagem, serve como alternativa para romper a capota. Para a sua utilização o ocupante deve colocar
as luvas e abaixar a viseira. Segurando a ferramenta com as duas mãos o ocupante deve golpear a capota
na direção vertical, tão fortemente quanto possível, até obter uma abertura suficiente para permitir sua
passagem.
Figura 47
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
Art. 44, 45 e 46 do Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012
NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Figura 48
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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4. ASSENTO EJETÁVEL MB MK BR 10LCX
IMPORTANTE :
4.1 Sistema De Abandono Da Aeronave E Segurança Da Tripulação
A aeronave A-29 A (monoposto) é equipada com um sistema de segurança e abandono da
tripulação que consiste de um assento ejetável, um subsistema de fragilização da capota e um subsistema
de separação da capota. Este último com a finalidade de resgate da tripulação no solo.
A aeronave A-29 B (biposto), além dos sistemas já mencionados para a aeronave A-29 A, possui
também um assento ejetável a mais e um sistema de comando sequencial.
Figura 49
EEAR
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Assento Ejetável Mb Mk Br 10lcx
Figura 50
Assento Ejetável
O assento ejetável MK BR10LCX (monoposto), que integra o sistema de abandono e segurança da
tripulação da aeronave A-29 A, é composto de alguns componentes principais:
• Unidade Barostática;
• Pistola “Drogue”;
• Iniciador Remoto do Motor Foguete;
• Unidade de Retração dos Suspensórios;
• Canhão de Ejeção;
• Sistema de Reposicionamento Vertical do Conjunto da Bacia;
• Conjunto da Estrutura do Assento;
• Conjunto da Bacia do Assento.
Além dos componentes principais, o assento também é composto por alguns itens acessórios de
suma importância para a operação do sistema por completo:
• Sistema de Oxigênio de Emergência e OBOGS (On Board Generation System, Sistema de
Oxigênio Principal);
• Conjunto de Paraquedas e arreios;
• Kit de Sobrevivência (PSP) e kit de cartucho explosivo do PSP;
• Kit de cartuchos explosivos e motor-foguete.
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Os assentos MK BR10LCX-1 (dianteiro) e MK BR10LCX-2 (traseiro), que compõe a aeronave A-
29 B (biposto), além dos componentes principais e acessórios já relacionados para o assento monoposto,
terão dois cartuchos de retardo de 0.6 seg instalados no assento dianteiro e um cartucho de retardo de 0.2
seg instalado no assento traseiro, e ainda, interligando os dois assentos um sistema de comando
sequencial.
Características
SISTEMA DE ABANDONO DA AERONAVE E SEGURANÇA DA TRIPULAÇÃO
Tabela 2
NOMENCLATURA DADOS TÉCNICOS
ALTITUDE DE 0 a 35.000 ft
ACELERAÇÃO MÁXIMA Aprox. 14 a 16 g
RAZÃO DE ACELERAÇÃO (pico de g) 180 a 200 g's
RETARDO DA UNIDADE BAROSTÁTICA 1,5s
CÁPSULA BAROSTÁTICA 5000 m ( 16.500 ft )
CÁPSULA G-SWITCH Acima de 2.100 m (7.000 ft) a 2,5 g
RETARDO DA PISTOLA DROGUE 0,5 s
TEMPO DE QUEIMA DO FOGUETE 0,25 s
EMPUXO DO FOGUETE 4.500 lb
VELOCIDADE DE EJEÇÃO 20 ms ( 65 ft/s)
DIÂMETRO DO PARA-QUEDAS PRINCIPAL 5,18 m (17 ft )
TIPO DE PARA-QUEDAS PRINCIPAL GQ Aeroconical
DIÂMETRO DO PARA-QUEDAS ESTABILIZADOR 1,5 m ( 5 ft )
Os assentos ejetáveis MK BR10LCX são equipamentos totalmente automáticos, operados por
cartuchos explosivos e assistidos por um motor foguete. Os assentos terão a garantia de uma ejeção
segura quando estiverem dentro do envelope onde se enquadram várias combinações de altitude,
velocidade, atitude e trajetória da aeronave. 
