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Elementos Básico de Via Permanente - Noções Básicas de Via Permanente; - Regulamento de Manutenção Ferroviária; - Substituição de Dormentes; - Substituição de trilho; - Nivelamento: juntas e linha; - Descarga de brita (ver vídeos em aula); - Manutenção AMVs; - Inspeção de Ferramentas e maquinário (ver fotos em aula). Etapas do treinamento: Elementos Básico de Via Permanente NOÇÕES BÁSICAS DE VIA PERMANENTE Elementos Básico de Via Permanente É uma camada de material permeável e resistente, de granulometria adequada, posicionada entre os dormentes e o leito e/ou sublastro, proporcionando drenagem e elasticidade à linha e tendo como principal função a distribuição das cargas dos dormentes para o leito do terreno. Lastro: Elementos Básico de Via Permanente Os dormentes são os elementos da superestrutura ferroviária, que constituem a superfície de apoio para os trilhos. Dormentes: TIPOS VANTAGENS DESVANTAGENS Madeira Boa resistência e elasticidade; Facilidade de manuseio (carga e descarga); Bom isolamento em linhas sinalizadas; Menores danos em caso de descarrilamento; Facilidade de substituição da fixação. Apodrecimento progressivo; Queima com facilidade; Afrouxamento da fixação; Sujeito a escassez. Concreto Longa vida útil (40 a 50 anos); Peso elevado, que dá maior estabilidade à via; Resistência aos agentes atmosféricos; Características físicas e mecânicas uniformes; Redução de custos de conservação da linha. Processo de fabricação apurado; Preço elevado; Dificuldade de transporte e manuseio, devido ao peso; Fixação pouco eficaz; Necessidade de linha com alto padrão de lastro e nivelamento. Aço Material perfeitamente homogêneo; Boa resistência aos esforços transversais; Facilidade de manuseio e assentamento; Longa vida útil. Desgaste dos elementos de fixação, devido a vibração; Preço elevado; Dificuldade de isolamento, por ser bom condutor de eletricidade; Socaria inicial difícil, devido à sua forma. Elementos Básico de Via Permanente Dormentes: Elementos Básico de Via Permanente É a distância entre as faces internas das duas filas de trilhos, medida a 16 mm abaixo da face superior dos trilhos. É um dos elementos mais importantes de todo o projeto e traçado ferroviário, pois é parâmetro na definição dos seguintes pontos da ferrovia: • Velocidade; • Capacidade de transporte; • Tipo de material rodante; • Aspectos econômicos da ferrovia; • Possibilidade de unificação de ferrovias existentes. As mais difundidas no mundo são: • Bitola larga: 1,60m ; • Bitola estreita (métrica): 1,00m ; • Bitola Standard: 1,435m – a mais difundida no mundo. Bitola: Elementos Básico de Via Permanente É o posicionamento da linha férrea em relação ao terreno, conforme definido nas cotas de projeto, em relação ao plano vertical e/ou horizontal. Alinhamento: Elementos Básico de Via Permanente Os trilhos são os elementos da superestrutura ferroviária que constituem a superfície de rolamento para as rodas dos veículos ferroviários. Boleto: é a parte superior do trilho, onde se apoiam e se deslocam as rodas dos veículos ferroviários; Alma: é a parte estreita e vertical da secção transversal do trilho, compreendida entre o boleto e o patim; Patim: é a parte mais larga do trilho. É apoiada e fixada diretamente no dormente, ou indiretamente, por intermédio da placa de apoio. Trilhos: Elementos Básico de Via Permanente De acordo com sua secção e dimensão, os trilhos mais utilizados na FCA são: • TR-37 ou 90 RA-A (37,10 kg/m); • TR-45 ou 100 RE (44,64 kg/m); • TR-50 (50,35 kg/m); • TR-57 ou 115 RE (56,80 kg/m); • TR-68 ou 136 RE (67,56 kg/m). Finalidades: • Servir de superfície de rolamento, obrigando os veículos a se deslocarem segundo uma trajetória determinada; • Receber as cargas oriundas do material rodante e transmiti-las aos dormentes e lastro; • Servir de guia