Prévia do material em texto
FUNDAÇÕES RASAS CONCRETO ARMADO 2 INTRODUÇÃO As fundações podem ser dividias em dois grupos: • Fundações superficiais – Diretas ou Rasas • Fundações Profundas FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS Fundações rasas ou diretas são assim denominadas por se apoiarem sobre o solo a uma pequena profundidade , em relação ao solo circundante. Com base nessa definição, “podemos considerar que para um prédio com dois subsolos, uma fundação será considerada direta se a mesma se apoiar a 7,0 m abaixo do nível da rua? 𝐷 𝑏 ≤ 2 b – Menor dimensão da sapata TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS • SAPATAS • SAPATAS CORRIDAS • SAPATAS ASSOCIADAS • BLOCOS • RADIERS TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS Os tipos de fundações rasas de acordo com a NBR 6122:2019: • Sapatas – Elementos de CA dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente disposta para esse fim. • Sapatas Associadas – Sapata comum a dois pilares, ou a mais pilares desde de que não estejam alinhados e que representem menos de 70% das cargas da estrutura • Sapata Corrida – Sapata sujeita à ação de uma carga uniformemente distribuída e que representem menos de 70% das cargas da estrutura. • Radier – Elemento de fundação dotado de rigidez para receber e distribuir mais do que 70% das cargas da estrutura • Blocos - São elementos em concreto não armado, cuja todas as tensões aplicadas sobre ele podem ser absorvidas e resistidas pelo próprio concreto, para que isso seja possível, os blocos em geral, tem um volume maior de concreto, para que com aumento da rigidez possa compensar a ausência de uma armadura complementar. SAPATA ASSOCIADA SAPATA CORRIDA SAPATA ISOLADA BLOCO SAPATAS Em função da forma podem ser: • Retangulares; • Quadradas; • Circulares; • Poligonais.... Elas podem ser piramidais, retas ou em degraus. Em função de suas dimensões elas podem ser: • Flexíveis • Rígidas As Sapatas Flexíveis são vantajosas com relação ao consumo de concreto e portanto, mais leves. São adequadas para solos com menor capacidade de carga, entretanto exigem um maior consumo de armaduras. Essas sapatas são pouco usadas. No caso das Sapatas Rígidas, o volume de concreto é maior, com o menor consumo de aço e portanto a resistência do concreto pode ser menor. Por se tratar de uma sapata mais pesada, ela é mais econômica em solos de melhor qualidade. Nas sapatas rígidas não há risco de punção por parte do pilar pois a sapata fica inteiramente dentro do cone de punção. o>30o As figuras abaixo mostram a distribuição de pressão no solo aplicada na base de uma sapata, carregada concentricamente, em função do tipo de solo e da rigidez, se rígida ou flexível. Sapatas perfeitamente flexíveis curvam-se e mantém a pressão uniforme no solo. Sapatas perfeitamente rígidas não se curvam, e o recalque, se ocorrer, é uniforme, porém, a pressão no solo não é uniforme. a) sapata flexível sobre argila; b) sapata flexível sobre areia; c) sapata rígida sobre argila; d) sapata rígida sobre areia; e) distribuição simplificada Reações de sapatas rígidas e flexíveis Segundo a NBR 6118, item 22.6.2.2, o comportamento estrutural das sapatas rígidas pode ser descrito como: 1) “Trabalho à flexão nas duas direções, admitindo-se que, para cada uma delas, a tração na flexão seja uniformemente distribuída na largura correspondente da sapata. Essa hipótese não se aplica à compressão ao caso de sapatas muito alongadas em relação à forma do pilar”; 2) “trabalho ao cisalhamento também em duas direções, não apresentando ruptura por tração diagonal, e sim por compressão diagonal verificada conforme 19.5.3.1. Isso ocorre porque a sapata rígida fica inteiramente dentro do cone hipotético de punção, não havendo, portanto, possibilidade física de punção.” A admissão da uniformidade da tensão de tração ao longo da largura da sapata, em cada direção, faz com que a armadura de flexão As,B, por exemplo, paralela à dimensão B da sapata, seja disposta constante ao longo de toda a dimensão “A” da sapata, e de modo semelhante quanto à armadura As,A na outra direção. As duas armaduras são perpendiculares e formam uma malha, posicionadas próximas à superfície da base da sapata. DIMENSIONAMENTO DE SAPATAS Primeiramente devemos determinar a área (S) da sapata em função do esforço Normal de compressão simples. • Para o cálculo da área temos: 𝑆 = 𝑘. 𝑁 𝜎𝑎𝑑𝑚 Onde k – estimativa do peso da sapata (1,05 a 1,10) N – Esforço normal adm – Tensão admissível do solo As dimensões da sapata devem ser proporcionais as dos pilares de tal forma que: 𝐴 = 𝑎 𝑏 . 𝑆 e B= 𝑏 𝑎 . 𝑆 usar múltiplos de 5 A altura (h) da sapata é dado por: h = d + c A altura da borda (ho) é o maior valor encontrado abaixo: ℎ𝑜 ≥ ℎ 3 20 𝑐𝑚 Para calcularmos a altura útil (d) temos o maior valor abaixo: 𝑑 ≥ 𝐴−𝑎 4 𝐵−𝑏 4 𝑙𝑏 = 𝑓𝑦𝑑 𝑓𝑏𝑑 . 𝑙 4 - Usar sempre múltiplo de 5 Comprimento de ancoragem 𝑓𝑏𝑑 = 1. 0,15. 𝑓𝑐𝑘 2/3 - fck (MPa) 1 = 1,4 – aço CA 60 1 = 2,25 – aço CA 50 𝑓𝑏𝑑 - Tensão de aderência de cálculo entre o concreto e a armadura Para o cálculo da armadura temos: 𝐴𝑆𝐴 = 𝑁𝑑 . (𝐴 − 𝑎) 8. 𝑑. 𝑓𝑦𝑑 𝐴𝑆𝐵 = 𝑁𝑑 . (𝐵 − 𝑏) 8. 𝑑. 𝑓𝑦𝑑 Verificação nas tensões no concreto. Deve-se verificar se: 𝜎𝑑 0,2. 𝑓𝑐𝑑 onde 𝑓𝑐𝑑 = 𝑓𝑐𝑘 𝛾 e 𝜎𝑑 = 𝑁𝑑 𝑎.𝑏 Caso a condição acima não seja satisfeita deve-se recalcular o valor de “d” de tal forma que 𝑑´ = 𝑑 − 𝑥 onde 𝜎1𝑑 = 𝑎. 𝑏 𝑎 + 4𝑥 . (𝑏 + 4𝑥) . 𝜎𝑑0,2. 𝑓𝑐𝑑 As bielas convergem para a seção do topo da sapata, sem que ocorra esmagamento da biela comprimida Armadura mínima da sapata ASmínSP A armadura mínima da sapata rígida deve ser calculada como: 𝐴𝑆,𝑚𝑖𝑛𝑆𝑃 = . 𝐴𝑆,𝑚𝑖𝑛 onde = 2 − ℎ 𝑙 1,5 𝐴𝑆,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌𝑚í𝑛. 𝐴𝑐𝑜𝑛 EXERCÍCIO 1- Fazer o dimensionamento e detalhamento da sapata. A seção transversal do pilar é de 20x30 cm e a armadura longitudinal l de 12,5 mm. A carga aplicada pelo pilar é de 480 kN. Para o dimensionamento usar barras de 5/16 (8,0mm) Dados: fck = 25 MPa Aço CA 50 Cobrimento = 5,0cm Tensão admissível = 0,3 MPa.