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Órtese eÓrtese e PrótesePrótese da avaliação ao tratamento Um manual para você otimizar sua prática clínica Mais de 70 páginasMais de 70 páginas de conteúdo facilitadode conteúdo facilitado e ilustradoe ilustrado Olá, me chamo Amanda, tenho 25 anos e atualmente estou cursando o último ano de Fisioterapia. Há pouco mais de dois anos criei o perfil @afisioamanda no Instagram, já somos mais de 16 mil seguidores e os conteúdos lá postados já ajudaram diversos estudantes, criei esse E-Book com o intuito de ajudá-los ainda mais. Este material trata-se de conteúdos relacionados a disciplina de Órtese e Prótese, conteúdos fundamentais para a sua graduação. Todas as informações contidas aqui são baseadas na literatura acadêmica existente, escritas de forma facilitada para você pode aprender e revisar o conteúdo, sempre consulte outras fontes para complementar seu conhecimento, se julgar necessário. Desde já agradeço a confiança e desejo uma excelente aquisição de conhecimentos! Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma, sem o consentimento da autora. A Lei Federal n° 9.610 de 1998 estabelece como crime a violação dos direitos autorais. Apresentação Órteses Páginas 04 - 43 Af @Afisiomanda Os primeiros registros do uso de Órteses foram encontrados em pinturas egípcias (2750-2625 a. C.,). Essas órteses formavam uma cobertura protetora em torno do membro acometido, com o intuito de manter o membro em posição de descanso. Hipócrates (460-375 a.C.) em uma de suas obras apresentou discussões a respeito de métodos de tratamento para fraturas, deformidades congênitas e outras lesões ortopédicas. Por muito tempo o princípio defendido por Hipócrates sobre o uso das órteses permaneceram como um tratamento para diferentes problemas ortopédicos. Após alguns estudos realizados, Galeno (199-129 a.C.) escreveu sobre as alterações das curvaturas da coluna vertebral a escoliose, a hiperlordose e a hipercifose. Sendo o primeiro a utilizar o enfaixamento da caixa torácica para tratar essas deformidades. Órteses Histórico 04 Órteses Histórico Af @Afisiomanda Na Idade Média (séculos V-XV) já se utilizava órtese no tratamento de diversas doenças. Chauliac (1330- 1368) escreveu sobre o tratamento de fratura de fêmur com a utilização da tração feita por uma órtese. Ambroise Paré (1510-1590) publicou trabalhos sobre próteses e órteses metálicas para vários tipos de correções ortopédicas, como colete ortopédico para coluna e bota ortopédica para pé torto congênito. Contudo, apenas a partir da guerra civil americana e das primeira e segunda guerras mundiais, a preocupação em assistir os soldados lesionados nas guerras, houveram avanços nas técnicas cirúrgicas para as amputações e na confecção de Órtese, Prótese e Meios de locomoção. Com o passar do tempo, outras pessoas deram continuidade ao uso desse recurso de tratamento, utilizando as órteses para diferentes tipos de deformidades e lesões. 05 Af @Afisiomanda O termo órteses vem do grego "orthós" que significa direito ou reto. As Órteses são dispositivos exoesqueléticos, ou seja aplicadas externamente ao corpo, com o objetivo de auxiliar o membro ou segmento corpóreo a desempenhar sua função, agindo como reorganizadores e auxiliadores funcionais. As órteses são utilizadas em casos de comprometimentos musculoesqueléticos ou alterações funcionais, sejam elas permanentes ou temporárias, auxiliando na reabilitação funcional do indivíduo. Órteses Conceito 06 Objetivos Restaurar e melhorar a função do corpo; Sustentação do corpo; Alinhamento postural; Melhorar o padrão da marcha; Corrigir desvios; Imobilizar uma articulação ou segmento. Af @Afisiomanda O pioneiro na confecção de órteses foi Ambroise Paré (1509-1590), que já propunha mecanismos de acordo com a anatomia do indivíduo e na necessidade da órtese ser leve e confortável. A escolha do material para confecção da órtese deve considerar a força, durabilidade, flexibilidade e peso. O design ortótico deve ser simples, discreto, confortável e a estética mais próxima o possível do segmento real do corpo. Órteses Materiais 07 O aspecto estético e o conforto são dois fatores que facilitarão o ajuste ao déficit funcional e a aceitação do indivíduo. Os principais materiais utilizados são : Couro: serve para o revestimento de estruturas metálicas e em correias de calçados. As principais características são: resistência, porosidade, não toxicidade, estética, facilidade de manipulação, durabilidade e custo médio. Órtese de Tornozelo e Pé em couro Ao @Afisiomanda Órtese de Pé em fibra de carbono Metais: Utiliza-se o aço geralmente em órteses de MMII mas possui um peso alto; o alumínio em contrapartida apresenta leveza, resistência à corrosão e boa aparência, mas é pouco resistente; o duralumínio é o mais indicado dentre os metais pois ele possui grande resistência mecânica; o titânio é utilizado na confecção das hastes e articulações do quadril, joelho e tornozelo, possui baixo peso, alta resistência e boa aparência porém possui alto custo. Órteses Materiais 08 Fibras de carbono: junto a outras materiais, resulta em um componente com ótima propriedade mecânica. Suas principais características são: leveza, durabilidade e alta resistência mecânica porém possuem um custo elevado. Órtese de Metal Af @Afisiomanda Termoplásticos: os principais tipos de termoplásticos são: o polipropileno, o polietileno, o politereftalato de etileno e o policloreto de vinil, sendo o polipropileno o mais utilizado na confecção de órtese. Suas vantagens são: alta resistência química e a solventes, baixo custo, facilidade de moldagem e de coloração, alta resistência a fraturas, a impactos e fadiga e possui boa estabilidade térmica. Órteses Materiais 09 Órtese para mão de termoplástico Espumas: estas são utilizadas junto a outros materiais com o objetivo de proteção entre a órtese e a pele do paciente, principalmente em locais de proeminências ósseas. O tipo mais utilizado é o polietileno, que apresenta células fechadas em sua composição, as quais previnem a absorção de líquidos, como urina, suor e exsudatos. Órtese