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ESCOLA SUPERIOR MADRE CELESTE - ESMAC 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
PAULO HENRIQUE ARAUJO FERREIRA 
A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: REVISÃO DA LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANANINDEUA – PA 
 2021 
 
 
2 
 
PAULO HENRIQUE ARAUJO FERREIRA 
A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
NA UNIDADE BÁSICA DE SAUDE: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA 
Trabalho de Conclusão de Curso à Escola 
Superior Madre Celeste, do curso de 
Graduação em Enfermagem, para obtenção 
do título de Enfermeiro, sob a supervisão do 
Orientador (a): Prof.Dr. Diego Di Felipe 
Ávila Alcântara. 
 
 
ANANINDEUA – PA 
 2021 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
PAULO HENRIQUE ARAUJO FERREIRA 
A UTILIZAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM, 
UNIDADE BÁSICA DE SAUDE: REVISÃO DA LITERATURA 
Trabalho de Conclusão de Curso à Escola 
Superior Madre Celeste, do curso de 
Graduação em Enfermagem, para obtenção 
do título de Enfermeiro, sob a supervisão do 
Orientador (a): Prof.Dr.Diego Di Felipe 
Ávila Alcântara. 
 
 
 
Data da Aprovação: -------/ -------/---------- 
Nota: __________ 
 
Banca Examinadora: 
----------------------------------------------------------------------- 
Orientador (a): Prof.Dr. Diego Di Felipe Ávila Alcântara 
------------------------------------------------------------------------ 
Msc. Carlos Sales 
------------------------------------------------------------------------- 
Esp. Felipe Rodrigues 
ANANINDEUA -PA 
2021 
 
 
 
 
4 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
SAE – Sistematização da Assistência de Enfermagem 
PE – Processo de Enfermagem 
COFEN- Conselho Federal de Enfermagem 
UBS – Unidade Básica de Saúde 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
RESUMO 
O presente estudo objetivou descrever a utilização e conhecimentos elaborados por enfermeiros 
sobre o Processo de Enfermagem (PE) e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), 
relacionados a atenção básica de saúde. A partir da metodologia de Revisão Integrativa de Literatura 
com a questão norteadora: “Qual a finalidade e prática sobre o processo de enfermagem na atenção 
básica?”. Do processo de análise dos dados emergiram categorias como: “Formação da SAE/ 
Processo de Enfermagem”, “Dificuldade no Uso da SAE na Unidade Básica de Saúde”, 
“Obrigatoriedade da SAE” e “Importância da SAE na consulta de enfermagem”. A utilização da SAE 
E PE, ainda se encontra insuficiente ou inadequada, contudo, se expressa como dado importante e 
singular para construção do cuidado. Este estudo destaca como contribuições relevantes ao da 
visibilidade à temática, e assim colabora com a compreensão de alguns aspectos relacionado à saúde 
da população, auxiliando para que tantos os enfermeiros como os demais profissionais que prestam 
assistência a essa população, a partir dos achados deste estudo, possam refletir sobre a suas práticas 
em saúde. 
Palavras – Chave: Enfermagem. Processo de Enfermagem. Unidade Básica de Saúde. 
Sistematização da Assistência de Enfermagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
ABSTRACT 
The present study aimed to describe the use and knowledge developed by nurses about the Nursing 
Process (NP) and the Systematization of Nursing Assistance (SAE), related to primary health care. 
From the methodology of Integrative Literature Review with the guiding question: "What is the 
purpose and practice about the nursing process in primary care?". From the data analysis process, 
categories emerged such as: “Formation of SAE / Nursing Process”, “Difficulty in the Use of SAE 
in the Basic Health Unit”, “Mandatory SAE” and “Importance of SAE in nursing consultation”. 
The use of SAE AND PE is still insufficient or inadequate, however, it is expressed as an important 
and singular data for the construction of care. This study highlights relevant contributions to the 
visibility of the theme, and thus collaborates with the understanding of some aspects related to the 
population's health, helping so that both nurses and other professionals who provide assistance to 
this population, based on the findings of this study, can reflect on their health practices. 
Keywords: Nursing. Nursing Process. Basic Health Unit. Nursing Care Systematization. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
SUMÁRIO 
1.INTRODUÇÃO ............................................................................................................................09 
1.1 PROBLEMA ...............................................................................................................................10 
1.2 JUSTIFICATIVA ........................................................................................................................10 
2.OBJETIVOS .................................................................................................................................12 
2.1 OBJETIVO GERAL ....................................................................................................................12 
2.2OBJETIVO ESPECIFICOS .........................................................................................................12 
3. REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................................................................13 
3.1 A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENEFERMAGEM – SAE 
E O PROCESSO DE ENFERMAGEM PE.........................................................................................13 
3.2 SISTEMATIZAÇÃO DE ENEFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM NA 
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE .....................................................................................................14 
3.3 DIFICULDADE PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SAE E PE NAS UNIDADES BÁSICAS DE 
SAÚDE...............................................................................................................................................15 
4. METODOLOGIA ........................................................................................................................17 
4.1 TIPO DE ESTUDO .....................................................................................................................17 
4.2 BASE DE DADOS ......................................................................................................................17 
 
 
 
