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Órtese eÓrtese e
PrótesePrótese 
da avaliação ao tratamento
Um manual para você otimizar sua prática clínica 
Mais de 70 páginasMais de 70 páginas 
de conteúdo facilitadode conteúdo facilitado 
e ilustradoe ilustrado 
 Olá, me chamo Amanda, tenho 25 anos e atualmente
estou cursando o último ano de Fisioterapia. Há pouco
mais de dois anos criei o perfil @afisioamanda no
Instagram, já somos mais de 16 mil seguidores e os
conteúdos lá postados já ajudaram diversos estudantes,
criei esse E-Book com o intuito de ajudá-los ainda mais.
 Este material trata-se de conteúdos relacionados a
disciplina de Órtese e Prótese, conteúdos fundamentais
para a sua graduação. Todas as informações contidas
aqui são baseadas na literatura acadêmica existente,
escritas de forma facilitada para você pode aprender e
revisar o conteúdo, sempre consulte outras fontes para
complementar seu conhecimento, se julgar necessário.
 Desde já agradeço a confiança e desejo uma excelente
aquisição de conhecimentos! 
Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida por
qualquer meio ou forma, sem o consentimento da
autora. A Lei Federal n° 9.610 de 1998 estabelece como
crime a violação dos direitos autorais.
Apresentação
Órteses
Páginas 04 - 43
Af
@Afisiomanda
 Os primeiros registros do uso de Órteses foram
encontrados em pinturas egípcias (2750-2625 a. C.,). Essas
órteses formavam uma cobertura protetora em torno do
membro acometido, com o intuito de manter o membro em
posição de descanso.
 Hipócrates (460-375 a.C.) em uma de suas obras
apresentou discussões a respeito de métodos de tratamento
para fraturas, deformidades congênitas e outras lesões
ortopédicas. Por muito tempo o princípio defendido por
Hipócrates sobre o uso das órteses permaneceram como
um tratamento para diferentes problemas ortopédicos.
 Após alguns estudos realizados, Galeno (199-129 a.C.)
escreveu sobre as alterações das curvaturas da coluna
vertebral a escoliose, a hiperlordose e a hipercifose. Sendo o
primeiro a utilizar o enfaixamento da caixa torácica para
tratar essas deformidades.
Órteses
Histórico
04
Órteses
Histórico
Af
@Afisiomanda
 Na Idade Média (séculos V-XV) já se utilizava órtese
no tratamento de diversas doenças. Chauliac (1330-
1368) escreveu sobre o tratamento de fratura de fêmur
com a utilização da tração feita por uma órtese.
 Ambroise Paré (1510-1590) publicou trabalhos sobre
próteses e órteses metálicas para vários tipos de
correções ortopédicas, como colete ortopédico para
coluna e bota ortopédica para pé torto congênito. 
 Contudo, apenas a partir da guerra civil americana e
das primeira e segunda guerras mundiais, a preocupação
em assistir os soldados lesionados nas guerras, houveram
avanços nas técnicas cirúrgicas para as amputações e na
confecção de Órtese, Prótese e Meios de locomoção.
Com o passar do tempo, outras pessoas deram
continuidade ao uso desse recurso de tratamento,
utilizando as órteses para diferentes tipos de
deformidades e lesões.
05
Af
@Afisiomanda
 O termo órteses vem do grego "orthós" que significa
direito ou reto. As Órteses são dispositivos exoesqueléticos,
ou seja aplicadas externamente ao corpo, com o objetivo de
auxiliar o membro ou segmento corpóreo a desempenhar
sua função, agindo como reorganizadores e auxiliadores
funcionais.
 As órteses são utilizadas em casos de comprometimentos
musculoesqueléticos ou alterações funcionais, sejam elas
permanentes ou temporárias, auxiliando na reabilitação
funcional do indivíduo.
Órteses
Conceito
06
Objetivos
 Restaurar e melhorar a função do corpo; 
 Sustentação do corpo;
 Alinhamento postural;
 Melhorar o padrão da marcha;
 Corrigir desvios;
 Imobilizar uma articulação ou segmento.
Af
@Afisiomanda
 O pioneiro na confecção de órteses foi Ambroise Paré
(1509-1590), que já propunha mecanismos de acordo
com a anatomia do indivíduo e na necessidade da órtese
ser leve e confortável.
 A escolha do material para confecção da órtese deve
considerar a força, durabilidade, flexibilidade e peso. O
design ortótico deve ser simples, discreto, confortável e
a estética mais próxima o possível do segmento real do
corpo. 
Órteses
Materiais 
07
 O aspecto estético e o conforto são dois fatores
que facilitarão o ajuste ao déficit funcional e a
aceitação do indivíduo.
 Os principais materiais utilizados são : 
 Couro: serve para o revestimento de estruturas metálicas
e em correias de calçados. As principais características são:
resistência, porosidade, não toxicidade, estética, facilidade
de manipulação, durabilidade e custo médio. 
Órtese de Tornozelo e Pé em couro
Ao
@Afisiomanda
Órtese de Pé em fibra de carbono
 Metais: Utiliza-se o aço geralmente em órteses de MMII
mas possui um peso alto; o alumínio em contrapartida
apresenta leveza, resistência à corrosão e boa aparência, mas
é pouco resistente; o duralumínio é o mais indicado dentre os
metais pois ele possui grande resistência mecânica; o titânio é
utilizado na confecção das hastes e articulações do quadril,
joelho e tornozelo, possui baixo peso, alta resistência e boa
aparência porém possui alto custo.
Órteses
Materiais 
08
 Fibras de carbono: junto a outras materiais, resulta em
um componente com ótima propriedade mecânica. Suas
principais características são: leveza, durabilidade e alta
resistência mecânica porém possuem um custo elevado.
Órtese de Metal
Af
@Afisiomanda
 Termoplásticos: os principais tipos de termoplásticos são: o
polipropileno, o polietileno, o politereftalato de etileno e o
policloreto de vinil, sendo o polipropileno o mais utilizado na
confecção de órtese. Suas vantagens são: alta resistência
química e a solventes, baixo custo, facilidade de moldagem e
de coloração, alta resistência a fraturas, a impactos e fadiga e
possui boa estabilidade térmica.
Órteses
Materiais 
09
Órtese para mão de termoplástico
 Espumas: estas são utilizadas junto a outros materiais com
o objetivo de proteção entre a órtese e a pele do paciente,
principalmente em locais de proeminências ósseas. O tipo
mais utilizado é o polietileno, que apresenta células fechadas
em sua composição, as quais previnem a absorção de
líquidos, como urina, suor e exsudatos.
