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ESCOLA SUPERIOR MADRE CELESTE - ESMAC CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM PAULO HENRIQUE ARAUJO FERREIRA A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: REVISÃO DA LITERATURA ANANINDEUA – PA 2021 2 PAULO HENRIQUE ARAUJO FERREIRA A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UNIDADE BÁSICA DE SAUDE: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Trabalho de Conclusão de Curso à Escola Superior Madre Celeste, do curso de Graduação em Enfermagem, para obtenção do título de Enfermeiro, sob a supervisão do Orientador (a): Prof.Dr. Diego Di Felipe Ávila Alcântara. ANANINDEUA – PA 2021 3 PAULO HENRIQUE ARAUJO FERREIRA A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM, UNIDADE BÁSICA DE SAUDE: REVISÃO DA LITERATURA Trabalho de Conclusão de Curso à Escola Superior Madre Celeste, do curso de Graduação em Enfermagem, para obtenção do título de Enfermeiro, sob a supervisão do Orientador (a): Prof.Dr.Diego Di Felipe Ávila Alcântara. Data da Aprovação: -------/ -------/---------- Nota: __________ Banca Examinadora: ----------------------------------------------------------------------- Orientador (a): Prof.Dr. Diego Di Felipe Ávila Alcântara ------------------------------------------------------------------------ Msc. Carlos Sales ------------------------------------------------------------------------- Esp. Felipe Rodrigues ANANINDEUA -PA 2021 4 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS SAE – Sistematização da Assistência de Enfermagem PE – Processo de Enfermagem COFEN- Conselho Federal de Enfermagem UBS – Unidade Básica de Saúde 5 RESUMO O presente estudo objetivou descrever a utilização e conhecimentos elaborados por enfermeiros sobre o Processo de Enfermagem (PE) e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), relacionados a atenção básica de saúde. A partir da metodologia de Revisão Integrativa de Literatura com a questão norteadora: “Qual a finalidade e prática sobre o processo de enfermagem na atenção básica?”. Do processo de análise dos dados emergiram categorias como: “Formação da SAE/ Processo de Enfermagem”, “Dificuldade no Uso da SAE na Unidade Básica de Saúde”, “Obrigatoriedade da SAE” e “Importância da SAE na consulta de enfermagem”. A utilização da SAE E PE, ainda se encontra insuficiente ou inadequada, contudo, se expressa como dado importante e singular para construção do cuidado. Este estudo destaca como contribuições relevantes ao da visibilidade à temática, e assim colabora com a compreensão de alguns aspectos relacionado à saúde da população, auxiliando para que tantos os enfermeiros como os demais profissionais que prestam assistência a essa população, a partir dos achados deste estudo, possam refletir sobre a suas práticas em saúde. Palavras – Chave: Enfermagem. Processo de Enfermagem. Unidade Básica de Saúde. Sistematização da Assistência de Enfermagem. 6 ABSTRACT The present study aimed to describe the use and knowledge developed by nurses about the Nursing Process (NP) and the Systematization of Nursing Assistance (SAE), related to primary health care. From the methodology of Integrative Literature Review with the guiding question: "What is the purpose and practice about the nursing process in primary care?". From the data analysis process, categories emerged such as: “Formation of SAE / Nursing Process”, “Difficulty in the Use of SAE in the Basic Health Unit”, “Mandatory SAE” and “Importance of SAE in nursing consultation”. The use of SAE AND PE is still insufficient or inadequate, however, it is expressed as an important and singular data for the construction of care. This study highlights relevant contributions to the visibility of the theme, and thus collaborates with the understanding of some aspects related to the population's health, helping so that both nurses and other professionals who provide assistance to this population, based on the findings of this study, can reflect on their health practices. Keywords: Nursing. Nursing Process. Basic Health Unit. Nursing Care Systematization. 7 SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO ............................................................................................................................09 1.1 PROBLEMA ...............................................................................................................................10 1.2 JUSTIFICATIVA ........................................................................................................................10 2.OBJETIVOS .................................................................................................................................12 2.1 OBJETIVO GERAL ....................................................................................................................12 2.2OBJETIVO ESPECIFICOS .........................................................................................................12 3. REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................................................................13 3.1 A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENEFERMAGEM – SAE E O PROCESSO DE ENFERMAGEM PE.........................................................................................13 3.2 SISTEMATIZAÇÃO DE ENEFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE .....................................................................................................14 3.3 DIFICULDADE PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SAE E PE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE...............................................................................................................................................15 4. METODOLOGIA ........................................................................................................................17 4.1 TIPO DE ESTUDO .....................................................................................................................17 4.2 BASE DE DADOS ......................................................................................................................17 8 4.3CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO ............................................................................17 4.4 INSTRUMENTO DE COLETA, APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS......................18 4.5 RISCO E BENEFICIOS...............................................................................................................18 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES...............................................................................................19 5.1 FORMAÇÃO DA SAE/PROCESSO DE ENFERMAGEM......................................................23 5.2 IMPÔNTANCIA DA SAE NA CONSULTA DE ENFERMAGEM .........................................24 5.3 DIFICULDADE NO USO DA SAE NA UBS ............................................................................25 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................26 REFERÊNCIAS...............................................................................................................................27 APÊNDICE A – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS ....................................29 APÊNDICE B – CRONOGRAMA ................................................................................................30 9 1. INTRODUÇÃO A organização do trabalho da enfermagem procede de um preparo de instruções a seradequadamente a escolha pelo enfermeiro, a fim de promover uma assistência de enfermagem segura e voltada à necessidade dos clientes, sendo sistematização do procedimento cooperativo uma tecnologia primordial para dirigir as ações da equipe. A enfermagem baseia no cuidado com o ser humano e sua família, é uma área focada nas necessidades em seus níveis de assistência. A forma científica que a enfermagem utiliza em sua atuação essencial para Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), na qual tem suas edificações abertas na graduação e, por fim, consolidada ao encontro da pratica profissional (ADAMY, 2016). O enfermeiro tem conhecimento e um desafio na construção e compilação do conhecimento sobre o qual se fundamenta sua prática gerencial e assistencial. Assim, a SAE vem para somar e conformar o planejamento, a execução, o controle e a avaliação das ações de cuidados direto e indireto ao indivíduo e suas famílias. Assim, além de colaborar para uma assistência segura e integração do Processo de Enfermagem (PE), uma vez implementados e realizados de forma adequada, colaboram para auditoria de contas e analise geral dos níveis de qualidade da assistência de enfermagem (SOARES, et.al. 2015). A SAE é uma metodologia para preparar e elaborar o cuidado de enfermagem orientando por modo científico, a fim de evidenciar com clareza, esta, conceitua – se como ferramenta organizadora do trabalho profissional quanto ao método, pessoal e ferramenta, tornando possível a operacionalização do PE, que para a realidade brasileira ocorre por meio de seis fases que compreendem o histórico, o diagnóstico, o plano assistencial, o plano de cuidados ou prescrição, a evolução e prognostico de enfermagem (COFEN, 2019). No âmbito, assistência de enfermagem enumerada no PE, tem força para proporcionar a integralidade e a promoção da saúde necessária para superar as dificuldades da atenção básica a saúde e suas interrelações com outros níveis de atenção (média e alta complexidade), seguindo uma ordem crescente de complexidade da assistência, garantindo que cada indivíduo seja atendido no nível que necessita, alcançando de forma eficiente a saúde individual e coletiva (SILVA, GARANHANI, MENEZES, 2016). 10 Destaca – se que a saúde pública, na atenção básica tem a necessidade de uma atribuição melhorada, a de relação interpessoal, pois consente a sensibilidade do atendimento da dor do outro, compreendendo o outro a partir de seu próprio modo – referencia, necessidade de investimento bilateral cliente – enfermeiro para que se obtenha sucesso no processo de enfermagem. Este estudo tem como objetivo descrever as competências elaboradas por enfermeiros sobre o processo de enfermagem relacionado à atenção básica. 