8 
 
4.3CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO ............................................................................17 
4.4 INSTRUMENTO DE COLETA, APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS......................18 
4.5 RISCO E BENEFICIOS...............................................................................................................18 
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES...............................................................................................19 
 5.1 FORMAÇÃO DA SAE/PROCESSO DE ENFERMAGEM......................................................23 
5.2 IMPÔNTANCIA DA SAE NA CONSULTA DE ENFERMAGEM .........................................24 
5.3 DIFICULDADE NO USO DA SAE NA UBS ............................................................................25 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................26 
REFERÊNCIAS...............................................................................................................................27
APÊNDICE A – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS ....................................29 
APÊNDICE B – CRONOGRAMA ................................................................................................30 
 
 
 
 
 
9 
 
1. INTRODUÇÃO 
A organização do trabalho da enfermagem procede de um preparo de instruções a seradequadamente a escolha pelo enfermeiro, a fim de promover uma assistência de enfermagem segura 
e voltada à necessidade dos clientes, sendo sistematização do procedimento cooperativo uma 
tecnologia primordial para dirigir as ações da equipe. 
 A enfermagem baseia no cuidado com o ser humano e sua família, é uma área focada nas 
necessidades em seus níveis de assistência. A forma científica que a enfermagem utiliza em sua 
atuação essencial para Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), na qual tem suas 
edificações abertas na graduação e, por fim, consolidada ao encontro da pratica profissional 
(ADAMY, 2016). 
 O enfermeiro tem conhecimento e um desafio na construção e compilação do conhecimento 
sobre o qual se fundamenta sua prática gerencial e assistencial. Assim, a SAE vem para somar e 
conformar o planejamento, a execução, o controle e a avaliação das ações de cuidados direto e 
indireto ao indivíduo e suas famílias. Assim, além de colaborar para uma assistência segura e 
integração do Processo de Enfermagem (PE), uma vez implementados e realizados de forma 
adequada, colaboram para auditoria de contas e analise geral dos níveis de qualidade da assistência 
de enfermagem (SOARES, et.al. 2015). 
A SAE é uma metodologia para preparar e elaborar o cuidado de enfermagem orientando 
por modo científico, a fim de evidenciar com clareza, esta, conceitua – se como ferramenta 
organizadora do trabalho profissional quanto ao método, pessoal e ferramenta, tornando possível a 
operacionalização do PE, que para a realidade brasileira ocorre por meio de seis fases que 
compreendem o histórico, o diagnóstico, o plano assistencial, o plano de cuidados ou prescrição, a 
evolução e prognostico de enfermagem (COFEN, 2019). 
No âmbito, assistência de enfermagem enumerada no PE, tem força para proporcionar a 
integralidade e a promoção da saúde necessária para superar as dificuldades da atenção básica a 
saúde e suas interrelações com outros níveis de atenção (média e alta complexidade), seguindo uma 
ordem crescente de complexidade da assistência, garantindo que cada indivíduo seja atendido no 
nível que necessita, alcançando de forma eficiente a saúde individual e coletiva (SILVA, 
GARANHANI, MENEZES, 2016). 
 
 
 
10 
 
Destaca – se que a saúde pública, na atenção básica tem a necessidade de uma atribuição 
melhorada, a de relação interpessoal, pois consente a sensibilidade do atendimento da dor do outro, 
compreendendo o outro a partir de seu próprio modo – referencia, necessidade de investimento 
bilateral cliente – enfermeiro para que se obtenha sucesso no processo de enfermagem. Este estudo 
tem como objetivo descrever as competências elaboradas por enfermeiros sobre o processo de 
enfermagem relacionado à atenção básica. 
1.1 PROBLEMA 
Sistematizar constitui a redução de dados de um sistema que possa obter ou definir alguma 
relação. A enfermagem no decorrer de sua história científica protagonizou alguns autores para 
fundamentar o saber empírico das ações realizadas no cotidiano, concebendo os modelos teóricos 
que aperfeiçoam a profissão. Implantar um modelo é pensar em conceitos aplicáveis na prática e 
representa um conceito experimental antes de ser utilizado, o que leva à confiabilidade da prática, já 
que organiza de forma sistematizada e segura a realização das atividades (SILVA, et.al.,2020). 
Sabendo a importância da SAE em todos os níveis de atenção, bem como nas Unidades 
Básicas de Saúde – UBS, onde há dificuldade para realização da SAE na rotina dos enfermeiros. 
Esse problema nos fez levantar o seguinte questionamento: “Qual a finalidade e prática sobre o 
processo de enfermagem na atenção básica?”. 
A sobrecarga de trabalho é uma realidade comum no Brasil. A literatura evidência que este 
é um problema da maioria das unidades básica de saúde no país, fazendo com que os profissionais 
assumam diversas funções e não realizem, muitas vezes, uma assistência e/ou gerenciamento do 
cuidado satisfatório, que a falta de tempo e profissionais são desvantagens para a realização da SAE, 
sendo necessária a força de vontade e disposição por parte dos que atuam, para superar as barreiras 
da aplicabilidade da SAE (VASCONCELOS, et. al.,2018). 
1.2 JUSTIFICATIVA 
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma ferramenta de gerência do 
cuidado que fornece subsídios para a organização da assistência de enfermagem, sendo o Processo 
de Enfermagem (PE) um de seus grandes pilares. A SAE possibilita a organização do trabalho 
profissional quanto ao método, pessoal e instrumentos, viabilizando a operacionalização do PE 
(OLIVEIRA et al., 2016). Por sua vez, o Processo de Enfermagem é “uma ferramenta intelectual de 
 
