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Aula 09 (Somente em
PDF)
Secretarias de Educação - SEED e
SMEs (Cursos Regulares)
Conhecimentos Específicos para
Professor de História
Autor:
Marco Túlio Gomes
09 de Agosto de 2024
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
IDADE CONTEMPORÂNEA I 
Sumário 
1 – Revolução Industrial .................................................................................................................................. 3 
1.1 – Pioneirismo inglês na Revolução Industrial ......................................................................................... 3 
2 – Revolução Francesa .................................................................................................................................. 9 
2.1 – A França pré-revolucionária .............................................................................................................. 9 
2.2 – Assembleia dos Estados Gerais (1789) ........................................................................................... 13 
2.3 – Assembleia Nacional Constituinte (1789-1791) .............................................................................. 16 
2.4 – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão (1789) .............................................................. 17 
2.5 – Constituição Civil do Clero (1790) ................................................................................................... 17 
2.6 – Monarquia Constitucional (1791-1792) .......................................................................................... 18 
2.6.1 – Constituição de 1791 ................................................................................................................... 18 
2.7 – Convenção Nacional (1792-1794) .................................................................................................. 20 
2.8 – O governo jacobino e o Terror ........................................................................................................ 22 
2.9 – Mulheres e a Revolução Francesa .................................................................................................... 25 
2.10 – Reação Termidoriana .................................................................................................................... 26 
2.11 – Diretório (1795-1799) .................................................................................................................. 27 
2.12 – O 18 de Brumário ......................................................................................................................... 27 
3 – Era Napoleônica ..................................................................................................................................... 29 
3.1 – Consulado (1799-1804) .................................................................................................................. 30 
3.2 – Império (1804-1814) ...................................................................................................................... 31 
3.3 – Bloqueio Continental (1806) ............................................................................................................ 32 
4 – Congresso de Viena ............................................................................................................................... 35 
4.1 – Santa Aliança .................................................................................................................................. 37 
Marco Túlio Gomes
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IDADE CONTEMPORÂNEA I 
5 – Independências na América Latina ......................................................................................................... 39 
5.1 – Independências na América Espanhola ........................................................................................... 39 
5.2 – O projeto de Simón Bolívar ............................................................................................................. 41 
5.3 – Congresso do Panamá (1826) ......................................................................................................... 41 
5.4 – América Hispânica Independente .................................................................................................... 44 
5.4.1 – Caudilhismo .................................................................................................................................. 45 
5.5 – Revolução Haitiana .......................................................................................................................... 46 
5.5.1 – Haitianismo ................................................................................................................................... 47 
Lista de Questões .............................................................................................................................................. 48 
Gabarito ........................................................................................................................................................... 69 
Questões Comentadas ...................................................................................................................................... 69 
 
 
Marco Túlio Gomes
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IDADE CONTEMPORÂNEA I 
3 
INTRODUÇÃO 
Nesta aula abordaremos acontecimentos atrelados ao início da Idade Contemporânea, na virada do 
século XVIII para o século XIX. São eles: 
• Revolução Industrial 
• Revolução Francesa 
• Era Napoleônica 
• Congresso de Viena e a Santa Aliança 
• Processos de Independência na América Espanhola. 
Bons estudos! 
 
1 – Revolução Industrial 
Denominamos de Revolução Industrial o conjunto de transformações técnicas que geraram a 
formação de um novo modo de produção, o industrial, surgido na Inglaterra por volta da década de 1760. 
Posteriormente, ele foi propagado para outras regiões da Europa, conforme veremos mais adiante. 
 
1.1 – Pioneirismo inglês na Revolução Industrial 
Alguns elementos contribuíram para que o modo de produção industrial tenha surgido na Inglaterra. 
Vejamos: 
• Acúmulo de capitais: o comércio mercantil, as práticas mercantilistas, a ação dos corsários e a 
exploração colonial contribuíram para a forte expansão da economia inglesa. 
• Modernização da agricultura: o cercamento e a introdução de novas técnicas agrícolas (drenagem, 
adubação, rotação de culturas etc) possibilitaram o aumento da oferta de alimentos e de matérias-
primas para as cidades. 
• Mão de obra farta e barata: ao serem expulsos de suas terras pelo processo de cercamento, muitos 
camponeses se instalaram nas cidades, onde vendiam sua mão de obra em troca de baixos salários 
nas fábricas que surgiam. E como a Legislação dos Pobres impunha castigos corporais aos 
desempregados, era comum que os mais pobres aceitassem qualquer emprego para não serem 
prejudicados. 
• Abundância de carvão mineral e ferro no subsolo inglês: o ferro era a matéria-prima para a 
construção das máquinas, enquanto o carvão mineral era utilizado como combustível das indústrias. 
• Puritanismo: o predomínio do calvinismo no país, que não condenava o lucro e defendia uma vida 
voltada ao trabalho, contribuiu para o processo. 
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IDADE CONTEMPORÂNEA I 
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• Revolução Gloriosa: a estabilidade política gerada pelo episódio favoreceu o desenvolvimento do 
capitalismo na Inglaterra. A partir daí, a monarquiae mestiços ricos se uniram para lutar contra o controle das 
elites brancas na ilha, influenciados pelos ideais de liberdade e igualdade da Revolução Francesa, que se 
encontrava na fase da Convenção Nacional. Os rebeldes chegaram a destruir boa parte das plantações e 
engenhos de açúcar da ilha, afetando os interesses das elites coloniais. 
O movimento foi liderado por Toussaint Louverture, um ex-escravo doméstico que se demonstrou 
um grande estrategista militar. Contudo, ele acabou deportado para a pelo exército napoleônico para a 
França, onde morreu em uma prisão. 
Não eram poucos os inimigos da Revolução. Até 1804, os rebeldes enfrentaram as elites locais, 
soldados da monarquia francesa, invasores espanhóis e britânicos e uma expedição napoleônica composta 
por 60 mil integrantes. Após derrotar todos eles, foi fundado o Estado do Haiti, nome indígena que era 
utilizado pelos nativos para denominar a ilha. A escravidão foi abolida no novo país. 
 
Marco Túlio Gomes
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Figura 18 - Toussaint Louverture. Fonte: Shutterstock 
 
O primeiro governante haitiano, Jean-Jacques Dessalines, sucessor de Louverture na Revolução, que 
se proclamou imperador em outubro de 1804. Ele foi o responsável por coordenar massacre de todos os 
brancos remascentes da ilha, sendo assassinados entre 3 a 5 mil homens, mulheres e crianças. 
O episódio dificultou o reconhecimento diplomático do Haiti junto as demais nações da Europa e da 
América – a França só o fez após exigir uma indenização de 150 milhões de francos, o equivalente a 21 
milhões de dólares atualmente. O país demorou 122 anos parar arcar com as dívidas legadas pela sua 
independência. 
 
5.5.1 – Haitianismo 
O êxito da Revolução de escravos nas Antilhas fez com que as elites do continente temessem que 
vivenciar o mesmo em seus territórios. Em terras brasileiras, o medo de que uma revolta de escravos 
atingisse a mesma proporção ganhou nome: haitianismo. 
Assim como a ilha de São Domingos, sua população era majoritariamente composta por cativos, o que 
tornava o território propenso a insurreições negras. Devido a isso, a experiência haitiana chegou a influenciar 
revoltas escravas e rebeliões populares no período imperial. 
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ATENÇÃO: Para alguns historiadores, a Revolução Haitiana teria inspirado a Conjuração Baiana. 
 
LISTA DE QUESTÕES 
 
1. (NUCEPE - SEDUC-PI - PROFESSOR – HISTÓRIA - 2015) 
A Revolução Francesa influenciou muito a maneira como os seres humanos passaram a pensar a si mesmos 
e a história. 
Sobre este evento e seus desdobramentos, é INCORRETO afirmar que 
A) a Revolução Francesa alçou a burguesia ao controle político, ao destituir o poder das monarquias 
absolutistas, embora no plano econômico tenha defendido os princípios do sistema feudal, mantidos 
sobretudo nas colônias francesas na América. 
B) entre as ações tomadas durante o período da Convenção, a França proclamou a República, após a Batalha 
de Walmy, e adotou um novo calendário. 
C) Napoleão Bonaparte apoiado pela burguesia e pelo exército, deflagrou o golpe de 18 Brumário, em 1799. 
D) o Congresso de Viena foi uma reação conservadora contrária às ideias liberais e nacionalistas difundidas 
pela Revolução Francesa, concluído após a derrota de Napoleão Bonaparte, na Batalha de Waterloo. 
E) a Santa Aliança consistiu em um pacto militar entre as potências do Antigo Regime, que visava a repressão 
aos movimentos liberais que punham em risco a política de restauração. 
 
2. (IBADE – PREF. DE MANAUS/AM - PROFESSOR DE HISTÓRIA – 2018) 
Não é possível se entender o processo de unificação da Itália e o da Alemanha, sem se analisar a configuração 
geopolítica da Europa já no início do século XIX, também é importante se ter como base as decisões tomadas 
pelo Congresso de Viena (1814¬ 1815). 
Ponto base comum às unificações da Alemanha e da Itália na década de 1870 é o fato de que as ambas: 
A) desenvolveram um sentimento de revanche em relação ao Congresso de Viena pelos trabalhadores 
urbanos. 
B) estiveram a comando da nobreza que reafirmava seu poderio na região. 
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C) foram processos democráticos de cunho popular. 
D) foram processos elitistas e, logo, nada democráticos. 
 
3. (PREFEITURA DE RIO DE JANEIRO/RJ - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
“Existem alguns motivos que induzem à prática do roubo e são peculiares ao seu país, afirmou Hitlodeu, em 
diálogo. 
E quais são eles?, perguntou o cardeal. 
Os carneiros, respondi-lhe. Essas plácidas criaturas que antes exigiam tão pouco alimento, mas que agora, 
aparentemente, desenvolveram um apetite tão feroz que se transformaram em devoradores de homens. 
Campos, casas, cidades, tudo lhes desce pelas gargantas. Naquelas partes do reino onde se produz a mais 
bela e mais cara lã, os nobres e os fidalgos (para não mencionarmos vários veneráveis abades – homens de 
Deus) deixaram de contentar-se com os rendimentos que seus antepassados extraíam de suas 
propriedades”. 
MORE, Thomas. Utopia. São Paulo: Martins Fontes, 2009. 
Nesse diálogo escrito no século XVI, é referenciado um fenômeno social indispensável à Revolução Industrial, 
chamado de: 
A) invenções tecnológicas 
B) cercamentos 
C) feudalismo 
D) mais valia 
 
4. (IBFC – SEAP/DF - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2013) 
A ilha antilhana de Saint Domingue (ex-Hispaniola) iniciou processo emancipatório contra o regime colonial 
em 1791, com ampla participação da população escravizada, que causou medo nas diversas colônias do 
continente americano. Esse levante também é conhecido como Revolução Haitiana (1791-1804). Teve como 
um de seus líderes, Toussaint L’Ouverture, o articulador do texto constitucional de 1801. Entre as posições 
e ações revolucionárias realizadas pela população, podemos destacar: 
I. A emancipação fundou-se predominantemente na participação da população de ascendência africana; 
II. Aliança com as tropas napoleônicas, enviadas no contexto da revolução francesa de 1789; 
III. A não participação das elites coloniais no processo revolucionário; 
IV. Abolição imediata da escravidão, logo após a tomada do poder. 
Indique a única sentenças, que não estão de acordo com as posições e ações revolucionárias haitianas do 
período descrito. 
A) Apenas II. 
B) I e IV, apenas. 
C) Apenas III. 
D) I e II, apenas. 
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5. (IVIN – PREF. DE SANTANA DO PIAUÍ /PI - PROFESSOR DE HISTÓRIA – 2023) 
Napoleão Bonaparte chegou ao poder na França em 1799 no conhecido Golpe de 18 Brumário, que: 
A) Derrubou o Diretório, implantou o regime do Consulado e tornou Napoleão um dos cônsules. 
B) Derrubou o Consulado, dissolveu a Assembleia, implantou o Código Civil e nomeou Napoleão imperador. 
C) Nomeou um novo governo formado por cinco diretores, tendo Napoleão Bonaparte o poder jurídico e 
financeiro. 
D) Tornou Napoleão Bonaparte imperador, e para garantir a segurança do país, suspendeu as liberdades 
individuais, e instituiu o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. 
E) Restabeleceu as bases políticas e sociais do Antigo Regime na França sobo governo de Napoleão 
Bonaparte. 
 
6. (FGV - SEDUC-TO - PEB - HISTÓRIA – 2023) 
Assinale a afirmativa que relaciona corretamente a primeira fase da Revolução Industrial e o 
desenvolvimento do sistema econômico capitalista. 
A) A lei do Cercamento dos Campos na Inglaterra contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo em 
zonas rurais, através do uso comum das terras entre os camponeses. 
B) O acesso democrático aos bens de consumo pela classe operária inglesa foi motivado pelo uso da máquina 
a vapor, que possibilitou o abastecimento do mercado interno. 
C) A transição do capitalismo comercial para o capitalismo industrial se deu mediante revoluções políticas e 
profundas mudanças tecnológicas nos meios de produção. 
D) A utilização de locomotivas a vapor possibilitou o alcance de mercados internacionais, suprindo a ausência 
de uma marinha mercante britânica. 
E) A descoberta do aço resultou na redução do ciclo de vida dos produtos, seu uso foi uma estratégia para 
manter a longevidade dos objetos no mercado consumidor. 
 
7. (FGV – PREF. DE SALVADOR/BA - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
A caricatura a seguir, é de 1789 e retrata a batalha entre os revolucionários, vencedores na tomada da 
Bastilha, e uma hidra monstruosa, com cabeças de reis e cardeais. 
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A Hidra Aristocrática, Gravura de autor anônimo, c. 1789 
A partir da imagem, assinale a opção que caracteriza corretamente como o processo revolucionário é 
apresentado na caricatura. 
A) Como o resultado do programa iluminista de emancipação do gênero humano pelas luzes da Razão. 
B) Como a vitória do povo e da Guarda Nacional contra o absolutismo defendido pelo Primeiro e Segundo 
Estados. 
C) Como um conflito entre católicos e calvinistas, pela defesa das terras e dos castelos franceses. 
D) Como a expressão do descontentamento popular em relação aos privilégios do clero. 
E) Como o combate do Terceiro Estado contra exércitos estrangeiros invasores. 
 
8. (FGV - SEAD-AP - PEB – HISTÓRIA – 2022) 
Na historiografia da Revolução Francesa, o fenômeno do Terror é objeto de amplo debate. A esse respeito, 
leia a caracterização de François Furet. 
“As circunstâncias que cercam o nascimento do Terror serviram de meio de desenvolvimento à ideologia e 
às práticas progressivas das instituições terroristas. Tal ideologia, presente na revolução de 1789, é anterior 
às instituições, e delas possui uma realidade independente, ligada à natureza da cultura revolucionária 
francesa mediante três itinerários de ideias: o da regeneração do homem, que faz com que a Revolução 
Francesa se assemelhe a uma anunciação de tipo religioso; a ideia de que a política pode tudo; e a jurisdição 
ilimitada atribuída à soberania.” 
FURET, F. “O Terror” in Dicionário Crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, pp. 157-58. 
Com base no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente a perspectiva revisionista de Furet 
sobre o Terror. 
A) O Terror é um mito criado no período termidoriano, para desacreditar o projeto igualitário de Robespierre. 
B) As medidas extremas do Terror resultam circunstancialmente da ameaça aos ideais revolucionários dos 
anos de 1793-94. 
C) O Terror tem raízes econômicas e resulta da pressão que os sans-culottes fazem na Convenção para 
tabelar o trigo. 
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D) A violência do Terror não é inédita, sendo um traço constitutivo da sociedade desigual do Antigo Regime. 
E) O Terror é uma ideologia política voltada para impor a fabricação de um novo tipo de homem. 
 
9. (FGV - SMED DE BELO HORIZONTE/MG - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2023) 
A imagem a seguir representa mulheres comerciantes parisienses parabenizando suas Majestades pelo início 
da Constituição, em outubro de 1789. 
 
Assinale a opção que apresenta, corretamente, uma das medidas a favor das mulheres na Constituição 
Francesa de 1791. 
A) Inclusão das mulheres e seus descendentes na linha de sucessão para a participação do governo real. 
B) Estabelecimento do sufrágio feminino, que permitiu o voto de mulheres alfabetizadas. 
C) Compreensão do casamento como um contrato civil, que possibilitou posteriormente a autorização de 
divórcios. 
D) Garantia da igualdade cívica entre os sexos, que possibilitou a participação política feminina. 
 
10. (FGV - SEDUC-TO - PEB – HISTÓRIA – 2023) 
Irmãos e compatriotas: 
A aproximação ao quarto século do estabelecimento dos nossos antepassados no Novo Mundo, é uma 
ocorrência notável para que deixe de interessar nossa atenção. O descobrimento de uma parte tão grande 
da terra é, e será sempre para o gênero humano, o acontecimento mais memorável de seus anais. Mas, para 
nós que somos seus habitantes, e para nossos descendentes, é um objeto de maior importância. O Novo 
Mundo é nossa pátria, sua história é a nossa e é nela que devemos examinar nossa situação presente, para 
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nos determinar por ela, a tomar o partido necessário para conservação dos nossos próprios direitos e dos 
nossos sucessores. 
VISCARDO, Juan Pablo y Guzmán, Carta dirigida a los Españoles Americanos, 1801. Adaptado. 
As afirmativas a seguir identificam corretamente características dos movimentos pré-independência na 
América Latina, liderados pelos descendentes de espanhóis nascidos nas Américas, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
A) A valorização do afã conquistador de seus antepassados. 
B) O descontentamento com o despotismo dos Bourbons. 
C) O repúdio do passado indígena pré-hispânico, considerado primitivo. 
D) A distinção identitária com relação aos espanhóis peninsulares. 
E) A identificação com a natureza, o território e a história americana. 
 
11. (FGV – SME/SP – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2023) 
Segundo a historiadora Maria Ligia Prado, “Varnhagen e von Martius, ideólogos do Império, escreveram a 
história oficial do Brasil, e defendiam a monarquia que se opunha às ‘repúblicas caóticas’ da parte espanhola. 
Dessa maneira, estava clara a diferença que se devia estabelecer entre ‘nós’ e ’eles’, entre o Brasil e os 
demais países da América do Sul, onde campeavam a desordem, a desunião e a fragmentação, todas 
alimentadas pelas ideias republicanas”. 
Adaptado de PRADO, Maria Ligia. O Brasil e a distante América do Sul. In Revista de História, 145, 2001, p. 131-2. 
A respeito das diferentes trajetórias das nações latinoamericanas após suas independências, com base no 
trecho citado, é correto afirmar que 
A) a história oficial construída pelos ideólogos do Império conciliou a defesa da monarquia de raiz europeia 
à idealização da autonomia norte-americana, bem-sucedida em termos políticos e econômicos. 
B) as independências latino-americanas foram obstaculizadas pela intervenção bélica do Império brasileiro, 
sobretudo na fronteira amazônica, com a tomada da Caiena, por exemplo. 
C) os ideólogos do Império fundaram uma interpretação sobre o mundo hispano-americano que contribuiu 
para criar um imaginário sobre a outra América, que a dissocia e a separa do Brasil. 
D) Diferentemente dos vizinhos republicanos, o Brasil não enfrentou desafios de ordem política ao longo do 
Império que pudessem levar à fragmentação. 
E) As novas repúblicas da América Hispânica aboliram a escravidão de africanos e ofereceram asilo a escravos 
fugitivos,por isso foram atacadas pelo Brasil. 
 
12. (FCC - SEC-BA – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2018) 
Na Inglaterra a Revolução Industrial do século XVIII contribuiu, para 
A) a expansão da agricultura mecanizada e o fim da escravidão por dívida. 
B) o desenvolvimento da tecnologia industrial e o surgimento de um proletariado urbano. 
C) o processo de cercamento dos campos agrícolas e o aumento da classe média. 
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D) o surgimento da burguesia mercantil e o incremento das navegações à vapor. 
E) o avanço do livre-cambismo e o início da crise do Imperialismo Britânico. 
 
13. (FCC - SEDU-ES - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2016) 
A Revolução Francesa colocou em cheque os alicerces políticos do Antigo Regime, e sua repercussão além 
das fronteiras nacionais pode ser percebida 
A) em várias lutas pela independência na América de colonização ibérica, incluindo revoltas coloniais como 
a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. 
B) na adoção, pela maioria dos países europeus, do lema liberdade, igualdade e fraternidade em suas 
constituições republicanas formuladas no final do século XVIII. 
C) na Declaração de Independência dos Estados Unidos, que se inspirou na experiência francesa e reproduziu 
os Direitos do Homem e do Cidadão. 
D) na extinção do absolutismo monárquico e de outras formas de autoritarismo governamental na história 
europeia subsequente. 
E) em revoluções posteriores que se ampararam ideologicamente nos ideais iluministas, caso da Revolução 
Haitiana, da Revolução do Porto e da Revolução de Outubro. 
 
14. (FCC - SEE-MG - PEB – HISTÓRIA – 2022) 
O processo revolucionário francês, iniciado em 1789, conhecido como Revolução Francesa, ajudou a 
construir a própria sociedade contemporânea, pois essa Revolução 
A) incorporou uma dimensão social e popular que a universalizou, tornando-a uma inspiração para todos os 
que lutavam pela liberdade. 
B) consolidou valores burgueses, disciplinando a ação do capital com o objetivo de dar à maioria da 
população condições de se sublevar. 
C) condicionou o capital ao trabalho, acentuando o caráter igualitário das relações político-ideológicas 
expressas nos Direitos do Homem. 
D) ocasionou transformações econômicas e sociais que destruíram o feudalismo, favorecendo a ruptura dos 
laços de dominação burguesa. 
 
15. (VUNESP – PREF. DE CERQUILHO/SP - PEB – HISTÓRIA – 2019) 
A indústria algodoeira foi assim lançada, como um planador, pelo empuxo do comércio colonial ao qual 
estava ligada; um comércio que prometia uma expansão não apenas grande, mais rápida e sobretudo 
imprevisível, que encorajou o empresário a adotar as técnicas revolucionárias necessárias para lhe fazer face. 
Entre 1750 e 1769, a exportação britânica de tecidos aumentou de dez vezes. 
[...] 
Mas a indústria do algodão tinha outras vantagens. Toda a sua matéria-prima vinha do exterior, e seu 
suprimento podia portanto ser expandido pelos drásticos métodos que se ofereciam aos brancos nas 
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colônias – a escravidão e a abertura de novas áreas de cultivo – em vez dos métodos mais lentos da 
agricultura europeia; nem era tampouco atrapalhada pelos interesses agrários estabelecidos da Europa. 
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848) 
O excerto permite afirmar que 
A) o forte desenvolvimento industrial britânico foi baseado na atividade têxtil e teve condições favoráveis 
em função da exploração colonial, principalmente com o emprego do trabalho compulsório. 
B) a opção britânica pela concentração de esforços na produção industrial surgiu em um contexto no qual a 
Grã-Bretanha abria mão de espaços coloniais na América e tecia críticas contundentes ao trabalho escravo. 
C) o incremento da produção industrial britânica teve como entrave central o desvio de capitais produtivos 
para o tráfico negreiro, impedindo um avanço mais rápido das invenções técnicas e tecnológicas. 
D) o impulso inicial para a revolução tecnológica industrial britânica esteve associado ao desestímulo 
britânico ao investimento em qualquer atividade econômica relacionada à exploração do trabalho escravo. 
E) a expansão industrial têxtil britânica dependeu da alta produtividade da agricultura do país, baseada nas 
pequenas e médias propriedades e com o apoio de recursos públicos e privados. 
 
16. (VUNESP – PREF. DE FERRAZ DE VASCONCELOS/SP - PEB II – HISTÓRIA – 2018) 
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, afirma que “Os homens nascem e vivem livres 
e iguais perante as leis”, dizia seu primeiro artigo; mas ela também prevê a existência de distinções sociais, 
ainda que “somente no terreno da utilidade comum”. A propriedade privada era um direito natural, sagrado, 
inalienável e inviolável. Os homens eram iguais perante a lei e as profissões estavam igualmente abertas ao 
talento; mas, se a corrida começasse sem handicaps, era igualmente entendido como fato consumado que 
os corredores não terminariam juntos. 
(Eric Hobsbawm. A era das revoluções. Adaptado) 
Dessa forma, para Hobsbawm, o documento citado revela-se 
A) uma contraposição aos preceitos teóricos presentes na obra de John Locke, porque defende a 
universalização dos direitos políticos e de cidadania. 
B) um manifesto contra a sociedade hierárquica que garantia inúmeros privilégios à nobreza, mas não um 
manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária. 
C) contraditório em relação aos princípios dos pensadores iluministas, como Diderot, porque estes 
defendiam a soberania do Estado em relação à sociedade civil. 
D) preocupado em responder aos anseios mais imediatos da primeira fase da Revolução Francesa, mas não 
rompe com a estrutura aristocrática da sociedade. 
E) em sintonia com as principais ideias de Rousseau, porque há uma clara defesa da igualdade em todas as 
suas possibilidades, ou seja, política, econômica e social. 
 