1.1 PROBLEMA Sistematizar constitui a redução de dados de um sistema que possa obter ou definir alguma relação. A enfermagem no decorrer de sua história científica protagonizou alguns autores para fundamentar o saber empírico das ações realizadas no cotidiano, concebendo os modelos teóricos que aperfeiçoam a profissão. Implantar um modelo é pensar em conceitos aplicáveis na prática e representa um conceito experimental antes de ser utilizado, o que leva à confiabilidade da prática, já que organiza de forma sistematizada e segura a realização das atividades (SILVA, et.al.,2020). Sabendo a importância da SAE em todos os níveis de atenção, bem como nas Unidades Básicas de Saúde – UBS, onde há dificuldade para realização da SAE na rotina dos enfermeiros. Esse problema nos fez levantar o seguinte questionamento: “Qual a finalidade e prática sobre o processo de enfermagem na atenção básica?”. A sobrecarga de trabalho é uma realidade comum no Brasil. A literatura evidência que este é um problema da maioria das unidades básica de saúde no país, fazendo com que os profissionais assumam diversas funções e não realizem, muitas vezes, uma assistência e/ou gerenciamento do cuidado satisfatório, que a falta de tempo e profissionais são desvantagens para a realização da SAE, sendo necessária a força de vontade e disposição por parte dos que atuam, para superar as barreiras da aplicabilidade da SAE (VASCONCELOS, et. al.,2018). 1.2 JUSTIFICATIVA A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma ferramenta de gerência do cuidado que fornece subsídios para a organização da assistência de enfermagem, sendo o Processo de Enfermagem (PE) um de seus grandes pilares. A SAE possibilita a organização do trabalho profissional quanto ao método, pessoal e instrumentos, viabilizando a operacionalização do PE (OLIVEIRA et al., 2016). Por sua vez, o Processo de Enfermagem é “uma ferramenta intelectual de 11 trabalho do enfermeiro que norteia o processo de raciocínio clínico e a tomada de decisão diagnóstica, de resultados e de intervenções” (SANTOS et. al., 2018). Durante o curso de graduação em enfermagem, através de algumas disciplinas que envolvem a sistematização de assistência em enfermagem, onde foi possibilitado conhecer a SAE, e os procedimentos realizados através dela, surgiu interesse em saber a aplicação desta, na prática assistencial dos enfermeiros que atuam na unidade básica de saúde. Levando em consideração as dificuldades da assistência na atenção básica. Entretanto, percebem-se dificuldades para a implementação da SAE na prática profissional, principalmente na atenção primária. Apesar da implantação da SAE e do PE ser uma determinação legal, ela ainda não ocorreu de forma satisfatória. Na atenção primária a implementação da SAE parece ser ainda bem incipiente. Um dos fatores que podem estar relacionados com esse fato é a formação deficiente, pois enfermeiros da atenção primária referem fragilidade no conhecimento sobre a SAE (MAROSO, et. al.2015). Acredita–se que muitos enfermeiros encontram dificuldades na implantação e implementação da assistência de forma planejados e sistematizada com base no diagnóstico de enfermagem e planos de cuidados voltados para prevenção e promoção da saúde nas UBS. Este estudo faz-se necessário ser um tema de interesse tanto para os discentes, docentes e todas as equipes de enfermagem, pois busca saber sobre a utilização da SAE por enfermeiros em UBS, desta forma contribuir para a melhoria da qualidade da assistência na unidade básica de saúde. 12 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Verificar como a Sistematização da Assistência de Enfermagem é utilizada na Unidade Básica de Saúde. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Investigar na literatura as vantagens e limitações da Sistematização da Assistência de Enfermagem na Unidade Básica de Saúde. Conhecer quais atividades assistenciais está sendo realizadas no processo de enfermagem nas Unidades Básica de Saúde. Analisar as dificuldades encontradas para o planejamento da assistência de enfermagem na Unidade Básica de Saúde. 13 3.REFERENCIAL TEÓRICO 3.1A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENEFERMAGEM – SAE E O PROCESSO DE ENFERMAGEM PE. A Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE se constitui em um instrumento metodológico dinâmico e inovador e essencial para orientação na prática da enfermagem. Permite ao enfermeiro aplicar seus conhecimentos técnicos – científicos na prática assistencial, o que favorece em cuidado individualizado, continuado e com qualidade (AGUIR et al., 2016). A SAE e o Processo de Enfermagem objetivam qualificar a assistência de enfermagem. Em ambientes como pessoas que demando cuidados especiais torna - se uma necessidade urgente, por ser um instrumento capaz de melhora a qualidade de vida, humanizar o cuidado e promover ações de educação em saúde (ADAMY et al.,2017). Sabemos que, dentre as variáveis para adoção de um processo de sistematização do cuidado, encontram-sefalhas de comunicação entre os profissionais, inadequado nível de conhecimento dos profissionais e quantidade inadequada de recursos humanos (KANG; CHOIL; HWANG,2019). Segundo Rocha e Lucena (2019), o cuidado e o