 
11 
 
trabalho do enfermeiro que norteia o processo de raciocínio clínico e a tomada de decisão 
diagnóstica, de resultados e de intervenções” (SANTOS et. al., 2018). 
Durante o curso de graduação em enfermagem, através de algumas disciplinas que 
envolvem a sistematização de assistência em enfermagem, onde foi possibilitado conhecer a SAE, e 
os procedimentos realizados através dela, surgiu interesse em saber a aplicação desta, na prática 
assistencial dos enfermeiros que atuam na unidade básica de saúde. Levando em consideração as 
dificuldades da assistência na atenção básica. 
Entretanto, percebem-se dificuldades para a implementação da SAE na prática profissional, 
principalmente na atenção primária. Apesar da implantação da SAE e do PE ser uma determinação 
legal, ela ainda não ocorreu de forma satisfatória. Na atenção primária a implementação da SAE 
parece ser ainda bem incipiente. Um dos fatores que podem estar relacionados com esse fato é a 
formação deficiente, pois enfermeiros da atenção primária referem fragilidade no conhecimento 
sobre a SAE (MAROSO, et. al.2015). 
Acredita–se que muitos enfermeiros encontram dificuldades na implantação e 
implementação da assistência de forma planejados e sistematizada com base no diagnóstico de 
enfermagem e planos de cuidados voltados para prevenção e promoção da saúde nas UBS. 
Este estudo faz-se necessário ser um tema de interesse tanto para os discentes, docentes e 
todas as equipes de enfermagem, pois busca saber sobre a utilização da SAE por enfermeiros em 
UBS, desta forma contribuir para a melhoria da qualidade da assistência na unidade básica de saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
2. OBJETIVOS 
2.1 OBJETIVO GERAL 
Verificar como a Sistematização da Assistência de Enfermagem é utilizada na Unidade 
Básica de Saúde. 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
Investigar na literatura as vantagens e limitações da Sistematização da Assistência de 
Enfermagem na Unidade Básica de Saúde. 
Conhecer quais atividades assistenciais está sendo realizadas no processo de enfermagem 
nas Unidades Básica de Saúde. 
Analisar as dificuldades encontradas para o planejamento da assistência de enfermagem na 
Unidade Básica de Saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
3.REFERENCIAL TEÓRICO 
3.1A IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENEFERMAGEM – 
SAE E O PROCESSO DE ENFERMAGEM PE. 
A Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE se constitui em um instrumento 
metodológico dinâmico e inovador e essencial para orientação na prática da enfermagem. Permite 
ao enfermeiro aplicar seus conhecimentos técnicos – científicos na prática assistencial, o que 
favorece em cuidado individualizado, continuado e com qualidade (AGUIR et al., 2016). 
A SAE e o Processo de Enfermagem objetivam qualificar a assistência de enfermagem. Em 
ambientes como pessoas que demando cuidados especiais torna - se uma necessidade urgente, por 
ser um instrumento capaz de melhora a qualidade de vida, humanizar o cuidado e promover ações 
de educação em saúde (ADAMY et al.,2017). 
Sabemos que, dentre as variáveis para adoção de um processo de sistematização do cuidado, 
encontram-sefalhas de comunicação entre os profissionais, inadequado nível de conhecimento dos 
profissionais e quantidade inadequada de recursos humanos (KANG; CHOIL; HWANG,2019). 
Segundo Rocha e Lucena (2019), o cuidado e o processo de trabalho do enfermeiro no 
cenário de atenção básica, como ações observacionais da saúde dos usuários, gerenciamento do 
trabalho e do serviço, assim como a gerência dos projetos terapêuticos e articulações dos serviços de 
atenção à saúde. 
A utilização da SAE favorece a organização do trabalho do enfermeiro, permite o 
desenvolvimento de sua prática clínica, o processo de enfermagem – PE é a maior representação do 
método cientifico na enfermagem e é direcionado pela SAE, que permite a organização e o 
desenvolvimento do trabalho da equipe de enfermagem, tento o enfermeiro com responsável 
(FORTUNA et al., 2017). 
A SAE pode favorecer o pensamento e atuação crítica do enfermeiro, e também o processo 
de comunicação entre toda a equipe de enfermagem e os demais membros envolvidos no cuidado. 
Entretanto, apesar de a utilização da SAE ser um requerimento legal, conforme orienta o Conselho 
Federal de Enfermagem do Brasil, percebe-se ainda discussão sobre sua efetivação e conflitos entre 
enfermeiros assistenciais e pesquisadores quanto à sua aplicação (GENGO et al.,2018). 
 