Os limites de segurança para ejeção são: zero altitude e zero velocidade (parâmetros mínimos),
sendo que a atitude de voo deve estar próxima de nivelado, dentro do limite de velocidade máxima de 360
Kt, e altitude máxima de 35.000 ft.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Figura 51
4.2 Subsistema de Separação da Capota
O subsistema de separação da capota é o recurso utilizado no solo para resgate da tripulação, por
equipe de salvamento ou pela própria tripulação, após um sinistro. O acesso externo é possível por ambos
os lados da fuselagem através de dois punhos localizados posteriormente à moldura da capota.
Internamente, a aeronave tem um punho localizado no lado direito da moldura da capota, isto para a
aeronave monoposto, já para a aeronave biposto, haverá um punho posicionado para cada tripulante.
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 52
Subsistema de Fragilização (ou Ruptura) da Capota
O subsistema de ruptura da capota é parte integrante do sistema de abandono da aeronave. O
objetivo do subsistema é fraturar a transparência acrílica no início do deslocamento, tendo seu início de
funcionamento acionado pelo próprio assento ejetável em sua fase inicial de ejeção. 
Ele opera dentrodo envelope de voo sem qualquer limitação de voo em particular, e é composto
por um cordão explosivo denominado MDC (Cordão Explosivo) e componentes associados. Este cordão
explosivo é fixado no lado interno da transparência acrílica por um dispositivo adesivo.
Na aeronave monoposto o cordão explosivo é fixado na região superior central da capota acima da
cabeça do piloto, já na aeronave biposto o cordão explosivo é afixado na região superior central da capota
em dois segmentos acima da cabeça dos pilotos no posto de pilotagem dianteiro e no posto de pilotagem
traseiro.
O subsistema tem uma interface com o assento ejetável através de uma unidade de disparo. Ele é
constituído pelos seguintes componentes principais:
• Iniciador mecânico;
• Linha de Transmissão;
• Distribuidor inerte de iniciação;
• Conjunto do cordão explosivo.
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CFS/BEV
4.3 Operação do Assento Ejetável
Na aeronave monoposto, a ejeção do assento é comandada pelo punho de disparo localizado na
parte dianteira central do assento.
Figura 53
O sistema de disparo aciona a unidade de retração dos suspensórios e inicia a ejeção do assento
detonando a carga primária do canhão de ejeção e posteriormente as duas cargas secundárias. O
deslocamento ascendente do assento aciona o iniciador remoto do motor foguete, que irá acionar o motor
foguete e ao estender as hastes telescópicas até o final de seu curso, dispara as unidades barostática e
drogue, dando início ao funcionamento de seus mecanismos.
Esta fase do deslocamento inicial do assento, comanda o início do processo de ruptura da
transparência acrílica, que facilita o rompimento total da capota.
Após a ejeção, o assento é estabilizado e a velocidade de avanço é retardada por um sistema duplo
de paraquedas. Segue-se a extração automática do paraquedas principal do piloto e sua separação do
assento. Na aeronave biposto a ejeção de qualquer dos assentos pode ser iniciada pelo mesmo modo que
na aeronave monoposto. No entanto, a aeronave biposto possui um sistema de comando sequencial, que
pode definir qual dos assentos é ejetado primeiro.
Este sistema é comandado por uma válvula de controle que se localiza no posto de pilotagem
traseiro, no console direito da cabine.
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CFS/BEV
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Figura 54
Regras Básicas de Segurança
Verifique, antes de entrar na cabine ou antes da execução de qualquer serviço próximo ao assento
ou no próprio assento, se o mesmo está em segurança.
Isto pode ser feito visualmente, certificando-se de que os pinos de segurança, em número de oito
para a cabine do monoposto e para a cabine de cada assento da aeronave biposto, estejam introduzidos em
seus respectivos alojamentos. São cinco pinos de segurança que são ligados por uma fita vermelha e um
do iniciador do fragilizador da capota, que são para a manutenção e outros dois pinos de segurança, um
do punho de ejeção e um do sistema de separação da capota, que são os operacionais.