para cervical de espuma Af @Afisiomanda Órteses 10 A situação clínica do paciente; O tempo de utilização; A durabilidade; Em situações de pós-operatório a órtese será utilizada por pouco tempo, os materiais utilizados podem ser mais simples e baratos. Nos casos de uso definitivo, como pacientes com sequelas de patologias neurológicas, tais como: AVC e Paralisia Cerebral, os materiais devem ser mais leves, resistentes e duradouros, principalmente para aqueles pacientes obesos. Além disso, as órteses devem ser confeccionadas sob medida para que o paciente se adapte melhor a ela. Algumas considerações são importantes na escolha do material a ser usado na Órtese, são: A presença de reação alérgica; O peso dos materiais; Peso e idade do paciente; É importante investigar se o paciente possui alergia a algum tipo de material utilizado na confecção da órtese, se houver é necessário substituir por aqueles não alérgicos. Materiais mais leves proporcionam um menor gasto de energia e se tornam mais confortáveis de utilizar, principalmente em crianças. Af @Afisiomanda Órteses 11 Além disso, a força que será aplicada na órtese durante o seu uso precisa ser pensada de acordo com o peso e a idade do paciente, para que não comprometa o desempenho funcional dele. Aqueles pacientes que moram em locais muito úmidos e deteriorados, devem evitar materiais que tendem a oxidar e danificar facilmente. O material deve permitir uma boa flexibilidade do segmento corpóreo para que o paciente consiga desempenhar suas atividades cotidianas, principalmente os atletas. Outro ponto importante é conhecer a condição econômica do paciente para que em casos de baixa renda, materiais de custo baixo substituam aqueles mais caros, mas mantendo o objetivo da indicaçãoe a qualidade, sem prejudicar a funcionalidade. O local de moradia do paciente; O tipo de atividade que o paciente realiza; A condição financeira do paciente. Af @AfisiomandaFlacidez: lesões periféricas, poliomielite;Espasticidade: Paralisia Cerebral (PC), AVC; Incoordenação: PC, Esclerose Múltipla e Parkinson; Prevenção de Contraturas: Queimaduras, Paralisia Cerebral, Artrites, artroses; Dor e traumatismo: luxações, entorses e fraturas. Órteses Indicações 12 As órteses são indicadas em casos onde o paciente não consegue manter o membro em sua posição funcional, na presença ou tendência à deformidade e necessidade de repouso e imobilização de uma articulação. Algumas situações onde o uso é indicado : Af @Afisiomanda Deficiência Mental acentuada; Deformidade grave; Alergia ao material; Dor; Redução do desempenho funcional; Desconforto emocional e fisico; Úlcera por pressão. Órteses Contra-indicações 13 Algumas contra-indicações se forem resolvidas devidamente não são absolutas e o paciente pode utilizar a órtese sem nenhum comprometimento. Af @Afisiomanda Órteses Nomenclatura 14 A NBR ISO 8549-3:1989 estabelece o vocabulário das próteses e órteses e define os termos gerais para descrever órteses relacionados a articulações. A nomenclatura é feita utilizando as iniciais (em inglês) das articulações ou dos segmentos corpóreos onde a órtese está localizada, no sentido craniocaudal, somadas pela letra “O”, que refere-se a “orthosis”. Alguns exemplos : AFO: ankle-foot orthosis (órtese tornozelo-pé). KAFO: knee-ankle-foot orthosis (órtese joelho-tornozelo- pé); TLSO: thoracic-lumbar-sacral orthosis (órtese torácica- lombar-sacral); EWHO: elbow-wrist-hand orthosis (órtese cotovelo- punho-mão); WHO: wrist-hand orthosis (órtese punho-mão); Af @Afisiomanda Órteses Nomenclatura 15 Na nomenclatura também foram inseridas correlações funcionais, características ou os componentes da órtese. Por exemplo: AFO de reação ao solo; KAFO com trava em anel; WHO dinâmica extensora; TLSO tipo Boston. Quando o nome envolver 5 ou mais letras, fraciona-se o nome em duas partes, por exemplo: Órtese bilateral longa de membros inferiores com cinto pélvico e suporte toracolombar, o nome ficaria: TLSHKAFO mas fracionando fica: TLSO + HKAFO. Fonte : Autora Af @Afisiomanda Dinâmicas: Estas permitem o movimento articular, então são indicadas quando se busca auxiliar, limitar ou direcionar movimentos. Exemplo: Órteses Classificação 16 As órteses podem ser classificadas de acordo com a funcionalidade e quando ao sistema de confecção: Estáticas: São indicadas quando se busca imobilização, repouso, correção e/ou proteção do segmento comprometido. Exemplo: De acordo com a funcionalidade, podem ser: Órtese estática para MMSS Órtese dinâmica para MMSS Af @Afisiomanda Pré- Fabricadas Ajustáveis : Estas também estão disponíveis no mercado mas permitem ajustes por meio de velcro e parafusos, de acordo para melhor estabilidade e adaptação do paciente. Órteses Classificação 17 Pré-fabricadas: Estas já estão prontas e disponíveis no mercado. São confeccionadas por materiais flexíveis, como espumas, tecidos, elásticos e gel polímero, garantindo uma fácil adaptação do paciente. Exemplo : De acordo com o sistema de confecção, podem ser: Órtese pré fabricada para Cervical Órtese pré-fabricada ajustável para MMII Af @Afisiomanda Órteses Classificação 18 Confeccionadas sob medidas : Estas são confeccionadas de acordo com as prescrições específicas para o paciente, permitindo alguns ajustes se necessário. No entanto, essas órteses possuem um custo alto e levam um tempo maior até estarem prontas para o uso. Órtese confeccionada sob medida para os pés As órteses são um recurso terapêutico complementar ao tratamento fisioterapêutico, a partir delas muitos objetivos podem ser alcançados. Existem vários tipos de órteses, veja mais na próxima página. Af @Afisiomanda Tirante clavicular ou axilar em oito : Objetiva manter as escápulas e os ombros em retração, impedindo o movimento da clavícula em oito, nos casos de fratura desse osso. É pré-fabricada e possui fixação na região posterior. Órteses Tipos de Órteses 19 Órteses para Membros Superiores : Tirante clavicular Tipoia : Objetiva a imobilização e o repouso do membro superior. É pré- fabricada e apresenta tirantes que são ajustados de acordo com o objetivo do tratamento. Tipoia Af @Afisiomanda