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Estudo dirigido – Água e Solução Tampão Defina pH. R: pH= potencial hidrogeniônico. É obtido matematicamente por meio do logarítimo da concentração de íons H+ disponíveis em solução. Se apresenta na forma de escala variando de 1 – 14. Defina Solução Tampão. R: Solução tampão são soluções formadas por ácidos fracos que estao associados a sua base conjugada. Descreva qual a importância do controle do pH por meio dos tampões biológicos no organismo. R: O controle do pH é muito importante para o organismo. O excesso de H+ pode promover mudança na conformação estrutural de macromoléculas, influenciando diretamente na sua capacidade fisiológica. Das substâncias tampão de interesse fisiológico, destaque qual é mais importante para o meio intra e extracelular R: Intracelular: Fosfato | Extracelular: ácido carbônico/bicarbonato Tendo em vista o tampão gás carbônico - ácido carbônico- bicarbonato, descreva como se dá o processo de tamponamento no sangue e a eliminação de ácidos e bases. R: No sangue o gás carbônico é praticamente insolúvel, sendo transportado na sua maioria na forma do íon bicarbonato, a conversão do gás carbônico em ácido carbônico ocorre por meio da conversão enzimática pela enzima anidrase carbônica. Uma vez no sangue o bicarbonato pode ser convertido novamente em ácido carbônico conferindo assim a capacidade tamponante do sistema. Caso haja aumento da concentração de íon H+ ele reage com o bicarbonato e origina novamente o ácido carbônico que pode ser eliminado na forma de CO2 ou pelos rins. Caso haja ao contrário aumento da basicidade do sangue, e consequente redução do ácido carbônico a equação se desloca para a direita, aumentando a produção de H+ e bicarbonato, que é por sua vez eliminado pelos rins. A água tem características fisico-químicas únicas. Devido a essas características compostas polares são facilmente solúveis enquanto os apolares não. Sendo assim, como é possível o transporte de gases apolares no organismo? Explique suscintamente. R: Os gases são transportados associados a proteínas, como o oxigênio, ou ainda em outra forma molecular como é o caso do gás carbônico Quais as técnicas utilizadas para determinar o pH? R: Técnicas colorimétricas e técnicas elétricas. Defina Alcalose e explique rapidamente quais os fenômenos que podem levar ao desenvolvimento dessa situação. R: Alcalose é o aumento do pH sanguineo a vlores acima de 7,45. Esse fenômeno pode ocorrer em pacientes com hiperventilação, como no caso de pacientes asmáticos ou com crise de ansiedade, ou quando há desordens estomacais como vômito em excesso e consequente necessidade de aumento da produção de ácido clorídrico com o intuito de reposição. Defina Acidose e explique rapidamente quais os fenômenos que podem levar ao desenvolvimento dessa situação. R: Acidose é a redução do pH sanguineo a valores abaixo de 7,35. Esse fenômeno ocorre quando há obstrução pulmonar e conseuquente não eliminação do CO2 produzido pelo metabolismo celular. Ou quando há alguma falha renal que impede a eliminação do íon H+ pelos rins. Estudo Dirigido – Lipideos Os lipídeos são moléculas complexas e altamente diversificadas, elas não se encaixam no mesmo padrão de classificação das outras macromoléculas, não possuindo fórmula estrutural geral. Por outro lado, os lipídeos são agrupados de acordo com algumas características químicas. Quais características são essas? R: Ácidos Graxos: Podem ser saturados (sem ligações duplas) ou insaturados (com uma ou mais ligações duplas). Glicerol: Alguns lipídeos possuem uma estrutura de glicerol como base, como os glicerofosfolipídios e os triglicerídeos. Grupo Funcional: Alguns lipídeos possuem grupos funcionais específicos, como os fosfolipídios, que contêm grupos fosfato. Os lipídeos podem ser de três grandes classes, os energéticos, estruturais e hormonais. São exemplos de cada uma das classes, respectivamente: Ácido graxo, fosfolipídeos e testosterona; Ácido graxo, testosterona e fosfolipídeos; Testosterona, ácido graxo e fosfolipídeos; Fosfolipídeos, ácido graxo e testosterona; Testosterona, fosfolipídeos e ácido graxo; Existem quatro vitaminas lipossolúveis, A, D, E e K. Cada qual possui características e funções próprias, auxiliando o organismo a manter as suas funções normais. Descreva qual a função de cada