Quando estiver na cabine, lembre-se: não toque ou acione qualquer dos comandos do assento, caso
desconheça as suas funções, para evitar acidentes ou indisponibilidade da aeronave.
Atenção: Certifique-Se De Que Os Técnicos Estejam Familiarizados Com Os Procedimentos De
Segurança Relacionados Com O Assento Ejetável. A Falta De Observância Dessa Precaução Pode Causar
Danos Materiais, Pessoais, Ou Perda De Vidas Humanas.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Figura 55
4.4 Descrição Geral dos Componentes e Sistemas do Assento Ejetável
O assento é ejetado pela pressão dos gases desenvolvida dentro do tubo telescópico do canhão de
ejeção quando da ignição dos cartuchos. A sequência de ejeção é comandada pelo sistema de disparo que
consiste dos seguintes componentes:
• Punho de disparo;
• Unidade de disparo;
• HPRU (Unidade de Retração dos Suspensórios);
• Iniciador do canhão;
• Canhão de ejeção;
• Motor foguete;
• Iniciador remoto do motor foguete.
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 56
COMPONENTES: 
Os componentes do Assento MB MK BR 10 LCX, que não apresentam grandes diferenças de
funcionamento ou características em relação ao já estudado Assento MB MK BR 10 LY, não terão o texto
repetido. Deverá ser consultado o capítulo referente ao Assento MBMK BR 10 LY, para retirada de
possíveis dúvidas.
• Canhão de Ejeção, 
• Conjunto da Estrutura do Assento
• Conjunto da Bacia do Assento
• Unidade de Disparo
• Motor Foguete
• Sistema de Oxigênio de Emergência
• Controles de Operação
• Punho de Ejeção
O punho de ejeção do assento encontra-se localizado na parte superior dianteira da bacia. 
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
O pino de segurança, colocado no orifício no punho, aciona uma microchave, instalada no
alojamento do punho de ejeção, que transmite informação para a cabine de pilotagem. Com o pino de
segurança instalado no punho de ejeção e a aeronave energizada, aparecerá uma mensagem de
advertência FWD PIN na tela EICAS (Sistema de Indicações do Motor e Alerta à Tripulação) do CMFD
(Display Multifuncional em Cores) do lado direito da cabine de pilotagem. Esse pino deve ser removido
antes do vôo. 
Para a aeronave biposto, com o pino de segurança instalado no punho de ejeção do assento
dianteiro e a aeronave energizada, aparecerá a mensagem de advertência FWD PIN na tela EICAS dos
CMFDs nos postos de pilotagem traseiro e dianteiro. Similarmente, a mensagem AFT PIN aparecerá na
tela EICAS dos CMFDs em ambos postos de pilotagem, quando o pino de segurança estiver instalado no
assento traseiro. Esses pinos devem ser removidos antes do voo. 
Para iniciar a sequência de ejeção, o punho deverá ser segurado com as duas mãos e puxado
bruscamente para cima.
Figura 57
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 58
Comando e Sistema de Restrição das Pernas
O sistema de restrição das pernas, fixo à bacia, assegura que as pernas do tripulante assumam a
posição correta durante a ejeção. A liberação das fitas de restrição é obtida pelo comando instalado na
guarda direita da bacia. Para a ajustagem do comprimento das fitas o assento dispõe de duas alavancas de
liberação na face frontal da bacia do assento.
