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Biologia Celular 
Histologia Básica II 
Percurso de 
Aprendizagem 
Unidade 3| | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | |
Desenvolvimento do material
Nadja Biondine Marriel
Copyright © 2024, Afya.
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, 
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mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia 
autorização, por escrito, da Afya.
Histologia Básica II 
Para Início de Conversa... .............................. 3
Pontos de Aprendizagem .............................. 4
Aprofundando os pontos .............................. 4
Tema 1 – Células do Tecido nervoso .... 5
Tema 2 – Células do tecido sanguíneo 
e sistema cardíaco ................................... 11
Tema 3 - Células do Sistema 
respiratório ................................................. 18
Teoria na Prática ............................................ 24
Sala de Aula ..................................................... 25
Infográfico ........................................................ 25
Direto ao Ponto .............................................. 26
Referências ...................................................... 26
1 1 Para Início de Conversa...
Seja bem-vindo(a) à disciplina Biologia Celular. Será um prazer tê-
lo(a) por aqui. Esperamos contribuir para o aprimoramento de 
seu aprendizado com qualidade, de forma crítica e, sobretudo, 
respondendo às suas necessidades enquanto aluno(a) e 
profissional do mercado.  
Este material abordará conteúdos pertinentes à histologia 
básica. Vamos caracterizar e descrever os tecidos nervoso 
e sanguíneo e os sistemas circulatório e respiratório. 
Vamos compreender a funcionalidade dos tecidos e sua 
importância no contexto da fisiologia. Nesse aspecto, 
será fundamental entender os aspectos bioquímicos 
dos tecidos em questão. 
Aprenderemos, também, como as células diferentes 
formam tecidos diferentes; o processo das 
sinapses entre os neurônios; e, ainda, a diferença 
entre as células sanguíneas.
Além disso, também vamos descrever e 
comparar os diferentes tipos de vasos 
sanguíneos e os sangues venoso e arterial. 
Detalharemos o sistema respiratório, 
falando sobre a anatomia e a fisiologia 
desse sistema fundamental para o 
nosso organismo. 
 3Biologia Celular 
2 2 Pontos de Aprendizagem
Durante a leitura do texto, procure entender a estrutura geral do tecido nervoso, suas 
funções e a distinção entre neurônios e células da glia. O tecido hematopoiético é 
essencial para a produção dos componentes celulares do sangue, sendo produzido 
na medula óssea. No estudo do sistema circulatório, analisaremos a forma como o 
coração e os vasos sanguíneos colaboram para garantir o fluxo sanguíneo, enfatizando 
as particularidades das artérias, das veias e dos capilares, e a importância central 
do coração.
O sistema respiratório, fundamental para a troca de gases, será discutido com foco na 
anatomia dos pulmões e das vias aéreas. Vários tipos de células têm funções específicas 
na realização e na transferência de gases. Vamos explicar as funções dos pequenos 
alvéolos pulmonares e sua relevância na fisiologia do corpo.
Ao abordarmos esses temas, explicaremos as funções exercidas pelo sistema circulatório 
e respiratório, demonstrando a interação entre eles para garantir o equilíbrio do corpo. 
Vamos analisar como o tecido nervoso e hematopoiético se conectam a esses sistemas, 
ressaltando a complexidade e a relevância de cada parte no funcionamento do corpo 
humano como um todo. 
3 3 Aprofundando os pontos
Nosso corpo apresenta uma diversidade de tecidos, sendo eles o epitelial, os 
conjuntivos, o nervoso e o muscular. Se observarmos com detalhe, vemos que são 
formados por células diferentes, que, por sua vez, desempenham funções diferentes. A 
caracterização histológica nos permitirá compreender como células diferentes formam 
tecidos diferentes! 
No que diz respeito aos tecidos nervosos e hematopoiéticos, é essencial ter em mente 
que as células que se formam têm diferentes formas e configurações, o que influencia, 
diretamente, suas funções fisiológicas. Vamos entender por que os neurônios enviam 
sinais elétricos e o papel das células da glia na sustentação e na proteção desses 
neurônios. Vamos examinar a produção dos componentes do sangue no tecido 
hematopoiético e sua relevância na defesa e na oxigenação do corpo.
Para isso, será necessário destacar as características específicas de cada tipo de 
tecido, assim como a estrutura celular das principais células presentes neles. No 
sistema cardiovascular, vamos explicar a anatomia do coração e dos vasos sanguíneos, 
contrastando a estrutura e a função das artérias, das veias e dos capilares, e como 
esses elementos colaboram para garantir a eficácia da circulação sanguínea.
O sistema de proteção, fundamental para a troca de gases, será focado na estrutura dos 
pulmões e das vias respiratórias, evidenciando os diversos tipos de células responsáveis 
 4Biologia Celular 
pela condução e a transferência de gases. Entenderemos a relevância dos sacos de ar 
dos pulmões e suas alterações para melhorar a respiração. 
A partir desse ponto, será viável uma melhor compreensão da estrutura e da formação 
dos tecidos nervosos, hematopoiéticos, circulatórios e respiratórios, além de sua 
interação com outros tecidos e sistemas do organismo humano. 
Tema 1 – Células do Tecido nervoso
A compreensão do sistema nervoso é essencial para a pesquisa nas áreas de biologia 
e de medicina, dada sua importância central na estrutura e no funcionamento do 
organismo humano. O sistema nervoso é responsável por coordenar e por regular uma 
vasta gama de funções vitais, incluindo a recepção de estímulos sensoriais; a integração 
e o processamento de informações; e a geração de respostas adequadas para manter a 
homeostase e a interação com o ambiente.
O tecido nervoso é constituído por neurônios e células da glia. Os neurônios são células 
excitáveis especializadas na transmissão de sinais elétricos e químicos, enquanto as 
células da glia, como os astrócitos, os oligodendrócitos e as micróglias, desempenham 
funções de suporte, proteção e nutrição dos neurônios. A comunicação entre os 
neurônios ocorre por meio de impulsos elétricos conhecidos como potenciais de ação. 
O potencial de ação é um fenômeno eletroquímico que se propaga ao longo do axônio 
do neurônio, permitindo a rápida transmissão de sinais.
Existem dois tipos principais de sinapses, as junções entre os neurônios onde ocorre 
a comunicação: sinapses elétricas e sinapses químicas. Nas sinapses elétricas, os 
sinais são transmitidos diretamente de um neurônio para outro por meio de junções 
comunicantes que permitem o fluxo direto de íons, proporcionando uma comunicação 
rápida e sincronizada. Nas sinapses químicas, a transmissão do sinal envolve a liberação 
de neurotransmissores na fenda sináptica, uma pequena lacuna entre os neurônios. 
Os neurotransmissores se ligam a receptores na membrana do neurônio pós-sináptico, 
desencadeando uma resposta elétrica ou química.
Este capítulo examinará a organização, a função e a categorização dos diferentes 
componentes do sistema nervoso, com ênfase nas especializações das células nervosas, 
como dendritos e axônios, e explorará a complexa rede de sinapses que permite a 
comunicação eficiente entre os neurônios. Também será analisado o papel das células 
da glia na manutenção da homeostase neural e no suporte funcional aos neurônios.
Além disso, será analisada a contribuição do sistema nervoso para o equilíbrio do 
organismo e a resposta aos estímulos, ressaltando a relevância de cada componente 
na preservação da saúde e no funcionamento do corpo humano. Com base nesse 
conhecimento fundamental, será possível explorar, em maior profundidade, a análise 
de diferentes sistemas e tecidos, destacando a conexão entre as várias partes do 
corpo humano. Esse conhecimento é crucial para aplicações práticas em áreascomo 
 5Biologia Celular 
medicina, fisioterapia e biotecnologia, em que a compreensão detalhada do sistema 
nervoso frequentemente é necessária.