uma das vitaminas e o que ocorre ao organismo quando ela não está presente. R: Vitamina A: desempenha papéis importantes no crescimento e desenvolvimento, na visão, no sistema imunológico e na reprodução. A deficiência de vitamina A pode levar a problemas de visão, como cegueira noturna e xeroftalmia (ressecamento da córnea), além de comprometer o sistema imunológico, causar pele seca e aumentar a suscetibilidade a infecções. Vitamina D: é essencial para a absorção adequada de cálcio e fósforo no intestino, sendo crucial para a saúde óssea e o crescimento. Também desempenha papéis importantes na regulação do sistema imunológico e na modulação de genes relacionados à proliferação celular. A deficiência de vitamina D pode levar a doenças ósseas, como raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos. Além disso, pode aumentar o risco de fraturas ósseas e comprometer a função do sistema imunológico. Vitamina E: é um antioxidante lipossolúvel que protege as membranas celulares e os lipídeos contra danos oxidativos causados pelos radicais livres. Ela desempenha um papel importante na saúde da pele, na saúde cardiovascular e na função imunológica. A deficiência de vitamina E é rara, mas pode levar a problemas neurológicos, como neuropatia periférica, fraqueza muscular e danos aos nervos. Vitamina K: desempenha um papel essencial na coagulação sanguínea, ajudando na síntese de proteínas necessárias para a formação de coágulos sanguíneos. Além disso, também está envolvida no metabolismo ósseo, na regulação do cálcio e em processos celulares. A deficiência de vitamina K pode resultar em sangramento anormal e hemorragias, já que a coagulação sanguínea fica comprometida. Isso pode ser especialmente perigoso em recém-nascidos, que têm baixos níveis de vitamina K ao nascer. Qual o conceito de ácido graxo essencial? Dê exemplos. R: Ácidos graxos essenciais são tipos específicos de ácidos graxos que o corpo humano não pode sintetizar por conta própria em quantidades adequadas e, portanto, devem ser adquiridos através da dieta. Ácido Linoleico (ômega-6) e Ácido Alfa-Linolênico (ômega-3) Todos os hormônios de natureza esteroide tem como característica advirem de uma molécula comum de ácido graxo. Qual a molécula e como ocorre essa conversão? R: Colesterol Delta: Contar os carbonos (incluindo o da função); Quantidade de insaturação e especificar onde está. 18:1(Δ9) Ômega: Conta de trás para frente até chegar na insaturação. W9 Estudo dirigido – Aminoácidos e Proteínas Desenhe a estrutura básica dos aminoácidos. Quantos aminoácidos existem? Qual a classificação dos aminoácidos segundo o grupo Radical? Cite pelo menos um exemplo de cada grupo. R: Existem 20 aminoácidos e se classificam entre essências e não essenciais. Essencial: Fenilalanina | Não essencial: Cisteina O que é o pKa de um aminoácido? R: O pKa de um aminoácido é o nível de pH do mesmo. Os aminoácidos possuem algumas características físico-químicas interessantes, graças a presença de um carbono quiral. Descreva pelo menos uma dessas propriedades. R: Capacidade de formar ligações peptídicas que unem os aminoácidos e formam uma proteína. Defina ponto Isoelétrico. R: É uma característica físico-química na qual o pH da molécula de um aminoácido ou uma proteína, apresenta carga elétrica líquida igual a zero. Analise os aminoácidos abaixo. Identifique-os pelo nome e sigla e classifique-os. Regra: Polar + = Amida Polar- = 2 ácidos Polar = Amina Apolar = Carbono Anel aromático = Anel aromático Por que os aminoácidos são classificados em essenciais e não essenciais? Dê três exemplos de cada um deles. R: Os aminoácidos essenciais (triptofano, fenilalanina, treonina) são aqueles que nosso corpo não produz e necessitamos de implementá-los na dieta. Já os não essenciais, nosso corpo produz naturalmente (cisteina, glicina e prolina). Qual o conceito de proteína? Cite um exemplo de uma proteína de interesse biológico. R: São macromoléculas formadas por aminoácidos a partir da ligação peptídica. Uma proteína de interesse biológico são as enzimas. Qual o tipo de ligação química que que une os aminoácidos e origina as proteínas? R: Ligação peptídica. Qual a classificação dos peptídeos quanto a quantidade de aminoácidos em sua estrutura? R: Dipeptídeo Tripeptídeo Tetrapeptídeo Oligopeptídeo = 10 peptídeos Polipeptideo = +10 peptídeos O