Órtese para cervical de espuma
Af
@Afisiomanda
Órteses
10
 A situação clínica do paciente;
 O tempo de utilização;
 A durabilidade;
 Em situações de pós-operatório a órtese será utilizada
por pouco tempo, os materiais utilizados podem ser mais
simples e baratos. Nos casos de uso definitivo, como
pacientes com sequelas de patologias neurológicas, tais
como: AVC e Paralisia Cerebral, os materiais devem ser
mais leves, resistentes e duradouros, principalmente para
aqueles pacientes obesos. Além disso, as órteses devem
ser confeccionadas sob medida para que o paciente se
adapte melhor a ela.
 Algumas considerações são importantes na escolha do
material a ser usado na Órtese, são:
 A presença de reação alérgica;
 O peso dos materiais;
 Peso e idade do paciente;
 É importante investigar se o paciente possui alergia a
algum tipo de material utilizado na confecção da órtese,
se houver é necessário substituir por aqueles não
alérgicos. Materiais mais leves proporcionam um menor
gasto de energia e se tornam mais confortáveis de
utilizar, principalmente em crianças. 
Af
@Afisiomanda
Órteses
11
 Além disso, a força que será aplicada na órtese durante
o seu uso precisa ser pensada de acordo com o peso e a
idade do paciente, para que não comprometa o
desempenho funcional dele.
 Aqueles pacientes que moram em locais muito úmidos
e deteriorados, devem evitar materiais que tendem a
oxidar e danificar facilmente. 
 O material deve permitir uma boa flexibilidade do
segmento corpóreo para que o paciente consiga
desempenhar suas atividades cotidianas, principalmente
os atletas. 
 Outro ponto importante é conhecer a condição
econômica do paciente para que em casos de baixa
renda, materiais de custo baixo substituam aqueles mais
caros, mas mantendo o objetivo da indicaçãoe a
qualidade, sem prejudicar a funcionalidade.
O local de moradia do paciente;
O tipo de atividade que o paciente realiza;
A condição financeira do paciente.
Af
@AfisiomandaFlacidez: lesões periféricas, poliomielite;Espasticidade: Paralisia Cerebral (PC), AVC; 
Incoordenação: PC, Esclerose Múltipla e Parkinson;
Prevenção de Contraturas: Queimaduras, Paralisia
Cerebral, Artrites, artroses;
Dor e traumatismo: luxações, entorses e fraturas.
Órteses
Indicações 
12
 As órteses são indicadas em casos onde o paciente não
consegue manter o membro em sua posição funcional, na
presença ou tendência à deformidade e necessidade de
repouso e imobilização de uma articulação. Algumas
situações onde o uso é indicado : 
Af
@Afisiomanda
Deficiência Mental acentuada;
Deformidade grave;
Alergia ao material; 
Dor; 
Redução do desempenho funcional;
Desconforto emocional e fisico;
Úlcera por pressão.
Órteses
Contra-indicações 
13
 Algumas contra-indicações se forem resolvidas
devidamente não são absolutas e o paciente pode utilizar
a órtese sem nenhum comprometimento.
Af
@Afisiomanda
Órteses
Nomenclatura 
14
 A NBR ISO 8549-3:1989 estabelece o vocabulário das
próteses e órteses e define os termos gerais para descrever
órteses relacionados a articulações. A nomenclatura é feita
utilizando as iniciais (em inglês) das articulações ou dos
segmentos corpóreos onde a órtese está localizada, no
sentido craniocaudal, somadas pela letra “O”, que refere-se a
“orthosis”. Alguns exemplos :
AFO: ankle-foot orthosis (órtese tornozelo-pé).
KAFO: knee-ankle-foot orthosis (órtese joelho-tornozelo-
pé);
TLSO: thoracic-lumbar-sacral orthosis (órtese torácica-
lombar-sacral);
EWHO: elbow-wrist-hand orthosis (órtese cotovelo-
punho-mão);
WHO: wrist-hand orthosis (órtese punho-mão);
Af
@Afisiomanda
Órteses
Nomenclatura 
15
 Na nomenclatura também foram inseridas correlações
funcionais, características ou os componentes da órtese.
Por exemplo: 
AFO de reação ao solo;
KAFO com trava em anel;
WHO dinâmica extensora;
TLSO tipo Boston.
 Quando o nome envolver 5 ou
mais letras, fraciona-se o nome em
duas partes, por exemplo:
 Órtese bilateral longa de
membros inferiores com cinto
pélvico e suporte toracolombar, o
nome ficaria: TLSHKAFO mas
fracionando fica: TLSO + HKAFO.
Fonte : Autora
Af
@Afisiomanda
Dinâmicas: 
 Estas permitem o movimento articular, então são
indicadas quando se busca auxiliar, limitar ou
direcionar movimentos. Exemplo: 
Órteses
Classificação
16
 As órteses podem ser classificadas de acordo com a
funcionalidade e quando ao sistema de confecção:
 Estáticas: 
 São indicadas quando se busca imobilização, repouso,
correção e/ou proteção do segmento comprometido.
Exemplo:
De acordo com a funcionalidade, podem ser:
Órtese estática para MMSS
Órtese dinâmica para MMSS
Af
@Afisiomanda
 Pré- Fabricadas Ajustáveis :
 Estas também estão disponíveis no mercado mas
permitem ajustes por meio de velcro e parafusos, de
acordo para melhor estabilidade e adaptação do
paciente.
Órteses
Classificação
17
 Pré-fabricadas: 
 Estas já estão prontas e disponíveis no mercado. São 
 confeccionadas por materiais flexíveis, como espumas,
tecidos, elásticos e gel polímero, garantindo uma fácil
adaptação do paciente. Exemplo : 
De acordo com o sistema de confecção, podem ser:
Órtese pré fabricada para Cervical
Órtese pré-fabricada ajustável para MMII
Af
@Afisiomanda
Órteses
Classificação
18
 Confeccionadas sob medidas : 
 Estas são confeccionadas de acordo com as prescrições
específicas para o paciente, permitindo alguns ajustes se
necessário. No entanto, essas órteses possuem um custo
alto e levam um tempo maior até estarem prontas para o
uso.
Órtese confeccionada sob medida para os pés
 As órteses são um recurso terapêutico complementar ao
tratamento fisioterapêutico, a partir delas muitos objetivos
podem ser alcançados. Existem vários tipos de órteses, veja
mais na próxima página.
Af
@Afisiomanda
 Tirante clavicular ou axilar em oito :
 Objetiva manter as escápulas e os ombros em
retração, impedindo o movimento da clavícula em
oito, nos casos de fratura desse osso. É pré-fabricada
e possui fixação na região posterior.
Órteses
Tipos de Órteses
19
Órteses para Membros Superiores :
Tirante clavicular
 Tipoia :
 Objetiva a imobilização e o repouso do membro
superior. É pré- fabricada e apresenta tirantes que
são ajustados de acordo com o objetivo do
tratamento.