17. (VUNESP – PREF. DE SERRANA/SP - PEB – HISTÓRIA – 2018) 
Porém, para aqueles que não dispunham de recursos, quer econômicos, quer culturais, os novos tempos não 
trouxeram benesses ou regalias. Reformas sociais de peso, terra, salários dignos, participação política, 
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educação popular, cidadania, respeito às diferenças, tudo isso teria de esperar. As ações de governos 
autoritários cobririam e deixariam suas marcas registradas na América Latina durante a maior parte do século 
XIX. Os “de baixo” teriam de se organizar, lutar, sofrer e morrer para alcançar seus objetivos. Não foram as 
lutas de independência que mudariam sua vida. 
(Maria Ligia Coelho Prado. América Latina no século XIX: Tramas, telas e textos) 
A respeito do processo de Independência da América espanhola, é correto afirmar que 
A) para os setores economicamente dominantes havia a tarefa de construir novos Estados, com o intuito de 
garantir a ordem e o controle sociais, enquanto praticamente não ocorreram ganhos para os setores 
populares 
B) os conflitos entre criollos e chapetones pelo controle dos cabildos e pela direção dos vice-reinados 
provocaram a construção de práticas políticas autoritárias e a inclusão econômica de todos os setores 
populares. 
C) a opressora exploração colonialista espanhola, centrada no escravismo indígena, impossibilitou que os 
ganhos da independência dos vice-reinados gerassem amplos direitos para todaa sociedade colonial. 
D) a fragmentação dos antigos vice-reinados e das capitanias-gerais atendeu aos interesses dos setores 
populares, porque estavam interessados em evitar o reforço do poder das antigas elites coloniais. 
E) para as camadas populares, o avanço dos direitos sociais e econômicos foi muito lento, quando não foi 
inexistente, enquanto os direitos políticos avançaram com certa rapidez, como mostra a universalização do 
direito ao voto. 
 
18. (IBADE - SEE-AC - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Em 1815, Napoleão Bonaparte foi derrotado, iniciando um processo de restauração dos "legítimos 
soberanos" (monarcas absolutistas) na França e em todos os países europeus onde o Antigo Regime havia 
sido abolido. As principais potências europeias vitoriosas organizaram o Congresso de Viena e a Santa Aliança 
com o objetivo de: 
A) aprovar a Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão. 
B) redefinir o mapa da Europa pós-Napoleão e impedir novas revoluções. 
C) fixar o preço dos alimentos e controle sobre os salários. 
D) restaurar o poder da burguesia e implementar o liberalismo e o nacionalismo. 
E) estabelecer um regime monárquico constitucional, limitando as ações do rei. 
 
19. (FGR – PREF. DE CABECEIRA GRANDE/MG - PEB – HISTÓRIA – 2018) 
Houve três ondas revolucionárias principais no mundo ocidental entre 1815 e 1848 [...]. A primeira ocorreu 
entre 1820-4. Na Europa, ela ficou limitada principalmente ao Mediterrâneo, com a Espanha (1820), Nápoles 
(1820) e a Grécia (1821) como seus epicentros. Fora a Grega, todas essas insurreições foram sufocadas [...]. 
A segunda onda revolucionária ocorreu em 1829-34, e afetou toda a Europa a oeste da Rússia e o continente 
norte-americano [...]. A terceira e maior de todas as ondas revolucionárias, a de 1848, explodiu e venceu 
(temporariamente) na França, em toda a Itália, nos Estados alemães, na maior parte do Império dos 
Habsburgo e na Suíça (1847). [...] Nunca houve nada tão próximo da revolução mundial com que sonhavam 
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os insurretos do que esta conflagração espontânea e geral. O que em 1789 fora o levante de uma só nação 
era agora, assim parecia, “a Primavera dos Povos” de todo um continente. 
O texto descreve o cenário político europeu na primeira metade do século XIX. Sobre esse período são 
apresentadas as seguintes afirmativas: 
I. A onda de revoluções descritas no texto foi deflagrada pelas contradições dos princípios defendidos pelo 
Congresso de Viena, que preconizou o retorno das instituições do Antigo Regime. 
II. A grande novidade das revoluções burguesas do século XIX, quando comparadas às revoluções do século 
anterior, foi a capacidade de unir em um mesmo ideal manifestações antagônicas como o liberalismo e o 
socialismo. 
III. A “Primavera dos Povos” ficou assim conhecida devido à sua enorme capacidade de se disseminar por 
várias regiões da Europa e até mesmo com repercussões em outros continentes, influenciando, inclusive, o 
Brasil. 
IV. Apesar de o fracasso das jornadas revolucionárias destacadas no texto, o grande saldo do período foi o 
triunfo do liberalismo e da forma republicana de governo. 
Estão CORRETAS as afirmativas: 
A) II e III. 
B) II, IV. 
C) I e IV. 
D) I e III. 
 
20. (FAPEC - SAD-MS - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2021) 
Sobre a Revolução Francesa é correto afirmar que: 
A) Sucedeu o período chamado Era Napoleônica, quando o importante general francês promoveu os ideais 
de Liberdade, Igualdade e Fraternidade a toda à população francesa e deu fim à modalidade de governo 
conhecida como Antigo Regime. 
B) Concluído com o evento chamado de A Queda da Bastilha, a Revolução Francesa colocou fim ao reinado 
de Napoleão Bonaparte, bem como a queda dos privilégios do clero católico e da aristocracia francesa, dando 
início ao que ficou conhecido como a Primeira República Francesa. 
C) Foi uma época de intensa agitação político social ocorrida na França em que grande parte da população 
não aceitava mais as excessivas diferenças sociais ocasionadas pelos privilégios do clero e da aristocracia e 
que culminaram com uma intensa mudança política e a execução do rei Luís XVI. 
D) Foi um movimento político, de caráter elitista, que buscava a deposição do rei Luís XIV, conhecido como 
rei sol, e que atuava em busca de maiores direitos e conquistas do terceiro estado, fundamentando as lutas 
do período embasadas no ideal Liberdade, Igualdade e Fraternidade entre os franceses. 
E) Foi marcada pelas intensas agitações sociais em que a Igreja lutou ao lado de trabalhadores e da baixa 
burguesia pelo fim das diferenças sociais francesas, e teve como alvo principal de críticas o imperador 
Napoleão Bonaparte, que foi retirado do trono no evento conhecido como 18 de Brumário e reorganizada a 
política europeia através do Congresso de Viena. 
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21. (CRESCER CONSULTORIAS - 2019 – PREF.DE BREJO DE AREIA/MA – PEB – HISTÓRIA) 
“O Congresso de Viena (1815), que estabeleceu os parâmetros de uma nova ordem mundial após as Guerras 
Napoleônicas, foi principalmente obra do príncipe Von Metternich, chanceler austríaco. A nova ordem foi 
fundamentada, em particular, no equilíbrio de poder, mas, paradoxalmente, pouco se apoiava em poder 
para sua manutenção. A razão mais importante para seu sucesso era o fato de que os países europeus 
estavam unidos por um senso de valores compartilhados: o equilíbrio não era apenas físico, mas moral.” 
Para manter o equilíbrio proposto pelo Congresso de Viena, diversos países se uniram em torno da 
A) Liga das nações. 
B) Santa Aliança. 
C) Inglaterra. 
D) Rússia. 
 
22. (CONSULPLAN - SEDUC-PA – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2018) 
“A questão nacional se coloca desde o início da história, no primeiro momento, como dilema prático e 
teórico. As guerras e revoluções de independência sintetizam-se precisamente nesse dilema. O que há de 
épico nas lutas simbolizadas por Toussaint Louverture, Francisco de Miranda, Simón Bolívar, José Artigas, 
José Morelos, Miguel Hidalgo, Bartolomé Mitre, Bernardo O'Higgins, Antonio Sucre, José Bonifácio, Frei 
Caneca, Ramón Betances, José Martí e muitos outros, é que tentam retirá-la (a nação) do colonialismo, 
absolutismo, mercantilismo, acumulação originária, conferindo-lhe um nome. A criação do Estado, segundo 
os princípios adotados na constituição, em conformidade com as forças sociais, as peculiaridades da 
economia, as diversidades regionais, raciais e culturais, tudo isso representa o empenho de descobrir o perfil 
da Nação.” 
(CORREA, 1966, tomo VII, p. 373 in.) 
Na maioria dos personagens citados anteriormente, ligados por suas façanhas históricas à história da 
América, o ideal de Nação: 
A) Encontra-se impregnado da ideologia do Despotismo Esclarecido. 
B) Está presente o intuito de combater a escravidão e efetuar uma revolução social. 
C) Está enraizado na façanha destinada a emancipar a colônia, criar e organizar o Estado. 
D) Insere-se no contexto da formação da democracia como caminho para a soberania nacional. 
 
23. (IDECAN - IF-PB - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Sobre o processo de independência do Haiti, é correto afirmar que 
A) foi caracterizado pela organização de Juntas Governativas, que em várias cidades passaram a defender a 
ideia de ruptura definitiva com a metrópole. 
B) foi comandado por Toussaint L’Ouverture, que conduziu os colonos brancos e negros livres em uma guerra 
contra a metrópole e se estabeleceu governador da província. 
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C) foi desencadeado pelos colonos, brancos e negros livres, que se revoltaram quando, após terem arriscado 
as suas vidas na guerra contra os indígenas, nada receberam em troca por parte da Coroa. 
D) foi influenciado pelos ideais da Revolução Francesa, levando à eliminação da escravidão e à criação da 
primeira república governada por pessoas de ascendência africana nas Américas. 
E) foi marcado por um crescente sentimento de revolta por parte dos colonos, devido às restrições fiscais 
impostas pela metrópole conhecidas como Leis Proibitivas. 
 
24. (FUNDATEC – PREF. DE PORTO ALEGRE/RS - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2023) 
A Revolução Industrial não apenas afetou a estrutura produtiva da sociedade europeia (e depois global), 
como também fez emergir um tipo diferente de sociedade cuja razão de ser é a produção em massa de 
mercadorias. Essa revolução não foi somente industrial. Assinale a alternativa correta a respeito do tema 
A) Um mundo sem máquinas foi transformado pelo surgimento delas e pela sequência das inovações 
técnicas, das invenções e dos empreendedores da Revolução Industrial. 
B) Muitas das inovações tecnológicas já eram conhecidas antes de 1760 e sua ampla incorporação na 
produção teve relação direta com a explosão da demanda do comércio colonial combinada com a escassez 
de mão de obra e mecanização de outros processos produtivos. 
C) O aumento da demanda por produtos no século XVIII levou exclusivamente e necessariamente à adoção 
da mecanização da produção e à organização do trabalho em fábricas. 
D) O aumento da produção sempre foi dependente da inovação tecnológica, ou seja, do uso de máquinas na 
indústria, o que explica porque formas tradicionais de produção foram se extinguindo quando o custo da 
força de trabalho era baixo. 
E) As máquinas são uma variável imprescindível daquilo que se convencionou chamar de Revolução Industrial 
e seu surgimento foi suficiente para produzir o fenômeno. 
 
25. (CESPE - SEDUC-PA - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2006) 
Tomemos o exemplo da industrialização da Grã-Bretanha, digamos, por volta de 1780 a 1870. De fato, todo 
historiador tratará a Revolução Industrial, provavelmente sem discussão, como uma realização grande e 
progressista. Ele também descreverá a expulsão dos camponeses da terra, o arrebanhamento de 
trabalhadores em fábricas insalubres e residências anti-higiênicas, a exploração do trabalho infantil. Mas 
presumirá, mais uma vez sem reconhecê-lo, que, seja como for, as medidas de coerção e exploração nos 
primeiros estágios fora uma parte inevitável do preço da industrialização. 
E. H. Carr. Que é história? São Paulo: Paz e Terra, 1985, p. 69 (com adaptações). 
Tomando como referência inicial esse texto, assinale a opção correta. 
A) A Revolução Industrial, de matriz inglesa, circunscreveu-se apenas ao espaço britânico, pelo menos entre 
os séculos XVIII e XIX. 
B) Embora as relações econômicas internacionais tenham favorecido, no século XIX, o desenvolvimento das 
idéias liberais, o socialismo já triunfara como política de Estado naquele século. 
C) As formas de trabalho infantil, bastante coibidas na origem do industrialismo inglês, generalizaram-se no 
capitalismo avançado. 
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D) As formas de coerção, embora tenham sido superadas no capitalismo global atual em algumas regiões e 
áreas de produção, ainda são características do processo industrial contemporâneo. 
 
26. (CESGRANRIO – PREF. DE SALVADOR/BA - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2010) 
A Revolução Industrial do século XVIII modificou a vida das sociedades humanas e levou à vitória o sistema 
de produção capitalista, com base no progresso técnico contínuo, na mobilização de capitais para o lucro, na 
polarização entre a burguesia (dona dos meios de produção) e o nascente proletariado (vendedor de força 
de trabalho), entre outros. 
A origem dessa transformação deu-se na Inglaterra, primeiro país a reunir as precondições necessárias para 
pôr em andamento um movimento de tal magnitude. Esse pioneirismo inglês foi possível devido à 
A) disponibilidade de capitais para aquisição, no exterior, do ferro e do carvão, matérias-primas essenciais 
da chamada 1a Revolução Industrial. 
B) abundância de algodão nos campos ingleses, o que permitiu o incremento da indústria têxtil britânica. 
C) disponibilidade de mão de obra, que fez retornar à Inglaterra milhares de colonos ingleses, após a 
Independência dos Estados Unidos (1776). 
D) Revolução Gloriosa (1688), que instituiu no país a monarquia parlamentar em que o Parlamento tinha 
forte participação da burguesia, classe diretamente interessada na industrialização. 
E) ação da Igreja Anglicana que, desde suas origens, era o braço inglês do Calvinismo e, por isso, tinha como 
fundamento básico o princípio da acumulação de capitais. 
 
27. (PREFEITURA DE RIO DE JANEIRO/RJ - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2012) 
“A Revolução Industrial teve início na segunda metade do século XVIII na Inglaterra. Esta Revolução 
completou a transição do Feudalismo para o Capitalismo, pois significou o momento final do processo de 
expropriação dos produtores diretos. O Modo de Produção Capitalista pode ser caracterizado pela 
introdução da maquinomanufatura e pelas relações sociais de produção assalariadas.” 
[MARQUES, Adhemar, et alii. História Contemporânea através de textos. Col. Textos de Documentos, v.5, São Paulo: Contexto, 
2001 p.27] 
Segundo a concepção que fundamenta o texto, a consolidação dessas relações sociais de produção foi 
determinada pelo seguinte fato histórico: 
A) separação entre capital e trabalho 
B) divisão social do trabalho entre homens e mulheres 
C) desaparecimento da propriedade coletiva 
D) criação dos sindicatos dos trabalhadores urbanos 
 
28. (SELECON - PREFEITURA DE CUIABÁ - MT – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Texto I: “Coketown era uma cidade de tijolos vermelhos, ou melhor, de tijolos que seriam vermelhos se a 
fumaça e as cinzas permitissem, cidade de máquinas e de altas chaminés. Apresentava muitas ruas largas, 
todas iguais, e muitas ruazinhas ainda mais iguais, cheias de pessoas também muito iguais, pois todas saíam 
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61 
e entravam nas mesmas horas, andando com passo igual na mesma calçada, para fazer o mesmo trabalho, 
e para elas cada dia era parecido com o da véspera e com o dia seguinte.” 
CHARLES DICKENS. In: ENDERS, Armelle e outros. História em curso. RJ: FGV, 2008. 
Texto II: “A possibilidade de ocorrência de poluição acidental por eventos não previstos, como 
derramamentos, vazamentos e emanações não controladas, assim como a contaminação ambiental por 
lançamentos industriais de gazes, material particulado, efluentes líquidos e resíduos sólidos, é 
particularmente crítica nas áreas que combinam indústria e baixa prevenção.” 
JURAS, I. da A.G.M. Os impactos da indústria no meio ambiente. Brasília: Consultoria Legislativa, 2015, p. 51. 
Os dois fragmentos de texto descrevem duas realidades, separadas por séculos, dos possíveis impactos 
gerados pelas Revoluções Industriais: o primeiro texto descreve uma das mais importantes cidades 
industriais inglesas impactada pela industrialização, o segundo texto trata dos riscos cada vez maiores dos 
acidentes ambientais. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, 
apresentou ao mundo uma nova forma de fabricar produtos, levandoas unidades fabris a demandarem cada 
vez mais recursos naturais para produzir bens de consumo. É fato também que o planeta Terra está passando 
por mudanças ambientais importantes. Pode-se afirmar corretamente acerca dos impactos econômicos, 
sociais e ambientais promovidos pela Revolução Industrial inglesa que o: 
A) sistema capitalista consolidou-se, aumentando a concentração de rendas, que o trabalho artesanal passou 
a predominar e que a poluição nos centros urbanos passou a ganhar destaque 
B) sistema capitalista afirmou-se como hegemônico, que a questão social ganhou destaque, que o trabalho 
assalariado passou a predominar e que a poluição do ar e dos rios aumentou 
C) mercantilismo consolidou-se, que o trabalho fabril passou a predominar, aumentando a exploração da 
mão de obra, e que só as cidades industriais foram impactadas pela poluição 
D) capitalismo consolidou-se, que as corporações de ofício passaram a predominar nas indústrias e que os 
impactos ambientais ganharam enormes proporções, como as que vivemos hoje 
 
29. (IBFC - SEC-BA - PEB – HISTÓRIA – 2023) 
A Revolução Industrial a partir do século XVIII consolidou o capitalismo como o sistema econômico que até 
hoje rege os mercados financeiros e as relações entre os países do planeta. Sobre esta revolução, analise as 
afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). 
( ) Mais que o desenvolvimento de tecnologias a vapor, a Revolução Industrial também contou com intensa 
exploração do trabalho do proletariado, o que não impediu que esta classe passasse a se organizar em 
representações políticas como os sindicatos. 
( ) O excedente de capital de que dispunha a Inglaterra ajuda a explicar seu pioneirismo e liderança dessa 
Revolução, embora também seja importante considerar a quantidade elevada de reservas de carvão no país, 
fundamentais para fazer girar as máquinas a vapor. 
( ) Embora tenha sido uma revolução na forma de se produzir mercadorias, as relações entre trabalhadores 
e detentores do capital permaneceu a mesma do contexto pré-revolução. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
A) V - V - F 
B) F - V - F 
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C) F - F - V 
D) V - F - V 
E) F - F - F 
 
30. (NUCEPE - PREFEITURA DE TERESINA/PI – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
[...]. O fim do século XVIII é um dos raros momentos revolucionários da História. Ele configurou a sociedade, 
a política, a economia e o próprio homem da Idade Contemporânea, com a Revolução Francesa e a Revolução 
Industrial. [...]. 
(IGLÉSIAS, Francisco. A Revolução Industrial. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. Coleção Tudo é História v. 11. p.47). 
A Revolução Industrial foi um acontecimento importante para a humanidade, por ter sido responsável por 
grandes transformações no processo produtivo e nas relações de trabalho. Essas transformações 
A) contribuíram diretamente para o processo de urbanização das cidades modernas, sem afetarem 
significativamente a estrutura produtiva do campo, que se manteve fechada às mudanças de modernização 
das práticas de produção. 
B) ampliaram a exploração humana, gerando conflitos entre trabalhadores e patrões em todo o mundo 
capitalista, que vêm sendo remediados por uma legislação liberal capaz de eliminar os enfretamentos sociais. 
C) estimularam o desenvolvimento do campo, que precisou passar por adaptações para suportar o grande 
contingente de pessoas que migraram para essas regiões, atraídas pelas facilidades de trabalho produzidas 
pela mecanização da lavoura. 
D) permitiram às sociedades humanas tornarem-se capazes de multiplicar a produção e distribuição de 
mercadorias e a oferta de serviços, favorecidos pela acumulação de capitais. 
E) promoveram uma nova configuração das classes sociais, levando em consideração as demandas 
produzidas pelos diferentes setores da sociedade capitalista, contribuindo para a produção de uma 
sociedade igualitária. 
 
31. (IBADE - PREFEITURA DE VITÓRIA/ES - PEB III – HISTÓRIA – 2019) 
Segundo a definição de Tocqueville, os franceses: “haviam retido do Antigo Régime a maior parte dos 
sentimentos, dos hábitos e das próprias ideias com o auxílio das quais haviam conduzido a Revolução 
[Francesa] que o destruíra e que, sem o querer, se haviam servido dos seus destroços para construir o edifício 
da nova sociedade”. Passado o período revolucionário, a Revolução Francesa passou a ser reivindicada como 
movimento que teria dado origem ao(à): 
A) Liberalismo político, pela difusão das liberdades individuais e dos direitos humanos; ao Nacionalismo, 
pelas ideias de fraternidade e cidadania; e ao Socialismo, pelos ideais de igualdade social de alguns filósofos 
iluministas. 
B) Liberalismo econômico, pela aplicação de políticas não intervencionistas; ao Positivismo, pela difusão do 
ideal de progresso ordenado; e ao Republicanismo, pelo resgate dos ideais democráticos das antigas 
sociedades gregas. 
C) Socialismo utópico, pela ausência de percepção da luta de classes; ao Totalitarismo, posto em prática no 
Período do Terror; e ao Anarquismo, pelas propostas de sociedades livres de Estados. 
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D) Mercantilismo, pela percepção da necessidade de liberdade comercial; ao Parlamentarismo, pela 
instituição de constituições; e ao Jusnaturalismo, pela instituição do Estado de Direito. 
E) Fisiocracia, pelos ideais de não intervenção do Estado na economia; à Democracia moderna, pela crença 
da vontade soberana do povo; e ao Estado Nacional, pelos ideais de participação cidadã ativa na política. 
 
32. (CESPE/CEBRASPE - SEED-PR - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2021) 
A Revolução Francesa foi um marco histórico que deu origem à história contemporânea e consagrou o 
liberalismo como ideologia predominante. É correto afirmar que a Revolução Francesa 
A) ficou famosa por ideais que, até hoje, restringem-se à França. 
B) acabou com a monarquia absolutista na França. 
C) significou a ascensão dos camponeses ao poder. 
D) foi um processo político pacífico de transição do poder. 
E) foi apoiada, sobretudo, pelo clero católico. 
 
33. (CEPERJ - SEDUC-RJ - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2013) 
A Revolução Francesa é considerada por muitos historiadores como o modelo mais característico de 
revolução burguesa, criando paradigmas e valores que seriam difundidos, pelo menos, por todo o Ocidente. 
Entretanto, a partir de 1830, o movimento em direção às revoluções burguesas sofreu uma inflexão e mudou 
de rumo. As mudanças que caracterizam as transformações que deram origem ao que o historiador Eric 
Hobsbawm denomina “movimentos nacionalistas conscientes” podem ser descritos nos seguintes termos: 
A) Os países da Europa abriram mão definitivamente dos ideais liberais, tanto no campo econômico quanto 
no plano político, e se tornaram francamente intervencionistas e fascistas. 
B) Países europeus adotaram a tese do “liberalismo em um país só” e tenderam a um tipo de liberalismo de 
esquerda, em padrões muito próximos aos dos jacobinismos mais radicais, numa espécie de “ensaio geral” 
para as revoluções socialistas 
C) O movimento geral favorável às revoluções burguesas fragmentou-se na direção de interesses nacionais 
particulares; cada um dos movimentos ressaltava sua preocupação primordial com a própria nação, que 
levaria os povos do mundo à liberdade. 
D) Os países europeus tenderam a adotar nacionalismos ligados a extremismos políticos de direita e de 
esquerda, com projetos de se expandirem na direção dos outros países, abandonando o ideal liberal e 
trocando taisprincípios por uma espécie de bonapartismo de esquerda ou fascista 
E) O movimento geral favorável às revoluções burguesas refluiu na direção do despotismo esclarecido e 
houve um acordo geral, inclusive na França, com as antigas nobrezas e com os aristocratas, como prova a 
transformação de Napoleão em imperador. 
 
34. (IBADE – SEE/PB - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2017) 
De acordo com Eric Hobsbawm na obra Era das Revoluções, “Se a economia do mundo no século XIX foi 
formada principalmente pela influência da Revolução Industrial britânica, sua política e ideologia foram 
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formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. Embora a crise do Antigo Regime absolutista não 
tenha sido um fenômeno apenas francês. A Revolução Francesa foi, dentre os fenômenos contemporâneos, 
o mais fundamental dessa crise e o que gerou as consequências mais profundas.” (Adaptado) 
Assinale a alternativa que contém uma causa que diferencia a Revolução Francesa dos demais movimentos 
contra o Antigo Regime e que a torna fundamental na História contemporânea. 
A) Foi uma revolução social de massa. Caracterizou-se como uma revolução ecumênica, com a finalidade de 
revolucionar o mundo. 
B) Influenciou a Revolução Gloriosa na Inglaterra e criou condições para a realização da Revolução Industrial. 
C) Seus ideais influenciaram todos os movimentos revolucionários europeus, exceto a Revolução Russa de 
1917. 
D) Foi uma revolução burguesa na qual não se manifestou a luta de classes e isso favoreceu a aceitação de 
sua ideologia na Europa e na América. 
E) As idéias do socialismo utópico, defendidas pela burguesia, forneceram ao movimento um diferencial, um 
novo modelo para substituir o Antigo Regime. 
 