processo de trabalho do enfermeiro no cenário de atenção básica, como ações observacionais da saúde dos usuários, gerenciamento do trabalho e do serviço, assim como a gerência dos projetos terapêuticos e articulações dos serviços de atenção à saúde. A utilização da SAE favorece a organização do trabalho do enfermeiro, permite o desenvolvimento de sua prática clínica, o processo de enfermagem – PE é a maior representação do método cientifico na enfermagem e é direcionado pela SAE, que permite a organização e o desenvolvimento do trabalho da equipe de enfermagem, tento o enfermeiro com responsável (FORTUNA et al., 2017). A SAE pode favorecer o pensamento e atuação crítica do enfermeiro, e também o processo de comunicação entre toda a equipe de enfermagem e os demais membros envolvidos no cuidado. Entretanto, apesar de a utilização da SAE ser um requerimento legal, conforme orienta o Conselho Federal de Enfermagem do Brasil, percebe-se ainda discussão sobre sua efetivação e conflitos entre enfermeiros assistenciais e pesquisadores quanto à sua aplicação (GENGO et al.,2018). 14 Nesta perspectiva, a SAE propicia subsídio para organização da assistência de enfermagem no que diz respeito ao método, pessoal e instrumentos de trabalho, o que torna possível a operacionalização do processo de enfermagem. Atualmente para o Conselho Federal de Enfermagem – COFEN, o P.E se encontra dividido em cinco etapas: coletas de dados (histórico de enfermagem), diagnóstico de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação e avaliação de enfermagem (COFEN, 2020). Quanto a não adoção da SAE e PE, autores têm relatado que muitos enfermeiros percebem como mais uma ação gerencial. Entretanto, os resultados encontrados neste estudo não parecem dissociar do restante da prática de enfermagem ao redor do mundo, pois uma publicação (que buscou analisar características do processo de trabalho de enfermeiros em diferentes países identificou ser a evidente semelhança do processo de trabalho da enfermeira em países de diferentes continentes a singular natureza indissociável assistencial gerencial do trabalho da enfermeira. Entretanto, há muito que refletir sobre o motivo de em outros países este processo ser adotado em totalidade. Recomendam-se que futuros estudos investiguem as demais variáveis associadas à adoção do PE (LEAL; MELO,2018). 3.2 SISTEMATIZAÇÃO DE ENEFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE Com a construção do Sistema Único de Saúde – SUS e implantação da Unidade Básica de Saúde surge a necessidade de reorientação do modelo de atenção à saúde a partir da atenção básica como proposta de mudança do modelo centrado no usuário (família) e na equipe (LABATE; ROSA, 2017). O Processo de Enfermagem (PE) visa à assistência ao ser humano, pressupondo a ideia de adoção de medidas específicas para a prestação de cuidados, de forma sistematizada, baseada em evidências científicas, fundamentadas no conjunto de conhecimentos técnicos e científicos da área da enfermagem. A operacionalização do PE é possível por meio da implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que corresponde à organização do processo de trabalho da equipe de enfermagem (PEIXOTO et al., 2018). Os enfermeiros conseguem reconhecer as potencialidades do uso da SAE na atividade laboral, porém ainda encontram limitações em executá-la. A sobrecarga de trabalho, administração ineficaz da gestão municipal, dentre outros motivos, são fatores que dificultam a assistência do 15 enfermeiro na ABS (ANDRADES et al., 2016). Neste contexto, o enfermeiro na UBS deve sistematizar a assistência de enfermagem, conceituando pessoa como sendo o indivíduo, a família e a comunidade; conceituando saúde de acordo com as diretrizes do profissional enfermeiro como agente de promoção da saúde (GONÇALVES; TANNURE, 2018). A falta de uma aproximação maior com o tema pode explicar a pouca aplicabilidade do PE e da SAE e das teorias de enfermagem. O uso crítico das teorias de enfermagem no PE e a SAE contribuiria para a qualificação do cuidado. Ao contrário, a prática do enfermeiro volta-se para tarefas, atendendo às demandas do serviço e não às necessidades do paciente. Assim, a assistência organizada e prestada com base nas teorias de enfermagem corrobora para a autonomia do trabalho do enfermeiro. A operacionalização do PE e da SAE apresenta algumas dificuldades que se interpõem, a destacar: a não compreensão do enfermeiro sobre o seu papel, associado à percepção do PE e a SAE como obrigação institucional e não como ferramenta para a qualificação do cuidado em saúde, além do quantitativo insuficiente de enfermeiros nas instituições de saúde e o excesso de atividades administrativas (BRAGA; TORRES; FERREIRA, 2015). A prática atual do enfermeiro da UBS está centrada em atividades burocráticas e assistencial, delegações médicas e ações em outras áreas de apoio, porém, deve-se repensar a prática e propor algo que vá ao encontro às reais necessidades para que esse profissional possa ser útil ao paciente e sua família na assistência de enfermagem (VASCONCELOS, BORGES, BOHRER, et al. 2017). 