que é a estrutura primária de uma proteína? Quais são as interações que a mantém e como é possível determiná-la? R: A estrutura primaria é a sequência de aminoácidos que formam o DNA. As interações que a mantem são as ligações peptídicas e pontos dissulfetos. As proteínas têm as mais diversas funções no organismo, escolha duas proteínas de seu interesse e destaque a importância de cada uma. R: Hormônio: São substâncias mensageiras Anticorpos: Ajuda no combate de doenças Classifique as proteínas quanto ao número de resíduos de aminoácidos. Oligopeptideo: Até 10 resíduos de aminoácidos; Polipeptideo: Até 100 resíduos de aminoácidos; Proteína: Acima de 100 resíduos de aminoácidos. Qual a diferença entre proteínas globulares e fibrosas? Existe alguma correlação entre essa classificação e os aminoácidos que as compõem? R: Proteínas globulares possuem uma estrutura tridimensional arredondada e são extremamente polares e solúveis em água, possuem papel regulador no organismo. As fibrosas, por outro lado, possuem formato alongado e pouca solúveis em água, formada por principalmente aminoácidos apolares. As proteínas nem sempre são compostas apenas por aminoácidos, qual nome se dá ao grupamento não proteico presente em algumas proteínas? R: Grupo Prostético. Esse grupo prostético pode ser uma molécula orgânica ou um íon metálico (Fosfoproteinas, metaloproteinas, glicoproteínas) Descreva as estruturas secundárias, terciárias e quatenárias das proteínas, destacando as interações responsáveis pela sua manutenção. R: Primaria: Sequência de Aminoácidos – DNA (pequenas mudanças causam perda na função); Secundaria: Alfa-Hélice ou folha beta-prequeada (pontes de hidrogênio irão manter essa estrutura); Terciaria: Estrutura ativa mantida por todas as interações químicas entre os átomos; Quartenaria: Interação entre as cadeias peptídicas (somente as oligoméricas) A determinação da estrutura primária de uma proteína é algo muito complexo. Explique as duas formas pelas quais a estrutura primária pode ser determinada. R: Enzimático ou hidrolise ácida. O processo de desnaturação de proteínas pode ocorrer por diversos motivos. Cite pelo menos dois agentes desnaturantes e detalhe as consequências desse processo para a proteína. R: Aquecimento e sais pesados são agentes desnaturantes. Fazem com que a proteína perca a estrutura secundaria e terciaria, o que leva a perda da atividade biológica. Como a estrutura primária de uma proteína pode influenciar nos outros níveis estruturais? R: A estrutura primaria determina os outros níveis estruturais e atividade biológica da proteína. Os aminoácidos possuem componentes fixos: COOH, NH2 e o CH, além dos componentes variáveis, os radicais. A massa molecular de cada um dos vinte aminoácidos existentes pode ser observada na tabela: Metabolismo de Carboidratos (glicose) Alimento (carboidrato) cai na corrente sanguínea em forma de glicose. A alta concentração de glicose, estimula o pâncreas e ele libera insulina, pelas células betas (β). Se o corpo não estiver precisando de energia, ela se torna glicogênio (reserva de energia) dentro das células do fígado (ou do tecido muscular e do tecido nervoso). Essa concentração em excesso diminui a glicose, podendo gerar hipoglicemia. Com a diminuição da glicose, a glicose estimula células alpha (α) do pâncreas e libera glucagon, e quando o corpo estiver precisando de energia, o glucagon estimula o glicogênio (no fígado) e transforma novamente em glicose. Falta glicose - Falta energia – Falta funcionamento do corpo e o prejudica Adrenalina estimula a produção de glicose no fígado em casos de emergência Outra forma de conseguir glicose, é através de lipídios e aminoácidos Diabete: doença caracterizada pela alta concentração de glicose no sangue Diabetes tipo 1: baixa produção de insulina (injeção de insulina) Diabetes tipo 2: menor quantidade de receptores para insulina Vias metabólicas Glicogênese: criação de glicogênio Glicogenólise: quebra do glicogênio Gliconeogênese: criação de novas moléculas de glicose, a partir de compostos que não são carboidratos (a parte do lipídio usada é o glicerol | o ácido graxo é quebrado e vira acetil) Glicólise: quebra da glicose na célula, virando ácido pirúvico Bioenergética Para as células e os organismos realizarem os trabalhos e manterem a própria vida, necessitam de energia e