35. (SEDUC-CE - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2016) 
Leia o texto abaixo. 
A Revolução começou como uma tentativa de recapturar o Estado. Captura essa empreendida pela 
aristocracia e pelos parlaments, e não fosse pelo desprezo à profunda crise socioeconômica que suas 
exigências acarretavam e por ter subestimado a força do Terceiro Poder, a nobreza poderia ter alcançado 
seus objetivos. Mas, a Revolução não foi realizada por um grupo organizado ou por um partido e nem chegou 
a apresentar líderes que conduzissem as massas rumo à revolução. Um grupo foi responsável por dar a 
unidade efetiva ao movimento revolucionário. A “burguesia”. Suas exigências foram norteadoras da famosa 
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. A característica marcante desse documento é ser 
contra a sociedade hierárquica e de privilégios da nobreza, mas não um manifesto a favor de uma sociedade 
democrática e igualitária. O burguês liberal clássico não era democrata, mas sim um devoto do 
constitucionalismo, de um Estado secular, com liberdades civis e garantias para a empresa privada, e de um 
governo de contribuintes e proprietários. 
HOBSBAWM, Eric J. A Revolução Francesa. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1996. 
O processo revolucionário francês, que culminou com a queda da monarquia em 1789, apresentou grupos 
com interesses políticos heterogêneos, como os jacobinos e os girondinos. Apontamos como alternativa para 
a melhor caraterização social e política dos girondinos: 
A) Representavam os interesses da monarquia e queriam estabelecer um regime monárquico autoritário na 
França pós-revolucionária. 
B) Formavam um grupo político que representava a alta burguesia e que queria evitar uma participação 
maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. 
C) Representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. 
D) Integravam o clero e defendiam maior participação da Igreja na política francesa. 
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E) Estavam ligados aos trabalhadores urbanos e defendiam a criação de uma república federativa, nos 
mesmos moldes da república dos Estados Unidos da América. 
 
36. (IBFC - SEC-BA - PEB – HISTÓRIA – 2023) 
A respeito da Revolução Francesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) para 
cada uma delas. 
( ) Ao contrário de muitas das revoluções do século XX, pode-se dizer que a Revolução Francesa não chegou 
a ter “líderes” até o surgimento da figura de Napoleão Bonaparte. 
( ) Embora tenha sido resultado da combinação sistêmica de uma crise que era política, econômica e social 
ao final do século XVIII na França, essa revolução não foi capaz de extinguir a monarquia absolutista do país, 
tampouco seus privilégios. 
( ) A Revolução Francesa foi importante no contexto da universalização dos direitos sociais e das liberdades 
individuais através da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em 1789. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
A) V - V - V 
B) V - F - V 
C) F - V - V 
D) F - V - F 
E) V - F - F 
 
37. (INSTITUTO UNIFIL - PREF. DE CUNHA PORÃ/SC - PROFESSOR DE HISTÓRIA - 2020) 
Em relação à independência da América Espanhola é correto afirmar que 
A) a ideologia dos criollos para o movimento de independência foram os pensamentos clássicos somados 
aos ideais absolutistas. 
B) grandes proprietários rurais que eram parte de elite criolla e buscavam maior liberdade econômica foram 
os maiores apoiadores da independência. 
C) os liberais e conservadores tinham interesse em colocar as camadas mais pobres da sociedade no poder. 
D) em dezembro de 1819, Napoleão Bonaparte ocupou a Espanha e entregou o governo do país a seu irmão 
José Bonaparte. 
 
38. (OMNI - PREFEITURA DE SÃO JOÃO BATISTA /SC - PROFESSOR – 2021) 
Um dos mais jovens e destacados generais da Revolução, Napoleão Bonaparte, era o nome esperado pela 
burguesia para dar ordem à situação política francesa. Em 1799, ao regressar do Egito à França, Napoleão 
encontrou um cenário conspiratório contra o governo do Diretório. Foi neste cenário que ele passou a figurar 
como ditador, inicialmente, dando o golpe de 18 de Brumário (segundo o calendário revolucionário), e depois 
como imperador da França. O Período Napoleônico durou de 1800 a: 
A) 1808. 
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B) 1815. 
C) 1822. 
D) Nenhuma das alternativas. 
 
39. (CRESCER CONSULTORIAS – PREF. DE SÃO DOMINGOS DO AZEITÃO/MA - PROFESSOR DE HISTÓRIA – 
2018) 
Napoleão Bonaparte após conseguir relativa estabilidade na França, criou a mais importante realização 
política de todo esse período. Trata-se da seguinte realização política: 
A) O Ato de Navegação (1651). 
B) O Código Civil Napoleônico. 
C) As Leis dos Iguais. 
D) A Lei Férrea dos Salários. 
 
40. (CONSULPAM - PREFEITURA DE VIANA/ES - PEB – HISTÓRIA - 2019) 
Em 1799, um fato histórico importante mudou o rumo da França e ficou conhecido como Golpe do 18 
Brumário, com ele: 
A) Napoleão tomou o poder e passou a governar sozinho. 
B) Foi implantado o Regime de Consulado. 
C) O poder passou para as mãos da população pobre. 
D) Iniciou-se a chamada revolução popular francesa. 
 
41. (FEPESE – UFFS/SC – 2010) 
Com relação ao caráter peculiar da luta pela independência no México, a partir de 1810, é correto afirmar: 
A) Foi um movimento liderado pelos clérigos. 
B) Foi uma iniciativa de setores populares rurais. 
C) Havia a intenção de se instalar uma monarquia constitucional. 
D) As lideranças indígenas recusaram-se a participar da luta. 
E) Declarava-se a intenção de manter a escravidãodos negros. 
 
42. (UPENET/IAUPE – PREF. DE SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE - PE - PROFESSOR– HISTÓRIA – 2023) 
O México é um país formado a partir de um complexo e difícil processo de independência de um vice-reinado 
do Império espanhol nas primeiras décadas do século XIX; um processo que colocou as elites coloniais contra 
as populações indígenas e mestiças desse vice-reinado tanto quanto contra os espanhóis. Assinale abaixo a 
alternativa que nomeia o vice-reinado espanhol colonial que deu origem, após a independência em 1821, ao 
México independente. 
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A) O Vice-reinado do Prata 
B) O Vice-reinado da Nova Espanha 
C) O Vice-reinado de Nova Granada 
D) O Vice-reinado do Peru 
E) O Vice-reinado do Caribe 
 
43. (CETREDE - PREFEITURA DE GUAIÚBA/CE - PROFESSOR– HISTÓRIA – 2023) 
As guerras de independência dos países colonizados pela Espanha levaram à ascensão generais que ficaram 
famosos. Observe o nome de alguns deles a seguir na coluna A e relacione com os nomes atuais dos países 
no quais lutaram, coluna B. 
COLUNA A COLUNA B 
I. José de San Martín. ( ) Chile. 
II. Simón Bolívar. ( ) Equador. 
III. Artigas. ( ) Argentina. 
 ( ) Uruguai. 
 ( ) Colômbia. 
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
A) I – I – III – III – II. 
B) I – II – I – III – II. 
C) I – III – I – III – II. 
D) I – III – I – I – II. 
E) I – II – III – III – II. 
 
44. (AMAUC - PREFEITURA DE CONCÓRDIA /SC - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Independência da América Espanhola. 
Processo de emancipação das colônias espanholas no continente americano durante as primeiras décadas 
do século XIX. Resulta das transformações nas relações entre metrópole e colônia e da difusão das ideias 
liberais trazidas pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA. Recebe influência também das 
mudanças na relação de poder na Europa em consequência das guerras napoleônicas. 
I - San Martín organiza também no Chile a luta contra a Espanha, com o auxílio do líder chileno Bernardo 
O”Higgins. 
II - No norte da América do Sul, Simón Bolívar atua nas lutas pela libertação da Venezuela (1819), da Colômbia 
(1819), do Equador (1822) e da Bolívia (1825). 
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III - Em 1822, os dois líderes, Bolívar e San Martín, reúnem-se na cidade de Guayaquil, no Equador, para 
discutir o futuro da América hispânica. 
IV - Bolívar defende a unidade das ex-colônias e a formação de uma federação de repúblicas. San Martín é 
partidário de governos formados por príncipes europeus. 
V - A tese de Bolívar volta a ser discutida no Congresso do Panamá, em 1826, é votada e aceita. 
VI - Em toda a América hispânica não há participação popular nas lutas pela independência, mas a elite criolla 
se mantém hegemônica. 
A) São corretas as alternativas: I, II, III e IV. 
B) São corretas as alternativas: I, II, IV e VI. 
C) São corretas as alternativas: II, III, V e VI. 
D) São corretas as alternativas: I, III, V e VI. 
E) São corretas as alternativas: I, II, III, e V. 
 
45. (FURB - PREFEITURA DE GUABIRUBA/SC - PROFESSOR– HISTÓRIA – 2019) 
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os países latino-americanos com seu 
processo de luta pela independência no século XIX: 
PRIMEIRA COLUNA: 
PAÍSES 
SEGUNDA COLUNA: PRINCIPAIS CARACATERÍSTICAS 
1- Paraguai ( ) Primeira nação latino-americana a conquistar a 
independência e também impor o fim da escravidão, 
tornando-se inspiração para outras regiões. 
2- Haiti ( ) As tensões políticas acerca de delimitações territoriais com 
Portugal e Buenos Aires contribuíram para o movimento de 
independência. 
3- Venezuela ( ) Território de nascimento do líder revolucionário latino-
americano Simón Bolívar, estabeleceu os princípios da nova 
nação republicana por meio da Ata da Declaração da 
Independência. 
Assinale a alternativa apresenta a correta associação entre as colunas: 
A) 3 – 2 – 1. 
B) 1 – 2 – 3. 
C) 1 – 3 – 2. 
D) 2 – 1 – 3. 
E) 2 – 3 – 1. 
 
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GABARITO 
 
1. A 10. C 19. D 28. B 37. B 
2. D 11. C 20. C 29. A 38. B 
3. B 12. B 21. B 30. D 39. C 
4. A 13. A 22. C 31. A 40. B 
5. D 14. A 23. D 32. B 41. B 
6. C 15. A 24. B 33. C 42. B 
7. B 16. B 25. D 34. A 43. B 
8. E 17. A 26. D 35. B 44. A 
9. C 18. B 27. A 36. B 45. D 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (NUCEPE - SEDUC-PI - PROFESSOR – HISTÓRIA - 2015) 
A Revolução Francesa influenciou muito a maneira como os seres humanos passaram a pensar a si mesmos 
e a história. 
Sobre este evento e seus desdobramentos, é INCORRETO afirmar que 
A) a Revolução Francesa alçou a burguesia ao controle político, ao destituir o poder das monarquias 
absolutistas, embora no plano econômico tenha defendido os princípios do sistema feudal, mantidos 
sobretudo nas colônias francesas na América. 
B) entre as ações tomadas durante o período da Convenção, a França proclamou a República, após a Batalha 
de Walmy, e adotou um novo calendário. 
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C) Napoleão Bonaparte apoiado pela burguesia e pelo exército, deflagrou o golpe de 18 Brumário, em 1799. 
D) o Congresso de Viena foi uma reação conservadora contrária às ideias liberais e nacionalistas difundidas 
pela Revolução Francesa, concluído após a derrota de Napoleão Bonaparte, na Batalha de Waterloo. 
E) a Santa Aliança consistiu em um pacto militar entre as potências do Antigo Regime, que visava a repressão 
aos movimentos liberais que punham em risco a política de restauração. 
Comentários 
Questão que demandas conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. Primeiro, a burguesia alçada ao poder defendia o livre comércio e os valores 
nascentes do liberalismo. Segundo, não existiu sistema feudal nas colônias. 
- A alternativa B está correta. A Batalha de Walmy representou a vitória sobre os prussianos e a proclamação 
da República. Dois dias depois, o rei Luís XVI foi capturado e posteriormente decapitado. 
- A alternativa C está correta. O golpe de 18 de Brumário, foi patrocinado pelos girondinos e praticamente 
colocou fim a Revolução Francesa, marcou a ascensão do Consulado e do poder de Napoleão. 
- A alternativa D está correta. O Congresso de Viena foram conferências realizadas por Áustria, Prússia, Grã-
Bretanha e Rússia com o objetivo de retornar ao status quo antes da Revolução Francesa. Ela marcou a 
instauração de um princípio de equilíbrio entre as principais potências para estabelecer uma divisão 
territorial após as guerras napoleônicas. 
- A alternativa E está correta. A Santa Aliança foi estabelecida entre as potências no Congresso de Viena 
como uma tentativa de fortalecer os valores tradicionais do Antigo Regime e frear os processos 
revolucionários instaurados a partir da Revolução Francesa. 
Gabarito: A 
 
2. (IBADE – PREF. DE MANAUS/AM - PROFESSOR DE HISTÓRIA – 2018) 
Não é possível se entender o processo de unificação da Itália e o da Alemanha, sem se analisar a configuração 
geopolítica da Europa já no início do século XIX, também é importante se ter como base as decisões tomadas 
peloCongresso de Viena (1814¬ 1815). 
Ponto base comum às unificações da Alemanha e da Itália na década de 1870 é o fato de que as ambas: 
A) desenvolveram um sentimento de revanche em relação ao Congresso de Viena pelos trabalhadores 
urbanos. 
B) estiveram a comando da nobreza que reafirmava seu poderio na região. 
C) foram processos democráticos de cunho popular. 
D) foram processos elitistas e, logo, nada democráticos. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A unificação da Itália e da Alemanha não contou com a participação dos 
trabalhadores urbanos. 
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- A alternativa B está incorreta. A unificação alemã não foi comandada pela nobreza, mas pelo primeiro-
ministro prussiano Otto von Bismarck. 
- A alternativa C está incorreta. Foram processos levados a cabo pelas aristocracias. 
- A alternativa D é a resposta. Nos dois casos, o processo de unificação foi realizado sob o comando do alto: 
na Itália, pela nobreza; na Alemanha, pela potência militar dos prussianos. Isto é, foram levados a cabo sem 
a participação popular. 
Gabarito: D 
 
3. (PREFEITURA DE RIO DE JANEIRO/RJ - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
“Existem alguns motivos que induzem à prática do roubo e são peculiares ao seu país, afirmou Hitlodeu, em 
diálogo. 
E quais são eles?, perguntou o cardeal. 
Os carneiros, respondi-lhe. Essas plácidas criaturas que antes exigiam tão pouco alimento, mas que agora, 
aparentemente, desenvolveram um apetite tão feroz que se transformaram em devoradores de homens. 
Campos, casas, cidades, tudo lhes desce pelas gargantas. Naquelas partes do reino onde se produz a mais 
bela e mais cara lã, os nobres e os fidalgos (para não mencionarmos vários veneráveis abades – homens de 
Deus) deixaram de contentar-se com os rendimentos que seus antepassados extraíam de suas 
propriedades”. 
MORE, Thomas. Utopia. São Paulo: Martins Fontes, 2009. 
Nesse diálogo escrito no século XVI, é referenciado um fenômeno social indispensável à Revolução Industrial, 
chamado de: 
A) invenções tecnológicas 
B) cercamentos 
C) feudalismo 
D) mais valia 
Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Em momento algum o excerto fala de invenções tecnológicas. 
- A alternativa B é a resposta. O trecho utiliza de uma linguagem metafórica, esses carneiros (latifundiários) 
antes exigiam pouco, isto é, não ultrapassam os limites daquelas zonas rurais estabelecidas, pelo direito 
consuetudinário, como de uso comum. Com sua voragem e seu crescimento, eles avançaram sob essas terras 
de uso comunal (os cercamentos). Processo que impulsionou a Revolução Industrial ao provocar o êxodo 
rural. 
- A alternativa C está incorreta. O texto data do século XVI, quando o feudalismo já tinha entrado em crise e 
os Estados empreendiam as grandes navegações. 
- A alternativa D está incorreta. Mais valia é um conceito proposto por Karl Marx na sua obra O capital. 
Gabarito: B 
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4. (IBFC – SEAP/DF - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2013) 
A ilha antilhana de Saint Domingue (ex-Hispaniola) iniciou processo emancipatório contra o regime colonial 
em 1791, com ampla participação da população escravizada, que causou medo nas diversas colônias do 
continente americano. Esse levante também é conhecido como Revolução Haitiana (1791-1804). Teve como 
um de seus líderes, Toussaint L’Ouverture, o articulador do texto constitucional de 1801. Entre as posições 
e ações revolucionárias realizadas pela população, podemos destacar: 
I. A emancipação fundou-se predominantemente na participação da população de ascendência africana; 
II. Aliança com as tropas napoleônicas, enviadas no contexto da revolução francesa de 1789; 
III. A não participação das elites coloniais no processo revolucionário; 
IV. Abolição imediata da escravidão, logo após a tomada do poder. 
Indique a única sentenças, que não estão de acordo com as posições e ações revolucionárias haitianas do 
período descrito. 
A) Apenas II. 
B) I e IV, apenas. 
C) Apenas III. 
D) I e II, apenas. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A afirmativa I está incorreta. A participação na Revolução Haitiana fundou-se não só na participação da 
população de ascendência africana, mas também mestiços, franceses, espanhóis, britânicos. 
- A afirmativa II está correta. Durante a Convenção Jacobina tropas foram enviadas para auxiliar os 
revoltosos. Contudo, já sob o poder napoleônico, foram enviados exércitos para conter a revolta de Toussaint 
L’Ouverture e restabelecer a escravidão. 
- A afirmativa III está incorreta. As elites coloniais eram as principais interessadas na derrota de Toussaint e 
no reestabelecimento de suas propriedades e da escravidão. 
- A afirmativa IV está incorreta. A abolição não foi imediata, mas estabelecida em 1794. 
Gabarito: A 
 
5. (IVIN – PREF. DE SANTANA DO PIAUÍ /PI - PROFESSOR DE HISTÓRIA – 2023) 
Napoleão Bonaparte chegou ao poder na França em 1799 no conhecido Golpe de 18 Brumário, que: 
A) Derrubou o Diretório, implantou o regime do Consulado e tornou Napoleão um dos cônsules. 
B) Derrubou o Consulado, dissolveu a Assembleia, implantou o Código Civil e nomeou Napoleão imperador. 
C) Nomeou um novo governo formado por cinco diretores, tendo Napoleão Bonaparte o poder jurídico e 
financeiro. 
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73 
D) Tornou Napoleão Bonaparte imperador, e para garantir a segurança do país, suspendeu as liberdades 
individuais, e instituiu o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. 
E) Restabeleceu as bases políticas e sociais do Antigo Regime na França sob o governo de Napoleão 
Bonaparte. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. De fato, o Golpe de 18 Brumário derrubou o Diretório e implantou o 
Consulado, mas Napoleão tornou-se o “primeiro cônsul”. 
- A alternativa B está incorreta. O Golpe de 18 Brumário derrubou o Diretório. 
- A alternativa C está incorreta. Nomeou um “Tríplice Consulado”, mas Napoleão projetou-se como a 
principal liderança. 
- A alternativa D é a resposta. O Golpe de 18 Brumário promoveu sua ascensão ao cargo de Cônsul. 
Posteriormente, ele estabelece uma nova Constituição que o nomeava “Primeiro-Cônsul”. Além disso, esse 
documento lhe garantia poderes ditatoriais e excepcionais. 
- A alternativa E está incorreta. O governo napoleônico estabeleceu um império, mas não restabeleceu as 
bases políticas e sociais do Antigo Regime, marcou a consolidação da burguesia. 
Gabarito: D 
 
6. (FGV - SEDUC-TO - PEB - História – 2023) 
Assinale a afirmativa que relaciona corretamente a primeira fase da Revolução Industrial e o 
desenvolvimento do sistema econômico capitalista. 
A) A lei do Cercamento dos Campos na Inglaterra contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo em 
zonas rurais, através do uso comum das terras entre os camponeses. 
B) O acesso democrático aos bens de consumo pela classe operária inglesa foi motivado pelo uso da máquina 
a vapor, que possibilitou o abastecimento do mercado interno. 
C) A transição do capitalismo comercial para o capitalismoindustrial se deu mediante revoluções políticas e 
profundas mudanças tecnológicas nos meios de produção. 
D) A utilização de locomotivas a vapor possibilitou o alcance de mercados internacionais, suprindo a ausência 
de uma marinha mercante britânica. 
E) A descoberta do aço resultou na redução do ciclo de vida dos produtos, seu uso foi uma estratégia para 
manter a longevidade dos objetos no mercado consumidor. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A lei dos Cercamentos colocou fim ao uso comum das terras entre os 
camponeses. 
- A alternativa B está incorreta. A Revolução Industrial marcou a ascensão do operariado e uma divisão entre 
classes, isto é, os que possuíam os meios de produção e, por isso, gozavam do acesso aos bens de consumo 
e, de outro, a classe operária que só podia oferecer sua força de trabalho e vivia em constante necessidade. 
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74 
- A alternativa C é a resposta. As revoluções inglesas, por exemplo, são assinaladas como marcos no processo 
industrial inglês. Além disso, foi introduzida uma paulatina mecanização na produção artesanal, indústrias 
têxteis foram surgindo bem como máquinas a vapor. 
- A alternativa D está incorreta. As locomotivas correspondem a uma segunda fase da Revolução Industrial. 
- A alternativa E está incorreta. O aço foi introduzido na chamada “Segunda Revolução Industrial”. 
Gabarito: C 
 
7. (FGV – PREF. DE SALVADOR/BA - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
A caricatura a seguir, é de 1789 e retrata a batalha entre os revolucionários, vencedores na tomada da 
Bastilha, e uma hidra monstruosa, com cabeças de reis e cardeais. 
 
A Hidra Aristocrática, Gravura de autor anônimo, c. 1789 
A partir da imagem, assinale a opção que caracteriza corretamente como o processo revolucionário é 
apresentado na caricatura. 
A) Como o resultado do programa iluminista de emancipação do gênero humano pelas luzes da Razão. 
B) Como a vitória do povo e da Guarda Nacional contra o absolutismo defendido pelo Primeiro e Segundo 
Estados. 
C) Como um conflito entre católicos e calvinistas, pela defesa das terras e dos castelos franceses. 
D) Como a expressão do descontentamento popular em relação aos privilégios do clero. 
E) Como o combate do Terceiro Estado contra exércitos estrangeiros invasores. 
Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A imagem projeta uma luta entre os Estados que compunham a sociedade 
do Antigo Regime. 
- A alternativa B é a resposta. Na imagem, a hidra é intitulada de “aristocrática”, ela é formada pelos cardeais 
e pelos nobres. Isto é, os representantes do Primeiro e Segundo Estado. Pelo seu caráter explorador, eles se 
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75 
multiplicam, corta-se uma cabeça e outras surgem no local. De outro lado, dando combate, o Terceiro Estado 
formado pela burguesia e as classes mais baixas. 
- A alternativa C está incorreta. Temos a representação de “cardeais” da Igreja Católica e não de calvinistas. 
- A alternativa D está incorreta. De fato, era uma expressão de descontentamento, mas não só em relação 
ao clero, incluía também a nobreza. 
- A alternativa E está incorreta. Combate do Terceiro Estado aos nobres e o clero. 
Gabarito: B 
 
8. (FGV - SEAD-AP - PEB – HISTÓRIA – 2022) 
Na historiografia da Revolução Francesa, o fenômeno do Terror é objeto de amplo debate. A esse respeito, 
leia a caracterização de François Furet. 
“As circunstâncias que cercam o nascimento do Terror serviram de meio de desenvolvimento à ideologia e 
às práticas progressivas das instituições terroristas. Tal ideologia, presente na revolução de 1789, é anterior 
às instituições, e delas possui uma realidade independente, ligada à natureza da cultura revolucionária 
francesa mediante três itinerários de ideias: o da regeneração do homem, que faz com que a Revolução 
Francesa se assemelhe a uma anunciação de tipo religioso; a ideia de que a política pode tudo; e a jurisdição 
ilimitada atribuída à soberania.” 
FURET, F. “O Terror” in Dicionário Crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, pp. 157-58. 
Com base no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente a perspectiva revisionista de Furet 
sobre o Terror. 
A) O Terror é um mito criado no período termidoriano, para desacreditar o projeto igualitário de Robespierre. 
B) As medidas extremas do Terror resultam circunstancialmente da ameaça aos ideais revolucionários dos 
anos de 1793-94. 
C) O Terror tem raízes econômicas e resulta da pressão que os sans-culottes fazem na Convenção para 
tabelar o trigo. 
D) A violência do Terror não é inédita, sendo um traço constitutivo da sociedade desigual do Antigo Regime. 
E) O Terror é uma ideologia política voltada para impor a fabricação de um novo tipo de homem. 
Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O Terror, segundo o historiador Furet, não foi um mito. Segundo, foi 
estabelecido durante o período jacobino. 
- A alternativa B está incorreta. Segundo o trecho de Furet, o Terror não constituiu uma medida 
circunstancial, mas criou uma ideologia e uma prática utilizada em outros momentos. 
- A alternativa C está incorreta. Como está dito, o Terror está ligado à natureza da cultura revolucionária 
francesa. 
- A alternativa D está incorreta. Para Furet, ela surge dessa cultura que faz com que a Revolução se 
assemelhe a uma anunciação de tipo religioso e, por isso, vale perseguir e guilhotinar os que pensam o 
contrário. 
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- A alternativa E é a resposta. Para Furet, o Terror parte de uma formulação de tipo religiosa, o da 
regeneração do homem. Isto é, ela cria uma separação entre os contrarrevolucionários e os que de fato 
estavam imbuídos dos valores revolucionários, os “novos homens”. 
Gabarito: E 
 
9. (FGV - SMED DE BELO HORIZONTE/MG - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2023) 
A imagem a seguir representa mulheres comerciantes parisienses parabenizando suas Majestades pelo início 
da Constituição, em outubro de 1789. 
 
Assinale a opção que apresenta, corretamente, uma das medidas a favor das mulheres na Constituição 
Francesa de 1791. 
A) Inclusão das mulheres e seus descendentes na linha de sucessão para a participação do governo real. 
B) Estabelecimento do sufrágio feminino, que permitiu o voto de mulheres alfabetizadas. 
C) Compreensão do casamento como um contrato civil, que possibilitou posteriormente a autorização de 
divórcios. 
D) Garantia da igualdade cívica entre os sexos, que possibilitou a participação política feminina. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A Constituição de 1791 aboliu os privilégios monárquicos, marcou a 
introdução de princípios republicanos. 
- A alternativa B está incorreta. A Constituição de 1791 não garantia o direito de voto para as mulheres. 
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39471799600 - Naldiraparlamentar estimulou o crescimento das 
manufaturas, indústria naval e empresas rurais, o que favoreceu a burguesia. 
 