Tipoia
Af
@Afisiomanda
 Tirante proximal do antebraço :
 Objetiva o alivio a dor e desconforto resultantes da
epicondilite lateral (cotovelo de tenista). É pré-
fabricada e possui diferentes modelos e diferentes
materiais.
 Órteses para a região do cotovelo : 
 Objetiva imobilização, limitação de alguns
movimentos em casos de fratura nessa região e
instabilidade articular. Pode ser confeccionada sob
medida, pré fabricada, dinâmicas ou estática.
Órteses
Principais tipos de Órteses
20
Órteses para Membros Superiores :
Tirante do antebraço
Órtese para cotovelo
Af
@Afisiomanda
 As órteses para punho também podem englobar o
polegar.
Órtese para punho e polegar
 Órteses para a região do punho :
 Objetiva imobilização, analgesia, redução do
processo inflamatório, limitar movimentos e
melhorar a função comprometida, além disso, serve
para estabilizar e repousar a articulação em posição
fisiológica para prevenir ou tratar contraturas. 
 Existem pré-fabricadas e confeccionadas sob
medida. 
Órteses
Principais tipos de Órteses
21
Órteses para Membros Superiores :
Órtese para punho
Af
@Afisiomanda
Órtese interfalangeana
 Órteses para a região interfalangeana :
 Objetiva imobilizar e estabilizar as articulações
interfalangianas em casos de fraturas, luxações,
contraturas e/ou pós-operatórios.
 Órteses para a região dos metacarpos : 
 Objetiva imobilizar essa região em casos de
inflamação articular como Artrite Reumatóide e
contraturas. São pré-fabricadas e dinâmicas.
Órteses
Principais tipos de Órteses
22
Órteses para Membros Superiores :
Órtese para metacarpo
Af
@Afisiomanda
Órtese KAFO
 Órtese KAFO (joelho-tornozelo-pé) :
 Objetiva estabilizar o joelho para sustentar o peso
em casos de fraqueza muscular, após lesões no
sistema nervoso central ou sistema nervoso
periférico. 
 Órtese AFO (tornozelo-pé) :
 Objetiva manter as articulações (tibiotársica e
subtalar) na posição funcional, nos casos de fraqueza
muscular, prevenção ou correção de deformidades,
em pacientes com sequelas neuromotoras.
Órteses
Principais tipos de Órteses
23
Órteses para Membros Inferiores :
Órtese AFO
Af
@Afisiomanda
 Órtese HKAFO (quadril-joelho-tornozelo-pé) :
 Objetiva englobar vários grupos musculares que
apresentam déficits, promove estabilidade e controle
dessas articulações, auxiliando na deambulação e
equilíbrio. Esta órtese possui um mecanismo
chamado de Reciprocação (à medida que o paciente
estende um quadril, o contralateral automaticamente
entra em flexão) permitindo uma marcha recíproca.
Órteses
Principais tipos de Órteses
24
Órteses para Membros Inferiores :
Órtese HKAFO
Af
@Afisiomanda
Órtese UCBL
Palmilha
 Órtese para pé (palmilhas) :
 Objetiva aliviar pressão em zonas dolorosas,
úlceras, calosidades, corrigir a posição do pé. As
palmilhas podem ser feita sob medida ou pré-
fabricadas.
Órteses
Principais tipos de Órteses
25
Órteses para Membros Inferiores :
 Órtese UCBL (University of California Biomechanics Lab) : 
 Possui esse nome pois foi projetada em Laboratório
na Universidade da Califórnia-Berkeley. Objetiva
melhorar a instabilidade e desvios posturais no pé.
Af
@Afisiomanda
Órtese SubMO
Órtese SMO
 Órtese supramaleolar (SMO) :
 Objetiva melhorar a estabilidade e desvios posturais
do pé em eversão. É confeccionada sob medida.
Órteses
Principais tipos de Órteses
26
Órteses para Membros Inferiores :
 Órtese submaleolar (SubMO) :
 Objetiva melhorar a estabilidade e desvios posturais
do pé planos, valgos, varos ou hiperpronados.É
confeccionada sob medida.
Af
@Afisiomanda
Bengalas : 
 Objetiva proporcionar uma maior estabilidade e
sustentação, diminuição da sustentação do peso,
reconhecimento do ambiente além da melhora do
equilíbrio.
Calçados
 Calçados : 
 Objetiva proporcionar correção de deformidades
do tornozelo e pé, dismetria de membros inferiores,
além de melhorar a postura e a estabilidade para
marcha. 
Órteses
Principais tipos de Órteses
27
Órteses para Membros Inferiores :
Meios Auxiliares da Marcha : 
Af
@Afisiomanda
 A muleta canadense é leve e ajustável, proporciona
uma maior estabilidade ao paciente para usar as mãos,
pois possui um suporte fixo no antebraço. No entanto
necessitam que o paciente tenha uma boa força nos
membros superiores e controle de tronco, além disso
possuem um custo mais alto de aquisição.
Muleta canadense
Órteses
Principais tipos de Órteses
28
Órteses Auxiliares da Marcha : 
Muletas : 
 Objetiva aumentar o nível de mobilidade e redução
da sustentação de peso nos MMII, otimizar a marcha,
aumentar a base de apoio e manter ou melhorar o
equilíbrio. Existem dois tipos principais de muletas :
Af
@Afisiomanda
 A muleta axilar diferentemente da muleta canadense
oferece um melhor apoio e estabilidade lateral e são
mais baratas. Essas muletas são geralmente utilizadas
em casos onde o paciente não deve exercer nenhum
tipo de carga no membro inferior afetado, elas oferecem
um maior conforto e estabilidade devido a seu apoio
axilar para que o paciente não apoie o pé no chão.
Muleta Axilar
Órteses
Principais tipos de Órteses
29
Órteses Auxiliares da Marcha : 
 Os dois tipos de muletas devem ser ajustadas
de acordo com à altura do usuário para prevenir
o risco de quedas.
Af
@Afisiomanda
Andadores
Órteses
Principais tipos de Órteses
30
Órteses Auxiliares da Marcha : 
Andadores : 
 Objetiva aumentar o nível de mobilidade, permitir a
marcha com mais segurança e equilíbrio, uma vez
que apresenta 4 pontos de apoio no solo. É leve,
porém não permite que o paciente suba degraus
utilizando-o. 
 Cadeira de Rodas :
 Objetiva oferecer um grau de independência na
locomoção de pacientes que possuem perda parcial ou
total da mobilidade de MMII, sejam pessoas com
deficiência ou lesionados. Pode ser do tipo padrão ou
elétrica (esta possui um custo maior de aquisição).
