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Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
Português/Inglês 
Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6245 
DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 
 
 
 
A INFORMÁTICA APLICADA NA ENFERMAGEM: REVISÃO INTEGRATIVA 
THE APPLIED INFORMATICS IN NURSING: AN INTEGRATIVE REVIEW 
LA INFORMÁTICA APLICADA A LA ENFERMERÍA: UNA REVISIÓN INTEGRADORA 
Amanda Portugal de Andrade Moreira1, Eleinne Felix Amim2, Tatiane Marinz de Souza3, Gisella de 
Carvalho Queluci4, Euzeli da Silva Brandão5, Alessandra Conceição Funchal Camacho6 
RESUMO 
Objetivo: identificar a aplicabilidade da informática nos diferentes cenários de atuação da enfermagem. 
Método: revisão integrativa, com busca nas bases de dados LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE e biblioteca 
virtual SCIELO. A questão que a norteou foi > O instrumento de coleta de dados foi realizado por meio dos 
descritores, tipo, do delineamento e da natureza do estudo. Resultados: dos 2.141 artigos encontrados, 16 
foram selecionados. Constatou-se aplicabilidade da informática em três principais eixos: assistência de 
enfermagem; pesquisa e educação à distância. A informática fornece subsídio para a capacitação e 
qualificação de áreas na enfermagem como ferramentas para aprimorar a assistência, possibilidades de 
capacitação através do ensino a distância e pesquisa com a universalidade e facilidade de acesso, 
contribuindo e incentivando a pesquisa. Conclusão: a informática está em diversas modalidades na 
enfermagem, contribuindo para o crescimento do profissional e qualificação da assistência. Descritores: 
Informática Aplicada a Enfermagem; Educação a Distância; Pesquisa em Enfermagem. 
ABSTRACT 
Objective: to identify the applicability of computers in different scenarios of nursing activities. Method: an 
integrative review, with search in the databases LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE and virtual library SCIELO. 
The question that guided was > The instrument for data collection was conducted by means of descriptors, type, design and nature of the 
study. Results: from the 2.141 articles found, 16 were selected. It was found applicability of computing in 
three main areas: nursing care, research and distance education. Computing provides a subsidy for the 
training and qualification in nursing areas as tools for improving the care, training opportunities through 
distance learning and research with the universality and accessibility, contributing and encouraging research. 
Conclusion: the computer is in various forms in nursing, contributing to the growth of the professional and 
quality of care. Descriptors: Computing Applied to Nursing; Distance Education; Nursing Research. 
RESUMEN 
Objetivo: identificar la aplicabilidad de las computadoras en los diferentes escenarios de las actividades de 
enfermería. Método: revisión integradora en las bases de datos LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE y la biblioteca 
virtual SCIELO. La pregunta que la norteó fue > El instrumento para la recolección de los datos se llevó a cabo 
por medio de descriptores, tipo, diseño y la naturaleza del estudio. Resultados: de los 2.141 artículos 
encontrados, se seleccionaron 16. Se comprobó la aplicabilidad de la información en tres áreas principales: la 
atención de enfermería, investigación y educación a distancia. La informática proporciona un subsidio para la 
formación y capacitación en las áreas de enfermería, como herramientas para la mejora de la atención, las 
oportunidades de formación a través del aprendizaje a distancia y la investigación con la universalidad y 
accesibilidad, contribuyendo y fomentando la investigación. Conclusión: la Informática está en diversas 
formas en la enfermería, contribuyendo al crecimiento del profesional y la calidad de la atención. 
Descriptores: Informática Aplicada a la Enfermería; Educación a Distancia; La Investigación en Enfermería. 
1Acadêmica de Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. Email: 
mandypam@gmail.com; 2Acadêmica de Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. 
Email: eleinnefa@gmail.com; 3Acadêmica de Enfermagem, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), 
Brasil. Email: tatianemarinz@yahoo.com.br; 4Enfermeira, Porfessora Doutora em Enfermagem, Departamento de Fundamentos de 
Enfermagem e Administração, Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. E-mail: 
gisellaqueluci@yahoo.com.br; 5Enfermeira, Doutoranda em Enfermagem, Universidade do Estado do Rio de Janeiro/FENF/UERJ. 
Professora, Departamento de Fundamentos de Enfermagem e Administração da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso 
Costa/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. Email: euzelibrandao@gmail.com.br; 6Enfermeira, Professora Doutora em Enfermagem, Escola de 
Enfermagem Aurora de Afonso Costa, Universidade Federal Fluminense/EEAAC/UFF. Niterói (RJ), Brasil. E-mail: cicacamacho@uol.com.br 
e/ou cicacamacho@gmail.com 
 
 
 
 
ARTIGO REVISÃO INTEGRATIVA 
mailto:mandypam@gmail.com
mailto:eleinnefa@gmail.com
mailto:tatianemarinz@yahoo.com.br
mailto:gisellaqueluci@yahoo.com.br
mailto:euzelibrandao@gmail.com.br
mailto:cicacamacho@uol.com.br
mailto:cicacamacho@gmail.com
Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
Português/Inglês 
Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6246 
DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 
 