 
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5 
 
 
A Revolução Industrial foi iniciada no setor da indústria têxtil, ou seja, de produção de tecidos. O 
sistema fabril decorreu do surgimento de algumas invenções, como a lançadeira volante, o spinning jenny, a 
water-frame e o tear mecânico, que diminuíram o número de trabalhadores e aumentaram a capacidade de 
produção, sobretudo após a introdução da máquina a vapor (aperfeiçoada por James Watt em 1765). 
No século seguinte, a máquina a vapor e a metalurgia do ferro estimularam a indústria de 
transportes, a partir do surgimento do barco a vapor e da locomotiva. A partir daí, o transporte de pessoas 
e mercadorias tornou-se mais ágil, seguro e barato. 
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6 
 
 
O cotidiano dos trabalhadores 
Apesar do surto industrial verificado na Europa, a maior parte da população do continente continuou 
a ser de camponeses até a primeira metade do século XIX. Em 1830, somente duas capitais eram densamente 
povoadas: Londres, com mais de um milhão de habitantes, e Paris, com mais de meio milhão. 
Nas cidades, a maioria da população vivia em condições degradantes. As famílias de operários 
habitavam cubículos sujos e infestados de doenças nos arredores das indústrias, onde chegavam a cumprir 
jornadas de trabalho de até 15 horas diárias. Eram empregados homens, mulheres e crianças a partir dos 5 
anos de idade. Os salários pagos às trabalhadoras costumavam ser a metade daquele pago aos homens, e o 
das crianças, apenas um quarto. 
 
Movimentos de reação dos trabalhadores 
As duras condições impostas aos trabalhadores não foram desacompanhadas de movimentos de 
contestação. Vejamos alguns movimentos operários do século XIX: 
• Ludismo: no início do século XIX, operários ingleses sabotaram o maquinário de indústrias de fiação 
e tecelagem, chegando a tomar a manufatura de William Cartwright, em 1811. Corria a história de 
que um operário chamado Ned Ludd havia quebrado o tear de seu patrão, ato que levou muitos 
outros operários a seguirem o exemplo. Com isso, os sabotadores ficaram conhecidos como luditas, 
sendo suas ações respondias pelo Estado inglês com prisões e execuções. 
• Trade unions (sindicatos): apesar das restrições impostas pelas leis aprovadas pelo Parlamento, os 
trabalhadores também se organizaram em sindicatos para protestar contra as más condições de 
trabalho. Em 1819, a repressão policial a um ato de operários ficou conhecida como Massacre de 
Peterloo, deixando 11 mortos. 
• Cartismo: em 1838, trabalhadores entregaram ao Parlamento a Carta do Povo, petição que 
reivindicava o voto secreto, o sufrágio universal masculino (abolição do voto censitário, que permitia 
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7 
que somente os ricos fizessem parte do Parlamento) e o pagamento de salários aos deputados, o que 
permitiria que trabalhadores pudessem se candidatar. Os cartistas não foram atendidos pelo 
Parlamento, que os reprendeu duramente. 
 
 
Figura 1 - Representação de luditas sabotando o maquinário de uma fábrica. 
 
 
 
(CESPE – GDF / SGA / HISTORIADOR – 2004) 
A crise da sociedade feudal e o progressivo desenvolvimento da sociedade capitalista foram 
as pré-condições fundamentais para o surgimento do mundo moderno. Essa transição — 
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8 
essencial para a compreensão do mundo em que vivemos — teve seus inícios no século XII 
e avançou até o final do século XVIII. O capitalismo se define por oposição ao feudalismo. 
Neste sistema, preponderam as relações servis de produção; no capitalismo, definem-se as 
relações assalariadas. Dos fins da Idade Média até hoje, o capitalismo passou por quatro 
fases bem distintas, cada uma com características próprias: pré-capitalismo, comercial, 
industrial e financeiro. 
José Jobson Arruda. Nova história moderna e contemporânea. Bauru: EDUSC; São Paulo: Bandeirantes, 
2004, p. 13 (com adaptações). 
Considerando o texto acima e as múltiplas implicações do tema por ele focalizado, julgue. 
Infere-se do texto que, no que concerne ao processo histórico que ensejou o aparecimento 
e a consolidação do capitalismo, os limites extremos dessa transição “essencial para a 
compreensão do mundo em que vivemos” foram, respectivamente, a crise que levou à 
desintegração do feudalismo e o advento da Revolução Industrial. 
Comentários 
Essa transição do feudalismo para o capitalismo foi um processo de longa duração. O ocaso 
do feudalismo foi acompanhado pelo crescimento das cidades e do comércio. Os meios 
feudais já não eram suficientes para conter a demanda por novas terras. O comércio por 
meio de mercadores e uma burguesia ascendente cresciam. Isso sem contar as expansões 
marítimas. Ao mesmo tempo, a demografia vivia um momento exponencial. Na Inglaterra, 
essa ascensão do comércio colocou fim a utilização comunal da terra com os 
“cercamentos”. Isso tudo favorecia um crescente processo de urbanização, expansão e 
concentração da mão de obra nas cidades. Fatores que proporcionaram o pioneirismo 
inglês na Revolução Industrial e, por corolário, a consolidação do capitalismo. 
Gabarito: CERTO 
 
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9 
 
2 – Revolução Francesa 
A Revolução Francesa foi um processo que provocou grandes transformações políticas e sociais que 
não se limitaram à França. Trata-se de um episódio cujas ideias, discussões, símbolos e acontecimentos 
inspiraram movimentos de diversas partes do mundo, o que faz com que ele seja comumente considerado 
o marco inaugural de uma nova era histórica: a Idade Contemporânea. 
 
 
 
2.1 – A França pré-revolucionária 
Ao final do século XVIII, a França mantinha a estrutura do Antigo Regime em seu território, ou seja, 
marcada pelo poder absoluto do rei, das práticas mercantilistas na economia e pela existência de uma 
sociedade estamental. Neste período, o reino contava com 28 milhões de habitantes, sendo que cerca de 
85% da população vivia no campo. 
A sociedade francesa era dividida em três estamentos (ou ordens): o Primeiro Estado (o clero); o 
Segundo Estado (a nobreza) e o Terceiro Estado (camponeses, burguesia e trabalhadores urbanos). Enquanto 
os clérigos e os nobres compunham as camadas privilegiadas da sociedade, o Terceiro Estado pagava pesados 
impostos que mantinham as despesas do Estado e dos demais grupos. 
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10 
 
A seguir, falaremos um pouco mais sobre as três ordens da sociedade francesa. 
 
Primeiro Estado 
Composto por cerca de 120 mil membros da Igreja Católica, detinha numerosos privilégios, como o não 
pagamento de impostos,Luiza Vieria
IDADE CONTEMPORÂNEA I 
77 
- A alternativa C é a resposta. O casamento não estava mais sob a égide da Igreja, era um contrato civil como 
qualquer outro e, por isso, sujeito a alterações. Dessa maneira, em 1792 foi estabelecido um decreto que 
permitia o divórcio. 
- A alternativa D está incorreta. Se as mulheres não podiam votar, elas não gozavam de igualdade cívica. 
Gabarito: C 
 
10. (FGV - SEDUC-TO - PEB – HISTÓRIA – 2023) 
Irmãos e compatriotas: 
A aproximação ao quarto século do estabelecimento dos nossos antepassados no Novo Mundo, é uma 
ocorrência notável para que deixe de interessar nossa atenção. O descobrimento de uma parte tão grande 
da terra é, e será sempre para o gênero humano, o acontecimento mais memorável de seus anais. Mas, para 
nós que somos seus habitantes, e para nossos descendentes, é um objeto de maior importância. O Novo 
Mundo é nossa pátria, sua história é a nossa e é nela que devemos examinar nossa situação presente, para 
nos determinar por ela, a tomar o partido necessário para conservação dos nossos próprios direitos e dos 
nossos sucessores. 
VISCARDO, Juan Pablo y Guzmán, Carta dirigida a los Españoles Americanos, 1801. Adaptado. 
As afirmativas a seguir identificam corretamente características dos movimentos pré-independência na 
América Latina, liderados pelos descendentes de espanhóis nascidos nas Américas, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
A) A valorização do afã conquistador de seus antepassados. 
B) O descontentamento com o despotismo dos Bourbons. 
C) O repúdio do passado indígena pré-hispânico, considerado primitivo. 
D) A distinção identitária com relação aos espanhóis peninsulares. 
E) A identificação com a natureza, o território e a história americana. 
Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está correta. Como é dito no trecho acima, o “descobrimento” da América pelos “nossos 
antepassados” foi o acontecimento mais memorável dos anais daquele tempo. 
- A alternativa B está correta. O descontentamento vinha das “Reformas dos Bourbons” que aumentavam a 
centralização da Coroa sob a Metrópole, diminuía o poder das elites locais e aumentava os impostos. 
- A alternativa C é a resposta. José Martí em Cuba, por exemplo, era um defensor da independência e do 
passado indígena, a “nossa Grécia” ele dizia. 
- A alternativa D está correta. O contato entre os colonos formou uma comunidade imaginária, como 
expressa Benedict Anderson, que criou laços identitários que se opunham aos espanhóis. 
- A alternativa E está correta. Como é dito por Viscardo acima, o Novo Mundo era para os colonos sua pátria 
e sua história. 
Gabarito: C 
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11. (FGV – SME/SP – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2023) 
Segundo a historiadora Maria Ligia Prado, “Varnhagen e von Martius, ideólogos do Império, escreveram a 
história oficial do Brasil, e defendiam a monarquia que se opunha às ‘repúblicas caóticas’ da parte espanhola. 
Dessa maneira, estava clara a diferença que se devia estabelecer entre ‘nós’ e ’eles’, entre o Brasil e os 
demais países da América do Sul, onde campeavam a desordem, a desunião e a fragmentação, todas 
alimentadas pelas ideias republicanas”. 
Adaptado de PRADO, Maria Ligia. O Brasil e a distante América do Sul. In Revista de História, 145, 2001, p. 131-2. 
A respeito das diferentes trajetórias das nações latinoamericanas após suas independências, com base no 
trecho citado, é correto afirmar que 
A) a história oficial construída pelos ideólogos do Império conciliou a defesa da monarquia de raiz europeia 
à idealização da autonomia norte-americana, bem-sucedida em termos políticos e econômicos. 
B) as independências latino-americanas foram obstaculizadas pela intervenção bélica do Império brasileiro, 
sobretudo na fronteira amazônica, com a tomada da Caiena, por exemplo. 
C) os ideólogos do Império fundaram uma interpretação sobre o mundo hispano-americano que contribuiu 
para criar um imaginário sobre a outra América, que a dissocia e a separa do Brasil. 
D) Diferentemente dos vizinhos republicanos, o Brasil não enfrentou desafios de ordem política ao longo do 
Império que pudessem levar à fragmentação. 
E) As novas repúblicas da América Hispânica aboliram a escravidão de africanos e ofereceram asilo a escravos 
fugitivos, por isso foram atacadas pelo Brasil. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A história oficial construída pelo IHGB opunha-se ao modelo federativo e 
descentralizador criado nos Estados Unidos. 
- A alternativa B está incorreta. As independências latino-americanas não foram obstaculizadas pelo 
império. O Brasil teve entreveros na região Cisplatina na formação do Uruguai. 
- A alternativa C é a resposta. Os ideólogos criaram uma visão que separa o “nós” e o “eles”. De um lado, o 
Brasil Imperial e seu modelo europeu e civilizatório. De outro, as repúblicas e sua desordem congênita. 
- A alternativa D está incorreta. No período regencial, o Brasil Imperial foi tomado por revoltas separatistas. 
- A alternativa E está incorreta. Na América Hispânica, a escravidão permaneceu após as independências. 
Gabarito: C 
 
12. (FCC - SEC-BA – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2018) 
Na Inglaterra a Revolução Industrial do século XVIII contribuiu, para 
A) a expansão da agricultura mecanizada e o fim da escravidão por dívida. 
B) o desenvolvimento da tecnologia industrial e o surgimento de um proletariado urbano. 
C) o processo de cercamento dos campos agrícolas e o aumento da classe média. 
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D) o surgimento da burguesia mercantil e o incremento das navegações à vapor. 
E) o avanço do livre-cambismo e o início da crise do Imperialismo Britânico. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O processo de mecanização ocorreu de maneira acentuada nas indústrias e 
nas cidades. 
- A alternativa B é a resposta. Foram introduzidas, por exemplo, máquinas na indústria têxtil como o tear 
mecânico e a máquina a vapor. De outro lado, a ascensão dos industriais foi acompanhada pelo surgimento 
de uma nova classe social que oferece sua força de trabalho em troca da sobrevivência, o operariado. 
- A alternativa C está incorreta. O processo de cercamento ocorreu no século XVII. 
- A alternativa D está incorreta. A burguesia mercantil está associada ao processo das grandes navegações 
do século XVI. 
- A alternativa E está incorreta. A crise do Imperialismo Britânico data do século XX. 
Gabarito: B 
 
13. (FCC - SEDU-ES - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2016) 
A Revolução Francesa colocou em cheque os alicerces políticos do Antigo Regime, e sua repercussão além 
das fronteiras nacionais pode ser percebida 
A) em várias lutas pela independência na América de colonização ibérica, incluindo revoltas coloniais como 
a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. 
B) na adoção, pela maioria dos países europeus, do lema liberdade, igualdade e fraternidade em suas 
constituições republicanas formuladas no final do século XVIII. 
C) na Declaração de Independência dos Estados Unidos, que se inspirou na experiência francesa e reproduziu 
os Direitos do Homem e do Cidadão. 
D) na extinção do absolutismo monárquico e de outras formas de autoritarismo governamental na história 
europeia subsequente. 
E) em revoluções posteriores que se ampararam ideologicamente nos ideais iluministas,caso da Revolução 
Haitiana, da Revolução do Porto e da Revolução de Outubro. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. Tanta a Conjuração Baiana como a Mineira foram influenciadas pelo 
pensamento iluminista, como a liberdade de expressão e liberdade religiosa. Foram eventos 
contemporâneos à Revolução Francesa. Eram movimentos emancipacionistas. Contudo, não podemos 
esquecer no caso da Conjuração Mineira, a força do federalismo da Revolução Americana. 
- A alternativa B está incorreta. A assertiva é generalista, o lema liberdade, igualdade e fraternidade não foi 
adotado pela maioria dos países europeus. 
- A alternativa C está incorreta. A Revolução América foi anterior à Revolução Francesa. 
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- A alternativa D está incorreta. Novamente é generalista, em muitos lugares, como na Rússia, 
permaneceram os valores do Antigo Regime. 
- A alternativa E está incorreta. A Revolução de Outubro ocorreu no século XX, 1917, séculos após o fim do 
Antigo Regime. 
Gabarito: A 
 
14. (FCC - SEE-MG - PEB – HISTÓRIA – 2022) 
O processo revolucionário francês, iniciado em 1789, conhecido como Revolução Francesa, ajudou a 
construir a própria sociedade contemporânea, pois essa Revolução 
A) incorporou uma dimensão social e popular que a universalizou, tornando-a uma inspiração para todos os 
que lutavam pela liberdade. 
B) consolidou valores burgueses, disciplinando a ação do capital com o objetivo de dar à maioria da 
população condições de se sublevar. 
C) condicionou o capital ao trabalho, acentuando o caráter igualitário das relações político-ideológicas 
expressas nos Direitos do Homem. 
D) ocasionou transformações econômicas e sociais que destruíram o feudalismo, favorecendo a ruptura dos 
laços de dominação burguesa. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. A Revolução Francesa foi um movimento ecumênico, baseou-se nos valores 
burgueses, mas contou com imensa participação popular. Os jacobinos e os sans-culottes eram 
representantes dessa ala. Por exemplo, foi o povo reunido que tomou a Bastilha, um símbolo do Antigo 
Regime. 
- A alternativa B está incorreta. De fato, consolidou os valores burgueses, mas não disciplinou o capital, antes 
pregavam o livre comércio e o livre mercado do liberalismo. 
- A alternativa C está incorreta. Pelo contrário, condicionou o trabalho ao capital. 
- A alternativa D está incorreta. A Revolução Francesa favoreceu a dominação burguesa, girondinos. 
Gabarito: A 
 
15. (VUNESP – PREF. DE CERQUILHO/SP - PEB – HISTÓRIA – 2019) 
A indústria algodoeira foi assim lançada, como um planador, pelo empuxo do comércio colonial ao qual 
estava ligada; um comércio que prometia uma expansão não apenas grande, mais rápida e sobretudo 
imprevisível, que encorajou o empresário a adotar as técnicas revolucionárias necessárias para lhe fazer face. 
Entre 1750 e 1769, a exportação britânica de tecidos aumentou de dez vezes. 
[...] 
Mas a indústria do algodão tinha outras vantagens. Toda a sua matéria-prima vinha do exterior, e seu 
suprimento podia portanto ser expandido pelos drásticos métodos que se ofereciam aos brancos nas 
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81 
colônias – a escravidão e a abertura de novas áreas de cultivo – em vez dos métodos mais lentos da 
agricultura europeia; nem era tampouco atrapalhada pelos interesses agrários estabelecidos da Europa. 
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848) 
O excerto permite afirmar que 
A) o forte desenvolvimento industrial britânico foi baseado na atividade têxtil e teve condições favoráveis 
em função da exploração colonial, principalmente com o emprego do trabalho compulsório. 
B) a opção britânica pela concentração de esforços na produção industrial surgiu em um contexto no qual a 
Grã-Bretanha abria mão de espaços coloniais na América e tecia críticas contundentes ao trabalho escravo. 
C) o incremento da produção industrial britânica teve como entrave central o desvio de capitais produtivos 
para o tráfico negreiro, impedindo um avanço mais rápido das invenções técnicas e tecnológicas. 
D) o impulso inicial para a revolução tecnológica industrial britânica esteve associado ao desestímulo 
britânico ao investimento em qualquer atividade econômica relacionada à exploração do trabalho escravo. 
E) a expansão industrial têxtil britânica dependeu da alta produtividade da agricultura do país, baseada nas 
pequenas e médias propriedades e com o apoio de recursos públicos e privados. 
Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. A indústria têxtil foi aquela que recebeu os empuxos de modernização da 
Revolução Industrial. Contudo, isso só foi possível, como é dito, porque o comércio colonial e sua mão de 
obra escravizada prometia uma expansão não apenas grande, mais rápida e, sobretudo, imprevisível, que 
encorajava o empresário. 
- A alternativa B está incorreta. Pelo contrário, como mostra o texto, a indústria têxtil estava essencialmente 
ligada às colônias. 
- A alternativa C está incorreta. O processo de industrialização e o tráfico negreiro foram duas atividades 
diferentes, mas afins. Ou seja, os braços que faziam a colheita o algodão nas colônias vinha desse comércio 
abjeto. 
- A alternativa D está incorreta. Novamente, o texto do historiador Hobsbawm deixa clara como a indústria 
têxtil tinha como base à exploração do trabalho escravo. 
- A alternativa E está incorreta. A expansão industrial têxtil britânica dependeu da alta produtividade da 
agricultura das colônias. 
Gabarito: A 
 
16. (VUNESP – PREF. DE FERRAZ DE VASCONCELOS/SP - PEB II – HISTÓRIA – 2018) 
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, afirma que “Os homens nascem e vivem livres 
e iguais perante as leis”, dizia seu primeiro artigo; mas ela também prevê a existência de distinções sociais, 
ainda que “somente no terreno da utilidade comum”. A propriedade privada era um direito natural, sagrado, 
inalienável e inviolável. Os homens eram iguais perante a lei e as profissões estavam igualmente abertas ao 
talento; mas, se a corrida começasse sem handicaps, era igualmente entendido como fato consumado que 
os corredores não terminariam juntos. 
(Eric Hobsbawm. A era das revoluções. Adaptado) 
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82 
Dessa forma, para Hobsbawm, o documento citado revela-se 
A) uma contraposição aos preceitos teóricos presentes na obra de John Locke, porque defende a 
universalização dos direitos políticos e de cidadania. 
B) um manifesto contra a sociedade hierárquica que garantia inúmeros privilégios à nobreza, mas não um 
manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária. 
C) contraditório em relação aos princípios dos pensadores iluministas, como Diderot, porque estes 
defendiam a soberania do Estado em relação à sociedade civil. 
D) preocupado em responder aos anseios mais imediatos da primeira fase da Revolução Francesa, mas não 
rompe com a estrutura aristocrática da sociedade. 
E) em sintonia com as principais ideias de Rousseau, porque há uma clara defesa da igualdade em todas as 
suas possibilidades, ou seja, política, econômica e social.Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão não foi escrita por John 
Locke. 
- A alternativa B é a resposta. De fato, a Declaração estabelecia que os homens nasciam livres e iguais e 
dessa maneira rompia com a sociedade de estamentos do Antigo Regime. Contudo, isso não terminou com 
as diferenças, como expressou o historiador, existiam distinções sociais e de propriedade. Não era uma 
sociedade de iguais. 
- A alternativa C está incorreta. Diderot era um crítico da centralização do Estado. 
- A alternativa D está incorreta. Rompe com estrutura aristocrática ao dizer que os homens eram livres e 
iguais, mas não rompe com os privilégios. 
- A alternativa E está incorreta. Não há uma clara defesa da igualdade em todas as suas possibilidades, previa 
distinções sociais. 
Gabarito: B 
 
17. (VUNESP – PREF. DE SERRANA/SP - PEB – HISTÓRIA – 2018) 
Porém, para aqueles que não dispunham de recursos, quer econômicos, quer culturais, os novos tempos não 
trouxeram benesses ou regalias. Reformas sociais de peso, terra, salários dignos, participação política, 
educação popular, cidadania, respeito às diferenças, tudo isso teria de esperar. As ações de governos 
autoritários cobririam e deixariam suas marcas registradas na América Latina durante a maior parte do século 
XIX. Os “de baixo” teriam de se organizar, lutar, sofrer e morrer para alcançar seus objetivos. Não foram as 
lutas de independência que mudariam sua vida. 
(Maria Ligia Coelho Prado. América Latina no século XIX: Tramas, telas e textos) 
A respeito do processo de Independência da América espanhola, é correto afirmar que 
A) para os setores economicamente dominantes havia a tarefa de construir novos Estados, com o intuito de 
garantir a ordem e o controle sociais, enquanto praticamente não ocorreram ganhos para os setores 
populares 
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83 
B) os conflitos entre criollos e chapetones pelo controle dos cabildos e pela direção dos vice-reinados 
provocaram a construção de práticas políticas autoritárias e a inclusão econômica de todos os setores 
populares. 
C) a opressora exploração colonialista espanhola, centrada no escravismo indígena, impossibilitou que os 
ganhos da independência dos vice-reinados gerassem amplos direitos para toda a sociedade colonial. 
D) a fragmentação dos antigos vice-reinados e das capitanias-gerais atendeu aos interesses dos setores 
populares, porque estavam interessados em evitar o reforço do poder das antigas elites coloniais. 
E) para as camadas populares, o avanço dos direitos sociais e econômicos foi muito lento, quando não foi 
inexistente, enquanto os direitos políticos avançaram com certa rapidez, como mostra a universalização do 
direito ao voto. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. O processo político das independências e do pós foi dominado por 
latifundiários e os chamados caudilhos. Em muitos casos, esses foram anos de inúmeras guerras e conflitos 
internos até o desenho das diversas repúblicas autoritárias. De outro lado, em vista desses governos, os 
setores populares sempre ficaram em segundo plano, tiveram que se organizar, lutar, sofrer e morrer. 
- A alternativa B está incorreta. O comando da questão fala do processo de Independência da América 
espanhola e não dos conflitos coloniais. 
- A alternativa C está incorreta. A exclusão nos processos de independência se refere ao autoritarismo dos 
caudilhos. 
- A alternativa D está incorreta. Novamente, o texto da historiadora Maria Ligia Prado refere-se ao século 
XIX na América Latina já independente. 
- A alternativa E está incorreta. O voto não era universal em todas as repúblicas da América Latina no século 
XIX. 
Gabarito: A 
 
18. (IBADE - SEE-AC - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Em 1815, Napoleão Bonaparte foi derrotado, iniciando um processo de restauração dos "legítimos 
soberanos" (monarcas absolutistas) na França e em todos os países europeus onde o Antigo Regime havia 
sido abolido. As principais potências europeias vitoriosas organizaram o Congresso de Viena e a Santa Aliança 
com o objetivo de: 
A) aprovar a Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão. 
B) redefinir o mapa da Europa pós-Napoleão e impedir novas revoluções. 
C) fixar o preço dos alimentos e controle sobre os salários. 
D) restaurar o poder da burguesia e implementar o liberalismo e o nacionalismo. 
E) estabelecer um regime monárquico constitucional, limitando as ações do rei. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
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==1365fc==
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84 
- A alternativa A está incorreta. A Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão ocorreu em 1789. 
- A alternativa B é a resposta. A Santa Aliança estabelecida no Congresso de Viena tenha como objetivo 
resenhar o mapa europeu após as guerras napoleônicas e restabelecer os valores tradicionais do Antigo 
Regime e frear os movimentos liberais e revolucionários na Europa. 
- A alternativa C está incorreta. O Congresso de Viena possuía objetivos políticos e não o estabelecimento 
dos preços. 
- A alternativa D está incorreta. Pelo contrário, queria restaurar os valores do Antigo Regime. 
- A alternativa E está incorreta. Queriam reestabelecer um regime monárquico com valores absolutos. 
Gabarito: B 
 
