Prévia do material em texto
Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6245 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 A INFORMÁTICA APLICADA NA ENFERMAGEM: REVISÃO INTEGRATIVA THE APPLIED INFORMATICS IN NURSING: AN INTEGRATIVE REVIEW LA INFORMÁTICA APLICADA A LA ENFERMERÍA: UNA REVISIÓN INTEGRADORA Amanda Portugal de Andrade Moreira1, Eleinne Felix Amim2, Tatiane Marinz de Souza3, Gisella de Carvalho Queluci4, Euzeli da Silva Brandão5, Alessandra Conceição Funchal Camacho6 RESUMO Objetivo: identificar a aplicabilidade da informática nos diferentes cenários de atuação da enfermagem. Método: revisão integrativa, com busca nas bases de dados LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE e biblioteca virtual SCIELO. A questão que a norteou foi > O instrumento de coleta de dados foi realizado por meio dos descritores, tipo, do delineamento e da natureza do estudo. Resultados: dos 2.141 artigos encontrados, 16 foram selecionados. Constatou-se aplicabilidade da informática em três principais eixos: assistência de enfermagem; pesquisa e educação à distância. A informática fornece subsídio para a capacitação e qualificação de áreas na enfermagem como ferramentas para aprimorar a assistência, possibilidades de capacitação através do ensino a distância e pesquisa com a universalidade e facilidade de acesso, contribuindo e incentivando a pesquisa. Conclusão: a informática está em diversas modalidades na enfermagem, contribuindo para o crescimento do profissional e qualificação da assistência. Descritores: Informática Aplicada a Enfermagem; Educação a Distância; Pesquisa em Enfermagem. ABSTRACT Objective: to identify the applicability of computers in different scenarios of nursing activities. Method: an integrative review, with search in the databases LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE and virtual library SCIELO. The question that guided was > The instrument for data collection was conducted by means of descriptors, type, design and nature of the study. Results: from the 2.141 articles found, 16 were selected. It was found applicability of computing in three main areas: nursing care, research and distance education. Computing provides a subsidy for the training and qualification in nursing areas as tools for improving the care, training opportunities through distance learning and research with the universality and accessibility, contributing and encouraging research. Conclusion: the computer is in various forms in nursing, contributing to the growth of the professional and quality of care. Descriptors: Computing Applied to Nursing; Distance Education; Nursing Research. RESUMEN Objetivo: identificar la aplicabilidad de las computadoras en los diferentes escenarios de las actividades de enfermería. Método: revisión integradora en las bases de datos LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE y la biblioteca virtual SCIELO. La pregunta que la norteó fue > El instrumento para la recolección de los datos se llevó a cabo por medio de descriptores, tipo, diseño y la naturaleza del estudio. Resultados: de los 2.141 artículos encontrados, se seleccionaron 16. Se comprobó la aplicabilidad de la información en tres áreas principales: la atención de enfermería, investigación y educación a distancia. La informática proporciona un subsidio para la formación y capacitación en las áreas de enfermería, como herramientas para la mejora de la atención, las oportunidades de formación a través del aprendizaje a distancia y la investigación con la universalidad y accesibilidad, contribuyendo y fomentando la investigación. Conclusión: la Informática está en diversas formas en la enfermería, contribuyendo al crecimiento del profesional y la calidad de la atención. Descriptores: Informática Aplicada a la Enfermería; Educación a Distancia; La Investigación en Enfermería. 1Acadêmica de Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. Email: mandypam@gmail.com; 2Acadêmica de Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. Email: eleinnefa@gmail.com; 3Acadêmica de Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. Email: tatianemarinz@yahoo.com.br; 4Enfermeira, Porfessora Doutora em Enfermagem, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. E-mail: gisellaqueluci@yahoo.com.br; 5Enfermeira, Doutoranda em Enfermagem, Universidade do Estado do Rio de Janeiro/FENF/UERJ. Professora, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. Email: euzelibrandao@gmail.com.br; 6Enfermeira, Professora Doutora em Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Universidade Federal Fluminense/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. E-mail: cicacamacho@uol.com.br e/ou cicacamacho@gmail.com ARTIGO REVISÃO INTEGRATIVA mailto:mandypam@gmail.com mailto:eleinnefa@gmail.com mailto:tatianemarinz@yahoo.com.br mailto:gisellaqueluci@yahoo.com.br mailto:euzelibrandao@gmail.com.br mailto:cicacamacho@uol.com.br mailto:cicacamacho@gmail.com Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6246 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 O presente estudo surgiu a partir do interesse de acadêmicas de enfermagem sobre a existência de cenários desconhecidos que o mercado de trabalho atual disponibiliza para o profissional enfermeiro. Neste sentido, destaca-se a reflexão em torno da precariedade de discussões durante a graduação que abordem os diversos campos de atuação do enfermeiro. Tal reflexão levou