 
14 
 
Nesta perspectiva, a SAE propicia subsídio para organização da assistência de enfermagem 
no que diz respeito ao método, pessoal e instrumentos de trabalho, o que torna possível a 
operacionalização do processo de enfermagem. Atualmente para o Conselho Federal de Enfermagem 
– COFEN, o P.E se encontra dividido em cinco etapas: coletas de dados (histórico de enfermagem), 
diagnóstico de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação e avaliação de 
enfermagem (COFEN, 2020). 
Quanto a não adoção da SAE e PE, autores têm relatado que muitos enfermeiros percebem 
como mais uma ação gerencial. Entretanto, os resultados encontrados neste estudo não parecem 
dissociar do restante da prática de enfermagem ao redor do mundo, pois uma publicação (que buscou 
analisar características do processo de trabalho de enfermeiros em diferentes países identificou ser a 
evidente semelhança do processo de trabalho da enfermeira em países de diferentes continentes a 
singular natureza indissociável assistencial gerencial do trabalho da enfermeira. Entretanto, há muito 
que refletir sobre o motivo de em outros países este processo ser adotado em totalidade. 
Recomendam-se que futuros estudos investiguem as demais variáveis associadas à adoção do PE 
(LEAL; MELO,2018). 
3.2 SISTEMATIZAÇÃO DE ENEFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM NA 
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE 
Com a construção do Sistema Único de Saúde – SUS e implantação da Unidade Básica de 
Saúde surge a necessidade de reorientação do modelo de atenção à saúde a partir da atenção básica 
como proposta de mudança do modelo centrado no usuário (família) e na equipe (LABATE; ROSA, 
2017). 
O Processo de Enfermagem (PE) visa à assistência ao ser humano, pressupondo a ideia de 
adoção de medidas específicas para a prestação de cuidados, de forma sistematizada, baseada em 
evidências científicas, fundamentadas no conjunto de conhecimentos técnicos e científicos da área 
da enfermagem. A operacionalização do PE é possível por meio da implementação da Sistematização 
da Assistência de Enfermagem (SAE), que corresponde à organização do processo de trabalho da 
equipe de enfermagem (PEIXOTO et al., 2018). 
Os enfermeiros conseguem reconhecer as potencialidades do uso da SAE na atividade 
laboral, porém ainda encontram limitações em executá-la. A sobrecarga de trabalho, administração 
ineficaz da gestão municipal, dentre outros motivos, são fatores que dificultam a assistência do 
 
 
15 
 
enfermeiro na ABS (ANDRADES et al., 2016). 
Neste contexto, o enfermeiro na UBS deve sistematizar a assistência de enfermagem, 
conceituando pessoa como sendo o indivíduo, a família e a comunidade; conceituando saúde de 
acordo com as diretrizes do profissional enfermeiro como agente de promoção da saúde 
(GONÇALVES; TANNURE, 2018). 
A falta de uma aproximação maior com o tema pode explicar a pouca aplicabilidade do PE 
e da SAE e das teorias de enfermagem. O uso crítico das teorias de enfermagem no PE e a SAE 
contribuiria para a qualificação do cuidado. Ao contrário, a prática do enfermeiro volta-se para 
tarefas, atendendo às demandas do serviço e não às necessidades do paciente. Assim, a assistência 
organizada e prestada com base nas teorias de enfermagem corrobora para a autonomia do trabalho 
do enfermeiro. 
A operacionalização do PE e da SAE apresenta algumas dificuldades que se interpõem, a 
destacar: a não compreensão do enfermeiro sobre o seu papel, associado à percepção do PE e a SAE 
como obrigação institucional e não como ferramenta para a qualificação do cuidado em saúde, além 
do quantitativo insuficiente de enfermeiros nas instituições de saúde e o excesso de atividades 
administrativas (BRAGA; TORRES; FERREIRA, 2015). 
A prática atual do enfermeiro da UBS está centrada em atividades burocráticas e 
assistencial, delegações médicas e ações em outras áreas de apoio, porém, deve-se repensar a prática 
e propor algo que vá ao encontro às reais necessidades para que esse profissional possa ser útil ao 
paciente e sua família na assistência de enfermagem (VASCONCELOS, BORGES, BOHRER, et 
al. 2017). 
3.3 DIFICULDADE PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SAE E PROCESSO DE ENFERMAGEM 
NAS UNIDADES BASICAS DE SAÚDE 
Para prestar uma assistência de enfermagem com qualidade, o enfermeiro deve estar 
inserido na realidade concreta de seu setor de forma consciente e competente, técnica e 
cientificamente (SILVA, GARANHANI, PERES, 2015). 
A SAE vem sendo discutida e implantada há décadas no Brasil, com a Teoria das 
Necessidades Humanas Básicas. Contudo, somente após o advento da legalização, é que passou a 
ser exigida dentro das instituições de saúde brasileiras. Apesar disso, atualmente, ainda se percebe 
 