para as rodas. Trilhos: Elementos Básico de Via Permanente São os elementos necessários à fixação do trilho no dormente ou na placa de apoio do trilho. Podem ser rígidos ou elásticos. Acessórios rígidos: Prego de linha: É o tipo mais comum de fixação do trilho. É geralmente de secção retangular, terminando em cunha e cravado a golpes de marreta. É o menos eficiente dos tipos de fixação; Tirefond: Trata-se de um tipo de fixação superior ao prego. Sendo aparafusado, sacrifica menos as fibras da madeira. Deixa o furo do dormente hermeticamente fechado, impedindo a entrada de água, o que nem sempre acontece com o prego. Fixações: Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Acessórios elásticos: Grampos elásticos DEENIK e PANDROL: Consistem em grampos fabricados com aço de mola e temperado. Oferecem força de pressão suficiente para resistir ao caminhamento e torção do trilho; Fixações: Elementos Básico de Via Permanente Fixação RN: A fixação RN é própria para dormentes de concreto e consiste em uma chapa de aço-mola dobrada, posicionada perpendicularmente ao trilho, com sua extremidade inferior mantendo o trilho na correta bitola. Já a extremidade superior tem a função de manter os trilhos aderentes ao dormente, que se dá através do aparafusamento do clipe com arruela e porca própria. Tanto nos dormentes biblocos, quanto nos monoblocos, o parafuso é inserido posteriormente à sua fabricação, em furos denominados de estojos. Fixações: Elementos Básico de Via Permanente São chapas de aço, com os furos necessários à fixação nos dormentes, com perfil e rasgos, para fixarem o trilho sobre as mesmas. A secção transversal tem uma inclinação aproximada de 1:20 para o lado de dentro dos trilhos. Esta inclinação faz-se necessária para que o trilho fique inclinado do mesmo modo que a conicidade do aro das rodas, para possibilitar um melhor contato roda-trilho. Placas de apoio: Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente As rodas possuem ainda uma configuração cônica que tem duas funções: - Centralizar o veículo nos trilhos uma vez que, quando o mesmo se desloca mais para o lado de um trilho, a geometria cônica o faz escorregar pela gravidade de volta para o centro; - Diminuir o efeito do escorregamento das rodas nas curvas. Conicidade das rodas: Elementos Básico de Via Permanente São peças que têm a finalidade de transferir aos dormentes o esforço longitudinal que tende a deslocar o trilho. Ficam presos, por pressão, ao patim do trilho, encostados à face vertical do dormente. Assim, transmitem a este os esforços longitudinais. Por estar engastado no lastro e fixado sob pressão ao trilho, a movimentação do dormente fica impedida. Retensores: Elementos Básico de Via Permanente São peças confeccionadas com material isolante, que têm a função de impedir o contato entre o patim do trilho e o dormente de aço. Almofadas Isolantes: Elementos Básico de Via Permanente São peças de ligação entre duas barras de trilho. São constituídas de talas de junção, parafusos de talas, arruelas e porcas. Juntas Metálicas: Porca Elementos Básico de Via Permanente Arruela Parafuso Chapa de apoio Dormente Trilho Tala Elementos Básico de Via Permanente As juntas são constituídas por diversos acessórios e se apresentam como um ponto de fragilidade da via, tornando-se necessárias intervenções periódicas para garantia da segurança operacional. Os cuidados requeridos por uma junta são: - Inspeção visual; - Manutenções preventivas; - Manutenções corretivas de componentes da junta; - Nivelamento; - Bizelamento; - Esmerilamento. Inspeção das juntas: Elementos Básico de Via Permanente Os Aparelhos de Mudança de Via são dispositivos instalados na ferrovia, que permitem a transferência de um trem ou veículo ferroviáriode uma linha para a outra. Um AMV é sempre necessário onde uma linha se bifurca ou inversamente, onde