O presente estudo surgiu a partir do 
interesse de acadêmicas de enfermagem sobre 
a existência de cenários desconhecidos que o 
mercado de trabalho atual disponibiliza para o 
profissional enfermeiro. Neste sentido, 
destaca-se a reflexão em torno da 
precariedade de discussões durante a 
graduação que abordem os diversos campos de 
atuação do enfermeiro. Tal reflexão levou a 
constatação que durante a graduação, tem-se 
a oportunidade de conhecer somente os 
campos assistenciais: hospitalar e 
ambulatorial, o de pesquisa, e o educacional, 
este último, porque a instituição em questão 
oferece a licenciatura. 
Diante do exposto, foi realizada uma busca 
por cenários de atuação que cabem ao 
enfermeiro, sendo observada a existência de 
quarenta e quatro especializações diferentes. 
Neste contexto, de acordo com a atual 
resolução do COFEN-389/2011 que revogou as 
resoluções COFEN-290/2004 e COFEN-
261/2001, as especialidades de competência 
do Enfermeiro são: Enfermagem Aeroespacial; 
Enfermagem em Auditoria e Pesquisa; 
Enfermagem em Cardiologia; Enfermagem em 
Centro Cirúrgico; Enfermagem Dermatológica; 
Enfermagem em Diagnostico por Imagens; 
Enfermagem em Doenças infecciosas e 
parasitarias; Educação em Enfermagem; 
Enfermagem em Endocrinologia; Enfermagem 
em Farmacologia; Enfermagem em 
Gerenciamento/Gestão; Enfermagem em 
Hanseníase; Enfermagem em Hematologia e 
Hemoterapia; Enfermagem em Hemoterapia; 
Enfermagem em Infecção Hospitalar; 
Enfermagem em Informática em Saúde; 
Enfermagem em Legislação; Enfermagem em 
Nefrologia; Enfermagem em Neurologia; 
Enfermagem em Nutrição Parenteral e 
Enteral; Enfermagem em Oftalmologia; 
Enfermagem em Oncologia; Enfermagem em 
Otorrinolaringologia; Enfermagem em 
Pneumologia Sanitária; Enfermagem em 
Políticas Publicas; Enfermagem em Saúde 
Complementar; Enfermagem em Saúde da 
Criança e do Adolescente; Enfermagem em 
Saúde da Família; Enfermagem em Saúde da 
Mulher; Enfermagem em Saúde do Adulto; 
Enfermagem em Saúde do Homem; 
Enfermagem em Saúde do Idoso; Enfermagemem Saúde Mental; Enfermagem em Saúde 
Publica; Enfermagem em Saúde do 
Trabalhador; Enfermagem em Saúde Indígena; 
Enfermagem em Sexologia Humana; 
Enfermagem em Terapias Holísticas 
Complementares; Enfermagem em Terapia 
Intensiva; Enfermagem em Transplantes; 
Enfermagem em Traumato-Ortopedia; 
Enfermagem em Urgência e Emergência; 
Enfermagem em Vigilância; Enfermagem 
offshore e aquaviária.1 
Dentre as especialidades encontradas, a 
Enfermagem em Informática em Saúde 
despertou o interesse das autoras. Trata-se de 
uma área de conhecimento com mais de 30 
anos de aplicação e desenvolvimento, pois os 
computadores foram introduzidos nos 
hospitais e passaram a ser utilizados pela 
enfermagem, na década de 50.2 Para muitos a 
Informática em Enfermagem representa uma 
ampla perspectiva de atuação e crescimento, 
utilizando seus recursos e produtos, seja 
através dos benefícios do seu uso no o dia-a-
dia na prática e no cuidado direto ao 
paciente, seja no ensino, na realização de 
pesquisas, ou mesmo como uma estratégia 
para estimular alunos e pacientes, na busca 
de informações com qualidade. Contudo, para 
muitos profissionais em nossa realidade, ainda 
é, um desafio, uma área desconhecida e 
temida.2 
O uso dos computadores na Enfermagem 
vem permitindo ao longo dos anos, muitos 
avanços científicos e tecnológicos, que 
permitem utilizar informações de maneira 
rápida e organizada. Estes avanços 
ocasionaram mudanças para a Enfermagem, 
permitindo aos profissionais dessa área a 
utilização de recursos que não existiam, fato 
que levou ao encontro de novas oportunidades 
e novos desafios.2 
Assim, interatividade da informática é a 
modalidade comunicacional que ganha 
centralidade na expressão e disponibilização 
consciente de uma ou mais maneiras de 
comunicação de modo expressamente 
complexo presente na mensagem e previsto 
pelo emissor, que abre ao receptor a 
possibilidades de responder ao sistema de 
expressão e de dialogar com ele. Representa 
grande salto qualitativo em relação ao modo 
de comunicação de massa que prevaleceu até 
o final do século XX. O modo de comunicação 
interativa ameaça a lógica unívoca da mídia 
de massa, como superação do 
constrangimento da recepção passiva.3 
Diante dessas considerações, a questão que 
norteou o estudo foi qual a aplicabilidade da 
informática nos diferentes cenários de 
atuação da enfermagem? 
A partir desta questão, este estudo teve 
como objetivo: identificar a aplicabilidade da 
informática nos diferentes cenários de 
atuação da enfermagem. 
Considera-se que a realização deste 
trabalho poderá ampliar o conhecimento de 
acadêmicos e enfermeiros sobre o tema, além 
INTRODUÇÃO 
Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
Português/Inglês 
Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6247 
DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 
de suscitar outras questões que poderão ser 
aprofundadas à posterior. 
 