executam uma variedade de transduções de energia, convertendo uma forma de energia em outra, através do catabolismo O metabolismo é a parte que engloba toda as reações químicas que ocorrem em uma célula ou organismo, a fim de controlar os recursos suprindo a necessidade estrutural e energética do corpo humano Ao ingerir um alimento, nosso corpo não é capaz de utilizar carboidratos, proteínas e lipídeos para algum tipo de função específica por serem muito complexos, logo, estes nutrientes orgânicos são degradados em produtos menores e mais simples (como ácido lático, CO² e NH²), este processo é denominado catabolismo No anabolismo, chamado também de biossíntese, os produtos do processo do catabolismo formam moléculas maiores e mais complexas (como lipídeos, polissacarídeos, proteínas e ácidos nucleicos), para isso demandam da energia sintetizada pelo catabolismo O ATP (adenesina triofosfato) é a mólecula de suma importância ao corpo humano, responsável pelo armazenamento e transporte de energia do mesmo, sua estrutura é composta por uma base adenina, uma pentose (ribose) e três grupos fosfato, tornandose possível que ele armazene energia na forma de ligações fosfoanídricas. A quebra dessas ligações libera energia que pode ser utilizada por diversos processos biológicos. Taxa metabólica basal é o gasto energético diário do corpo mesmo em repouso que é utilizado para fazer as reações químicas básicas do dia a dia A atividade física auxilia na manutenção do metabolismo e no gasto calórico diário, para que o corpo trabalhe de forma otimizada Após a ingestão de alimentos, o metabolismo aumenta como reação das diferentes reações químicas da digestão e faz com que a TMB aumente o corpo consuma mais calorias, aumentando o gasto de energia e tal reação é a termogênese Principal carboidrato metabolizado na bioenergética: Glicose (C6H12O6) Glicólise ou fermentação anaeróbica: processo metabólico responsável pela produção de ATP através da quebra da glicose em duas moléculas de ácido pirúvico (C3H4O3), liberando energia na forma de ATP (adenosina trifosfato) e NADH (nicotinamida adenina dinucleotídeo reduzida). As fases da glicólise é a fase preparatória, onde a glicose é transformada em duas moléculas de gliceraldeído-3-fosfato e é um processo que necessita de dois ATPs. A outra fase é chamada de fase de pagamento, durante essa fase, as moléculas G3P, sofrem uma série de reações gerando ATP e NADH, esse nome sedá pois os dois ATPs iniciais produzem um “pagamento” de 2 ATPs e 2 NADHs por molécula de glicose processada. Etapas da fase preparatória: Fosforilação da Glicose: A glicose recebe um grupo fosfato do ATP, formando a glicose-6-fosfato (G6P) e liberando uma molécula de ADP Isomerização da Glicose-6-fosfato: A glicose-6-fosfato (G6P) é convertida em frutose- 6-fosfato (F6P) por uma enzima isomerase Fosforilação da Frutose-6-fosfato: A frutose-6-fosfato (F6P) recebe outro grupo fosfato do ATP, gerando a frutose-1,6-bisfosfato (FBP) e liberando ADP Clivagem da Frutose-1,6-bisfosfato: A frutose-1,6-bisfofato (FBP) é dividida em duas moléculas de trioses-fosfato: G3P e dihidroxiacetona fosfato (DHAP) Isomerização da Dihidroxiacetona fosfato: A dihidroxiacetona fosfato (DHAP) é convertida em G3P por uma enzima isomerase Etapas da fase de pagamento: Oxidação de gliceraldeído-3-fosfato: O GP3 é oxidado pelo NAD+ a piruvato, liberando energia na forma de um grupo fosfato que se liga a 1,3-bisfosfoglicerato (1,3-BPG). Formação de ATP: o grupo fosfato 1,3-BPG se liga ao ADP, formando ATP e 3- fosfoglicerato (3-PG). Isomerização do 3-fosfoglicerato: O 3-PG é convertido em 2-fosfoglicerato (2-PG) por uma enzima isomerase. Desidratação do 2-fosfoglicerato: O 2-PG perde uma molécula de água, gerando fosfoenolpiruvato (PEP) e liberando energia na forma de um grupo fosfato que se liga à fosfoenolpiruvato quinase. Formação de ATP: Para finalizar o grupo fosfato do PEP se liga ao ADP, formando ATP e piruvato e o destino do piruvato depende da disponibilidade de oxigênio, na presença de oxigênio, o piruvato entra na matriz mitocondrial para participar do ciclo de Krebs. Ciclo de Krebs: Conjunto de reações que ocorrem na mitocôndria das células eucariontes, esse ciclo processa dois grupos acetila (CoA-SH) provenientes do piruvato, gerando CO2 como produto final e liberando energia na forma de NADH