duas linhas se reúnem em uma só. Os AMVs representam uma área crítica, mais fraca que o restante da via, mesmo estando situados em tangente, isto devido ao grande número de componentes e a uma certa fragilidade dos mesmos frente à sua elevada solicitação. Por isso, são necessárias intervenções constantes para manutenção e lubrificação dos mesmos. Aparelhos de mudança de via (AMVs): Elementos Básico de Via Permanente REGULAMENTO DE MANUTENÇÃO FERROVIÁRIA Elementos Básico de Via Permanente Longitudinal: é a disposição das cotas do topo de trilho no sentido longitudinal da via ao longo do traçado. O chamado desnivelamento longitudinal é caracterizado pela existência de pontos altos e baixos de ocorrência simultânea em ambas as filas de trilho ao longo da via. Transversal: é a diferença de cota entre um trilho e outro no mesmo ponto de uma determinada seção transversal. O nivelamento transversal, medido nas tangentes, ou superelevação, medido nas curvas, nada mais é que a diferença cota entre o topo dos trilhos da linha, no mesmo ponto quilométrico. O objetivo da superelevação é compensar o efeito da força centrifuga nas curvas, onde o veículo tende a ser deslocado para o lado externo da curva. A compensação é feita realizando a elevação do trilho externo em função do raio da curva e da velocidade dos trens. Nivelamento: Elementos Básico de Via Permanente A variação do nivelamento transversal entre dois pontos de medição definidos ou base de medição definida denomina-se "empeno". Nas curvas de transição, a superelevação tem que variar de zero até o valor limite calculado para a curva circular. Nesses segmentos, têm-se empenos dimensionados e que devem atender aos limites máximos de variação estabelecidos. Considerar os vagões críticos HFE e GDE, com distância entre truques D = 1,727 m e altura de centro de gravidade de 1,876 m e 1,579 m respectivamente. Empeno: Empeno em curvas: Empeno em tangentes: Elementos Básico de Via Permanente Empeno: Elementos Básico de Via Permanente A bitola deverá ser medida a 16 mm abaixo da superfície de rolamento do trilho. Nas medições de bitola as deformações do boleto devido ao escoamento de materiais (rebarbas) e os desgastes horizontais ocasionados pelo atrito dos frisos deverão ser desconsiderados. Bitola: Elementos Básico de Via Permanente A verificação da flecha permite avaliar a situação da curva em relação ao raio de projeto ou em relação aos limites de variação de flechas admissíveis e também ponto a ponto ao longo da curva. Para verificação do alinhamento das curvas, as flechas devem ser medidas no ponto médio de uma corda com comprimento de 12 metro. As medições de flechas em mm serão tomadas no ponto médio da corda a cada 6 metros, com as extremidades da corda colocadas no lado interno do trilho externo, 16 mm abaixo da superfície de rolamento. Os pontos consecutivos de medição deverão ser tomados em intervalos de 3 metros. Flecha: Elementos Básico de Via Permanente Flecha: Elementos Básico de Via Permanente A superelevação máxima admissível em linha de bitola métrica será de 60 mm e a mínima de 20mm. Nas regiões dos aparelhos de mudança de via não deverá ser utilizada superelevação. Limites de Superelevação: Elementos Básico de Via Permanente SUBSTITUIÇÃO DE DORMENTES Elementos Básico de Via Permanente Os dormentes de madeira comuns deverão ser confeccionados com a implantação de dispositivo anti-rachante, conforme especificações técnicas. Dormentes de madeira comuns: Elementos Básico de Via Permanente São considerados dormentes especiais aqueles cujas dimensões são diferenciadas dos dormentes comuns, em razão de sua aplicação em locais específicos, tais como em AMV, pontes não lastreadas, aparelhos centralizadores de bitola, entre outras situações que exigirão dormentes de dimensões específicas. Dormentes de madeira especiais: Elementos