a constatação que durante a graduação, tem-se a oportunidade de conhecer somente os campos assistenciais: hospitalar e ambulatorial, o de pesquisa, e o educacional, este último, porque a instituição em questão oferece a licenciatura. Diante do exposto, foi realizada uma busca por cenários de atuação que cabem ao enfermeiro, sendo observada a existência de quarenta e quatro especializações diferentes. Neste contexto, de acordo com a atual resolução do COFEN-389/2011 que revogou as resoluções COFEN-290/2004 e COFEN- 261/2001, as especialidades de competência do Enfermeiro são: Enfermagem Aeroespacial; Enfermagem em Auditoria e Pesquisa; Enfermagem em Cardiologia; Enfermagem em Centro Cirúrgico; Enfermagem Dermatológica; Enfermagem em Diagnostico por Imagens; Enfermagem em Doenças infecciosas e parasitarias; Educação em Enfermagem; Enfermagem em Endocrinologia; Enfermagem em Farmacologia; Enfermagem em Gerenciamento/Gestão; Enfermagem em Hanseníase; Enfermagem em Hematologia e Hemoterapia; Enfermagem em Hemoterapia; Enfermagem em Infecção Hospitalar; Enfermagem em Informática em Saúde; Enfermagem em Legislação; Enfermagem em Nefrologia; Enfermagem em Neurologia; Enfermagem em Nutrição Parenteral e Enteral; Enfermagem em Oftalmologia; Enfermagem em Oncologia; Enfermagem em Otorrinolaringologia; Enfermagem em Pneumologia Sanitária; Enfermagem em Políticas Publicas; Enfermagem em Saúde Complementar; Enfermagem em Saúde da Criança e do Adolescente; Enfermagem em Saúde da Família; Enfermagem em Saúde da Mulher; Enfermagem em Saúde do Adulto; Enfermagem em Saúde do Homem; Enfermagem em Saúde do Idoso; Enfermagemem Saúde Mental; Enfermagem em Saúde Publica; Enfermagem em Saúde do Trabalhador; Enfermagem em Saúde Indígena; Enfermagem em Sexologia Humana; Enfermagem em Terapias Holísticas Complementares; Enfermagem em Terapia Intensiva; Enfermagem em Transplantes; Enfermagem em Traumato-Ortopedia; Enfermagem em Urgência e Emergência; Enfermagem em Vigilância; Enfermagem offshore e aquaviária.1 Dentre as especialidades encontradas, a Enfermagem em Informática em Saúde despertou o interesse das autoras. Trata-se de uma área de conhecimento com mais de 30 anos de aplicação e desenvolvimento, pois os computadores foram introduzidos nos hospitais e passaram a ser utilizados pela enfermagem, na década de 50.2 Para muitos a Informática em Enfermagem representa uma ampla perspectiva de atuação e crescimento, utilizando seus recursos e produtos, seja através dos benefícios do seu uso no o dia-a- dia na prática e no cuidado direto ao paciente, seja no ensino, na realização de pesquisas, ou mesmo como uma estratégia para estimular alunos e pacientes, na busca de informações com qualidade. Contudo, para muitos profissionais em nossa realidade, ainda é, um desafio, uma área desconhecida e temida.2 O uso dos computadores na Enfermagem vem permitindo ao longo dos anos, muitos avanços científicos e tecnológicos, que permitem utilizar informações de maneira rápida e organizada. Estes avanços ocasionaram mudanças para a Enfermagem, permitindo aos profissionais dessa área a utilização de recursos que não existiam, fato que levou ao encontro de novas oportunidades e novos desafios.2 Assim, interatividade da informática é a modalidade comunicacional que ganha centralidade na expressão e disponibilização consciente de uma ou mais maneiras de comunicação de modo expressamente complexo presente na mensagem e previsto pelo emissor, que abre ao receptor a possibilidades de responder ao sistema de expressão e de dialogar com ele. Representa grande salto qualitativo em relação ao modo de comunicação de massa que prevaleceu até o final do século XX. O modo de comunicação interativa ameaça a lógica unívoca da mídia de massa, como superação do constrangimento da recepção passiva.3 Diante dessas considerações, a questão que norteou o estudo foi qual a aplicabilidade da informática nos diferentes cenários de atuação da enfermagem? A partir desta questão, este estudo teve como objetivo: identificar a aplicabilidade da informática nos diferentes cenários de atuação da enfermagem. Considera-se que a realização deste trabalho poderá ampliar o conhecimento de acadêmicos e enfermeiros sobre o tema, além INTRODUÇÃO Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6247 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 de suscitar outras questões que poderão ser aprofundadas à posterior. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, caracterizada como uma síntese de pesquisas relacionadas a determinado assunto, mantendo os interessados ao tema, atualizados e facilitando as mudanças da prática como decorrência da pesquisa.4 Esta seguiu as seguintes etapas: seleção do tema; estabelecimento da questão norteadora e do objetivo; estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão de artigos; seleção de informações a serem retiradas dos artigos selecionados; análise e apresentação dos resultados e discussão. A pesquisa online dos artigos ocorreu na Biblioteca Virtual da Saúde nas seguintes bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), IBECS (Indice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud), BDENF (Base de dados de Enfermagem) e MEDLINE (United States National Library of Medicine). Os descritores utilizados foram: Informática em Enfermagem; Educação à distância; Pesquisa em Enfermagem. O Período de coleta dados foi de agosto a novembro de 2011. Os critérios