Objetivos de Aprendizagem:
• Identificar as diferenças entre sistema nervoso periférico e sistema 
nervoso autônomo.
• Caracterizar as células que compõem o tecido nervoso.
• Descrever o processo das sinapses.
• Definir as funções do tecido nervoso.
Conteúdo:
1.1 Neurônio
Os neurônios são as unidades funcionais do sistema nervoso, sendo responsáveis 
pela transmissão de sinais elétricos e químicos que permitem a comunicação entre 
diferentes partes do corpo. Cada neurônio tem uma estrutura básica composta por corpo 
celular (soma), dendritos e axônio. O corpo celular contém o núcleo e a maioria das 
organelas celulares, funcionando como o centro metabólico do neurônio. Os dendritos 
são extensões ramificadas que recebem sinais de outros neurônios e os transmitem 
para o corpo celular. O axônio, uma longa extensão única, conduz impulsos elétricos do 
corpo celular para outras células nervosas, músculos ou glândulas.
Figura 1: Representação de um Tecido Nervoso. Fonte: Ross e Pawlina (2016, p. 568).
 6Biologia Celular 
Existem três tipos principais de neurônios, classificados com base em sua morfologia: 
• multipolares;
• bipolares;
• unipolares,
Os neurônios multipolares têm um axônio e múltiplos dendritos, sendo o tipo mais 
comum no sistema nervoso central. Eles são encontrados no cérebro e na medula 
espinhal, onde desempenham papéis críticos na integração de informações e na 
execução de respostas motoras.
Os neurônios bipolares têm um único axônio e um único dendrito que se estendem 
a partir de lados opostos do corpo celular. Esses neurônios são relativamente raros 
e estão presentes, principalmente, em órgãos sensoriais específicos, como a retina 
dos olhos e os gânglios vestibulares do ouvido interno, onde transmitem informações 
sensoriais para o sistema nervoso central.
Os neurônios unipolares ou pseudounipolares têm um único processo que se divide 
em dois ramos: um que funciona como dendrito e outro como axônio. Esses neurônios 
são encontrados, predominantemente, nos gânglios das raízes dorsais dos nervos 
espinhais e são responsáveis por transmitir informações sensoriais do corpo para a 
medula espinhal.
A morfologia dos neurônios é relacionada, intimamente, às suas funções. Os dendritos 
amplamente ramificados dos neurônios multipolares permitem a integração de 
múltiplos sinais sinápticos, enquanto as estruturas bipolar e unipolar facilitam a 
transmissão eficiente de sinais sensoriais específicos. Além disso, a presença de 
mielina ao longo dos axônios, fornecida pelas células da glia, aumenta a velocidade de 
condução dos impulsos elétricos, garantindo uma comunicação rápida e eficiente entre 
os neurônios.
Compreender a morfologia e os tipos de neurônios é fundamental para desvendar os 
complexos mecanismos de funcionamento do sistema nervoso e suas diversas funções 
no corpo humano.
1.2 Células da Glia
Também conhecidas como neuroglia ou, simplesmente, glia, são componentes 
essenciais do sistema nervoso, desempenhando funções de suporte, proteção e nutrição 
dos neurônios, existindo vários tipos de células gliais, cada uma com morfologia e 
funções específicas. 
Os astrócitos são células gliais com forma estrelada, abundantes no sistema nervoso 
central (SNC). Sustentam os neurônios, regulam a composição do fluido extracelular, 
ajudam na formação da barreira hematoencefálica e participam da cicatrização de 
lesões no SNC. Os astrócitos são fundamentais para a homeostase neuronal, fornecendo 
nutrientes e removendo resíduos.
 7Biologia Celular 
Os oligodendrócitos, encontrados no SNC, têm extensões que se enrolam ao redor dos 
axônios de múltiplos neurônios, formando a bainha de mielina. Essa estrutura aumenta 
a velocidade de condução dos impulsos elétricos ao longo dos axônios, facilitando a 
comunicação rápida e eficiente entre os neurônios. 
Figura 2: Representação da Glia. Fonte: Ross e Pawlina (2016, p. 592).
As células de Schwann desempenham uma função similar aos oligodendrócitos, 
sendo localizadas no sistema nervoso periférico (SNP), envolvendo um único axônio 
individualmente, proporcionando isolamento e apoio estrutural, além de facilitar a 
regeneração dos nervos após lesões.
A micróglia é outro tipo de célula glial no SNC, atuando como a principal defesa 
imunológica do cérebro e da medula espinhal. São pequenas e móveis, capazes de 
fagocitar detritos celulares e patógenos, desempenhando um papel crucial na resposta 
inflamatória e na manutenção da saúde neuronal.
Além disso, as células ependimárias revestem os ventrículos do cérebro e o canal 
central da medula espinhal. Essas células são cuboides ou cilíndricas e têm cílios que 
ajudam na circulação do líquido cerebrospinal (LCR), contribuindo para a proteção e a 
nutrição do tecido nervoso.
Cada tipo de célula glial tem uma morfologia adaptada às suas funções específicas:
• sustentação estrutural;
• isolamento dos axônios;
• defesa imunológica;
• manutenção do ambiente extracelular. 
 8Biologia Celular 
Juntas, as células da glia garantem o funcionamento eficiente do sistema nervoso, 
permitindo que os neurônios realizem suas tarefas de comunicação e de processamento 
de informações. 
Compreender a diversidade e as funções das células gliais é fundamental para o estudo 
da neurociência e para o desenvolvimento de tratamentos para doenças neurológicas.
1.3 Sinapses e Neurotransmissores
Vamos começar falando sobre sinapse, que é o potencial de ação que ocorre por meio 
de um fenômeno elétrico fundamental na comunicação neuronal. Começa quando um 
neurônio atinge um limiar de despolarização, geralmente devido à entrada de íons 
sódio (Na+) por meio de canais iônicos na membrana celular. Esse influxo de sódio 
causa uma rápida mudança no potencial elétrico da célula, que se propaga ao longo 
do axônio até atingir os terminais sinápticos. A transmissão do sinal entre neurônios 
ocorre nas sinapses, que são junções especializadas entre o terminal de um neurônio e 
a membrana de outro neurônio ou célula efectora.
Nas sinapses, a comunicação é mediada por neurotransmissores, substâncias químicas 
que são liberadas pelo neurônio pré-sináptico em resposta ao potencial de ação. Esses 
neurotransmissores atravessam a fenda sináptica e se ligam a receptores na membrana 
do neurônio pós-sináptico, gerando uma resposta que pode ser excitatória ou inibitória. 
Essa interação pode resultar em uma nova despolarização e em um potencial de ação 
no neurônio pós-sináptico, perpetuando o sinal elétrico.
A eficácia da transmissão sináptica é crucial para funções cerebrais complexas, incluindo 
aprendizado, memória e controle motor. Após a liberação, neurotransmissores são 
removidos da fenda sináptica rapidamente por processos de reabsorção ou degradação 
para garantir a precisão e a eficiência da comunicação neural.
1.4 Sistema Nervoso Central
O sistema nervoso central (SNC) é uma das principais divisões do sistema nervoso e 
desempenha um papel crucial no controle e na coordenação das funções corporais. 
Composto pelo cérebro e pela medula espinhal, o SNC é responsável pela integração 
e o processamento de informações recebidas dos órgãos sensoriais e pela emissão de 
comandos para os músculos e as glândulas.