Básico de Via Permanente Os dormentes de concreto podem ser monobloco ou bi-bloco. As dimensões dos dormentes de concreto variam de acordo com o projeto do fabricante em função das premissas de carga por eixo ao qual serão sujeitadas. Dormentes de concreto: Elementos Básico de Via Permanente A aplicação de dormentes de aço e de concreto em pontes e viadutos com lastro somente poderá ocorrer se o projeto dos dormentes for adaptado para possibilitar a instalação de contratrilhos. Critérios para aplicação de dormentes: Elementos Básico de Via Permanente Espaçamento dos dormentes: Elementos Básico de Via Permanente Para cada espécie de elemento a ser utilizado na afixação da placa de apoio ao dormente de madeira, tem-se um diâmetro especificado para a furação a ser executada: Diâmetros de brocas para furação de dormentes de madeira comuns e especiais: Elementos Básico de Via Permanente Espaçamento de dormentes em juntas metálicas de linha elástica: Elementos Básico de Via Permanente Espaçamento de dormentes em juntas metálicas de linha rígida: Elementos Básico de Via Permanente Na aplicação dos dormentes de qualquer espécie a socaria é fundamental para garantir o alinhamento e nivelamento da linha após os serviços. Utilizando equipamento de pequeno porte ou manual, deve-se posicionar a ferramenta de socaria junto e paralelamente ao dormente. Se necessário, retira-se o lastro circundante ao dormente para facilitar a penetração do equipamento garantindo uma melhor socaria da linha. Socaria: Elementos Básico de Via Permanente SUBSTITUIÇÃO DE TRILHO Elementos Básico de Via Permanente O trilho representa o ativo mais importante da superestrutura. É tecnicamente considerado o principal elemento de suporte e guia dos veículos ferroviários e, economicamente detém o maior custo entre os elementos estruturais da via. Trilhos: Elementos Básico de Via Permanente De forma geral, o limite de desgaste em função da área consumida do boleto será dada de acordo com os seguintes valores: Desgaste admissível: Exemplo TR-45 Elementos Básico de Via Permanente Para trabalhos que requerem controle de temperatura dos trilhos da ferrovia deverão ser utilizados os dados das seguintes tabelas: Faixas de temperatura: Elementos Básico de Via Permanente A operação de "Alívio de Tensões Térmicas” (ATT) tem por finalidade promover as condições ideais para o desenvolvimento de tensões mínimas nos trilhos, decorrentes das variações de temperaturas. O processo de ATT pode ser executado na Faixa de Temperatura Neutra (FTN) por processo natural ou, também, abaixo da FTN, quando se reproduz as condições do processo natural de variação de temperatura por alongamento artificial das barras de trilhos utilizando tensores hidráulicos. Para temperaturas superiores a FTN será inviável executar o ATT pela dificuldade de resfriamento das barras de trilhos. Alívios de tensões: Elementos Básico de Via Permanente Instalação de linhas novas, após atingir as cotas de nivelamento e alinhamento e decorrido o período de estabilização de 1.000.000 TBT; Correção geométrica com levante superior a 60 mm e deslocamento lateral superior a 30 mm; Desguarnecimento de lastro após decorrido período de estabilização de 200.000TBT; Substituição de trilhos; Execução de soldas reparadoras em TCS; Substituição de trilhos de encosto de agulhas em AMVs; Critérios para execução de ATT: Elementos Básico de Via Permanente Substituição de dormentes a eito; Execução de soldas de fechamento de trilhos longos soldados (TLS) para a formação de trilhos contínuos soldados (TCS); Quando for verificado que a linha está sofrendo esforços longitudinais extremos que ocasionam a sua instabilidade geométrica ou estrutural como desalinhamento, desnivelamento, caminhamentolongitudinal de trilhos; Quando da aplicação de juntas de expansão em estruturas de pontes. Critérios para