3.3 DIFICULDADE PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SAE E PROCESSO DE ENFERMAGEM NAS UNIDADES BASICAS DE SAÚDE Para prestar uma assistência de enfermagem com qualidade, o enfermeiro deve estar inserido na realidade concreta de seu setor de forma consciente e competente, técnica e cientificamente (SILVA, GARANHANI, PERES, 2015). A SAE vem sendo discutida e implantada há décadas no Brasil, com a Teoria das Necessidades Humanas Básicas. Contudo, somente após o advento da legalização, é que passou a ser exigida dentro das instituições de saúde brasileiras. Apesar disso, atualmente, ainda se percebe 16 que essa resolução por si só não oferece todo o apoio necessário para sua implantação, uma vez que muitos fatores desencadeiam dificuldades práticas no processo de implantação desse instrumento de assistência (SOARES, RESCK, TERRA, et al. 2015). A SAE tem relevante importância para o bom funcionamento do serviço, porém ainda existem questões que impedem ou dificultam sua implantação, bem como a falta de material, tendo em vista que isto causa transtorno e prejuízos ao paciente, sobrecarregando o profissional enfermeiro que é quem está na coordenação e mais próximo ao paciente (MELO, NUNES, VIANA, 2015). Outro fator relevante que causa entraves na implantação da SAE são as dificuldades enfrentadas em relação à falta de treinamento dos profissionais, e maior interesse partindo dos mesmos. E que muitos dos problemas que dificultam a SAE estão relacionados à execução, à operacionalização e ao acompanhamento periódico e direto das atividades, bem como à falta de liderança, à ausência de comprometimento, à falta de tempo e ao desconhecimento da lei do exercício profissional, fatores que, certamente, podem resultar em perda de estímulo por parte dos enfermeiros e, por consequência, gerar desmotivação e insatisfação quanto à realização da SAE (GRANDO, ZUSE, 2018). Os problemas foram muitas para a não aplicação do PE, destacando-se a sobrecarga de tarefas pelo enfermeiro, a falta de recursos materiais e humanos e a falta de apoio de órgãos de gestão e de fiscalização. De fato, estes pontos são limitações concretas para o bom desenvolvimento do trabalho do enfermeiro. Ainda há um longo caminho a ser percorrer nesse campo de atuação e na busca de uma formação plena, crítica, reflexiva, competente e transformadora da realidade, para assistir a população de maneira adequada. Sobretudo, necessita-se ainda de empoderamento do enfermeiroquanto à sua identidade e prática profissional. Ausência de capacitações e de educação continuada/permanente é outro fator que inviabiliza a SAE de forma correta e direcionada, devido à falta de conhecimento e vivência de sua metodologia. A equipe de enfermagem fica à deriva, realizando o preenchimento incorreto dos impressos específicos, comprometendo a SAE. O conhecimento destas fases permite (a/o) enfermeira (o) operacionaliza-las, no entanto, a falta de conhecimento dificulta o planejamento e a implementação das ações para uma boa recuperação do paciente. É relatada neste estudo a falta de capacitações e de educação permanente para os profissionais de enfermagem, condição essencial para qualificar a assistência e o gerenciamento do cuidado (MARINELLE; ROSANE; SILVA, 2015). 17 4. METODOLOGIA 4.1 TIPO DE ESTUDO Trata-se de uma pesquisa do tipo revisão bibliográfica da literatura de caráter descritiva e qualitativa. A revisão da literatura é o fundamento teórico que irá abordar o tema e o problema da pesquisa por meio dessa análise de literatura publicado, traçar um quadro teórico e fará estruturação conceitual que dar a substância sustentação do desenvolvimento da pesquisa para elaborar uma revisão da literatura recomendável que você adote a metodologia de pesquisa bibliográfica baseia-se na análise da literatura já publicada em forma de livros, artigos e literatura cinzenta ( tese, dissertação trabalho versos apresentados em congressos e relatórios) ( MARTINS,2018). Para Marcori e Lakatos (2010) explicam que a abordagem qualitativa se trata de uma pesquisa que tem como premissa, analisar e interpretar aspectos mais profundos, descrevendo a complexidade do comportamento humano e ainda fornecendo análises mais detalhados sobre as investigações, atitudes e tendências de comportamento. Assim, o que percebemos é que a ênfase da pesquisa qualitativa é nos processos e nos significados. 4.2- BASES DE DADOS As bases de dados consultados foram a Literatura Latino – Americano e do Caribe em Ciências da Saúde - LILACS, Scientific Eletronic Library Online – SCIELO, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online – MEDLINE e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. 4.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO Foram incluídos artigos completos e originais, artigos relato de experiência e de caso, tese, dissertação escrita em português, disponíveis online, publicados nos períodos de 2015 a 2020, sendo utilizados os descritores em Ciências da Saúde-DECS: SAE; PE, Unidade Básica da Saúde; e as palavras – chaves: Enfermagem; Processo de Enfermagem; Unidade Básica de Saúde; Sistematização da Assistência de Enfermagem. Foram excluídos os artigos que não estavam no idioma português, os publicados antes 2013 e posteriores à 2021, que não estivessem disponíveis online, artigos incompletos, aqueles com conteúdo não relevante e que não respondiam aos questionamentos dos estudos. 