O cérebro, a estrutura mais complexa do SNC, é dividido em várias regiões, sendo cada 
uma responsável por diferentes funções. O córtex cerebral, por exemplo, está envolvido 
em processos cognitivos como pensamento, percepção e tomada de decisões. O 
cerebelo, localizado na parte inferior do cérebro, coordena movimentos e mantém o 
equilíbrio. Já o tronco encefálico, por sua vez, controla funções vitais automáticas, como 
respiração e frequência cardíaca.
A medula espinhal, que se estende desde a base do cérebro até a região lombar, atua 
como uma via de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Ela transmite sinais 
motores docérebro para os músculos e sinais sensoriais do corpo para o cérebro. Além 
 9Biologia Celular 
disso, a medula espinhal coordena reflexos rápidos e automáticos que não requerem a 
intervenção consciente do cérebro.
O SNC está envolvido em funções essenciais como
• processamento sensorial;
• regulação das emoções;
• formação de memórias; 
• controle das atividades motoras. 
A proteção do SNC é garantida pelas meninges, que são camadas de tecido que 
envolvem e isolam o cérebro e a medula espinhal, e pelo líquido cerebrospinal, que 
atua como um amortecedor contra impactos e lesões. O bom funcionamento do SNC é 
vital para a saúde e o bem-estar geral, pois é essencial para a coordenação de quase 
todas as atividades corporais e mentais.
1.5 Sistema Nervoso Periférico
O sistema nervoso periférico (SNP) é a extensão do sistema nervoso além do cérebro 
e da medula espinhal, desempenhando um papel fundamental na comunicação entre 
o sistema nervoso central (SNC) e o resto do corpo. É composto por nervos e gânglios, 
que se distribuem por todo o organismo, conectando o SNC a órgãos, músculos 
e glândulas.
O SNP é dividido em duas principais seções. 
Sistema nervoso somático 
O sistema nervoso somático é responsável pelo controle das atividades voluntárias e 
pela transmissão de informações sensoriais para o SNC. Ele inclui nervos que inervam 
a pele, músculos esqueléticos e articulações, permitindo a percepção de estímulos 
táteis, dolorosos e de temperatura, bem como a execução de movimentos voluntários.
Sistema nervoso autônomo
O sistema nervoso autônomo, por outro lado, regula funções involuntárias e automáticas 
do corpo, como a frequência cardíaca, a digestão e a respiração. É subdividido em duas 
partes: o sistema nervoso simpático, que prepara o corpo para situações de estresse 
e emergência (“luta ou fuga”), e o sistema nervoso parassimpático, que promove o 
repouso e a recuperação (“repouso e digestão”).
Os nervos periféricos são compostos por feixes de axônios envolvidos por camadas 
de tecido conectivo. Podem ser classificados em nervos cranianos, que emergem 
do cérebro, e nervos espinais, que se originam da medula espinhal. Esses nervos 
transmitem informações sensoriais ao SNC e conduzem comandos motores para os 
músculos e as glândulas.
Além de sua função de comunicação, o SNP também desempenha um papel vital na 
manutenção da homeostase e na adaptação às mudanças no ambiente. Lesões no SNP 
 10Biologia Celular 
podem afetar a capacidade de sentir e de mover partes do corpo, e o tratamento, muitas 
vezes, requer a reabilitação para restaurar a função e a qualidade de vida.
Como pudemos observar, a compreensão detalhada do sistema nervoso, incluindo 
seus componentes, funções e interações, é fundamental para a pesquisa em biologia e 
medicina. Os neurônios e as células da glia trabalham em conjunto para garantir uma 
comunicação eficiente e a manutenção da homeostase no organismo. A sinapse e a 
liberação de neurotransmissores são processos cruciais que facilitam a transmissão de 
sinais entre os neurônios, impactando diretamente funções cognitivas e motoras.
O sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico desempenham papéis 
complementares na coordenação e controle das funções corporais. O SNC processa 
e integra informações, enquanto o SNP realiza a comunicação entre o SNC e o 
restante do corpo. Compreender esses sistemas e suas interações é essencial para o 
desenvolvimento de tratamentos para distúrbios neurológicos e para a aplicação 
prática em áreas como medicina e fisioterapia, destacando a importância de um estudo 
aprofundado para a preservação da saúde e do bem-estar humano.
 " Além da sala de Aula
Desde a descoberta da plasticidade cerebral, pesquisadores buscam entender seus 
fundamentos para melhorar o tratamento de doenças cerebrais e prever mudanças 
no cérebro. A neuroplasticidade, embora simples em conceito, é complexa em seus 
mecanismos. Pensando nisso, sugerimos a leitura do artigo “The times they are 
a-changin’: a proposal on how brain flexibility goes beyond the obvious to include the 
concepts of “upward” and “downward” to neuroplasticity”, de Diniz e Crestani (2023).
Título: “The times they are a-changin’: a proposal on how 
brain flexibility goes beyond the obvious to include the 
concepts of “upward” and “downward” to neuroplasticity”
Páginas indicadas: 977-992
Referência: DINIZ, C.; CRESTANI, A. P. (2023). The times 
they are a-changin’: a proposal on how brain flexibility 
goes beyond the obvious to include the concepts of 
“upward” and “downward” to neuroplasticity. Molecular 
Psychiatry, v. 28, n. 3, p. 977-992, 2023.
Tema 2 – Células do tecido sanguíneo e 
sistema cardíaco
As células do tecido sanguíneo e o sistema cardíaco desempenham papéis fundamentais 
na manutenção da homeostase e da vida nos organismos multicelulares. O sangue é 
Acesse
aqui
 11Biologia Celular 
https://www.nature.com/articles/s41380-022-01931-x
composto por diversos tipos celulares, incluindo eritrócitos (glóbulos vermelhos), 
leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. 
Os eritrócitos são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os 
tecidos e pela remoção do dióxido de carbono, graças à presença da hemoglobina. 
Os leucócitos são essenciais para o sistema imunológico, defendendo o corpo contra 
infecções e outras doenças. As plaquetas, por sua vez, são cruciais para a coagulação 
sanguínea, ajudando a prevenir a perda excessiva de sangue em caso de lesões.
O sistema cardíaco, composto pelo coração e pelos vasos sanguíneos, é responsável 
pela circulação do sangue por todo o corpo. O coração, um órgão muscular localizado 
no tórax, atua como uma bomba, impulsionando o sangue por meio das artérias e das 
veias. Esse órgão é dividido em quatro câmaras, sendo dois átrios superiores e dois 
ventrículos inferiores. O sangue desoxigenado entra no átrio direito e é bombeado para 
o ventrículo direito, de onde é enviado para os pulmões para ser oxigenado. O sangue 
oxigenado retorna ao coração pelo átrio esquerdo e é bombeado pelo ventrículo 
esquerdo para todo o corpo.
A coordenação entre o sistema cardiovascular e as células do tecido sanguíneo é 
vital para a entrega eficiente de oxigênio e nutrientes às células e para a remoção 
de resíduos metabólicos. Esse sistema também desempenha um papel crucial na 
regulação da temperatura corporal, no equilíbrio dos fluidos e na defesa imunológica. 
A integridade e o funcionamento adequado dessas estruturas são essenciais para a 
saúde e o bem-estar geral do organismo.
Objetivos de Aprendizagem:
Descrever a composição histológica do sistema circulatório.
• Diferenciar os tipos de vasos sanguíneos.
• Detalhar as funções do sangue.
• Caracterizar as funções e as diferenças das células sanguíneas.