e FADH2, moléculas transportadoras de elétrons Etapas do ciclo: Formação de Citrato: O piruvato se liga à coenzima A (CoA-SH) para formar acetil- CoA. O acetil-CoA se condensa com o oxalacetato para formar citrato. Isomerização do Citrato: O citrato é convertido em isocitrato por uma enzima isomerase. Desidratação do Isocitrato: O isocitrato perde água, gerando α-cetoglutarato e CO2. Descarboxilação oxidativa do α-cetoglutarato: O α-cetoglutarato perde CO2 e libera um elétron que é transferido para NAD+, gerando NADH. O grupo restante se liga à CoA-SH para formar succinil-CoA. Conversão de Succinil-CoA em Succinato: O succinil-CoA perde CoA-SH, gerando succinato e GTP. Oxidação do Succinato: O succinato é oxidado em fumarato por uma enzima flavoproteína, liberando um elétron que é transferido para FAD, gerando FADH2. Hidratação do Fumarato: O fumarato se liga à água, gerando malato. Oxidação do Malato: O malato é oxidado em oxalacetato por uma enzima desidrogenase, liberando um elétron que é transferido para NAD+, gerando NADH O sistema de transporte de elétrons é um conjunto de proteínas que transportam elétrons, que são liberados no ciclo de Krebs com alta energia, que geram prótons, que impulsionam a produção de ATPs. O ciclo de krebs não gera ATP, mas fornece base para a formação dos ATPs. O sistema de transporte de elétrons e a fosforilação oxidativa impulsionam a produção de ATP. Essa jornada energética se desenrola na membrana interna mitocondrial das células eucariontes e se divide em tais etapas: Transporte de elétrons: Os elétrons vem do ciclo de krebs e fluem através de uma série de proteínas transportadoras de elétrons, essas proteínas são compostas por complexos: complexo I (NADH-ubiquinona oxidoredutase), o primeiro transportador, recebendo elétrons do NADH e transferindo-os para a coenzima Q (ubiquinona); complexo II (succinato desidrogenase) que transfere elétrons do FADH2 para a coenzima Q, complexo III (citocromo bc1), que transfere elétrons da coenzima Q para o citocromo c e complexo IV (citocromo oxidase) que transfere elétrons do citocromo c para o oxigênio, o aceitador final de elétrons, liberando água como produto final. Bombeamento de prótons: Após o transporte de elétrons, a energia é utilizada para bombear prótons do espaço matricial para o intermembranar mitocondrial e cria-se um gradiante de prótons. Fosforilação oxidativa: ATP sintase – É um canal localizado internamente na membrana mitocondrial que os prótons bombardeados anteriormente fluem | Sintese de ATP – Através da ATP sintase, os prótons liberam energia necessária para converter ADP e Pi em ATP, a molécula que armazena energia química nas células. Eficiência Energética: Utilizando a energia do ciclo de krebs, no transporte de elétrons e na fosforilação oxidativa, a respiração celular se completa e uma molécula de glicose gera 38 ATP. NAD e FAD: O NAD+ e o FAD são coenzimas que realizam diversas reações, atuam como transportadores de elétrons e moléculas de alta energia. Algumas de suas importâncias são de armazenar energia em ligação química que é usada em diversos processos celulares, como contração muscular, regular o metabolismo e transportar elétrons em diversas vias metabólicas, como a glicólise, o ciclo de Krebs e a cadeia transportadora de elétrons. As reações de oxirredução, envolve transferência de elétrons entre as moléculas pois uma molécula redutora é oxidada, enquanto a molécula que recebe é reduzida. NAD+ atua como um aceitador de elétrons, convertendo-se em NADH (nicotinamida adenina dinucleotídeo reduzida), o FAD também funciona como um aceitador de elétrons, convertendo-se em FADH2. Ciclo de Cori ou ciclo do ácido lático: via metabólica que permite que o lactato, volte a ser glicose ao atingir o fígado. Esse ciclo é de fundamental importância pois permite que o corpo continue a produzir energia durantes as atividades mais intensas por um maior período mesmo com o oxigênio reduzido. Durante um exercício físico de alto rendimento, em certo momento não possui mais oxigênio nas mitocôndrias das células e para que a glicose continue sendo sintetizada, o piruvato é convertido em lactato, em seguida, no fígado o lactato é convertido novamente em glicose por meio da gluconeogénese e volta aos músculos pela corrente sanguínea, caso a atividade permaneça, o ciclo se reinicia.