execução de ATT: Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente A extensão máxima de um TLS a ser aliviado é função das dificuldades impostas pela geometria da linha e pela resistência ao deslocamento do trilho (sistema de roletes usados). São normalmente adotadas as extensões: - Tangentes – extensões no máximo de 900m; - Curvas de grandes raios – extensões no máximo de 600m; - Curvas de pequeno raio- extensões no máximo de 216m. Recomendações gerais para alivio de tensão: Elementos Básico de Via Permanente Para dimensionamento da extensão de trilho a ser substituída em curvas deverá ser considerado um acréscimo de no mínimo 30m além dos pontos notáveis das curvas TE e ET evitando concentração de defeitos de concordância geométrica devido a desgastes diferenciados do trilho novo em relação ao trilho que permanecerá na linha; A marcação física dos pontos de inicio de descarga deverá ser efetuada na prospecção de trilhos para subsidiar o pedido das barras; A extensão de trilhos a ser inserida deverá contemplar a eliminação de defeitos de ponta dos trilhos que ficarão na linha bem como defeitos superficiais, defeitos identificados por ultra-som, soldas defeituosas ou emendas com trilhos curtos. Substituição de trilhos: Elementos Básico de Via Permanente Na FCA a descarga de TLS será efetuada de forma que o mesmo fique posicionado no ombro da brita, ou na plataforma; É proibido Carregar, Descarregar, Transportar ou Quadrar TLS quando na passagem de trem na linha adjacente; Nenhum empregado deve subir no lastro de trilho quando o mesmo estiver em processo de carga e descarga; A presença de empregados sobre o trem de trilho só poderá ocorrer após autorização do operador do equipamento. É proibida a descarga de trilhos quando houver falta de comunicação entre o operador do trem, operador do equipamento e o líder da descarga; Descarga de TLS: Elementos Básico de Via Permanente Com o auxilio do Comungol ou cabo de aço e alavanca, deve-se prender a ponta do TLS a ser descarregado a um trilho da linha. Solicitar ao maquinista que puxe a composição devagar até esticar o cabo de aço, iniciando a descarga. A velocidade do trem para a descarga deve ser de aproximadamente 7 Km/h.; Durante a descarga a equipe deve guiar manualmente o TLS alinhando-o e posicionando-o no local correto que ele deve ficar depois de descarregado. Após o TLS ter caído totalmente no chão, deve-se retirar o Comungol ou cabo de aço que prende o TLS na linha. As calhas devem ser recolhidas para cima do lastro novamente; Faltando aproximadamente 30m para o TLS cair do lastro, a equipe deve se afastar posicionando em um local seguro evitando o risco de “chicoteamento” pelo TLS e também da projeção de britas ou corpo estranho no momento que a ponta do TLS atingir o chão. Descarga de TLS: Elementos Básico de Via Permanente Os TLS a serem carregados deverão ser posicionados preferencialmente numa tangente com o auxilio do comungol. O comungol (peça amarrada a um cabo de aço, que é utilizada para prender a barra de trilho) deve ser amarrado na ponta do TLS e na cauda da composição ou no veículo de tração para que a barra seja arrastada e posicionada para carregamento; Para a ultrapassagem em detectores de descarrilamento, basta utilizar dois roletes mais altos, colocar um antes e um depois do detector para evitar a quebra. Para a ultrapassagem em AMV e juntas deve-se posicionar o TLS do lado externo da linha. Neste momento passar com bastante atenção, podendo utilizar algum pedaço de madeira ou dormente para evitar que o trilho atinja a máquina de chave e os tirantes do AMV; Carga de TLS: Elementos Básico de Via Permanente Trilhos com soldas aluminotérmicas não deverão ser carregado antes da retirada das mesmas; trilhos com dimensão inferior a 24metros não deverão ser carregados no trem de trilhos. A carga é efetuada com