 
16 
 
que essa resolução por si só não oferece todo o apoio necessário para sua implantação, uma vez que 
muitos fatores desencadeiam dificuldades práticas no processo de implantação desse instrumento de 
assistência (SOARES, RESCK, TERRA, et al. 2015). 
A SAE tem relevante importância para o bom funcionamento do serviço, porém ainda 
existem questões que impedem ou dificultam sua implantação, bem como a falta de material, tendo 
em vista que isto causa transtorno e prejuízos ao paciente, sobrecarregando o profissional enfermeiro 
que é quem está na coordenação e mais próximo ao paciente (MELO, NUNES, VIANA, 2015). 
Outro fator relevante que causa entraves na implantação da SAE são as dificuldades 
enfrentadas em relação à falta de treinamento dos profissionais, e maior interesse partindo dos 
mesmos. E que muitos dos problemas que dificultam a SAE estão relacionados à execução, à 
operacionalização e ao acompanhamento periódico e direto das atividades, bem como à falta de 
liderança, à ausência de comprometimento, à falta de tempo e ao desconhecimento da lei do 
exercício profissional, fatores que, certamente, podem resultar em perda de estímulo por parte dos 
enfermeiros e, por consequência, gerar desmotivação e insatisfação quanto à realização da SAE 
(GRANDO, ZUSE, 2018). 
Os problemas foram muitas para a não aplicação do PE, destacando-se a sobrecarga de 
tarefas pelo enfermeiro, a falta de recursos materiais e humanos e a falta de apoio de órgãos de gestão 
e de fiscalização. De fato, estes pontos são limitações concretas para o bom desenvolvimento do 
trabalho do enfermeiro. Ainda há um longo caminho a ser percorrer nesse campo de atuação e na 
busca de uma formação plena, crítica, reflexiva, competente e transformadora da realidade, para 
assistir a população de maneira adequada. Sobretudo, necessita-se ainda de empoderamento do 
enfermeiroquanto à sua identidade e prática profissional. 
Ausência de capacitações e de educação continuada/permanente é outro fator que inviabiliza 
a SAE de forma correta e direcionada, devido à falta de conhecimento e vivência de sua metodologia. 
A equipe de enfermagem fica à deriva, realizando o preenchimento incorreto dos impressos 
específicos, comprometendo a SAE. O conhecimento destas fases permite (a/o) enfermeira (o) 
operacionaliza-las, no entanto, a falta de conhecimento dificulta o planejamento e a implementação 
das ações para uma boa recuperação do paciente. É relatada neste estudo a falta de capacitações e de 
educação permanente para os profissionais de enfermagem, condição essencial para qualificar a 
assistência e o gerenciamento do cuidado (MARINELLE; ROSANE; SILVA, 2015). 
 
 
17 
 
4. METODOLOGIA 
4.1 TIPO DE ESTUDO 
Trata-se de uma pesquisa do tipo revisão bibliográfica da literatura de caráter descritiva e 
qualitativa. A revisão da literatura é o fundamento teórico que irá abordar o tema e o problema da 
pesquisa por meio dessa análise de literatura publicado, traçar um quadro teórico e fará estruturação 
conceitual que dar a substância sustentação do desenvolvimento da pesquisa para elaborar uma 
revisão da literatura recomendável que você adote a metodologia de pesquisa bibliográfica baseia-se 
na análise da literatura já publicada em forma de livros, artigos e literatura cinzenta ( tese, dissertação 
trabalho versos apresentados em congressos e relatórios) ( MARTINS,2018). 
Para Marcori e Lakatos (2010) explicam que a abordagem qualitativa se trata de uma 
pesquisa que tem como premissa, analisar e interpretar aspectos mais profundos, descrevendo a 
complexidade do comportamento humano e ainda fornecendo análises mais detalhados sobre as 
investigações, atitudes e tendências de comportamento. Assim, o que percebemos é que a ênfase da 
pesquisa qualitativa é nos processos e nos significados. 
4.2- BASES DE DADOS 
As bases de dados consultados foram a Literatura Latino – Americano e do Caribe em 
Ciências da Saúde - LILACS, Scientific Eletronic Library Online – SCIELO, Medical Literature 
Analysis and Retrieval System Online – MEDLINE e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal 
de Nível Superior – CAPES. 
4.3 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO 
Foram incluídos artigos completos e originais, artigos relato de experiência e de caso, tese, 
dissertação escrita em português, disponíveis online, publicados nos períodos de 2015 a 2020, sendo 
utilizados os descritores em Ciências da Saúde-DECS: SAE; PE, Unidade Básica da Saúde; e as 
palavras – chaves: Enfermagem; Processo de Enfermagem; Unidade Básica de Saúde; Sistematização 
da Assistência de Enfermagem. 
Foram excluídos os artigos que não estavam no idioma português, os publicados antes 2013 
e posteriores à 2021, que não estivessem disponíveis online, artigos incompletos, aqueles com 
conteúdo não relevante e que não respondiam aos questionamentos dos estudos. 
 
 
18 
 
4.4 INSTRUMENTO DE COLETA, APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS. 
A coleta de dados foi realizado em janeiro de 2021 a março de 2021, com instrumento foi 
utilizado um questionário (Apêndice A), Com 03 perguntas que estão direcionado aos objetivos 
específicos ponto após a literatura cuidadosa dos artigos selecionados e que responde aos 
questionários e os critérios de inclusão, os artigos receberam o número de protocolo que hoje 
classificaram a A1: A2; A3; B1;B2; B3; C1; C2; de acordo com seus eixos temáticos. 
Na apresentação, os artigos selecionados foram organizados em eixos temáticos de acordo 
com sua relação com o presente estudo. Eixo temático I - Formação de SAE e o processo de 
enfermagem. Eixo temático II - Importância da SAE na consulta de enfermagem. Eixo temático - 
III dificuldade no uso do SAE e na UBS. Na sequência, os artigos foram organizados em tabelas 
com as seguintes descrições: Autor e ano, título, objetivo e metodologia, para posteriormente serem 
analisados e discutidos. 
Após a leitura integral e interpretativa dois artigos se selecionados, foi realizada uma 
discussão descritiva dos resultados encontrados, onde foi feito o registro, análise das informações 
descritas de forma organizada. 
4.5 Riscos e Benefícios 
Entre os discos desse tipo de pesquisa está o uso de princípios de dados ultrapassada com 
informações não comprovados e o plágio, para evitá-los foram referenciados todos os textos citados 
nesse estudo, conforme a lei 9.610/98 que consolida sobre hoje direitos autorais como benefícios, 
ver de apoio à comunidade acadêmico, aos profissionais e a população que tem interesse pela 
temática. Não houve a necessidade de submissão de estudo ao comitê de ética por não se tratar de 
testes com seres humanos e se uma revisão bibliográfica da literatura. 
 