• Punho de Comando Manual do Sistema de Oxigênio de Emergência
• Comando da Trava do Sistema Inercial da HPRU
O comando de trava do sistema, encontra-se instalado no lado esquerdo da bacia do assento. Este
comando permite ao ocupante travar ou destravar a unidade de retração dos suspensórios possibilitando o
seu movimento para a frente e para os lados. A alavanca do comando move-se em um quadrante, com um
encaixe semicircular em cada extremidade, para permitir o travamento positivo do comando na posição
requerida. Para operar o comando, o botão (sob ação de mola) na alavanca deve ser levantado e a
alavanca movida para a frente (livre) ou para trás (travado) até que o botão engate no encaixe
semicircular. Na ejeção ou durante uma desaceleração brusca, os arreios são automaticamente travados
independentemente da posição da alavanca de comando de trava do sistema inercial da HPRU.
Comando do Sistema de Reposicionamento Vertical
Nos assentos monoposto e biposto dianteiro, o sistema de reposicionamento vertical é controlado
pela chave SEAT do painelTRIMS/FUEL/HYDR/BLEED SHUTOFF/SEAT/EMER SPEED BRAKE
instalado no console lateral esquerdo da cabine de pilotagem, onde no caso do biposto dianteiro só
comandará o assento dianteiro. No entanto, no assento biposto traseiro, o sistema de reposicionamento
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CFS/BEV
vertical é controlado pela chave SEAT do painel EMER/SPEED BREAKE/SEAT instalado no console
lateral esquerdo do posto de pilotagem traseiro e controla apenas o assento traseiro.
Figura 59
Sistema de Reposicionamento Vertical da Bacia
O sistema consiste de um motor elétrico, um conjunto de engrenagens, um eixo helicoidal, um
eixo atuador, duas microchaves limitadoras de curso, dois eixos-suporte do assento e quatro abraçadeiras. 
A tensão de operação do atuador elétrico varia de 26 a 30 VDC, observando-se o cuidado de
utilizá-lo no máximo durante 1 minuto num intervalo de tempo de 8 minutos. As quatro abraçadeiras
estão fixadas às colunas verticais e possibilitam que as travessas se movimentem nos dois eixos-suporte
do assento. 
BTRU (Unidade Barostática)
A unidade barostática está localizada na parte superior da coluna vertical direita e tem por
finalidade determinar o momento da separação do conjunto assento-piloto e da abertura do paraquedas
principal.
Após o retardo, o mecanismo de tempo libera o percussor que detona a carga explosiva; a pressão
de gases, gerada pela detonação desta carga, libera:
• Os pontos de fixação do conjunto dos suspensórios;
• O fio de nylon que mantém o cordel de remoção do paraquedas principal, no interior do
alojamento do paraquedas. Este fio impede que o ar de impacto mova o cordel existente entre o
dispositivo de trava do paraquedas estabilizador-extrator e o paraquedas principal, antes do
previsto;
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CFS/BEV
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• Os pontos de fixação das fitas laterais inferiores;
• O ponto de fixação da fivela e fita em formato “V”.;
• Os pontos de fixação das fitas de restrição das pernas, ao assento;
• O acionamento do dispositivo de trava do cordel do paraquedas estabilizador-extrator. o
dispositivo de trava encontra-se localizado no ponto mais alto do assento, próximo do conjunto
iniciador do canhão de ejeção;
• A detonação da carga secundária da pistola “drogue” (prevenção de falha da pistola “drogue”).
Na separação assento-piloto ocorre automaticamente a liberação do kit de sobrevivência pela ADU
(Unidade de Separação Automática do Kit de Sobrevivência) ou por qualquer uma das mãos e a ativação
do transmissor localizador de emergência pessoal.
Figura 60
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
Art. 44, 45 e 46 do Decreto nº 7.845, de 14 de novembro de 2012
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CFS/BEV
Figura 61
Figura 62
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CFS/BEV
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NÍVEL 1[caso for necessário]
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Figura 63
Figura 64
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MATERIAL DE ACESSO RESTRITO
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
Iniciador do Canhão de Ejeção
O iniciador do canhão de ejeção é constituído de dois conjuntos:
• Conjunto do percussor;
• Orientador de gás.=
O conjunto do percussor consiste de um corpo, uma luva, um conector de entrada e um percussor.