Trata-se de uma revisão integrativa da 
literatura, caracterizada como uma síntese de 
pesquisas relacionadas a determinado assunto, 
mantendo os interessados ao tema, 
atualizados e facilitando as mudanças da 
prática como decorrência da pesquisa.4 Esta 
seguiu as seguintes etapas: seleção do tema; 
estabelecimento da questão norteadora e do 
objetivo; estabelecimento dos critérios de 
inclusão e exclusão de artigos; seleção de 
informações a serem retiradas dos artigos 
selecionados; análise e apresentação dos 
resultados e discussão. 
A pesquisa online dos artigos ocorreu na 
Biblioteca Virtual da Saúde nas seguintes 
bases de dados LILACS (Literatura Latino 
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), 
SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), 
IBECS (Indice Bibliográfico Español en Ciencias 
de la Salud), BDENF (Base de dados de 
Enfermagem) e MEDLINE (United States 
National Library of Medicine). Os descritores 
utilizados foram: Informática em 
Enfermagem; Educação à distância; Pesquisa 
em Enfermagem. O Período de coleta dados 
foi de agosto a novembro de 2011. 
Os critérios de inclusão dos artigos foram: 
artigos publicados em português, inglês e 
espanhol no período entre 2001 a 2011; 
completos disponíveis online; que abordassem 
a temática informática aplicada à 
enfermagem e que contivessem enfermagem 
ou enfermeiro no título ou que tivessem o 
descritor enfermagem associado. Os critérios 
de exclusão foram artigos publicados que se 
repetiram nas bases de dados, não publicados 
na íntegra e/ou com conteúdos não 
pertinentes à temática. 
Ao pesquisarmos com o descritor 
informática aplicada à enfermagem foram 
encontrados em todas as bases, 875 artigos. 
Com a associação educação à distância AND 
enfermagem foram encontrados 811 e por fim 
ao buscar com pesquisa de enfermagem AND 
informática 496 artigos foram achados. Após 
lermos esses artigos, selecionamos os que se 
enquadravam no nosso tema de pesquisa, 
obtendo um total de 37 artigos. A partir desde 
quantitativo tivemos como resultado uma 
amostra final de 16 artigos. 
 
Após leitura e interpretação dos resultados, 
os dados foram enquadrados em três 
categorias: A Informática na Sistematização 
da Assistência de Enfermagem; A informática 
na pesquisa; e A Informática na Educação à 
Distância na Enfermagem. Com a amostra 
final de 16 artigos, após avaliado a temática, 
metodologia e resultados de cada artigo, na 
tentativa de categorizar as informações para a 
discussão: 8 artigos foram utilizados na 
categoria A informática na assistência de 
enfermagem, 5 artigos na categoria 
Informática e pesquisa de enfermagem e 3 na 
categoria A informática no ensino de 
enfermagem. 
Para facilitar a visualização criou-se dois 
quadros: a Figura 1 demonstra o quantitativo 
de resumos encontrados de acordo com as 
bases de dados utilizadas e a Figura 2 
demonstra o quantitativo de artigos que foram 
selecionados de acordo com os critérios de 
inclusão, identificando as bases de dados. 
 
Descritores IBECS MEDLINE BDENF LILACS SCIELO Total 
Informática Aplicada a Enfermagem 2 768 41 59 5 875 
Educação a Distância AND Enfermagem 4 650 40 117 27 811 
Pesquisa em enfermagem AND Informática 3 405 32 56 3 496 
Figura 1. Quantitativo de resumos encontrados de acordo com as bases de dados utilizadas 
 
Aos pesquisarmos com o descritor 
informática aplicada a enfermagem foram 
encontrados resumos na base de dados 59 
LILACS, 5 na SCIELO, dois no IBECS, 768 na 
MEDLINE e 41 BDENF, com um total, em todas 
as bases, 875 artigos. Com a associação 
educação a distância AND enfermagem 
tivemos como resultado 117 resumos no 
LILACS, 27 na SCIELO, quatro no IBECS, 650 na 
MEDLINE, 40 BDENF, encontrados no total 811 
artigos. E como resultado da busca com a 
associação pesquisa em enfermagem AND 
enfermagem foram encontrados 56 resumos no 
LILACS, três na SCIELO, três no IBECS, 405 na 
MEDLINE e 32 BDENF, sendo 496 artigos 
achados com esses descritores. 
Descritores IBECS MEDLINE BDENF LILACS SCIELO Total 
Informática Aplicada a Enfermagem 0 2 2 5 3 12 
Educação a Distância AND Enfermagem 0 1 2 8 5 16 
Pesquisa em enfermagem AND Informática 1 1 2 2 3 9 
Total 37 
Figura 2. Quantitativo de referências selecionadas de acordo com bases de dados utilizadas 
 