Tirante proximal do antebraço : Objetiva o alivio a dor e desconforto resultantes da epicondilite lateral (cotovelo de tenista). É pré- fabricada e possui diferentes modelos e diferentes materiais. Órteses para a região do cotovelo : Objetiva imobilização, limitação de alguns movimentos em casos de fratura nessa região e instabilidade articular. Pode ser confeccionada sob medida, pré fabricada, dinâmicas ou estática. Órteses Principais tipos de Órteses 20 Órteses para Membros Superiores : Tirante do antebraço Órtese para cotovelo Af @Afisiomanda As órteses para punho também podem englobar o polegar. Órtese para punho e polegar Órteses para a região do punho : Objetiva imobilização, analgesia, redução do processo inflamatório, limitar movimentos e melhorar a função comprometida, além disso, serve para estabilizar e repousar a articulação em posição fisiológica para prevenir ou tratar contraturas. Existem pré-fabricadas e confeccionadas sob medida. Órteses Principais tipos de Órteses 21 Órteses para Membros Superiores : Órtese para punho Af @Afisiomanda Órtese interfalangeana Órteses para a região interfalangeana : Objetiva imobilizar e estabilizar as articulações interfalangianas em casos de fraturas, luxações, contraturas e/ou pós-operatórios. Órteses para a região dos metacarpos : Objetiva imobilizar essa região em casos de inflamação articular como Artrite Reumatóide e contraturas. São pré-fabricadas e dinâmicas. Órteses Principais tipos de Órteses 22 Órteses para Membros Superiores : Órtese para metacarpo Af @Afisiomanda Órtese KAFO Órtese KAFO (joelho-tornozelo-pé) : Objetiva estabilizar o joelho para sustentar o peso em casos de fraqueza muscular, após lesões no sistema nervoso central ou sistema nervoso periférico. Órtese AFO (tornozelo-pé) : Objetiva manter as articulações (tibiotársica e subtalar) na posição funcional, nos casos de fraqueza muscular, prevenção ou correção de deformidades, em pacientes com sequelas neuromotoras. Órteses Principais tipos de Órteses 23 Órteses para Membros Inferiores : Órtese AFO Af @Afisiomanda Órtese HKAFO (quadril-joelho-tornozelo-pé) : Objetiva englobar vários grupos musculares que apresentam déficits, promove estabilidade e controle dessas articulações, auxiliando na deambulação e equilíbrio. Esta órtese possui um mecanismo chamado de Reciprocação (à medida que o paciente estende um quadril, o contralateral automaticamente entra em flexão) permitindo uma marcha recíproca. Órteses Principais tipos de Órteses 24 Órteses para Membros Inferiores : Órtese HKAFO Af @Afisiomanda Órtese UCBL Palmilha Órtese para pé (palmilhas) : Objetiva aliviar pressão em zonas dolorosas, úlceras, calosidades, corrigir a posição do pé. As palmilhas podem ser feita sob medida ou pré- fabricadas. Órteses Principais tipos de Órteses 25 Órteses para Membros Inferiores : Órtese UCBL (University of California Biomechanics Lab) : Possui esse nome pois foi projetada em Laboratório na Universidade da Califórnia-Berkeley. Objetiva melhorar a instabilidade e desvios posturais no pé. Af @Afisiomanda Órtese SubMO Órtese SMO Órtese supramaleolar (SMO) : Objetiva melhorar a estabilidade e desvios posturais do pé em eversão. É confeccionada sob medida. Órteses Principais tipos de Órteses 26 Órteses para Membros Inferiores : Órtese submaleolar (SubMO) : Objetiva melhorar a estabilidade e desvios posturais do pé planos, valgos, varos ou hiperpronados.É confeccionada sob medida. Af @Afisiomanda Bengalas : Objetiva proporcionar uma maior estabilidade e sustentação, diminuição da sustentação do peso, reconhecimento do ambiente além da melhora do equilíbrio. Calçados Calçados : Objetiva proporcionar correção de deformidades do tornozelo e pé, dismetria de membros inferiores, além de melhorar a postura e a estabilidade para marcha. Órteses Principais tipos de Órteses 27 Órteses para Membros Inferiores : Meios Auxiliares da Marcha : Af @Afisiomanda A muleta canadense é leve e ajustável, proporciona uma maior estabilidade ao paciente para usar as mãos, pois possui um suporte fixo no antebraço. No entanto necessitam que o paciente tenha uma boa força nos membros superiores e controle de tronco, além disso possuem um custo mais alto de aquisição. Muleta canadense Órteses Principais tipos de Órteses 28 Órteses Auxiliares da Marcha : Muletas : Objetiva aumentar o nível de mobilidade e redução da sustentação de peso nos MMII, otimizar a marcha, aumentar a base de apoio e manter ou melhorar o equilíbrio. Existem dois tipos principais de muletas : Af @Afisiomanda A muleta axilar diferentemente da muleta canadense oferece um melhor apoio e estabilidade lateral e são mais baratas. Essas muletas são geralmente utilizadas em casos onde o paciente não deve exercer nenhum tipo de carga no membro inferior afetado, elas oferecem um maior conforto e estabilidade devido a seu apoio axilar para que o paciente não apoie o pé no chão. Muleta Axilar Órteses Principais tipos de Órteses 29 Órteses Auxiliares da Marcha : Os dois tipos de muletas devem ser ajustadas de acordo com à altura do usuário para prevenir o risco de quedas. Af @Afisiomanda Andadores Órteses Principais tipos de Órteses 30 Órteses Auxiliares da Marcha : Andadores : Objetiva aumentar o nível de mobilidade, permitir a marcha com mais segurança e equilíbrio, uma vez que apresenta 4 pontos de apoio no solo. É leve, porém não permite que o paciente suba degraus utilizando-o. Cadeira de Rodas : Objetiva oferecer um grau de independência na locomoção de pacientes que possuem perda parcial ou total da mobilidade de MMII, sejam pessoas com deficiência ou lesionados. Pode ser do tipo padrão ou elétrica (esta possui um custo maior de aquisição). Cadeira de rodas Af @Afisiomanda Colares cervicais : Objetiva proteger e estabilizar a coluna cervical, mantendo-a em posição neutra. Podem ser sem apoio mentoniano (permitem leves movimento), com apoio mentoniano (limitam alguns movimentos) e com apoio occipito-mentoniano-torácico (nesse caso restringem os movimentos desta região). Colete de Milwaukee : Utilizado em casos de hipercifose torácica acentuada. Possui um suporte