18 4.4 INSTRUMENTO DE COLETA, APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS. A coleta de dados foi realizado em janeiro de 2021 a março de 2021, com instrumento foi utilizado um questionário (Apêndice A), Com 03 perguntas que estão direcionado aos objetivos específicos ponto após a literatura cuidadosa dos artigos selecionados e que responde aos questionários e os critérios de inclusão, os artigos receberam o número de protocolo que hoje classificaram a A1: A2; A3; B1;B2; B3; C1; C2; de acordo com seus eixos temáticos. Na apresentação, os artigos selecionados foram organizados em eixos temáticos de acordo com sua relação com o presente estudo. Eixo temático I - Formação de SAE e o processo de enfermagem. Eixo temático II - Importância da SAE na consulta de enfermagem. Eixo temático - III dificuldade no uso do SAE e na UBS. Na sequência, os artigos foram organizados em tabelas com as seguintes descrições: Autor e ano, título, objetivo e metodologia, para posteriormente serem analisados e discutidos. Após a leitura integral e interpretativa dois artigos se selecionados, foi realizada uma discussão descritiva dos resultados encontrados, onde foi feito o registro, análise das informações descritas de forma organizada. 4.5 Riscos e Benefícios Entre os discos desse tipo de pesquisa está o uso de princípios de dados ultrapassada com informações não comprovados e o plágio, para evitá-los foram referenciados todos os textos citados nesse estudo, conforme a lei 9.610/98 que consolida sobre hoje direitos autorais como benefícios, ver de apoio à comunidade acadêmico, aos profissionais e a população que tem interesse pela temática. Não houve a necessidade de submissão de estudo ao comitê de ética por não se tratar de testes com seres humanos e se uma revisão bibliográfica da literatura. 19 5. RESULTADOS E DISCUSSÕES Foi realizada leitura analítica dos artigos selecionados que possibilitou a organização dos assuntos por ordem de importância e a sintetização destas que visou à fixação das ideias essenciais para a solução do problema da pesquisa. Para operacionalizar a pesquisa os achados foram discutidos de forma descritiva. E foram usados nesta discussão 13 artigos que melhor atendiam ao enfoque em relação ao tema proposto. Inicialmente para a realização desta revisão integrativa, foram encontradas – publicações nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library (SciELO), foram selecionados 239 e excluídos 226 foram excluídas por não abordarem a temática analisada. Assim, 10 publicações foram selecionadas para esta revisão, uma vez que atenderam aos critérios de inclusão preestabelecidos e trouxeram contribuições relevantes à discussão proposta pelo estudo. Os periódicos selecionados para esta discussão estão em língua portuguesa perfazendo um total de 10 artigos. Os artigos foram publicados no período de 2015 a 2020, em revistas nacionais. Os artigos selecionados para a presente pesquisa encontram-se sumarizados no Quadro 2, 3 e 4, divididos de acordo com seus eixos temáticos, na ordem: código (A1, A2, A3; B1, B2, B3; C1, C2, C3) título, autores, ano, objetivo da pesquisa e base de dados. A síntese da produção de dados é apresentada em três partes (eixos temáticos a partir dos objetivos propostos) para melhor compreensão dos resultados. Observamos a divisão da síntese dos artigos no Quadro 2, 3 e 4. 20 Quadro 1 – Síntese dos artigos selecionados para o Eixo temático I - Formação de SAE e o Processo de enfermagem. Código Título Autores Ano Objetivo da pesquisa Base de dados A1 Sistematização da Assistência de Enfermagem: visão geral dos Enfermeiros. CHAVES RRG, et al. 2016 Verificar a visão dos enfermeiros quanto à Sistematização da Assistência de Enfermagem. LILACS A3 Sistematização da Assistência de Enfermagem em unidade básica de saúde: percepção da equipe de enfermagem RIBEIRO; PADOVEZE 2018 Realizar um diagnóstico situacional da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na percepção da equipe de enfermagem BDENF Fonte: FERREIRA, 2021. 21 Quadro 2 – Síntese dos artigos selecionados para o Eixo temático II – Importância da SAE na Consulta de Enfermagem. Código Título Autores Ano Objetivo da pesquisa Base de dados B1 Utilização do processo de enfermagem e as dificuldades encontradas por enfermeiros. SOARES VS, et al. 2019 Averiguar a importância atribuída à utilização do processo de enfermagem por enfermeiros e identificar as principais dificuldades encontradas. LILACS B2SISTEMATIZA ÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGE M NA ATENÇÃO BÁSICA: O QUE DIZEM OS ENFERMEIRO S? Maroso Krauser, Ivete; Adamy, Edlamar Kátia; and al 2015 Identificar o conhecimento que os enfermeiros da Atenção Básica em Saúde, no Brasil, têm sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem. LILACS Fonte: FERREIRA, 2021. 