recuo da composição com velocidade máxima de 6km/h; Não é permitido executar a tarefa de amarração dos TLS’s com o trem em movimento. Carga de TLS: Elementos Básico de Via Permanente Entre solda aluminotérmica ou elétrica e juntas (metálica ou isolada) - 2 metros; Entre solda elétrica e solda aluminotérmica – 2 metros; Entre duas soldas aluminotérmicas – 4 metros em tangentes e 6 metros em curvas; Entre duas juntas – 4 metros em tangentes e 6 metros em curvas. Distância mínima entre juntas ou emendas em trilhos: Elementos Básico de Via Permanente Antes de se iniciar a retirada da fixação no local a ser trabalhado, deve-se procurar pontos de concentração de tensões. Deve ser Inspecionado o trecho a procura de evidências de deslocamentos laterais da grade ferroviária e/ou marcas de deslocamentos longitudinais dos trilhos (marcas dos grampos/pregos no patim do trilho e/ou dos deslocamentos do trilho nas placas); Este passo é importante para evitar acidentes. Os executantes devem conhecer e estar atentos aos locais de maior concentração de tensão e executar os serviços de abertura de “janela” no trilho de modo a diminuir a tensão nestes pontos, antes de retirar as fixações; A abertura da janela ou corte do trilho só poderá ser executada após o fornecimento do tempo total de interdição. Preparação da barra de trilho para substituição: Elementos Básico de Via Permanente Deverá ser observado a ocorrência de deslocamento longitudinal dos trilhos que venha a provocar o encontro das duas extremidades dos trilhos. Os cortes devem ir desgastando o boleto até que a distancia entre as pontas fique com no mínimo 10mm e que se estabilize, tendo sempre o cuidado de não cortar além da abertura prevista para realização de solda; Após corte do trilho e eliminação das tensões, retira-se a fixação em 12 metros para cada lado do corte ou junta para efetuar o desencontro das extremidades dos trilhos. Durante retirada da fixação nos 12 metros para cada lado iniciais deve-se observar se os trilhos irão topar novamente. Caso venha a topar ; todo o processo deve ser repetido (garantia da eliminação das tensões). Em seguida, com auxilio do macaco de linha ou alavancas, procede-se desencontro das extremidades dos trilhos para permitir o deslocamento longitudinal. Em seguida procede-se a retirada de fixação da extensão a ser trabalhada. Preparação da barra de trilho para substituição: Elementos Básico de Via Permanente Antes do corte observar se existem defeitos superficiais graves ou se há trinca nos furos, caso haja, cortar o trilho eliminando os defeitos e/ou furos e deslocar barra. O corte tem que ser perpendicular; Os trilhos retirados da linha deverão ser selecionados e identificados. Os trilhos inservíveis para a linha deverão ser seccionados por meio de maçarico ou policorte, preferencialmente na região das soldas, em tamanhos com até 12 metros para embarque em vagões tipo plataforma. Preparação da barra de trilho para substituição: Elementos Básico de Via Permanente Nas substituições de trilhos com permanência de juntas metálicas deverá ser efetuado o bizelamento das suas pontas com o auxílio de um limatão manual ou lixadeira, retirando todas as rebarbas de escoamento na extensão da junta, eliminando as arestas vivas. Bizelamento de juntos: Elementos Básico de Via Permanente O diâmetro das brocas ou pastilhas varia de acordo com o perfil do trilho: Para TR-37 ou inferior: Ø de 1”; Para TR-45, TR-57 ou TR-68: Ø 1.1/8”. Furação de trilhos: Elementos Básico de Via Permanente Furação de trilhos: Elementos Básico de Via Permanente MANUTENÇÃO DE AMVs Elementos Básico de Via Permanente Aparelho de mudança de via é conjunto de peças destinadas a possibilitar a passagem dos veículos ferroviários de uma viapara outra, compreendendo principalmente: chave, jacaré, contratrilhos, aparelho de manobra e trilhos de