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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD
	
AULA 01
	
	
	DATA:
______/______/______
VERSÃO:01
Atenção:
Os trabalhos postados aqui já foram avaliados com notas entre 10 e 9 e têm autorização dos clientes.
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: ORTOPODOLOGIA
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME:
	MATRÍCULA:
	CURSO:
	POLO:
 
				TEMA DE AULA: AVALIAÇÃO DO PÉ
RELATÓRIO:
1. Discorrer sobre o passo a passo como deve ser realizada a avaliação do pé.
1. Passo a passo da avaliação do pé:
A avaliação do pé é uma etapa importante para identificar alterações posturais, biomecânicas e disfunções que podem afetar a marcha e a qualidade de vida do paciente. O processo deve ser realizado com a máxima atenção para garantir um diagnóstico preciso. O passo a passo para realizar a avaliação do pé é o seguinte:
1. Anamnese:
· Antes de iniciar a avaliação física, é essencial fazer uma anamnese completa. Pergunte sobre histórico médico, queixas atuais (dor, desconforto), histórico de lesões e atividades diárias que possam impactar a saúde dos pés.
2. Observação:
· Observe a postura do paciente, como ele se posiciona em pé e caminhar. Verifique a presença de deformidades evidentes como joanetes, calosidades, calos, unhas encravadas, entre outros.
3. Inspeção:
· Examine a pele em busca de alterações (vermelhidão, rachaduras, infecções).
· Verifique a presença de edema, deformidades ósseas e articulares.
· Avalie a condição das unhas e a presença de calos ou calosidades.
4. Palpação:
· Realize a palpação de estruturas importantes, como as articulações dos dedos, o arco do pé, os tendões e as fáscias, para identificar áreas de dor ou tensão muscular.
5. Avaliação da mobilidade articular:
· Realize a avaliação dos movimentos articulares, como flexão, extensão, inversão e eversão do pé, para verificar se há limitações de movimento.
6. Teste de força:
· Avalie a força dos músculos do pé e da perna para identificar fraqueza muscular.
7. Avaliação da pisada:
· Verifique a distribuição da pressão e o padrão da pisada do paciente, que pode indicar desequilíbrios posturais.
8. Exames complementares:
· Em alguns casos, a avaliação pode incluir exames como raio-X, ressonância magnética ou outros exames para avaliar as condições ósseas e articulares do pé.
TEMA DE AULA: AVALIAÇÃO DO TIPO DE PISADA
RELATÓRIO:
1. Quais os instrumentos utilizados para avaliação da pisada? Descreva os tipos de pisada.
Instrumentos utilizados na avaliação da pisada:
1. Planta de pressão (ou Podobarômetro):
· Este é um dispositivo que mapeia a pressão exercida sobre o pé durante a pisada. Ele pode ser usado para registrar as áreas de maior e menor pressão, permitindo a identificação de padrões anormais de distribuição de peso.
2. Pedômetro:
· Embora mais simples, o pedômetro pode ser utilizado para medir o número de passos e ajudar na avaliação do padrão de marcha.
3. Análise computadorizada de marcha:
· Equipamentos como plataformas de pressão e câmeras de alta velocidade podem ser utilizados para captar o movimento do pé e da perna durante a caminhada, possibilitando uma análise detalhada da pisada.
4. Impressão plantar:
· Em alguns casos, é feita uma impressão do pé, que pode ser visualizada em papel ou digitalmente. A impressão pode revelar padrões de pisada, como excesso de pressão nos calcanhares, arco ou dedos.
Tipos de Pisada:
1. Pisada Normal (Neutra): 
· A pisada neutra é caracterizada por uma distribuição equilibrada de pressão ao longo da planta do pé. O peso é distribuído de maneira uniforme desde o calcanhar até os dedos, com o arco do pé mantendo uma curvatura saudável.
2. Pronação (Pisada para dentro): 
· A pronação ocorre quando o pé rola excessivamente para dentro ao caminhar ou correr. Isso pode levar ao desgaste excessivo do lado interno do calçado, além de sobrecarregar articulações como os joelhos e quadris.
3. Supinação (Pisada para fora): 
· A supinação é o oposto da pronação, onde o pé rola para fora. Esse tipo de pisada pode resultar em sobrecarga na parte externa do pé, causando dores nos calcanhares e articulações.
4. Pisada Neutra (ou Eixo Central): 
· Na pisada neutra, o pé se move de maneira eficiente, com uma distribuição uniforme de pressão e sem exageros. Este é o tipo de pisada ideal, onde o pé não apresenta tendências para a pronação ou supinação.
