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35 Logo o campo elétrico sobre o ponto P gerado pela carga fonte possui módulo E= 2,16x107N/C e faz um ângulo de 53,13º com a horizontal. 3.3 Princípio da Superposição Caso você tenha um sistema de cargas pontuais (distribuição discreta) localizadas, o campo elétrico em qualquer ponto no espaço será a soma vetorial de todas as contribuições de campo. Dado pela equação 3.3. r r q E i i n i 2 1 04 1 (3.3) Exemplo 3.3 Considere duas cargas pontuais q1 e q2 de mesmo módulo, localizadas no vácuo separadas por uma distância d figura 3.4 a. Determine o campo elétrico em um ponto P a uma altura z do ponto central que une as duas cargas. Primeiro se ambas forem positivas. Figura 3.4 a Figura 3.4 b Z P z q1 d q2 Para resolver esse problema, comece redesenhando a figura e inserindo o vetor campo elétrico sobre o ponto p juntamente com a distância r que liga a carga e o ponto P. Em seguida faça a decomposição do vetor campo elétrico nos eixos cartesianos E2 Z E2 P r1 z r2 q1 d q2 Para encontrar o campo resultante faça a decomposição dos campos nos eixos cartesianos e em seguida faça a soma vetorial. Assim temos : E1z E2z E2y E1y Aqui podemos observar que: As componentes em y se anulam. As componentes em z se somam. Logo o campo resultante está na direção de do eixo z. 36 Agora como sabemos a direção e o sentido do campo, podemos tratar o problema de forma escalar e encontrar o módulo do campo elétrico. 2 2 2 0 2 1 1 0 2 1 0 4 1 4 1 4 1 r q r q r q E i i n i Como os dois campos são simétricos (mesma carga, mesma distancia) podemos somar as contribuições. 2 0 2 0 ²²4 2 4 1 2 zy q r q E z zy q E 2 0 ²² 2 4 1 Notem que o campo resultante esta em função das variáveis do problema. 37 RESUMO: O campo elétrico é um campo de forças que se origina em cargas positivas e se estendem ate o infinito, ou terminam em ima carga negativa. As linhas de campo tem origem em uma carga positiva e terminam em uma carga negativa. O campo elétrico E em qualquer ponto pode ser definido em termos da força eletrostática F que seria exercida sobre uma carga de prova positiva Q colocada sobre o ponto P. Q F E A lei de Coulomb para calculo do campo elétrico de uma carga puntiforme é dada por: r r q E ²4 1 0 Para uma distribuição discreta de carga o campo elétrico em um ponto P é dada pelo principio da superposição: r r q E i i n i 2 1 04 1 Chegamos ao fim de nossa primeira aula. Espero que tenham gostado! Voltaremos nas próximas aulas. Não deixem de: Olha da bibliografia recomendada Acessar os links dos vídeos Responder aos questionamentos no Ava Resolver as atividades propostas: Bons estudos e nos comunicamos na próxima aula! 38 REFERENCIAS: TIPLER, Paul A.; MOSCA, Gene. Física para Cientistas e Engenheiros: Eletricidade e Magnetismo, Óptica. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 556 p. v. 2. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física: Eletromagnetismo. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 388 p. v. 3. YOUNG, Hugh D.; FREEDMAN, Roger A. Física III: Eletromagnetismo. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2016. 448 p. v. 3. RAMALHO JÚNIOR, Francisco; FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES, Paulo Antônio de Toledo. Os Fundamentos da Física: Eletricidade Introdução à Física Moderna Análise Dimensional. 9. ed. São Paulo: Moderna, 2013. 520 p. v. 3. MACEDO, Annita. Eletromagnetismo. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. 638 p. NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de Física Básica: Eletromagnetismo. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2015. 295 p. v. 3. KNIGHT, Randall D. Física: Uma abordagem estratégica. 2. ed. Rio de Janeiro: Bookman, 2009. 400 p. v. 3. JEWETT JUNIOR, Jonh W.; SERWAY, Raymond A. Física para Cientistas e Engenheiros: Eletricidade e Magnetismo. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011. 331 p. v. 3. 39 40 4.1 Campo Elétrico de uma Distribuição Continua de Carga Olá! Sejam bem vindos a nossa aula de física III. Executaram as tarefas de acompanhamento recomendadas no final da aula anterior? Caso não tenha feito sugiro que retorne e o faça. Caso tenha feito vamos seguir adiante! Vamos começar relembrando o que vimos na ultima aula. Na última aula nós estudamos o comportamento do campo elétrico de distribuição de cargas discretas (cargas puntiformes). Nós, vimos que uma carga positiva, gera no espaço ao seu redor um campo elétrico divergente que sai da carga, enquanto uma carga negativa cria um campo elétrico divergente que entra na carga. Aplicando o conceito de linha de campo, as linhas nascem em uma