A figura 2 demonstra que após a leitura dos 
artigos, selecionamos os que se enquadravam 
no nosso tema de pesquisa. Com o descritor 
informática aplicada a enfermagem foram 
selecionados cinco resumos na base de dados 
LILACS, três na biblioteca virtual SCIELO, 
RESULTADOS 
MÉTODO 
Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
Português/Inglês 
Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6248 
DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325ISSN: 1981-8963 
nenhum no IBECS, dois na MEDLINE e dois 
BDENF, com um total, em todas as bases de 12 
artigos. Com a associação educação a 
distância AND enfermagem tivemos como 
amostra 8 resumos no LILACS, cinco na 
SCIELO, nenhum no IBECS, um na MEDLINE, 
dois BDENF, selecionados no total 16 artigos. E 
como resultado da busca com a associação 
pesquisa em enfermagem AND enfermagem 
foram selecionados dois resumos no LILACS, 3 
na SCIELO, um no IBECS, um na MEDLINE e 
dois BDENF, sendo nove artigos selecionados 
com esses descritores,obtendo- se um total de 
37 artigos. Todavia dos 37 artigos, foram 
selecionados 16 devido à repetição de alguns 
nas bases de dados. 
A fim de caracterizar os 16 artigos 
selecionados como amostra final, a Tabela 1, 
mostra a caracterização dos artigos sobre 
informática aplicada na enfermagem acerca 
do tipo, do delineamento e da natureza do 
estudo. 
Tabela 1. Caracterização dos artigos sobre 
informática aplicada na enfermagem acerca do 
tipo, do delineamento e da natureza do 
estudo. Niteróii - RJ, 2011 
Tipo de Estudo n = 16 % 
Descritivo 2 12,5 
Descritivo – exploratório 5 31,25 
Histórico - social 2 12,5 
Estudo de Caso 2 12,5 
Revisão de literatura 2 12,5 
Descritivo - observacional 1 6,25 
Observacional 2 12,5 
 
Delineamento 
Bibliográfico 4 25 
Longitudinal 1 6,25 
Documental 4 25 
Transversal 1 6,25 
Não especificado 6 37,5 
 
Natureza 
Quantitativo 6 37,5 
Qualitativo 9 56,25 
Quanti - qualitativos 1 6,25 
 
 
De acordo com a Figura 3, pode-se verificar 
o predomínio de estudos do tipo descritivo-
exploratório, com 31,5% dos artigos, enquanto 
os estudos do tipo descritivo, histórico – 
social, estudo de caso, revisão de literatura e 
observacional se equipararam com 12,5% dos 
artigos. O tipo de estudo menos utilizado foi o 
descritivo – observacional representando 
apenas 6,25%. Quanto ao delineamento dos 
estudos, destacamos que a maioria dos 
estudos analisados não especifica o 
delineamento que seguiram representando 
37,5% dos artigos, enquanto os estudos 
bibliográficos e documentais se equipararam 
em 25%. Em relação à natureza dos estudos 
houve uma predominância de estudos 
qualitativos (56,25%) sobrepondo os estudos 
quantitativos representando 37,5 e quanti-
qualitativos com 6,5% apenas. 
 