Conteúdo:
2.1 Hematopoiese e Hemácias
A hematopoiese é o processo de formação e desenvolvimento das células sanguíneas, 
que ocorre, principalmente, na medula óssea vermelha. Esse processo complexo garante 
a produção contínua de eritrócitos (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) 
e plaquetas, todos essenciais para as funções vitais do organismo. A hematopoiese 
é regulada por uma série de fatores de crescimento e por citocinas que estimulam 
a diferenciação e a proliferação das células-tronco hematopoiéticas, as quais são 
pluripotentes e têm a capacidade de gerar todos os tipos de células sanguíneas 
(Figura 3). 
 12Biologia Celular 
Figura 3: Ilustração de um eritrócito. Fonte: Ross e Pawlina (2016, p. 445).
As hemácias ou eritrócitos são as células mais abundantes no sangue e têm uma forma 
bicôncava, o que aumenta sua área de superfície e facilita a troca de gases. Elas são 
anucleadas nos mamíferos, o que significa que não têm núcleo, permitindo mais espaço 
para a hemoglobina, a proteína responsável pelo transporte de oxigênio e dióxido 
de carbono. Cada hemácia contém, aproximadamente, 270 milhões de moléculas de 
hemoglobina, que se ligam ao oxigênio nos pulmõese o liberam nos tecidos corporais, 
enquanto coletam o dióxido de carbono para ser expelido pelos pulmões.
As hemácias têm uma vida útil média de cerca de 120 dias. Após esse período, são 
fagocitadas por macrófagos no baço, no fígado e na medula óssea. A produção de novas 
hemácias é estimulada pelo hormônio eritropoietina, que é liberado pelos rins em 
resposta à hipóxia (baixa concentração de oxigênio no sangue). Além do transporte de 
gases, as hemácias também contribuem para a manutenção do pH sanguíneo, agindo 
como tampões.
A integridade e a funcionalidade das hemácias são cruciais para a oxigenação adequada 
dos tecidos e para a remoção eficiente de resíduos metabólicos, sendo fundamentais 
para o metabolismo e a saúde geral do organismo. 
2.2 Leucócitos
Os leucócitos ou glóbulos brancos são células do sistema imunológico responsáveis 
pela defesa do organismo contra infecções e substâncias estranhas. Existem vários 
tipos de leucócitos, cada um com funções específicas. Os principais tipos incluem 
neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos.
Os neutrófilos são os leucócitos mais abundantes e têm a função de fagocitar e destruir 
bactérias e fungos. São os primeiros a chegar ao local de uma infecção. Já os eosinófilos 
combatem parasitas e participam de reações alérgicas, liberando substâncias que 
ajudam a controlar a resposta inflamatória. Os basófilos liberam histamina e heparina, 
substâncias que desempenham um papel importante nas reações alérgicas e na 
regulação do fluxo sanguíneo.
 13Biologia Celular 
Os monócitos, que se transformam em macrófagos quando entram nos tecidos, são 
responsáveis por fagocitar microrganismos, células mortas e outros detritos celulares. 
Também apresentam antígenos aos linfócitos, iniciando a resposta imune adaptativa. 
Os linfócitos são divididos em três principais subtipos: 
• linfócitos T;
• linfócitos B;
• células NK (natural killer). 
Os linfócitos T ajudam a regular a resposta imunológica e a destruir células infectadas 
por vírus. Os linfócitos B produzem anticorpos que neutralizam patógenos específicos. 
As células NK atacam e destroem células tumorais e infectadas por vírus de maneira 
não específica.
Em suma, os leucócitos são vitais para a proteção do corpo contra infecções e doenças, 
cada tipo desempenhando um papel distinto e crucial no sistema imunológico. Circulam 
no sangue e nos tecidos, prontos para responder a qualquer ameaça ao organismo.
2.3 Plasma Sanguíneo, Plaquetas e a Coagulação Sanguínea
O plasma sanguíneo é a parte líquida do sangue, composto, principalmente, por água 
(cerca de 90%), além de proteínas, hormônios, nutrientes, gases e resíduos metabólicos. 
Desempenha um papel crucial no transporte de substâncias pelo corpo, incluindo 
nutrientes, hormônios e produtos de excreção. 
As proteínas plasmáticas, como albumina, globulinas e fibrinogênio, têm funções 
essenciais na manutenção da pressão osmótica, na defesa imunológica e na 
coagulação sanguínea.
Figura 4: Representação de uma plaqueta humana vista pelo microscópio. Fonte: Junqueira 
e Carneiro (2013, p. 251).
Granulos 
eletron-densos
Granulos de 
glicogenio
Microtubulos 
Glicocálice
Sistema de 
canaliculos 
abertos
 14Biologia Celular 
As plaquetas ou trombócitos são pequenos fragmentos celulares derivados dos 
megacariócitos, que desempenham um papel fundamental na coagulação sanguínea. 
Quando ocorre uma lesão vascular, as plaquetas são ativadas e se agregam no local 
da lesão, formando um tampão inicial para estancar o sangramento. Também liberam 
substâncias químicas que atraem mais plaquetas e iniciam a cascata de coagulação.
A coagulação sanguínea é um processo complexo que envolve a ativação de uma série 
de proteínas plasmáticas chamadas fatores de coagulação. Esse processo culmina na 
transformação do fibrinogênio em fibrina, uma proteína que forma uma rede insolúvel 
que estabiliza o tampão plaquetário, formando um coágulo. Existem duas vias principais 
de ativação da coagulação: a via intrínseca, que é iniciada por danos na superfície dos 
vasos sanguíneos, e a via extrínseca, que é iniciada por traumas teciduais externos.
O equilíbrio entre a formação de coágulos e a sua dissolução é crucial para a 
manutenção da hemostasia. Distúrbios nesse equilíbrio podem levar a condições 
patológicas, como a trombose, caracterizada pela formação excessiva de coágulos, ou 
hemorragias, resultantes de uma coagulação insuficiente.
2.4 Histologia do Sistema Circulatório
A histologia do sistema circulatório estuda a estrutura microscópica dos vasos 
sanguíneos e do coração, que, juntos, garantem a circulação sanguínea por todo o 
corpo. Existem três principais tipos de vasos sanguíneos, tendo cada um características 
distintas adaptadas às suas funções específicas: 
• artérias;
• veias;
• capilares.
As artérias são vasos que transportam sangue do coração para os tecidos. Têm paredes 
espessas e elásticas, compostas por três camadas: 
• túnica íntima (interna);
• túnica média (média);
• túnica adventícia (externa).
A túnica íntima das veias, assim como nas artérias, consiste em uma camada de células 
endoteliais que revestem o interior do vaso, proporcionando uma superfície lisa para o 
fluxo sanguíneo. No entanto, nas veias, essa camada é acompanhada por uma lâmina 
elástica interna menos proeminente, devido à menor pressão sanguínea. As veias são 
responsáveis por transportar o sangue dos tecidos de volta ao coração, e suas paredes 
são, geralmente, mais finas e menos elásticas em comparação com as artérias, refletindo 
a menor pressão do sangue em seu interior.
A túnica média das veias é menos desenvolvida, composta por uma camada de células 
musculares lisas dispostas de forma mais rala, o que contribui para a menor capacidade 
contrátil das veias em relação às artérias. Em contrapartida, a túnica adventícia é, 
geralmente, mais espessa nas veias. 
 15Biologia Celular 
Essa camada externa é composta por tecido conjuntivo, colágeno e fibras elásticas, 
conferindo resistência e suporte estrutural ao vaso e ajudando a fixar as veias nos 
tecidos circundantes. Além disso, a túnica adventícia das grandes veias contém vasos 
nutricionais, pequenos vasos que fornecem nutrientes às camadas externas do vaso.