pélvico, um anel cervical, três hastes metálicas para estabilizar o tronco e almofadas na região torácica. Colares cervicais Órteses Principais tipos de Órteses 31 Órteses para coluna vertebral : Colete de Milwaukee Af @Afisiomanda Colete Toraco-lombo-sacral (TSLO) alto ou baixo: Este tipo de colete é confeccionado sob medida e indicado para os casos de escoliose, o tipo do colete vai depender do nível de escoliose (alta ou baixa). Apresenta níveis de pressões em alguns pontos específicos e objetiva manter a curvatura o mais próxima possível do fisiológico. Compressor Dinâmico Torácico Esternal ou Costal: São utilizadas para correção de alterações da caixa torácica, são confeccionadas sob medida. O local de compressão depende da localização da deformidade. Colete TSLO Órteses Principais tipos de Órteses 32 Órteses para coluna vertebral : Compressor Torácico Esternal Af @Afisiomanda Antes de prescrever uma órtese o Fisioterapeuta deve avaliar o indivíduo verificando principalmente: Nível de condicionamento cardiorrespiratório; Função músculo-esquelética; Atividades que o paciente costuma realizar; Objetivos que o paciente quer atingir com a reabilitação e uso da Órtese. Órteses Avaliação e prescrição 33 Para a prescrição da Órtese devemos levar em consideração as alterações físicas, psicológicas e condições socio-econômicas do indivíduo. Esses dados podem ser coletados na avaliação fisioterapêutica. Através da Anamnese (entrevista inicial feita pelo profissional ao paciente) podemos averiguar : Queixa principal do paciente; História da Doença atual e de doenças anteriores; Histórico familiar e psicossocial. Dados pessoais e socioeconômicos; Af @Afisiomanda No Exame Físico avaliar principalmente : Tônus e Trofismo da região ou segmento corpóreo; Presença de lesões na pele, edema e deformidades; Amplitude de Movimento Articular; Força muscular; Alterações Posturais; Alterações de Sensibilidade e Propriocepção; Condição Cardiorrespiratória. A avaliação da Amplitude de Movimento pode ser feita através da Goniometria ou utilizando um inclinômetro. O tônus e trofismo podem ser avaliados pela palpação, mobilização passiva e inspeção. Órteses Avaliação e prescrição 34 Af @Afisiomanda Órteses Avaliação e prescrição 35 A avaliação postural realiza-se nas vistas anterior, lateral e posterior buscando avaliar a presença de comprometimento no sistema musculoesquelético. Observe o alinhamento dos ombros e pelve, o posicionamento das escápulas e presença de gibosidade, os desvios rotacionais das cinturas escapular e pélvica, o posicionamento dos membros inferiores e a presença de alterações plantares como pé plano valgo, hiperextensão ou deformidade em flexão do joelho. Observe se existem compensações, desnivelamentos e deformidades das estruturas (sempre compare os dois lados) nas regiões em que a órtese ficará posicionada. Lembre-se que a órtese deve ser confortável e adaptada a anatomia e biomecânica do paciente. Se o paciente não for capaz de fornecer algumas informações pergunte ao cuidador/acompanhante. A força muscular pode ser avaliada manualmente ou através da dinamometria. Af @Afisiomanda O nível de Funcionalidade também deve ser averiguado: Órteses Avaliação e prescrição 36 Condições da Marcha e mobilidade dos membros superiores; Atividades básicas que o indivíduo realiza sozinho; Atividades sociais que o indivíduo participa; Condições do local de moradia. Equilíbrio; A funcionalidade assim como as restrições que o indivíduo apresenta são importantes para a escolha da órtese. Ela deve auxiliar no desempenho da função que está comprometida e otimizar aquelas que estão preservadas, as bengalas por exemplo conferem uma maior estabilidade, diminuem o desequilíbrio e risco de quedas. Sendo um ótimo recurso para pacientes que possuem dificuldade para deambular e residem em locais de difícil acesso. Ao final da avaliação o profissional deve correlacionar as informações obtidas com o objetivo da utilização da órtese e escolher o dispositivo mais adequado para o indivíduo. Af @Afisiomanda A órtese prescrita deve está de acordo com as medidas antropométricas e estruturas anatômicas de cada indivíduo. A escolha do material deve levar em consideração a força, durabilidade, flexibilidade e peso do dispositivo. Pacientes que vivem em locais muito úmidos e deteriorados devem evitar materiais que tendem a oxidar e deteriorar facilmente. Os materiais devem ser leves para que o gasto energético com o uso da órtese não seja maior, no entanto indivíduos mais obesos devem utilizar materiais mais resistentes, como metal. Alguns indivíduos possuem dificuldade de aceitação com a sua condição e imagem corporal, por isso é importante investigar o estado emocional do paciente, além disso o design da órtese deve ser esteticamente o mais discreto possível para que o indivíduo se sinta confortável em utilizá-la e não comprometa suas atividades sociais. Órteses Avaliação e prescrição 37 O uso da órtese não deve causar desconforto, dores ou feridas, nem reduzir ou piorar a função, postura e marcha, nem mesmo causardesconforto emocional. Na ocorrência de algum desses casos o uso deve ser interrompido. Af @Afisiomanda É importante salientar que a órtese é um auxiliar ao tratamento Fisioterapêutico, dessa forma os objetivos são alcançados mais rapidamente. Antes da colocação da órtese o paciente deve passar por uma fase de preparação para recebê-la, esta preparação envolve: Órteses Tratamento 38 Alongamentos e Mobilizações Todas as articulações devem ser tratadas, para que a mobilidade seja mantida e a amplitude de movimento (ADM) seja otimizada ou recuperada mas foque principalmente naquelas que estão acometidas, pois geralmente apresentam a musculatura encurtada e déficit de movimento. O Alongamento ativo, ativo-assistido ou passivo ajuda a eliminar e/ou prevenir encurtamentos e contraturas. A Mobilização busca restaurar o movimento articular, preservando a ADM da articulação comprometida, além disso, promove analgesia e consequentemente melhora a função. Af @Afisiomanda Os exercícios visam melhorar a resistência, flexibilidade, coordenação