de inclusão dos artigos foram: artigos publicados em português, inglês e espanhol no período entre 2001 a 2011; completos disponíveis online; que abordassem a temática informática aplicada à enfermagem e que contivessem enfermagem ou enfermeiro no título ou que tivessem o descritor enfermagem associado. Os critérios de exclusão foram artigos publicados que se repetiram nas bases de dados, não publicados na íntegra e/ou com conteúdos não pertinentes à temática. Ao pesquisarmos com o descritor informática aplicada à enfermagem foram encontrados em todas as bases, 875 artigos. Com a associação educação à distância AND enfermagem foram encontrados 811 e por fim ao buscar com pesquisa de enfermagem AND informática 496 artigos foram achados. Após lermos esses artigos, selecionamos os que se enquadravam no nosso tema de pesquisa, obtendo um total de 37 artigos. A partir desde quantitativo tivemos como resultado uma amostra final de 16 artigos. Após leitura e interpretação dos resultados, os dados foram enquadrados em três categorias: A Informática na Sistematização da Assistência de Enfermagem; A informática na pesquisa; e A Informática na Educação à Distância na Enfermagem. Com a amostra final de 16 artigos, após avaliado a temática, metodologia e resultados de cada artigo, na tentativa de categorizar as informações para a discussão: 8 artigos foram utilizados na categoria A informática na assistência de enfermagem, 5 artigos na categoria Informática e pesquisa de enfermagem e 3 na categoria A informática no ensino de enfermagem. Para facilitar a visualização criou-se dois quadros: a Figura 1 demonstra o quantitativo de resumos encontrados de acordo com as bases de dados utilizadas e a Figura 2 demonstra o quantitativo de artigos que foram selecionados de acordo com os critérios de inclusão, identificando as bases de dados. Descritores IBECS MEDLINE BDENF LILACS SCIELO Total Informática Aplicada a Enfermagem 2 768 41 59 5 875 Educação a Distância AND Enfermagem 4 650 40 117 27 811 Pesquisa em enfermagem AND Informática 3 405 32 56 3 496 Figura 1. Quantitativo de resumos encontrados de acordo com as bases de dados utilizadas Aos pesquisarmos com o descritor informática aplicada a enfermagem foram encontrados resumos na base de dados 59 LILACS, 5 na SCIELO, dois no IBECS, 768 na MEDLINE e 41 BDENF, com um total, em todas as bases, 875 artigos. Com a associação educação a distância AND enfermagem tivemos como resultado 117 resumos no LILACS, 27 na SCIELO, quatro no IBECS, 650 na MEDLINE, 40 BDENF, encontrados no total 811 artigos. E como resultado da busca com a associação pesquisa em enfermagem AND enfermagem foram encontrados 56 resumos no LILACS, três na SCIELO, três no IBECS, 405 na MEDLINE e 32 BDENF, sendo 496 artigos achados com esses descritores. Descritores IBECS MEDLINE BDENF LILACS SCIELO Total Informática Aplicada a Enfermagem 0 2 2 5 3 12 Educação a Distância AND Enfermagem 0 1 2 8 5 16 Pesquisa em enfermagem AND Informática 1 1 2 2 3 9 Total 37 Figura 2. Quantitativo de referências selecionadas de acordo com bases de dados utilizadas A figura 2 demonstra que após a leitura dos artigos, selecionamos os que se enquadravam no nosso tema de pesquisa. Com o descritor informática aplicada a enfermagem foram selecionados cinco resumos na base de dados LILACS, três na biblioteca virtual SCIELO, RESULTADOS MÉTODO Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6248 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325ISSN: 1981-8963 nenhum no IBECS, dois na MEDLINE e dois BDENF, com um total, em todas as bases de 12 artigos. Com a associação educação a distância AND enfermagem tivemos como amostra 8 resumos no LILACS, cinco na SCIELO, nenhum no IBECS, um na MEDLINE, dois BDENF, selecionados no total 16 artigos. E como resultado da busca com a associação pesquisa em enfermagem AND enfermagem foram selecionados dois resumos no LILACS, 3 na SCIELO, um no IBECS, um na MEDLINE e dois BDENF, sendo nove artigos selecionados com esses descritores,obtendo- se um total de 37 artigos. Todavia dos 37 artigos, foram selecionados 16 devido à repetição de alguns nas bases de dados. A fim de caracterizar os 16 artigos selecionados como amostra final, a Tabela 1, mostra a caracterização dos artigos sobre informática aplicada na enfermagem acerca do tipo, do delineamento e da natureza do estudo. Tabela 1. Caracterização dos artigos sobre informática aplicada na enfermagem acerca do tipo, do delineamento e da natureza do estudo. Niteróii - RJ, 2011 Tipo de Estudo n = 16 % Descritivo 2 12,5 Descritivo – exploratório 5 31,25 Histórico - social 2 12,5 Estudo de Caso 2 12,5 Revisão de literatura 2 12,5 Descritivo - observacional 1 6,25 Observacional 2 12,5 Delineamento Bibliográfico 4 25 Longitudinal 1 6,25 Documental 4 25 Transversal 1 6,25 Não especificado 6 37,5 Natureza Quantitativo 6 37,5 Qualitativo 9 56,25 Quanti - qualitativos 1 6,25 De acordo com a Figura 3, pode-se verificar o predomínio de estudos do tipo descritivo- exploratório, com 31,5% dos artigos, enquanto os estudos do tipo descritivo, histórico – social, estudo de caso, revisão de literatura e observacional se equipararam com 12,5% dos artigos. O tipo de estudo menos utilizado foi o descritivo – observacional representando apenas 6,25%. Quanto ao delineamento dos estudos, destacamos que a maioria dos estudos analisados não especifica o delineamento que seguiram representando 37,5% dos artigos, enquanto