 
 
 
 
 
19 
 
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Foi realizada leitura analítica dos artigos selecionados que possibilitou a organização dos 
assuntos por ordem de importância e a sintetização destas que visou à fixação das ideias essenciais 
para a solução do problema da pesquisa. Para operacionalizar a pesquisa os achados foram discutidos 
de forma descritiva. E foram usados nesta discussão 13 artigos que melhor atendiam ao enfoque em 
relação ao tema proposto. 
Inicialmente para a realização desta revisão integrativa, foram encontradas – publicações 
nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base 
de Dados de Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library (SciELO), foram selecionados 
239 e excluídos 226 foram excluídas por não abordarem a temática analisada. 
Assim, 10 publicações foram selecionadas para esta revisão, uma vez que atenderam aos 
critérios de inclusão preestabelecidos e trouxeram contribuições relevantes à discussão proposta pelo 
estudo. 
Os periódicos selecionados para esta discussão estão em língua portuguesa perfazendo um 
total de 10 artigos. Os artigos foram publicados no período de 2015 a 2020, em revistas nacionais. 
Os artigos selecionados para a presente pesquisa encontram-se sumarizados no Quadro 2, 3 e 4, 
divididos de acordo com seus eixos temáticos, na ordem: código (A1, A2, A3; B1, B2, B3; C1, C2, 
C3) título, autores, ano, objetivo da pesquisa e base de dados. 
A síntese da produção de dados é apresentada em três partes (eixos temáticos a partir dos 
objetivos propostos) para melhor compreensão dos resultados. Observamos a divisão da síntese dos 
artigos no Quadro 2, 3 e 4. 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
Quadro 1 – Síntese dos artigos selecionados para o Eixo temático I - Formação de SAE e 
o Processo de enfermagem. 
Código Título Autores Ano Objetivo 
 da 
 pesquisa 
Base 
 de 
dados 
A1 Sistematização da 
Assistência de 
Enfermagem: visão 
geral dos 
Enfermeiros. 
CHAVES 
RRG, et al. 
2016 Verificar a visão 
dos enfermeiros 
quanto à 
Sistematização da 
Assistência de 
Enfermagem. 
LILACS 
A3 
Sistematização da 
Assistência de 
Enfermagem em 
unidade básica de 
saúde: percepção da 
equipe de enfermagem 
RIBEIRO; 
PADOVEZE 
2018 Realizar um 
diagnóstico situacional 
da Sistematização da 
Assistência de 
Enfermagem (SAE) 
em uma Unidade 
Básica de Saúde 
(UBS), na percepção 
da equipe de 
enfermagem 
BDENF 
Fonte: FERREIRA, 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
Quadro 2 – Síntese dos artigos selecionados para o Eixo temático II – Importância da SAE na 
Consulta de Enfermagem. 
Código Título Autores Ano Objetivo da 
pesquisa 
Base 
de 
dados 
B1 Utilização do 
processo de 
enfermagem e as 
dificuldades 
encontradas por 
enfermeiros. 
SOARES VS, 
et al. 
2019 Averiguar a 
importância 
atribuída à 
utilização do 
processo de 
enfermagem por 
enfermeiros e 
identificar as 
principais 
dificuldades 
encontradas. 
LILACS 
B2SISTEMATIZA
ÇÃO DA 
ASSISTÊNCIA 
DE 
ENFERMAGE
M NA 
ATENÇÃO 
BÁSICA: O 
QUE DIZEM 
OS 
ENFERMEIRO
S? 
Maroso 
Krauser, 
Ivete; Adamy, 
Edlamar 
Kátia; and al 
2015 Identificar o 
conhecimento que os 
enfermeiros da Atenção 
Básica em Saúde, no 
Brasil, têm sobre a 
Sistematização da 
Assistência de 
Enfermagem. 
LILACS 
 
Fonte: FERREIRA, 2021. 
 