Cadeira de rodas
Af
@Afisiomanda
 Colares cervicais :
 Objetiva proteger e estabilizar a coluna cervical,
mantendo-a em posição neutra. Podem ser sem apoio
mentoniano (permitem leves movimento), com apoio
mentoniano (limitam alguns movimentos) e com apoio
occipito-mentoniano-torácico (nesse caso restringem os
movimentos desta região).
 Colete de Milwaukee : 
 Utilizado em casos de hipercifose torácica acentuada.
Possui um suporte pélvico, um anel cervical, três hastes
metálicas para estabilizar o tronco e almofadas na
região torácica.
Colares cervicais
Órteses
Principais tipos de Órteses
31
Órteses para coluna vertebral :
Colete de Milwaukee
Af
@Afisiomanda
 Colete Toraco-lombo-sacral (TSLO) alto ou baixo: 
 Este tipo de colete é confeccionado sob medida e
indicado para os casos de escoliose, o tipo do colete vai
depender do nível de escoliose (alta ou baixa).
Apresenta níveis de pressões em alguns pontos
específicos e objetiva manter a curvatura o mais
próxima possível do fisiológico.
 Compressor Dinâmico Torácico Esternal ou Costal:
 São utilizadas para correção de alterações da caixa
torácica, são confeccionadas sob medida. O local de
compressão depende da localização da deformidade.
 Colete TSLO
Órteses
Principais tipos de Órteses
32
Órteses para coluna vertebral :
Compressor Torácico Esternal
Af
@Afisiomanda
 Antes de prescrever uma órtese o Fisioterapeuta deve
avaliar o indivíduo verificando principalmente:
 Nível de condicionamento cardiorrespiratório;
 Função músculo-esquelética; 
 Atividades que o paciente costuma realizar; 
 Objetivos que o paciente quer atingir com a reabilitação 
e uso da Órtese.
Órteses
Avaliação e prescrição
33
 Para a prescrição da Órtese devemos levar em
consideração as alterações físicas, psicológicas e condições
socio-econômicas do indivíduo. Esses dados podem ser
coletados na avaliação fisioterapêutica.
 Através da Anamnese (entrevista inicial feita pelo
profissional ao paciente) podemos averiguar :
Queixa principal do paciente;
História da Doença atual e de doenças anteriores;
Histórico familiar e psicossocial.
Dados pessoais e socioeconômicos;
Af
@Afisiomanda
 No Exame Físico avaliar principalmente :
 Tônus e Trofismo da região ou segmento corpóreo;
 Presença de lesões na pele, edema e deformidades;
 Amplitude de Movimento Articular;
 Força muscular;
 Alterações Posturais;
 Alterações de Sensibilidade e Propriocepção; 
 Condição Cardiorrespiratória.
A avaliação da Amplitude de Movimento
pode ser feita através da Goniometria ou
utilizando um inclinômetro.
O tônus e trofismo podem ser avaliados pela
palpação, mobilização passiva e inspeção.
Órteses
Avaliação e prescrição
34
Af
@Afisiomanda
Órteses
Avaliação e prescrição
35
 A avaliação postural realiza-se nas vistas anterior, lateral e
posterior buscando avaliar a presença de comprometimento
no sistema musculoesquelético. Observe o alinhamento dos
ombros e pelve, o posicionamento das escápulas e presença
de gibosidade, os desvios rotacionais das cinturas escapular
e pélvica, o posicionamento dos membros inferiores e a
presença de alterações plantares como pé plano valgo, 
 hiperextensão ou deformidade em flexão do joelho.
 Observe se existem compensações, desnivelamentos e
deformidades das estruturas (sempre compare os dois lados)
nas regiões em que a órtese ficará posicionada. Lembre-se
que a órtese deve ser confortável e adaptada a anatomia e
biomecânica do paciente.
Se o paciente não for capaz de fornecer algumas
informações pergunte ao cuidador/acompanhante.
A força muscular pode ser avaliada manualmente
ou através da dinamometria.
Af
@Afisiomanda
 O nível de Funcionalidade também deve ser averiguado:
Órteses
Avaliação e prescrição
36
Condições da Marcha e mobilidade dos membros 
superiores; 
Atividades básicas que o indivíduo realiza sozinho;
Atividades sociais que o indivíduo participa;
Condições do local de moradia.
Equilíbrio;
 A funcionalidade assim como as restrições que o
indivíduo apresenta são importantes para a escolha da
órtese. Ela deve auxiliar no desempenho da função que
está comprometida e otimizar aquelas que estão
preservadas, as bengalas por exemplo conferem uma
maior estabilidade, diminuem o desequilíbrio e risco de
quedas. Sendo um ótimo recurso para pacientes que
possuem dificuldade para deambular e residem em
locais de difícil acesso. Ao final da avaliação o
profissional deve correlacionar as informações obtidas
com o objetivo da utilização da órtese e escolher o
dispositivo mais adequado para o indivíduo.
Af
@Afisiomanda
 A órtese prescrita deve está de acordo com as medidas
antropométricas e estruturas anatômicas de cada indivíduo. 
A escolha do material deve levar em consideração a força,
durabilidade, flexibilidade e peso do dispositivo. Pacientes
que vivem em locais muito úmidos e deteriorados devem
evitar materiais que tendem a oxidar e deteriorar
facilmente.
 Os materiais devem ser leves para que o gasto
energético com o uso da órtese não seja maior, no
entanto indivíduos mais obesos devem utilizar materiais
mais resistentes, como metal. Alguns indivíduos possuem
dificuldade de aceitação com a sua condição e imagem
corporal, por isso é importante investigar o estado
emocional do paciente, além disso o design da órtese
deve ser esteticamente o mais discreto possível para que
o indivíduo se sinta confortável em utilizá-la e não
comprometa suas atividades sociais.
Órteses
Avaliação e prescrição
37
 O uso da órtese não deve causar desconforto, dores ou
feridas, nem reduzir ou piorar a função, postura e marcha,
nem mesmo causardesconforto emocional. Na ocorrência
de algum desses casos o uso deve ser interrompido.
Af
@Afisiomanda
 É importante salientar que a órtese é um auxiliar ao
tratamento Fisioterapêutico, dessa forma os objetivos
são alcançados mais rapidamente. Antes da colocação da
órtese o paciente deve passar por uma fase de
preparação para recebê-la, esta preparação envolve:
Órteses
Tratamento
38
Alongamentos e Mobilizações
 Todas as articulações devem ser tratadas, para que a
mobilidade seja mantida e a amplitude de movimento
(ADM) seja otimizada ou recuperada mas foque
principalmente naquelas que estão acometidas, pois
geralmente apresentam a musculatura encurtada e
déficit de movimento. 