19. (FGR – PREF. DE CABECEIRA GRANDE/MG - PEB – HISTÓRIA – 2018) 
Houve três ondas revolucionárias principais no mundo ocidental entre 1815 e 1848 [...]. A primeira ocorreu 
entre 1820-4. Na Europa, ela ficou limitada principalmente ao Mediterrâneo, com a Espanha (1820), Nápoles 
(1820) e a Grécia (1821) como seus epicentros. Fora a Grega, todas essas insurreições foram sufocadas [...]. 
A segunda onda revolucionária ocorreu em 1829-34, e afetou toda a Europa a oeste da Rússia e o continente 
norte-americano [...]. A terceira e maior de todas as ondas revolucionárias, a de 1848, explodiu e venceu 
(temporariamente) na França, em toda a Itália, nos Estados alemães, na maior parte do Império dos 
Habsburgo e na Suíça (1847). [...] Nunca houve nada tão próximo da revolução mundial com que sonhavam 
os insurretos do que esta conflagração espontânea e geral. O que em 1789 fora o levante de uma só nação 
era agora, assim parecia, “a Primavera dos Povos” de todo um continente. 
O texto descreve o cenário político europeu na primeira metade do século XIX. Sobre esse período são 
apresentadas as seguintes afirmativas: 
I. A onda de revoluções descritas no texto foi deflagrada pelas contradições dos princípios defendidos pelo 
Congresso de Viena, que preconizou o retorno das instituições do Antigo Regime. 
II. A grande novidade das revoluções burguesas do século XIX, quando comparadas às revoluções do século 
anterior, foi a capacidade de unir em um mesmo ideal manifestações antagônicas como o liberalismo e o 
socialismo. 
III. A “Primavera dos Povos” ficou assim conhecida devido à sua enorme capacidade de se disseminar por 
várias regiões da Europa e até mesmo com repercussões em outros continentes, influenciando, inclusive, o 
Brasil. 
IV. Apesar de o fracasso das jornadas revolucionárias destacadas no texto, o grande saldo do período foi o 
triunfo do liberalismo e da forma republicana de governo. 
Estão CORRETAS as afirmativas: 
A) II e III. 
B) II, IV. 
C) I e IV. 
D) I e III. 
Comentários 
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Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A afirmativa I está correta. As ondas revolucionárias ocorreram nas décadas de 1820, 1830 e 1848, agitaram 
a Europa e mostraram a fragilidade do sistema de equilíbrio criado em 1815 no Congresso de Viena. 
- A alternativa II está incorreta. As revoluções do século XIX foram essencialmente liberais. 
- A afirmativa III está correta. Essa “Primavera dos Povos” ficou marcada por vários levantes que visavam 
acabar definitivamente com o Antigo Regime. Era plural, conviviam tendências liberais, socialistas e 
revolucionárias. Ultrapassou as fronteiras da Europa. 
- A alternativa IV está incorreta. A assertiva é generalizante, o liberalismo e a forma republicana não foram 
adotados em toda Europa, não foram triunfantes. 
Gabarito: D 
 
20. (FAPEC - SAD-MS - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2021) 
Sobre a Revolução Francesa é correto afirmar que: 
A) Sucedeu o período chamado Era Napoleônica, quando o importante general francês promoveu os ideais 
de Liberdade, Igualdade e Fraternidade a toda à população francesa e deu fim à modalidade de governo 
conhecida como Antigo Regime. 
B) Concluído com o evento chamado de A Queda da Bastilha, a Revolução Francesa colocou fim ao reinado 
de Napoleão Bonaparte, bem como a queda dos privilégios do clero católico e da aristocracia francesa, dando 
início ao que ficou conhecido como a Primeira República Francesa. 
C) Foi uma época de intensa agitação político social ocorrida na França em que grande parte da população 
não aceitava mais as excessivas diferenças sociais ocasionadas pelos privilégios do clero e da aristocracia e 
que culminaram com uma intensa mudança política e a execução do rei Luís XVI. 
D) Foi um movimento político, de caráter elitista, que buscava a deposição do rei Luís XIV, conhecido como 
rei sol, e que atuava em busca de maiores direitos e conquistas do terceiro estado, fundamentando as lutas 
do período embasadas no ideal Liberdade, Igualdade e Fraternidade entre os franceses. 
E) Foi marcada pelas intensas agitações sociais em que a Igreja lutou ao lado de trabalhadores e da baixa 
burguesia pelo fim das diferenças sociais francesas, e teve como alvo principal de críticas o imperador 
Napoleão Bonaparte, que foi retirado do trono no evento conhecido como 18 de Brumário e reorganizada a 
política europeia através do Congresso de Viena. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A Revolução Francesa é anterior à Era Napoleônica. 
- A alternativa B está incorreta. Napoleão praticamente colocou fim ao processo revolucionário com a 
instauração do Consulado. 
- A alternativa C é a resposta. A Revolução marcou a reação do Terceiro Estado aos abusos praticados por 
nobres e membros da Igreja, Secundo e Primeiro Estado. Foi um movimento político que congregou forças 
populares e que colocou fim ao Antigo Regime na França ao executar o rei Luís XVI. 
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- A alternativa D está incorreta. A Revolução Francesa não foi um movimento de caráter elitista, contou com 
intensa participação popular. Aliás, foi o povo que tomou a Bastilha, símbolo do Antigo Regime. 
- A alternativa E está incorreta. A Igreja fazia parte do Primeiro Estado, isto é, junto com a nobreza (Secundo 
Estado) era parte dos que sobrecarregavam os membros do Terceiro Estado. 
Gabarito: C 
 
21. (CRESCER CONSULTORIAS - 2019 – PREF.DE BREJO DE AREIA/MA – PEB – HISTÓRIA) 
“O Congresso de Viena (1815), que estabeleceu os parâmetros de uma nova ordem mundial após as Guerras 
Napoleônicas, foi principalmente obra do príncipe Von Metternich, chanceler austríaco. A nova ordem foi 
fundamentada, em particular, no equilíbrio de poder, mas, paradoxalmente, pouco se apoiava em poder 
para sua manutenção. A razão mais importante para seu sucesso era o fato de que os países europeus 
estavam unidos por um senso de valores compartilhados: o equilíbrio não era apenas físico, mas moral.” 
Para manter o equilíbrio proposto pelo Congresso de Viena, diversos países se uniram em torno da 
A) Liga das nações. 
B) Santa Aliança. 
C) Inglaterra. 
D) Rússia. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A Liga das Nações foi criada após a Primeira Guerra Mundial. 
- A alternativa B é a resposta. A Santa Aliança foi estabelecida no Congresso de Viena com objetivo de 
redesenhar o mapa europeu após as guerras napoleônicas e reestabelecer os valores tradicionais do Antigo 
Regime para frear os movimentos liberais e revolucionários. 
- A alternativa C está incorreta. A Inglaterra era uma das signatárias da Santa Aliança. 
- A alternativa D está incorreta. A Rússia era outra nação adepta da Santa Aliança. 
Gabarito: B 
 
22. (CONSULPLAN - SEDUC-PA – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2018) 
“A questão nacional se coloca desde o início da história, no primeiro momento, como dilema prático e 
teórico. As guerras e revoluções de independência sintetizam-se precisamente nesse dilema. O que há de 
épico nas lutas simbolizadas por Toussaint Louverture, Francisco de Miranda, Simón Bolívar, José Artigas, 
José Morelos, Miguel Hidalgo, Bartolomé Mitre, Bernardo O'Higgins, Antonio Sucre, José Bonifácio, Frei 
Caneca, Ramón Betances, José Martí e muitos outros, é que tentam retirá-la (a nação) do colonialismo, 
absolutismo, mercantilismo, acumulação originária, conferindo-lhe um nome. A criação do Estado, segundo 
os princípios adotados na constituição, em conformidade com as forças sociais, as peculiaridades da 
economia, as diversidades regionais, raciais e culturais, tudo isso representa o empenho de descobrir o perfil 
da Nação.” 
(CORREA, 1966, tomo VII, p. 373 in.) 
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Na maioria dos personagens citados anteriormente, ligados por suas façanhas históricas à história da 
América, o ideal de Nação: 
A) Encontra-se impregnado da ideologia do Despotismo Esclarecido. 
B) Está presente o intuito de combater a escravidão e efetuar uma revolução social. 
C) Está enraizado na façanha destinada a emancipar a colônia, criar e organizar o Estado. 
D) Insere-se no contexto da formação da democracia como caminho para a soberania nacional. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O Despotismo Esclarecido foi uma ideologia do século XVIII, não influenciou 
os processos de independência da América. 
- A alternativa B está incorreta. Assertiva generalista, nem todos os nomes citados eram contra a escravidão 
e a favor da revolução social. 
- A alternativa C é a resposta. O que unia todos esses homens citados era o desejo em comum de retirar a 
nação do colonialismo, absolutismo, mercantilismo, acumulação originária, conferindo-lhe um nome. Um 
Estado regido segundo uma constituição. 
- A alternativa D está incorreta. Não foram adotados regimes democráticos após as independências da 
América Latina. 
Gabarito: C 
 
23. (IDECAN - IF-PB - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Sobre o processo de independência do Haiti, é correto afirmar que 
A) foi caracterizado pela organização de Juntas Governativas, que em várias cidades passarama defender a 
ideia de ruptura definitiva com a metrópole. 
B) foi comandado por Toussaint L’Ouverture, que conduziu os colonos brancos e negros livres em uma guerra 
contra a metrópole e se estabeleceu governador da província. 
C) foi desencadeado pelos colonos, brancos e negros livres, que se revoltaram quando, após terem arriscado 
as suas vidas na guerra contra os indígenas, nada receberam em troca por parte da Coroa. 
D) foi influenciado pelos ideais da Revolução Francesa, levando à eliminação da escravidão e à criação da 
primeira república governada por pessoas de ascendência africana nas Américas. 
E) foi marcado por um crescente sentimento de revolta por parte dos colonos, devido às restrições fiscais 
impostas pela metrópole conhecidas como Leis Proibitivas. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. As Juntas Governativas foram utilizadas pelos colonos na América Hispânica. 
- A alternativa B está incorreta. Toussaint L’Ouverture liderou os escravizados e os negros libertos e não os 
colonos brancos. 
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- A alternativa C está incorreta. Foi desencadeado pelos escravizados contra o sistema escravista. 
- A alternativa D é a resposta. Os ideais de igualdade entre os homens inspiraram os homens escravizados a 
lutar pela liberdade. O movimento foi liderado por Toussaint L’Ouverture, a escravidão foi abolida em 1794. 
O líder acabou sendo derrotado pelas tropas napoleônicas então a luta foi travada por Dessalines e o Haiti 
conseguiu se consagrar independente em 1804. 
- A alternativa E está incorreta. As Leis Proibitivas referem-se à situação das Treze Colônias antes da 
Revolução Americana. 
Gabarito: D 
 
24. (FUNDATEC – PREF. DE PORTO ALEGRE/RS - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2023) 
A Revolução Industrial não apenas afetou a estrutura produtiva da sociedade europeia (e depois global), 
como também fez emergir um tipo diferente de sociedade cuja razão de ser é a produção em massa de 
mercadorias. Essa revolução não foi somente industrial. Assinale a alternativa correta a respeito do tema 
A) Um mundo sem máquinas foi transformado pelo surgimento delas e pela sequência das inovações 
técnicas, das invenções e dos empreendedores da Revolução Industrial. 
B) Muitas das inovações tecnológicas já eram conhecidas antes de 1760 e sua ampla incorporação na 
produção teve relação direta com a explosão da demanda do comércio colonial combinada com a escassez 
de mão de obra e mecanização de outros processos produtivos. 
C) O aumento da demanda por produtos no século XVIII levou exclusivamente e necessariamente à adoção 
da mecanização da produção e à organização do trabalho em fábricas. 
D) O aumento da produção sempre foi dependente da inovação tecnológica, ou seja, do uso de máquinas na 
indústria, o que explica porque formas tradicionais de produção foram se extinguindo quando o custo da 
força de trabalho era baixo. 
E) As máquinas são uma variável imprescindível daquilo que se convencionou chamar de Revolução Industrial 
e seu surgimento foi suficiente para produzir o fenômeno. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Existiam máquinas antes da Revolução Industrial, como o tear manual. O 
que ocorreu foi uma inovação e aprimoramento desses equipamentos. 
- A alternativa B é a resposta. Antes da Revolução industrial máquinas foram introduzidas na produção, o 
que ocorreu com seu advento foi um processo crescente de mecanização. Contudo, a Revolução foi 
sustentada pela mão de obra barata ou escravizada. Por exemplo, a indústria têxtil foi lançada pelo empuxo 
do comércio colonial ao qual estava ligada. 
- A alternativa C está incorreta. Foi a Revolução Industrial que produziu a demanda, fez emergir uma 
sociedade produtora de mercadorias em massa. 
- A alternativa D está incorreta. O aumento da produção nem sempre foi dependente da inovação 
tecnológica, o caso da indústria têxtil e sua relação com a produção do algodão nas colônias por meio do 
trabalho escravizado é exemplar nesse sentido. 
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- A alternativa E está incorreta. A Revolução não teria sido possível sem as Revoluções Inglesas, os 
cercamentos, as colônias e o trabalho escravizado. 
Gabarito: B 
 
25. (CESPE - SEDUC-PA - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2006) 
Tomemos o exemplo da industrialização da Grã-Bretanha, digamos, por volta de 1780 a 1870. De fato, todo 
historiador tratará a Revolução Industrial, provavelmente sem discussão, como uma realização grande e 
progressista. Ele também descreverá a expulsão dos camponeses da terra, o arrebanhamento de 
trabalhadores em fábricas insalubres e residências anti-higiênicas, a exploração do trabalho infantil. Mas 
presumirá, mais uma vez sem reconhecê-lo, que, seja como for, as medidas de coerção e exploração nos 
primeiros estágios fora uma parte inevitável do preço da industrialização. 
E. H. Carr. Que é história? São Paulo: Paz e Terra, 1985, p. 69 (com adaptações). 
Tomando como referência inicial esse texto, assinale a opção correta. 
A) A Revolução Industrial, de matriz inglesa, circunscreveu-se apenas ao espaço britânico, pelo menos entre 
os séculos XVIII e XIX. 
B) Embora as relações econômicas internacionais tenham favorecido, no século XIX, o desenvolvimento das 
idéias liberais, o socialismo já triunfara como política de Estado naquele século. 
C) As formas de trabalho infantil, bastante coibidas na origem do industrialismo inglês, generalizaram-se no 
capitalismo avançado. 
D) As formas de coerção, embora tenham sido superadas no capitalismo global atual em algumas regiões e 
áreas de produção, ainda são características do processo industrial contemporâneo. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O processo industrial expandiu-se pela Europa no século XIX. 
- A alternativa B está incorreta. Nenhum Estado tinha o socialismo como principal corrente ideológica no 
século XIX, predominava o liberalismo. 
- A alternativa C está incorreta. Pelo contrário, na origem do industrialismo inglês generalizaram-se as 
formas de trabalho infantil, que, por sua vez, foram bastante coibidas no capitalismo avançado. 
- A alternativa D é a resposta. Não podemos esquecer como a Revolução Industrial estava ligada ao trabalho 
escravizado nas colônias e no trabalho mal remunerado dos operários nas cidades. Essas formas de 
exploração, infelizmente, ainda existem atualmente: como o trabalho análogo à escravidão ou a exploração 
da mão de obra imigrante. 
Gabarito: D 
 
26. (CESGRANRIO – PREF. DE SALVADOR/BA - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2010) 
A Revolução Industrial do século XVIII modificou a vida das sociedades humanas e levou à vitória o sistema 
de produção capitalista, com base no progresso técnico contínuo, na mobilização de capitais para o lucro, na 
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90 
polarização entre a burguesia (dona dos meios de produção) e o nascente proletariado (vendedor de força 
de trabalho), entre outros. 
A origem dessa transformação deu-se na Inglaterra, primeiro país a reunir as precondições necessárias para 
pôr em andamento um movimento de tal magnitude. Esse pioneirismo inglês foi possíveldevido à 
A) disponibilidade de capitais para aquisição, no exterior, do ferro e do carvão, matérias-primas essenciais 
da chamada 1a Revolução Industrial. 
B) abundância de algodão nos campos ingleses, o que permitiu o incremento da indústria têxtil britânica. 
C) disponibilidade de mão de obra, que fez retornar à Inglaterra milhares de colonos ingleses, após a 
Independência dos Estados Unidos (1776). 
D) Revolução Gloriosa (1688), que instituiu no país a monarquia parlamentar em que o Parlamento tinha 
forte participação da burguesia, classe diretamente interessada na industrialização. 
E) ação da Igreja Anglicana que, desde suas origens, era o braço inglês do Calvinismo e, por isso, tinha como 
fundamento básico o princípio da acumulação de capitais. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A utilização do ferro e do carvão foram decorrências da Revolução Industrial 
e não seus elementos a priori. 
- A alternativa B está incorreta. A abundância de algodão nas colônias estimulou a indústria têxtil, mas não 
foi um fator pioneiro. 
- A alternativa C está incorreta. A mão de obra utilizada na Revolução Industrial tinha como centro o êxodo 
rural devido aos cercamentos e no caso do algodão para a indústria têxtil: a mão de obra escravizada. 
- A alternativa D é a resposta. As revoluções inglesas marcaram a ascensão da burguesia na Inglaterra. O 
poder da monarquia foi substituído por um parlamento aberto ao comércio, aos projetos burgueses e que 
promoveu a expropriação de terras da monarquia e dos seus defensores. 
- A alternativa E está incorreta. A Igreja Anglicana e o Calvinismo são duas correntes diferentes da Reforma 
Protestante. 
Gabarito: D 
 
27. (PREFEITURA DE RIO DE JANEIRO/RJ - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2012) 
“A Revolução Industrial teve início na segunda metade do século XVIII na Inglaterra. Esta Revolução 
completou a transição do Feudalismo para o Capitalismo, pois significou o momento final do processo de 
expropriação dos produtores diretos. O Modo de Produção Capitalista pode ser caracterizado pela 
introdução da maquinomanufatura e pelas relações sociais de produção assalariadas.” 
[MARQUES, Adhemar, et alii. História Contemporânea através de textos. Col. Textos de Documentos, v.5, São Paulo: Contexto, 
2001 p.27] 
Segundo a concepção que fundamenta o texto, a consolidação dessas relações sociais de produção foi 
determinada pelo seguinte fato histórico: 
A) separação entre capital e trabalho 
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B) divisão social do trabalho entre homens e mulheres 
C) desaparecimento da propriedade coletiva 
D) criação dos sindicatos dos trabalhadores urbanos 
Comentários 
Questão que demanda intepretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. Como está dito acima no excerto, a Revolução Industrial significou o momento 
final do processo de expropriação dos produtores diretos. Isto é, não são os trabalhadores que gozam do 
produto que é resultado da sua força de trabalho, mas o industrial. Ou seja, ocorre uma divisão entre donos 
dos modos de produção (capital) e donos da força de trabalho (trabalho). 
- A alternativa B está incorreta. Não ocorre uma divisão do trabalho em relação ao gênero, as mulheres 
também trabalhavam nas fábricas, mas recebiam menos. 
- A alternativa C está incorreta. O texto não fala em propriedade coletiva, mas nas relações sociais de 
produção assalariadas. 
- A alternativa D está incorreta. O texto não fala da criação de sindicatos, mas da divisão entre donos dos 
meios de produção e donos da força de trabalho introduzida pela Revolução Industrial. 
Gabarito: A 
 
28. (SELECON - PREFEITURA DE CUIABÁ - MT – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Texto I: “Coketown era uma cidade de tijolos vermelhos, ou melhor, de tijolos que seriam vermelhos se a 
fumaça e as cinzas permitissem, cidade de máquinas e de altas chaminés. Apresentava muitas ruas largas, 
todas iguais, e muitas ruazinhas ainda mais iguais, cheias de pessoas também muito iguais, pois todas saíam 
e entravam nas mesmas horas, andando com passo igual na mesma calçada, para fazer o mesmo trabalho, 
e para elas cada dia era parecido com o da véspera e com o dia seguinte.” 
CHARLES DICKENS. In: ENDERS, Armelle e outros. História em curso. RJ: FGV, 2008. 
Texto II: “A possibilidade de ocorrência de poluição acidental por eventos não previstos, como 
derramamentos, vazamentos e emanações não controladas, assim como a contaminação ambiental por 
lançamentos industriais de gazes, material particulado, efluentes líquidos e resíduos sólidos, é 
particularmente crítica nas áreas que combinam indústria e baixa prevenção.” 
JURAS, I. da A.G.M. Os impactos da indústria no meio ambiente. Brasília: Consultoria Legislativa, 2015, p. 51. 
Os dois fragmentos de texto descrevem duas realidades, separadas por séculos, dos possíveis impactos 
gerados pelas Revoluções Industriais: o primeiro texto descreve uma das mais importantes cidades 
industriais inglesas impactada pela industrialização, o segundo texto trata dos riscos cada vez maiores dos 
acidentes ambientais. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, 
apresentou ao mundo uma nova forma de fabricar produtos, levando as unidades fabris a demandarem cada 
vez mais recursos naturais para produzir bens de consumo. É fato também que o planeta Terra está passando 
por mudanças ambientais importantes. Pode-se afirmar corretamente acerca dos impactos econômicos, 
sociais e ambientais promovidos pela Revolução Industrial inglesa que o: 
A) sistema capitalista consolidou-se, aumentando a concentração de rendas, que o trabalho artesanal passou 
a predominar e que a poluição nos centros urbanos passou a ganhar destaque 
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92 
B) sistema capitalista afirmou-se como hegemônico, que a questão social ganhou destaque, que o trabalho 
assalariado passou a predominar e que a poluição do ar e dos rios aumentou 
C) mercantilismo consolidou-se, que o trabalho fabril passou a predominar, aumentando a exploração da 
mão de obra, e que só as cidades industriais foram impactadas pela poluição 
D) capitalismo consolidou-se, que as corporações de ofício passaram a predominar nas indústrias e que os 
impactos ambientais ganharam enormes proporções, como as que vivemos hoje 
Comentários 
Questão que demanda interpretação e conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O trabalho artesanal foi substituído pelo trabalho mecanizado nas fábricas. 
- A alternativa B é a resposta. Com a Revolução Industrial e suas sucessivas fases o capitalismo passou a 
reger o globo, criou uma força de trabalho constantemente explorada e um exército de reserva 
constantemente desempregado. Por outro lado, introduziu um modelo extrativista e destruidor da natureza. 
- A alternativa C está incorreta. O mercantilismo foi uma política econômica dos Estados Absolutistas. 
- A alternativa D está incorreta. As corporações de ofício foram substituídas pelos sindicatos. 
Gabarito: B 
 
29. (IBFC - SEC-BA - PEB – HISTÓRIA – 2023) 
A Revolução Industrial a partir do século XVIII consolidou o capitalismo como o sistema econômico que até 
hoje rege os mercados financeiros e as relações entre os países do planeta. Sobre esta revolução, analise as 
afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). 
( ) Mais que o desenvolvimento de tecnologias a vapor, a Revolução Industrialtambém contou com intensa 
exploração do trabalho do proletariado, o que não impediu que esta classe passasse a se organizar em 
representações políticas como os sindicatos. 
( ) O excedente de capital de que dispunha a Inglaterra ajuda a explicar seu pioneirismo e liderança dessa 
Revolução, embora também seja importante considerar a quantidade elevada de reservas de carvão no país, 
fundamentais para fazer girar as máquinas a vapor. 
( ) Embora tenha sido uma revolução na forma de se produzir mercadorias, as relações entre trabalhadores 
e detentores do capital permaneceu a mesma do contexto pré-revolução. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
A) V - V - F 
B) F - V - F 
C) F - F - V 
D) V - F - V 
E) F - F - F 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
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93 
- A afirmativa I é verdadeira. A Revolução Industrial inovou não só na produção tecnológica, mas na 
separação entre capital e trabalho. Com isso, surgiu uma classe operária que tinha que vender sua força de 
trabalho para sobreviver. Eram constantemente explorados. Por isso, para lutar por melhores condições de 
trabalho e melhores salários, fundam movimentos e sindicatos combativos. 
- A afirmativa II é verdadeira. São muitos os fatores que contaram para o pioneirismo inglês, o acúmulo de 
capitais por meio do colonialismo e suas reservas internas de carvão, mas podemos destacar ainda: suas 
revoluções inglesas e os cercamentos. 
- A afirmativa III é falsa. Pelo contrário, a Revolução Industrial promoveu uma separação entre capital e 
trabalho, donos dos meios de produção e donos da força de trabalho. 
Gabarito: A 
 