ligação. Introdução: Elementos Básico de Via Permanente Chave: composta por agulha, trilho de encosto de agulha, escoras laterais, placas de apoio bitoladora e de deslizamento, barra de conjugação, aparelho de manobra e tirante de manobra e calços e parafusos; Parte intermediária ou de ligação: composta pelos trilhos de ligação entre o coice da agulha e o jacaré e os trilhos externos e placas de apoio comuns e especiais; Cruzamento: composto pelo jacaré, contratrilhos e trilhos de encosto dos contratrilhos e placas de apoio especiais para cruzamento. Partes do AMV: Elementos Básico de Via Permanente A = Comprimento da Agulha B = Ângulo da Agulha C = Distância do Vértice Teórico à Ponta da Agulha D = Ângulo do Jacaré E = Comprimento do Jacaré F = Comprimento da Ponta de 1/2 para Frente G = Comprimento da Ponta de 1/2 para Tras H = Distância do Vértice Teórico à Ponta de 1/2 I = Comprimento do Contratrilho J = Comprimento Total do Aparelho de Mudança de Via K = Distância da Ponta da Agulha à Ponta do Diamante (Ponta de 1/2) L = Distância entre os Vértices Teóricos da Agulha e do Jacaré M = Flecha N = Trilho Reto de Ligação 0 = Trilho Curvo de Ligação P = Bitola R = Raio S = Abertura do Coice Partes do AMV: Elementos Básico de Via Permanente O numero do jacaré define a sua abertura. Para medir este número marca-se um ponto no núcleo do jacaré onde a abertura seja igual a 10 cm (ponto 1). Em seguida, desloca-se no sentido do marco de entrevia até encontrar uma abertura de 20 cm, marcando-se aí o ponto 2. Então, mede-se a distância horizontal L entre o ponto 1 e 2. O numero do jacaré será a distancia L em centímetros entre o ponto 1 e o ponto 2 dividido por 10. Número do AMV (jacaré): Elementos Básico de Via Permanente As cotas de salvaguarda são estabelecidas em função dos parâmetros dimensionais e tolerâncias de desgaste dos rodeiros dos veículos ferroviários que irão circular sobre os AMV. Cotas de Salvaguarda: Elementos Básico de Via Permanente Cotas de Salvaguarda: Elementos Básico de Via Permanente Cotas de Salvaguarda: Elementos Básico de Via Permanente Nas agulhas e nos trilhos de encosto dos AMV's os limites de desgaste vertical e horizontal devem atender os limites de utilização das rodas dos veículos ferroviários. Assim, os parâmetros são válidos para linhas de bitola métrica e larga. Limite de desgaste de agulha e do trilho de encosto da agulha: Elementos Básico de Via Permanente Os AMV requerem uma inspeção detalhada das peças e componentes que o compõem devido à alta complexidade de seu sistema de funcionamento. O defeito de uma peça ou componente poderá afetar todo o conjunto. Inspeção: Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Elementos Básico de Via Permanente Os Aparelhos de Mudança de Via situados na linha principal devem ser munidos de cadeados, como os desvios particulares, a fim de que no caso de passar trem direto pela estação, ficar a linha de passagem devidamente protegida contra qualquer manobra criminosa feita às agulhas; É irregular e perigoso emendar dormentes para conseguir o comprimento necessário nos AMV; As cotas de salvaguarda devem estar rigorosamente dentro das tolerâncias especificadas, independente das medidas de bitola e calhas de contratrilho e jacaré estarem dentro dos parâmetros estabelecidos; Os contratrilhos devem ter seus parafusos completos e solidamente fixados; Inspeção: Elementos Básico de Via Permanente Não será admitida a ausência dos parafusos das extremidades de contratrilho; Serão permitidos no máximo 2 dormentes inservíveis em seqüência, desde que fora da região da chave ou região do jacaré. Admite-se no máximo a taxa de 10% de dormentes inservíveis em todo AMV; O jacaré não deve estar desnivelado em relação aos seus contratrilhos e respectivos trilhos de encosto. Inspeção: Elementos Básico de Via Permanente A bitola nos AMVs deverá