Um aspecto distintivo das veias é a presença de válvulas internas, formadas por dobras 
da túnica íntima. Essas válvulas são essenciais para prevenir o refluxo sanguíneo, 
garantindo o fluxo unidirecional de volta ao coração, especialmente nas extremidades 
inferiores, onde a gravidade poderia causar o acúmulo de sangue.
Os capilares são os menores vasos sanguíneos e são constituídos por uma única camada 
de células endoteliais, permitindo trocas eficientes de gases, nutrientes e resíduos entre 
o sangue e os tecidos. Formam uma vasta rede de microvasos que permeia todos os 
tecidos do corpo, facilitando a difusão direta de substâncias. As diferenças histológicas 
entre artérias, veias e capilares são fundamentais para suas funções específicas no 
sistema circulatório. As artérias distribuem o sangue sob alta pressão, as veias retornam 
o sangue ao coração sob baixa pressão, e os capilares permitem as trocas metabólicas 
essenciais.
A histologia do coração revela a complexidade estrutural desse órgão vital, que é 
essencial para o bombeamento eficiente do sangue pelo corpo. O coração é composto 
por três camadas principais: 
• endocárdio;
• miocárdio;
• pericárdio.
O endocárdio é a camada mais interna, formada por células endoteliais que revestem 
as cavidades internas do coração, proporcionando uma superfície lisa para o fluxo 
sanguíneo. Já o miocárdio é a camada intermediária e a mais espessa, composta por 
tecido muscular cardíaco especializado cujas células, os cardiomiócitos, têm estriações 
e interconexões que permitem a contração coordenada e eficiente do coração. 
O pericárdio, a camada externa, é um saco fibroso que envolve o coração, composto 
por duas subcamadas: o pericárdio visceral (epicárdio) eo pericárdio parietal. Esse 
revestimento fornece proteção e reduz o atrito entre o coração e as estruturas 
adjacentes durante os batimentos cardíacos.
Além disso, o coração contém uma rede de fibras de condução, como o nó sinoatrial 
e o nó atrioventricular, que regulam o ritmo cardíaco, assegurando a sincronização 
das contrações. A histologia do coração reflete sua complexa estrutura e suas funções, 
essenciais para a circulação sanguínea eficiente. 
2.5 Circulação Sanguínea Fisiologia 
A fisiologia da circulação sanguínea envolve a dinâmica do transporte de sangue 
pelo corpo, essencial para a entrega de oxigênio e nutrientes aos tecidos e para a 
remoção de resíduos metabólicos. O coração, um órgão muscular central, atua como a 
 16Biologia Celular 
bomba que impulsiona o sangue por meio dos vasos sanguíneos. A circulação sistêmica 
começa quando o sangue oxigenado é bombeado do ventrículo esquerdo para a aorta 
e distribuído por todo o corpo por meio das artérias. À medida que o sangue flui pelos 
capilares, ocorre a troca de gases, nutrientes e resíduos entre o sangue e as células 
dos tecidos.
Após essa troca, o sangue desoxigenado é coletado pelas veias e retorna ao 
coração, entrando no átrio direito e, em seguida, no ventrículo direito. Daqui, o 
sangue é bombeado para os pulmões por meio da artéria pulmonar, iniciando a 
circulação pulmonar. Nos pulmões, o sangue recebe oxigênio e libera dióxido de 
carbono, completando o ciclo respiratório. O sangue oxigenado retorna ao átrio 
esquerdo do coração pelas veias pulmonares, pronto para iniciar um novo ciclo de 
circulação sistêmica.
A regulação da circulação sanguínea é controlada por diversos mecanismos, incluindo 
a frequência e a força das contrações cardíacas, a resistência dos vasos sanguíneos 
e o volume sanguíneo total. O sistema nervoso autônomo desempenha um papel 
crucial, com o sistema simpático aumentando a frequência cardíaca e a vasoconstrição, 
enquanto o sistema parassimpático reduz a frequência cardíaca e promove 
a vasodilatação.
Em resumo, a fisiologia da circulação sanguínea é um processo complexo e altamente 
coordenado que garante a manutenção da homeostase e a saúde dos tecidos corporais.
Ao fim, aprendemos que a hematopoiese é o processo de formação e desenvolvimento 
das células sanguíneas, ocorrendo, principalmente, na medula óssea vermelha, 
produzindo eritrócitos, leucócitos e plaquetas. As hemácias ou eritrócitos são as células 
mais abundantes no sangue, facilitando a troca de gases devido à sua forma bicôncava 
e à alta concentração de hemoglobina, que transporta oxigênio e dióxido de carbono. A 
produção de hemácias é estimulada pela eritropoietina, liberada pelos rins em resposta 
à hipóxia.
Os leucócitos são essenciais para a defesa do organismo, com tipos variados 
desempenhando funções específicas: neutrófilos fagocitam bactérias e fungos; 
eosinófilos combatem parasitas e reações alérgicas; basófilos liberam histamina e 
heparina; monócitos transformam-se em macrófagos para fagocitar microrganismos 
e células mortas; e linfócitos T, B e NK regulam a resposta imunológica e combatem 
células infectadas e tumorais.
O plasma sanguíneo, composto, principalmente, por água e proteínas, transporta 
substâncias pelo corpo. As plaquetas são fragmentos celulares cruciais para a 
coagulação sanguínea, formando um tampão inicial em lesões e ativando a cascata de 
coagulação, resultando na formação de fibrina para estabilizar o coágulo. O equilíbrio 
entre formação e dissolução de coágulos é vital para a hemostasia.
A histologia do sistema circulatório estuda as características microscópicas dos vasos 
sanguíneos e do coração. Artérias têm paredes espessas e elásticas; veias têm paredes 
mais finas com válvulas internas; capilares permitem trocas de gases e nutrientes. O 
 17Biologia Celular 
coração, com suas camadas de endocárdio, miocárdio e pericárdio, tem uma rede de 
fibras de condução que regula o ritmo cardíaco.
A circulação sanguínea, essencial para a entrega de oxigênio e nutrientes e para 
remoção de resíduos, é controlada pelo sistema nervoso autônomo, garantindo a 
manutenção da homeostase e a saúde dos tecidos.
 " Além da sala de Aula
“Red Blood Cells: Chasing Interactions”
Leia o artigo “Red Blood Cells: Chasing Interactions”, de Virginia Pretini et al (2019), em 
aborda os glóbulos vermelhos humanos (RBC), que são células altamente diferenciadas 
que perderam suas organelas durante a maturação, fundamentais para o transporte de 
oxigênio e de dióxido de carbono no sistema respiratório. 
Sua estrutura flexível permite que se deformem para atravessar vasos sanguíneos 
pequenos, como capilares. Ao longo de sua vida útil de 120 dias, os RBCs interagem 
com diversos tipos de células, incluindo células endoteliais, plaquetas, macrófagos 
e bactérias.
Além de seu papel no transporte de gases, contribuem para a trombose, a hemostasia 
e a resposta imune. Para entender melhor suas interações e suas funções, é importante 
estudar os componentes da membrana dos RBCs, como canais iônicos, proteínas 
e fosfolipídios. 
Título: “Red Blood Cells: Chasing Interactions”
Páginas: 1 a 34
Referência: PRETINI, V. et al. Red Blood Cells: Chasing 
Interactions. Front Physiol., jul. 2021. Disponível 
em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/
PMC6684843/. Acesso em: 28 ago. 2024.