 A informática na assistência de 
enfermagem 
Ao longo da literatura, diversos estudos 
comprovam que a aplicação da informática na 
assistência de enfermagem gera benefícios no 
desenvolvimento da prática do enfermeiro, 
auxilia na organização da documentação e do 
controle dos dados, o uso dos sistemas 
computadorizados gera uma economia de 
tempo, o que permite a diminuição do gasto 
de tempo na execução de determinadas 
tarefas realizadas pelo enfermeiro. E isto, 
permite com que este profissional aumente o 
seu tempo disponível para atividades 
relacionadas ao cuidado do paciente. Além de 
possibilitar uma melhoria no fluxo de 
trabalho, do desempenho profissional e na 
qualidade do atendimento. Sendo assim, a 
informática tem-se inserido como um 
facilitador para o atendimento do paciente.5 
Sabe que para uma assistência de 
enfermagem eficaz o cuidado deve ser 
constituído e regido pelo sistema assistencial 
concomitante com o sistema gerencial. Com 
isso, a inserção de tecnologias através da 
informática é uma estratégia importante para 
esta realidade. Desta forma, a informática 
tem sido utilizada como ferramenta de 
trabalho inovadora, proporcionando o 
surgimento de novas propostas para utilização 
das tecnologias de informação e passível de 
muitas discussões a respeito da sua inserção 
na prática assistencial de enfermagem. 
Neste contexto, para atender as 
necessidades do registro de enfermagem em 
um hospital com aplicação na assistência e 
gerência de enfermagem foi desenvolvido um 
sistema de informação através de um software 
em enfermagem.6 O sistema foi elaborado 
para dar apoio às atividades administrativas 
DISCUSSÃO 
Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
Português/Inglês 
Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6249 
DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 
de enfermagem, para transformar os dados 
obtidos em informação, e gerar conhecimento 
que permite suporte às decisões do 
enfermeiro chefe quanto ao processo de 
enfermagem e aos dados gerenciais. Pode ser 
usado para controlar as atividades planejadas, 
ou seja, o plano de cuidados de enfermagem, 
assim como, para realimentar o ciclo 
administrativo que compreende as funções 
realizadas pelo gestor: dimensionamento de 
pessoal, sistematização da assistência, 
controle de pessoal e de material, censo 
estatístico da unidade, entre outras. Além de 
também ter sido desenvolvido para ser 
aplicado na admissão/internação de 
pacientes, no processo de enfermagem e no 
gerenciamento do serviço. 
Em relação a registros, visualiza-se na 
sociedade um movimento de expectativa na 
implantação do Prontuário Eletrônico do 
Paciente (PEP) que é um importante avanço 
da informática aplicada à enfermagem. O PEP 
é uma proposta para unir todos os diferentes 
dados produzidos em variados formatos, em 
épocas diferentes, feitos por diferentes 
profissionais de saúde em distintos locais. 
Entende-se então, que o PEP atua como uma 
estrutura eletrônica para manutenção de 
informação sobre o estado de saúde e o 
cuidado recebido por um indivíduo durante 
todo o seu tempo de vida.2 
A implicação deste instrumento no trabalho 
de enfermagem reflete na maior integração 
da informação e gerenciamento do cuidado. 
Assim, o cuidado como um todo descrito 
através de informações integradas permite 
gerenciar e analisar sucessos e fracassos do 
atendimento de forma contínua. Além disso, 
uma outra implicação do PEP na prática 
assistencial da saúde seria na integração e 
comunicação entre os profissionais e os 
estabelecimentos organizacionais e 
prestadores de ações e serviços de saúde.2 
Ainda no plano da assistência, um método 
muito discutido pela enfermagem é a 
Sistematização da Assistência de Enfermagem 
(SAE). Sistematizar é organizar informações 
padronizadas, em um conjunto de perguntas e 
respostas para tomada de decisões 
apropriadas. Desta forma, leva-se em 
consideração as necessidades de cuidados dos 
pacientes (diagnósticos), os resultados que 
desejam-se alcançar (resultados) e quais os 
melhores cuidados que devem ser 
estabelecidos para atender àquelas 
necessidades relacionadas e assim atingir os 
resultados desejáveis (intervenções).7 
Este instrumento utilizado pela 
enfermagem organiza-se em sistemas 
padronizados de linguagem, constituindo-se 
assim de sistemas operativos para atingir um 
objetivo. Esses sistemas precisam estar 
associados e dinamicamente atuantes para 
que possam dar e receber a sustentação que 
necessitam. É neste contexto que um sistema 
eletrônico para documentação de enfermagem 
pode atuar, permitindo ao usuário, tomar 
decisões clínicas, apoiando os julgamentos de 
diagnósticos, resultados esperados e 
intervenções de enfermagem. Além de 
enfatizar a tomada de decisão e julgamento 
clínico de enfermagem na assistência ao 
paciente, visando ampliar e sustentar a 
decisão clínica dos enfermeiros.7 
A integração da SAE ao PEP é um dos 
benefícios que a informática traz a 
enfermagem, ao paciente e a saúde em geral. 
Acredita-se que esta integração contribui com 
a prática do processo de enfermagem e 
fazendo com que toda a equipe 
multiprofissional tenha acesso às prescrições e 
informações fornecidas sobre os pacientes. 
Pois tais informações contribuem para que 
outros profissionais tenham conhecimento das 
condutas realizadas com o paciente e os 
resultados que estão sendo alcançados.5 
No entanto o trabalho informatizadoafeta 
diretamente o processo de trabalho dos 
profissionais, e este fato pode desencadear 
repostas positivas e negativas frente à 
imposição dos novos modos de trabalho, como 
a informática aplicada à enfermagem. Isto 
deve ser levado em consideração quando 
deseja-se implementar tecnologias 
informatizadas na assistência de enfermagem, 
para que seja traçado o caminho mais 
promissor para que estas estratégias tenham 
resultados positivos. 
Em um estudo realizado, obteve-se uma 
intensa dificuldade dos enfermeiros em 
lidarem com este processo, o qual foi 
considerado como um dificultador do agir 
livremente na enfermagem, diminuindo assim, 
a liberdade no trabalho. Quando a pesquisa 
considerou a percepção da introdução da 
informatização pelas enfermeiras 
entrevistadas, estas destacaram alguns pontos 
positivos como o acesso rápido as informações 
do paciente e dos setores, e a elaboração de 
prescrições legíveis.8 