O corpo é vazado internamente para receber uma luva e sua extremidade inferior rosqueada externamente
para encaixar no canhão de ejeção. O conector de entrada possui internamente um canal que permite a
passagem da massa gasosa, oriunda da unidade de disparo do assento, para o percussor.
O percussor é fixado no conector de entrada por um rebite cisalhável que passa através do
conector de entrada e do percussor. Selos de vedação são colocados na luva, no conjunto percussores e no
conector de entrada para manter um melhor aproveitamento dos gases.
Figura 65
Orientador de Gás
O orientador de gás é composto por um corpo que mantém um orifício dirigido para o conjunto do
percussor, um dispositivo de trava atuado por mola e um pino de liberação rápida.
O dispositivo de trava tem como objetivo travar o orientador de gás no conjunto do percussor. Se
esta fixação não for correta, uma luva acionada por mola impede a entrada do dispositivo de trava na
ranhura do conjunto do percussor. O pino de liberação rápida também não poderá ser inserido.
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CFS/BEV
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Sistema de Separação Manual
O sistema de separação manual é um método alternativo para permitir a separação
assento/tripulante em caso de falha da unidade drogue ou da unidade barostática.
Consiste de um punho fixado na lateral direita da bacia do assento.
O punho é conectado a uma unidade de disparo que, quando detonada, inicia a sequência de
liberação das correias. A unidade de disparo possui uma carga explosiva conectada ao sistema automático
de liberação das correias (arreios) inferiores. O gás gerado pela carga explosiva aciona a liberação das
fitas laterais, fitas de retração das pernas e fita de g-negativo.
O mecanismo de liberação das fitas superiores dos cordéis do paraquedas será atuado quando
houver o disparo da carga explosiva da unidade barostática. O punho de acionamento do sistema de
separação manual possui uma interligação mecânica com o punho de ejeção do assento.
Esta interligação faz com que o comando do punho do sistema de separação manual permaneça
travado enquanto o punho de ejeção do assento não for comandado.
Motor Foguete
O motor foguete multi-tubos instalado sob a bacia do assento é disparado depois de,
aproximadamente, 1,83 m (72 in) de subida dos tubos telescópicos do canhão. Este foguete produz um
empuxo de 4.500 lb em 0,25 s. 
O motor foguete sustenta o empuxo do canhão, conduzindo o assento a uma altura suficiente para
permitir uma ejeção segura, desde velocidade zero e altitude zero. Ele é preso à bacia do assento por meio
de três parafusos e possui uma unidade de disparo que está conectada a uma tubulação flexível. A
tubulação flexível está ligada a um tubo telescópico que, por sua vez, é mantido preso ao iniciador remoto
por um pino de liberação rápida.
O motor foguete é constituído por um corpo central, que forma a câmara de saída e contém
orifícios roscados para receber 19 tubos de propelente, a unidade de disparo e as quatro tubeiras. Os tubos
de propelente contêm o combustível sólido. As tubeiras são fixadas, duas a duas, nas laterais inferiores do
corpo central e possuem uma pequena inclinação para trás e para fora, para fornecer empuxo efetivo
através do centro de gravidade da massa ejetada.
As tubeiras são seladas na extremidade interna por discos flangeados, de ruptura, que causam um
acúmulo de pressão inicial para garantir que o propelente queime uniforme e rapidamente. O motor
foguete instalado no assento ejetável MK BR10LCX tem tubeiras aumentadas no lado esquerdo para
proporcionar uma trajetória divergente para a direita. O motor foguete instalado no assento ejetável MK
BR10LCX-1, no posto de pilotagem, tem tubeiras aumentadas no lado esquerdo, do mesmo modo que
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NÍVEL 1[caso for necessário]
CFS/BEV
assento monoposto. Este motor foguete é identificado por uma etiqueta com a inscrição FRONT assim
como, a estrutura do assento e o canhão de ejeção.
O motor foguete instalado no assento ejetável MK BR10LCX-2 tem tubeiras aumentadas no lado
direito para proporcionar uma trajetória divergente para a esquerda. Este motor foguete é identificado

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