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Ensaios em Transformadores Métodos de Ensaio 1 IEC: 60076 −−−− Power Transformers ANSI/IEEE: C57.12 −−−− Transformers Standard NBR 5356 – Transformadores de Potência 1) Medida da resistência elétrica dos enrolamentos 2) Medida da relação de transformação (ou relação de tensões) 3) Medida da resistência do isolamento 4) Verificação da polaridade (em transf. 1φ); ou deslocamento angular e sequência de fases (em transf. 3φ) Ensaios de Rotina em Transformadores 2 angular e sequência de fases (em transf. 3φ) 5) Medida das perdas (ensaio a vazio e ensaio em carga) 6) Medida da corrente de excitação 7) Medida da impedância de curto-circuito 8) Ensaios dielétricos (ou de isolamento) - Tensão aplicada (Vaplicada, fN, 60 seg) - Tensão induzida (2VN, 2fN – 60seg) 3 Perdas de Potência nos Transformadores 1) Perdas no núcleo ou perdas no ferro ou perdas a vazio 2) Perdas no material dos enrolamentos ou perdas em carga ou perdas no cobre. Além da elevação de temperatura, a ABNT também estabelece as perdas máximas para transformadores de distribuição imersos em óleo, em função da potência, do número de fases e da tensão do primário. ( NTC COPEL) 4 Perdas no núcleo (são devidas às perdas por histerese e correntes parasitas) As perdas no núcleo existem desde que o transformador esteja ligado à rede elétrica e são devidas às características magnéticas dos materiais empregados na sua fabricação e se caracterizam por praticamente não variarem com a carga 5 caracterizam por praticamente não variarem com a carga solicitada do transformador. Essas perdas dependem dos materiais utilizados, principalmente das chapas de ferro silício. Os transformadores mais modernos apresentam menores perdas devido ao desenvolvimento tecnológico na fabricação das chapas de ferro e aos projetos mais bem elaborados. Perdas na resistência ôhmica dos enrolamentos: são perdas que surgem pela passagem de uma corrente (I) por um condutor de determinada resistência (R); estas perdas são representadas pela expressão I2R e dependem da carga aplicada ao transformador; Perdas em carga ou Perdas em bobina aplicada ao transformador; Nos transformadores modernos, as perdas nos enrolamentos à plena carga, ou seja, quando se está solicitando do transformador sua potência nominal, são em média três vezes superiores às perdas no núcleo.( http://www.copel.com) 6 Ensaio a vazio Ensaios no Transformador Obtenção dos parâmetros do circuito equivalente Dois ensaios normalizados permitem obter as quedas de tensão, as perdas e os parâmetros do circuito parâmetros do circuito equivalente do transformador Ensaio em curto-circuito Em ambos tipos de ensaio, medem-se as tensões, as correntes e a potência ativa. A partir dessas medições é possível calcular os parâmetros do circuito equivalente com todos os seus elementos e as perdas. 7 Ensaio do Transformador a Vazio Condições de ensaio: • Secundário em circuito aberto. • Tensão a frequên- cia nominal. φφφφ I1=I0 I2=0 V1 V2N W A 8 Nota.- o ensaio a vazio na prática é realizado pelo lado de Baixa Tensão (B.T.) do transformador Valores medidos Rc e Xm Resultados do ensaio Perdas no ferro Tensão nominal V1N Corrente em vazio I0 Parâmetros do circuito W A V1 Ensaio do Transformador a Vazio Condições de ensaio: • Secundário em circuito aberto. • Tensão a frequên- cia nominal. φφφφ I1=I0 I2=0 V1 V2N W A A queda de tensão em Z1 é desprezível 9 0I ' 2 =1I cImI φI 2 2Xja 2 2Ra1 jX 1 R 1Z 2 2 Za m jX cR 21 EaE = 2Va1V 0a/I2 = φ= II1 |I|%5|I| N≤φ cia nominal. Como obter os valores de Temos que: Iφ = I0 = Corrente a vazio Vvz = Tensão aplicada (Vnominal) Pvz = Pnúcleo = Potência ativa medida a circuito aberto (a vazio) 2V 2V Rc e Xm φ= II1 cImI φI m jX cR1Nvz VV = c 2 vz núcleo R V P = φ= IVS vz P-S Q 2 vz 2= 10 vz 2 vz c P V R = Q V X 2 vz m = vz vz V I Y =φ também 2 c 2 m R 1 Y 1 X − = φ Ensaio do Transformador em Curto-circuito φφφφ I1N I2N V1 V2=0 W A Condições de ensaio: • Secundário em curto-circuito • Tensão muito reduzida no primário • Corrente nominal Sendo a tensão de ensaio reduzida, o fluxo magnético será bem pequeno no núcleo então as perdas no ferro serão desprezíveis Pnúcleo≈f(Bmax) 11 Valores medidos Req e Xeq Resultados do ensaio • Corrente nominal I1N e I2N. Perdas em bobina Tensão em curto-circuito Vcc Corrente nominal I1N Parâmetros do circuito W A V1 Ensaio do Transformador em Curto-circuito 12 Nota.- o ensaio do curto circuito na prática é realizado pelo lado de Alta Tensão (A.T.) do transformador Como obter os valores de Req e Xeq N1 II = ' 2X ' 2R1 jX 1 R 1Z ' 2Z ccV ' 21eq RRR += ' 21eq XXX += − φ ≈ 0I 1 ' 2 II ≈ R- ZX 2 eq 2 eqeq = 13 2 cc cobre eq I P R = cc cc eq I V Z = Temos que: Vcc = Tensão de curto-circuito Pcc = Pcobre=Potência medida no ensaio de curto-circuito Icc = corrente de curto-circuito (corrente nominal) Os seguintes dados foram obtidos para um transformador 1φ de 2,5 MVA; 50Hz; 19,1kV:3,81kV nos ensaios a 50Hz. Tensão (V) Corrente (A) Potência (kW) Enrolamento BT com terminais AT em circuito aberto 3810 9,86 8,14 Enrolamento AT com terminais 920 141 10,3 Exercício 05 (a) Calcule os parâmetros do circuito equivalente L referido ao enrolamento de AT do transformador. (b) Calcule os parâmetros do circuito equivalente L referido ao enrolamento de BT do transformador. (c) Se o transformador trabalha a plena carga, determine a potência ativa dissipada no transformador. 14 Enrolamento AT com terminais BT em curto-circuito 920 141 10,3