Por outro lado, descreveram o trabalho 
informatizado, como “complicado” devido 
alegar terem recebido um treinamento 
insuficiente da equipe para atuar usando a 
informática, resultando assim, em uma falta 
de destreza dos profissionais. Além disso, as 
enfermeiras afirmaram que a prática 
informatizada pode afastar a enfermagem dos 
pacientes, devido o tempo que precisam ficar 
no computador, acreditando assim, que o 
Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
Português/Inglês 
Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6250 
DOI: 10.5205/reuol.4397-36888-6-ED.0710esp201325 ISSN: 1981-8963 
modo realizado anteriormente, o manuscrito, 
é melhor. Desta forma, todas essas 
resistências referidas pelas enfermeiras 
repercute na ausência da evolução no 
prontuário eletrônico, em muitos casos.8 
Diante desta problemática, vale ressaltar 
as barreiras na utilização da informática na 
enfermagem. Neste contexto, tem-se a falta 
da utilização de uma linguagem padrão na 
enfermagem, o que dificulta o 
desenvolvimento de sistemas adequados; a 
falta de coordenação e integração entre os 
diversos setores, o que muitas vezes torna 
inviável o compartilhamento de informações; 
e a mobilização da organização em prol das 
tecnologias de informação. Assim, a utilização 
de termologias padronizadas, o uso de 
tecnologias de informação e mudanças 
organizacionais favorece com que a 
informática torne-se funcional quando 
utilizada pela enfermagem, diminuindo o 
tempo de adaptação e assim, uma melhor 
interação entre a equipe e a informática.9 
Portanto, entende-se que os instrumentos 
informatizados, (como os bancos de dados, 
que organizam as informações obtidas; o 
desenvolvimento de sistemas de apoio à 
decisão e a produção de software, por 
exemplo), são mecanismos que ainda 
necessitam de um processo constante de 
aperfeiçoamento para que ocorra a sua 
efetiva implantação na enfermagem. Para 
isto, entende-se que esta estratégia associada 
à assistência de enfermagem, ainda necessita 
de muito aperfeiçoamento e de orientação 
dos profissionais que irão desenvolvê-las, pois 
as mudanças científicas e tecnológicas são 
complexas exigindo desta maneira, uma 
reeducação das equipes de saúde, como um 
todo para que desta forma possam ser 
implementadas com sucesso. 
Como todo processo de mudança e 
implementação de uma nova tecnologia que 
reflete no cuidado para com o paciente, como 
a inserção da informática na prática 
assistencial da enfermagem, implica-se na 
necessidade de algumas atitudes éticas 
imprescindíveis. Alguns pontos éticos que 
envolvem o uso da informática na atenção a 
saúde devem ser considerados como: o 
sistema computadorizado deve ser utilizado 
na prática somente quando é apropriado e 
eficaz; para utilização de qualquer estratégia 
através de ações informatizadas, estas devem 
ser antecedidas de treinamento, instrução e 
prévia avaliação, antes da sua 
implementação; a segurança, a privacidade e 
a confidencialidade do paciente deve ser 
mantida e o uso da informática não deve 
limitar ou criar obstáculos à habilidades dos 
profissionais de saúde, nem mesmo a 
comunicação e confiança destes.9 
Além disso, entende-se que de nenhuma 
forma, o uso da informática na prática 
assistencial de enfermagem deve contribuir 
para a desumanização do cuidado, do 
atendimento e da forma de assistir e 
comunicar com o paciente. Pois as tecnologias 
não substituem o contato humano no cuidado 
em saúde, o contato direto e o toque do 
enfermeiro. Enfim, o uso da informática não 
deve levar a superestimação das máquinas e 
ao distanciamento do paciente, mais sim 
contribuir como um instrumento que auxilia o 
enfermeiro, e não um substituto deste.9 
 Informática e pesquisa de enfermagem 
A utilização dos recursos e produtos da 
informática vem crescendo tanto para auxílio 
no cuidado direto ao paciente, como na 
realização de pesquisas, quer seja no ensino, 
como um instrumento a mais para estimular 
alunos e pacientes, ou na busca de 
informações com qualidade. A criação de 
meios para o armazenamento eletrônico de 
informações pertinentes aos enfermeiros é um 
foco importante na pesquisa em 
enfermagem.2 
A pesquisa científica é um meio de busca às 
respostas ou problemas confrontados no 
cotidiano. Com as mudanças educacionais 
advindas na década de 70, e em razão dos 
avanços da enfermagem como projeto 
acadêmico, alguns enfermeiros se encontram 
reconhecidos como pesquisadores.10 A 
produção científica é oriunda das produções 
dos cursos de mestrado e doutorado. 
A Internet contribui de diversas maneiras 
para a pesquisa em enfermagem. As 
utilizações são de formas variadas e incluem a 
pesquisa bibliográfica, o recrutamento de 
participantes, recursos áudio visuais, coleta 
de dados via Internet e recursos para o ensino 
de pesquisa e considerações sobre aspectos 
ético-legais.11 
O acesso, que antes era exclusivamente em 
bibliotecas e acervos, se tornou mais fácil e 
universal. Antes para realizar pesquisas era 
necessária a ida ao local onde aquela 
publicação se encontrava, dificultando a 
pesquisa, tornando-a trabalhosa e muitas das 
vezes impossibilitando a utilização de 
determinadas produções por serem inviáveis 
pela localização distante, por exemplo. A 
criação das bases de dados, um conjunto de 
registros, das revistas na forma online e da 
biblioteca virtual veio mudar esse quadro. 
Hoje qualquer pessoa pode ter acesso a 
publicações de diversos países através dos 
mesmos contribuindo para o avanço da 
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pesquisa, qualificando a assistência e o 
ensino. 
A maioria dos trabalhos utiliza a Internet 
para a coleta de dados, como revisão 
bibliográfica, para o recrutamento dos 
participantes, que pode ser feito on-line, 
assim como o envio e recebimento de 
formulários, questionários e/ou outros 
instrumentos de coleta de dados, acelerando 
todo o processo da pesquisa.11 
Pesquisar e publicar se tornaram práticas 
comuns no âmbito da enfermagem, desde a 
academia até a vida profissional. Essa 
praticidade na pesquisa oferecida pelo avanço 
e inserção da informática na enfermagem 
contribuiu para esse avanço, aumentando, 
portanto o número de enfermeiros 
pesquisadores e desmistificando a relação com 
o computador. 
 A informática no ensino de 
enfermagem 
O surgimento de novas tecnologias da 
informação e da comunicação (TICs) vem 