22 Quadro 3 – Síntese dos artigos selecionados para o Eixo temático - III Dificuldade no uso do SAE e na UBS. Código Título Autores Ano Objetivo da pesquisa Base de dados C1 Desvelando dificuldades operacionais na sistematização da assistência de enfermagem através da Grounded Theory. MEDEIROS AL, SANTOS SR, CABRAL RWL. 2018 Compreender os fatores que dificultam a operacionalização da SAE em uma unidade básica LILACS C2 Utilização do processo de enfermagem e as dificuldades encontradas por enfermeiros. SOARES VS, et al. 2015 Identificar as principais dificuldades encontradas LILACS C3 Percepção dos enfermeiros acerca da Sistematização da Assistência de Enfermagem na atenção básica de Belo Horizonte. Santana JCB, Rocha VAM, Oliveira E, Afonso LN, Santos SLR, Freitas VMF, et al. 2017 Compreender a percepção dos enfermeiros sobre a SAE e sua disposição em utilizar este processo como estratégia norteadora do seu fazer na atenção básica à saúde. SCIELO Fonte: FERREIRA, 2021. 23 5.1 FORMAÇÕES DA SAE/PROCESSO DE ENFERMAGEM Nesta categoria temática, as maiorias dos artigos mostram que a SAE, foi pouco explorado, principalmente nas UBS, conforme demostrado a seguir: É importante ressaltar que a SAE é uma forma de possibilitar um trabalho sistemático pela implementação do PE e suas etapas, proporcionando aos usuários, uma abordagem completa de seu estado de saúde, com descobertas hábeis nos diagnósticos e no tratamento dos problemas de saúde. Torna se importante como estrutura de enaltecimento e autonomia da Enfermagem na UBS, proporcionando aos enfermeiros um diferencial em suas consultas (CHAVES et al.,2016). A SAE e o PE são compreendidos como essencial pela maioria dos profissionais de enfermagem, porém a pratica efetiva de ambos na aplicação dos cuidados clínicos de enfermagem ainda é uma lacuna a ser superado. A sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) utiliza método e tática de trabalho científico visando à identificação dos casos de saúde/doença, para auxiliar atuações de assistência de enfermagem que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo, família e comunidade, partindo deste conceito podemos entender que a SAE é um instrumento fundamental na atenção básica, pois com ele será possível instrumentalizar a assistência na comunidade (BRITO; BARCELOS, 2017) Observa – se que, apesar das tentativas de introduzir, nas UBS, os elementos que compõem a SAE, os enfermeiros não conseguem compreende-los, o que revela falta de aplicabilidade sobre a relação do PE com a anamnese e o exame físico. Esta dificuldade repercute, inclusive, na capacidade de apreender o tema e na formação do profissional enfermeiro (PORFIRIO; GARANHANI; ERES, 2015). Deve ser incorporado nas atitudes clinicas do enfermeiro e equipe, em suas rotinas de trabalho, o processo de enfermagem tem que ser desenvolvido com raciocínio e julgamento clinico nas decisões diagnosticas e de intervenção de enfermagem (GOES; FERREIRA,2016). É necessário o cuidado com a formação dos futuros profissionais de enfermagem, a razão que o processo de fortalecimento e defesa da ciência de enfermagem se estabelecera concretamente a partir desta e das próximas gerações de enfermeiros (as). Quando questionados os artigos presentes sobre a exigência da SAE na UBS, quanta 24 legislação do Conselho Federal de Enfermagem/2009 revela a falta de exigência nos locais de trabalho; destaque da aplicabilidade da SAE no campo hospitalar; desconhecimento dos gerentes das unidades de saúde falta de protocolos que sustentem sua aplicabilidade. Enfatizando sua obrigatoriedade e necessidade de sua aplicabilidade na prática cotidiana da enfermagem em diferentes cenários de trabalho, preconizada como uma atividade privativa do enfermeiro, baseada em estratégias científicas planejadas para a identificação das diversas situações do binômio saúde/doença (SOARES, et al., 2019). O diagnóstico de enfermagem pauta-se no desvelamento das informações coletadas no histórico, bem como seu agrupamento, emergindo daí a tomada de decisão sobre as necessidades do paciente e família, fazendo uso de conceitos diagnósticos de enfermagem. A implementação é a realização das ações ou intervenções propostas na fase de planejamento; e a Avaliação ou Evolução de Enfermagem corresponde à avaliação global da prescrição de enfermagem implementada, considerando as repercussões da assistência na condição do paciente, família ou comunidade. Corresponde ao processo dinâmico apresentado pelo paciente (BEVILACQUA; MELO; BARLETTO, 2017). 5.2 IMPÔNTANCIA DA SAE NA CONSULTA DE ENFERMAGEM Em consideração à aplicação da SAE na consulta de enfermagem aplicando o PE e suas etapas, a maior parte dos artigos, destacam a sua acuidade no intuído de promover a melhoria do atendimento aos usuários. No âmbito, apresentaram que esperam na melhoria do acolhimento ao usuário quando a SAE é usada como uma metodologia de sistematização das ações e organização do trabalho. Os enfermeiros reconhecem que o foco da assistência deve ser o usuário, com enfoque em suas necessidades, questão está em torna-la uma realidade. A SAE subsidia ações que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo, a partir de etapas através do Processo de Enfermagem (PE), com o planejamento, organização, execução e avaliação, guiadas por uma teoria de enfermagem (COFEN, 2019). Na consulta de Enfermagem, o enfermeiro deve se preocupar com a implementação de práticas que ofereçam condições seguras e de qualidade para o desempenho de suas atividades. Os 25 usuários procuram a consulta de Enfermagem para orientação da prática do autocuidado, para adquirir informações acerca da doença e do tratamento, visto que uma das ações do enfermeiro é orientar o paciente conforme suas necessidades para promoção e recuperação da saúde (OLIVEIRA et al., 2017). 