				TEMA DE AULA: AVALIAÇÃO DA MARCHA
RELATÓRIO:
1. Descreva as fases e subfases da marcha humana.
Fases da marcha:
1. Fase de apoio:
· A fase de apoio começa quando o calcanhar do pé toca o solo e termina quando o mesmo pé deixa o solo. Durante essa fase, o pé está em contato com o solo, transferindo o peso do corpo.
Subfases da fase de apoio:
· Contato inicial (ou fase de heel strike): 
· O calcanhar do pé atinge o solo, marcando o início do ciclo de marcha. Durante este momento, o corpo começa a transferir o peso para o pé que está em contato com o solo.
· Fase de apoio pleno (ou midstance): 
· O pé todo está em contato com o solo, e o peso do corpo é completamente transferido para ele. A perna de apoio está em sua posição mais vertical.
· Fase de propulsão (ou push-off): 
· A fase final da fase de apoio ocorre quando o calcanhar começa a se levantar do solo, e a propulsão do corpo para frente começa com a ajuda dos dedos do pé.
2. Fase de balanço:
· A fase de balanço ocorre quando o pé está no ar, movendo-se em direção à próxima posição de apoio. O movimento é caracterizado pelo deslocamento do pé para a frente, preparando-se para o próximo contato com o solo.
Subfases da fase de balanço:
· Fase de balanço inicial (ou inicial swing): 
· O pé que estava em contato com o solo levanta-se do chão e começa a avançar para frente. O tornozelo está em dorsiflexão para preparar o pé para o próximo contato com o solo.
· Fase de balanço médio (ou mid-swing): 
· O pé continua avançando para a frente, a perna está mais vertical e o pé se aproxima da posição de apoio. Durante esta fase, o joelho começa a se estender.
· Fase de balanço terminal (ou terminal swing): 
· O pé quase atinge o solo novamente. O joelho está totalmente estendido, e o corpo se prepara para a próxima fase de apoio.
2. Descreva, passo a passo, como deve ser realizada a avaliação de marcha.
:
1. Preparação do ambiente:
· Escolha um local adequado, plano e sem obstáculos para que o paciente possa caminhar confortavelmente.
· Se possível, utilize uma linha reta marcada no chão para que o paciente possa caminhar de forma controlada.
2. Posicionamento do paciente:
· O paciente deve ser instruído a caminhar em linha reta, com uma postura relaxada e sem pressa. As orientações devem ser claras, como: "Caminhe normalmente, como se estivesse indo para algum lugar."
3. Observação inicial:
· Observe a marcha do paciente de frente, de lado e de trás para analisar diferentes aspectos do movimento, como a simetria, o uso dos braços, a flexão dos joelhos, o comprimento da passada e a movimentação dos quadris.
4. Análise das fases da marcha:
· Fase de apoio: Observe como o paciente inicia o contato com o solo, a distribuição de peso ao longo do pé e a elevação do calcanhar. Verifique também a movimentação da pelve e dos quadris durante o apoio.
· Fase de balanço: Observe a amplitude do movimento do pé e da perna durante a fase de balanço, o tempo de duração de cada fase e o posicionamento do tornozelo, joelho e quadril.
5. Identificação de anormalidades:
· Procure por sinais de alterações no padrão de marcha, como claudicação, movimentos excessivos de compensação, falta de equilíbrio, movimentação anormal do quadril ou joelho, e falta de coordenação.
6. Avaliação quantitativa (se necessário):
· Se necessário, utilize equipamentos adicionais como plataformas de pressão ou câmeras de vídeo para analisar mais detalhadamente os parâmetros quantitativos, comoo tempo de cada fase, a velocidade da marcha e a distribuição de pressão do pé.
7. Conclusão:
· Ao final da avaliação, faça um resumo dos achados clínicos, identificando possíveis causas para qualquer anormalidade observada. A partir dessa análise, será possível propor intervenções terapêuticas ou recomendar o uso de dispositivos ortopédicos, como palmilhas ou órteses.
TEMA DE AULA: ORTOPLASTIA PODAL
RELATÓRIO:
1. Quais os tipos de instrumentos utilizados para confecção das órteses podal de silicone e como essas órteses devem ser confeccionadas?
Instrumentos necessários:
1. Silicone para ortopedia:
· Silicone médico de alta qualidade, geralmente utilizado em duas etapas: uma fase inicial de moldagem e uma fase de endurecimento. Esse silicone é projetado para ser flexível, durável e seguro para uso prolongado na pele.
2. Espátulas e ferramentas de mistura:
· Utilizadas para misturar o silicone de forma homogênea, garantindo que a textura e a viscosidade sejam adequadas para a moldagem.
3. Moldes e formas (caso necessário):
· Moldes de alumínio ou outros materiais podem ser utilizados para garantir que a forma da órtese seja precisa. Podem ser feitos à mão ou em conjunto com uma impressora 3D.