 O Alongamento ativo, ativo-assistido ou passivo ajuda
a eliminar e/ou prevenir encurtamentos e contraturas. 
 A Mobilização busca restaurar o movimento articular,
preservando a ADM da articulação comprometida, além
disso, promove analgesia e consequentemente melhora a
função.
Af
@Afisiomanda
 Os exercícios visam melhorar a resistência, flexibilidade,
coordenação e a força muscular. E podem ser realizados
de diferentes maneiras :
 ATIVOS : São realizados voluntariamente pelo indivíduo,
nesse caso a musculatura envolvida no exercício deve
estar apta para atuar voluntariamente (sem ajuda de uma
força externa). Esses exercícios mantém ou aumentam a
ADM, estimulam o fortalecimento ósseo, a flexibilidade
muscular e a coordenação motora, além disso promove o
aumento da força e um melhor funcionamento do
sistema cardiovascular e circulatório. Nesses exercícios
você pode adicionar uma resistência de acordo com a
condição do paciente, tipo : 
 Faixa elástica;
 Halteres (pesos);
 Caneleira;
 Aparelhos (cadeira extensora).
Órteses
Tratamento
39
Exercícios
 ATIVO-ASSISTIDO: São realizados pelo paciente
juntamente com o fisioterapeuta, quando a musculatura
envolvida no exercício não está totalmente apta para
realizar o movimento. 
Af
@Afisiomanda
 PASSIVOS: São realizados quando o indivíduo não faz o
movimento ativamente, então o fisioterapeuta realiza a
movimentação das articulações. Prevenindo contraturas
e aderências capsulares, mantendo a integridade das
articulações, tecidos moles e cartilagem. 
Órteses
Tratamento
40
Exercícios
 Foque em trabalhar as articulações mais requisitadas na
função comprometida. Ex: marcha, trabalhe movimentos de
MMII realizados na marcha, como a flexão de joelho. 
Af
@Afisiomanda
 O treino funcional consiste em você elaborar exercícios
que simulem as atividades cotidianas de uma pessoa.
Esse trabalho auxiliará a preparação para o desempenho
da função após a colocação da órtese. Por exemplo :
Órteses
Tratamento
41
Treino Funcional
Pegar um objeto de um lado e colocar no outro,
trabalhando a rotação e controle de tronco.
Erguer os braços para frente, para cima ou para os
lados para pegar um objeto da mão do fisioterapeuta
trabalhando o alcance a um alvo.
Treino de marcha em sedestação ou bipedestação,
realizando a flexão de joelho e quadril;
Descarga de peso em superfície instável, em apoio
unipodal, trabalhando também o equilíbrio.
Af
@Afisiomanda
 Como dito antes a utilização de algumas órteses pode
aumentar o gasto energético do indivíduo. Desta forma é
importante trabalhar o seu condicionamento físico.
Órteses
Tratamento
42
Treino Cardiorrespiratório
Você pode trabalhar criando circuitos (respeitando a
condição do paciente), inserindo diversas atividades
que o indivíduo precisa realizar, em sequência;
Treino de marcha com obstáculos, subir e descer
degraus e rampa;
 Sempre respeite a condição clínica do paciente e se baseie no seu
diagnóstico cinéticofuncional a partir da avaliação feita. As sugestões aqui
contidas não são padrões para todos , são apenas exemplos para facilitar o
entendimento. Monte condutas de acordo com o que seu paciente apresenta.
Cicloergômetro;
Esteira.
Af
@Afisiomanda
 Após esta preparação o plano de tratamento deve ser
continuado. Na etapa pós colocação da órtese também 
 deve-se instruir o paciente quanto aos cuidados com o
uso e higiene da órtese, tais como: 
Órteses
Tratamento
43
Na presença de pontos de pressão, dor, alteração da
cor da pele (vermelhidão, roxeados), desconforto ou
coceira comunicar ao profissional responsável, para
as devidas soluções.
Respeitar os horários de uso, por menor que seja a
funcionalidade que o paciente possui no membro esta
deve ser estimulada, manter o membro imobilizado
totalmente não é ideal.
Fazer acompanhamento profissional para em caso
de algum dano a órtese ser reajustada ou trocada. 
Evitar higienizar a órtese com produtos como : água
sanitária, alvejante e álcool e deixar de molho.
Evitar expor a órtese a temperaturas altas (quentes)
pois o material pode deformar.
Próteses
Páginas 45-72
Af
@Afisiomanda
 Apesar de a amputação ser considerada a cirurgia mais
antiga da história da medicina, os primeiros registros de
amputação são de V a.C., por Hipócrates, nesse período
devido a falta de recursos e procedimentos tecnológicos
como os quais existem hoje, a taxa de mortalidade era
grande.
 A primeira amputação realizada com a técnica de
cobertura muscular foi feita, segundo Watson (1885),
pelo cirurgião romano chamado Celsus, no período da
Idade Média (séc. XIV a XV). Esse período foi marcado
por muitas perdas de membros devido a doenças
endêmicas, punições graves e pelos efeitos mutilantes da
guerra.
 Durante o século XV, os avanços da tecnologia para o
desenvolvimento das amputações foram relevantes
graças a Ambroise Paré (1510-1590) que desenvolveu
várias técnicas e procedimentos tanto cirúrgicos quanto
de tratamento para o coto. 
Próteses
Histórico
45
Af
@Afisiomanda
 Paré foi o primeiro em alcançar a homeostase dos
membros amputados, e a utilizar a ligadura vascular para
conter o sangramento e pinças e fios para conectar os
vasos, assim como é realizado atualmente. A primeira
amputação realizada com a técnica de cobertura
muscular foi feita, segundo Watson (1885), pelo cirurgião
romano chamado Celsus, no período da Idade Média
(séc. XIV a XV). Esse período foi marcado por muitas
perdas de membros devido a doenças endêmicas,
punições graves e pelos efeitos mutilantes da guerra.
 Durante o século XVIII, na Europa, a amputação foi o
tipo de cirurgia mais realizada e no século XIX houve um
avanço significativo nas técnicas de anestesia,
antissepsia e uso de antibióticos que perduram até os
dias de hoje. Já nos períodos seguintes a ênfase foi dada
a morfologia do coto em formas de deixá-lo o mais
funcional possível e com uma recuperação mais rápida,
havendo melhora para o processo de protetização.
Próteses
Histórico
46
Af
@Afisiomanda
 A partir de 1960 os cirurgiões perceberam que quanto
maior e preservado o coto, mais rápida era a recuperação
do paciente, pois assim o coto se tornava mais adaptável
para a prótese, e o braço de alavanca durante a marcha
era maior, facilitando a deambulação com o uso de
prótese. 