30. (NUCEPE - PREFEITURA DE TERESINA/PI – PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
[...]. O fim do século XVIII é um dos raros momentos revolucionários da História. Ele configurou a sociedade, 
a política, a economia e o próprio homem da Idade Contemporânea, com a Revolução Francesa e a Revolução 
Industrial. [...]. 
(IGLÉSIAS, Francisco. A Revolução Industrial. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981. Coleção Tudo é História v. 11. p.47). 
A Revolução Industrial foi um acontecimento importante para a humanidade, por ter sido responsável por 
grandes transformações no processo produtivo e nas relações de trabalho. Essas transformações 
A) contribuíram diretamente para o processo de urbanização das cidades modernas, sem afetarem 
significativamente a estrutura produtiva do campo, que se manteve fechada às mudanças de modernização 
das práticas de produção. 
B) ampliaram a exploração humana, gerando conflitos entre trabalhadores e patrões em todo o mundo 
capitalista, que vêm sendo remediados por uma legislação liberal capaz de eliminar os enfretamentos sociais. 
C) estimularam o desenvolvimento do campo, que precisou passar por adaptações para suportar o grande 
contingente de pessoas que migraram para essas regiões, atraídas pelas facilidades de trabalho produzidas 
pela mecanização da lavoura. 
D) permitiram às sociedades humanas tornarem-se capazes de multiplicar a produção e distribuição de 
mercadorias e a oferta de serviços, favorecidos pela acumulação de capitais. 
E) promoveram uma nova configuração das classes sociais, levando em consideração as demandas 
produzidas pelos diferentes setores da sociedade capitalista, contribuindo para a produção de uma 
sociedade igualitária. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. A Revolução Industrial também afetou significativamente a estrutura 
produtiva do campo, com a introdução da mecanização e também com o êxodo rural. 
- A alternativa B está incorreta. As legislações liberais não foram capazes de remediar os enfrentamentos 
entre trabalhadores e patrões. 
- A alternativa C está incorreta. O que ocorreu foi o inverso, um denso êxodo rural que concentrou a força 
de trabalho nas cidades. 
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- A alternativa D é a resposta. A Revolução Industrial, segundo o historiador Hobsbawm, criou a demanda. 
Isso possibilitou um processo de produção em massa. Aspecto positivo para os donos de capital, mas 
negativo na concentração de renda e na desigualdade social. 
- A alternativa E está incorreta. Pelo contrário, a Revolução Industrial e sua consequente consolidação do 
capitalismo aumentaram a desigualdade social. 
Gabarito: D 
 
31. (IBADE - PREFEITURA DE VITÓRIA/ES - PEB III – HISTÓRIA – 2019) 
Segundo a definição de Tocqueville, os franceses: “haviam retido do Antigo Régime a maior parte dos 
sentimentos, dos hábitos e das próprias ideias com o auxílio das quais haviam conduzido a Revolução 
[Francesa] que o destruíra e que, sem o querer, se haviam servido dos seus destroços para construir o edifício 
da nova sociedade”. Passado o período revolucionário, a Revolução Francesa passou a ser reivindicada como 
movimento que teria dado origem ao(à): 
A) Liberalismo político, pela difusão das liberdades individuais e dos direitos humanos; ao Nacionalismo, 
pelas ideias de fraternidade e cidadania; e ao Socialismo, pelos ideais de igualdade social de alguns filósofos 
iluministas. 
B) Liberalismo econômico, pela aplicação de políticas não intervencionistas; ao Positivismo, pela difusão do 
ideal de progresso ordenado; e ao Republicanismo, pelo resgate dos ideais democráticos das antigas 
sociedades gregas. 
C) Socialismo utópico, pela ausência de percepção da luta de classes; ao Totalitarismo, posto em prática no 
Período do Terror; e ao Anarquismo, pelas propostas de sociedades livres de Estados. 
D) Mercantilismo, pela percepção da necessidade de liberdade comercial; ao Parlamentarismo, pela 
instituição de constituições; e ao Jusnaturalismo, pela instituição do Estado de Direito. 
E) Fisiocracia, pelos ideais de não intervenção do Estado na economia; à Democracia moderna, pela crença 
da vontade soberana do povo; e ao Estado Nacional, pelos ideais de participação cidadã ativa na política. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. A Revolução Francesa pode ser lida como um movimento de ascensão da 
burguesia (girondinos) e por isso do liberalismo político. Pela defesa das liberdades negativas (um não fazer 
do Estado) e dos direitos humanos. De outro lado, seu caráter popular e os jacobinos são vistos como gênese 
das correntes políticas socialistas. Para muitos, a divisão contemporânea entre esquerda e direita surge na 
Revolução. Por fim, é também conhecida como símbolo da chamada soberania nacional. 
- A alternativa B está incorreta. O positivismo como filosofia do progresso surge no século XIX. 
- A alternativa C está incorreta. O termo “totalitarismo” foi criado pela filósofa Hannah Arendt para referir-
se ao regime Nazista e o Stalinista. 
- A alternativa D está incorreta. O mercantilismo foi uma política econômica anterior à Revolução Francesa. 
- A alternativa E está incorreta. A fisiocracia foi uma politica econômica que surge em oposição ao 
mercantilismo antes da Revolução Francesa. 
Gabarito: A 
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32. (CESPE/CEBRASPE - SEED-PR - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2021) 
A Revolução Francesa foi um marco histórico que deu origem à história contemporânea e consagrouo 
liberalismo como ideologia predominante. É correto afirmar que a Revolução Francesa 
A) ficou famosa por ideais que, até hoje, restringem-se à França. 
B) acabou com a monarquia absolutista na França. 
C) significou a ascensão dos camponeses ao poder. 
D) foi um processo político pacífico de transição do poder. 
E) foi apoiada, sobretudo, pelo clero católico. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – 
espalharam-se por toda Europa e alcançaram até as colônias. 
- A alternativa B é a resposta. A Revolução Francesa colocou fim ao Antigo Regime na França, foi uma reação 
do Terceiro Estado aos abusos de nobres e da Igreja. 
- A alternativa C está incorreta. Significou a ascensão da burguesia e dos valores liberais. 
- A alternativa D está incorreta. Foi um processo extremamente violento de transição de modos de fazer 
política e organizar a sociedade. 
- A alternativa E está incorreta. Pelo contrário, foi combatida pelo clero. Não podemos esquecer que a Igreja 
fazia parte do Primeiro Estado. 
Gabarito: B 
 
33. (CEPERJ - SEDUC-RJ - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2013) 
A Revolução Francesa é considerada por muitos historiadores como o modelo mais característico de 
revolução burguesa, criando paradigmas e valores que seriam difundidos, pelo menos, por todo o Ocidente. 
Entretanto, a partir de 1830, o movimento em direção às revoluções burguesas sofreu uma inflexão e mudou 
de rumo. As mudanças que caracterizam as transformações que deram origem ao que o historiador Eric 
Hobsbawm denomina “movimentos nacionalistas conscientes” podem ser descritos nos seguintes termos: 
A) Os países da Europa abriram mão definitivamente dos ideais liberais, tanto no campo econômico quanto 
no plano político, e se tornaram francamente intervencionistas e fascistas. 
B) Países europeus adotaram a tese do “liberalismo em um país só” e tenderam a um tipo de liberalismo de 
esquerda, em padrões muito próximos aos dos jacobinismos mais radicais, numa espécie de “ensaio geral” 
para as revoluções socialistas 
C) O movimento geral favorável às revoluções burguesas fragmentou-se na direção de interesses nacionais 
particulares; cada um dos movimentos ressaltava sua preocupação primordial com a própria nação, que 
levaria os povos do mundo à liberdade. 
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D) Os países europeus tenderam a adotar nacionalismos ligados a extremismos políticos de direita e de 
esquerda, com projetos de se expandirem na direção dos outros países, abandonando o ideal liberal e 
trocando tais princípios por uma espécie de bonapartismo de esquerda ou fascista 
E) O movimento geral favorável às revoluções burguesas refluiu na direção do despotismo esclarecido e 
houve um acordo geral, inclusive na França, com as antigas nobrezas e com os aristocratas, como prova a 
transformação de Napoleão em imperador. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Os países da Europa eram predominantemente liberais no século XIX. De 
outro lado, o movimento fascista surge depois da Primeira Guerra Mundial. 
- A alternativa B está incorreta. A assertiva inverte uma frase utilizada por Stálin no século XX para referir-se 
a União Soviética, o “socialismo em um país só”. 
- A alternativa C é a resposta. Forças muito mais poderosas estavam se tornando politicamente conscientes 
na década de 1830, a difusão da alfabetização e das universidades ampliava o alcance desses movimentos. 
O nacionalismo passou a ser o principal sentimento levantado no campo político, era uma forma de construir 
uma Nação independente e soberana e uma maneira de reforçar os laços identitários. 
- A alternativa D está incorreta. O chauvinismo surge no final do século XIX e início do século XX, foi um dos 
fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial. 
- A alternativa E está incorreta. O despotismo esclarecido foi uma prática do século XVIII. 
Gabarito: C 
 
34. (IBADE – SEE/PB - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2017) 
De acordo com Eric Hobsbawm na obra Era das Revoluções, “Se a economia do mundo no século XIX foi 
formada principalmente pela influência da Revolução Industrial britânica, sua política e ideologia foram 
formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa. Embora a crise do Antigo Regime absolutista não 
tenha sido um fenômeno apenas francês. A Revolução Francesa foi, dentre os fenômenos contemporâneos, 
o mais fundamental dessa crise e o que gerou as consequências mais profundas.” (Adaptado) 
Assinale a alternativa que contém uma causa que diferencia a Revolução Francesa dos demais movimentos 
contra o Antigo Regime e que a torna fundamental na História contemporânea. 
A) Foi uma revolução social de massa. Caracterizou-se como uma revolução ecumênica, com a finalidade de 
revolucionar o mundo. 
B) Influenciou a Revolução Gloriosa na Inglaterra e criou condições para a realização da Revolução Industrial. 
C) Seus ideais influenciaram todos os movimentos revolucionários europeus, exceto a Revolução Russa de 
1917. 
D) Foi uma revolução burguesa na qual não se manifestou a luta de classes e isso favoreceu a aceitação de 
sua ideologia na Europa e na América. 
E) As idéias do socialismo utópico, defendidas pela burguesia, forneceram ao movimento um diferencial, um 
novo modelo para substituir o Antigo Regime. 
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Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A é a resposta. A Revolução Francesa ultrapassou os limites territoriais da França, seus ideais 
se difundiram pela Europa e chegaram até as colônias. Foi um movimento que pode ser entendido como 
gênese do pensamento contemporâneo: liberalismo, socialismo, direitos humanos, soberania do povo, 
nacionalismo. 
- A alternativa B está incorreta. A Revolução Gloriosa é anterior à Revolução Francesa, 1688. 
- A alternativa C está incorreta. Os ideais revolucionários, como a soberania popular, também podem ser 
vistos na Revolução Russa de 1917. 
- A alternativa D está incorreta. O termo luta de classes surge da teoria marxista para representar a divisão 
entre capital e trabalho a partir da Revolução Industrial. 
- A alternativa E está incorreta. A burguesia (os girondinos) defendia os ideais liberais. 
Gabarito: A 
 
35. (SEDUC-CE - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2016) 
Leia o texto abaixo. 
A Revolução começou como uma tentativa de recapturar o Estado. Captura essa empreendida pela 
aristocracia e pelos parlaments, e não fosse pelo desprezo à profunda crise socioeconômica que suas 
exigências acarretavam e por ter subestimado a força do Terceiro Poder, a nobreza poderia ter alcançado 
seus objetivos. Mas, a Revolução não foi realizada por um grupo organizado ou por um partido e nem chegou 
a apresentar líderes que conduzissem as massas rumo à revolução. Um grupo foi responsável por dar a 
unidade efetiva ao movimento revolucionário. A “burguesia”. Suas exigências foram norteadoras da famosa 
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. A característica marcante desse documento é ser 
contra a sociedade hierárquica e de privilégios da nobreza, mas não um manifesto a favor de uma sociedade 
democrática e igualitária. O burguês liberal clássico não era democrata, mas sim um devoto do 
constitucionalismo, de um Estado secular, com liberdades civis e garantias para a empresa privada, e de um 
governo de contribuintese proprietários. 
HOBSBAWM, Eric J. A Revolução Francesa. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1996. 
O processo revolucionário francês, que culminou com a queda da monarquia em 1789, apresentou grupos 
com interesses políticos heterogêneos, como os jacobinos e os girondinos. Apontamos como alternativa para 
a melhor caraterização social e política dos girondinos: 
A) Representavam os interesses da monarquia e queriam estabelecer um regime monárquico autoritário na 
França pós-revolucionária. 
B) Formavam um grupo político que representava a alta burguesia e que queria evitar uma participação 
maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. 
C) Representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. 
D) Integravam o clero e defendiam maior participação da Igreja na política francesa. 
E) Estavam ligados aos trabalhadores urbanos e defendiam a criação de uma república federativa, nos 
mesmos moldes da república dos Estados Unidos da América. 
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Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Os girondinos representavam os interesses burgueses e queriam estabelecer 
uma monarquia constitucional. 
- A alternativa B é a resposta. Os girondinos eram defensores dos valores nascentes do liberalismo, adotavam 
posições moderadas, como o constitucionalismo e um Estado secular. Além disso, uma restrição da 
participação popular. 
- A alternativa C está incorreta. Os girondinos representavam a alta burguesia e defendiam uma restrição na 
participação popular. 
- A alternativa D está incorreta. Integravam a burguesia secular e defendiam um Estado Laico. 
- A alternativa E está incorreta. Estavam ligados à alta burguesa e defendiam os valores liberais. 
Gabarito: B 
 
36. (IBFC - SEC-BA - PEB – HISTÓRIA – 2023) 
A respeito da Revolução Francesa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) para 
cada uma delas. 
( ) Ao contrário de muitas das revoluções do século XX, pode-se dizer que a Revolução Francesa não chegou 
a ter “líderes” até o surgimento da figura de Napoleão Bonaparte. 
( ) Embora tenha sido resultado da combinação sistêmica de uma crise que era política, econômica e social 
ao final do século XVIII na França, essa revolução não foi capaz de extinguir a monarquia absolutista do país, 
tampouco seus privilégios. 
( ) A Revolução Francesa foi importante no contexto da universalização dos direitos sociais e das liberdades 
individuais através da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em 1789. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
A) V - V - V 
B) V - F - V 
C) F - V - V 
D) F - V - F 
E) V - F - F 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa I é verdadeira. Segundo o historiador Hobsbawm, a Revolução não foi realizada por um grupo 
organizado ou por um partido e nem chegou a apresentar líderes que conduzissem as massas rumo à 
revolução. 
- A alternativa II é falsa. Pelo contrário, a Revolução Francesa acabou com o Antigo Regime, a captura e 
execução do rei Luís XVI foi um ato simbólico. 
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- A alternativa III é verdadeira. A Revolução Francesa é tida por muitos como gênese dos direitos humanos, 
saem os valores de uma sociedade estratificada e entra a ideia de que os homens são iguais e nascem livres. 
Gabarito: B 
 
37. (INSTITUTO UNIFIL - PREF. DE CUNHA PORÃ/SC - PROFESSOR DE HISTÓRIA - 2020) 
Em relação à independência da América Espanhola é correto afirmar que 
A) a ideologia dos criollos para o movimento de independência foram os pensamentos clássicos somados 
aos ideais absolutistas. 
B) grandes proprietários rurais que eram parte de elite criolla e buscavam maior liberdade econômica foram 
os maiores apoiadores da independência. 
C) os liberais e conservadores tinham interesse em colocar as camadas mais pobres da sociedade no poder. 
D) em dezembro de 1819, Napoleão Bonaparte ocupou a Espanha e entregou o governo do país a seu irmão 
José Bonaparte. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Os criollos eram influenciados pelo iluminismo e não pelos ideais 
absolutistas. 
- A alternativa B é a resposta. As reformas borbônicas introduzidas pela Coroa espanhola tinham promovido 
uma centralização maior nas colônias. Diante desse cenário e temendo revoltas populares, a elite criolla 
defendeu o fim do exclusivo colonial por meio das independências. 
- A alternativa C está incorreta. As revoltas das camadas mais pobres da sociedade eram temidas. Por isso, 
as independências foram realizadas pelas elites coloniais. 
- A alternativa D está incorreta. Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha em 1808. 
Gabarito: B 
 
38. (OMNI - PREFEITURA DE SÃO JOÃO BATISTA /SC - PROFESSOR – 2021) 
Um dos mais jovens e destacados generais da Revolução, Napoleão Bonaparte, era o nome esperado pela 
burguesia para dar ordem à situação política francesa. Em 1799, ao regressar do Egito à França, Napoleão 
encontrou um cenário conspiratório contra o governo do Diretório. Foi neste cenário que ele passou a figurar 
como ditador, inicialmente, dando o golpe de 18 de Brumário (segundo o calendário revolucionário), e depois 
como imperador da França. O Período Napoleônico durou de 1800 a: 
A) 1808. 
B) 1815. 
C) 1822. 
D) Nenhuma das alternativas. 
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100 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Em 1808, Napoleão Bonaparte invadiu a Espanha. 
- A alternativa B é a resposta. O Período Napoleônico durou até 1815 quando o Imperador fugiu da prisão 
na Ilha de Elba e iniciou o chamado “Governo dos Cem Dias”. Com a derrota na Batalha de Waterloo, seu 
poder chegava ao fim. 
- A alternativa C está incorreta. Em 1822, Napoleão já não estava mais no poder. 
- A alternativa D está incorreta. A alternativa B é a reposta correta, a Era Napoleônica durou até 1815. 
Gabarito: B 
 
39. (CRESCER CONSULTORIAS – PREF. DE SÃO DOMINGOS DO AZEITÃO/MA - PROFESSOR DE HISTÓRIA – 
2018) 
Napoleão Bonaparte após conseguir relativa estabilidade na França, criou a mais importante realização 
política de todo esse período. Trata-se da seguinte realização política: 
A) O Ato de Navegação (1651). 
B) O Código Civil Napoleônico. 
C) As Leis dos Iguais. 
D) A Lei Férrea dos Salários. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O Ato de Navegação foi estipulado por Oliver Cromwell na Inglaterra do 
século XVII. 
- A alternativa B é a resposta. O Código Civil Napoleônico entrou em vigor em 1804, estabeleceu a igualdade 
perante a lei, o direito de propriedade, o Estado laico, legalizou o divórcio, dividiu o direito civil em duas 
categorias: propriedade e família. 
- A alternativa C está incorreta. Napoleão não criou nenhuma Lei dos Iguais. 
- A alternativa D está incorreta. A Lei Férrea dos Salários foi proposta pelo economista inglês David Ricardo. 
Gabarito: C 
 
40. (CONSULPAM - PREFEITURA DE VIANA/ES - PEB – HISTÓRIA - 2019) 
Em 1799, um fato histórico importantemudou o rumo da França e ficou conhecido como Golpe do 18 
Brumário, com ele: 
A) Napoleão tomou o poder e passou a governar sozinho. 
B) Foi implantado o Regime de Consulado. 
C) O poder passou para as mãos da população pobre. 
D) Iniciou-se a chamada revolução popular francesa. 
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101 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O Golpe de 18 Brumário promoveu um governo triunvirato, só 
posteriormente Napoleão transformou-se em “Primeiro cônsul”. 
- A alternativa B é a resposta. O Golpe de 18 de Brumário depôs o Diretório e instaurou o Consulado, neste 
sistema estava previsto uma divisão do poder entre três cônsules. 
- A alternativa C está incorreta. Pelo contrário, o poder passou para as mãos da elite militar e econômica. 
- A alternativa D está incorreta. Iniciou-se o período Napoleônico na França. 
Gabarito: B 
 
41. (FEPESE – UFFS/SC – 2010) 
Com relação ao caráter peculiar da luta pela independência no México, a partir de 1810, é correto afirmar: 
A) Foi um movimento liderado pelos clérigos. 
B) Foi uma iniciativa de setores populares rurais. 
C) Havia a intenção de se instalar uma monarquia constitucional. 
D) As lideranças indígenas recusaram-se a participar da luta. 
E) Declarava-se a intenção de manter a escravidão dos negros. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. Essa alternativa pode dar motivos para anulação da questão já que Hidalgo 
e Morelos foram dois clérigos que se colocaram na frente no processo de luta pela independência do México. 
Nessa perspectiva, a alternativa é correta. 
- A alternativa B é a resposta. O Grito de Dolores, em 1810, por Miguel Hidalgo é dado como pontapé inicial 
da independência. Esse movimento era composto pela população de baixa e média classe, um contingente 
profundamente mestiço e indígena. Nesse sentido, a alternativa também está correta. 
- A alternativa C está incorreta. Havia a intenção de se instalar uma República. 
- A alternativa D está incorreta. Pelo contrário, a presença de indígenas e suas lideranças eram majoritárias. 
- A alternativa E está incorreta. Não defendiam a escravidão. 
Gabarito: B 
 
42. (UPENET/IAUPE – PREF. DE SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE - PE - PROFESSOR– HISTÓRIA – 2023) 
O México é um país formado a partir de um complexo e difícil processo de independência de um vice-reinado 
do Império espanhol nas primeiras décadas do século XIX; um processo que colocou as elites coloniais contra 
as populações indígenas e mestiças desse vice-reinado tanto quanto contra os espanhóis. Assinale abaixo a 
alternativa que nomeia o vice-reinado espanhol colonial que deu origem, após a independência em 1821, ao 
México independente. 
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IDADE CONTEMPORÂNEA I 
102 
A) O Vice-reinado do Prata 
B) O Vice-reinado da Nova Espanha 
C) O Vice-reinado de Nova Granada 
D) O Vice-reinado do Peru 
E) O Vice-reinado do Caribe 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa A está incorreta. O Vice-reinado do Prata correspondia aos atuais Uruguai, Paraguai e a 
Argentina. 
- A alternativa B é a resposta. O Vice-reinado da Nova Espanha correspondia aos atuais México, parte dos 
Estados Unidos e a Costa Rica. 
- A alternativa C está incorreta. O Vice-reinado de Nova Granada correspondia aos atuais Panamá, Colômbia, 
Equador, e Venezuela. 
- A alternativa D está incorreta. O Vice-reinado do Peru correspondia aos atuais Peru, Chile e Bolívia. 
- A alternativa E está incorreta. Não existia um Vice-reinado do Caribe. 
Gabarito: B 
 
43. (CETREDE - PREFEITURA DE GUAIÚBA/CE - PROFESSOR– HISTÓRIA – 2023) 
As guerras de independência dos países colonizados pela Espanha levaram à ascensão generais que ficaram 
famosos. Observe o nome de alguns deles a seguir na coluna A e relacione com os nomes atuais dos países 
no quais lutaram, coluna B. 
COLUNA A COLUNA B 
I. José de San Martín. ( ) Chile. 
II. Simón Bolívar. ( ) Equador. 
III. Artigas. ( ) Argentina. 
 ( ) Uruguai. 
 ( ) Colômbia. 
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
A) I – I – III – III – II. 
B) I – II – I – III – II. 
C) I – III – I – III – II. 
D) I – III – I – I – II. 
E) I – II – III – III – II. 
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IDADE CONTEMPORÂNEA I 
103 
Comentários 
José de San Martín foi um general líder das independências da Argentina em 1816, do Chile em 1818 e do 
Peru em 1821. 
Simón Bolívar pertencia à aristocracia criolla e foi o líder militar das independências do Equador e da 
Colômbia. 
José Artigas é reconhecido como um herói na Província do Rio da Prata, líder da resistência popular na 
chamada Banda Oriental em 1810. É considerado o precursor da independência do Uruguai. 
Gabarito: B 
 
44. (AMAUC - PREFEITURA DE CONCÓRDIA /SC - PROFESSOR – HISTÓRIA – 2019) 
Independência da América Espanhola. 
Processo de emancipação das colônias espanholas no continente americano durante as primeiras décadas 
do século XIX. Resulta das transformações nas relações entre metrópole e colônia e da difusão das ideias 
liberais trazidas pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA. Recebe influência também das 
mudanças na relação de poder na Europa em consequência das guerras napoleônicas. 
I - San Martín organiza também no Chile a luta contra a Espanha, com o auxílio do líder chileno Bernardo 
O”Higgins. 
II - No norte da América do Sul, Simón Bolívar atua nas lutas pela libertação da Venezuela (1819), da Colômbia 
(1819), do Equador (1822) e da Bolívia (1825). 
III - Em 1822, os dois líderes, Bolívar e San Martín, reúnem-se na cidade de Guayaquil, no Equador, para 
discutir o futuro da América hispânica. 
IV - Bolívar defende a unidade das ex-colônias e a formação de uma federação de repúblicas. San Martín é 
partidário de governos formados por príncipes europeus. 
V - A tese de Bolívar volta a ser discutida no Congresso do Panamá, em 1826, é votada e aceita. 
VI - Em toda a América hispânica não há participação popular nas lutas pela independência, mas a elite criolla 
se mantém hegemônica. 
A) São corretas as alternativas: I, II, III e IV. 
B) São corretas as alternativas: I, II, IV e VI. 
C) São corretas as alternativas: II, III, V e VI. 
D) São corretas as alternativas: I, III, V e VI. 
E) São corretas as alternativas: I, II, III, e V. 
Comentários 
Questão que demanda conhecimentos sobre a Idade Contemporânea. Vejamos: 
- A alternativa I está correta. San Martín liderou o chamado Exército dos Andes, que atravessou a Cordilheira 
dos Andes e derrotou as forças realistas espanholas. 
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104 
- A alternativa II está correta. Simón Bolívar é um dos mais conhecidos líderes que atuaram nas 
independências do século XIX. Auxiliou nos processos de independência da Venezuela, Colômbia, Peru e 
Bolívia. Essa última recebeu esse nome em sua homenagem. 
- A alternativa III está correta. Na Conferência de Guayaquil os dois líderes discutiram, por exemplo, a melhor 
estratégiaa isenção do serviço militar e o direito de ser julgado em tribunais próprios. Sua 
riqueza derivava principalmente da cobrança do dízimo e de taxas sobre cerimônias de batismo, casamento 
e sepultamento. O clero se subdividia em dois grupos: 
• Alto Clero: composto por cardeais, bispos, arcebispos e abades que geralmente possuíam origem 
nobre; 
• Baixo Clero: padres, frades e monges de origem pobre. 
 