os estudos bibliográficos e documentais se equipararam em 25%. Em relação à natureza dos estudos houve uma predominância de estudos qualitativos (56,25%) sobrepondo os estudos quantitativos representando 37,5 e quanti- qualitativos com 6,5% apenas. A informática na assistência de enfermagem Ao longo da literatura, diversos estudos comprovam que a aplicação da informática na assistência de enfermagem gera benefícios no desenvolvimento da prática do enfermeiro, auxilia na organização da documentação e do controle dos dados, o uso dos sistemas computadorizados gera uma economia de tempo, o que permite a diminuição do gasto de tempo na execução de determinadas tarefas realizadas pelo enfermeiro. E isto, permite com que este profissional aumente o seu tempo disponível para atividades relacionadas ao cuidado do paciente. Além de possibilitar uma melhoria no fluxo de trabalho, do desempenho profissional e na qualidade do atendimento. Sendo assim, a informática tem-se inserido como um facilitador para o atendimento do paciente.5 Sabe que para uma assistência de enfermagem eficaz o cuidado deve ser constituído e regido pelo sistema assistencial concomitante com o sistema gerencial. Com isso, a inserção de tecnologias através da informática é uma estratégia importante para esta realidade. Desta forma, a informática tem sido utilizada como ferramenta de trabalho inovadora, proporcionando o surgimento de novas propostas para utilização das tecnologias de informação e passível de muitas discussões a respeito da sua inserção na prática assistencial de enfermagem. Neste contexto, para atender as necessidades do registro de enfermagem em um hospital com aplicação na assistência e gerência de enfermagem foi desenvolvido um sistema de informação através de um software em enfermagem.6 O sistema foi elaborado para dar apoio às atividades administrativas DISCUSSÃO Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6249 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 de enfermagem, para transformar os dados obtidos em informação, e gerar conhecimento que permite suporte às decisões do enfermeiro chefe quanto ao processo de enfermagem e aos dados gerenciais. Pode ser usado para controlar as atividades planejadas, ou seja, o plano de cuidados de enfermagem, assim como, para realimentar o ciclo administrativo que compreende as funções realizadas pelo gestor: dimensionamento de pessoal, sistematização da assistência, controle de pessoal e de material, censo estatístico da unidade, entre outras. Além de também ter sido desenvolvido para ser aplicado na admissão/internação de pacientes, no processo de enfermagem e no gerenciamento do serviço. Em relação a registros, visualiza-se na sociedade um movimento de expectativa na implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) que é um importante avanço da informática aplicada à enfermagem. O PEP é uma proposta para unir todos os diferentes dados produzidos em variados formatos, em épocas diferentes, feitos por diferentes profissionais de saúde em distintos locais. Entende-se então, que o PEP atua como uma estrutura eletrônica para manutenção de informação sobre o estado de saúde e o cuidado recebido por um indivíduo durante todo o seu tempo de vida.2 A implicação deste instrumento no trabalho de enfermagem reflete na maior integração da informação e gerenciamento do cuidado. Assim, o cuidado como um todo descrito através de informações integradas permite gerenciar e analisar sucessos e fracassos do atendimento de forma contínua. Além disso, uma outra implicação do PEP na prática assistencial da saúde seria na integração e comunicação entre os profissionais e os estabelecimentos organizacionais e prestadores de ações e serviços de saúde.2 Ainda no plano da assistência, um método muito discutido pela enfermagem é a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Sistematizar é organizar informações padronizadas, em um conjunto de perguntas e respostas para tomada de decisões apropriadas. Desta forma, leva-se em consideração as necessidades de cuidados dos pacientes (diagnósticos), os resultados que desejam-se alcançar (resultados) e quais os melhores cuidados que devem ser estabelecidos para atender àquelas necessidades relacionadas e assim atingir os resultados desejáveis (intervenções).7 Este instrumento utilizado pela enfermagem organiza-se em sistemas padronizados de linguagem, constituindo-se assim de sistemas operativos para atingir um objetivo. Esses sistemas precisam estar associados e dinamicamente atuantes para que possam dar e receber a sustentação que necessitam. É neste contexto que um sistema eletrônico para documentação de enfermagem pode atuar, permitindo ao usuário, tomar decisões clínicas, apoiando os julgamentos de diagnósticos, resultados esperados e intervenções de enfermagem. Além de enfatizar a tomada de decisão e julgamento clínico de enfermagem na assistência ao paciente, visando ampliar e sustentar a decisão clínica dos enfermeiros.7 A integração da SAE ao PEP é um dos benefícios que a informática traz a enfermagem, ao paciente e a saúde em geral. Acredita-se que esta integração contribui com a prática do processo de enfermagem e fazendo com que toda a equipe multiprofissional tenha acesso às prescrições e informações fornecidas sobre os pacientes. Pois tais informações contribuem para que outros profissionais tenham conhecimento das condutas realizadas com o paciente e os