e a força muscular. E podem ser realizados de diferentes maneiras : ATIVOS : São realizados voluntariamente pelo indivíduo, nesse caso a musculatura envolvida no exercício deve estar apta para atuar voluntariamente (sem ajuda de uma força externa). Esses exercícios mantém ou aumentam a ADM, estimulam o fortalecimento ósseo, a flexibilidade muscular e a coordenação motora, além disso promove o aumento da força e um melhor funcionamento do sistema cardiovascular e circulatório. Nesses exercícios você pode adicionar uma resistência de acordo com a condição do paciente, tipo : Faixa elástica; Halteres (pesos); Caneleira; Aparelhos (cadeira extensora). Órteses Tratamento 39 Exercícios ATIVO-ASSISTIDO: São realizados pelo paciente juntamente com o fisioterapeuta, quando a musculatura envolvida no exercício não está totalmente apta para realizar o movimento. Af @Afisiomanda PASSIVOS: São realizados quando o indivíduo não faz o movimento ativamente, então o fisioterapeuta realiza a movimentação das articulações. Prevenindo contraturas e aderências capsulares, mantendo a integridade das articulações, tecidos moles e cartilagem. Órteses Tratamento 40 Exercícios Foque em trabalhar as articulações mais requisitadas na função comprometida. Ex: marcha, trabalhe movimentos de MMII realizados na marcha, como a flexão de joelho. Af @Afisiomanda O treino funcional consiste em você elaborar exercícios que simulem as atividades cotidianas de uma pessoa. Esse trabalho auxiliará a preparação para o desempenho da função após a colocação da órtese. Por exemplo : Órteses Tratamento 41 Treino Funcional Pegar um objeto de um lado e colocar no outro, trabalhando a rotação e controle de tronco. Erguer os braços para frente, para cima ou para os lados para pegar um objeto da mão do fisioterapeuta trabalhando o alcance a um alvo. Treino de marcha em sedestação ou bipedestação, realizando a flexão de joelho e quadril; Descarga de peso em superfície instável, em apoio unipodal, trabalhando também o equilíbrio. Af @Afisiomanda Como dito antes a utilização de algumas órteses pode aumentar o gasto energético do indivíduo. Desta forma é importante trabalhar o seu condicionamento físico. Órteses Tratamento 42 Treino Cardiorrespiratório Você pode trabalhar criando circuitos (respeitando a condição do paciente), inserindo diversas atividades que o indivíduo precisa realizar, em sequência; Treino de marcha com obstáculos, subir e descer degraus e rampa; Sempre respeite a condição clínica do paciente e se baseie no seu diagnóstico cinéticofuncional a partir da avaliação feita. As sugestões aqui contidas não são padrões para todos , são apenas exemplos para facilitar o entendimento. Monte condutas de acordo com o que seu paciente apresenta. Cicloergômetro; Esteira. Af @Afisiomanda Após esta preparação o plano de tratamento deve ser continuado. Na etapa pós colocação da órtese também deve-se instruir o paciente quanto aos cuidados com o uso e higiene da órtese, tais como: Órteses Tratamento 43 Na presença de pontos de pressão, dor, alteração da cor da pele (vermelhidão, roxeados), desconforto ou coceira comunicar ao profissional responsável, para as devidas soluções. Respeitar os horários de uso, por menor que seja a funcionalidade que o paciente possui no membro esta deve ser estimulada, manter o membro imobilizado totalmente não é ideal. Fazer acompanhamento profissional para em caso de algum dano a órtese ser reajustada ou trocada. Evitar higienizar a órtese com produtos como : água sanitária, alvejante e álcool e deixar de molho. Evitar expor a órtese a temperaturas altas (quentes) pois o material pode deformar. Próteses Páginas 45-72 Af @Afisiomanda Apesar de a amputação ser considerada a cirurgia mais antiga da história da medicina, os primeiros registros de amputação são de V a.C., por Hipócrates, nesse período devido a falta de recursos e procedimentos tecnológicos como os quais existem hoje, a taxa de mortalidade era grande. A primeira amputação realizada com a técnica de cobertura muscular foi feita, segundo Watson (1885), pelo cirurgião romano chamado Celsus, no período da Idade Média (séc. XIV a XV). Esse período foi marcado por muitas perdas de membros devido a doenças endêmicas, punições graves e pelos efeitos mutilantes da guerra. Durante o século XV, os avanços da tecnologia para o desenvolvimento das amputações foram relevantes graças a Ambroise Paré (1510-1590) que desenvolveu várias técnicas e procedimentos tanto cirúrgicos quanto de tratamento para o coto. Próteses Histórico 45 Af @Afisiomanda Paré foi o primeiro em alcançar a homeostase dos membros amputados, e a utilizar a ligadura vascular para conter o sangramento e pinças e fios para conectar os vasos, assim como é realizado atualmente. A primeira amputação realizada com a técnica de cobertura muscular foi feita, segundo Watson (1885), pelo cirurgião romano chamado Celsus, no período da Idade Média (séc. XIV a XV). Esse período foi marcado por muitas perdas de membros devido a doenças endêmicas, punições graves e pelos efeitos mutilantes da guerra. Durante o século XVIII, na Europa, a amputação foi o tipo de cirurgia mais realizada e no século XIX houve um avanço significativo nas técnicas de anestesia, antissepsia e uso de antibióticos que perduram até os dias de hoje. Já nos períodos seguintes a ênfase foi dada a morfologia do coto em formas de deixá-lo o mais funcional possível e com uma recuperação mais rápida, havendo melhora para o processo de protetização. Próteses Histórico 46 Af @Afisiomanda A partir de 1960 os cirurgiões perceberam que quanto maior e preservado o coto, mais rápida era a recuperação do paciente, pois assim o coto se tornava mais adaptável para a prótese, e o braço de alavanca durante a marcha era maior, facilitando a deambulação com o uso de prótese. Já é comprovado que se deve preservar o coto o maior possível, isso contribui para uma melhor recuperação e também para uma protetização bem sucedida. Claro que um bom acompanhamento e cuidados pré- operatórios e pós-operatórios também irão contribuir para isso. Atualmente a amputação pode ocorrer