modificando o paradigma do 
ensino/aprendizagem e das relações entre o 
indivíduo, o trabalho e a sociedade como hoje 
os conhecemos. Nesta última décadatem 
crescido a utilização das TICs na educação 
tornando o ensino mais dinâmico e 
interativo12. Acredita-se que as TICs também 
fornecem estímulos e desafios à curiosidade 
prática, que pode auxiliar os alunos na 
construção e sua autonomia.13 
Nesse contexto observa-se, ainda, a 
retomada do ensino a distância utilizando as 
TICs a partir da publicação da nova Lei de 
Diretrizes e Bases (LDB n° 9.394 de 20 de 
dezembro de 1996) que promove a 
implantação e o desenvolvimento de cursos 
utilizando esta metodologia para a graduação, 
cursos de extensão, pós-graduação, 
aperfeiçoamento de professores e educação 
continuada. Este movimento vem se 
intensificando também a partir de 1998, 
quando o Ministério da Educação e Cultura 
(MEC) começou a cadastrar instituições de 
ensino superior para oferecimento de cursos à 
distância utilizando vários tipos de mídia, 
como CD-ROM, videoconferência, Internet e 
outros.12 
A educação à distância (EAD) se caracteriza 
pela modalidade de ensino que ocorre 
mediante a separação física de educando e 
educador. Nesta modalidade o processo 
ensino-aprendizagem não se dá pelo meio 
formal de ensino, possibilitando maior 
flexibilidade de horários de estudo e distintos 
métodos a serem utilizados para a construção 
do aprendizado. 
A EAD está presente no Brasil desde 1904 
quando teve início o oferecimento de cursos 
por correspondência, sendo posteriormente 
praticada através do rádio (1923) e da 
televisão (1961). Nesta época o principal 
enfoque desta modalidade de ensino era a 
veiculação de cursos de alfabetização e 
profissionalizantes.12 
A internet tem se mostrado adequada e 
vantajosa como instrumento para processos de 
ensino-aprendizagem não apenas pela 
característica de acessibilidade em qualquer 
tempo e lugar, mas principalmente pela 
multiplicidade de recursos que oferece, pela 
interatividade e diversidade de estímulos, 
além da oportunidade de integração e de 
trabalho cooperativo que pode proporcionar.12 
O e-learning consiste em uma modalidade 
de ensino à distância que possibilita a auto-
aprendizagem, com a mediação de recursos 
didáticos, sistematicamente organizados, 
apresentados em diferentes suportes 
tecnológicos de informação veiculados pela 
internet.14 
A evolução da EAD on-line levou a criação 
dos ambientes virtuais de aprendizagem ou 
Learning Management Systems (LMS – sistemas 
de gerenciamento de aprendizagem), que são 
ambientes propícios ao desenvolvimento de 
atividades pedagógicas. Alguns exemplos de 
LMS são o TelEduc, MOODLE, Blackboard, 
AulaNet e o WebCT entre outros. Estes 
ambientes disponibilizam ao usuário, 
professor e aluno, vários recursos que podem 
ser utilizados como estratégias de ensino. 
Fazem parte destes recursos o chat, fóruns, 
email, listas de discussão, blogs e 
teleconferência.12 
Uma ferramenta de comunicação útil 
digital para o ensino de enfermagem, que 
pode ser incorporado em Sistemas de Gestão 
de Aprendizagem (LMS) ou usado de forma 
independente, é o bate-papo virtual ou 
educacional. Esta ferramenta se destina a 
permitir a discussão de um determinado 
assunto de forma síncrona entre alunos, 
monitores ou tutores e professores 
possibilitando uma forma de avaliação na 
EAD.13 
Para a implementação da EAD existem 
algumas dificuldades, as quais destacam-se a 
resistência ao uso da Informática por parte 
dos docentes e a carência de explorarem 
recursos tais como as redes eletrônicas com 
serviços on-line (incluindo os ambientes 
virtuais de aprendizagem), as 
videoconferências e teleconferências, o 
correio eletrônico, as salas de bate-papo e os 
softwares em CD-ROM.15 Esta nova proposta da 
EAD através do uso de novas tecnologias é 
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Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6252 
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atrativa, mas também desperta certa 
insegurança em alunos que não possuem 
fluência em informática e acabam por temer 
não acompanhar as atividades e sofrerem 
algum tipo de exclusão.15 
Outra questão importante é que essa 
modalidade requer dos alunos planejamento 
do tempo destinado ao estudo, 
estabelecimento de objetivos, ou seja, uma 
participação ativa no processo de 
aprendizagem, o que muitos não conseguem 
prever ou cumprir no decorrer dos cursos.15 
A Enfermagem é considerada por muitos 
uma profissão essencialmente prática, porém, 
este fato não se opõe à utilização da EAD 
como forma ou meio para viabilizar a 
educação continuada através da realização de 
cursos livres, de extensão e pós-graduação on-
line.12 
Devemos considerar que a EAD apresenta 
características organizacionais que facilitam a 
adequação do Enfermeiro à sua estrutura 
educacional como a inexistência de horário e 
local fixos para estudo e a ausência da 
necessidade de deslocamento do aluno até 
uma instituição de ensino para freqüentar as 
aulas. Sabemos que muitos profissionais desta 
área trabalham em longos turnos de 12 horas 
e, na maioria das vezes, possuem mais de um 
vínculo empregatício. A carga de trabalho 
extensiva de 40 horas semanais associado aos 
deveres com a família e filhos induzem ao 
cansaço e estresse reduzindo de forma 
estanque o tempo livre necessário ao estudo e 
à atualização profissional.12 
Neste sentido na área da saúde o uso da 
Internet busca a oportunidade de utilizar a 
Web e obter meios de aperfeiçoamento 
profissional constante e de qualidade através 
do acesso a sites de universidades e revistas 
científicas, além de poder entrar em contato 
com outros profissionais para troca de 
informações e da realização de cursos à 
distância, se tornou condição fundamental 
para capacitação de pessoal.12 
Em geral as tecnologias da educação 
constituem um crescente recurso que fornece 
suporte no processo de aprendizagem. A mais 
importante característica deste recurso é 
considerar um trabalho pedagógico com 
diferentes referencias de ensino.15 
Desta forma a EAD por proporcionar maior 
flexibilidade de horário, atividades, e formas 
de ensino é uma boa possibilidade de 
educação para essa classe profissional, pois 
permite que o enfermeiro se mantenha 
capacitado, se insira em uma nova realidade 
virtual e descubra novas tecnologias. 
 