resultados que estão sendo alcançados.5 No entanto o trabalho informatizadoafeta diretamente o processo de trabalho dos profissionais, e este fato pode desencadear repostas positivas e negativas frente à imposição dos novos modos de trabalho, como a informática aplicada à enfermagem. Isto deve ser levado em consideração quando deseja-se implementar tecnologias informatizadas na assistência de enfermagem, para que seja traçado o caminho mais promissor para que estas estratégias tenham resultados positivos. Em um estudo realizado, obteve-se uma intensa dificuldade dos enfermeiros em lidarem com este processo, o qual foi considerado como um dificultador do agir livremente na enfermagem, diminuindo assim, a liberdade no trabalho. Quando a pesquisa considerou a percepção da introdução da informatização pelas enfermeiras entrevistadas, estas destacaram alguns pontos positivos como o acesso rápido as informações do paciente e dos setores, e a elaboração de prescrições legíveis.8 Por outro lado, descreveram o trabalho informatizado, como “complicado” devido alegar terem recebido um treinamento insuficiente da equipe para atuar usando a informática, resultando assim, em uma falta de destreza dos profissionais. Além disso, as enfermeiras afirmaram que a prática informatizada pode afastar a enfermagem dos pacientes, devido o tempo que precisam ficar no computador, acreditando assim, que o Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6250 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 modo realizado anteriormente, o manuscrito, é melhor. Desta forma, todas essas resistências referidas pelas enfermeiras repercute na ausência da evolução no prontuário eletrônico, em muitos casos.8 Diante desta problemática, vale ressaltar as barreiras na utilização da informática na enfermagem. Neste contexto, tem-se a falta da utilização de uma linguagem padrão na enfermagem, o que dificulta o desenvolvimento de sistemas adequados; a falta de coordenação e integração entre os diversos setores, o que muitas vezes torna inviável o compartilhamento de informações; e a mobilização da organização em prol das tecnologias de informação. Assim, a utilização de termologias padronizadas, o uso de tecnologias de informação e mudanças organizacionais favorece com que a informática torne-se funcional quando utilizada pela enfermagem, diminuindo o tempo de adaptação e assim, uma melhor interação entre a equipe e a informática.9 Portanto, entende-se que os instrumentos informatizados, (como os bancos de dados, que organizam as informações obtidas; o desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão e a produção de software, por exemplo), são mecanismos que ainda necessitam de um processo constante de aperfeiçoamento para que ocorra a sua efetiva implantação na enfermagem. Para isto, entende-se que esta estratégia associada à assistência de enfermagem, ainda necessita de muito aperfeiçoamento e de orientação dos profissionais que irão desenvolvê-las, pois as mudanças científicas e tecnológicas são complexas exigindo desta maneira, uma reeducação das equipes de saúde, como um todo para que desta forma possam ser implementadas com sucesso. Como todo processo de mudança e implementação de uma nova tecnologia que reflete no cuidado para com o paciente, como a inserção da informática na prática assistencial da enfermagem, implica-se na necessidade de algumas atitudes éticas imprescindíveis. Alguns pontos éticos que envolvem o uso da informática na atenção a saúde devem ser considerados como: o sistema computadorizado deve ser utilizado na prática somente quando é apropriado e eficaz; para utilização de qualquer estratégia através de ações informatizadas, estas devem ser antecedidas de treinamento, instrução e prévia avaliação, antes da sua implementação; a segurança, a privacidade e a confidencialidade do paciente deve ser mantida e o uso da informática não deve limitar ou criar obstáculos à habilidades dos profissionais de saúde, nem mesmo a comunicação e confiança destes.9 Além disso, entende-se que de nenhuma forma, o uso da informática na prática assistencial de enfermagem deve contribuir para a desumanização do cuidado, do atendimento e da forma de assistir e comunicar com o paciente. Pois as tecnologias não substituem o contato humano no cuidado em saúde, o contato direto e o toque do enfermeiro. Enfim, o uso da informática não deve levar a superestimação das máquinas e ao distanciamento do paciente, mais sim contribuir como um instrumento que auxilia o enfermeiro, e não um substituto deste.9 Informática e pesquisa de enfermagem A utilização dos recursos e produtos da informática vem crescendo tanto para auxílio no cuidado direto ao paciente, como na realização de pesquisas, quer seja no ensino, como um instrumento a mais para estimular alunos e pacientes, ou na busca de informações com qualidade. A criação de meios para o armazenamento eletrônico de informações pertinentes aos enfermeiros é um foco importante na pesquisa em enfermagem.2 A pesquisa científica é um meio de busca às respostas ou problemas confrontados no cotidiano. Com as mudanças educacionais advindas na década de 70, e em razão dos avanços da enfermagem como projeto acadêmico, alguns enfermeiros se encontram reconhecidos como pesquisadores.10 A produção científica é oriunda das produções dos cursos de mestrado e doutorado. A Internet contribui de diversas maneiras para a pesquisa em enfermagem. As