Segundo Estado 
Composto por 400 mil pessoas, era formado pelos membros da nobreza que eram isentos de 
impostos. Sua principal função era "defender a nação", por isso eram os únicos a portarem espada. 
Podemos dividir a nobreza em três grupos: 
• nobreza cortesã: composta pela Família Real e por outros nobres que viviam em torno do rei no 
Palácio de Versalhes, onde recebiam pensões do Estado. 
• nobreza provincial: formada por nobres que viviam no interior da França, a partir da exploração do 
trabalho de camponeses que lavravam em suas terras. Muitos tributos e obrigações impostos em 
suas propriedades representavam heranças do feudalismo. 
• nobreza de toga: formada por burgueses que compraram títulos de nobreza e cargos políticos e 
administrativos. 
 
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11 
Terceiro Estado 
Constituído pelo restante da população (98%), o Terceiro Estado reunia grupos sociais que juntos 
representavam mais de 24 milhões de pessoas. Vejamos alguns deles: 
• Camponeses: trabalhadores rurais que representavam cerca de 80% da população total do país. 
Muitos deles encontravam-se presos às terras da nobreza fundiária por diversos tributos e obrigações 
feudais. 
• Sans-culottes: forma como eram denominados os aprendizes de ofícios, assalariados, 
desempregados e trabalhadores urbanos pobres em geral. O apelido derivava do fato dos homens 
pobres usarem calças largas e sem culotes, trajes distintos daqueles portados pela nobreza. 
• Pequena burguesia: segmento composto por pequenos comerciantes e artesãos; 
• Média burguesia: grupo composto por médicos, advogados, professores e outros profissionais 
liberais. 
• Alta burguesia: composta por banqueiros, grandes comerciantes e empresários. 
 
 
Figura 2 - Representação de um sans-culotte, século XVIII. 
 
Crise econômica 
Ao final do século XVIII, a França foi assolada por uma grave crise econômica, da qual é possível destacar 
três motivadores: 
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12 
• Problemas climáticos: diante de inundações e secas que atrapalharam as colheitas na década de 
1780, a oferta de alimentos diminuiu, o que fez o preço dos itens básicos aumentar. Com isso, boa 
parte da população enfrentou a miséria e a fome. 
• Acordos comerciais desvantajosos: em 1786, a França assinou com a Inglaterra um acordo comercial 
que diminuiu as taxas alfandegárias dos produtos britânicos. Como a produção da incipiente indústria 
francesa não tinha condições para competir com os itens industrializados ingleses, muitas fábricas 
foram fechadas, o que gerou o aumento do desemprego e miséria nas cidades. 
• Gastos exorbitantes com as guerras: o envolvimento do país na Guerra dos Sete Anos (1756-1763) e 
na Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775-1763) consumiu enormes reservas do Estado 
francês. 
 
 
 
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13 
2.2 – Assembleia dos Estados Gerais (1789) 
Para contornar o enorme déficit nas contas públicas, o rei Luís XVI nomeou o banqueiro Jacques 
Necker como ministro das Finanças, em 1789. Em seguida, convocou a Assembleia dos Estados Gerais, órgão 
consultivo formado por representantes dos três estados e que não se reunia desde 1614. 
Necker conseguiu duplicar o número de representantes do Terceiro Estado na Assembleia, mas 
sofreu a oposição do clero e da burguesia quando propôs ao rei que apoiasse o projeto de reformas da 
burguesia. Naquele momento, enquanto o clero e a nobreza se mobilizavam para conservar os seus 
privilégios e aumentarem os impostos dos Terceiro Estado, este lutava pela abolição dos privilégios, por mais 
participação nas decisões políticas e por igualdade de tratamento. 
 
 
 
Em maio de 1789, o rei decidiu manter o sistema tradicional de votação, no qual cada estado tinha 
direito a um voto, independente do número de representantes. Desse modo, clero e nobreza conseguiriam 
se unir contra o Terceiro Estado e barrar reformas que contrariassem os seus privilégios. 
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14 
 
Figura 3 - Representação da Assembleia dos Estados Gerais, por Isidore-Stanislaus Helman e Charles Monnet , 1789. 
 
A conservação do sistema tradicional feriu os interesses dos representantes do Terceiro Estado, que 
exigiram um sistema de contagem que concedesse o direito de voto para cada representante. 
Revoltados, os membros do Terceiro Estado se transferiram para um salão de jogos do palácio de 
Versalhes, onde mais adiante proclamaram-se em Assembleia Nacional Constituinte para redigir uma 
Constituição que limitaria os poderes do rei. O episódio ficou conhecido como Juramento do Jogo da Pela, 
pois os deputados do Terceiro Estado prometeram permanecerem unidos até que uma Constituição fosse 
aprovada. 
Diante da pressão do Terceiro Estado, Luís XVI não viu alternativa senão aceitar a Assembleia 
Nacional, recomendando que os representantes do clero e da nobreza se juntassem a ela. 
 
 
 
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15 
As fases da Revolução Francesa 
A Revolução Francesa pode ser dividida entre as seguintes fases: 
 
FASES DA REVOLUÇÃO 
FRANCESA 
CARACTERÍSTICAS 
Assembleia Nacional 
Constituinte (1789-1791) 
• Grande Medo 
• Tomada da Bastilha 
• Fim do feudalismo e dos privilégios do clero e da nobreza. 
• Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão: igualdade 
jurídica, liberdade de pensamento etc. 
Monarquia Constitucional 
(1791-1792) 
• Limitação dos poderes do rei 
Convenção Nacional (1792-
1794) 
• Predomínio dos jacobinos: 
• Introdução do sufrágio universal masculino 
• Lei do Máximo: tabelamento de preços de gêneros de primeira 
necessidade. 
• Criação de um novo calendário, unificação do sistema de pesos 
e medidas e criação do sistema métrico decimal. 
• Abolição da escravidão nas colônias e instituição do ensino 
público, laico e gratuito. 
• Terror: perseguição empreendida pelos jacobinos contra os 
adversários. 
• Reação Termidoriana: derrota de Robespierre e dos jacobinos. 
Diretório (1794-1799) • Retorno do voto censitário e predomínio da alta burguesia. 
• Terror branco: perseguição aos jacobinos. 
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16 
• Conspiração dos Iguais: defesa do fim da propriedade privada e 
da igualdade. 
• Golpe do 18 de Brumário: fim da Revolução e ascensão de 
Napoleão Bonaparte.para conseguir a independência do Vice-Reino do Peru. 
- A alternativa IV está correta. San Martín acreditava que o melhor era que as ex-colônias se tornassem 
monarquias. Já Bolívar, por sua vez, defendia que as ex-colônias deviam formar uma única república 
federativa, a Grã-Colômbia. 
- A alternativa V está incorreta. A tese de Bolívar, união federativa da América, voltou a ser discutida no 
Congresso do Panamá, em 1826, e foi recusada. 
- A alternativa VI está incorreta. A independência do México, por exemplo, foi marcada por intensa 
participação popular mestiça e indígena. 
Gabarito: A 
 
45. (FURB - PREFEITURA DE GUABIRUBA/SC - PROFESSOR– HISTÓRIA – 2019) 
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os países latino-americanos com seu 
processo de luta pela independência no século XIX: 
PRIMEIRA COLUNA: 
PAÍSES 
SEGUNDA COLUNA: PRINCIPAIS CARACATERÍSTICAS 
1- Paraguai ( ) Primeira nação latino-americana a conquistar a 
independência e também impor o fim da escravidão, 
tornando-se inspiração para outras regiões. 
2- Haiti ( ) As tensões políticas acerca de delimitações territoriais com 
Portugal e Buenos Aires contribuíram para o movimento de 
independência. 
3- Venezuela ( ) Território de nascimento do líder revolucionário latino-
americano Simón Bolívar, estabeleceu os princípios da nova 
nação republicana por meio da Ata da Declaração da 
Independência. 
Assinale a alternativa apresenta a correta associação entre as colunas: 
A) 3 – 2 – 1. 
B) 1 – 2 – 3. 
C) 1 – 3 – 2. 
D) 2 – 1 – 3. 
E) 2 – 3 – 1. 
Comentários 
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105 
- O país 1 da primeira coluna se associa ao item 2 da segunda coluna. A independência do Paraguai foi 
instaurada em 1811, seu processo se apartou das outras independências na América do Sul. Resultou da 
dissolução do Vice-Rei do Rio da Prata com a invasão napoleônica a Espanha e, de outro lado, os avanços 
militares da Argentina. 
- O país 2 da primeira coluna se associa ao item 1 da segunda coluna. A independência do Haiti foi 
decorrência da Revolução instaurada pelos escravizados e liderada por Toussaint Louverture. Ela aboliu a 
escravidão em 1794 e a emancipação nacional foi realizada em 1804. 
- O país 3 da primeira coluna se associa ao item 3 da segunda coluna. Simón Bolívar liderou e declarou a 
independência da Venezuela após a chamada Batalha de Carabobo (1821). A Ata da Declaração da 
Independência colocava fim e instaurava uma República que abolia a censura e promovia a liberdade de 
expressão. 
Gabarito: D 
 
 
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39471799600 - Naldira Luiza Vieria2.3 – Assembleia Nacional Constituinte (1789-1791) 
No dia 12 de julho de 1789, o rei Luís XVI demitiu o ministro reformista Jacques Necker, ao mesmo 
tempo em que convocou um exército para dissolver a Assembleia Constituinte. Suas manobras geraram 
revolta em parte da população, que no dia 14 de julho tomou a fortaleza da Bastilha, onde o governo 
trancafiava e torturava seus adversários. 
Embora estivesse praticamente desativada naquela ocasião, a fortaleza era encarada como um 
símbolo da opressão do governo absolutista. Com isso, muitos historiadores consideram a sua tomada como 
o um marco inaugural da Revolução Francesa. 
 
 
Figura 4 - Pintura de Jean Pierre Louis Laurent Houel. 
 
A mobilização revolucionária também atingiu o campo, onde camponeses saquearam castelos e 
assassinaram os seus proprietários, o que gerou pânico entre os membros da nobreza. Conhecida como 
Grande Medo, a reação dos trabalhadores rurais fez com que a Assembleia Constituinte decretasse o fim do 
regime feudal e dos privilégios tributários mantidos pelo clero e a nobreza. 
 
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17 
2.4 – Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão (1789) 
Influenciada pelas ideias iluministas, a Assembleia proclamou a Declaração de Direitos do Homem e 
do Cidadão, que estabelecia: 
• o respeito à dignidade das pessoas; 
• a igualdade dos cidadãos perante a lei (igualdade jurídica); 
• o direito à liberdade de pensamento e de expressão; 
• o direito à propriedade privada; 
• o direito à resistência diante da opressão política. 
No documento, verifica-se a substituição da ideia de súdito, que deveria obedecer irrestritamente o 
monarca absolutista, pela ideia de cidadão, dotado de direitos civis e que poderia participar da vida pública 
nacional. 
A recusa de Luís XVI em reconhecer a Declaração de Direitos fez com que populares invadissem o palácio 
de Versalhes, obrigando o rei a se transferir para Paris. 
 
 
Figura 5 - Detalhe da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão. 
 
2.5 – Constituição Civil do Clero (1790) 
Em 1790 foi aprovada a Constituição Civil do Clero, que confiscou bens da Igreja e considerou os 
membros da instituição como funcionários do Estado. Aqueles que aceitaram as novas medidas e juraram 
fidelidade à Revolução ficaram conhecidos como o clero juramentado, enquanto aqueles que contestaram, 
chamados de clero refratário, partiram para o exílio ou insuflaram reações contrarrevolucionárias no campo. 
 
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2.6 – Monarquia Constitucional (1791-1792) 
2.6.1 – Constituição de 1791 
Em setembro de 1791, a Assembleia Constituinte aprovou a primeira Constituição da França, que 
apresentava as seguintes características: 
• limitação dos poderes do rei, a partir da introdução de uma monarquia constitucional no país; 
• confirmação da perda dos privilégios do clero e da nobreza; 
• introdução do sufrágio censitário, o que dividiu os cidadãos em ativos (que possuíam renda 
suficiente para votarem e serem votados) e passivos (não-votantes). Ademais, mulheres e não 
brancos não eram considerados cidadãos. 
• proibição das greves e dos sindicatos. 
A limitação dos poderes de Luís XVI contribuiu para que o monarca conspirasse com os monarcas 
absolutos da Áustria e da Prússia, que invadiram a França em sua defesa. Com isso, o rei e seus familiares 
foram presos pelos revolucionários, ao mesmo tempo em que o exército francês venceu os estrangeiros na 
Batalha de Valmy, em 1792. 
 
Sans-culottes e a Revolução 
Desde a queda da Bastilha até o enfrentamento das potências invasoras, os trabalhadores urbanos 
mostraram-se mobilizados em defesa da Revolução. Eram pejorativamente chamados de sans-culottes, em 
razão de vestirem calças (geralmente listradas), enquanto burguesias e aristocratas trajavam calções até o 
joelho e meias. 
Os sans-culottes geralmente usavam na cabeça um de gorro na cor vermelha, conhecido como 
barrete frígio. O adorno se tornou símbolo da Revolução e da República, não somente na França, mas em 
diversos países. 
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19 
 
 
Figura 6 - Representação de um sans-culotte com o barrete vermelho. 
 
Os sans-culottes são uma das principais forças que pressionam para que a Revolução prosseguisse 
com novas transformações. Eles se mostram dispostos a apoiar o grupo político que colocasse em pauta a 
questão social, se comprometendo a combater o cenário de miséria no qual eles se encontravam. Também 
são defensores da democracia, que buscam participar diretamente. 
 
 
 
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(CESPE/CEBRASPE - SME DO RECIFE/PE - PROFESSOR II - HISTÓRIA – 2023) 
Acerca das características do período conhecido como modernidade, julgue o item a seguir. 
Os setores da sociedade que influenciaram a Revolução Francesa reivindicavam, por 
exemplo, mais poder para a burguesia bem como o fim de encargos e mudanças na 
estrutura agrária. 
Comentários 
O sistema absolutista e seu modo centralizador limitavam a atuação dos chamados 
burgueses, eles também exigiam liberdade. Além disso, era ela que como terceiro estado, 
em parte, arcava com os gastos da corte e das sinecuras. Nesse sentido, a burguesia voltou-
se contra a nobreza e o clero. Os membros eram escalonados entre a alta burguesia 
(banqueiros), camada média (profissionais liberais) e pequenos burgueses (comerciantes e 
artesãos). Apesar das diferenças todos eram ligados ao espaço das cidades, opunham-se, 
em grande medida, ao poder oligárquico da nobreza. 
Gabarito: CERTO 
 
2.7 – Convenção Nacional (1792-1794) 
A prisão de Luís XVI foi seguida pela proclamação da República na França, com a nova Assembleia 
sendo batizada de Convenção. Foi implementado o sufrágio universal masculino, ou seja, todos os homens 
adultos passaram a dispor do direito de voto, independente de sua renda. 
 
 
Principais grupos revolucionários 
Neste período, os deputados da Convenção se dividiam em quatro grandes grupos políticos: 
 
GRUPOS POLÍTICOS 
REVOLUCIONÁRIOS 
DESCRIÇÃO 
Girondinos • Representantes da alta burguesia 
• Defendiam o voto censitário, a propriedade privada e a 
exclusão dos populares da política; 
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21 
Jacobinos • Liderados por Maximilien de Robespierre, eram 
representantes da pequena e média burguesia 
• Defendiam um governo forte, o voto universal e a 
participação popular na política. 
Cordeliers • Liderados por Marat e Danton 
• Defendiam o fim da propriedade privada e a reforma 
agrária. 
Planície • Ora apoiavam os jacobinos, ora apoiavam os girondinos. 
 
 
 
Quando o rei foi levado à julgamento na Convenção, os girondinos propuseram uma solução 
conciliatória, enquanto os jacobinos defenderam a sua execução. Quando foram descobertos documentos 
que provavam que Luís XVI instigou as invasões estrangeiras, a maioria dos deputados considerou o monarca 
um traidor. Em janeirode 1793, ele foi guilhotinado diante de uma multidão de 20 mil pessoas. 
 
 
Os girondinos se sentavam à direita da Assembleia; enquanto os jacobinos e cordeliers se sentavam 
nos bancos mais altos e à esquerda, o que os tornou conhecidos como "montanheses". Os deputados que 
oscilavam entre os demais grupos ocupavam a parte central e inferior da Assembleia, o que os tornou 
conhecidos como Planície. 
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IDADE CONTEMPORÂNEA I 
22 
A divisão entre esquerda e direita criada pelos grupos revolucionários foi assimilada pelo vocabulário 
político de diversos países, sendo utilizada ainda hoje para diferenciar as ideias e projetos dos grupos que 
disputam pelo poder. A principal diferenciação que podemos traçar entre a esquerda e a direita na maioria 
das épocas e países é o tratamento dado à questão da igualdade-desigualdade. Enquanto as direitas tendem 
a considerar a desigualdade algo inerente à condição humana, as esquerdas acreditam que os homens são 
mais iguais que desiguais entre si, por isso as diferenças entre eles devem ser amenizadas – ou, em alguns 
casos, eliminadas. 
 
Novos conflitos 
Apesar das vitórias iniciais contra os inimigos, os exércitos franceses acumularam derrotas em 1792, 
quando a Inglaterra, a Holanda e a Espanha se uniram à Áustria e à Prússia. No mesmo momento, eclodiu 
uma revolta de camponeses na Vendeia, região oeste do país. O movimento foi instigado por aristocratas, 
a partir de boatos de que o governo republicano adotaria o recrutamento obrigatório. 
Em junho de 1793, os radicais da Montanha se mobilizaram em Paris para prender os deputados 
girondinos da Convenção, golpe de Estado que contou com o apoio dos sans-culottes. A partir daí, os radicais 
conduziram a continuidade do processo revolucionário. 
 
2.8 – O governo jacobino e o Terror 
No momento em que assumiram o controle do poder, Robespierre e os jacobinos tinham três forças 
inimigas: 
• as forças estrangeiras, que ameaçavam a continuidade da Revolução nas fronteiras; 
• a guerra civil na Vendeia, tendo à frente camponeses e contrarrevolucionários da elite; 
• os girondinos, que iniciaram revoltas nas províncias em que eram mais expressivos. 
Para contornar a crise, os dirigentes do Partido da Montanha criaram o Comitê de Salvação Pública, 
um órgão executivo que tinha à frente Maximilien de Robespierre, conhecido como “o Incorruptível”. O 
novo governo tratou de atender as demandas dos sans-culottes com a criação da Lei do Máximo, que tabelou 
preços dos gêneros alimentícios. A ideia era controlar a inflação que assolava os mais pobres. 
 
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Figura 7 - Maximilien de Robespierre, conhecido como “o Incorruptível”. 
 
Com amplo apoio do grupo dos sans-culottes em Paris, a burguesia montanhesa criou o Tribunal 
Revolucionário, responsável por julgar e condenar os suspeitos de conspirar contra a República e a 
Revolução, sobretudo antigos aristocratas, membros do clero e girondinos. 
A partir daí, cerca de 10 mil pessoas foram condenadas à guilhotina, máquina criada alguns anos 
antes para aplicar a pena de morte por meio da decapitação. Na Vendeia, a guerra civil também foi abafada 
após pelo menos 128 mil mortos. O banho de sangue conduzido pelo governo fez com que sua política de 
repressão ficasse conhecida como Terror. 
O período também foi marcado por outros pontos importantes. Vejamos: 
• Abolição da escravidão nas colônias da França; 
• Instituição do ensino leigo, público, gratuito e universal, para todos os sexos, classes e idades. 
• Criação do sistema métrico decimal, influenciados pelo racionalismo legado pelo Iluminismo. 
 
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Novos símbolos republicanos 
Para os revolucionários, não bastou a derrubada da monarquia e da Igreja, mas a eliminação das 
tradições e costumes que remetiam a essas instituições. Para tanto, foi criado o calendário republicano 
(1792), que recomeçou a contagem dos anos a partir da criação da República – assim sendo, o ano de 1792 
tornou-se o Ano I da Revolução. Para “descristianizar” a contagem do tempo, os meses receberam novos 
nomes, em referência às estações do ano e outros elementos da natureza. Vejamos: 
 
NOME DO MÊS SIGNIFICADO CALENDÁRIO GREGORIANO 
VINDEMIÁRIO Colheita da uva. 22 de setembro a 21 de outubro 
BRUMÁRIO Nevoeiro. 22 de outubro a 20 de novembro 
FRIMÁRIO Geadas. 21 de novembro a 20 de dezembro 
NIVOSO Neve. 21 de dezembro a 19 de janeiro 
PLUVIOSO Chuvas. 20 de janeiro a 18 de fevereiro 
VENTOSO Ventos. 19 de fevereiro a 20 de março 
GERMINAL Sementes. 21 de março a 19 de abril 
FLOREAL Flores. 20 de abril a 19 de maio 
PRAIRIAL Pastagens 20 de maio a 18 de junho 
MESSIDOR Colheitas 19 de junho a 18 de julho 
TERMIDOR Calor 19 de julho a 17 de agosto 
FRUTIDOR Frutas 18 de agosto a 20 de setembro. 
 
Durante a fase da Convenção, Igrejas foram fechadas, mas foi mantido um culto ao que se chamou 
de Ser Supremo. Embora muitos defendessem que a religião deveria ser suprimida pelo culto à Razão, 
Robespierre considerava necessária a existência de uma entidade que estimulasse uma postura virtuosa, 
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coerente com a República que buscava organizar. Festas ao Ser Supremo chegaram a ser organizadas pelo 
governo, também com o objetivo de “descristianizar” a sociedade. 
 
2.9 – Mulheres e a Revolução Francesa 
Em outubro de 1789, as mulheres assumiram o protagonismo de um dos momentos mais marcantes 
da Revolução, a Marcha Sobre Versalhes. Para protestar contra a falta de pão, donas de casa munidas de 
facões, lanças, machados e canhões percorreram 20 quilômetros a pé, de Paris até Versalhes, conseguindo 
apoio de milhares de guardas da capital. Diante da pressão, Luís XVI reconheceu a Declaração dos Direitos 
do Homem e do Cidadão. 
 
 
Figura 8 - - Representação da Marcha sobre Versalhes, 1789. Fonte: Wikimedia commons. 
 
As mulheres atuaram ativamente no período, se associando em clubes femininos, se manifestando 
na Assembleia e nas ruas. Para os líderes revolucionários, as mulheres eram idealizadas como “virtuosas”, 
afinal a elas se depositava a tarefa de gerar, amamentar e educar as futuras gerações de patriotas. Contudo, 
algumas mulheres foram mais além ao se demonstrarem assíduas espectadoras das execuções públicas, ou 
mesmo reivindicando direitos, o que as levava a serem consideradas “perigosas” no decorrer da revolução. 
Uma das mais destacadas ativistas do período foi Olympe de Gouges, que adotou o pseudônimo de 
Marie Gouze. Ela é a autora do panfleto Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791), uma resposta 
à Declaração de Direitos em que se reivindicam direitos políticos às mulheres. Ela também defendeu a 
instituição do divórcio e o fim da escravidão, ainda adotada nas colônias francesas. 
 
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Figura 9 - Pintura de Olympe de Gouges, por Alexander Kucharsky.Considerada “desnaturada” e “contrarrevolucionária” devido às críticas dirigidas ao governo 
revolucionário, Olympe de Gouges foi condenada à guilhotina em 1793, ano em que as mulheres foram 
proibidas de frequentar a Assembleia e de se reunirem em locais públicos. Pouco antes de ser executada, 
bradou a seguinte frase: Se a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve ter igualmente o direito de 
subir à tribuna. 
 
2.10 – Reação Termidoriana 
Robespierre e seus partidários tiveram êxito na contenção dos seus inimigos internos, mas também 
se afastaram e condenaram antigos aliados, incluindo líderes dos sans-culottes, o que os isolou no poder. No 
dia 09 do mês Termidor, Robespierre foi impedido de falar na Assembleia e teve sua prisão decretada por 
conspiradores. No dia seguinte, ele foi guilhotinado, juntamente com os poucos apoiadores que ainda lhe 
restava. O episódio ficou conhecido como Reação Termidoriana. 
 
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2.11 – Diretório (1795-1799) 
Após a morte de Robespierre, a alta burguesia girondina retomou o controle do poder, com objetivo 
de encerrar a revolução. Uma nova Constituição foi criada para o país, na qual o poder legislativo era dividido 
por duas assembleias, o Conselho dos Quinhentos e o Conselho dos Anciãos. Já o Executivo, chamado de 
Diretório, era exercido por cinco homens eleitos pelo Legislativo. 
Vejamos as principais medidas do período: 
• reintrodução do voto censitário; 
• restabelecimento da escravidão nas colônias da França; 
• extinção da Lei do Máximo e de qualquer medida estatal que incidisse sobre a economia; 
• perseguição aos montanheses e sans-culottes. 
No mesmo período, os contrarrevolucionários se sentiram livres para se vingarem dos radicais da 
Revolução, iniciando um massacre contra montanheses, sans-culottes e jacobinos no sul do país e na 
Provença. A ação ficou conhecida como Terror Branco. 
 