 
O presente estudo apresentou as principais 
áreas de utilização da Internet dentro do 
campo da enfermagem. A informática na 
assistência de enfermagem apresenta-se na 
tentativa de organização de dados on-line, 
padronização de protocolos e o prontuário 
eletrônico, por exemplo. A inserção desta 
estratégia na assistência ainda necessita de 
novos estudos e esclarecimentos, pois os 
mesmos demonstram que não há efeito 
satisfatório desta quando não há um preparo 
da equipe. Esta deve ser orientada quanto ao 
uso das tecnologias informatizadas em 
benefício do paciente e do profissional, para 
que desta maneira tente-se tornar a 
informática um ferramenta diária na 
enfermagem. 
Na pesquisa, a informática contribui para 
de uma maneira menos participativa, sendo 
útil para as pesquisas através da coleta de 
dados online e pesquisas bibliográficas. Apesar 
de ter uma participação menor, a inserção da 
internet nesse campo foi vital para a expansão 
das pesquisas na enfermagem. Na área de 
educação a internet é usada principalmente 
para o ensino à distância, o que possibilita o 
crescimento do profissional de enfermagem, 
através das especializações à distância, como 
pós- graduação, por exemplo. No cotidiano 
corrido e sem regularidades, que é o do 
enfermeiro, esse recurso veio para somar e 
facilitar seu crescimento dentro de sua 
profissão. 
Em suma, a informatização tem colaborado 
para o desenvolvimento da profissão, através 
dosrecursos que facilitam e aprimoram a 
assistência, que ampliam e registram 
descobrimentos na área e que qualificam o 
profissional. Não se pretende com este estudo 
esgotar a discussão sobre a informática na 
enfermagem, deixando clara a necessidade de 
novos estudos para aprimorar e relatar novas 
modalidades da informática na enfermagem. 
 
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CONCLUSÃO 
REFERÊNCIAS 
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Moreira APA, Amim EF, Souza TM et al. A informática aplicada na enfermagem… 
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Rev enferm UFPE on line., Recife, 7(esp):6245-53, out., 2013 6253 
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Submissão: 16/06/2012 
Aceito: 04/09/2013 
Publicado: 15/10/2013 
Correspondência 
Alessandra Conceição Funchal Camacho 
Rua José Vicente, 97 / Ap. 801 / Grajaú 
CEP: 20.540-330  Rio de Janeiro (RJ), Brasil 
http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/a19v59n3.pdf
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