utilizações são de formas variadas e incluem a pesquisa bibliográfica, o recrutamento de participantes, recursos áudio visuais, coleta de dados via Internet e recursos para o ensino de pesquisa e considerações sobre aspectos ético-legais.11 O acesso, que antes era exclusivamente em bibliotecas e acervos, se tornou mais fácil e universal. Antes para realizar pesquisas era necessária a ida ao local onde aquela publicação se encontrava, dificultando a pesquisa, tornando-a trabalhosa e muitas das vezes impossibilitando a utilização de determinadas produções por serem inviáveis pela localização distante, por exemplo. A criação das bases de dados, um conjunto de registros, das revistas na forma online e da biblioteca virtual veio mudar esse quadro. Hoje qualquer pessoa pode ter acesso a publicações de diversos países através dos mesmos contribuindo para o avanço da Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6251 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 pesquisa, qualificando a assistência e o ensino. A maioria dos trabalhos utiliza a Internet para a coleta de dados, como revisão bibliográfica, para o recrutamento dos participantes, que pode ser feito on-line, assim como o envio e recebimento de formulários, questionários e/ou outros instrumentos de coleta de dados, acelerando todo o processo da pesquisa.11 Pesquisar e publicar se tornaram práticas comuns no âmbito da enfermagem, desde a academia até a vida profissional. Essa praticidade na pesquisa oferecida pelo avanço e inserção da informática na enfermagem contribuiu para esse avanço, aumentando, portanto o número de enfermeiros pesquisadores e desmistificando a relação com o computador. A informática no ensino de enfermagem O surgimento de novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) vem modificando o paradigma do ensino/aprendizagem e das relações entre o indivíduo, o trabalho e a sociedade como hoje os conhecemos. Nesta última décadatem crescido a utilização das TICs na educação tornando o ensino mais dinâmico e interativo12. Acredita-se que as TICs também fornecem estímulos e desafios à curiosidade prática, que pode auxiliar os alunos na construção e sua autonomia.13 Nesse contexto observa-se, ainda, a retomada do ensino a distância utilizando as TICs a partir da publicação da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB n° 9.394 de 20 de dezembro de 1996) que promove a implantação e o desenvolvimento de cursos utilizando esta metodologia para a graduação, cursos de extensão, pós-graduação, aperfeiçoamento de professores e educação continuada. Este movimento vem se intensificando também a partir de 1998, quando o Ministério da Educação e Cultura (MEC) começou a cadastrar instituições de ensino superior para oferecimento de cursos à distância utilizando vários tipos de mídia, como CD-ROM, videoconferência, Internet e outros.12 A educação à distância (EAD) se caracteriza pela modalidade de ensino que ocorre mediante a separação física de educando e educador. Nesta modalidade o processo ensino-aprendizagem não se dá pelo meio formal de ensino, possibilitando maior flexibilidade de horários de estudo e distintos métodos a serem utilizados para a construção do aprendizado. A EAD está presente no Brasil desde 1904 quando teve início o oferecimento de cursos por correspondência, sendo posteriormente praticada através do rádio (1923) e da televisão (1961). Nesta época o principal enfoque desta modalidade de ensino era a veiculação de cursos de alfabetização e profissionalizantes.12 A internet tem se mostrado adequada e vantajosa como instrumento para processos de ensino-aprendizagem não apenas pela característica de acessibilidade em qualquer tempo e lugar, mas principalmente pela multiplicidade de recursos que oferece, pela interatividade e diversidade de estímulos, além da oportunidade de integração e de trabalho cooperativo que pode proporcionar.12 O e-learning consiste em uma modalidade de ensino à distância que possibilita a auto- aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos, sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação veiculados pela internet.14 A evolução da EAD on-line levou a criação dos ambientes virtuais de aprendizagem ou Learning Management Systems (LMS – sistemas de gerenciamento de aprendizagem), que são ambientes propícios ao desenvolvimento de atividades pedagógicas. Alguns exemplos de LMS são o TelEduc, MOODLE, Blackboard, AulaNet e o WebCT entre outros. Estes ambientes disponibilizam ao usuário, professor e aluno, vários recursos que podem ser utilizados como estratégias de ensino. Fazem parte destes recursos o chat, fóruns, email, listas de discussão, blogs e teleconferência.12 Uma ferramenta de comunicação útil digital para o ensino de enfermagem, que pode ser incorporado em Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS) ou usado de forma independente, é o bate-papo virtual ou educacional. Esta ferramenta se destina a permitir a discussão de um determinado assunto de forma síncrona entre alunos, monitores ou tutores e professores possibilitando uma forma de avaliação na EAD.13 Para a implementação da EAD existem algumas dificuldades, as quais destacam-se a resistência ao uso da Informática por parte dos docentes e a carência de explorarem recursos tais como as redes eletrônicas com serviços on-line (incluindo os ambientes virtuais de aprendizagem), as videoconferências e teleconferências, o correio eletrônico, as