5.3 DIFICULDADES NO USO DA SAE NA UBS A pluralidade dos artigos demostra a dificuldade dos profissionais da enfermagem a aplicar a PE no cotidiano profissional, argumento falta de tempo; sobrecarga de trabalho em relação à grande demanda de clientes, prolongando na duração das consultas de enfermagem, conforme demostras. Foram apontados como entraves na implementação do PE um número reduzido de profissionais, falta de credibilidade dos técnicos de enfermagem, desconhecimento, questões políticas, sobrecarga de trabalho, falta de tempo, falta de vontade dos gestores em implantar a SAE, falta de motivação profissional, dificuldades de relacionar a teoria coma prática (MEDEIROS; SILVA, 2018). Desafios para a sua efetivação, como: a grande demanda de usuários, que é maior que a preconizada para cada equipe; pouco tempo para o atendimento dos pacientes; a sobrecarga de trabalho; ausência de educação permanente; e escassez de formulários apropriados para esta finalidade. Além disso, autores citam a resistência para a implementação, à falta de recursos humanos e a dicotomia entre as funções gerenciais e assistenciais do enfermeiro (FREITAS, et al., 2017). Percebe-se que a deficiência nos registros do PE, o torna informal, incompleta e inoperante, dificultando sua implementação. Muitos são os fatores que interferem na sua aplicabilidade, dentreeles, os organizacionais, e o próprio profissional em relação às suas atitudes, crenças, valores e habilidades técnicas. Atualmente sua implementação é considerada um desafio, tanto para o gerenciamento da assistência quanto para o enfermeiro, pois exige empenho e criatividade para sua execução (SOARES, et al., 2015). Ressalta que aplicação em educação continuada da equipe de enfermagem, admitira fazer o diferencial em condições de competência de teoria e prática pautada na SAE, para a realização de uma assistência de enfermagem qualificada. 26 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A crítica dos documentos acarretou uma visão ainda mais ampla acerca da obrigação de fundação e prática da SAE na rede de atenção básica. A melhoria da característica dos serviços em todos os níveis de atenção à saúde não se baseia apenas em situar protocolos, normas e n, pois não é esse o objetivo da SAE, é incluir em seu plano de trabalho as teorias científicas que orientam plausivelmente as ações da equipe de Enfermagem. Nota-se que, mesmo diante da Resolução 358/09, que prevê a obrigatoriedade de fundação da SAE em equipe de Enfermagem o dos os serviços de saúde, sendo um encargo exclusiva do enfermeiro, este fato ainda se encontra distante do fazer dia-a-dia de alguns profissionais que atuam na Atenção Básica. Os enfermeiros possuem a percepção das adições e da importância da SAE, contudo, alguns desafios encontrados bloqueiam a sua adoção, como a grande processo de usuários que excede o quantitativo preconizado para cada equipe; tempo limitado para o acolhimento e acompanhamento dos usuários, sobrecarga de trabalho e deficiência de educação permanente. Nesse panorama a enfermagem está presente em todos os programas ofertados pelas unidades de atenção básica. Destaca-se a importância da implementação da SAE, como uma construção de valorização, autonomia e de práticas de enfermagem de característica. Oferece ao enfermeiro uma forma de cuidar distinta permitindo a detecção precoce de problemas, possibilitando um trabalho disposto com melhores alternativas de respostas aos problemas de saúde dos usuários. 27 REFERÊNCIAS ADAMY K. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online; 3 ed. V5, Rio de Janeiro; 2016. BARDIN, L. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP), ALMEDINA BRASIL, São Paulo, v.03,2017. BRITO, Claudia Gonçalves Andrade; BARCELOS, Vagner Marins. Os Desafios do Enfermeiro para a Realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem na Atenção Básica. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 2, Vol. 13. pp 129-143., janeiro de 2017. ISSN: 2448-0959. BEVILACQUA P, MELO CM, BARLETTO M. 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FATORES QUE INTERFEREM E PREJUDICAM A IMPLANTAÇÃO DA SAE E PE? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________________________________________________ 3. Em sua opinião, qual a contribuição da SAE E PROCESSO DE ENFERMAGEM para a prática de enfermagem? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ 30 APÊNDICE B – CRONOGRAMA ATIVIDADE 2021 JAN FEV MAR ABR MAI JUN Pesquisa bibliográfica X X X X X X Elaboração do projeto X X X X X Qualificação do projeto de pesquisa X Coleta de Dados X X Analise de Dados X X TCC Preliminar X TCC Definitivo X Entrega do TCC à orientação X Defesa do TCC X