Tema 3 - Células do Sistema respiratório
O sistema respiratório humano é fundamental para a manutenção da vida, sendo 
responsável pela troca de gases vitais entre o corpo e o ambiente. Esse processo é 
essencial para fornecer oxigênio às células, para o metabolismo celular e para remover 
o dióxido de carbono, um subproduto desse processo. As estruturas que compõem o 
sistema respiratório, desde as vias aéreas superiores até os pulmões, desempenham 
papéis específicos na condução e na filtragem do ar, além de facilitar a troca gasosa 
nos alvéolos.
Além da função primária de respiração, o sistema respiratório também contribui para 
a manutenção do equilíbrio ácido-base, a termorregulação e a defesa do organismo 
Acesse
aqui
 18Biologia Celular 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6684843/.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6684843/.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6684843/
contra patógenos. A regulação da respiração é realizada pelo centro respiratório no 
cérebro, que adapta a taxa e a profundidade respiratória conforme a necessidade 
do organismo. 
Compreender a anatomia e a fisiologia desse sistema é essencial para identificar e para 
tratar condições respiratórias, como asma e doenças pulmonares obstrutivas crônicas 
(DPOC), que podem impactar a saúde gravemente. Abordaremos, então, detalhadamente, 
essas estruturas e suas funções, fornecendo uma base sólida para o estudo do sistema 
respiratório em saúde.
Objetivos de Aprendizagem:
• Compreender a anatomia geral do sistema respiratório.
• Descrever a função do sistema respiratório.
• Identificar histologia da traqueia.
• Comparar os diferentes órgãos do sistema respiratório.
Conteúdo:
3.1 Anatomia do Sistema Respiratório
A anatomia do sistema respiratório humano é complexa e vital para a troca de gases, 
sendo fundamental para a homeostase. Para começar, precisamos entender que o 
sistema respiratório é dividido em duas partes principais: as vias aéreas superiores 
e inferiores. 
As vias aéreas superiores são constituídas por nariz, cavidade nasal, seios paranasais, 
faringe e laringe. O nariz e a cavidade nasal são as portas de entrada do ar, onde é 
filtrado, aquecido e umidificado. A cavidade nasal é revestida por um epitélio ciliado 
e mucoso que captura partículas e microrganismos. A faringe, compartilhada com o 
sistema digestivo, direciona o ar para a laringe. A laringe, contendo as cordas vocais, é 
responsável pela produção de som e protege a traqueia contra a entrada de alimentos.
Já as vias aéreas inferiores são compostas por traqueia, brônquios, bronquíolos 
e pulmões. A traqueia é um tubo cartilaginosoque se divide em dois brônquios 
principais, cada um direcionado para um pulmão. Dentro dos pulmões, os brônquios 
se ramificam em brônquios menores e em bronquíolos, que terminam nos alvéolos, 
que são estruturas esféricas microscópicas revestidas por células epiteliais finas e 
envoltas por uma densa rede de capilares sanguíneos, onde ocorre a troca de gases 
por difusão. A presença de surfactante alveolar reduz a tensão superficial, evitando o 
colapso alveolar.
Os pulmões são órgãos esponjosos localizados na cavidade torácica, protegidos pelas 
costelas e separados pelo mediastino, que contém o coração. Cada pulmão é dividido 
em lobos – três no direito e dois no esquerdo – e é revestido por uma membrana dupla 
chamada pleura. A pleura parietal adere à parede torácica, enquanto a pleura visceral 
 19Biologia Celular 
cobre os pulmões. O espaço pleural entre essas camadas contém líquido pleural, que 
facilita o movimento suave dos pulmões durante a respiração.
Mais adiante, veremos o diafragma e os músculos intercostais, que são os principais 
responsáveis pela mecânica da respiração, criando a pressão negativa necessária para 
a inspiração. A coordenação neurológica é central para o controle da respiração, com o 
centro respiratório no bulbo raquidiano regulando a taxa e a profundidade respiratória 
em resposta aos níveis de dióxido de carbono e de oxigênio no sangue.
3.2 Histologia do Sistema Respiratório: Cavidade Nasal
A cavidade nasal é a primeira porção do sistema respiratório e desempenha 
funções críticas na filtragem, no aquecimento e na umidificação do ar inspirado. 
Histologicamente, essa estrutura é complexa e composta por diferentes tipos de 
epitélio e por outros componentes teciduais.
A entrada da cavidade nasal é revestida por epitélio estratificado pavimentoso 
semelhante ao da pele, contendo pelos (vibrissas) que ajudam a filtrar partículas 
maiores. Mais internamente, o epitélio transita para um epitélio pseudoestratificado 
cilíndrico ciliado, característico das vias respiratórias. Esse epitélio é rico em células 
caliciformes que secretam muco, essencial para a captura de partículas inaladas.
Abaixo do epitélio, encontra-se a lâmina própria, composta por tecido conjuntivo frouxo 
que contém uma rica rede de vasos sanguíneos, nervos e glândulas seromucosas. Esses 
vasos sanguíneos, em especial os capilares e os sinusoides, são responsáveis pelo 
aquecimento do ar inspirado devido ao fluxo sanguíneo intenso.
As glândulas seromucosas presentes na lâmina própria contribuem para a produção de 
muco, que umedece o ar e ajuda a capturar partículas e micro-organismos. A mucosa 
nasal também tem células imunológicas que fornecem uma primeira linha de defesa 
contra patógenos.
Além disso, a cavidade nasal contém estruturas ósseas chamadas conchas ou cornetos 
nasais, que aumentam a superfície interna da cavidade e criam turbulência no fluxo de 
ar, facilitando a remoção de partículas e a troca de calor e umidade.
A camada subjacente à lâmina própria é a submucosa, composta de tecido conjuntivo 
mais denso, que suporta a mucosa nasal e contém glândulas maiores. A cavidade nasal 
tem uma estrutura histológica especializada que garante a preparação adequada do ar 
antes de sua passagem para as partes inferiores do sistema respiratório, desempenhando 
um papel essencial na proteção e na otimização da função respiratória.
3.3 Histologia do Sistema Respiratório: Traqueia
A traqueia é uma estrutura tubular localizada entre a laringe e os brônquios principais, 
sendo um componente crucial do sistema respiratório. Histologicamente, a traqueia é 
composta por várias camadas distintas que desempenham funções específicas.
 20Biologia Celular 
 A camada mais interna é o epitélio respiratório, que é um epitélio pseudoestratificado 
cilíndrico ciliado com células caliciformes. Essas células produzem muco que captura 
partículas e micro-organismos, enquanto os cílios movem o muco carregado de detritos 
para fora das vias aéreas.
Tecido conjuntivo
Celula ciliada
(transporte de muco)
Célula 
caliciforme 
(produção de 
muco)
Figura 5: Fotomicrografia do epitélio respiratório. Fonte: Junqueira e Carneiro (2013, p. 354).
Abaixo do epitélio, encontra-se a lâmina própria, composta de tecido conjuntivo frouxo 
contendo vasos sanguíneos, nervos e glândulas seromucosas. Essas glândulas auxiliam 
na produção de muco e na hidratação do ar inspirado.
Em seguida, há a submucosa, também constituída de tecido conjuntivo, mas mais denso. 
Essa camada contém glândulas maiores que contribuem para a secreção mucosa.
A camada mais externa é a adventícia, composta por tecido conjuntivo frouxo que 
conecta a traqueia às estruturas adjacentes. Também inclui a cartilagem hialina 
em forma de “C”, que confere rigidez e mantém a via aérea aberta, permitindo a 
passagem do ar.