por várias causas, veja as principais na página seguinte : Próteses Histórico 47 Coto: parte restante do membro amputado. Af @Afisiomanda Doença vascular periférica; Traumatismo; Tumores e Neoplasias; Doenças congênitas; Doenças infecciosas; Diabetes; Queimaduras; Doenças do sistema osteomuscular; Doenças do tecido conjuntivo; Próteses Causas de amputação 48 As doenças vasculares crônicas são as responsáveis por grande parte das remoções de um membro, principalmente na população idosa. Af @Afisiomanda Próteses Níveis de amputação 49 Desarticulação do ombro Transumeral Desarticulação do cotovelo Transradial Desarticulação do punho Parcial da mão 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. Hemipelvectomia 8. Desarticulaçãodo quadril 9. Transfemoral 10.Desarticulação do joelho 11.Transtibial 12.Parcial do pé 1 2 3 5 4 6 7 8 9 11 10 12 Amputação MMSS Amputação MMII Desarticulação = retirada da articulação. @afi sio am an da @afisioam anda Af @Afisiomanda Próteses Níveis de amputação 50 Tipos de amputação do pé : 1.Syme: Desarticulação Tibio-társica óssea dos maleólos, retirada de todo o pé. 1 2 3 4 2.Chopart: Desarticulação talonavicular, retirada do retropé, desarticulação calcâneocubóidea, deformidade em equino (semelhante a pata de cavalo), nível de amputação não funcional. 3.Lisfranc: Desarticulação tarso-metatarso, retirada do antepé. 4.Transmetarsiana: Geralmente feita na base dos metatarsos, o pé fica com uma área curta mas suficiente para o suporte de carga. Af @Afisiomanda O coto é o membro residual, parte restante do membro após uma amputação. Para que um paciente esteja apto a utilizar uma prótese é necessário uma avaliação completa e minuciosa. Através da Anamnese (entrevista inicial feita pelo profissional ao paciente) podemos averiguar : Af @Afisiomanda Próteses Avaliação do amputado 51 Dados pessoais e sociodemográficos; Estado prévio a amputação; Trabalho/ocupação; Nível de atividade/funcionalidade; Nível de independência; Causas da amputações; Doenças/sintomas associados; Aspecto emocional (nível de aceitação da amputação e da imagem corporal). Af @Afisiomanda Af @Afisiomanda No Exame Físico avaliar principalmente : Tônus e Trofismo do coto; Presença de lesões no coto e deformidades; Amplitude de Movimento Articular; Força muscular; Presença de cicatriz, aderências, hidratação, enxertos; Alterações de Sensibilidade; Vascularidade do coto: cor, temperatura, edema; Comprimento e circunferência do coto; Formato do coto; Neuromas (presença de tecidos moles, formigamento e dor no coto); Membro fantasma (presença de formigamento, queimação, coceira, pressão, dormência ou dor); Estado funcional: transferência/ descarga de peso, equilíbrio, mobilidade, situação da casa/família, AVD'S, atividades instrumentais. Próteses Avaliação do amputado 52 Af @Afisiomanda A avaliação da Amplitude de Movimento pode ser feita através da Goniometria ou utilizando um inclinômetro e deve ser feita em ambos os lados. O tônus e trofismo podem ser avaliados pela palpação, mobilização passiva e inspeção. A força muscular pode ser avaliada manualmente ou através da dinamometria. Próteses Avaliação do amputado 53 Um coto bom para protetização deve ser firme, sem espículas ósseas, sem aderências e contraturas articulares, de preferência sem neuromas e de formato cônico (moldado por enfaixamento). Um coto malformado gera complicações e má adaptação de próteses. Af @Afisiomanda O termo prótese vem do grego "prósthesis" que significa "adição, aplicação, acessório". As próteses são dispositivos acrescentados ao corpo que substituem totalmente ou parcialmente segmentos corporais. Iremos falar aqui sobre as próteses com finalidade ortopédica que tem a finalidade de atender as necessidades e funções de indivíduos amputados. Próteses Conceito 54 Objetivo Desempenhar as funções motoras do membro amputado; Melhorar a aceitação ao novo modo de vida; Aumentar a autoestima do paciente amputado; Promover maior independência; Promover qualidade de vida; Melhorar o equilíbrio e postura; Melhora da marcha; https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga Af @Afisiomanda Prótese endoesquelética de MMII Os materiais mais utilizados para fabricar as próteses ortopédicas são: Próteses Materiais 55 Prótese exoesquelética: Feita em resina, PVC, fibra de carbono ou polipropileno, podendo ser oca ou não. Possuem uma estrutura mais rígida, são mais estéticas e menos funcionais. Prótese exoesquelética de MMII Prótese endoesquelética: Feita com materiais mais sofisticados como alumínio, aço, titânio e fibra de carbono. Mais funcional em comparação as demais. Af @Afisiomanda As próteses exoesqueléticas (convencionais) possuem como vantagens a resistência, a durabilidade e a pouca manutenção das próteses, no entanto além da estética ser menos agradável, existem dificuldades para realinhamentos e poucas opções de componentes. Já as próteses endoesqueléticas (modulares) como vantagens possuem mais opções de componentes, são mais sofisticadas e funcionais, podem ser utilizadas para todos os níveis de amputação dos membros inferiores, com exceção das amputações parciais do pé e do tornozelo e para os membros superiores se restringem às amputações transumerais. Próteses 56 Agora que você já conheceu os materiais que podem ser utilizados na fabricação das próteses, vamos conhecer a classificação e os tipos de próteses de membro superiores e inferiores. Af @Afisiomanda Próteses Classificação 57 Cada pessoa necessita utilizar uma prótese para uma necessidade específica, que deve está de acordo, principalmente, com a idade e as atividades de vida diária. Sendo assim, as próteses são classificadas, com base em sua funcionalidade, em: Próteses passivas ou estéticas: são consideradas mais leves, porém com pouca ou nenhuma funcionalidade, cujo objetivo é praticamente estético. Próteses ativas ou funcionais: esse tipo de prótese apresenta certa funcionalidade, que é acionada a partir do movimento realizado pelo coto. Próteses mioelétricas: são acionadas por meio de eletrodos inseridos na superfície da pele, os quais captam os estímulos do músculo