 Já é comprovado que se deve preservar o coto o maior
possível, isso contribui para uma melhor recuperação e
também para uma protetização bem sucedida.
 Claro que um bom acompanhamento e cuidados pré-
operatórios e pós-operatórios também irão contribuir
para isso.
 Atualmente a amputação pode ocorrer por várias
causas, veja as principais na página seguinte :
Próteses
Histórico
47
Coto: parte restante do membro
amputado.
Af
@Afisiomanda
Doença vascular periférica;
Traumatismo;
Tumores e Neoplasias;
Doenças congênitas;
Doenças infecciosas;
Diabetes;
Queimaduras;
Doenças do sistema osteomuscular;
Doenças do tecido conjuntivo;
Próteses
Causas de amputação
48
 As doenças vasculares crônicas são as responsáveis
por grande parte das remoções de um membro, 
 principalmente na população idosa.
Af
@Afisiomanda
Próteses
Níveis de amputação
49
Desarticulação do ombro 
Transumeral
Desarticulação do cotovelo
Transradial
Desarticulação do punho
Parcial da mão
1.
2.
3.
4.
5.
6.
 7. Hemipelvectomia
 8. Desarticulaçãodo quadril
 9. Transfemoral
 10.Desarticulação do joelho
 11.Transtibial
 12.Parcial do pé
1
2
3
5
4
6
7 8
9
11
10
12
Amputação MMSS
Amputação MMII
Desarticulação = retirada da articulação.
@afi
sio
am
an
da @afisioam
anda
Af
@Afisiomanda
Próteses
Níveis de amputação
50
Tipos de amputação do pé :
1.Syme: Desarticulação Tibio-társica óssea dos maleólos,
retirada de todo o pé.
1
2
3
4
2.Chopart: Desarticulação talonavicular, retirada do retropé,
desarticulação calcâneocubóidea, deformidade em equino
(semelhante a pata de cavalo), nível de amputação não
funcional.
3.Lisfranc: Desarticulação tarso-metatarso, retirada do antepé.
4.Transmetarsiana: Geralmente feita na base dos metatarsos, o
pé fica com uma área curta mas suficiente para o suporte de
carga.
Af
@Afisiomanda
 O coto é o membro residual, parte restante do membro
após uma amputação. Para que um paciente esteja apto
a utilizar uma prótese é necessário uma avaliação
completa e minuciosa.
 Através da Anamnese (entrevista inicial feita pelo
profissional ao paciente) podemos averiguar :
Af
@Afisiomanda
Próteses
Avaliação do amputado 
51
Dados pessoais e sociodemográficos;
Estado prévio a amputação;
Trabalho/ocupação;
Nível de atividade/funcionalidade;
Nível de independência;
Causas da amputações;
Doenças/sintomas associados; 
Aspecto emocional (nível de aceitação da amputação
e da imagem corporal).
Af
@Afisiomanda
Af
@Afisiomanda
 No Exame Físico avaliar principalmente :
 Tônus e Trofismo do coto;
 Presença de lesões no coto e deformidades;
 Amplitude de Movimento Articular;
 Força muscular;
 Presença de cicatriz, aderências, hidratação, enxertos;
 Alterações de Sensibilidade;
 Vascularidade do coto: cor, temperatura, edema;
 Comprimento e circunferência do coto;
 Formato do coto;
 Neuromas (presença de tecidos moles, formigamento
e dor no coto);
 Membro fantasma (presença de formigamento,
queimação, coceira, pressão, dormência ou dor);
 Estado funcional: transferência/ descarga de peso,
equilíbrio, mobilidade, situação da casa/família, AVD'S,
atividades instrumentais.
Próteses
Avaliação do amputado
52
Af
@Afisiomanda
A avaliação da Amplitude de Movimento
pode ser feita através da Goniometria ou
utilizando um inclinômetro e deve ser feita
em ambos os lados.
O tônus e trofismo podem ser avaliados pela
palpação, mobilização passiva e inspeção.
A força muscular pode ser avaliada
manualmente ou através da dinamometria.
Próteses
Avaliação do amputado
53
 Um coto bom para protetização deve ser firme, sem espículas
ósseas, sem aderências e contraturas articulares, de preferência
sem neuromas e de formato cônico (moldado por enfaixamento).
Um coto malformado gera complicações e má adaptação de
próteses.
Af
@Afisiomanda
 O termo prótese vem do grego "prósthesis" que
significa "adição, aplicação, acessório". As próteses são
dispositivos acrescentados ao corpo que substituem
totalmente ou parcialmente segmentos corporais. Iremos
falar aqui sobre as próteses com finalidade ortopédica
que tem a finalidade de atender as necessidades e
funções de indivíduos amputados.
Próteses
Conceito
54
Objetivo
Desempenhar as funções motoras do membro 
 amputado;
Melhorar a aceitação ao novo modo de vida;
Aumentar a autoestima do paciente amputado;
Promover maior independência;
Promover qualidade de vida;
Melhorar o equilíbrio e postura;
Melhora da marcha;
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga
Af
@Afisiomanda
Prótese endoesquelética de MMII
 Os materiais mais utilizados para fabricar as próteses
ortopédicas são:
Próteses
Materiais
55
Prótese exoesquelética: Feita em resina, PVC, fibra
de carbono ou polipropileno, podendo ser oca ou
não. Possuem uma estrutura mais rígida, são mais
estéticas e menos funcionais.
Prótese exoesquelética de MMII
Prótese endoesquelética: Feita com materiais mais
sofisticados como alumínio, aço, titânio e fibra de
carbono. Mais funcional em comparação as demais.
Af
@Afisiomanda
 As próteses exoesqueléticas (convencionais) possuem
como vantagens a resistência, a durabilidade e a pouca
manutenção das próteses, no entanto além da estética
ser menos agradável, existem dificuldades para
realinhamentos e poucas opções de componentes.
 Já as próteses endoesqueléticas (modulares) como
vantagens possuem mais opções de componentes, são
mais sofisticadas e funcionais, podem ser utilizadas
para todos os níveis de amputação dos membros
inferiores, com exceção das amputações parciais do pé
e do tornozelo e para os membros superiores se
restringem às amputações transumerais.
Próteses
56
 Agora que você já conheceu os materiais que podem
ser utilizados na fabricação das próteses, vamos
conhecer a classificação e os tipos de próteses de
membro superiores e inferiores.
Af
@Afisiomanda
Próteses
Classificação
57
 Cada pessoa necessita utilizar uma prótese para uma
necessidade específica, que deve está de acordo,
principalmente, com a idade e as atividades de vida
diária. Sendo assim, as próteses são classificadas, com
base em sua funcionalidade, em:
Próteses passivas ou estéticas: são consideradas mais
leves, porém com pouca ou nenhuma funcionalidade,
cujo objetivo é praticamente estético.