Entre as extremidades da cartilagem hialina, encontra-se o músculo traqueal, um 
músculo liso que pode ajustar o diâmetro da traqueia, facilitando a passagem do 
ar durante a respiração. A estrutura histológica da traqueia é complexa e adaptada 
para proteger, limpar e conduzir o ar, desempenhando um papel essencial na 
função respiratória.
3.4 Histologia do Sistema Respiratório: Brônquios, 
Bronquíolos e Alvéolos
O sistema respiratório inclui uma série de estruturas que conduzem e facilitam a troca 
de gases. Brônquios, bronquíolos e alvéolos têm características histológicas distintas, 
cada um adaptado a suas funções específicas.
Os brônquios são grandes vias aéreas que se ramificam da traqueia e são revestidos 
por um epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Essa camada epitelial contém 
células caliciformes que secretam muco para capturar partículas. Abaixo do epitélio, 
 21Biologia Celular 
encontram-se a lâmina própria, composta por tecido conjuntivo rico em fibras elásticas 
e as glândulas seromucosas. A cartilagem hialina presente em placas irregulares 
proporciona suporte estrutural, mantendo os brônquios abertos.
À medida que os brônquios se ramificam em bronquíolos, há uma transição no tipo 
de epitélio. Nos bronquíolos maiores, o epitélio é cilíndrico simples, enquanto, nos 
menores, torna-se cúbico simples. As células caliciformes diminuem, sendo substituídas 
por células de Clara, que têm funções de secreção e desintoxicação. A ausência de 
cartilagem e de glândulas é uma característica dos bronquíolos, que dependem do 
músculo liso para manter sua estrutura e para regular o fluxo de ar.
Os bronquíolos terminam nos ductos alveolares, que conduzem aos alvéolos. Os 
alvéolos são pequenos sacos de ar onde ocorre a troca gasosa. Histologicamente, os 
alvéolos são revestidos por epitélio pavimentoso simples composto por dois tipos de 
células: pneumócitos tipo I, que formam a maior parte da superfície alveolar e são 
responsáveis pela troca de gases; e pneumócitos tipo II, que secretam surfactante, uma 
substância que reduz a tensão superficial e evita o colapso alveolar.
Entre os alvéolos, há uma rede de capilares que facilita a troca de oxigênio e de dióxido 
de carbono entre o ar e o sangue. A barreira hematoaérea, formada por pneumócitos 
tipo I, membrana basal e células endoteliais dos capilares, é extremamente fina, 
permitindo uma troca gasosa eficiente.
Brônquios, bronquíolos e alvéolos têm estruturas histológicas especializadas que 
suportam suas funções de condução de ar e de troca gasosa, sendo essenciais para a 
função respiratória adequada.
3.5 Fisiologia do Sistema Respiratório
O sistema respiratório é essencial para a troca de gases, fornecendo oxigênio ao corpo 
e removendo dióxido de carbono. A fisiologia desse sistema é complexa, envolvendo 
vários processos que garantem a ventilação, a perfusão e a difusão de gases.
A ventilação se refere ao movimento do ar para dentro e para fora dos pulmões. 
Esse processo é regulado, principalmente, pela ação do diafragma e dos músculos 
intercostais. Durante a inspiração, o diafragma se contrai e desce, enquanto os músculos 
intercostaisexternos elevam as costelas, aumentando o volume torácico e criando uma 
pressão negativa que puxa o ar para dentro dos pulmões. Na expiração, o diafragma se 
relaxa e sobe, e os músculos intercostais internos se contraem, diminuindo o volume 
torácico e expulsando o ar.
Já a perfusão é o fluxo de sangue por meio dos capilares pulmonares. O ventrículo 
direito do coração bombeia sangue desoxigenado para os pulmões por meio das 
artérias pulmonares. Nos capilares pulmonares, o sangue passa próximo aos alvéolos, 
permitindo a troca de gases.
Na difusão de gases ocorre o processo pelo qual os gases se movem por meio da 
membrana alveolocapilar. O oxigênio se difunde dos alvéolos para o sangue capilar, 
 22Biologia Celular 
enquanto o dióxido de carbono se difunde do sangue para os alvéolos. Esse processo é 
facilitado pela grande superfície dos alvéolos e pela fina barreira hematoaérea.
A regulação da respiração é controlada pelo centro respiratório no bulbo raquidiano e 
na ponte, que respondem aos níveis de dióxido de carbono, oxigênio e pH no sangue. 
Quimiorreceptores centrais e periféricos detectam essas mudanças e ajustam a 
frequência e a profundidade da respiração para manter a homeostase.
O transporte de gases no sangue envolve a hemoglobina. O oxigênio liga-se à 
hemoglobina nos pulmões, formando oxi-hemoglobina, que é transportada para os 
tecidos. Nos tecidos, o oxigênio é liberado para uso celular, e o dióxido de carbono, 
produto do metabolismo celular, é transportado de volta aos pulmões para excreção.
A fisiologia do sistema respiratório abrange ventilação, perfusão e difusão de gases, 
além da regulação e do transporte de gases, todos essenciais para a manutenção da 
homeostase e do metabolismo celular.
Como aprendemos, o sistema respiratório humano é uma estrutura complexa e 
essencial para a troca de gases, sendo fundamental para a homeostase do organismo. 
É composto por duas partes principais: as vias aéreas superiores, que incluem nariz, 
cavidade nasal, seios paranasais, faringe e laringe; e as vias aéreas inferiores, que 
abrangem traqueia, brônquios, bronquíolos e pulmões. 
Cada uma dessas partes desempenha funções específicas, como filtração, aquecimento 
e umidificação do ar, bem como a condução do ar e a troca de gases nos alvéolos. 
A histologia dessas estruturas, incluindo a composição celular e tecidual, é adaptada 
para maximizar a eficiência respiratória e para garantir a proteção contra patógenos e 
partículas inaladas.
Além da anatomia, a fisiologia do sistema respiratório envolve processos como 
ventilação, perfusão e difusão de gases, todos regulados pelo sistema nervoso central 
para manter o equilíbrio dos níveis de oxigênio e de dióxido de carbono no sangue. O 
diafragma e os músculos intercostais desempenham papéis críticos na mecânica da 
respiração, enquanto a difusão de gases ocorre por meio da barreira hematoaérea nos 
alvéolos, permitindo a oxigenação do sangue e a remoção de dióxido de carbono. 
Já o transporte de gases pelo sangue é facilitado pela hemoglobina, que carrega o 
oxigênio dos pulmões para os tecidos e traz o dióxido de carbono de volta para os 
pulmões para ser exalado. Dessa forma, o sistema respiratório mantém a homeostase e 
sustenta o metabolismo celular.
 " Além da sala de Aula
A crescente popularidade do uso de cigarros eletrônicos marca uma mudança 
significativa no futuro do consumo de nicotina. Nos últimos dez anos, o uso de 
dispositivos de vaping aumentou, impulsionado, em parte, por inovações no design dos 
aparelhos e na variedade de sabores de nicotina. Adolescentes e jovens adultos têm 
sido os principais adotantes desses dispositivos, que, agora, substituíram os cigarros 
 23Biologia Celular 
convencionais como o método preferido de consumo de nicotina. No entanto, pouco 
se sabe sobre os efeitos potenciais do uso crônico de cigarros eletrônicos no sistema 
respiratório. Além disso, o papel do vaping como ferramenta para cessação do tabagismo 
e a redução de danos do tabaco permanece controverso.