4. Cadeiras e suportes ergonômicos:
· Para apoiar o paciente ou o pé enquanto o profissional realiza a modelagem da órtese.
5. Balança de precisão:
· Para pesar o silicone, caso necessário, para garantir a proporção exata dos componentes.
6. Alcool e algodão:
· Utilizados para limpar a área onde a órtese será aplicada, removendo impurezas e oleosidade da pele.
7. Ferramentas de acabamento (tesoura, lâminas, etc.):
· Usadas para cortar e dar acabamento nas bordas da órtese após sua confecção.
Processo de confecção das órteses de silicone:
1. Análise do pé do paciente:
· O profissional faz uma avaliação cuidadosa do pé do paciente, considerando as necessidades específicas (por exemplo, correção de deformidades, alívio de pressão, etc.).
2. Preparação da área:
· A área do pé que receberá a órtese é limpa com álcool ou outro desinfetante, garantindo que não haja resíduos de sujeira ou oleosidade.
3. Mistura do silicone:
· O silicone é misturado conforme as instruções do fabricante, geralmente combinando duas substâncias que, quando misturadas, reagem e começam a endurecer.
4. Aplicação do silicone:
· O silicone é aplicado sobre a área a ser moldada, cobrindo as regiões de interesse. Durante a aplicação, o profissional pode modelar a estrutura da órtese, moldando-a diretamente sobre o pé ou usando um molde pré-fabricado.
5. Curagem e remoção:
· Após o silicone atingir a consistência adequada, a órtese é deixada para curar (tempo de secagem varia de acordo com o tipo de silicone utilizado). Após o tempo de cura, a órtese é removida do pé.
6. Ajustes e acabamentos:
· O profissional realiza os ajustes necessários para garantir o conforto e a funcionalidade da órtese, cortando excessos e fazendo acabamentos nas bordas.
7. Teste e adaptação:
· A órtese é colocada no pé do paciente para avaliar o conforto e a funcionalidade. Caso necessário, ajustes adicionais são feitos.
2. Descreva, passo a passo, como deve ser tirado o molde de uma órtese podal.
:
1. Preparação do paciente:
· O paciente deve estar confortavelmente posicionado, geralmente sentado em uma cadeira ou deitado, com o pé elevado ou posicionado de forma ergonômica.
· A área do pé onde a órtese será aplicada deve ser limpa cuidadosamente com álcool ou outro desinfetante.
2. Aplicação do desmoldante (se necessário):
· Caso o profissional utilize um molde rígido (por exemplo, de gesso ou outro material), é necessário aplicar um desmoldante na pele do paciente e na superfície do molde para evitar que o silicone grude.
3. Preparação do silicone:
· O silicone de ortopedia deve ser misturado com precisão, seguindo as proporções recomendadas pelo fabricante. O profissional deve usar ferramentas como espátulas para garantir que a mistura seja homogênea e a textura seja ideal para a moldagem.
4. Moldagem do pé:
· O silicone é aplicado diretamente sobre a área do pé que será moldada. Em alguns casos, o pé do paciente pode ser imerso no silicone (técnica de molde por imersão), ou o silicone é espalhado diretamente sobre a região de interesse.
5. Ajustes iniciais e tempo de curagem:
· Enquanto o silicone está ainda macio, o profissional ajusta a quantidade de material e a forma, moldando-o com as mãos ou ferramentas específicas para garantir um encaixe preciso. O silicone precisa de tempo para começar a endurecer, o que geralmente leva alguns minutos.
6. Remoção do molde:
· Após o silicone começar a endurecer, o molde é cuidadosamente retirado do pé, garantindo que não haja danos ao material ou desconforto para o paciente.
7. Acabamento e ajustes finais:
· O molde é deixado para curar completamente. Após a cura, o molde é retirado e, se necessário, a órtese pode ser ajustada, cortando excessos ou afinando áreas que precisam de mais suporte ou conforto.
REFERENCIAS 
ANDRADE FILHO, Eládio Pessoa de. Anatomia geral. 2015. 
DOS SANTOS, José Wilson et al. Metodologias de ensino aprendizagem em anatomia humana. Ensino Em Re-Vista, v. 1, p. 364-386, 2017. 
JUSTINO, Jayme Roberto; BOMBONATO, Aparecida Maria; DE PAULA JUSTINO, Conceição A. Podologia: técnicas e especializações podológicas. Editora Senac São Paulo, 2019.
VALDUGA, Renato; DE SOUSA, Gustavo Ferreira. TORNOZELO E PÉ. Enfermagem em podiatria: Abordagem integral, p. 2, 2024.
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