e enviam para o processador da prótese, resultando no movimento. Próteses hidráulicas: possuem uma unidade hidráulica que controla a fase de balanço da marcha Próteses metálicas: componentes que são implantados no corpo do paciente, por exemplo, prótese de quadril e de joelho. Prótese mecânica para mão Próteses Tipos de próteses 58 Tipos de próteses para MMSS Prótese estética para mão Mão estética: Esta é indicada nos casos de amputações parciais, composta internamente por espumas e dedos reforçados por arames, passiva. Mão mecânica: Esta é acionada por tração de tirantes, seu mecanismo interno possui três dedos funcionais e permite o movimento de pinça, ativa. Af @Afisiomanda Af @Afisiomanda Próteses Tipos de próteses 59 Tipos de próteses para MMSS Prótese mioelétrica para mão Mão mioelétrica: Esta é ativada por potenciais elétricos captados pelos eletrodos sobre a pele. Possui dois sistemas de controle: um digital, que apresenta a velocidade de abertura e fechamento da mão constante, independentemente da amplitude do sinal mioelétrico e um proporcional, no qual a velocidade é de acordo com a intensidade do sinal mioelétrico dessa forma um controle fisiológico dos movimentos. Mão DMC® (Dynamic Mode Control®): Esta é ativada a partir de um processamento proporcional para mão mioelétrica. Permitindo o controle da velocidade de abertura, fechamento e apreensão da mão, tornando os Próteses Tipos de próteses 60 Tipos de próteses para MMSS Prótese DMC para mão movimentos mais rápidos e precisos. A Mão com Sensor-Suva é um modelo mais moderno e sofisticado da DMC, possui um sistema que permite que à prótese perceba um objeto deslizando por ela e ajuste a preensão, conseguindo segurar o objeto novamente sem deixá-lo cair. Este geralmente é utilizado em próteses funcionais ou mioelétricas, denominado “Greifer”. Seu sistema de controle pode ser tanto o digital quanto o proporcional. Gancho: Gancho Af @Afisiomanda Nessas próteses o encaixe é fundamental para a sua eficácia, é preciso um envolvimento do coto com contato total, sem obstruir a circulação sanguínea e fornecer maior descarga de peso distal, impedindo sobrecarga no coto. Existem três tipos principais de encaixes para próteses abaixo do joelho: PTB (Patela – Tendão – Bearing): descarga sobre o tendão patelar, bordo proximal de encaixe termina no nível central do joelho. KBM (Kondylen – Bettung – Münster): descarga sobre o tendãopatelar, bordo proximal possui o formato de duas orelhas envolvendo os côndilos e mantem a patela livre. PTS (Prothèse tibiale supracondylienne): seu encaixe envolve toda a patela, o bordo anterior termina acima da patela e exerce pressão sobre o músculo quadríceps, é indicado para cotos muito curtos. Próteses Tipos de próteses 61 Tipos de próteses para MMII Af @Afisiomanda Existe uma variedade grande de articulações de joelho no mercado e por isso a escolha vai de acordo com o profissional após avaliação, já as articulações de quadril possuem uma variedade menor e podem ser livres ou com trava, vale ressaltar que não existe coto para as amputações de quadril, além disso a forma de adaptação da articulação ao cesto pélvico também é importante. Componentes dessa prótese : Encaixe: precisa ser confortável, englobar todo o coto, não prender a circulação, suspender o membro e auxiliar no movimento. Joelho: pode ser usado a partir da amputação transfemoral, pode ser modular ou convencional, promove estabilidade e controle da marcha. Pé: a escolha depende do tipo de prótese, joelho, atividade profissional, moradia e nível de amputação. Próteses Tipos de próteses 62 Tipos de próteses para MMII Af @Afisiomanda Tipos de articulações de joelho : Joelho com ficção: confere uma marcha mais funcional e lenta, boa para terrenos planos mas requer bom controle postural. Joelho com trava manual: ideal para pacientes inseguros e debilitados mas compromete a marcha normal. Joelho pneumáticos e hidráulicos: controlam a fase de balanço, impedem flexão excessiva e extensão brusca, promove uma marcha mais fisiológica. Joelho policêntrico: permite maior liberdade de flexão, rotação e translação, controle voluntário e maior estabilidade na fase de apoio (imagem). Próteses Tipos de próteses 63 Tipos de próteses para MMII Af @Afisiomanda Classificação do pé de acordo com o movimento que ele simula ou permite na marcha: Pés não-articulados: Próteses Tipos de próteses 64 Tipos de próteses para MMII Pé SACH: calcanhar de espuma, estrutura flexível, núcleo de madeira, revestido de borracha, pode conter dedos ou não. Indicado para pacientes pouco ativos, inseguros e de baixo peso. Pé DINÂMICO: calcâneo mais rígido, não simula flexão plantar, indicado para pacientes com bom controle motor e que pratiquem alguma atividade. Af @Afisiomanda Pés articulados: Próteses Tipos de próteses 65 Tipos de próteses para MMII Articulação monocêntrica: realiza apenas flexão plantar, indicado para pacientes com pouco controle dos extensores do quadril. Pés multiaxiais: realiza movimentos em todos os planos, indicado para pacientes que andam em terrenos acidentados. Contraindicado para amputação parcial do pé e SYME. estrutura da prótese Pés de reação dinâmica: absorve energia na fase de apoio e libera na fase de impulso. Indicado para atletas e não pacientes pouco ativos. Permite alta performance mas é de alto custo. Af @Afisiomanda Próteses Tipos de próteses 66 Tipos de próteses para MMII Pés computadorizados: os sofisticados pés biônicos, são pesados e de alto custo. estrutura da prótese estrutura da prótese Nas desarticulações de quadril a pelve do paciente será a responsável por controlar as próteses ortopédicas, um cesto pélvico feito sob medida e um bom alinhamento estático permite a esse paciente uma marcha mais funcional mesmo na ausência de um coto como braço de alavanca. Af @Afisiomanda Durante a fase pré-protética, deve haver uma avaliação minuciosa para verificar as condições gerais do coto e também do estado geral do paciente. A prescrição da prótese deve equilibrar a necessidade individual de estabilidade, segurança, mobilidade, durabilidade e estética desejada. Além