O surto de Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarros Eletrônicos ou Produtos de 
Vaping (EVALI), em 2019 destacou os potenciais danos do vaping, e as consequências 
do uso a longo prazo ainda são desconhecidas. Em “Impact of vaping on respiratory 
health”, Andrea Jonas (2022) revisa o crescente corpo de literatura que investiga os 
impactos do vaping na saúde respiratória. O autor analisa as manifestações clínicas 
de lesões pulmonares relacionadas ao vaping, incluindo o surto de EVALI, assim 
como os efeitos do uso crônico de cigarros eletrônicos na saúde respiratória e nos 
resultados de covid-19. A conclusão é que o vaping não é isento de riscos e que mais 
pesquisas são necessárias para estabelecer orientações claras de políticas públicas e 
de regulamentação.
Título: Impact of vaping on respiratory health
Páginas indicadas: 1 a 15
Referência: JONAS, A. (2022). Impact of vaping on 
respiratory health. BMJ, v. 378, 2022. Disponível em: 
https://www.bmj.com/content/bmj/378/bmj-2021-
065997.full.pdf. Acesso em: 28 ago. 2024.
4 4 Teoria na Prática
Alterações fisiológicas e altura
A altitude elevada faz a pressão do ar e a quantidade de oxigênio disponível diminuírem 
bastante. Estar em lugares com pouco oxigênio faz o corpo passar por várias mudanças. 
Quando fazemos exercício em lugares altos, a falta de oxigênio e a menor pressão 
do ar dificultam o uso do oxigênio pelo corpo, causando mudanças tanto físicas 
quanto mentais.
A partir do momento em que indivíduos ficam expostos a altitudes elevadas, há o 
aumento da frequência respiratória. Isso se deve aos quimiorreceptores ao redor do 
tubo respiratório. Com a diminuição da saturação de O2, as alterações sofridas agem 
com intuito de manter a entrega de nutrientes e de evitar a fadiga precoce. Vale 
ressaltar que atividades em altitudes elevadas geram perda de água corporal, que 
aumenta a viscosidade sanguínea.
Tal fato resulta no aumento do débito e da frequência cardíaca para sanar a queda de 
volume. Faz-se necessário que o coração trabalhe com mais força, visto que a resistência 
exercida pelo sangue na parede dos vasos está drasticamente aumentada. Além dessas 
alterações fisiológicas, há, também, variações significativas no metabolismo, o que 
Acesse
aqui
 24Biologia Celular 
https://www.bmj.com/content/bmj/378/bmj-2021-065997.full.pdf.
https://www.bmj.com/content/bmj/378/bmj-2021-065997.full.pdf.
https://www.bmj.com/content/bmj/378/bmj-2021-065997.full.pdf
torna a alimentação fundamental para o indivíduo resistir a esse ambiente hostil e 
obter um melhor desempenho em competições de ponta.
Diante desse contexto, pare e reflita.
• Qual é célula sanguínea responsável pelo transporte do oxigênio?
• Qual é relação entre batimentos cardíacos e a frequência respiratória?
• Onde são produzidas as células sanguíneas?
• Compare a produção de hemácias de uma pessoa que está no nível o mar e a de 
uma pessoa que está em elevadas altitudes. Haverá alguma diferença?
5 5 Sala de Aula
Nesta videoaula, exploraremos dois dos principais tecidos 
do corpo humano: o tecido nervoso e o tecido sanguíneo, 
fundamentais para a comunicação e o transporte de 
substâncias no organismo. Além disso, abordaremos o 
sistema circulatório, responsável pela distribuição de 
sangue e nutrientes, e o sistema respiratório, que garante a 
troca de gases vitais para a sobrevivência.
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6 6 Infográfico
A respiração é um processo vital que permite ao corpo humano obter oxigênio do 
ambiente e eliminar dióxido de carbono, essencial para a manutenção das funções 
celulares. Este infográfico apresenta as etapas da respiração, detalhando desde a 
entrada do ar pelos pulmões até a troca gasosa que ocorre nos alvéolos. 
Acesse
aqui
Nos alvéolos pulmonares, ocorre a troca de 
gases. O oxigênio do ar inspirado passa parao sangue, enquanto o dióxido de carbono é 
transferido do sangue para os alvéolos. 
O oxigênio é transportado pelas hemácias até as células do corpo, enquanto o dióxido de 
carbono, um subproduto do metabolismo celular, é levado de volta aos pulmões. 
Etapas da 
Respiração 
Humana
O ar é inalado por meio das vias aéreas 
superiores (nariz, cavidade nasal, faringe e 
laringe) e conduzido para as vias aéreas 
inferiores (traqueia e brônquios). Os pulmões se 
expandem para permitir a entrada de ar. 
1. Inspiração 
2. Troca Gasosa
O ar carregado de dióxido de carbono é expelido dos pulmões por 
meio das vias aéreas inferiores e superiores, terminando na 
exalação pelo nariz e/ou pela boca.
O sistema nervoso controla a respiração, 
ajustando a frequência e a profundidade 
da respiração de acordo com as 
necessidades do corpo, como durante o 
exercício ou em repouso.
O epitélio respiratório, com suas células 
caliciformes e seus cílios, filtra partículas e 
micro-organismos, protegendo os pulmões de 
contaminantes. 
As glândulas seromucosas na lâmina própria 
ajudam a umidificar o ar inspirado, 
prevenindo a secura e mantendo a 
eficiência do sistema respiratório.
3. Transporte de Gases
4. Expiração 
5. Regulação 
6. Filtragem e Proteção 
7. Hidratação do Ar
 25Biologia Celular 
https://afya.instructure.com/login/canvas
https://afya.instructure.com/login/canvas
7 7  Direto ao Ponto
Ao longo deste percurso, exploramos os principais tecidos e sistemas do corpo humano, 
percebendo a complexidade e a interconexão dessas estruturas fundamentais para a 
saúde e o funcionamento adequado do organismo. O tecido nervoso se destaca pelo seu 
papel na comunicação rápida e eficiente entre diferentes partes do corpo, permitindo a 
coordenação de atividades sensoriais e motoras. 
O tecido sanguíneo, composto por células como glóbulos vermelhos e brancos, além 
do plasma, é crucial para o transporte de oxigênio e de nutrientes e para a defesa 
imunológica. O sistema circulatório, com o coração e os vasos sanguíneos, trabalha 
incansavelmente para distribuir sangue rico em oxigênio e nutrientes a todas as 
células, além de remover resíduos metabólicos.
O sistema respiratório, formado por pulmões e vias aéreas, é responsável pela troca 
de gases essenciais para a respiração celular, permitindo a entrada de oxigênio e a 
expulsão de dióxido de carbono.
Esses sistemas não funcionam isoladamente, sendo interligados e dependendo uns dos 
outros para manter a homeostase e para responder às mudanças no ambiente. O estudo 
aprofundado desses tecidos e sistemas não apenas enriquece nossa compreensão da 
anatomia e da fisiologia humanas, mas também revela a complexidade e a maravilha 
do funcionamento do corpo humano em sua totalidade.
Para sua autorreflexão:
• Identificou as diferenças entre os tecidos nervoso e o sanguíneo?
• Diferenciou os tipos de células do tecido sanguíneo?
• Definiu as características e as funções do sistema cardiovascular e do sistema 
respiratório?
8 8 Referências
JONAS, A. (2022). Impact of vaping on respiratory health. BMJ, v. 378, 2022. Disponível 
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	Histologia Básica II 
	1 Para Início de Conversa...
	2 Pontos de Aprendizagem
	3 Aprofundando os pontos
	Tema 1 – Células do Tecido nervoso
	Tema 2 – Células do tecido sanguíneo e sistema cardíaco
	Tema 3 - Células do Sistema respiratório
	4 Teoria na Prática
	5 Sala de Aula
	6 Infográfico
	7  Direto ao Ponto
	8 Referências