 
 
22 
 
Quadro 3 – Síntese dos artigos selecionados para o Eixo temático - III Dificuldade no uso do 
SAE e na UBS. 
Código Título Autores Ano Objetivo da 
pesquisa 
Base 
de 
dados 
C1 Desvelando 
dificuldades 
operacionais na 
sistematização da 
assistência de 
enfermagem 
através da 
Grounded 
Theory. 
MEDEIROS 
AL, SANTOS 
SR, CABRAL 
RWL. 
2018 Compreender os 
fatores que dificultam a 
operacionalização da 
SAE em uma unidade 
básica 
 
LILACS 
C2 Utilização do 
processo de 
enfermagem e as 
dificuldades 
encontradas por 
enfermeiros. 
SOARES VS, 
et al. 
2015 Identificar as 
principais 
dificuldades 
encontradas 
LILACS 
C3 Percepção dos 
enfermeiros acerca 
da Sistematização 
da Assistência de 
Enfermagem na 
atenção básica de 
Belo Horizonte. 
Santana 
JCB, Rocha 
VAM, 
Oliveira E, 
Afonso LN, 
Santos SLR, 
Freitas VMF, 
et al. 
2017 Compreender a 
percepção dos 
enfermeiros sobre a 
SAE e sua disposição 
em utilizar este 
processo como 
estratégia 
norteadora do seu fazer 
na atenção básica à 
saúde. 
SCIELO 
Fonte: FERREIRA, 2021. 
 
 
23 
 
5.1 FORMAÇÕES DA SAE/PROCESSO DE ENFERMAGEM 
Nesta categoria temática, as maiorias dos artigos mostram que a SAE, foi pouco explorado, 
principalmente nas UBS, conforme demostrado a seguir: 
É importante ressaltar que a SAE é uma forma de possibilitar um trabalho sistemático pela 
implementação do PE e suas etapas, proporcionando aos usuários, uma abordagem completa de seu 
estado de saúde, com descobertas hábeis nos diagnósticos e no tratamento dos problemas de saúde. 
Torna se importante como estrutura de enaltecimento e autonomia da Enfermagem na UBS, 
proporcionando aos enfermeiros um diferencial em suas consultas (CHAVES et al.,2016). 
A SAE e o PE são compreendidos como essencial pela maioria dos profissionais de 
enfermagem, porém a pratica efetiva de ambos na aplicação dos cuidados clínicos de enfermagem 
ainda é uma lacuna a ser superado. 
A sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) utiliza método e tática de trabalho 
científico visando à identificação dos casos de saúde/doença, para auxiliar atuações de assistência de 
enfermagem que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde 
do indivíduo, família e comunidade, partindo deste conceito podemos entender que a SAE é um 
instrumento fundamental na atenção básica, pois com ele será possível instrumentalizar a assistência 
na comunidade (BRITO; BARCELOS, 2017) 
Observa – se que, apesar das tentativas de introduzir, nas UBS, os elementos que compõem 
a SAE, os enfermeiros não conseguem compreende-los, o que revela falta de aplicabilidade sobre 
a relação do PE com a anamnese e o exame físico. Esta dificuldade repercute, inclusive, na 
capacidade de apreender o tema e na formação do profissional enfermeiro (PORFIRIO; 
GARANHANI; ERES, 2015). 
Deve ser incorporado nas atitudes clinicas do enfermeiro e equipe, em suas rotinas de 
trabalho, o processo de enfermagem tem que ser desenvolvido com raciocínio e julgamento clinico 
nas decisões diagnosticas e de intervenção de enfermagem (GOES; FERREIRA,2016). 
É necessário o cuidado com a formação dos futuros profissionais de enfermagem, a razão 
que o processo de fortalecimento e defesa da ciência de enfermagem se estabelecera concretamente 
a partir desta e das próximas gerações de enfermeiros (as). 
Quando questionados os artigos presentes sobre a exigência da SAE na UBS, quanta 
 
 
24 
 
legislação do Conselho Federal de Enfermagem/2009 revela a falta de exigência nos locais de 
trabalho; destaque da aplicabilidade da SAE no campo hospitalar; desconhecimento dos gerentes 
das unidades de saúde falta de protocolos que sustentem sua aplicabilidade. 
Enfatizando sua obrigatoriedade e necessidade de sua aplicabilidade na prática cotidiana 
da enfermagem em diferentes cenários de trabalho, preconizada como uma atividade privativa do 
enfermeiro, baseada em estratégias científicas planejadas para a identificação das diversas situações 
do binômio saúde/doença (SOARES, et al., 2019). 
O diagnóstico de enfermagem pauta-se no desvelamento das informações coletadas no 
histórico, bem como seu agrupamento, emergindo daí a tomada de decisão sobre as necessidades 
do paciente e família, fazendo uso de conceitos diagnósticos de enfermagem. A implementação é a 
realização das ações ou intervenções propostas na fase de planejamento; e a Avaliação ou Evolução 
de Enfermagem corresponde à avaliação global da prescrição de enfermagem implementada, 
considerando as repercussões da assistência na condição do paciente, família ou comunidade. 
Corresponde ao processo dinâmico apresentado pelo paciente (BEVILACQUA; MELO; 
BARLETTO, 2017). 
5.2 IMPÔNTANCIA DA SAE NA CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Em consideração à aplicação da SAE na consulta de enfermagem aplicando o PE e suas 
etapas, a maior parte dos artigos, destacam a sua acuidade no intuído de promover a melhoria do 
atendimento aos usuários. 
No âmbito, apresentaram que esperam na melhoria do acolhimento ao usuário quando a 
SAE é usada como uma metodologia de sistematização das ações e organização do trabalho. Os 
enfermeiros reconhecem que o foco da assistência deve ser o usuário, com enfoque em suas 
necessidades, questão está em torna-la uma realidade. 
A SAE subsidia ações que possam contribuir para a promoção, prevenção, recuperação e 
reabilitação da saúde do indivíduo, a partir de etapas através do Processo de Enfermagem (PE), 
com o planejamento, organização, execução e avaliação, guiadas por uma teoria de enfermagem 
(COFEN, 2019). 
Na consulta de Enfermagem, o enfermeiro deve se preocupar com a implementação de 
práticas que ofereçam condições seguras e de qualidade para o desempenho de suas atividades. Os 
 