salas de bate-papo e os softwares em CD-ROM.15 Esta nova proposta da EAD através do uso de novas tecnologias é Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6252 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 atrativa, mas também desperta certa insegurança em alunos que não possuem fluência em informática e acabam por temer não acompanhar as atividades e sofrerem algum tipo de exclusão.15 Outra questão importante é que essa modalidade requer dos alunos planejamento do tempo destinado ao estudo, estabelecimento de objetivos, ou seja, uma participação ativa no processo de aprendizagem, o que muitos não conseguem prever ou cumprir no decorrer dos cursos.15 A Enfermagem é considerada por muitos uma profissão essencialmente prática, porém, este fato não se opõe à utilização da EAD como forma ou meio para viabilizar a educação continuada através da realização de cursos livres, de extensão e pós-graduação on- line.12 Devemos considerar que a EAD apresenta características organizacionais que facilitam a adequação do Enfermeiro à sua estrutura educacional como a inexistência de horário e local fixos para estudo e a ausência da necessidade de deslocamento do aluno até uma instituição de ensino para freqüentar as aulas. Sabemos que muitos profissionais desta área trabalham em longos turnos de 12 horas e, na maioria das vezes, possuem mais de um vínculo empregatício. A carga de trabalho extensiva de 40 horas semanais associado aos deveres com a família e filhos induzem ao cansaço e estresse reduzindo de forma estanque o tempo livre necessário ao estudo e à atualização profissional.12 Neste sentido na área da saúde o uso da Internet busca a oportunidade de utilizar a Web e obter meios de aperfeiçoamento profissional constante e de qualidade através do acesso a sites de universidades e revistas científicas, além de poder entrar em contato com outros profissionais para troca de informações e da realização de cursos à distância, se tornou condição fundamental para capacitação de pessoal.12 Em geral as tecnologias da educação constituem um crescente recurso que fornece suporte no processo de aprendizagem. A mais importante característica deste recurso é considerar um trabalho pedagógico com diferentes referencias de ensino.15 Desta forma a EAD por proporcionar maior flexibilidade de horário, atividades, e formas de ensino é uma boa possibilidade de educação para essa classe profissional, pois permite que o enfermeiro se mantenha capacitado, se insira em uma nova realidade virtual e descubra novas tecnologias. O presente estudo apresentou as principais áreas de utilização da Internet dentro do campo da enfermagem. A informática na assistência de enfermagem apresenta-se na tentativa de organização de dados on-line, padronização de protocolos e o prontuário eletrônico, por exemplo. A inserção desta estratégia na assistência ainda necessita de novos estudos e esclarecimentos, pois os mesmos demonstram que não há efeito satisfatório desta quando não há um preparo da equipe. Esta deve ser orientada quanto ao uso das tecnologias informatizadas em benefício do paciente e do profissional, para que desta maneira tente-se tornar a informática um ferramenta diária na enfermagem. Na pesquisa, a informática contribui para de uma maneira menos participativa, sendo útil para as pesquisas através da coleta de dados online e pesquisas bibliográficas. Apesar de ter uma participação menor, a inserção da internet nesse campo foi vital para a expansão das pesquisas na enfermagem. Na área de educação a internet é usada principalmente para o ensino à distância, o que possibilita o crescimento do profissional de enfermagem, através das especializações à distância, como pós- graduação, por exemplo. No cotidiano corrido e sem regularidades, que é o do enfermeiro, esse recurso veio para somar e facilitar seu crescimento dentro de sua profissão. Em suma, a informatização tem colaborado para o desenvolvimento da profissão, através dosrecursos que facilitam e aprimoram a assistência, que ampliam e registram descobrimentos na área e que qualificam o profissional. Não se pretende com este estudo esgotar a discussão sobre a informática na enfermagem, deixando clara a necessidade de novos estudos para aprimorar e relatar novas modalidades da informática na enfermagem. 1. Brasil. Conselho Federal de Enfermagem - COFEN. Resolução COFEN 389/2011: Atualiza, no âmbito do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, os procedimentos para registro de título de pós-graduação lato e stricto sensu concedido a Enfermeiros e lista as Especialidades. Brasília, 18 de out de 2011 [cited 2011 Aug 19]. Available from: http://site.portalcofen.gov.br/node/8036 2. Marin HF, Cunha ICKO. Perspectivas atuais da Informática em Enfermagem. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2006 [cited 2012 Feb 29];59(3):354-7. Available from: CONCLUSÃO REFERÊNCIAS http://site.portalcofen.gov.br/node/8036 Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6253 DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/a19v 59n3.pdf 3. Silva M. Internet na educação e inclusão social na era digital, na sociedade da informação e na cibercultura. Rio de Janeiro: EDUERJ; 2008. 4. Queiroz A, Matos D, Lima F, Oliveira S. Aspectos Metodológicos utilizados na produção científica sobre consulta de enfermagem: uma revisão integrativa. Online Brazilian Journal of Nursing [Internet]. 2010 [cited 2012 Feb 29];9(3) [about 5 p.]