carga positiva e terminam em uma carga negativa. O vetor campo elétrico é sempre tangente a uma linha de campo, iniciando sobre um ponto de referencia. O módulo do campo elétrico pode ser determinado utilizando a lei de Coulomb (equação 3.2) e por fim, onde a densidade de linhas de campo é maior o campo elétrico é mais intendo. Na aula de hoje vamos estudar as características do campo elétrico gerado por uma distribuição continua de carga. Diferentemente da distribuição discreta, onde sabemos onde cada carga está localizada. Na distribuição continuas de carga é impossível saber onde cada carga está colocada. O que sabemos é que em certos espaços existem a mesma quantidade de carga. Logo para determinar o campo elétrico, devemos somar a contribuição de cada pedacinho do corpo eletrizado, no ponto determinado. Nesse caso também são validas a lei de Coulomb para o campo elétrico e o principio da superposição. Nesse caso devemos reescrever a equação 3.2, substituindo a soma discreta (somatório) por uma integral como referido na equação 4.1. rdq r E ² 1 4 1 0 (4.1) 41 Distribuição Linear de Carga Para cargas elétricas que se distribuem uniformemente sobre uma linha (figura4. 1), podemos dizer que cada pedacinho da linha, contém, a mesma quantidade de carga, logo a densidade de carga por unidade de comprimento é constante. E usaremos a equação 4.2 para expressar essa relação. Figura 4. 1 dl dq (4.2) Na equação 4.2 é a densidade linear de carga, dq é o infinitésimo de carga e dl é o infinitésimo do comprimento do fio. 42 Exemplo 3.1 Encontre o campo elétrico que está a uma distancia z acima do ponto central de um seguimento de linha reta com comprimento 2L, que possui densidade linear de carga uniforme λ ( figura 4.2a). Figura 4. 2a Figura 4. 2b rdl r E ² 1 4 1 0 (4.3) 2 dEz dE Z dE - dEydEy zr r Z dl -L +L Y Z Z -L +L Y Neste problema as componentes do campo em y se anulam. As componentes em z se somam de modo que o campo resultante está na direção de z. Assim: dl =dy r² =z²+y² Cos =z/r dq = λdl zr Substituindo tudo na equação 4.2 Resolução: Primeiro comece redesenhando a figura representando os vetores e os detalhes do problema. Depois determine o vetor resultante. Note que a origem do plano cartesiano coincide com o centro do seguimento de fio, o que nos permite explorar a simetria dos dois lados do problema. O campo elétrico gerado pelo seguimento de fio da direita possui o mesmo modulo do campo produzido pelo seguimento de fio da esquerda. 43 zld r Ez cos ² 1 4 1 2 0 z r z ld r Ez ² 1 4 1 2 0 L yz dy z z Ez 0 2 3 0 ²² 4 2 Essa é uma integral que você encontra em tabelas de integrais e o resultado é: L yzz y z z Ez 0 0 ²²²4 2 z Lzz L Ez ²²4 2 0 Esse é o campo elétrico para qualquer problema que possua essa configuração. Distribuição Superficial de Carga Para cargas elétricas que se distribuem uniformemente sobre uma superfície (figura4. 3), podemos dizer que cada pedacinho da superfície, contém, a mesma quantidade de carga, logo a densidade de carga por unidade de área é constante. E usaremos a equação 4.4 para expressar essa relação. da dq (4.4) Na equação 4.4 é a densidade linear de carga, dq é o infinitésimo de carga eda é o infinitésimo da superfície. Assim o campo elétrico para essa configuração de carga pode ser determinado pela equação 4.5. 44 rda r E ² 1 4 1 0 (4.5) Distribuição Volumétrica de Carga Para cargas elétricas que se distribuem uniformemente sobre um volume (figura4. 4), podemos dizer que cada pedacinho do volume, contém, a mesma quantidade de carga, logo a densidade de carga por unidade de volume é constante. E usaremos a equação 4.6 para expressar essa relação. Figura 4. 4 dv dq (4.6) Na equação 4.6 é a densidade volumétrica de carga, dq é o infinitésimo de carga edv é o infinitésimo do volume. Assim o campo elétrico para essa configuração de carga pode ser determinado pela equação 4.7. rdv r E ² 1 4 1 0 (4.7) Os problemas envolvendo as distribuições de carga (superficial e volumétrica) seguem a mesma linha de resolução apresentada no exemplo 3.1. 45 4.2 Fluxo de Campo Elétrico O fluxo de campo elétrico (equação 4.8) mede a quantidade de linhas de campo elétrico que atravessa uma superfície fechada. Essa superfície pode ser real ou imaginaria e chamaremos de superfície gaussiana (figura 4.5). Figura 4.5 (4.8) O fluxo de campo ( E ) é o produto escalar entre o vetor campo elétrico ( E ) e o vetor normal à superfície gaussiana ( ndA ). AdEE 46 Exemplo 3.2 Considere uma linha de carga muito linga (infinita) envolvida em um cilindro de raio a e comprimento L.O campo elétrico produzido pela linha de carga tem módulo E e aponta na direção radial para fora. Determine o fluxo de campo elétrico que atravessa a superfície fechada. Resolução: Primeiro comece fazendo o desenho esquemático e distribuindo os vetores referentes ao problema (figura 4.6). Figura 4. 