Próteses ativas ou funcionais: esse tipo de prótese
apresenta certa funcionalidade, que é acionada a partir
do movimento realizado pelo coto.
Próteses mioelétricas: são acionadas por meio de
eletrodos inseridos na superfície da pele, os quais
captam os estímulos do músculo e enviam para o
processador da prótese, resultando no movimento. 
Próteses hidráulicas: possuem uma unidade hidráulica
que controla a fase de balanço da marcha
Próteses metálicas: componentes que são implantados
no corpo do paciente, por exemplo, prótese de quadril e
de joelho.
Prótese mecânica para mão
Próteses
Tipos de próteses
58
Tipos de próteses para MMSS
Prótese estética para mão
Mão estética:
 Esta é indicada nos casos de amputações parciais,
composta internamente por espumas e dedos
reforçados por arames, passiva.
Mão mecânica:
 Esta é acionada por tração de tirantes, seu
mecanismo interno possui três dedos funcionais e
permite o movimento de pinça, ativa. 
Af
@Afisiomanda
Af
@Afisiomanda
Próteses
Tipos de próteses
59
Tipos de próteses para MMSS
Prótese mioelétrica para mão
 Mão mioelétrica:
 Esta é ativada por potenciais elétricos captados pelos
eletrodos sobre a pele. Possui dois sistemas de controle: um
digital, que apresenta a velocidade de abertura e
fechamento da mão constante, independentemente da
amplitude do sinal mioelétrico e um proporcional, no qual a
velocidade é de acordo com a intensidade do sinal
mioelétrico dessa forma um controle fisiológico dos
movimentos.
Mão DMC® (Dynamic Mode Control®): 
 Esta é ativada a partir de um processamento proporcional
para mão mioelétrica. Permitindo o controle da velocidade
de abertura, fechamento e apreensão da mão, tornando os
Próteses
Tipos de próteses
60
Tipos de próteses para MMSS
Prótese DMC para mão
 movimentos mais rápidos e precisos.
 A Mão com Sensor-Suva é um modelo mais moderno e sofisticado
da DMC, possui um sistema que permite que à prótese perceba um
objeto deslizando por ela e ajuste a preensão, conseguindo segurar
o objeto novamente sem deixá-lo cair.
 Este geralmente é utilizado em próteses funcionais ou
mioelétricas, denominado “Greifer”. Seu sistema de controle
pode ser tanto o digital quanto o proporcional.
Gancho:
Gancho 
Af
@Afisiomanda
 Nessas próteses o encaixe é fundamental para a sua
eficácia, é preciso um envolvimento do coto com
contato total, sem obstruir a circulação sanguínea e
fornecer maior descarga de peso distal, impedindo
sobrecarga no coto. 
 Existem três tipos principais de encaixes para próteses
abaixo do joelho: 
 PTB (Patela – Tendão – Bearing): descarga sobre o tendão patelar,
bordo proximal de encaixe termina no nível central do joelho.
 KBM (Kondylen – Bettung – Münster): descarga sobre o tendãopatelar, bordo proximal possui o formato de duas orelhas envolvendo
os côndilos e mantem a patela livre. 
 PTS (Prothèse tibiale supracondylienne): seu encaixe envolve toda a
patela, o bordo anterior termina acima da patela e exerce pressão
sobre o músculo quadríceps, é indicado para cotos muito curtos.
Próteses
Tipos de próteses
61
Tipos de próteses para MMII
Af
@Afisiomanda
 Existe uma variedade grande de articulações de joelho
no mercado e por isso a escolha vai de acordo com o
profissional após avaliação, já as articulações de quadril
possuem uma variedade menor e podem ser livres ou
com trava, vale ressaltar que não existe coto para as
amputações de quadril, além disso a forma de adaptação
da articulação ao cesto pélvico também é importante.
 Componentes dessa prótese : 
 
 Encaixe: precisa ser confortável, englobar todo o coto,
não prender a circulação, suspender o membro e auxiliar
no movimento.
 Joelho: pode ser usado a partir da amputação
transfemoral, pode ser modular ou convencional,
promove estabilidade e controle da marcha.
 Pé: a escolha depende do tipo de prótese, joelho,
atividade profissional, moradia e nível de amputação.
Próteses
Tipos de próteses
62
Tipos de próteses para MMII
Af
@Afisiomanda
Tipos de articulações de joelho : 
 
 Joelho com ficção: confere uma marcha mais funcional
e lenta, boa para terrenos planos mas requer bom
controle postural.
 Joelho com trava manual: ideal para pacientes inseguros
e debilitados mas compromete a marcha normal.
 Joelho pneumáticos e hidráulicos: controlam a fase de
balanço, impedem flexão excessiva e extensão brusca,
promove uma marcha mais fisiológica.
 Joelho policêntrico: permite maior liberdade de flexão,
rotação e translação, controle voluntário e maior
estabilidade na fase de apoio (imagem).
Próteses
Tipos de próteses
63
Tipos de próteses para MMII
Af
@Afisiomanda
Classificação do pé de acordo com o movimento que ele
simula ou permite na marcha: 
 
 Pés não-articulados:
Próteses
Tipos de próteses
64
Tipos de próteses para MMII
Pé SACH: calcanhar de espuma, estrutura flexível,
núcleo de madeira, revestido de borracha, pode conter
dedos ou não. Indicado para pacientes pouco ativos,
inseguros e de baixo peso.
Pé DINÂMICO: calcâneo mais rígido, não simula flexão
plantar, indicado para pacientes com bom controle
motor e que pratiquem alguma atividade.
Af
@Afisiomanda
 Pés articulados:
Próteses
Tipos de próteses
65
Tipos de próteses para MMII
Articulação monocêntrica: realiza apenas flexão
plantar, indicado para pacientes com pouco controle
dos extensores do quadril.
Pés multiaxiais: realiza movimentos em todos os
planos, indicado para pacientes que andam em
terrenos acidentados. Contraindicado para amputação
parcial do pé e SYME.
estrutura da prótese 
Pés de reação dinâmica: absorve energia na fase de
apoio e libera na fase de impulso. Indicado para
atletas e não pacientes pouco ativos. Permite alta
performance mas é de alto custo.
Af
@Afisiomanda
Próteses
Tipos de próteses
66
Tipos de próteses para MMII
Pés computadorizados: os sofisticados pés biônicos,
são pesados e de alto custo.
estrutura da prótese 
estrutura da prótese 
 Nas desarticulações de quadril a pelve do paciente será
a responsável por controlar as próteses ortopédicas, um
cesto pélvico feito sob medida e um bom alinhamento
estático permite a esse paciente uma marcha mais
funcional mesmo na ausência de um coto como braço de
alavanca. 