. Available from: http://www.objnursing.uff.br/index.php/nurs ing/article/view/j.1676-4285.2010.3043/723. 3. Palomares MLE, Marques IR. Contribuições dos Sistemas Computacionais na Implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem. J. Health Inform. [Internet]. 2010 [cited 2012 Feb 29];2(3):78-82. Available from: http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs- jhi/index.php?journal=jhi sbis&page=article&op=viewFile&path[]=94&pa th[]=34 4. Santos SR. Informática em enfermagem: desenvolvimento de software livre com aplicação assistencial e gerencial. Rev Esc Enf USP [Internet]. 2010 [cited 2012 Feb 29];44(2):295-301. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n2/08.p df 5. Peres HHC, Cruz DALM, Lima AFC, Gaidzinski RR, Ortiz DCF, Trindade MM et al. Desenvolvimento de Sistema Eletrônico de Documentação Clínica de Enfermagem estruturado em diagnósticos, resultados e intervenções. Rev Esc Enf USP [Internet]. 2009 [cited 2012 Feb 29];43(2):1149-55. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43nspe2/a 02v43s2.pdf 6. Fonseca CMBM, Santos ML. Tecnologias da informação e cuidado hospitalar: reflexões sobre o sentido do trabalho. Ciênc saúde coletiva [Internet]. 2007 [cited 2012 Feb 29]; 12(3):699-708. Available from: http://www.scielo.br/pdf/csc/v12n3/20.pdf 7. Rodriguez EOL, Guanilo MEE, Fernandes LM, Candundo G. Informática em enfermagem: facilitador na comunicação e apoio para a prática. Invest Educac Enferm [Internet]. 2008 [cited 2012 Feb 29]; 26(2):144-9. Available from: http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/i ndex.php/iee/article/view/2871/2396 8. Santos SGF, Marques IR. Uso dos Recursos de Internet na Enfermagem: Uma revisão. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2006 [cited 2012 Feb 29];59(2):212-6. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n2/a17. pdf 9. Camacho ACLF. Educação à distância na Disciplina de Legislação, Ética e Exercício de Enfermagem. Rev. bras. enferm. [Internet]. 2009 [cited 2012 Feb 29];62(1):151-5. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reben/v62n1/24.p df 10. Rodrigues RCV, Peres HHC. Panorama brasileiro do ensino de Enfermagem On-line. Rev Esc Enf USP [Internet]. 2008 [cited 2012 Feb 29];42(2):298-304. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v42n2/a12. pdf 11. Silva APSS, Pedro ENR. Autonomy in Nursing Students’ Process of Knowledge Construction: The Educational Chat as a Teaching Tool. Rev Latino-am Enfermagem [Internet]. 2010 [cited 2012 Feb 29];18(2):210-6. Available from: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v18n2/11.pdf 12. Camacho ACLF. Análise das publicações nacionais sobre educação on-line na enfermagem: estudo de revisão sistemática. J Nurs UFPE on line [Internet]. 2009 [cited 2012 Feb 29];3(4):307-314. Available from: http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/inde x.php/revista/article/view/123/pdf_978 13. Alves RHK, Cogo ALP. Vivência de estudantes de Licenciatura em Enfermagem em disciplina na modalidade à distância. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2008 [cited 2012 Feb 29];29(4):626-32. Available from: http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnferma gem/article/view/7635/4690 Submissão: 16/06/2012 Aceito: 04/09/2013 Publicado: 15/10/2013 Correspondência Alessandra Conceição Funchal Camacho Rua José Vicente, 97 / Ap. 801 / Grajaú CEP: 20.540-330 Rio de Janeiro (RJ), Brasil http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/a19v59n3.pdf http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/a19v59n3.pdf http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/j.1676-4285.2010.3043/723 http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/j.1676-4285.2010.3043/723 http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php?journal=jhi%20sbis&page=article&op=viewFile&path%5b%5d=94&path%5b%5d=34 http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php?journal=jhi%20sbis&page=article&op=viewFile&path%5b%5d=94&path%5b%5d=34 http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php?journal=jhi%20sbis&page=article&op=viewFile&path%5b%5d=94&path%5b%5d=34 http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php?journal=jhi%20sbis&page=article&op=viewFile&path%5b%5d=94&path%5b%5d=34 http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n2/08.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n2/08.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43nspe2/a02v43s2.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43nspe2/a02v43s2.pdf http://www.scielo.br/pdf/csc/v12n3/20.pdf http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/iee/article/view/2871/2396 http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/iee/article/view/2871/2396 http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n2/a17.pdf http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n2/a17.pdf http://www.scielo.br/pdf/reben/v62n1/24.pdf http://www.scielo.br/pdf/reben/v62n1/24.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v42n2/a12.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v42n2/a12.pdf http://www.scielo.br/pdf/rlae/v18n2/11.pdf http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/123/pdf_978 http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/123/pdf_978 http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/7635/4690 http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/7635/4690