6 Nesse esquema percebemos que o cilindro é composto por três superfícies, isso significa que a equação 4.8 será dividida em três. E vou usar coordenadas cilíndricas para descrever os vetores unitários. Assim temos: dAzrEdAzrEdArrEAdE aaaL E ² 0 ² 0 2 0 )( Como o produto escalar de vetores unitários diferentes é zero, temos: dA1 E dA2 dA3 47 dArrE aL E 2 0 O produto escalar de vetores unitários iguais é sempre 1 e a integral de dA é a, temos: aLEaE aL E 2. 2 0 4.3 Lei de Gauss A lei de Gauss relaciona o fluxo de campo elétrico com a carga total envolvida pela superfície gaussiana através da equação 4.9. 0 env E q (4.9) Se substituirmos a equação 4.9 na equação 4.8 nos vamos obter a equação 4.9 que é conhecida como lei de Gauss na forma integral e é uma ferramenta que facilita o calculo do campo elétrico para configurações de carga que apresentam simetria de campo. 0 envq AdE (4.9) A lei de Coulomb é uma ferramenta que pode ser utilizada para calcular o campo elétrico produzido por qualquer configuração. Porém resolver a lei de Coulomb não é tarefa fácil, e às vezes utilizar a lei de Gauss para resolver o problema de campo elétrico pode ser bem mais fácil. O problema da lei de Gauss é que só permite calcular o campo em três simetrias: 48 Simetria esférica Simetria cilíndrica Planos infinitos Se o problema não apresentar uma dessas simetrias, então não podemos utilizar a lei de Gauss. Para exemplificar a utilização da lei de Gauss, vou resolver o problema de uma casca esférica. Uniformemente carrega. Esse é um dos problemas onde a lei de Coulomb pode ser aplicada, porém a resolução requer uma quantidade de calculo dispendiosa. (aconselho você a tentar resolver depois, utilizando a lei de Coulomb). Exemplo 3.3 Certa quantidade de carga q foi depositada sobre a superfície de uma casca esférica de raio a. a carga se distribui uniformemente sobre a superfície. Determine o campo elétrico produzido por essa configuração de carga em todos os pontos do espaço. 0 envqAdE a Resolução: Primeiro vamos determinar o campo elétrico no interior da casca esférica. ar E 0 .O campo elétrico no interior de um condutor é sempre zero. Porque se trata de um caso de eletrostática. Para o exterior da esfera, comece desenhando uma superfície gaussiana envolvendo a carga elétrica e aplique a lei de Gauss. r 49 0 ²4 0 q daE a 0 ²4 0 q aE a 0 ²4 q aE ²4 0a q E Esse é o campo para pontos externos a esfera. 50 RESUMO: Para uma distribuição continua de carga a lei de Coulomb sofre uma pequena alteração, onde a carga deve ser substituída pela densidade de carga e o somatório usado para aplicar o principio da superposição é substituída por uma integral. Quando a simetria do problema permite, o campo elétrico pode ser mais facilmente determinado utilizando a lei de Gauss. A lei de Gauss leve em consideração o fluxo de campo que atravessa uma superfície em conformidade com a carga que gera o campo. Chegamos ao fim de nossa primeira aula. Espero que tenham gostado! Voltaremos nas próximas aulas. Não deixem de: Olha da bibliografia recomendada Acessar os links dos vídeos Responder aos questionamentos no Ava Resolver as atividades propostas: Bons estudos e nos comunicamosna próxima aula! 51 REFERENCIAS: TIPLER, Paul A.; MOSCA, Gene. Física para Cientistas e Engenheiros: Eletricidade e Magnetismo, Óptica. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 556 p. v. 2. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física: Eletromagnetismo. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. 388 p. v. 3. YOUNG, Hugh D.; FREEDMAN, Roger A. Física III: Eletromagnetismo. 14. ed. São Paulo: Pearson, 2016. 448 p. v. 3. RAMALHO JÚNIOR, Francisco; FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES, Paulo Antônio de Toledo. Os Fundamentos da Física: Eletricidade Introdução à Física Moderna Análise Dimensional. 9. ed. São Paulo: Moderna, 2013. 520 p. v. 3. MACEDO, Annita. Eletromagnetismo. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. 638 p. NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de Física Básica: Eletromagnetismo. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2015. 295 p. v. 3. KNIGHT, Randall D. Física: Uma abordagem estratégica. 2. ed. Rio de Janeiro: Bookman, 2009. 400 p. v. 3. JEWETT JUNIOR, Jonh W.; SERWAY, Raymond A. Física para Cientistas e Engenheiros: Eletricidade e Magnetismo. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011. 331 p. v. 3. 52