Conspiração dos Iguais (1796) 
Liderados por Graco Babeuf, os jacobinos democratas organizaram um levante que defendia a 
propriedade coletiva da terra (fim da propriedade privada) e a repartição da produção de maneira 
igualitária. No Manifesto dos Iguais, documento produzido pelos rebeldes, defendia-se a igualdade total 
entre os homens. O movimento foi duramente combatido, mas, para muitos historiadores, ele teria sido 
precursor das teorias socialista e anarquista, que surgiriam no século XIX. 
 
2.12 – O 18 de Brumário 
Apesar de obter vitórias expressivas contra seus adversários nas fronteiras, o Diretório amargava 
denúncias de corrupção, era incapaz de conter a inflação e não dispunha de autoridade entre funcionários e 
soldados, pois não conseguia pagá-los. 
Ao mesmo tempo, o exército francês acumulava vitórias no exterior, liderado pelo jovem Napoleão 
Bonaparte. O rápido prestígio conquistado por Bonaparte contribuiu para catapultá-lo para a cena política 
francesa. Para os burgueses, um nome confiável; para as camadas populares, um “justiceiro” e feroz 
combatente da corrupção. 
Em 09 de novembro de 1799 – ou 18 Brumário, no calendário republicano – um golpe de Estado 
colocou Napoleão Bonaparte e outros dois nomes como cônsules da França. O episódio marcou tanto o fim 
do Diretório quanto o término da Revolução Francesa. 
 
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Figura 10 - O general Bonaparte no Conselho dos Quinhentos, por François Bouchot. 
 
 
Significados da Revolução Francesa 
A Revolução Francesa provocou diversas transformações importantes. Vejamos: 
• Fim do Antigo Regime: ao longo do processo, os súditos passaram à condição de cidadãos, ao mesmo 
tempo em que o poder absoluto do rei foi posto em cheque e o da Igreja foi diminuído. 
Posteriormente, outros movimentos revolucionários da Europa se inspiraram nos franceses para 
promoverem mudanças em seus territórios; 
• Igualdade jurídica: diante do abandono dos privilégios, todos os cidadãos passaram a ser vistos como 
iguais perante a lei; 
• Consolidação do capitalismo na França: a supressão do feudalismo e das práticas mercantilistas 
abriram caminho para o desenvolvimento do sistema capitalista no país. 
 
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3 – Era Napoleônica 
A ascensão de Napoleão Bonaparte representou um novo contexto político para a França. Assim 
sendo, podemos dividir o período em que se encontra no poder em três fases: 
• Consulado (1799-1804) 
• Império (1804-1814) 
• Governo dos Cem Dias (1815) 
A seguir, veremos cada uma delas. 
 
 
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3.1 – Consulado (1799-1804) 
Após a queda do Diretório, estabeleceu-se que Napoleão deveria ocupar o poder com outros dois 
cônsules por 10 anos. Contudo, ele monopolizou o poder a partir de 1802, quando se proclamou cônsul 
vitalício da França. 
Apesar do término da Revolução, os conflitos externos contra a Áustria, Inglaterra e Rússia 
permaneceram até 1802, quando foi negociada a Paz de Amiens. Porém, a paz não durou muito tempo, pois 
entre 1804 e 1815, a França voltou a enfrentar as monarquias rivais nas chamadas guerras napoleônicas. 
 
 
Figura 11 - O primeiro-cônsul Napoleão Bonaparte, por volta de 1800. Fonte: Wellcome Colection. 
 
Internamente, Napoleão buscou fomentar o desenvolvimento econômico por meio da criação do 
Banco da França, reservando ao Estado a prerrogativa de emitir dinheiro e descontar títulos privados e 
empréstimos. Também criou a Sociedade para o Estímulo da Indústria Nacional, a fim de impulsionar a 
produção do país. 
Napoleão também buscou a reconciliação com os adversários internos da Revolução ao estimular o 
retorno dos nobres exilados durante a Revolução Francesa. Para se aproximar da Igreja, assinou a 
Concordata de 1801, documento em que reconhecia o catolicismo como a principal religião do país, mas 
sem torná-la oficial. 
 
Código Napoleônico 
A medida mais importante do período foi a aprovação do Código Civil, mais conhecido como Código 
Napoleônico (1804). Vejamos seus principais pontos: 
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• Liberdade de consciência; 
• Igualdade jurídica; 
• Direito à propriedade privada; 
• Proibição de greves; 
• Tutela do marido sobre a mulher e os filhos; 
• Restabelecimento da escravidão nas colônias francesas. 
Distribuído para cada cidadão francês, o novo sistema de leis trazia vários princípios iluministas e 
liberais, como por exemplo reconhecer que o Estado era a única fonte da lei, e que ela se aplicava à toda a 
Nação. 
Por outro lado, o Código Napoleônico buscou suprimir certos ideais da Revolução Francesa. A lei do 
divórcio foi endurecida, a mulher colocada sob a tutela do marido, as greves proibidas e a escravidão 
restabelecida nas colônias. Influenciado pelos valores da burguesia, Napoleão substituía “Liberdade, 
fraternidade e igualdade” por “propriedade, igualdade e liberdade”. 
 
3.2 – Império (1804-1814) 
Em 1804, Napoleão Bonaparte tornou-seimperador dos franceses, o que foi legitimado por um 
plebiscito. O papa Pio VII foi intimado a ir até a França para coroá-lo na catedral de Notre-Dame, mas durante 
a cerimônia, Napoleão tomou a coroa de suas mãos e botou em sua própria cabeça. Com isso, manifestava 
que seu poder não dependia do reconhecimento da Igreja, mas apenas dele próprio. Em seguida, corou a 
esposa, Josefina, como imperatriz da França. 
 
 
Figura 12 - A Coroação de Napoleão, por Jacques-Louis David, 1807. 
 
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O período foi marcado por fortes investimentos no ensino público em todo o país, a partir da criação 
de diversas escolas secundárias, chamadas de liceus. Nelas era aplicado o Catecismo Imperial, um guia de 
instrução religiosa que recomendava obediência dos alunos ao líder máximo do país. 
 
Expansão territorial 
Tanto a Revolução Francesa quanto a Era Napoleônica foram marcadas pela dominação de áreas do 
continente europeu pela França, incluindo territórios da Áustria, a anexação da Holanda e o domínio sobre 
o reino de Nápoles. Por vezes, o imperador francês designou parentes para a administração de suas 
conquistas territoriais. 
O processo de expansão territorial ameaçava não somente o poderio de monarquias tradicionais, 
mas a própria continuidade do Antigo Regime em outros países. Em cada área anexada, aplicava-se o Código 
Napoleônico, o sistema decimal e o casamento civil. Além disso, tributos e privilégios feudais eram 
eliminados, ao passo que se estimulava a tolerância religiosa e o ensino secular. 
A França napoleônica buscou consolidar sua hegemonia militar e econômica sobre a Europa, mas 
esbarrou com uma poderosa adversária: a Inglaterra. Embora o Exército napoleônico tenha se mostrado 
eficaz no processo expansionista, ele se mostrou pouco eficaz diante de um país que era insular (a Inglaterra 
é uma ilha) e apresentava uma poderosa frota naval. 
 
3.3 – Bloqueio Continental (1806) 
Para fazer frente à Inglaterra, a França decretou o Bloqueio Continental, que buscava sufocar a 
economia inglesa ao proibir todas as nações de estabelecerem relações comerciais com a rival. O país que o 
desacatasse, ficaria à mercê das tropas napoleônicas, que marchariam para invadi-lo e depor seu 
governante. 
 
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O plano de Napoleão se mostrou falho por duas razões: 
• ainda que buscasse tomar o lugar da Inglaterra no continente, a produção industrial francesa não era 
tão expressiva, mostrando-se incapaz de suprir a demanda dos países europeus; 
• ao ser limitada pelo embargo napoleônico, a Inglaterra investiu em novos mercados para os seus 
produtos nas Américas. 
A expansão francesa e a aplicação do Bloqueio Continental enfrentaram adversidades. Na Espanha, 
a dinastia Bourbon foi deposta pelas tropas napoleônicas, sendo substituída pelo irmão de Napoleão, José 
Bonaparte. Contudo, clero, nobres e populares não aceitaram a dominação, dando início a um processo de 
resistência conhecido como “úlcera espanhola”, que consumiu fortunas da França. 
 
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Figura 13 - Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808 (1814-1815), de Goya. Em estilo romântico, a mostra a execução de cidadãos que resistiam à 
ocupação de Napoleão na Espanha. Fonte: GRAÇA PROENÇA, 2018, p. 176. 
 
Em Portugal, país economicamente dependente da Inglaterra, o príncipe-regente D. João não 
cumpriu o boicote, o que o levou a ser invadido por tropas napoleônicas. Em resposta a isso, ele optou pela 
transferência da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808. 
A Rússia também se recusou a romper relações comerciais com os ingleses, o que levou Napoleão à 
invadir a Rússia com seu Exército, em 1812. Contudo, foram derrotados diante da política de “terra 
arrasada” implementada pelos russos: conforme as tropas napoleônicas avançavam até Moscou, seu 
abastecimento era dificultado pelos habitantes do Império russo, que queimavam e destruíam tudo. Como 
o rigoroso inverno se aproximava na região, Napoleão optou por bater em retirada, mas seu Grande Exército 
foi abatido pelo frio, epidemias de tifo e ataques russos. 
Depois de retornar à França, o Imperador não obteve recursos para recompor as perdas de seus 
efetivos militares, o que favoreceu a sua derrota por uma coligação formada pela Inglaterra, Áustria, Rússia 
e Prússia. Deposto, Napoleão foi exilado na ilha de Elba, situada na costa da península itálica, enquanto o 
trono da França era ocupado por Luís XVIII, irmão do monarca executado pela Revolução. 
 
 
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(CESPE/CEBRASPE - SME DO RECIFE/PE - PROFESSOR II - HISTÓRIA – 2023) 
A respeito do contexto histórico mundial após a Revolução Francesa, julgue o item a seguir. 
As regiões conquistadas durante as guerras napoleônicas e que foram incorporadas ao 
Império Francês passaram por reformas que aboliram as instituições representativas e 
fortaleceram as instituições do antigo regime. 
Comentários 
As instituições do Antigo Regime foram defendidas após a derrota de Napoleão na 
chamada Santa Aliança. Esse acordo foi estabelecido por Áustria, Prússia, Grã-Bretanha e 
Rússia e tinha como objetivo fortalecer as monarquias e frear os movimentos liberais. 
Nesse sentido, o Império Napoleônico não representou o fortalecimento do Antigo Regime, 
mas a consolidação da burguesia. 
Gabarito: ERRADO 
 
Governo dos cem dias (1815) 
O retorno dos Bourbons ao poder provocava o receio de que conquistas legadas pela Revolução 
Francesa e a Era Napoleônica fossem suprimidas. Por parte dos camponeses, havia o medo de serem 
retiradas as terras distribuídas durante a Convenção, enquanto a burguesia acreditava que a valorização do 
mérito individual implementada por Napoleão poderia dar lugar aos privilégios que existiam no período do 
Antigo Regime. Por fim, o Exército buscava conservar o status adquirido nos últimos anos. 
No dia 1º de março de 1815, as tropas enviadas por Luís XVIII para manter Napoleão em Elba 
auxiliaram-no a retornar para Paris, onde foi aclamado pela população. Diante disso, o rei Luís XVIII fugiu 
para os Países Baixos, mas a situação não durou muito: em 18 de junho de 1815, Napoleão foi derrotado em 
Waterloo, Bélgica, por uma coligação de monarquias europeias. Foi novamente exilado, dessa vez para a ilha 
africana de Santa Helena, no meio do Atlântico, onde morreu, em 1821. O seu novo e breve governo ficou 
conhecido como os “cem dias”, sendo sucedido pelo retorno de Luís XVIII ao trono. 
 
4 – Congresso de Viena 
Após a derrota efetiva de Napoleão, as monarquias vencedoras – Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia 
–, juntamente com a própria França, reuniram-se em Viena, em 1815, para discutir o acordo de paz e os 
rumos da Europa. Vejamos os seus objetivos: 
• reorganização das fronteiras na Europa, desarranjadas diante do expansionismo francês e das 
guerras napoleônicas; 
• conter o surgimento e êxito de movimentos nacionalistas, liberais e separatistas no interior dos 
Impérios europeus, que ameaçavam a continuidade do Antigo Regime. Em outras palavras: era 
preciso extirpar qualquer influência da RevoluçãoFrancesa sobre o continente. 
 
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Figura 14 - Representação do Congresso de Vienta, em 1815. Fonte: Shutterstock. 
 
Os países defenderam o chamado Concerto Europeu, ou seja, o equilíbrio de poder entre as potências 
do continente, com o intuito de evitar o surgimento de outra figura similar ao imperador francês deposto. 
Para que isso fosse possível, consideraram a aplicação de dois princípios: 
• Restauração: todos os monarcas depostos por Napoleão deveriam retornar aos seus tronos, ou seus 
descendentes diante de sua morte. 
• Legitimidade: era reconhecido aos monarcas europeus o direito de ocupar o trono, contrariando 
ideias liberais que afirmavam que a soberania se encontrava no povo. 
Quanto às fronteiras europeias, o Congresso de Viena determinou os seguintes pontos: 
• Diminuição do território francês, a partir da redistribuição das áreas anexadas durante o período 
napoleônico. Contudo, suas fronteiras não foram diminuídas para o período anterior ao da Revolução 
Francesa; 
• Incorporação da Finlândia e de parte da Polônia pela Rússia; 
• Anexação da Renânia e parte da Saxônia pela Prússia; 
• Incorporação de parte da Lombardia pela Áustria; 
• A Inglaterra adquiriu bases navais importantes, como a ilha de Malta e as ilhas jônicas no 
Mediterrâneo, além da província do Cabo (atual África do Sul) e o Ceilão, no Oceano Índico. 
 
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Figura 15 - A Europa após o Congresso de Viena. 
 
4.1 – Santa Aliança 
Por sugestão do monarca russo, Alexandre I, foi criada a Santa Aliança, pacto militar firmado entre 
Rússia, Áustria e Prússia, no qual essas potências católicas reivindicavam para si o direito de intervenção 
caso princípios do Congresso de Viena fossem ameaçados. Com isso, as monarquias se comprometiam a 
combater movimentos nacionalistas e liberais que eclodissem no continente, ou mesmo em seus domínios 
coloniais. 
A Inglaterra se envolveu apenas formalmente na formação de uma Quádrupla Aliança, se unindo aos 
esforços das monarquias absolutistas mencionadas. Contudo, há muito demonstrava apreço às ideias 
liberais, além de ser favorável à formação de nações na América, tendo em vista os seus novos mercados 
consumidores. 
 
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Ondas revolucionárias 
O Congresso de Viena apresentou êxitos e fracassos. Vejamos: 
• Alcançou-se certo equilíbrio entre os países. Até 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, a 
Europa não foi palco de nenhum grande conflito militar de proporções similares às guerras 
napoleônicas; 
• A Inglaterra se consolidou como a principal potência econômica e militar entre 1815 e 1914, o que 
fez com que o período ficasse conhecido como “pax britannica”. 
• A Santa Aliança não conteve a eclosão de movimentos nacionalistas e liberais nas décadas seguintes, 
que sepultaram o Antigo Regime na Europa, nem os processos de independência nas Américas. 
Três ondas revolucionárias abalaram o Ocidente entre 1815 e 1848: 
 
ONDAS 
REVOLUCIONÁRIAS 
LOCAL DE OCORRÊNCIA 
1ª ONDA (1820-1824) Incluiu países do Mediterrâneo, como Espanha, Nápoles e Grécia. Dela 
também fez parte a Revolução Liberal do Porto (1821). 
2ª ONDA (1829-1834) Incluiu toda a Europa, o oeste da Rússia e os Estados Unidos. Em diversos 
países, a aristocracia foi definitivamente derrotada. 
3ª ONDA (18148) A maior de todas as ondas, ficou conhecida como Primavera dos Povos. 
 
 
(CESPE/CEBRASPE - INSTITUTO RIO BRANCO - DIPLOMATA – 2016) 
A respeito do Congresso de Viena (1814-1815), a ordem internacional por ele estabelecida 
e eventos correlacionados a esse tema, julgue (C ou E) o item subsequente. 
Apesar de comprometido com a preservação de valores políticos e sociais pré-
revolucionários, o Congresso de Viena não restaurou a ordem internacional vigente antes 
da Revolução Francesa; em lugar disso, produziu um novo tipo de equilíbrio entre os 
Estados europeus. 
Comentários 
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O Congresso de Viena tinha como objetivo organizar a geopolítica da Europa após as 
guerras napoleônicas. O objetivo era desenhar um novo mapa para evitar novos conflitos. 
De fato, ele não conseguiu restaurar as monarquias absolutas antes da Revolução Francesa, 
mas construiu uma zona de equilíbrio entre os poderes por meio da divisão territorial. 
Gabarito: CERTO 
 
 
5 – Independências na América Latina 
As ideias e desdobramentos da Revolução Francesa, assim como a ascensão de Napoleão Bonaparte 
e a consolidação do liberalismo, contribuíram significativamente para a eclosão de movimentos separatistas 
na América Espanhola e na América Francesa. A seguir, falaremos sobre alguns processos de independência. 
 
5.1 – Independências na América Espanhola 
Ao final do século XVIII, a Coroa espanhola adotou algumas medidas medidas que ficaram conhecidas 
como reformas bourbônicas, que tinham o intuito de aumentar o seu controle sobre as colônias e aumentar 
a sua arrecadação. Vejamos algumas delas: 
• Criação de novos vice-reinados; 
• Expulsão dos jesuítas de todo o Império espanhol; 
• Reforço do monopólio da metrópole sobre as colônias. 
 
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As elites criollas, compostas por ricos descendentes de espanhóis nascidos na América, permaneciam 
sem acesso aos cargos da administração colonial, preenchidos apenas pelos chapetones (espanhóis). A 
marginalização política e a ausência de liberdade econômica geravam grande instatisfação entre os criollos, 
que se inspiravam nas ideias iluministas e na Revolução Americana. 
Em 1806, Napoleão Bonaparte depôs do trono espanhol o rei Fernando VII, e o substituiu pelo seu 
irmão, José Bonaparte. Para os colonos da América Espanhola, o novo governante era um “usurpador”, e sua 
ascensão representava uma quebra de vínculos até então firmados entre monarquia e suas colônias. 
Ao considerarem o novo monarca ilegítimo, os criollos passaram a conduzir a política colonial por 
meio dos cabildos, espécie de câmaras municipais. Mesmo após a expulsão das forças napoleônicas da 
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metrópole (1813), os colonos não quiseram abrir mão da autonomia obtida, dando início a lutas pela 
independência. 
 
 
5.2 – O projeto de Simón Bolívar 
Uma figura que se destacou nas guerras de independência foi o venezuelano Simón Bolívar, que 
conseguiu libertar as regiões correspondentes aos atuais Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá, que 
juntos formavam a Grande Colômbia. 
Em um documento intitulado Carta da Jamaica (1815), Bolívar defendeu que um projeto de unidade 
latino-americana, ou seja, que os territórios do continente formassem uma grande república confederada,similar ao modelo adotado pelos Estados Unidos. No entanto, seu projeto não durou muito, já que em 1830 
a Venezuela e o Equador se separariam da Colômbia. 
 
5.3 – Congresso do Panamá (1826) 
Em 1826, o projeto de unidade proposto por Bolívar chegou a ser discutido no Congresso do Panamá, 
no qual foram defendidos os seguintes princípios: 
• a formação de uma confederação de repúblicas hispânicas; 
• a abolição do tráfico de escravizados africanos; 
• a organização de forças militares que garantissem o equilíbrio entre os Estados confederados. 
 
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Figura 16 - Representação do Congresso do Panamá. 
 
Alguns empecilhos contribuíram para o fracasso do Congresso do Panamá: 
• as elites criollas se mostraram contrárias à ideia de unidade, preferindo defender sua hegemonia 
local e interesses pessoais. Assim sendo, muitos territórios sequer enviaram representantes. 
• os Estados Unidos temiam que o surgimento de outro grande Estado ameaçasse a hegemonia que 
buscavam construir sobre o continente, por isso se colocaram contra o projeto; 
• a Inglaterra considerava que a existência de pequenos e frágeis Estados deixaria a região mais frágil 
à dominação econômica que construía sobre os mercados consumidores do continente. 
• o Brasil, que manteve a monarquia e a escravidão ao obter a independência, não se mostrou 
favorável ao estímulo de ideias republicanas e abolicionistas, por isso não participou do evento. 
 
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Projetos e participação das camadas populares 
Apesar da prevalência dos projetos de independência das elites criollas, as forças populares, 
compostas por indígenas e mestiços, também protagonizaram ações contra a dominação espanhola ao longo 
dos séculos. Vejamos dois casos emblemáticos: 
• Revolta de Tupac Amaru (1780-1781): ocorreu na região do Vice-Reino do Peru, onde indígena 
chamado José Gabriel Condorcanqui executou um burocrata espanhol e assumiu o nome de Tupac 
Amaru II – uma referência ao último líder do Império Inca. Ele reuniu milhares de indígenas contra a 
mita (sistema de trabalho compulsório), mas o movimento foi duramente massacrado. 
• Primeira tentativa de independência do México (1810): um padre chamado Miguel Hidalgo 
organizou um levante com mais de 60.000 indígenas e mestiços, que defendeu o fim da escravidão 
e a distribuição de terras para a população. O discurso radical fez com que chapetones e criollos se 
unissem para derrotá-lo, e em 1811 o padre Hidalgo foi fuzilado. O padre José Maria Morelos tentou 
dar continuidade ao movimento até 1815, quando também foi condenado à morte. 
 
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Figura 17 - Representação de Tupac Amaru II. 
 
 
5.4 – América Hispânica Independente 
 Após a independência, os novos países formados na antiga América Espanhola enfrentaram períodos de 
grande instabilidade devido às lutas travadas entre as elites. Parte dos desentendimentos se deu diante dos 
impasses em relação à administração, prevalecendo dois projetos: 
• Unitaristas: defendiam uma administração centralizada, com pouca autonomia regional; 
• Federalistas: defendiam uma administração descentralizada, com ampla autonomia local. 
 
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5.4.1 – Caudilhismo 
Prevalece na região o caudilhismo, nome dado à hegemonia política exercida por figuras que 
dispunham de prestígio por terem lutado nas guerras contra a metrópole ou por serem prósperos 
fazendeiros. 
Os caudilhos diziam defender os interesses dos desvalidos, mas eram autênticos representantes dos 
grandes proprietários. Sua influência não eram embasada em nenhum projeto político, buscando apenas a 
afirmação de seu poder pessoal a partir da implantação de governos autoritários. 
 
 
(CESPE - SEDF - PEB – HISTÓRIA – 2017) 
Menos discutível é a relação entre as revoluções de independência e os sintomas de 
descontentamento manifestados em algumas cidades da América Latina, a partir das 
décadas finais do século XVIII. É indubitável que do México a Bogotá, onde, em 1794, 
Antonio Nariño começava a sua carreira revolucionária traduzindo a Declaração dos 
Direitos do Homem; a Santiago do Chile, onde em 1790 era descoberta uma “conspiração 
dos franceses”; a Buenos Aires, onde, quase nessa mesma época, outros franceses parecem 
ter conseguido despertar em alguns escravos a esperança de uma libertação próxima 
graças a uma revolução republicana; ao Brasil, onde em Minas Gerais, no ano de 1789, é 
descoberta e reprimida uma manifestação de atividade conspirativa secessionista e 
republicana; nas mais variadas localidades da América Latina existem claros sintomas de 
uma nova inquietação. 
Halperin Donghi. História da América Latina. São Paulo: Círculo do Livro, s/d, p. 66 (com adaptações) 
Tendo o texto como referência inicial e considerando o processo de independência das 
colônias ibéricas na América, julgue o item que se segue. 
O processo de independência latino-americana, incluindo-se a brasileira, inscreve-se no 
quadro mais geral da crise do Antigo Regime europeu, ainda que fatores internos tenham 
exercido importante papel para a emancipação das colônias. 
Comentários 
Como é apontado pelo historiador Halperin Donghi, existia uma relação entre os processos 
de descontentamento do século XVIII e as independências do século XIX. Aquelas, como é 
dito, inspiravam-se na onda de contestação ao Antigo Regime na Euroa e nos valores 
iluministas. Em Bogotá, por exemplo, era traduzida a Declaração dos Direitos do Homem. 
A Conjuração Mineira, outro exemplo, era inspirada nos valores políticos da Revolução 
Americana. Já nos processos de independência, podemos ver o estopim destes conflitos 
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numa recusa dos países latino-americanos de retornarem ao status de colônia e ser braço 
do exclusivo da metrópole. Todos esses fatores contestavam os alicerces do Antigo Regime. 
Gabarito: CERTO 
 
 
5.5 – Revolução Haitiana 
Após a Independência das Treze Colônias, o primeiro território do continente a obter a sua 
emancipação foi a ilha de São Domingos, colônia francesa localizada na região das Antilhas. Trata-se de um 
processo considerado revolucionário, afinal foi a principal revolução de escravos da História 
Contemporânea. 
Ao final do século XVIII, a região era uma das colônias mais ricas do mundo, chegando a responder 
por 75% de todo o açúcar produzido no mundo. Além disso, São Domingos também abastecia o mercado 
europeu com café, tabaco, cacau, algodão e índigo. Não por acaso, a colônia era chamada de “pérola das 
Antilhas” pela França. 
O poder administrativo e econômico da colônia era monopolizado por uma pequena camada de 
homens brancos (5% da população), proprietários de terras e de escravizados. Já a base da pirâmide social 
era composta por africanos e descendentes de escravizados. 
Em 1791, escravizados, ex-escravizados

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