Af
@Afisiomanda
 Durante a fase pré-protética, deve haver uma avaliação
minuciosa para verificar as condições gerais do coto e
também do estado geral do paciente.
 A prescrição da prótese deve equilibrar a necessidade
individual de estabilidade, segurança, mobilidade,
durabilidade e estética desejada. Além disso, a escolha
do tipo de prótese, deve considerar: condições clínicas,
idade, nível de atividade física, peso e estatura, atividade
profissional e fatores ambientais que influenciam na
conservação do equipamento. 
Próteses
Contra-indicações
67
 Embora a protetização seja sempre considerada nos
casos de amputação, é importante salientar que existem
situações em que ela é contraindicada, tais como:
Cotos muito curtos e proximais;
Incapacidades sensório-cognitivas graves;
Quando se recusa a usar prótese;
Cardiopatia grave;
Af
@Afisiomanda
Próteses
Reabilitação
68
 Uma intervenção precoce possibilita um melhor
prognóstico, o objetivo geral da reabilitação de um
paciente amputado é promover a independência funcional
desse paciente e uma melhor qualidade de vida.
 Essa reabilitação precoce compreende tanto a fase pré e 
pós-protetização, de forma didática ela será explicada em
4 fases:
Fase I
 Objetiva diminuir a dor do pós cirúrgico, sensação de
membro fantasma, edema e dores causadas por neuromas,
além de eliminar aderências cicatriciais. Pode ser feito:
PRICE: proteção, repouso, gelo, compressão e
elevação para diminuir sinais inflamatórios.
Enfaixamento: para proteção da pele além de moldar
o formato cônico do coto e reduzir dor/sensação do
membro fantasma e diminuir edema.
Af
@Afisiomanda
Próteses
Reabilitação
69
Fase I
Dessensibilização: estimulos lentos e graduais na
extremidade distal do coto com diferentes texturas
(algodão, esponja, escova de dente etc).
Recursos manuais : mobilização articular (grau 1 e 2),
massagem terapêutica.
Posicionamento: evitar postura de abdução, rotação
externa de coxa e flexão de joelho quando amputado
de perna (transtibial), manter o membro residual
alinhado, evitar permanecer sentado por períodos
longos, evitar ficar na cama com o coto fletido.
Recursos físicos: TENS, ultrassom, laser.
Recursos físicos: TENS, ultrassom, laser.
Cinesioterapia: fortalecimento de MMSS para a
utilização de muletas, fortaleicmento abdominal e do
membro não amputado para aumentar sua potência,
resistência e equilíbrio.
Af
@Afisiomanda
af
@afisioamanda
Próteses
Reabilitação
70
Fase II
Alongamentos e exercícios: passivos, ativos livres ou
ativos assistidos.
Hidroterapia: reduz espasmos, promove relaxamento,
propicia alternativas para exercícios.
Exercícios ativos resistidos e isométricos.
 Objetiva prevenir contraturas, restaurar a ADM do coto
e otimizar a ADM do membro não amputado.
Fase III
 Objetiva fortalecer o coto e membros, orientar quanto
ao uso de muletas/ andadores e preparar o paciente
para receber a prótese.
Hidroterapia (igual fase II).
Próteses
Reabilitação
71
Fase III
Uso de muletas: orientações quanto ao uso, treino de
marcha e trabalho cardiorrespiratório.
Ortotastismo e treino de marcha: em ambientes
irregulares, planos, escadas e barras paralelas.
Fase IV
 Objetiva a restauração de um equilíbrio, melhorar a
coordenação motora, treinar marcha e corrida, reeducar
o sentar e levantar, trabalhar habilidade/motricidade
fina e transferência de peso, auxiliar no retorno as
atividades de vida diária e estimular o esportismo.
 A fase I, II e III compreendem um trabalho preparatório
para a protetização e a IV pós protetização.
Af
@Afisiomanda
Próteses
Rebilitação
72
Fase IV
Transferência de peso: com ou sem a ajuda das
barras paralelas.
Treino funcional: simular e treinar algumas atividades
cotidianas realizadas pelo paciente.
Coordenação e propiocepção: esse trabalho irá
auxiliar numa deambulação mais funcional.
 Lembrando para a fase IV é necessário uma avaliação
funcional que compreende a anamnese, o exame físico e
os recursos complementares pois ela visa determinar a
capacidade residual e o potencial do paciente com ênfase
na locomoção e na execução das atividades da vida diária
(AVD´s), para que assim seja montado terapêutico
personalizado e individual para cada caso específico, de
acordo com as necessidades diagnosticadas.
Af
@Afisiomanda
Af
@Afisiomanda
Bônus
Terminologias
73
Órtese: dispositivo aplicado externamente ao
segmento corpóreo e utilizado para modificar
características estruturais ou funcionais do sistema
neuromusculoesquelético.
Prótese:dispositivos utilizados para substituir
segmentos amputados ou malformados.
Órtoprótese: dispositivo que simultaneamente teria a
função de uma órtese e de uma prótese.
Neuroprótese: dispositivos eletrônicos fixados
externamente ao corpo humano que enviam
estímulos elétricos para os grupos musculares.
Auxiliares de deambulação; dispositivos manuais que
auxiliam a marcha de pessoas com deficiência
temporária ou permanente por meio do apoio dos
MMSS.
Auxiliares de locomoção: equipamentos geralmente
montados sobre rodas.
Af
@Afisiomanda
 Muito obrigada por chegar até aqui, tenho dois convites a
te fazer, se você ainda não me segue no @afisioamanda, dá
uma olhadinha lá e conheça um pouco do meu trabalho no
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74
Atenciosamente, 
Amanda Muniz
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Af
@Afisiomandaaf
Referências
75
BARBIN, Isabel Cristina Chagas. Prótese e Órtese. Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional S.A., 2017. 168 p. 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à
Saúde. Guia para Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de
Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção/ Ministério da
Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de
Atenção Especializada e Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
CASTANEDA, Luciana. Planejamento Regional Integrado. PDF interativo
In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO
MARANHÃO. Atenção à Pessoa com Deficiência I: Transtornos do
espectro do autismo, síndrome de Down, pessoa idosa com deficiência,
pessoa amputada e órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.
Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e
Meios Auxiliares de Locomoção. São Luís: UNA-SUS; UFMA; 2021.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da
Educação na Saúde. Confecção e manutenção de órteses, próteses e
meios auxiliares de locomoção: confecção e manutenção de próteses
de membros inferiores, órteses suropodálicas e adequação postural em
cadeira de rodas / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013.
Fonte das imagens: Google imagens

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