 
25 
 
usuários procuram a consulta de Enfermagem para orientação da prática do autocuidado, para 
adquirir informações acerca da doença e do tratamento, visto que uma das ações do enfermeiro é 
orientar o paciente conforme suas necessidades para promoção e recuperação da saúde (OLIVEIRA 
et al., 2017). 
5.3 DIFICULDADES NO USO DA SAE NA UBS 
A pluralidade dos artigos demostra a dificuldade dos profissionais da enfermagem a aplicar 
a PE no cotidiano profissional, argumento falta de tempo; sobrecarga de trabalho em relação à 
grande demanda de clientes, prolongando na duração das consultas de enfermagem, conforme 
demostras. 
Foram apontados como entraves na implementação do PE um número reduzido de 
profissionais, falta de credibilidade dos técnicos de enfermagem, desconhecimento, questões 
políticas, sobrecarga de trabalho, falta de tempo, falta de vontade dos gestores em implantar a SAE, 
falta de motivação profissional, dificuldades de relacionar a teoria coma prática (MEDEIROS; 
SILVA, 2018). 
Desafios para a sua efetivação, como: a grande demanda de usuários, que é maior que a 
preconizada para cada equipe; pouco tempo para o atendimento dos pacientes; a sobrecarga de 
trabalho; ausência de educação permanente; e escassez de formulários apropriados para esta 
finalidade. Além disso, autores citam a resistência para a implementação, à falta de recursos 
humanos e a dicotomia entre as funções gerenciais e assistenciais do enfermeiro (FREITAS, et al., 
2017). 
Percebe-se que a deficiência nos registros do PE, o torna informal, incompleta e 
inoperante, dificultando sua implementação. Muitos são os fatores que interferem na sua 
aplicabilidade, dentreeles, os organizacionais, e o próprio profissional em relação às suas atitudes, 
crenças, valores e habilidades técnicas. Atualmente sua implementação é considerada um desafio, 
tanto para o gerenciamento da assistência quanto para o enfermeiro, pois exige empenho e 
criatividade para sua execução (SOARES, et al., 2015). 
Ressalta que aplicação em educação continuada da equipe de enfermagem, admitira fazer 
o diferencial em condições de competência de teoria e prática pautada na SAE, para a realização de 
uma assistência de enfermagem qualificada. 
 
 
26 
 
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A crítica dos documentos acarretou uma visão ainda mais ampla acerca da obrigação de 
fundação e prática da SAE na rede de atenção básica. A melhoria da característica dos serviços em 
todos os níveis de atenção à saúde não se baseia apenas em situar protocolos, normas e n, pois não é 
esse o objetivo da SAE, é incluir em seu plano de trabalho as teorias científicas que orientam 
plausivelmente as ações da equipe de Enfermagem. 
Nota-se que, mesmo diante da Resolução 358/09, que prevê a obrigatoriedade de fundação 
da SAE em equipe de Enfermagem o dos os serviços de saúde, sendo um encargo exclusiva do 
enfermeiro, este fato ainda se encontra distante do fazer dia-a-dia de alguns profissionais que atuam 
na Atenção Básica. 
Os enfermeiros possuem a percepção das adições e da importância da SAE, contudo, alguns 
desafios encontrados bloqueiam a sua adoção, como a grande processo de usuários que excede o 
quantitativo preconizado para cada equipe; tempo limitado para o acolhimento e acompanhamento 
dos usuários, sobrecarga de trabalho e deficiência de educação permanente. 
Nesse panorama a enfermagem está presente em todos os programas ofertados pelas 
unidades de atenção básica. Destaca-se a importância da implementação da SAE, como uma 
construção de valorização, autonomia e de práticas de enfermagem de característica. Oferece ao 
enfermeiro uma forma de cuidar distinta permitindo a detecção precoce de problemas, possibilitando 
um trabalho disposto com melhores alternativas de respostas aos problemas de saúde dos usuários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
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220X2017028803375. 
http://periodicos/
http://www.eerp/
 
 
29 
 
APÊNDICES 
APÊNDICE A – INSTRUMENTOS DE COLETAS DE DADOS 
 QUESTIONÁRIO 
1. Em sua opinião, quais os desafios para a operacionalização da SAE e o PE? 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
2. FATORES QUE INTERFEREM E PREJUDICAM A IMPLANTAÇÃO DA SAE E 
PE? 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
3. Em sua opinião, qual a contribuição da SAE E PROCESSO DE ENFERMAGEM para 
a prática de enfermagem? 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
APÊNDICE B – CRONOGRAMA 
 
ATIVIDADE 
2021 
JAN FEV MAR ABR MAI JUN 
 Pesquisa bibliográfica X X X X X X 
Elaboração do projeto X X X X X 
Qualificação do projeto de 
pesquisa 
 X 
Coleta de Dados X X 
Analise de Dados X X 
TCC Preliminar X 
TCC Definitivo X 
Entrega do TCC à orientação X 
Defesa do TCC X

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