disso, a escolha do tipo de prótese, deve considerar: condições clínicas, idade, nível de atividade física, peso e estatura, atividade profissional e fatores ambientais que influenciam na conservação do equipamento. Próteses Contra-indicações 67 Embora a protetização seja sempre considerada nos casos de amputação, é importante salientar que existem situações em que ela é contraindicada, tais como: Cotos muito curtos e proximais; Incapacidades sensório-cognitivas graves; Quando se recusa a usar prótese; Cardiopatia grave; Af @Afisiomanda Próteses Reabilitação 68 Uma intervenção precoce possibilita um melhor prognóstico, o objetivo geral da reabilitação de um paciente amputado é promover a independência funcional desse paciente e uma melhor qualidade de vida. Essa reabilitação precoce compreende tanto a fase pré e pós-protetização, de forma didática ela será explicada em 4 fases: Fase I Objetiva diminuir a dor do pós cirúrgico, sensação de membro fantasma, edema e dores causadas por neuromas, além de eliminar aderências cicatriciais. Pode ser feito: PRICE: proteção, repouso, gelo, compressão e elevação para diminuir sinais inflamatórios. Enfaixamento: para proteção da pele além de moldar o formato cônico do coto e reduzir dor/sensação do membro fantasma e diminuir edema. Af @Afisiomanda Próteses Reabilitação 69 Fase I Dessensibilização: estimulos lentos e graduais na extremidade distal do coto com diferentes texturas (algodão, esponja, escova de dente etc). Recursos manuais : mobilização articular (grau 1 e 2), massagem terapêutica. Posicionamento: evitar postura de abdução, rotação externa de coxa e flexão de joelho quando amputado de perna (transtibial), manter o membro residual alinhado, evitar permanecer sentado por períodos longos, evitar ficar na cama com o coto fletido. Recursos físicos: TENS, ultrassom, laser. Recursos físicos: TENS, ultrassom, laser. Cinesioterapia: fortalecimento de MMSS para a utilização de muletas, fortaleicmento abdominal e do membro não amputado para aumentar sua potência, resistência e equilíbrio. Af @Afisiomanda af @afisioamanda Próteses Reabilitação 70 Fase II Alongamentos e exercícios: passivos, ativos livres ou ativos assistidos. Hidroterapia: reduz espasmos, promove relaxamento, propicia alternativas para exercícios. Exercícios ativos resistidos e isométricos. Objetiva prevenir contraturas, restaurar a ADM do coto e otimizar a ADM do membro não amputado. Fase III Objetiva fortalecer o coto e membros, orientar quanto ao uso de muletas/ andadores e preparar o paciente para receber a prótese. Hidroterapia (igual fase II). Próteses Reabilitação 71 Fase III Uso de muletas: orientações quanto ao uso, treino de marcha e trabalho cardiorrespiratório. Ortotastismo e treino de marcha: em ambientes irregulares, planos, escadas e barras paralelas. Fase IV Objetiva a restauração de um equilíbrio, melhorar a coordenação motora, treinar marcha e corrida, reeducar o sentar e levantar, trabalhar habilidade/motricidade fina e transferência de peso, auxiliar no retorno as atividades de vida diária e estimular o esportismo. A fase I, II e III compreendem um trabalho preparatório para a protetização e a IV pós protetização. Af @Afisiomanda Próteses Rebilitação 72 Fase IV Transferência de peso: com ou sem a ajuda das barras paralelas. Treino funcional: simular e treinar algumas atividades cotidianas realizadas pelo paciente. Coordenação e propiocepção: esse trabalho irá auxiliar numa deambulação mais funcional. Lembrando para a fase IV é necessário uma avaliação funcional que compreende a anamnese, o exame físico e os recursos complementares pois ela visa determinar a capacidade residual e o potencial do paciente com ênfase na locomoção e na execução das atividades da vida diária (AVD´s), para que assim seja montado terapêutico personalizado e individual para cada caso específico, de acordo com as necessidades diagnosticadas. Af @Afisiomanda Af @Afisiomanda Bônus Terminologias 73 Órtese: dispositivo aplicado externamente ao segmento corpóreo e utilizado para modificar características estruturais ou funcionais do sistema neuromusculoesquelético. Prótese:dispositivos utilizados para substituir segmentos amputados ou malformados. Órtoprótese: dispositivo que simultaneamente teria a função de uma órtese e de uma prótese. Neuroprótese: dispositivos eletrônicos fixados externamente ao corpo humano que enviam estímulos elétricos para os grupos musculares. Auxiliares de deambulação; dispositivos manuais que auxiliam a marcha de pessoas com deficiência temporária ou permanente por meio do apoio dos MMSS. Auxiliares de locomoção: equipamentos geralmente montados sobre rodas. Af @Afisiomanda Muito obrigada por chegar até aqui, tenho dois convites a te fazer, se você ainda não me segue no @afisioamanda, dá uma olhadinha lá e conheça um pouco do meu trabalho no Instagram. Também te convido a participar do meu canal no Telegram, lá compartilho livros, artigos e materiais diversos que podem te ajudar ainda mais. Clique nos ícones abaixo: Agradecimentos 74 Atenciosamente, Amanda Muniz https://instagram.com/afisioamanda?utm_medium=copy_link https://t.me/afisioamanda Af @Afisiomandaaf Referências 75 BARBIN, Isabel Cristina Chagas. Prótese e Órtese. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. 168 p. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à Saúde. Guia para Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. CASTANEDA, Luciana. Planejamento Regional Integrado. PDF interativo In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Atenção à Pessoa com Deficiência I: Transtornos do espectro do autismo, síndrome de Down, pessoa idosa com deficiência, pessoa amputada e órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção. São Luís: UNA-SUS; UFMA; 2021. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Confecção e manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção: confecção e manutenção de próteses de membros inferiores, órteses suropodálicas e adequação postural em cadeira de rodas / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. Fonte das imagens: Google imagens