atender os limites das tabelas abaixo quanto do seu assentamento ou substituição de componentes: Limites de bitolas em AMVs: Elementos Básico de Via Permanente A concordância de bitola antes da ponta de agulha (avanço da agulha), deverá ser feita numa distancia mínima de 1,80 m a partir da ponta da agulha, com variação máxima de 2 mm por dormente; Os contratrilhos cuja largura da calha tenham atingido valores superiores a 52 mm deverão ser substituídos quando da substituição dos jacarés; Trilhos de encosto de contratrilhos que apresentem defeitos superficiais também deverão ser substituídos quando da substituição do jacaré; É proibido utilizar solda aluminotérmica ou elétrica no trilho de encosto do contratrilho na região de abrangência do contratrilho; É proibido utilizar solda aluminotérmica ou elétrica no trilho de encosto da agulha na região entre a ponta da agulha e o coice da agulha. Recomendações quanto a manutenção: Elementos Básico de Via Permanente As agulhas devem ajustar-se perfeitamente aos seus respectivos trilhos de encosto; As agulhas devem se movimentar sobre as placas de deslizamento devidamente limpas e lubrificadas ou apoiadas em roletes próprios; Os dormentes do coice das agulhas devem estar bem apoiados, “socados” e nivelados, a fim de que não ocorram movimentações das pontas das agulhas, que costumam se abrir por ocasião da circulação de rodas num coice “arreado”; Pontas de agulhas com espessura superior a 3,2 mm deverão ser esmerilhadas. Manutenção das agulhas: Elementos Básico de Via Permanente O aparelho de manobra deve estar devidamente regulado com pressão suficiente para vedar com segurança as agulhas nos dois sentidos. O manuseio do aparelho de manobra requer esforço para travamento da alavanca de manobra no trinco. Caso o travamento ocorra apenas com o peso da alavanca de manobra o aparelho e sistema de barras de conjugação e tirante de manobra deverão ser inspecionados e regulados. Manutenção do aparelho de manobra: Elementos Básico de Via Permanente Todos os parafusos do Jacaré devem apresentar boas condições de conservação, aperto e travamento; Os dormentes do Jacaré devem apresentar boas condições de socaria e conservação, apresentando espaçamento correto e esquadro uniforme; Não deve existir material estranho na gola do jacaré, ou seja, entre o núcleo e as pernas do jacaré, bem como na garganta do jacaré; Os dormentes devem estar bem socados. A socaria deve ser realizada por meios mecanizados, ou através de socaria com ferramentas manuais, como picaretas de soca; Todos os dormentes sob o jacaré devem estar em bom estado, permitindo apoio adequado, evitando empenos e fraturas nos componentes. A ponta real do jacaré deve estar convenientemente apoiada sobre um dormente; As fixações e parafusos de juntas na região do jacaré e contratrilhos devem estar convenientemente ajustados e apertados. Manutenção do jacaré: Elementos Básico de Via Permanente A partir do coice da agulha, deverão ser medidas flechas posicionando o centro da corda na ponta real do jacaré, medindo a flecha na ponta do jacaré e em 5 pontos no sentido da agulha e 5 pontos no sentido do marco de entrevia. No entanto, a manutenção deve considerar como limite valores equivalente a 80% em relação ao valor máximo calculado: Tolerância de alinhamento em AMV: Elementos Básico de Via Permanente As medições de empeno deverão iniciar pelo coice da agulha, instalando a régua de superelevação no coice, medindo o nivelamento transversal. Coletar dados de nivelamento transversal no sentido do coice para a pontade agulha e no sentido do coice para o marco de entrevia. As medições deverão ser efetuadas tanto na linha principal quanto na reversa. O valor de referência deve ser equivalente a 80% do valor máximo encontrado e não poderá ultrapassar os valores da tabela abaixo: Tolerância de empeno em AMV: